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Airbus renomeia CSeries da Bombardier para A220

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Bombardier CSeries CS300 agora é A220

A reformulação prepara a Airbus para a disputa com a Boeing

A Airbus revelou o novo nome para o avião de passageiros CSeries de 110 a 130 assentos nesta terça-feira, enquanto se prepara para ampliar sua disputa com a Boeing para aeronaves de pequeno porte. O CSeries era um dos aviões mais importantes da canadense Bombardier, que foi comprada pela Airbus em julho, e agora será vendido sob a marca da gigante europeia da aviação.

A empresa mudou o nome da aeronave para A220, colocando-a logo abaixo de seu portfólio de longa data de aeronaves A300 que se estende do A319, de 124 assentos, até o A380 de 544 assentos.

A Airbus espera vender um número “de dois dígitos” dos jatos neste ano e vê demanda para pelo menos 3.000 deles em 20 anos, disse o chefe de vendas do CSeries, David Dufrenois.

A reformulação sela a aquisição de um dos projetos industriais mais simbólicos do Canadá por uma empresa europeia, e acaba com os esforços da Bombardier para seguir sozinha no mercado de jatos contra rivais maiores.

Executivos da Airbus salientaram que seria positivo para empregos em Quebec, onde o jato é ​​construído.

Os modelos de 110 assentos e 130 assentos, anteriormente conhecidos como CS100 e CS300, serão denominados como A220-100 e A220-300, respectivamente.

Um acordo para a Airbus assumir o controle majoritário do programa de aeronaves com sede em Montreal, tendo a Bombardier e o Quebec como parceiros minoritários, foi fechado oficialmente em 1 de julho.

A medida também prepara o terreno para um confronto mais amplo com a Boeing, que na semana passada anunciou um acordo preliminar para assumir a unidade de aviação comercial da brasileira Embraer, concorrente da Bombardier no mercado de jatos menores.

FONTE: Veja/Reuters

31 COMMENTS

  1. O nome Airbus traz um peso comercial maior sobre essa aeronave. É um risco sério para a Embraer, pois ela entra onde não queria: concorrer com uma das gigantes.

    • Pois é… qual o critério utilizado pela Boeing para nomear seus aviões? Um Embraer seria Boeing 606 como você disse, ou 787?

    • Existem n estórias ou histórias sobre a numeração dos aviões da Boeing. A série 600 seriam os foguetes e os 700 jatos civis. Se a tradição for mantida, os aviões (caso o negócio com a EMB vá em frente) poderia ser da série 797. De repente, ressuscitam o 717 que foi utilizado para aviões de 100 lugares, no caso MD 95. Reutilizar o número não é um bicho papão para eles, o KC 135 (vamos colocar como versão cargueira militar do 707) foi nomeado originalmente como 717.
      Então meu chute vai para 717, quem sabe desta vez esta família vai para frente.

      • Morta sim!

        A Jetblue era a única companhia aérea que pretendia comprar várias unidades de uma aeronaves de 130-150 assentos. Estavam em dúvida entre o E195-E2 e o A220-300 e optaram pela segunda opção

        O E2 está na UTI. Se sustenta por encomendas ”chuveirinho” (Menos de 5 unidades) de cias aéreas sem expressão, falidas e de empresas de leasing. Sem falar dos 100 E175-E2 da SkyWest que não irão ser entregues até que se mude a ‘scope clause” nos EUA. E vai demorar, viu…

        Aí eu me pergunto, os ditos nacionalista que são contrários ao negocio da Embraer com a Boeing sugerem que a Embraer faça o quê agora? Continue buscando sozinha essas encomendas chuveirinhos de cias. aéreas desconhecidas que só servem para marketing?

        • Aí eu me pergunto, os ditos nacionalista que são contrários ao negocio da Embraer com a Boeing:
          O problema é o 80 x 20, sem Golden Share e sem brasileiros no Conselho.
          Entre morrer dessa forma, e morrer lutando, melhor morrer lutando.

        • Eduardo, sendo chato aqui.
          Raramente as empresas aéreas compram aviões, quem compra são as empresas de leasing.
          Quanto ao Scope Clause, a limitação não era para as séries menores (175 E2)? Nunca entendi bem a comida de bola da EMB (se é que foi comida de bola).
          Abraços

          • ”Raramente”? As aeronaves de empresas de leasing não representam nem 25% da frota comercial mundial

            Quanto a scope clause, é uma regulamentação trabalhista que limita as dimensões e peso de uma aeronave para ela ser considerada regional. A regulamentação trabalhista é mais flexível em aeronaves regionais, onde se pode pagar a tripulação um salário mais baixo.

            Acontece que há uma guerra entre as cias. aéreas que querem aumentar o limite e o sindicato que quer diminuir. O E175-E2 ultrapassa o limite para ser considerado uma aeronave regional e enquanto o limite não mudar, nada de E175-E2 operando nos EUA

  2. a linha de montagem vai sair do Canadá?

    se sim qual foi a repercussão lá?(eu sei que são empresas privadas antes que alguem venha dizer isso)

    o negocio foi vantajoso pros canadenses ?não só a empresa mas o país também?

    • A linha de montagem será nos EUA, na fábrica que a Airbus construirá em Mobile, no Alabama, onde já tem uma unidade de montagem para a família A320. Essa informação está no site Aeroflap.

    • johnwolque

      Não tem como comparar o caso Bombardier com o da Embraer, pois ou a Bombardier fazia o acordo ou ela iria à falência quase que de imediato. Tanto é que o negócio foi feito por apenas um dólar, tamanho o desespero.

  3. Não conheço a fonte para avaliar se é confiável, mas em um post no Facebook com o vídeo do C-Series com identidade da Airbus, uma pessoa publicou que mora na província de Quebec, “lar” da Bombardier, e o povo, diz ele, não está gostando do negócio, uma vez que o governo injetou cerca de 1 bilhão [não me lembro da moeda, possivelmente dólares] para salvar o projeto.

    • Injetou 2 bilhões de dólares, Quebec 1 Bilhão, é uma província, e o governo central mais 1 bilhão, foram dois bilhões de dinheiro público para salvar o programa e a própria Bombardier, sem isso teria quebrado.

  4. Aparentemente o pessoal de prospecção de mercado da Embraer já sabia que tempos difíceis viriam. O problema é que o pessoal da Boeing também deve ter essas informações. O resultado foi disso foi o 80-20.

  5. “Aí eu me pergunto, os ditos nacionalista que são contrários ao negocio da Embraer com a Boeing sugerem que a Embraer faça o quê agora? Continue buscando sozinha essas encomendas chuveirinhos de cias. aéreas desconhecidas que só servem para marketing?

    Eduardo Holanda 10 de julho de 2018 at 18:27
    Morta sim!”

    Morta Não.

    Entra em em cena a Boeing.

    Mais:

    A EMBRAER virá com uma anv para concorrer com os ATR ….. veremos.

    Quanto aos nacionalista, que chamem o Capitão América (rs).

  6. Antes que apareçam mais desinformados, procurem saber o que realmente aconteceu nessa parceria ganha-ganha da Airbus-Bombardier, antes de quererem comparar com a parceria cara-c* da Boeing-Embraer.

    Outra coisa, a Bombardier não foi comprada pela Airbus, apenas uma parceria no projeto CSeries.

  7. Esse é daqueles casos em que uma imagem (o CS300 vestido de A-220-300) vale por mil palavras.
    Infelizmente, bye bye Embraer. Foi bom enquanto durou.
    Agora é esforçar para manter o máximo possível de atividades aqui no Brasil, pelo máximo possível de tempo.

  8. Quem não tem a menor noção de como funciona o mercado, acha que a influência da Airbus é só na C-series…
    Como disse já ha algum tempo, a Embraer está numa sinuca de bico: ou se funde com a Boeing e salva alguma coisa de si, ou continua sozinha e enfrenta o gigante Airbus e, em 15 anos no máximo, a própria Boeing. E perde tudo. O mercado mundial de aeronaves mudou completamente com a entrada da Airbus nesse segmento. E não tem retorno.

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