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Reino Unido e Suécia discutem colaboração sobre futuro caça

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Conceito de caça stealth sueco
Conceito do caça Flight System 2020 sueco

MoD britânico busca novos parceiros aeroespaciais depois de ficar de fora do programa de caça franco-alemão

O Reino Unido manteve conversas iniciais com a Suécia sobre a colaboração em um futuro caça, enquanto se prepara para revelar a tão aguardada estratégia aérea de combate no show aéreo de Farnborough, no final deste mês.

Como parte da estratégia, espera-se que o governo se comprometa a lançar um programa de avião de combate de próxima geração até 2020, em um sinal de suas ambições pós-Brexit de manter a expertise aérea de combate de ponta.

A estratégia, que deve estabelecer um cronograma para a concessão de um contrato firme de fabricação até 2020, ainda precisa receber aprovação final do gabinete. Mas pretende dar um forte sinal a potenciais parceiros internacionais de que o Reino Unido está determinado a avançar com tal programa, apesar de ter ficado de fora de um futuro projeto de caça franco-alemão no ano passado.

Espera-se que a declaração defina os critérios para a colaboração internacional, destacando que o Reino Unido pretende desempenhar um papel de liderança em qualquer parceria para desenvolver um caça para substituir o jato Typhoon em 2040. A Suécia – cujo carro-chefe de defesa, a Saab, faz o Gripen aeronave de combate – indicou o seu interesse potencial e seria um parceiro natural, de acordo com várias fontes.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “A estratégia aérea de combate será lançada para garantir que a Grã-Bretanha mantenha uma capacidade aérea de combate líder mundial”.

O acordo firmado no último verão entre Paris e Berlim para trabalhar em um roteiro para um futuro programa de de avião de combate surpreendeu o governo do Reino Unido e os executivos da BAE Systems, repositório da expertise aérea de combate da Grã-Bretanha. A BAE trabalha há vários anos com a Dassault Aviation, da França, em um futuro caça não-tripulado. É também um parceiro privilegiado do consórcio Eurofighter com a Airbus franco-alemã e a italiana Leonardo.

UCAS Taranis
UCAV Taranis
UCAV Neuron
UCAV Neuron

O projeto não-tripulado, combinando recursos no demonstrador Taranis da Grã-Bretanha e Neuron da França, foi visto por muitos no setor de defesa como fundamental para sustentar a competência do Reino Unido em habilidades e tecnologia aeroespacial de alta qualidade quando a produção do Typhoon terminar por volta de 2024.

No entanto, várias fontes disseram que a colaboração parecia estar estagnada na esteira do acordo franco-alemão. Uma pessoa próxima à BAE disse que continuou a progredir, mas admitiu que a tecnologia envolvida na parceria estava sendo revisada, pois o foco se voltou para um futuro caça tripulado.

A França e a Alemanha sinalizaram no mês passado que os planos iniciais de colaboração no chamado caça de sexta geração se expandiram para incluir seu papel em um sistema de combate mais amplo.

Dassault e Airbus foram nomeados os principais parceiros industriais no projeto franco-alemão, enquanto a França liderará o programa. Os dois países disseram que estariam abertos a trabalhar com outros parceiros, mas em um estágio posterior. Isso levantou preocupações de que, se a Grã-Bretanha aderisse ao projeto, poderia ser forçada a assumir um papel secundário e ser impedida de atuar na crucial fase de planejamento e projeto de qualquer futuro caça.

Fontes industriais afirmaram que as tensões do Brexit prejudicaram a questão. As dúvidas sobre a disposição do Reino Unido de assumir um firme compromisso de financiar um programa também frustraram os parceiros europeus, disse um executivo da indústria.

“Para entrar no relacionamento franco-alemão, temos que colocar algo na mesa que valha a pena levá-lo a sério”, disse ele.

A estratégia terá como objetivo fazer exatamente isso e será uma “forte declaração de interesse nacional”, de acordo com uma pessoa próxima ao assunto. No entanto, não mencionará o acordo franco-alemão e deliberadamente deixará a porta aberta para outros parceiros. Além da Suécia, Japão e Coreia do Sul podem ser parceiros em potencial, disseram fontes da indústria.

A BAE disse: “Congratulamo-nos com o debate sobre a necessidade de sistemas aéreos de combate de próxima geração em muitas nações. Temos um forte histórico de colaboração com outras nações e continuamos a investir em tecnologias novas e emergentes para que possamos desenvolver futuras aeronaves”.

Embora não seja esperado que a estratégia defina se o jato da próxima geração será tripulado ou não-tripulado, ela estabelecerá metas de política, requisitos futuros e cronogramas para certos marcos em um futuro programa de combate.

Ainda não está claro se haverá algum financiamento anunciado no show aéreo. No entanto, a BAE Systems deverá apresentar um conceito de aeronave em Farnborough para mostrar as tecnologias potenciais para um caça de sexta geração.

FONTE: Financial Times

96 COMMENTS

      • Espero que mesmo com dinheiro, não participemos. O Reino Unido tende a boicotar qualquer tipo de venda de material militar aos argentinos. E a participação num projeto com eles implica em não podermos auxiliar nosso principal vizinho na aviação militar. Logo, por questão geopolítica, não creio que devemos participar. Com conhecimento acumulado podíamos nos voltar à Índia, Rússia, China, Turquia ou Coreia. Não creio nos faltará parceiros.

        • Juro que não entendi qual seria essa tal questão geopolítica..
          Por acaso temos alguma obrigação de ajudar argentino???
          Eles que se virem, assim como nós nos viramos sozinhos obrigado.
          Não são e nunca foram “hermanos” em absolutamente nada.
          Parceria estratégica precisamos ter com o mundo civilizado, o resto é conversa fiada de ____________.

          COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ROTULE OS OUTROS PARA NÃO SER ROTULADO.

        • Isso é sério ? Deixar de ter um 5G por causa da argentina ? com todo respeito mas a Argentina que F@#!, nem dinheiro para super tucanos eles tem, não temos que os auxiliarem em nada. Brasil em primeiro lugar.

          • Acho que o Fabrício coloca a questão no sentido de não ser aconselhável entrar em um projeto em que um dos parceiros tende a colocar entraves em assuntos soberanos dos outros. Outros parceiros não teriam tendência a fazer isso.

          • Americanos e britânicos tem considerável alavancagem sobre o Gripen.
            Devemos então desistir do projeto????
            Se você não é o dono da tecnologia envolvida, então você não é soberano em nada.

        • Fabricio Barros.
          Primeiro, a barreira inglesa sobre produtos militares foi levantada, não existe mais.
          Segundo, se for melhor pro Brasil o que a Argentina, Uruguai, Chile, China e EUA tem a ver com isso? O Brasil tem que fazer o que seja melhor pra si mesmo.
          Terceiro, parceria deve ser feita com quem esta disposto a ser parceiro e tenha a oferecer, independente de quem seja. Se forem os ingleses ta bom, se forem russos também esta bom. Tem que analisar o que é melhor pro Brasil.

        • Ajudar a Argentina a atacar um ilha cheio de civis? Eu não quero apoiar invasão de outros territórios…
          Argentina errou no passado e naquele momento o Brasil acertou quando ficou neutro.
          Brasil tem boa relação com a Argentina, assim como temos com ingleses.
          Rússia, China, Turquia etc…não boicotam? Mexe com eles para ver! A história mostra que eles fazem coisas muito piores que boicote.
          Vamos trocar nossa relação histórica com os ingleses por causa de chineses que não sabemos nada…

        • Colocamos os argentinos no projeto do KC390 achando que eles iriam comprar a aeronave e ganhamos o quê, além de termos criado empregos argentinos que poderiam ter sido brasileiros?

        • Que viagem…
          Os argentinos que resolvam a cag#@@ que fizeram em 82. Que comecem reconhecendo a soberania inglesa sob as Falklands e a auto determinação dos que habitam a ilha, que escolheram ficar sob tutela do reino unido.

          “Ah, ele quer dizer que não concorda com países que mete o bedelho em assuntos dos outros”…amigão, então cancelem tudo que vem de FMS dos americanos…cancelem o prosub com franceses. Ingleses na Tamandaré? De jeito nenhum. Russos, chineses, israelenses e turcos? De jeito nenhum.
          Quem sobra?

  1. Estou dizendo há tempos. Essa tecnologia já não é nenhum mistério e vários países já estão desenvolvendo seus aviões.
    Ficou o mico (e caríssimo) para os EUA.
    Que aprendam.

    • Antonio,

      Se está falando de aeronaves não tripuladas, o X-45 americano voou quase uma década antes dos projetos europeus… Mais recentemente, foram encerrados os testes com o X-47B, que demonstrou a usabilidade desse tipo de engenho em porta-aviões.

    • Antônio, menos fanatismo! EUA que aprendam? O mundo aprendeu com eles após darem de cara com os primeiros aviões steath…F-117 quando apareceu pela primeira vez as pessoas achavam que eram ETs.
      Sim, é muito fácil desenvolver um caça de 5 geração… Tão fácil que o Japão que é uma potência tecnológica, donos de companhias de tecnologia pelo mundo todo (softbank, por exemplo), PIB enorme, capital humano e aliados…simplesmente não conseguem fazer.
      O F-35, pelo que sei, custa algo em torno de 80 milhões de dólares, ou seja, mais barato que o gripen brasileiro.
      O custo de vôo é superior? Sim! Porém entrega mais…

      • Estou falando no sentido de que foi uma tentativa de se amarrar alguns países em torno de um projeto e garantir as vendas. Parece que alguns estão saltando fora. É nesse sentido que falei: ‘Que aprendam’.

        • Que bobagem!
          Amarrar? Eles projetaram o F-35 com propósito de ter uma joint venture para esse projeto. Muitos países participaram…ninguém foi amarrado. Óbvio que os EUA queriam e querem vender o produto. Assim como os russos querem vender o pak-fa (t-50) e os indianos pularam fora.
          Até o momento há 300 vendas do F-35 confirmadas para o exterior…não conheço nenhuma aeronave de 5 geração que fez algo similar.
          Antonio, sua ânsia de querer falar mal dos EUA tira a sua credibilidade. Fica algo vazio.

  2. @OFF TOPIC

    Qual radar é melhor, o Elta EL/M-2052 do Kfir colombiano ou o SELEX ES-05 Raven do Gripen NG?

    É verdade que o alcance do radar do Gripen NG é de apenas 120 km?

    • O radar do Gripen E/F será melhor do que o Elta do Kfir, pois tem ângulo de visada maior e o alcance de “120km” é uma estimativa para alvos com RCS reduzido e levando em consideração que o próprio Gripen terá um RCS menor do que o Kfir, caso aconteça um hipotético combate, o Kfir precisaria estar mais perto do Gripen para detectá-lo, o que o colocaria dentro do alcance do radar Raven muito antes do Elta detectar o Gripen.

  3. Se o objetivo for, como diz a matéria, é ter este. Ovo caça a partir de 2040, então a participação brasileira pode ser plausível. Porém, a curto e médio prazo, o foco total da FAB deve ser no recebimento, implantação e, em caso de aprovação, encomenda de um segundo lote de Gripens para substituir a frota de F5EM.

  4. Tremenda oportunidade para o Brasil fazer parte deste projeto . Resta saber se nossos “homens públicos” terão capacidade para enxergar.

  5. Interessante ver um stealth fighter com canards.

    Me pergunto se isso não vai interferir com a furtividade do jato, quando o piloto tiver que o angulo de ataque, via pitch up/down.

      • MauricioR.

        O J-20 nao e stealthy. Assim como o T-50 tambem nao e’ stealthy. A tecnologia RAM ainda e’ o grande segredo que somente os EUA dominam.

    • Tadeu,
      Levando em conta a técnica de forma realmente canards não são bem vindos, mas se colocarmos na equação os materiais RAM/RTM isso perde completamente o sentido. Um canard pode muito bem ser feito de material RAM ou RTM (material transparente ao radar).
      No início da tecnologia stealth a técnica de forma representava 90% da redução do RCS e os materiais 10%. Hoje tá basicamente meio a meio.

      • Bosco,

        Grande comentário, como sempre. Para mim, o grande diferencial sempre esteve no material RAM, porque a geometria poderia ser copiada; e foi. Ai estão os T-50 e os J-20 para confirmar, mas nenhum dos dois são stealth. Os russos e os chineses copiaram a forma, mas não sabem a receita do bôlo.

        Shakespeare já ponderava há séculos atrás: To have canards, or not have canards.

  6. Que tipo de aliança/relação é essa que existe na União Européia? Por que a França e a Alemanha agem de forma autoritária como se fossem os donos do bloco?
    É uma vergonha! Uma aliança de países que após você ser aceito no bloco e por ventura no futuro sair do bloco passa a ser excluído de tudo e receber ameças e ataques!
    Cadê o respeito a liberdade dos povos e o respeito a autonomia dos povos?
    É com esse tipo de gente que os ingleses eram aliados?
    Eu não sei vocês, mas eu acho tudo isso um absurdo!
    O bloco da UE deve ser visto e gerido de outra forma, a forma que a França e Alemanha agem podem gerar grandes desconfiança e desestabilizar a relação de todos os participantes.
    Não é em vão que portugueses e gregos acusam os alemães e seus bancos. Não é em vão que os países pequenos cada vez mais se sentem sem voz. Não é em vão que a Itália e Polônia cada vez mais tentam se afastar…não é um vão que a Suíça nunca quis participar dessa “amizade”
    ………………..
    Os ingleses podem buscar parcerias na Coréia do Sul, Japão, Suécia…se o Brasil fosse um país sério daria pra embarcar nesse projeto. Brasil, Reino Unido e Suécia… Seria algo curioso e único.
    Abraço!

    • Também acho uma oportunidade única! Se for inevitável a venda de parte da Embraer, estes 5 bilhões seriam um grande aporte de capital no desenvolvimento do novo caça. abraços st4

  7. Até lá já não existirá EMBRAER no país, mas se nada tivesse mudado, seria uma possibilidade o Brasil participar deste programa. Creio que assim que acabarem as encomendas do Gripen, a FAB deve começar a pensar no MLU do mesmo e participar, mesmo que discretamente, de programas como este ou FCAS.

    • A Embraer defesa não tem nada a ver com o negócio da joint venture com a Boeing. Além da Embraer defesa daria para enviar outras empresas do ramo ou similares, tentar se envolver o máximo possível.

  8. Se a absorção da Embraer pela boeing for inevitável, que peguem estes $5 bilhões de troco de pinga pela venda e se unam com a GB e Suécia para que possamos fazer parte deste projeto.Assim, teremos condições de termos uma força aérea de 1o mundo e ainda colhermos dividendos financeiros nas vendas permitidas. É uma oportunidade única já que temos tido bons negócios com a GB na aquisição naval e com a Suécia no programa do Gripen. st4

    • Desculpe. Acho que você não entendeu.
      A Embraer não vai receber nada.
      Os acionistas sim. Especialmente os fundos americanos que detém alguma fatia um pouco mais relevante.
      A Embraer talvez fique com a fábrica, o nome e alguns funcionários.
      E a folha de pagamento…

      • Nonato, não se desculpe, correção é sempre super bem vinda! Meu caro, realmente eu não me aprofundei na matéria por ser terminantemente contra esta negociação, é pior ainda do que eu supunha. “A Embraer talvez fique com a fábrica, o nome e alguns funcionários.
        E a folha de pagamento…” Muitos são a favor por causa da concorrência que a Embraer terá perla airbus e talvez até boeing, e que causaria seu fim, de uma forma ou outra ela terá o seu fim, então por que não tentarmos brigar, já que possuímos expertise e a mesma é lider de vendas em seu segmento? Um abração st4

      • Caro Nonato, por favor, não se desculpe, correção é sempre super bem vinda!!! Para mim iria para os cofres da Embraer, é pior ainda que não imaginava e aceito menos ainda agora e outra, muitos afirmam que será melhor devido a concorrência que teremos pela frente da airbus e boeing, e pelo que vc postou “A Embraer talvez fique com a fábrica, o nome e alguns funcionários.
        E a folha de pagamento…” Sendo assim, prefiro ser derrotado lutando do que me entregando, caio de pé sem me ajoelhar ao oponente, apesar que nossa chance de derrota, é a mesma da vitória, já que somos líderes de vendas no segmento que exploramos e possuímos expertise única nestes. Abração st4

    • Caro Saldanha
      Estes 5 bi serão dos acionistas, entenda fundos de investimentos. Eles pegarão a grana e porão suas cotas à venda, partindo para outros investimentos.
      E mesmo que ficasse no caixa da Embraer, por que ela investiria num caça que não sabe se terá mercado?
      Este tipo de investimento precisa da participação do governo, com garantia de compra. Como é o caso do KC-390 e Gripen. Este modelo de caça proposto pela matéria só teria dois potenciais clientes nas Américas: Canadá e EUA. Nem mesmo o Brasil. Logo…….
      Abraço

      • Como respondi ao Antonio, Caro João eu realmente não me aprofundei, pensava que esta venda iria para os caixas da Embraer, é pior ainda para mim. Quanto a se aventurar neste projeto, caso estes 5 bi fossem para ela, teríamos os potenciais clientes, pois seria um triunvirato BG, Suécia e BR, dividindo os custos e fabricação, 1 cliente além do Brasil teríamos aqui no continente, o Chile, onde acabou de sair matéria que está interessado no F35, e ainda teríamos uns 2 países na África, Oriente Médio. Abraços st4

        • Não há definição oficial, mas creio que o Saldanha está correto sim! Se a divisão comercial vai ser splitada da Embraer, quem vai receber o $$$ será a própria Embraer. Quando se fala da “aprovação” dos acionistas, está se falando em trocar participação acionária na divisão splitada por dinheiro no caixa da Embraer. Daí a reinvestir ou distribuir aos acionistas, depende de planos estratégicos e novos projetos.

  9. O Brasil poderia entrar participando da montagem de partes como asas, trem de pouso, e recebendo dados do projeto principalmente no que se refere ao design stealth

  10. Prezados,
    Não, o Brasil não entrará em um projeto destes, por que?
    1- Somos um povo imediatista, não temos planejamento de longo prazo (raramente algo de médio prazo e olha lá), mesmo aqui, temos expectativa de um novo lote de grippen? Mesmo que seja um de 12 caças? Para mim, um segundo lote é muito mais importante que um novo programa. Se não conseguimos planejar de curto a médio prazo, imagine algo a longo prazo.
    2- Somos um pais pobre, não temos muito cartucho para queimar, se o grippen já foi ousado (começar a receber um caça depois de 5 anos), imagina um outro que tende a ser bem mais caro e muito mais complexo que o novo vetor da FAB. E tenho sérias dúvidas se este programa vai decolar, temos que lembrar que a Inglaterra está envolvida no F-35 (apesar de ser o B).
    3- Para entrarmos em um projeto destes, o mesmo tem que ser um programa de Estado e não de governo, se os nossos governantes mal conseguem ter espirito republicano, imagine algo como de Estado.

    • Não somo um país pobre, somos um país mal administrado, roubado e aparelhado.
      E por causa disso nos tornamos imediatistas e seguimos conforme a maré dos acontecimentos.

      • Evidente que somos mal administrados.
        Vide a quantidade de funcionários públicos recebendo salários gordos e auxílios polpudos.

      • Somos sim um pais pobre, veja a renda per capita.
        Quanto ao resto, perfeito, somos muito mal administrado MAS temos que lembrar que quem administra o pais não brotou do chão, foram colocados e querendo o não, fazem o que se exigem deles, o problema é que é exigido muito pouco. Nos (e me coloco no grupo) conformamos com isto. Creio que a falta de exigencia (ou padrão de excelência, de serviços, moral entre outra coisas) que acabam nos colocando nesta meleca.

      • O problema do Brasil é a ineficiência da gestão. Para gerir 100 servidores públicos que atendem realmente o público é preciso mais 100 que ficam na “repartição” cuidando de folhas de pagamento, férias, etc. Só que aí agora são 200 “servidores” e não mais aqueles 100 iniciais. Pra gerir duzentos já é preciso mais que pra gerir os 100 já que aí são 200. E aí vira uma bola de neve.
        Outro problema do Estado Brasileiro é que na lei federal 8112 de 1990, que dispões sobre o regime jurídico dos servidores da União, na sessão referente aos direitos há 75 artigos, já na sessão relativa aos deveres há… 1 (um) artigo.
        Um Estado assim não pode prestar.

        • Bosco, concordo com voce e vou um pouco mais longe, para mim, nem é gestão e sim ineficiência dos serviços prestados, parece a utilidade do Estado é servir a ela própria e não aos contribuintes. Temos ineficiência na Educação, Saúde, Segurança e para contornar isto, temos que pagar educação particular, Planos de Saúde e contratar segurança (seja na portaria dos prédios, condomínios, no trabalho etc). O que pode dar um retorno ao Estado é privatizado em nome da eficiência.. Tamo na roça viu.
          Mas repito, quem colocou este povo todo ai, fomos nós (via eleição), nós não cobramos mudanças (reelegemos sempre os mesmos vagabundos). Quando digo nós, no sentido de pais.

          AVISO DOS EDITORES: ESSA DISCUSSÃO DESCAMBOU PARA ASSUNTO QUE NÃO TEM NADA A VER COM O TEMA DA MATÉRIA. SOLICITAMOS QUE VOLTEM AO TEMA.

  11. Imaginem um projeto nipo-sueco’-britanico e pq n brazuca.
    Sonhar n custa nada, o problema é cada um querer um especificação diferente e sair um Frankenstein

  12. Se combinar com a Rainha (até lá será Rei Charles III) e se tiver gold suficiente pra bancar um desenvolvimento tripartite dá pra farmar um muito bem-vindo 5G com a Suécia e o Reino Unido. Me preocupa apenas a consequencia política de depender de um sim britânico pra vender o bichano. E não, não estou me referindo à Argentina. Mas conhecendo Terra Brasilis, mais provável que essa seja uma oportunidade que nós não deixaremos de perder

  13. Não creio q venhamos a perder, de novo, uma oportunidade única como esta pois já estamos nos entrosando cada vez mais com a Saab e o JS-2020 ou outro q surja por parte era Saab já será pra nós o próximo passo natural em matéria de caça onde não somente compraremos mas tbm teremos parte no desenvolvimento assim como está sendo no Gripen E/F.

  14. Existem 6 opções de caças 5G que o BR pode entrar :
    1 – o FS-2020 sueco-britânico, conceito;
    2 – o FCAS franco-germânico, conceito;
    3 – o KFX sul-coreano, conceito;
    4 – o F-57 russo, em teste;
    5 – o X-2 japonês, em teste;
    6 – e o F-35, voando, e com a saída de alguns clientes, pode abrir vaga.
    Todos abertos a quem se intere$$ar.

  15. Duvido muito, mas que façam bom proveito da Brexit… Airbus, Rolls Royce,BMW, Mercedes,… Todas já anunciaram publicamente que pretendem deixar o navio britânico em busca de portos mais seguros.

  16. Editores, sugestão Off Topic:

    Já tem muito mais que 5 anos das garantias(MRO) dos Cheetah Aircraft das FAE,

    vale matéria.

    Estão voando ? Foi bom contrato ? Etc ….

  17. Com certeza, para alguma participação nesse projeto seremos convidados. A SAAB tem interesse no Brasil, já concreto na FAB e MB . O UK tem proximidade com a MB.
    Em alguma fase seremos lembrados. Se entraremos ou não, é uma decisão que não dependerá apenas da Área Militar.
    Mas que seria uma ótima oportunidade de evolução, não há dúvidas

  18. Relações exteriores não se faz com bravatas. Os populistas britânicos enganaram seus eleitores com a lorota do Brexit. Talvez os ingleses ainda consigam salvar o seu orgulho, mas a conta será salgada. E adivinha quem vai pagar?
    Nesse sentido a democracia é extremamente didática, embora o aprendizado esteja longe de ser indolor, como nós sabemos melhor do que ninguém

    • JT8D, me permita discordar. Quem aceitou e lutou pelo Brexit foram os que sentiram na pele, o desemprego (ou diminuição da renda) decorrente da migração de mão de obra mais barata para a Inglaterra. Trabalhei com pessoal que estava em grandes centros assim como no interior, quem possui facilidade e possibilidade para pular para outros países, eram totalmente contra a saída, já a mão de obra menos especializada ou super especializada (que precisava ficar na Inglaterra) são até hoje favoráveis ao Brexit.
      Se vai ser bom ou ruim, só o futuro vai dizer, o que eu vejo é. Quem não é Britanico e está la, foi totalmente contra o Brexit, pois sabe que vai ter que sair, mais cedo ou mais tarde. O Britânico (tiro os Escoceses pois são sempre do contra hehehe) mais descolado, globalizado, tendem a ser contra o Brexit, mas também não queima a cueca em defesa da permanência na UE, este tem esperança (e boa por sinal) que vai poder trampar em outros países, principalmente Bélgica, Alemanha. Quem é mais provinciano é favor ao Brexit.
      Hoje a saída da Inglaterra da UE tem um vies muito otimista, inclusive a cotação da libra sobre o dolar aumentou e muito desde o início do ano (tem mais a ver com a expectativa junto ao EUA), já o Brasil..

  19. Off-topic: hoje é comemoração dos 100 anos da RAF e eu fiz umas fotos e vídeos bem meia-boca com o celular do sobrevoo de comemoração. Passaram inclusive 3 F-35 mas eu idiotamente achei q os estava filmando mas não estava e só peguei o finalzinho da passagem deles (ou isso ou eles são stealth até aos celulares 🙂 ) Tinha muita gente assistindo nas ruas entao acredito q vão ter em breve muitos vídeos pingando na internet e não vai faltar matéria prima para uma matéria. Quando acontecer vou ficar feliz em compartilhar meu (tosco) material 🙂

  20. Não há definição oficial, mas creio que o Saldanha está correto sim! Se a divisão comercial vai ser splitada da Embraer, quem vai receber o $$$ será a própria Embraer. Quando se fala da “aprovação” dos acionistas, está se falando em trocar participação acionária na divisão splitada por dinheiro no caixa da Embraer. Daí a reinvestir ou distribuir aos acionistas, depende de planos estratégicos e novos projetos.

  21. O momento ainda é muito fluido, confuso. Mas dá para apostar em algumas coisas:
    – Com a decrepitude da Venezuela e da Argentina tão cedo o Brasil não terá um adversário de peso na América do Sul.
    – Caças de 5G são imensamente caros e pesados (vide os 40 mil lbs de enpuxo do F-35), adequados a guerras de elevada intensidade. O nosso imenso território e litoral nos convidam a priorizar outros aspectos (ex.: dispersão de força, valorizar o alcance,..);
    – A toda semana surge um novo consórcio propondo produzir um caça 5G e a grande maioria não irá para frente.
    – Eu gastaria recursos adicionais em um lote adicional de Grippen, ao invés de busca uma um longo e complexo projeto, pouco compatível com o nosso horizonte de planejamento.
    – A posição inglesa é de crescente desconforto, se afastando da Europa sem uma aliança com os EUA tão sólida. Se a Argentina tiver um pouco de juízo talvez seja a melhor época para um acordo envolvendo a normalização das relações com o o Reino Unido. Uma ótima agenda internacional para o Brasil atuar como garantidor/mediador.

  22. Quanto a participar deste projeto, acho improvável. Os britânicos são ótimos parceiros, mas sabem que não devem repartir seus protocolos, códigos-fonte e conhecimentos militares de ponta com o Brasil. Não irão desenvolver o avião que sera a linha de frente de seus pilotos na OTAN a partir de 2040 com um país que não sabe de que lado está e continua chafurdando na perfeita idiotia latinoamericana retratada por Vargas Llosa, Montaner e Mendoza.

    Não se trata de não relacionar-se comercialmente ou cientificamente com Rússia e China. Isso os próprios britânicos fazem intensamente. Mas de saber que no jogo militar-estratégico, é na Rússia e China que estão os inimigos das democracias ocidentais. A Suécia sabe disso e há décadas treina suas forças contra uma eventual invasão russa. Alguns citaram Japão e Coréia do Sul. Ambos também tem lados claros. Em todos esses países, nem passa pela cabeça dos partidos de esquerda alterar essa posição, pois sabem que nem o parlamento, e nem os poderes moderadores como o simbolismo da realeza ou a pressão dos militares, permitiria tal aventura ideológica.

    Já no Brasil, os dois presidentes anteriores negociaram um acordo fajuto para dar um by-pass nas sanções contra o programa nuclear do Irã. Um(a) foi até fazer discurso na ONU para defender o Estado Islâmico. Não se divide tecnologia militar de ponta com essa gente. É só olhar alguns dos candidatos da próxima eleição: o coroné socialista, a patricinha comunista, o sem-teto do Itaim, o presidiário e seus postes ou o espírito da floresta. Só alguém fora de órbita em Londres partilharia segredos militares com essa gente e iria dormir tranquilo. A chance de no dia seguinte da posse ser tudo cedido à Moscou ou Pequim é enorme! Seja por iniciativa própria dos citados ou pelo bando de aloprados que estarão aboletados pelo governo. Principalmente de houver uma “ajudinha” com dólares em malotes diplomáticos “para a campanha”.

    Enfim, não somos confiáveis como país. Acho que EUA e Reino Unido até gostariam de nos ver como aliados de primeira linha, como é a Austrália, por exemplo. Mas sabem, no fundo, que não dá pé. Para o bem das democracias ocidentais, é melhor manter o Brasil comprando bons equipamentos de segunda-mão.

    • É isso aí Marcelo, só nossos eleitores analfabetos funcionais é que gostam de bater palma pra maluco. Se não não nos dermos ao respeito, ninguém vai nos respeitar

    • Menos , menos… Afirmações de quem desconsidera completamente a trajetória geopolítica USA. Nem se o Brasil fosse uma Alemanha da vida esse sonho vosso séria realizável. Os five eyes sao países com uma relação especial, anglofonos que compartilham a mesma matriz, os WASP espionam até parceiros como os europeus imagine um país sulamericano que eles nem consideram. Não desanimem, sei que o sonho inconfessável e proibido de muitos é
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      COMENTÁRIO EDITADO POR FAZER PROVOCAÇÃO A OUTROS COMENTARISTAS TOTALMENTE DESNECESSÁRIA PARA O DEBATE. FOQUE NOS TEMAS DAS MATÉRIAS, NÃO EM ATACAR OS DEMAIS. PRIMEIRO AVISO.

  23. Independente de qualquer coisa, não acho que tenha algum maluco em Londres que queira dividir tecnologia dos seus caças, sua ponta-de-lança na OTAN a partir de 2040, com o Brasil. Acho que o imbroglio do F-35 com a Turquia já deixou lições. A parceria de vender bons equipamento de segunda-mão já está de bom tamanho. Se um dia o país amadurecer e entender que deve se alinhar com as democracias ocidentais, independente do governo de turno, aí quem sabe?!

  24. O Brasil pagará 40% a mais por 36 gripens, porque quis transferência de tecnologia, Ok.

    No entanto, desenvolver um avião novo do zero, não é transferir tecnologia, é estudar, desenvolver, criar soluções, materiais, estruturas industriais, etc… ou seja, o Brasil não fará isso, por várias razões:

    a) Não tem parque industrial-tecnológico, salvo uma ou outra exceção;
    b) Não tem massa crítica, seria preciso ter mais uns 6 ou 7 ITAs para em 30 anos conseguir isso;
    c) Não tem vontade, porque é um país preguiçoso que acha que essas coisas precisam gerar resultados imediatos;
    d) Não tem continuidade. Por mais que aloque recursos, em algum momento, o governo brasileiro vai contingenciá-los e o programa vai atrasar ou parar, e se ele for predominantemente privado, o que é uma utopia ainda maior no Brasil, ainda assim sofreria com aumentos de impostos e descumprimento de marcos regulatórios pelo proprio governo;
    e) Ninguém gasta bilhões de dólares para comprar 36 aeronaves ou mesmo 45, como foi o caso do AMX, e o que inclusive fez deste avião um fracasso comercial – ninguém compra uma aeronave de combate se o próprio país que à vende não a adquire.

    A Inglaterra está tratando de um caça de 6a. geração, ou seja, algo que só entrará em serviço em 20 anos. Mas 20 anos no Brasil é o prazo que se usa para justificar o upgrade de F-5 (com esta modernização, ele voará mais 20 anos), não para estudar algo completamente novo.

    Para mudar esse quadro, o país primeiro teria que colocar em ordem as contas públicas, para efetivamente ter capacidade de investimento. Tecnologia não é como auto-estrada, esta, você contigencia o investimento e continua recebendo trafego mesmo esburacada, programas de tecnologia que são paralisados, muitas vezes perdem 100% do que conquistaram.

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