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Itália diz que não vai comprar mais caças F-35 e pode cortar pedido existente

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F-35B da Marinha Italiana
F-35B da Marinha Italiana

A Itália não comprará mais caças F-35 da Lockheed Martin e está considerando se deve cumprir a encomenda com a qual já está comprometida, disse a ministra da Defesa, Elisabetta Trenta, na sexta-feira (6/7).

Trenta vem do movimento anti-establishment 5 Estrelas, que sempre criticou a encomenda italiana da OTAN para 90 dos aviões, dizendo que o dinheiro poderia ser mais bem gasto para aumentar o bem-estar e ajudar a lenta economia.

“Não vamos comprar mais F-35”, disse Trenta em entrevista à televisão com a emissora privada La 7. “Estamos avaliando o que fazer em relação aos contratos já em vigor”.

Ela explicou várias razões para ser cautelosa, dizendo que “fortes penalidades financeiras” podem significar que “desmantelar a encomenda pode nos custar mais do que mantê-la”.

Ela também citou benefícios em termos de tecnologia e pesquisa na Itália ligados aos aviões, bem como empregos que seriam perdidos.

O F-35 é fabricado pela Lockheed Martin, com companhias como Northrop Grumman, Pratt & Whitney e BAE Systems também envolvidas.

No entanto, Trenta disse que viu mérito em estender as compras, a fim de liberar recursos para investimentos em projetos de defesa europeus.

Algumas autoridades do 5 Estrelas disseram no ano passado que a Itália deveria cancelar a encomenda dos caças, mas Trenta deixou claro que tinha reservas sobre isso.

“Ninguém está escondendo o fato de que sempre fomos críticos … em vista dos contratos existentes assinados pelo governo anterior, estamos realizando uma avaliação cuidadosa que considera exclusivamente o interesse nacional”, disse ela.

O Movimento 5 Estrelas formou um governo de coalizão populista no mês passado com o partido de extrema direita Liga.

FONTE: Reuters

36 COMMENTS

  1. Observa-se claramente que os Governos europeus (e canadense) estão muito mais parcimoniosos com gastos militares.
    No final, essa conta bilionária (e põe bilhões nisso) ficará na mão do Tio Sam.

  2. Estão fugindo de uma bomba, mas mais do que isso, todos os países do bloco da UE vão se defender das imbecilidades do pato Trump. A Alemanha e a França já sinalizaram essa liderança no começo do ano e agora o bloco se voltará cada vez mais para suas próprias soluções. Trump já deu um preju enorme para diversas companhias europeias com o protecionismo e embargos, a ultima grande afetada foi a Airbus, então essa possível diminuição da compra do F-35 é só uma das pequenas respostas que serão dadas. Não se espantem em ver o FCAS começar a ter novos integrantes. A China agradece ao Trump…

    • Gustavo, ok, mas há de se considerar as multas contratuais previstas para estes casos, que geralmente são mais caras do que continuar no contrato.

  3. Governo de esquerda fazendo biiiii. Se sair as poucas aeronave não terão suporte adequado, vai sofrer multas e vai perder a mão de obra da linha de produção no país.

    • Mantenho o que disse. Com a correção. Governo de extrema direita (tão perigoso quanto o outro extremo).

      AVISO DOS EDITORES: ESCLARECIDA A DIVERGÊNCIA ENTRE VOCÊS, ALERTAMOS QUE A DISCUSSÃO ESQUERDA X DIREITA DAQUI A POUCO PODERÁ TOMAR CONTA DO DEBATE E VIRAR UMA BOLA DE NEVE, FORA DO TÓPICO, SE NÃO FOCAREM NO TEMA DA MATÉRIA.

      VOLTEM AO TEMA.

  4. Vai todo mundo partir para o eurocaça franco-alemão 5G.
    A Itália, com a expertise adquirida com o programa JSF, seria uma excelente sócia.
    E tem o projeto 2020 da SAAB.
    E russos e coreanos precisam de associados para tocar seus projetos.

  5. Idiossincrasias de Trump à parte, acho uma loucura confiar o Ministério da Defesa a alguém do Cinque Stelle.
    Se a atual ministra quer cortar gastos de defesa para aplicá-los em programas sociais, deveria trocar de pasta.

  6. A Italia é um país muito pequeno para necessitar de 90 JSF-35.

    Além de estar sob o guarda chuva da OTAN, os EUA possuem bases em seu território.

    A Itália estaria muito bem servida com uns 30 F-35.

    • Realmente Tadeu. Noventa caças é fruto da capacidade Norte Americana de empurrar goela abaixo de seus “parças” seus produtos de guerra e garantir os empregos de alta tecnologia e receitas no próprio país. Trinta ficaria de bom tamanho. Não é barato comprar, manter, treinar operadores e manter alto nível de prontidão de um equipamento tão caro.

    • Até concordo que 90 é demais, mas no caso de 30 unidades, quantas estariam operacionais ??? umas 10 ? 13 ? com o tanto de problema que tem o f35 tem essas 90 unidades seriam para manter as 30 operacionais!

  7. Com a base americana de Aviano, e os tremendos problemas sociais italianos, a economia indo pra cucuia e a imensa onda migratória proveniente da África, tantos F-35 simplesmente não estariam justificados. E como disseram acima, o governo Trump cada dia joga um pouquinho mais de veneno no poço das relações européias, o que realmente não ajuda nada a situação. F-35, bye bye.

  8. Acho uma decisão acertada,mais vantagem teria a Italia cortar esse gasto por agora e depois ingressar no projeto Franco-alemão.

  9. Mas também convenhamos, 90 F-35 para um país da envergadura politica, econômica e militar da Itália e que está localizado em uma área sem inimigos ameaçadores, já está de muito bom tamanho..

  10. Adoro quando vem alguém e sai escrevendo com sangue nos olhos…..pois normalmente entregam as suas ideologias. Pois a razão dificilmente sobrevive perante nossas crenças.

  11. O projeto demora tanto q nao tem acompanhado o cenário geopolítico. Alem de superar em muito os orçamentos parece q td está virando uma bagunça danada entre os parceiros.

  12. Em outras palavras…

    Não faz sentido para o Governo da Itália continua investindo “tando” em defesa, principalmente porque não tem mais um “inimigo” na região.

    Em outros tempos existia a ex-URSS, que acabou derrotada e extinta.

    Hoje existe a Rússia, que mais late que morde, como “possível” adversário, mas que esta longe daquilo que um dia foi como potência militar e possivelmente nunca voltará a ser.

    Mas a Itália vai acabar tendo que honrar os contratos assinado, pois salvo melhor juízo, cancelar ou anular provocaria um prejuízo ainda maior.

    Realmente torço para que os Governos europeus voltem a desenvolver conjuntamente um caça “viável” financeiramente, como alternativa aos produtos russos e americanos. Talvez se seguirem o exemplo da Suécia possa dar certo.

  13. Vamos por as coisas em contexto. No começo da década de 90, foi um tempo de desmobilização militar e altos cortes do orçamento da defesa. No fim da década de 90, com a operação Alied Force, uma guerra sangrenta no coração da Europa, o sonho do século 21 com paz foi para o ralo.

    No começo da década de 2000 programas militares voltaram com força total, Eurofighter e Rafale tiveram seus orçamentos restabelecidos e o JSF estava começando.

    Agora vemos outro período de cortes orçamentários de defesa, com preocupações de economia, refugiados e terrorismo. O dinheiro tem que sair de algum lugar. O que não é visto como prioridade imediata, é cortado.

  14. A ministra está fazendo o jogo dela, vendendo para o público interno dela. A Itália não vai pular fora POIS além das multas, vai perder o bonde tecnológico do programa, a famosa absorção de tecnologia.
    Quanto a quantidade, alguém mais experiente pode confirmar ou não, mas creio que muito do número de vetores vem de dois fatores. Primeiro, se não encomendar um número expressivo de caças, não haveria a linha de montagem da Itália (sem contar que também irão fabricar centenas de asas para o programa global do F-35). Segundo, a Itália, tem responsabilidades na OTAN e tem que honrar os mesmos, Trump tá p da vida, pois os Europeus NÃO estão fazendo a parte deles (no caso, na visão de Trump, não comprando muitos equipamentos americanos), no fundo ele não deixa de ter razão.

    • O número de aviões é quase sempre relacionado aos esquadrões atuais que precisam se reequipar.
      É só checar quais são os esquadrões de Tornado e AMX em operação na Itália, a quantidade de aeronaves que cada um opera, e fazer as contas.

  15. Itália “sob o guarda chuva da OTAN”.
    Alemanha sob o guarda chuva da OTAN.
    Inglaterra sob o guarda chuva da OTAN.
    28 países mais os EUA sob o guarda chuva da OTAN.
    .
    O que é isso?
    Seriam 28 países sob o guarda chuva dos EUA…
    Está errado !
    .
    Cada integrante da OTAN precisa dar sua contribuição em homens, armas, veículos, navios, aeronaves e orçamento para que uma OTAN forte continue existindo, para que exista ‘guarda chuva’.
    .
    Outrossim, são previstos 60 caça bombardeiros F-35A e 30 caças STOVL F-35B, sendo 15 para Aeronautica Militare e 15 para Marina Militare.
    .
    Na aeronáutica devem substituir:
    – 34 A11 Ghibli (AMX International) do 132º Gruppo (caça bombardeiro e reconhecimento) do 51º Stormo Ferruccio Serafini (51ª Ala Aérea), na Base Aérea de Istrana;
    – 62 Panavia Tornado IDS do 102º Gruppo OCU/CBOC (Conversão Operacional e caça bombardeiro), do 154º Gruppo CBOC/CRO (caça bombardeiro e reconhecimento), além dos Tornados ECR do 155º Gruppo ETS (guerra eletrônica e supressão de defesas aéreas), todos do 6º Stormo Alfredo Fusco (6ª Ala Aérea) da Base Aérea de Ghedi.
    – Além desses há também o 13º Gruppo (13º Esquadrão) do 32º Stormo Armando Boetto (32ª Ala Aérea) da Base Aérea de Amendola.
    Lembrando que há ainda 5 AMX-T e 8 Tornados IDS dedicados à treinamento (OCU).
    .
    Na marinha devem substituir:
    – 14 AV-8B Harrier II do Gruppo aerei imbarcati na base aeronaval de Taranto-Grottaglie.
    .
    É possível que os italianos conservem algumas unidades do Ghibli ou Tornado.
    Particularmente entendo que eles deveriam ter uma alternativa de baixo custo para ataque aéreo, como o bom e velho Ghibli – nosso A-1. Talvez, quem sabe, um dia, uma versão do Alenia M-346.
    Mas é outra história.
    .
    Aparentemente tem espaço – de sobra – para alinhar nas unidades de combate existentes os 90 novíssimos Joint Strike Fighter qualquerletra.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

    • Dá 120 Tornados, AMX e Harriers a substituir (excluindo os treinadores). É muito avião, que está na reta final.
      Culturalmente a Itália voa até o osso, vide o F-104.

  16. Nem tanto ao Céu, nem tanto à Terra.

    É preciso manter a participação no projeto, é preciso ter aviões operacionais para o Cavour, é preciso ter o mínimo de aviões avançados para substituir as dezenas que estarão saindo de serviço.

    Mas também é preciso acertas as contas e sair do buraco, financeiro e social.

    Corta essa encomenda de 90 aviões de dois tipos para 45 da versão VSTOL e todos saem ganhando, ou pelo menos não perdendo muito. 30 F-35B para a Aeronautica Militare e 15 pra Marina Militare mais as dezenas de Typhoons dão conta do recado tranquilamente enquanto a situação não melhora ou até o FCAS sair.

  17. Essa semana tem reunião da OTAN e o Trump não deve ficar muito feliz, pois exige – com razão – para os países do pacto gastarem ao menos 2% do PIB com suas forças armadas. Além da Itália, a Alemanha tampouco está melhor neste aspecto. No último ano ficou em apenas 1,13%. O que possivelmente está refletindo no nível operacional de sua frota de submarinos, pois que eu saiba, estão todos inoperantes no momento.

    Possivelmente o Trump vai acabar cedendo algo para o Putin em troca de algo, como menos pressão em outras direções. Ou mesmo a Venezuela. Bem, azar da Ucrânia, pois o Trump deve considerar a Ucrânia como a peça mais descartável no tabuleiro europeu.

    Sendo que o Putin deve estar com pressa para fazer algo naquela região. Já em 2014 o fluxo de água do rio Dniepre à Crimeia foi cortado pelas autoridades ucranianas, e desde então a situação só se deteriora na península devido à escassez aguda de água.

    Dias atrás o chefe da administração russa da Crimeia, Sergey Aksyonov, solicitou ajuda financeira urgente do governo russo por causa da seca. Excetuando se houver a invasão russa na região ucraniana de Kherson, ou acontecer algo impactante na reunião dia 16 entre o Putin e o Trump, não há meios de resolver a crise hídrica a curto prazo.

  18. É só o que faltava!
    5 estrelas e o LIGA agora são de extrema-direita e populistas? De onde tiraram isso?
    Eu acompanho a política na Itália e afirmo com total certeza: esses dois grupos NÃO tem nada de populistas, muito pelo contrário! Esses grupos são bem “pé no chão”, bem sensato e realistas.
    Defender redução do Estado e seus entraves que privilegiam grupos, fim de privilégios políticos, menos intervenção estrangeira em assuntos italianos, combate a corrupção, combate a máfia, combate a imigração ilegal e criminalidade oriunda disso, combate a grupos empresariais que usam o Estado para benefício próprio (sem o mínimo de preocupação com o país), defendem o controle de gasto público; defendem um ambiente mais saudável para empreendedorismo com a finalidade de gerar empregos e crescimento interno; tudo isso NÃO tem nada de populismo, muito pelo contrário, são propostas realistas e de mercado.
    Populismo é você lançar centenas de bilhões em títulos públicos para dar dinheiro SEM juros para os homens mais ricos do país e dar bolsa Família para miserais em troca de perpetuação no poder (BRASIL). Isso é populismo, é a demagogia em prol de grupos que tendem a se perpetuar no poder. É o famoso “almoço grátis”.
    Esse papo de extrema-direita e populistas são usadas pelos grupos que comandam a Itália há décadas, exatamente igual no Brasil, grupos poderosos que são donos de partidos, emissoras e conglomerados. Os mesmos que são indiferentes para os problemas nacionais, só estão preocupados com o próprio “rabo”…
    Sugiro ao Poder Aéreo retirar esse trecho da matéria, pois não tem nada a ver com o assunto do F-35, além de ser uma retórica errônea da política italiana.
    Abraço!!!

  19. Ele tá certo em cobrar uma maior participação dos parceiros nos gastos, só que isso cria uma bifurcação para a Europa, já que é para gastar mais em defesa, não seria mais lucrativo criar um “Exército Europeu” e gerar lucros e empregos para Europeus?

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