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Eslováquia seleciona caça Lockheed Martin F-16 para substituir MiG-29

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Lockheed Martin F-16 Block 70
Lockheed Martin F-16 Block 70

A Eslováquia selecionou o jato de combate F-16 da Lockheed Martin sobre uma oferta concorrente do Gripen da Saab para substituir sua antiga frota de MiG-29.

A Eslováquia comprará 14 aeronaves F-16 Block 70/72 por um valor estimado de US$ 1,86 bilhão.

“Com base em análises completas, escolhemos a melhor solução, porque são máquinas modernas que não têm concorrência em termos de preço, qualidade e capacidade, e o que podemos ter como país”, afirmou o ministro da Defesa, Peter Gajdoš, em comunicado.

“Ao considerar e levar em conta todos os parâmetros, a oferta dos EUA foi mais barata. O Departamento de Defesa comparou preço, munição, custos de treinamento de pilotos e equipe terrestre, logística, conclusão da infraestrutura, prazos de entrega e outros custos operacionais até o horizonte 2040”, ele adicionou.

Ele também agradeceu aos EUA e ao governo sueco por ofertas e negociações sérias.

MiG-29 da Eslováquia
MiG-29 da Eslováquia

51 COMMENTS

  1. Excelente escolha. Os f16 vao voar algumas boas décadas ainda. Plataforma fantástica e flexível. Um dos melhores se nao melhor projeto na categoria.

  2. Vejo mais os paises vizinhos da europa se enfrentando até 2040 do que russos e chineses sendo ameacados. Ninguém vai se meter com tem economia regional forte. Quanto aos f16 vale lembrar que slovacos e polacos se entendem no idioma e a Polônia quer virar a oficina de armas dos americanos. É só procurar perto de Gorno.

    • “Prime Minister Peter said Wednesday his government will pay 1.589 billion euros ($1.86 billion) for the aircraft, ammunition, training of pilots and logistics services for two years.”
      .
      Pacote completinho. Dá uns U$ 132,8 milhões por aeronave, fazendo aquela conta burra…
      Aqui pagamos coisa de U$ 150 milhões por cada Gripen E/F, sendo que teremos acesso a código fonte, ToT, aeronaves montadas aqui, simuladores, treinamento e pessoal da FAB e engenheiros, incluindo gerenciamento do ciclo de vida, configuração personalizada da aeronave, desenvolvimento de uma versão biposto, pacote de armamentos para operações iniciais e suporte logístico até 2021, com outro pacote de suporte logístico para operar as aeronaves até 2026… E maluco ainda fala que foi caro!!!

      • Bardini,

        Vale acrescentar que na tradicional comunicação da DSCA ao Congresso dos EUA para vendas ao exterior, publicada em abril deste ano, está mostrado um valor ainda maior, de 2,1 bilhões de dólares por todo o pacote requisitado / oferecido, que na comunicação da DSCA inclui dezenas de mísseis Amraam, uma centena de Sidewinders, outros tantos kits de bombas guiadas etc.

        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/slovakia-f-16-block-7072-v-configuration-aircraft

      • Caro não existe sem um parâmetro à ser relacionado.

        Caro em relação a que???

        Em relação à outros caças ocidentais, todos sabemos que o Gripen é um dos mais baratos, junto com o F-16.

        Já se incluirmos caças russos e chineses, o Gripen pode sim ser considerado Caro.

        Pegue os preços pagos pela Índia em novos MiG-29K, preços pagos pela China em caças Pesados Su-35 e previsões sobre custos do MiG-35 e perceberá o seguinte:

        Em vez de 36 Gripen poderia ter sido:

        1) 108 MiG-29 M ou K (6 Esquadrões Completos)
        2) número próximo de 100 do MiG-35
        3) + de 60 caças Pesados Su-35
        4) + de 120 J-10B

        • Nenhum dos citados vinham com total transferência de tecnologia.

          Fica a pergunta, ter diversos esquadrões com bons caças a curto espaço de tempo para uma hipotética guerra de algum país estrangeiro invadir o nosso mas sem o conhecimento de produzir/reparar tais caças e peças de reposição?

          Ou pagar por um caça, que também é bom, ter todo o conhecimento para produzir o mesmo nacionalmente, sem necessidade de depender de americanos/rússos/chineses no processo? Vale lembra que o Gripen ta saindo mais caro justamente por causa da transferência de tecnologia.

          Não sei você, mas prefiro a segunda opção.

          • A questão de tot eh importante. Mas sabemos que eh limitada.

            Nenhum turbofan será produzido aqui. Não seremos independentes na produção radares AESA e mais uma infinidade de limitações.

            Mesmo não sendo 100%, a tot conseguida, com certeza, eh muito melhor do que nada.

            Mas a Índia também recebeu muitas tots e está próxima possuir 272 Sukhoi 30, sendo fabricados na índia com tot por preços conhecidos e bem mais baratos que estamos pagando pelos gripen.

  3. Custou bem caro, hein.
    Melhor escolha foi mesmo o Gripen, além do avião em si, que é uma baita máquina, temos o direito de fabricar, requisitos específicos, e tudo o mais que teremos acesso, sem dúvida, foi a melhor escolha para a FAB.

    • Então Silvano, não sei se ficou bem caro, tem que ter cuidado com os valores divulgados, pois existes outras variáveis como treinamento, peças, bancadas etc. Se eles acharam que é o mais barato, certo eles. Em valores absolutos, a compra do F-16 deles ficou mais barato que o programa Grippen da FAB MAS é muito leviano fazer estas comparações, pois o escopo da compra da FAB é muito mais ambicioso e amplo.
      Quanto ao Grippen, não temos como afirmar que é uma baita máquina, é um vetor que terá que se provar, pois ainda está nos protótipos (considero o demonstrador de tecnologia um protótipo tb), a FAB está apostando nela (os Suecos também) e nada indica que a aposta é ruim. Sobre o ponto de vista da absorção de tecnologia, sem dúvida, a FAB fez a melhor escolha.
      Particularmente eu vejo um plus na compra do Grippen que não sei se a FAB irá (ou vai querer) conseguir absorver, que é a doutrina do uso dos aviões pela Suécia, não estou falando na possibilidade de usar estradas como pistas, mas toda a flexibilidade, que vai desde o desdobramento, à rápida troca de missão, passado pelo reabastecimento e remuniciamento com pouquíssimos recursos.

      • Por que a FAB não iria querer, ou conseguir, absorver a doutrina sueca de uso do Gripen? Qual o motivo da incapacidade? O que você acha que o Grupo Fox está fazendo, neste momento?

    • Na Suécia!! Que além de ser um país desenvolvido, sempre lutou para ter uma indústria aeronáutica autônoma e de boa qualidade. Os países da OTAN nunca comprarão o Gripen por conta do componente político. Talvez a Suíça compre ou algum outro país ocidental, não participante da OTAN.

    • Será interessante saber o valor da hora dos Grippen, a estimativa era de menos de 5 mil dolares para o Grippen. Particularmente acho este valor estranho, sabendo que a do F-16 varia de 7 a 11 mil doletas. Não cabe na minha cabeça, a hora do voo do grippen ser menor que a do F-16 (temos que levar em conta as escalas de produção).

  4. O Gripe E venceu o FX da Suiça, no entanto a população fez um referendo para o governo paralisar a aquisição de qualquer modelo de aeronave de caça, agora o concurso foi reaberto e acredito que dará o Gripen novamente, assim como o mesmo tem boas chances na Índia.

  5. O F-16, Block 70 é um excelente caça. Junte a isso que tem larga experiencia de combate e que o fabricante tem tradição de milhares de caças a jato no seu curriculum. A seleção de itens que pode integrar na carga bélica é extensa. Como bombardeiro, tb tem um recorde de missões exitosas, como o ataque ao reator Iraquiano de Ozirak. Parabéns aos compradores vão recebeu um ótimo caça.

    • Também acho, o custo x benefício do F-16 de “prateleira” para compra de poucas unidade é imbatível.

      Já para o Brasil, que comprou tecnologia, além do avião em si, o Gripen foi mais negócio.

    • Verdade, a camuflagem do mock-up do Gripen E também é muito linda, pena que não deve ser efetiva em nosso cenário, pois seria muito legal ter em nossos Gripens também. 😀

  6. Do ponto de vista da eletrônica embarcada, sistemas de auto defesa e sensores, o Gripen E é superior a esta versão do F16.

  7. Os F-16 vendem que nem água. Sò sinto pena da Saab, que possui um vetor superior em todos os quesitos, em relação aos F-16. Porém na Europa não consegue efetivar uma venda do seu NG. Enquanto isso, o MiG-35 já foi consultado por mais de 30 possíveis compradores. O gripen realmente não tem tido vida fácil. De uma lado o grande poder chamado Estados Unidos e do outro a Rússia. Em um ambiente como este, não é fácil ser periférico.

    • F-16 bloco 70 é mais potente que o gripen.

      Mig-35 nem a Rússia quer,, deve conseguir um cliente ou dois no final. Preferem pagar um pouco mais e ficar com o Su-30 muito mais capaz. É possível que comprem alguns para manter a Mikoyan funcionando.

    • lógica desses _____________: O su-27 modernizado (su-35) é o melhor caça do mundo e muito superior ao su-27, mas o F-16 modernizado não passa de um caça da década de 70.

      COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ROTULE OS OUTROS PARA NÃO SER ROTULADO.

  8. É interessante que por mais que os Russos digam que suas versões avançadas de Mig29 e Mig35 sejam “plug n play” com os equipamentos ocidentais, os antigos clientes vão mudando para soluções de outros países para substituírem seus Mig21/23/29.

  9. Rinaldo, eu como leigo (e vindo de tecnologia), acho que é importantíssimo absorver (o que convém) da doutrina Sueca MAS como não sou da FAB, não tenho como afirmar isto. Quanto a capacidade, tem muito a ver com recursos, por exemplo, eles são mestres em rápidos desdobramentos, ou seja, devem ter peças e ferramental espalhados. Isto é caro e não acredito que isto seja importatissimo no Brasil.

    • Nenhuma FA deixa suprimentos, ferramental e EAS (Equipamentos de Apoio de Solo) espalhados à toa, nem a USAF. Qualquer crise é precedida de avisos, e caso escale para um conflito, um Exame de Situação já foi feito, e as Bases de Desdobramento foram definidas. Daí, e só somente assim, o material é desdobrado. Não precisa de muito dinheiro pra isso.
      Já ouviu falar no Plano de Desenvolvimento de Aeroportos de Interesse Militar (PDAIM)? Com certeza não. É um planejamento do EMAER prevendo o desdobramento da FAB no território nacional.

  10. Como na postagem anterior sobre os F16 da IAF, ainda penso ser o F16 excelente aeronave com custo benefício baixo, dependendo do modelo e com certas modificações( modernizações oferecidas). para nosso grande território F16 como segunda linha de defesa. Sem contar os Gripens seria de sobra meios de dissuasão incríveis. houve um período que o F16 foi oferecido A FAb pra o programa FX2 senão me engano. Hipótese: poderíamos ter uma parceria para adquirir a construção local em nosso país. sempre serei a favor de empreendimentos e competição entre empresas de vários setores. Abraços.

  11. Comandante Nery,
    Nunca li nada sobre PDAIM (sinto falta de um resumo em linguagem mais leiga dos documentos no Brasil), mas o que dá para entender, é que os Suecos não tem a esperança que uma crise terá avisos. Trabalhei com vários suecos e um em particular (ele era da Ericsson), comentou que as Forças Armadas Suecas tem equipamentos e suprimentos fora das suas bases, estou comendo pela boca dele. A conversa começou por causa deste artigo, no mesmo, tem um link onde dá para entrar no assunto guerra total.

    https://www.defensenews.com/global/europe/2018/03/14/fortress-sweden-inside-the-plan-to-mobilize-swedish-society-against-russia/

    Ele mostrou vários documentos que o Governo Sueco entrega para a população sobre uma possível guerra. Lembro deste, pois é fácil memorizar. Se a crise ou guerra vier

    https://www.msb.se/Upload/Forebyggande/Krisberedskap/Krisberedskapsveckan/Fakta%20om%20broschyren%20Om%20krisen%20eller%20Kriget%20kommer/If%20crises%20or%20war%20comes.pdf

    Sei que a situação do Brasil é muuuuito diferente que a dos Suecos e que vamos ter um certo tempo para nos preparar.
    Mas é interessante, conversar com Suecos, Israelenses sobre o estilo de vida “diferente” que o nosso, o convívio militar, é bem mais íntimo para eles, ja os chineses e indianos, são como nós, mais deslocado. Já o americano dá de tudo, desde ex (dizem que não existe ex) marine até um sujeito que não sabe da diferença entre guarda costeira e o us navy. Agora uma coisa que me marcou, é o espanto deles, quando ficam sabendo sobre a dificuldade de comprar uma arma no Brasil e da quase impossibilidade de portar, eles falam, ué, porque raios de cargas d’agua, não porta arma se você pode ser assaltado na rua? Não conseguimos explicar para eles isto e nem porque um jogo de futebol pode terminar empatado hehehehe.
    Um grande abraço.

    • Estive na SAAB, em 2008, em Gothenburg. Conheço um pouco da Força Aérea Sueca. O 2°/6° faz intercambio com a França e Suécia.

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