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Com novo míssil, Rússia e China podem superar aviões de combate dos EUA

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R-37M
Vympel R-37M

Novo míssil ar-ar russo tem vantagem em velocidade e alcance

De Reuben F. Johnson

KIEV, Ucrânia – O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que uma nova arma está muito próxima da conclusão de seus testes de validação e em breve será colocada em operação.

Se os relatórios de seu desempenho operacional forem precisos, isso ameaçará a sobrevivência de todas as aeronaves de combate dos EUA atualmente em serviço – particularmente o mais novo caça dos EUA, o Lockheed Martin F-35.

A arma é o míssil ar-ar Vympel R-37M (designado AA-13 Arrow na OTAN). Lançado a partir de uma aeronave de combate, ele é projetado para atingir alvos em distâncias de até 188 milhas (300 km), sua seção de ogiva contém 60 kg de material explosivo, e é relatado ser capaz de velocidades de até Mach 6.

Este míssil oferece às aeronaves russas uma vantagem sobre as aeronaves de combate dos EUA em velocidade e alcance. As versões mais avançadas do míssil ar-ar Raytheon AIM-120, fabricado nos Estados Unidos, atingem cerca de Mach 4 e têm alcance de apenas 110 milhas (176 km).

Os planejadores de defesa estão alarmados com o número de caças que a Rússia planeja equipar com esta arma.

Os mísseis que precederam o R-37M eram exclusivos e armas adequadas para a aeronave Mikoyan MiG-31. A missão do MiG-31 era quase inteiramente dedicada a derrubar bombardeiros estratégicos dos EUA e outros grandes aviões que pudessem representar uma ameaça ao espaço aéreo russo, de modo que esses mísseis normalmente não costumavam ser vistos fora do território russo.

MiG-31
MiG-31 com mísseis R-37

No entanto, de acordo com fontes do MoD russo, as Forças Aeroespaciais da Rússia (VKO) estão planejando que os modelos Sukhoi Su-30, Su-35 e Su-57 operem com o R-37M, além do MiG-31. O míssil será, portanto, capaz de ser disparado contra quase todos os aviões militares dos EUA em numerosos teatros de operações em todo o mundo e não apenas dentro do espaço aéreo territorial de Moscou.

O anúncio provocou reações nervosas desde o ministério da defesa da Polônia aos aliados dos Estados Unidos na Ásia. O único míssil no arsenal ocidental que se aproxima do russo R-37M em velocidade e alcance é o Meteor, movido a motor a jato, produzido pelo consórcio europeu MBDA, que não é instalado em nenhuma aeronave dos EUA.

Também não há mísseis atualmente no arsenal dos EUA que correspondam ao desempenho desta arma russa. Por isso tem vários países estào perguntando se eles deveriam considerar a compra do caça sueco Jabra Saab JAS 39, que já tem o Meteor integrado em seu sistema de controle de tiro.

Os caças Su-30SM e Su-35 são operados por militares russos ao longo das fronteiras com a OTAN. Aeronaves Su-30 têm acossado navios de guerra e aeronaves dos EUA, tanto no Mar Negro e no Báltico. Ambos os aviões foram vendidos e são operados pela Força Aérea do Exército de Libertação Popular na China (PLAAF), e a VKO também os basearam no aeródromo militar russo em Latakia, Síria – onde eles estão frequentemente próximos das forças dos EUA. Há rumores há anos de uma iminente venda de Su-30SM ou Su-35 ou ambos para o Irã em grande número.

Uma versão do R-37M também poderá ser transportada pelo Su-57
Uma versão do R-37M também poderá ser transportada pelo Su-57

Especialistas em defesa estão preocupados com a rapidez com que o R-37M estará em serviço com a PLAAF. Aeronaves Su-35 chinesas foram vistas recentemente em trânsito em Novosibirsk, enquanto voavam de volta para as instalações de testes de voos russas mais ao oeste. Especula-se que algumas das aeronaves estão retornando para avaliar a adição dessa nova arma aos seus Su-35s.

Fontes russas descrevem o sistema de orientação dos R-37M como sendo equipado com um “cérebro” de alta tecnologia que é “imune a interferência de sistemas de guerra eletrônica”.

O F-35 é uma das aeronaves mais vulneráveis ​​a essa nova arma, disse um especialista em combate aéreo ao Washington Free Beacon. “A aeronave não tem supercruise e não tem a “aceleração para velocidade de escape” de que outras aeronaves são capazes. As características stealth do F-35 também foram projetadas para enfrentar uma geração cada vez mais antiga de ameaças, o que significa que a aeronave é mais detectável para novos sensores e sistemas de armas”.

Esta é uma preocupação séria para o futuro dos aliados dos Estados Unidos da América. O Japão e a Coreia do Sul são ambos clientes do F-35 e ambos têm que enfrentar a PLAAF da China regularmente. O F-35 também poderá ser comercializado para nações diretamente ameaçadas pela Rússia, como Finlândia e Polônia.

Um ex-funcionário da MBDA disse ao Free Beacon que os planos estão em andamento para tentar igualar o placar, integrando o míssil Meteor no F-35, mas não até 2024 ou mais tarde.

FONTE: The Washington Free Beacon

119 COMMENTS

  1. Poloneses lucrando com as guerra de midia do partido democrata americano e da otan. Sonhando com a transferwncia da base americana na alemanha. (Tenho amigos cujo as maes ja trabalham em fabricas da industria pesada polonesa). . E os russos pegando carona nos negocios.

    • Muitíssimo pouco provável. A Rússia não tem vendido material muito avançado para esses países. Prnicipalmente para a Síria. Acho que a temperatura por lá já está um pouco elevada, né?

      • Você esta esquecendo da Koreia do Norte que tem tecnologia de míssil balístico e nada impede da mesma fornecer ao Iran.

  2. Os radares do sukhois e outros caças usam banda X. O Mig-31 usa banda L contra a qual a furtividade também funciona, embora com menor eficiência.

  3. Acredito que esse missil ficara entre russia china e paquistao. Um belo missil. Como nao somos aliados ficaremos pegando o que o congresso americano libera. Enquanto chile e colombia se armam com os favores do pentagono.

  4. Sou brasileiro. Vejo alianca com a argentina estratégica. Vencer os caças e misseis vindo das cordilheiras (uso de bases por terceiros apos 2040) e caribe e no atlantico detonar porta aviões. Alem de ficar de olho nos satelites. Sou da ala dos malucos.

  5. É realmente notável o desenvolvimento de mísseis russos (e chineses também).
    E em todos os setores. Sejam balísticos, anti-aéreos, anti-navios e etc.
    Estão com uma boa vantagem em relação ao Ocidente.
    Outro dia estava lendo sobre o Satã 2 e aquilo é inacreditável.
    É a arma do juízo final.

  6. O R-37M é uma evolução do R-33, mas ainda não é uma arma BVR ideal contra alvos manobráveis, o mesmo está limitado a interceptar alvos manobrando a no máximo 8G em condições ideais, ante os 12G do R-77, quanto mais próximo do envelope máximo menor a capacidade de engajar um alvo manobrável. O Meteor provavelmente entregue um mesmo alcance, sendo um míssil bem mais leve e manobrável.

  7. Esse míssil claramente não é destinado ao combate entre caças. Mas sim a frota de apoio aos caças ocidentais, ou seja, plataformas de reabastecimento em voo, transporte e guerra/reconhecimento eletrônico, que de discretas ao radar não tem nada.

    Existem discussões nos EUA sobre a necessidade de plataformas de grande porte de características stealth. Talvez esse míssil possa apreçar os tomadores de decisão:

    http://www.thedrive.com/the-war-zone/7012/the-air-force-desperately-needs-a-stealth-tanker

  8. Parece uma arma de Star Wars. Aqueles profundores horizontais destacados da carcaça do míssil soam estranhos.
    .
    Meio gordinho para caber em uma baia de caça stealth.
    .
    E a Mach 6 deve ter uma manobrabilidade horrível.
    Bom para alvos grandes e valiosos.

  9. “As características stealth do F-35 também foram projetadas para enfrentar uma geração cada vez mais antiga de ameaças, o que significa que a aeronave é mais detectável para novos sensores e sistemas de armas”.”

    Isso não é novidade para ninguém, agora, pra já? O tal “especialista” está falando besteira. Primeiro você tem que detectar o f35, isso é o que é dificl, mas quando ele for detectado a questão da agilidade vai realmente ser um calcanhar de Aquiles.

    • É novidade, pois o ninguém projeta um caça para ficar 30 anos em serviço sem pensar nas tecnologias e ameaças futuras.

      Não vai ser 10 ou 15% menos de agilidade que vai fazer o F-35 sem muito diferente de outros caças.´

  10. O míssil, operando em banda x é tão inútil contra um F-35 como qualquer outro. É o avião lançador que deverá detectar o F-35 antes de lançar, certo? O que muda?
    Se um caça está buscando escapar de um míssil Mach 4+, faz diferença ter ou não supercruize? 0.2 ou 0.3 Mach a mais vai salvar sua vida?
    Esse Washington Free Beacon é sério?

      • Pior do que isso, é daquelas matérias de think tanks pagas pela indústria de defesa para aterrorizar o contribuinte americano e manter (ou aumentar) os elevados gastos de defesa dos EUA e o lucro dessas companhias.

        Mesmo torrando mais com defesa do que os 6 países seguintes da lista de maiores gastos somados, os EUA sempre tem um “gap” com relação aos demais, já perceberam? Como dizem por lá, bullshit.

  11. Já li muito sobre este míssil em blogs estrangeiros, tudo que tem ouvido que é um míssil ar-ar fenomenal….Mas está matéria só tem suposição , o cara que escreveu e nadinha pessimista hein…..

  12. Impressionante, principalmente se eles “enxergarem” os aviões americanos.

    Mais um hyper arma Putiniana… o Mundo acabou.

    Obs.: Podiam usar nos céus da Síria, acho que com isso poderão sonhar com o domínio dos céus de seu Aliado…

    #osceusdasiriasãodetodosnós

  13. Parece matéria daqueles alarmistas que alardeiam torpedos russos de 100 megatons.
    Seja para justificar gastos militares maiores, ou porque acreditam mesmo.

    • Bosco,
      Já se previa nos anos 90 que com a evolução dos radars ultra-computadorizados, possivel acompanhar e travar aeronvaves sth…
      Sei que vc não gosta de materias que diminuei o EUA e seus caças sth… mas a realidade é que o mundo gira meu caro.

    • Com este comentário do mestre Bosco nem vou ler mais nada já basta pra mim. Russia sendo Russia, muita propaganda de ultra, mega, power, Plus alguma coisa. Na hora do vamos ver nunca esta operacional.

      • Talvez em foguetes balísticos, certamente não em mísseis de cruzeiro.

        Além do mais, esse míssil ( que está sendo anunciado há 20 anos) não apresenta nenhuma característica especial contra aviões furtivos pelo que foi divulgado até hoje. A referência do autor ao F-35 é mais por falta de conhecimento no assunto ou a necessidade de criticar o F-35 sem bons fundamentos.

  14. Se esses caças russos estiverem acompanhados de aviões AWACS eles poderão disparar esses novos mísseis de uma grande distância e o guiamento e atualizações de rota no meio do caminho poderiam ficar sob responsabilidade dos AWACS que tem radares muito mais possantes que os caças !! O MIG 31 tem se tornado um avião polivalente pois primeiro form os testes com o Khinzal e agora esse novo míssil !!

  15. Que trambolho ! Ddeve ter uma NEZ muito pequena contra caças, mas deve ser uma formidável arma contra plataformas de apoio como AWCS, reabastecedores, aviões ELINT/ISR.
    É por isso que os americanos tem colocado sensores e radares poderosos nos F-22 e F-35, eles só não tem como substituir os KC, talvez no futuro com a entrada do B-21 Raider, alguns B-2 virem reabastecedores.

  16. Face a eficácia deste míssil o tempo nos dirá.

    O que está se concretizando é o apelidado por aqui de “radar de bolinhas” (radar fotônico).

    Uma vez operacional(2020) o radar fotônico irá mudar drasticamente a logística dos aviões militares. stealth, furtivos, só no dicionário…rs

    ps. antes que comece o festival … sou ignorante(conhecimento) vou difamar,ironizar,etc ao cubo. Pesquisem, se informem..Rússia, China, EUA, Europa.. tem investido tempo e dinheiro no campo fotônico/quântico… China e Rússia alguns passos na frente.

    • Ouvi dizer que o ITA tem um laboratório e projetos muito f$&@ na área de fotônica. Mas, como tudo em banânia, precisa de dinheiro pra desenvolver e virar realidade. Por base, amplifica-se absurdamente a potência de um radar diminuindo peso. Mas ainda requer pesquisa, logicamente.

      • Não é só em “banânia” que as coisas precisam de dinheiro para virar realidade. A diferença é que em “banânia” damos “outros usos” ao nosso dinheiro

  17. Eu pergunto:
    Como as aeronaves russas e chinesas conseguirão alvejar as aeronaves furtivas americanas,se as mesmas não detectam a sua presença,não sentem,não sabem de sua presença,não veem as aeronaves furtivas?
    Não precisa explicar eu só quero entender a eficacia plena de tal arma,que independente de detecção ou localização de outra aeronave contraria,a mesma com tal arma conseguira,mesmo assim, abater implacavelmente e inexoravelmente a aeronave adversaria.

    • Pensei a mesma coisa ! o Phoenix fazia isso a bastante tempo em conjunto com o gigantesco AN/AWG-9 e seu upgrade, o AN/AWG-71.
      Resta saber se o missil russo tem trajetória balística como o Phoenix.

  18. Notícia nitidamente destinada a estimular a indústria de armas norte-americana (como uma boa dezena de outras publicadas aqui na trilogia). Como é bom ser velho nestas horas, durante a Guerra Fria URSS vestia como uma luva para justificar os bilhões de dólares destinados a indústria armamentistas. Novamente agora… e o pior que os russófilos e sinófilos do fórum deliram com as promessas de um apocalipse vermelho. Mundo muito louco este, não?

  19. É…..como o Guismo falou acima, o Phoenix operado pelo Tomcat, em roupagem nova, poderia ser o omônimo ocidental.
    E contra este R37M, vejo a antecipação de armas de defesa a laser táticas sendo embarcadas nos bombardeios e aeronaves elint.

  20. Falem o que quiserem sobre os caças russos, mas eu sou muito fã, fico impressionado com o MIG-31, além de muito bonito e imponente é letal!

  21. O MiG-31 é o único caça de 4a geração que possui capacidade de super cruzeiro REAL.
    Fora ele, somente o F-22.

    Os demais caças que alegam capacidade super cruise, na verdade possuem tal capacidade muitíssimo limitada. Limitada em tempo e distância percorrida (voam pouco tempo em super cruise) e/ou em velocidade (super cruise de Mach 1,1 por exemplo).

    O MiG-31 possui um Raio de Ação superior a 700 km (ida e volta), voando a Mach 2,3
    🙂 é impressionante.

    A maioria dos caças de 4a geração possuem um Raio de Ação equivalente (pouco maior ou pouco menor), voando a Mach 0,8.
    Em modo super cruise voando a Mach 1,1 ou Mach 1,2 o raio diminui e a vantagem de velocidade aumenta Pouco.

    Mach 2,35 por um longo período é algo que só o MiG-31 faz.
    Aliado ao radar Monstro e mísseis de Muito Longo alcance, é um interceptador fantástico.

    • Com todo respeito mas você está equivocado! Supercruise é a capacidade de voar longos períodos de tempo em velocidade supersônica sem o uso de Pós-Combustão e por esse conceito o Mig-31 não detém essa capacidade. Consultando o Sérgio Santana, o melhor autor brasileiro sobre aviação soviética/Russa e que já nos brindou com dois artigos magníficos aqui no Aéreo, ele me explicou que de fato o jato pode voar 725km a Mach 2.35 mas essa distância é percorrida em pouquíssimo tempo tendo em vista a própria velocidade, e ainda assim com o pós-combustor acionado. Outrossim essa velocidade é apenas alcançada em grande altitude pois ao nível do mar a velocidade máxima do avião é de 1.400km/h.

      • O Luís deve ter querido dizer que o MiG-31 é o único caça capaz de cruzeiro supersônico, e não de “super cruzeiro”.
        Em geral com os pós combustores ligados se consome 4 x mais que no modo seco. Se no empuxo seco o consumo é de 3 t por hora, com pós-combustão seria de 3 t a cada 15 minutos.

        • Só fazendo uma analogia, se um caça gasta 2 t de combustível por hora em empuxo seco a Mach 0,9 e percorre 1000 km nessa hora, se ele ativar o pós-combustor ele poderia chegar a Mach 1.8 mas o faria apenas em por 15 minutos e nesse tempo ele teria percorrido só 600 km.
          Ou seja, sem pós combustor se percorre 1000 km com 2 t de combustível em 1 hora; com pós-combustor se percorre 520 km com 2 t de combustível em 15 minutos.

          • O probleminha do voo supersônico utilizando pós-combustor diz respeito a que nesse regime ele consume mais de 4 x de combustível. Se fosse o dobro, tava ótimo porque ele iria gastar metade do tempo pra fazer o mesmo percurso gastando a mesma quantidade de combustível. O problema é que não é o dobro e sim 4 x mais.
            Ou seja, dobra-se a velocidade e quadruplica-se o consumo. Moral da história: o caça percorre só a metade da distância no quarto de tempo.
            E tem um complicador, que é os caças geralmente não serem feitos para cruzeiro supersônico, como por exemplo, o Concorde.
            Caças não conseguem ficar mais que alguns minutos com os pós combustores acionados e em velocidade supersônica porque isso iria causar um estresse térmico e mecânico nos componentes do motor que não iria suportar.
            Velocidade supersônica em caças é regime excepcional e raro.
            O Luís diz que o MiG-31 é capaz de cruzeiro supersônico e não há porque duvidar, e portanto, é um caça incomparável.

    • Corrigindo, de fato o Mig-31 pode voar 1.400km a Mach 2.35 mas isso se dá apenas com o Pós-combustor ligado o que ainda assim mostra que o avião não tem Supercruise visto ser essa entendida como a capacidade de voar longos períodos em velocidade supersônica sem pós-combustor.

      Ademais, também a velocidade dele é de 1.500 km/h ao nível do mar

  22. O MiG 31 não tem manobrabilidade alguma e seria alvo fácil no dogfight para os super manobráveis F-15, F-16, F-22 e F-18 armados com AIM-9X e HMS e canhões.

    • O MIG 31 pode nao ser manobravel, mas e muito mais rapido que os avioes Americanos que voce mencionou. Usaria sua velocidade para manter-se fora do raio de acao desses cacas. Mas se for pego de surpresa, seria alvo facil.

    • Segundo dados computacionais oriundo de simulações da OTAN, nunca foi possivel chegar perto de um Mig-31 para vingar os abates realizados pelo mesmo em confronto aereo.
      Misseis de longo alcance + aceleração rapida + velocidade acima de mach 3+ raio de combate elevado, torna-se impossivel de abate-lo.

      • Voando mais baixo que ele voce mitiga o raio de ação do missil, e o Mig-31 nunca pode usar o R27 só usava o R33 que era inadequado ao combate contra caças, o mesmo vale pro AIM-45 Phoenix, so recentemente que as versões modernizadas foram aptas a carregar o R77.

      • Engraçado que segundo esses mesmos dados computacionais da OTAN também é impossível chegar perto do F-35 sem que ele queira mas todo mundo diz que dá conta de abatê-lo no dogfight, e inclusive que ele é freguês do Su-35.

    • Engraçado que as mesmas pessoas que estão falando que a falta de manobrabilidade do MIG-3 não é um problema são os mesmo que dizem que o F-35 perde para um SU-35 por causa dela. É impressionante a hipocrisia de alguns dos ilustres comentaristas daqui. E, como o próprio Bosco disse, se vocês vão usar os dados da OTAN para julgar o MIG-31 julguem o F-35 pela mesma medida.

      P.S. essa não é, de forma alguma, uma crítica ao MIG-31, aeronave que – por sinal – sou um grande fã.

  23. A grande vantagem desse míssil com 400 km de alcance é que eles não estão sujeitos às regras de engajamento e às limitações do sistema de identificação “amigo-inimigo”. Diferente dos ocidentais o tiro para russos e chineses é livre.

      • Fox-2, o que o Bosco estava salientando é que, por mais que o míssil tenha esse alcance, ainda está sujeito a ter de se aproximar para identificar a aeronave. Ainda que – acredito eu – no caso de um AWACS esse seja um movimento desnecessário. Todavia, se a história nos ensina alguma coisa é que os russos não ligam muito em identificar uma aeronave antes de atirar, como pôde, infelizmente, ser sentido pelos passageiros dos voos MH17 e KAL 007.

        • Bruno,
          Contra um AWACS eu concordo plenamente, mas é que o artigo afirma que o míssil com 400 km de alcance é um carrasco para “todos” os aviões de combate dos EUA. Daí minha referência ao sistema IFF e às regras de engajamento já que elas são uma das limitações que os críticos da superioridade dos stealths no combate BVR insistem em lembrar.
          A alegação é que as regras de engajamento obrigariam um F-22 ou um F-35 a confirmar visualmente um contato não cooperativo como alvo válido e aí eles se tornariam presa fácil para os superhipermanobráveis Su-qualquer número e MiG-qualquer número.
          Outra alegação da inutilidade da tecnologia stealth e do combate BVR diz respeito à super hiper capacidade de ECM dos caças russos frente aos mísseis guiados por radar da OTAN/EUA, que fariam estes algo praticamente inútil.
          O que não deixa de ser inusitado tendo em vista que até há pouco tempo a tecnologia russa era tida como antiquada e na sua maioria, valvulada da época do Guerra Fria, enquanto que a tecnologia ECM da OTAN/EUA é tida como superior desde longa data.
          Mas de modo no mínimo curioso, os críticos do Ocidente não colocam num mesmo patamar a vulnerabilidade dos mísseis guiados por radar dos russos frente aos sistemas ocidentais equivalentes, que diga-se de passagem são muito mais tradicionais, avançados, provados , diversos e sofisticados. Mas fazer o quê? Em sites de Defesa nem sempre pau que dá em Chico dá em Francisco. rsrsss

          • E vale lembrar que missil tem NEZ, missil tbm perder energia, por isso esse missil não é adequado ao combate de caças, mas para negar a presença de aviões grandes como AWCS, KCs, ELINT/ISR4.

  24. Seria interessante os Russos instalarem os misseis em reparos duplos ou triplos a serem instalados no solo.

    Sabe como é que é, como é que eles vão disparar os misseis se o avião lançador já foi abatido???

    Sempre me lembro do susto que a tripulação do Su-34 na Siria levou com o F-22 que começou a brincar com ele… ok… depois o F-22 (que estava a brincar) foi impiedosamente engajado por desesperados Su-30/35

  25. “A aeronave não tem supercruise e não tem a “aceleração para velocidade de escape” de que outras aeronaves são capazes.

    Qual outra aeronave seria capaz de escapar, considerando sua aceleração e velocidade, de um míssil que atinge mach 6?

      • Bosco,

        Pelo texto, da a impressão que o F-35 não escapa devido às sua baixa aceleração e velocidade. Considerando apenas esses dois fatores, tem algum que escapa?

        Ainda mais porque, de acordo com esse texticulo, o míssil é imune a dispositivos de guerra eletrônica.

        • André,
          Mas esqueceram de combinar isso de que ele é imune às ECMs com os EUA e a OTAN, e como você sabe, textículo aceita tudo.
          Antes de mais nada o MiG-31 vai ter que detectar com seu radar banda X (CHIS) os furtivos da OTAN. Em segundo lugar o míssil tem que travar nos stealths da OTAN utilizando seu radar banda X (CHIS).
          Mesmo contra aeronave de alto valor (HVA) de baixo desempenho e grande RCS, como AWACS, não é tarefa fácil usar esse brinquedo. Esse tipo de aeronave voa em território amigo e sob escolta e mesmo a 400 km e tendo Mach 6 (2 km/s) de média (o que realmente não deve ser o caso) ainda leva-se em torno de 200 segundos (3 minutos e 20 segundos) para que a interceptação ocorra. Nesse meio tempo muita coisa pode acontecer que interrompa a cadeia de destruição, mesmo porque nessa distância o MiG-31 tem que permanecer trancado no alvo para atualizar o míssil. Imagine se ele fica concentrado no AWACS e sem saber tem 4 F-22 vindo pra cima.
          Também o ato de lançar esse míssil não passa necessariamente despercebido tendo em vista que aqui ninguém falou de capacidade LPI do radar do atacante ou coisa equivalente. Muito provável antes do míssil ser lançado o alvo e suas escoltas já estarão alertas, mesmo porque um MiG-31 com RCS de 25 m² está bem dentro do alcance do radar de um E-3 AWACS ou de um AEW.
          Não é atoa que a OTAN não tem um trambolho desses. Na teoria é uma beleza, mas a teoria na prática é outra coisa.

          • Resumindo, essa é só mais uma daquelas reportagens para ficar de bem com os frequentadores russofilos e traz um monte de inverdades, meia-verdade e mais algumas criações da criatividade do autor?

          • André,
            O articulista que fez o artigo não é do ramo. Não entende nada sobre aviação de combate. Nem os russos imaginam usar o R37 contra caças.
            Sou fã incondicional da Trilogia e seus editores mas eles fiscalizam e controlam muito os comentários dos participantes (com razão apesar de um eventualmente cometerem excessos) mas parece que ultimamente não utilizam um filtro tão severo para selecionar os artigos, principalmente os evidentemente anti-ocidentais, que não raro, são péssimos e sem nenhuma fundamentação técnica já que são ideologicamente enviesados.
            Uma sputinice é facilmente identificada. Ela sempre cita a reação do “inimigo”, por exemplo, ela cita que “os líderes da OTAN estão em pânico”, ou “os tripulantes se jogaram ao mar de medo”, ou “o Pentágono está horrorizado”. E por aí vai!
            Esses russófilos que redigem essas matérias e as jogam para o consumo dos militantes na verdade prestam um desserviço à Rússia. Funciona mais ou menos como as simulações de falta do Neymar. Parece que é a favor e a intenção é ser mesmo a favor, mas só os incautos acreditam e na verdade fazem é prejudicar.
            Essa não é uma boa tática de propaganda, mas que a Rússia herdou do regime comunista e não consegue se desvencilhar e a Esquerda antiocidental pega carona para abastecer os militantes de provas incontestáveis que o bem sempre vence o mal, e o mal, claro, é o Ocidente de modo geral, e os EUA e Israel, em particular.

    • André o que importa é a energia, não a velocidade, esse missil é um trambolho, não tera energia para acompanhar um caça fazendo ‘beaming’ e perdera o ‘Track’, é por isso que o AGM-54 Pheonix não era usado contra caças apesar da sua incrível autonomia frente aos misseis da época, o mesmo se aplica aqui.

  26. Olha ele aí
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  27. Só não entendi uma coisa, o míssil é russo, pode ser usado pelos Su-35 chineses e preocupa os Americanos e seus aliados e a notícia é do The Washington Free Beacon…

    PORQUE a notícia inicia com:

    KIEV, Ucrânia – O Ministério da Defesa da Rússia…

    • Giba, o The Washington Free Beacon (quase ia escrevendo Bacon) é um “Watchdog” que fica procurando notícias ruins para atacar o programa do F-35, o verdadeiro objetivo dessa matéria. Então vão atrás de qualquer coisa….

      Agora, como até em combate o F-35 já foi utilizado fica mais difícil garimpar notícia ruim..rs!

    • E o pior é quando eles colocam palavras e sentimentos nas bocas e cabeças alheias:
      “Os planejadores de defesa estão alarmados…”
      “O anúncio provocou reações nervosas desde o ministério da defesa da Polônia aos aliados dos Estados Unidos na Ásia”

      É engraçado também quando eles fazem comparações tipo: “o Amraam chega a Mach 4 e este a Mach 6”, ou “o Amraam chega 170 km e este a 300 km”.
      Como se eles fossem disputar as Olimpíadas Missilísticas Galáticas.
      São desempenhos diferentes de mísseis diferentes que desempenham funções diferentes dentro de contextos diferentes. Seria um milagre se fossem iguais.
      Vale comparar mísseis como o R-77, o Derby, o Amraam, o Meteor, o AAM4, o PL12, o R-Darter, o Astra, o Mica.
      Esse R-37 é de outra classe.

      • É provável que este míssil tenha um conjunto de sensores para conseguir rastreio do F 35 por isso a notícia, e neste caso somente um míssil deste tamanho para portar tais sensores.

        Agora resta saber como os caças irão rastrear o F 35, o que poderia ocorrer é os caças como um Mig 31 conseguir uma localização aproximada e lançar esses mísseis meio que as cegas com pequenas correções a meio caminho passadas pelo caça e no momento final os sensores do míssil é que fariam a localização e travamento do F 35, daí a justificativa do tamanho do míssil .

        O segredo está na capacidade deste míssil acomodar um suposto conjunto de sensores que seriam supostamente capaz de localizar e travar um F 35 na sua trajetória final.

        Seria uma espécie de mina voadora que pegaria o que conseguir a sua frente.

        esse é o plano ao que eu entendi.

        • Munhoz, se o radar de um SU-35 que é ordens de grandeza mais potente do que qualquer radar instalado em um míssil só consegue detectar um F-35 a menos de 40 km, como você acha que este míssil, viajanda a mach 6, ou seja, com pouco tempo para travar em um alvo, e que possuí energia limitada vai conseguir fazê-lo adequadamente?

          • Como disse meu comentário é uma suposição, o grande dilema e rastrear o F 35.

            Como costumo dizer só saberemos o resultado se ocorrer uma guerra, eu particularmente não costumo acreditar em ambos os lados apenas coleto informações e analiso.

            Os russos fazem sua propaganda e os EUA também.

            Pode ter certeza de uma coisa o pior pesadelo para os EUA neste momento é os russos conseguirem desenvolver um meio para rastrear um caça stealth ou uma alternativa eletrônica que possa tornar um caça de 4º geração stealth por exemplo, mas são apenas possibilidades.

            O que ocorre no meu ponto de vista é que a industria bélica tem um grande interesse no stealth pois eles constroem um outro caça com materiais caros e com um desempenho aerodinâmico praticamente igual um caça de 4º geração então o interesse no lucro é grande.

            É mais ou menos igual ao carro movido a hidrogênio, quem falar a favor é meio maluco.

            Agora se um meio eletrônico for desenvolvido pode ser que até a industria russa queira abafar.

  28. (HMS TIRELESS 13 de julho de 2018 at 13:39
    Com todo respeito mas você está equivocado! Supercruise é a capacidade de voar longos períodos de tempo em velocidade supersônica sem o uso de Pós-Combustão e por esse conceito o Mig-31 não detém essa capacidade. Consultando o Sérgio Santana, o melhor autor brasileiro sobre aviação soviética/Russa e que já nos brindou com dois artigos magníficos aqui no Aéreo, ele me explicou que de fato o jato pode voar 725km a Mach 2.35 mas essa distância é percorrida em pouquíssimo tempo tendo em vista a própria velocidade, e ainda assim com o pós-combustor acionado. Outrossim essa velocidade é apenas alcançada em grande altitude pois ao nível do mar a velocidade máxima do avião é de 1.400km/h.)

    —–

    HMS Tireless e Bosco,

    Qual capacidade é mais útil para uma Interceptação:
    1) Voar a 2.900 km/h por mais de 700 km; ou
    2) Voar a 1.400 km/h por cerca de 300 km

    Se o pós-combustor foi acionado ou não, não importa tanto.

    Na verdade com o aumento da potência dos caças e o aumento da relação potência/peso, vários caças conseguem superar a velocidade do som com a potência Máxima a seco.
    Mas justamente devido à grande potência do motor, o consumo de combustível é BEM alto, mesmo não estando em Full Afterburner (pós-combustores ligados).

    Em velocidade de cruzeiro Mach 0,9 (o mais utilizado), os caças consomem de 3 a 4,5 vezes MENOS.

    Um Rafale ou Gripen em Super Cruise terá um raio de ação Inferior a 300 km.

    Para que? para ganhar 400 km/h de velocidade mas por pouco tempo…Compensa?
    para mim é muita propaganda e pouca utilidade.

    Já o F-22 consegue um Super Cruise bem melhor.
    Aumenta o consumo em mais de 3x. Porém praticamente DOBRA a velocidade. Nesse caso não é somente propaganda, tem utilidade.

    O mesmo para o MiG-31. O consumo aumenta mais ainda, porque ele precisa acionar a pós-combustão, porém a velocidade é ALtíssima beirando 3.000 km/h e ele consegue percorrer mais de 700 km (ida e volta) assim.
    Não é somente propaganda, tem utilidade.

    Concluindo
    Super Cruise ou Cruzeiro Supersônico com UTILIDADE, para mim, tem dois.
    F-22 e MiG-31.
    O resto é muita propaganda e pouca utilidade.

    • Tudo dos russos é indefensável: Topol é indefensável, Kinzhal é indefensável, Moskit é indefensável, Krypton é indefensável, Satan é indefensável, submarino é indefensável, Bulava é indefensável, Iskander é indefensável, S-400 é indefensável, R-37 é indefensável, Su-35 é indefensável, Kornet é indefensável, Armata é indefensável, Kalibr é indefensável, o Khibiny é indefensável, etc.

      • Acho que os russos devem ter tesão pela palavra indefensável Bosco, só pode. O Kinzhal percorre uma trajetória balística em boa parte do seu trajeto, estando sujeito ao SM-3, mas é indefensável; tem uma velocidade bem reduzida na trajetória final, estando sujeito ao SM-6, SM-2 e ESSM, mas é indefensável; tem um radar que – como todo outro – está sujeito a interferência eletrônica, mas…é indefensável. Ou será que o que vale para as ECMs e mísseis russos não vale para os EUA? Será que a Rússia, com um orçamento militar equivalente ao que os EUA gastam só com R&D está realmente tão na frente assim? Bom…só o tempo dirá.

        • Bruno,
          “Ou será que o que vale para as ECMs e mísseis russos não vale para os EUA?”
          Escrevi algo parecido sem ler esse seu último comentário. rsrsss
          É mais ou menos por aí!!!
          Esse negócio de “indefensável” é meio que um fetiche mesmo. srss
          Não é necessário utilizar tantos adjetivos tendo em vista que desde o homem começou a usar paus e pedras há uns 200 mil anos, às vezes dá certo às vezes dá errado.
          É implícito em todo novo sistema de armas que ele tenta superar o sistema antagonista do inimigo numa porcentagem maior de vezes e ser melhor que o sistema anterior ao qual visa substituir. Não há necessidade dessa repetição com excessos de adjetivos e não é elegante citar as reações do “inimigo”, mesmo porque são citações não raro equivocadas.

  29. Bosco…

    Mais quem reafirma isso é o “chefe” americano do “setor”.

    “Não temos nenhuma defesa que possa negar o emprego de tal arma(hipersônica) contra nós” , disse em março o general da Força Aérea John Hyten, comandante do Comando Estratégico dos EUA.

    • Bispo,
      Mas e daí se não há defesa? Guerras não são vencidas ou perdidas assim!
      Só os russos é que imaginam que os americanos vão tentar interceptar todo tipo de míssil que eles lançarem. A Europa é imensa e mesmo que houvesse defesa não haveria para todos os alvos e para interceptar todos os mísseis que os russos podem lançar.
      Um sujeito pergunta pra um general americano se eles têm defesa contra um míssil Mach 10 e ele vai dizer que não tem não. Seria hilário se ele dissesse que tinha porque isso implicaria que nenhum míssil iria passar e ele tá cansado de saber que isso é impossível. Americanos e a OTAN são bem desenvolvidos mas ainda não contam com um escudo defletor a la Jornada nas Estrelas.
      No caso de um ataque de Kinhzal que for detectado e rastreado e houver cobertura de mísseis com certeza será tentada a defesa. Vale salientar que nem contra os velhos Scuds soviéticos há certeza de defesa.
      Onde há defesa consistente do lado da OTAN é única exclusivamente em relação à um “carrier strike group” nucleado por um porta-aviões americano. E assim mesmo se houver uma situação de conflito iminente, com a frota em alerta máxima e localizada em posição favorável.
      Todo o resto é passível de ser atacado com sucesso e neutralizado/destruído por um míssil independente dele ser hipersônico, supersônico ou subsônico.

    • Bispo,
      Queiramos ou não a velocidade hipersônica por si só não configura uma tecnologia disruptiva como foi por exemplo a tecnologia stealth.
      Por exemplo, mesmo supondo que as aeronaves stealths sejam mesmo detectados pelos radares de baixa frequência, ninguém ainda explica como é que o míssil tranca num alvo furtivo.
      Isso não ocorre em relação à velocidade hipersônica tendo em vista que russos, chineses, americanos, etc. estão calejados em interceptar alvos hipersônicos muito mais rápidos que o Kinzhal. Veículos de reentrada com velocidade de Mach 20 ou espaciais da ordem de 8 km/s são interceptáveis. Ou seja, a velocidade hipersônica do Kinzhal por si só não impossibilita a defesa.
      Ah! Mas são alvos balísticos! Bem, mas então combinamos que a velocidade não é impedimento de defesa e é na velocidade que os russos (ou os responsáveis pela propaganda da supremacia russa) se apegam, enquanto eles mesmos não cansam de repetir que seus sistemas S-400 são aptos a interceptar ameaças a Mach 15 (4.800 m/s). Ou seja, os próprios russos alegam que há defesa contra ameças Mach 10 (3.200 m/s) mas dizem que os americanos não as têm?
      Aí a retórica vai pra outro lado, afirmando que os mísseis são indefensáveis por conta de combinarem uma alta velocidade com uma alta manobrabilidade já que eles são mísseis de cruzeiro e não mísseis balísticos. Ora! Primeiro que não é possível algo ser ao mesmo tempo hiperveloz e hipermanobrável. Simplesmente não dá! Ou se é lento e manobrável ou se é rápido e engessado. Mas mesmo supondo que eles sejam manobráveis não há porque imaginarmos que mísseis defensivos não possam acompanhar essas manobras que para um míssil defensor se dá no plano frontal bidimensional e não num espaço tridimensional, já que o míssil converge contra o defensor e as compensações do interceptador se dá num plano.
      Ou seja, em tese não há nada no Kinzhal que o torne “indefensável” e se há os russos não foram convincentes.

  30. Misseis de cruzeiro só são interceptados na fase final, não importa se são subsonicos, super ou hiper, como os americanos não tem ainda uma defesa de curto alcance anti-pgm.
    Quanto as ogivas planadoras o Thaad tem capacidade de interceptação e o Patriot também, só que o tempo de reação é menor, mas com treinamento específico e até a automação dos sistemas e a implementação de um sistema integrado robusto e pug in play como o MEADS diminui a eficácia.

  31. Creio que a questão é: independentemente da monstruosa diferença de orçamento militar OTAN/EUA vs Rússia. O lado “mais fraco” precisa lembrar o mais forte que tem “dentes” e o estrago pode ser inaceitável.

    • Bispo,
      Muito se fala da diferença de orçamento mas há de se ter em mente que o imenso orçamento americano não é voltado todo para pesquisa e desenvolvimento e novas aquisições, mas para manter sua guerra contra o Terror e suas inúmeras bases e “obrigações” mundo afora.
      Se brincar a verba americana para pesquisa, desenvolvimento e aquisição é menor que a dos russos.

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