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Embraer e Boeing anunciam acordo para criação de nova empresa de aviação comercial

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Companhias devem estabelecer parceria estratégica para acelerar crescimento aeroespacial global

CHICAGO & SÃO PAULO, 5 de julho, 2018 – A Boeing (NYSE: BA) e a Embraer (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) anunciaram que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global.

O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

“Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas – e para o Brasil e os Estados Unidos”, disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing. “Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento”, disse Muilenburg.

“Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”.

A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture. A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano.

A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos.

Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg.

A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing.

A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes.

Embraer KC-390
Embraer KC-390

Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.

“Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”, disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.

“Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”, afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing. “Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria iráfortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”.

A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.

A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas.

DIVULGAÇÃO: Boeing e Embraer

277 COMMENTS

  1. Péssimo pro país. Será que fariam o contrário, Embraer comprar a Boeing? Nunca tio sam deixaria. Vimos a falência da Engesa, da Gurgel, e agora da Embaer. Aos poucos vamos nos tornando uma colônia exportadora de Soja, minério de ferro e produtos pecuários.

    • A falência da Engesa e da Gurgel nada teve a ver com “os malvados americanos”. A primeira faliu primeiro pela decisão empresarial desastrada de desenvolver um MBT sem qualquer garantia de encomenda pelo EB e deixar de focar no mercado dos blindados sobre rodas, o qual estava se encaminhando para a liderança. E a Gurgel faliu quer pela obsolescência dos seus produtos quando da abertura do mercado aos veículos importados e também pela falta de visão do dono, que repudiava os carros a álcool em um momento em que eles representavam 80% da produção de veículos brasileira.

      • Olá
        Não é bem assim… Sobre a falência da Engesa é verdade o que você escreveu, mas a história não acaba assim nem é tão simples. Houve sim forte pressão política dos EUA para que o M1 Abrams fosse declarado vencedor, mesmo o Osório tendo um desempenho, no mínimo, equivalente. Ou seja, houve influência política e o o resultado do embate não foi fruto somente de uma competição técnica e de desempenho. Se isso faz ou não os EUA serem “malvados”, não pretendo avaliar.
        Da mesma forma, a Gurgel sofreu forte pressão das montadoras internacionais estabelecidas no Brasil. Fornecedores de peças recusavam pedidos da Gurgel por influência dessas referidas montadoras. Houve “lobby” no congresso para que os produtos da Gurgel fossem declarados inseguros, resultando numa perda econômica insustentável (a empresa precisava pagar primeiro para ter componentes; as linhas de crédito foram cortadas). Para superar as dificuldades financeiras, a empresa chegou a vendar “cotas” dos automóveis para os futuros compradores, tentando fugir das restrições de crédito. Não deu certo, pois a propaganda negativa diminuiu muito a clientela.
        Se os “estrangeiros” (americanos incluso) são “malvados” ou não, deixo para outros concluírem. Mas que eles interferem nos aspectos econômicos e tecnológicos, via poder geo-político, para influenciar resultados a eles favoráveis, disto não tenha dúvidas.
        SDS.

          • Olá.
            Há pessoas que buscam fatos para conhecer a verdade; há pessoas que buscam somente fatos que corroboram a sua “verdade”.
            Os primeiros são críticos; os outros, fundamentalistas.
            Mas isso foge ao contexto do post e aqui não é o foro mais adequado para tal discussão.
            SDS.

          • Maurício, a verdade é fundada em fatos concretos! Já a verdade de cada um se funda em rumores, lendas urbanas, tal como aquela que diz que o Osório era superior ao M-1 Abrams ou que a derrocada da Gurgel se deu apenas e tão somente pelas “forças ocultas”…

            Mas é aquela coisa, não cabe discutir isso aqui da mesma forma que pode ferir a suscetibilidades, ou seria o fundamentalismo, de alguns…

        • Eu perdi a confiança na Gurgel quando o proprietário disse que 70 fabricas de sutomóveis estavam erradas em apoiar o motor sobre o chassis ou monobloco e que ele provaria que o motor deveria ficar suspenso, fez e logicamente não deu certo, trepidava muito e balançava, mesmo o fraco motor usado no seu carro.

      • Falta de visão do dono?!! Em 1981 eles já tinham lançado um carro eletrico, ja comercialmente disponivel, o Itaipu E150 e o monovolume E400 que alias algumas estatais adqiriram. A primeira fabrica de fibra de vidro no Brasil, de uma empresa americana, veio pra cá por causa justamente da Gurgel.
        Quanto a Engesa, ela perdeu a concorrencia na Arabia Saudita com o Osorio, apesar de ser superior ao Abrams, que era competidor no mesmo certame, devido a ligação dos Árabes com os americanos. Além disso, com a desculpa de que a mira dos blindados estavam todas descalibradas, o Iraque, do primo do Bush um tal de Sadam, eles não pagaram por nenhum dos veículos adquiridos. E como o revanchismo é imenso, e foi logo depois da abertura politica, o exercito nao tinha verba pra nada, entao nao adiquiriu o Osorio.

        Nossa cultura nos torna muito criticos. Deveríamos exaltar nossos poucos pioneiros e não só jogadores de futebol.

        Abraço.

        • Esse papo de que “O Osório era superior ao M1 Abrams” é lenda urbana disseminada após a falência da Engesa. O que houve é que os dois MBTs foram selecionados para a fase final do programa e seus desempenhos foram equivalentes. Ocorre que não apenas no aspecto geopolítico era mais vantajoso para os sauditas comprarem o CC norte-americano, algo que ficou comprovado pouquíssimo tempo depois na operação Tempestade no Deserto, como também não haveria entraves na venda ao contrário do carro brasileiro, que dependia de um sem número de licenças de exportação inclusive da antiga Alemanha Ocidental, que à época tinha uma política extremamente restritiva de venda de armas a países fora da OTAN e envolvidos em violações dos direitos humanos como a Arábia Saudita. E some-se a tudo isso o fato da Engesa ter praticamente aberto mão, pois não deu mais a devida atenção, ao mercado de blindados sobre rodas que tão bem conhecia e se dava bem.

          Quanto à Gurgel, por mais que tenha tido produtos inovadores o fato é que tomou decisões empresariais equivocadas sendo a maior delas, a meu ver, a resistência em fabricar veículos a álcool quando eles estavam se consolidando. Esse fato poderia ter dado capital para a empresa desenvolver sua própria linha de motores e peças e consequentemente depender menos de outros fornecedores.

          • Caro Tireless, o Gurgel talvez tenha sido o maior incentivador da indústria alcooleira de todos os tempos no Brasil. O M1Abrahans sequer participou da licitação mencionada. Somente após a conclusão, da qual o Osorio foi vencedor, é que foi escolhido. Ambas histórias tem que ser melhor analisadas por você.
            Abs

          • Mesmo dependente das Licenças diversas o Osório era superior sim, mais leve, motor mais confiável e econômico (Diesel), o Abram usa turbinas e bebe pra inferno, e principalmente o Sistema de transmissão que fora Patenteado pela Engesa, transmissão essa comprovada superior quando, durante a operação Tempestade no Deserto, veiculos Engesa capturados dos iraquianos foram usados, parece brincadeira, para desatolar das areias do deserto ooos… Abrams!!!! Existem fotos pra comprovar!)
            O que derrubou a Empresa é que o dinheiro do desenvolvimento do Osorio veio do caixa da Engesa, o governo não colocou nenhum tostão.
            Quanto ao Gurgel não produzir veículos a alcool pode ter sido uma falha sim, mas daí a dizer que era falta de visão forçou a barra, principalmente depois de tudo que ele gerou de riqueza e criou tecnicamente.

          • Você está equivocado! o M1 Abrams participou do certame saudita junto com o Osório, o AMX-40 francês e o Challenger 1 britânico. Na primeira fase do certame os CC francês e britânico foram eliminados restando o norte-americano e o brasileiro, que tiveram desempenho equivalente mas ao final prevaleceu o peso político norte-americano algo que ficou evidente durante a Guerra do Golfo como havia citado.

            Quanto à João Amaral Gurgel, ele apenas produziu carros a gasolina. Ele combatia proálcool usando o argumento de que não se justificavam os subsídios governamentais aos produtores e também que terras agriculturáveis deviam produzir alimentos e não combustível.

            Ambas as histórias ( sobre o certamente saudita e sobre a resistência de Gurgel ao carro a álcool) encontram-se fartamente documentadas, especialmente em revistas especializadas.

          • Dizer que o Osório era superior por “ser mais leve e movido por um motor a diesel mais econômico” é mero achismo! Aliás em um guerra no deserto a mobilidade é um quesito menos importante que blindagem vide o Merkava israelense. E nesse quesito o Abrams e sua blindagem Chobham eram claramente superiores.

            Quanto ao maior consumo da turbina do Abrams isso não é um problema para o exército saudita da mesma forma que não é para o US Army. Outrossim a turbina a gás entrega maior potência a um menor peso e aceita uma grande quantidade de combustíveis, até mesmo óleo de cozinha.

            No mais essa história de que o Abrams teria sido rebocado pelo CC brasileiro, ainda que fosse verdade, não desmerece o MBT norte-americano da mesma forma que o acidente com o A-29 no OA-X não desmerece o avião brasileiro.

            Por fim não produzir veículos a álcool foi uma tremenda falta de visão sim pois em um momento em que os carros a etanol correspondiam a 80% dos emplacamentos, ele simplesmente abdicou de um mercado gigantesco.

        • Prezado tio dan, a historia da Gurgel nao e bem esa que voce supostamente conhece. Trabalhei com o Joao Gurgel logo em seu incio nos idos 1970. Ficava bem ali na av do cursino. Ali tambem funcionava uma concessionario da VW que era de seu sofro. Viu so como e a historia contada por quem realmente estava la….outra coisa, nao foi o fato do Gurgel fabricar carrocerias em fibra de vidro que trouxe a fabricante das fibras ao Brasil, fabrica essa q fica ou ficava la em Rio Claro. Voce esquece que muito antes havia os Malzoni com mecanica DKW, haviam tambem o Interlagos, a PUMA….nessa tambem trabalhei durante muitos anos e cujo proprietario chamava-se Milton Masteguim, mas poucos se lembram desse empreendedor . Enfim, o Gurgel pecou pelo seu excesso de nacionalismo e visionario como era, deu um passo maior que sua propria perna. Quica houvesse ao menos adaptado seu veiculo a nova tendencia determinada aa epoca pelo gov federal q era a de incrementar o uso do alcool , conseguiria fartos subsidios que tambem foram concedidos as demais montadoras…..quem sabe neh. Ironias do destino, a fabrica que a muito custo levantou logo ali a beira da estrada em Rio Claro, era rodeada de canaviais….durma-se com um barulho desses rsrsrrsrsoExcepcional engenheiro sem duvida, mas um pessimo adminstrador de financas. Sds

          • Celso 5 de julho de 2018 at 12:33
            Parabéns Celso!

            Finalmente alguém que participou de toda a história da GURGEL e coloca um ponto final nessa histórica e acaba com argumentos mais que falsos e tendenciosos de alguns.

            Quem dera essas pessoas lessem o que você postou aqui para entender que, no mundo dos negócios, ninguém é tolo. Ou se dança de acordo com a música ou fica sentado vendo a dama dançar e sair com outro.

            Grande abraço!

          • Ta tudo certo os senhores esquecem que o governo não garantiu as perdas com a guerra do Iraque, creio porque a Engesa não acertou nenhum dinheiro com o Sr,. Jose Sarney e família. A grande verdade é que com a morte do Sr. Tancredo Neves e a ascensão do Sr. Jose Sarney ao governo todos nós perdemos, e muito.

    • Paulo. Evidente que os EUA negariam. Como já negaram a venda de várias empresas com uma já cansada ladainha : ‘questão de segurança nacional’.
      E tem extrapolado, proibindo a China de comprar empresas até do setor financeiro.
      Ontem, anunciaram que vão proibir a China Mobile de operar em solo americana. Essa empresa empresa é simplesmente a maior do mundo. É assim que funciona e isso não vai acabar bem.

      • A BAE e varias empresas de Israel ja compraram, empresas americanas, basta o Brasil ser um aliado tipo o RU e Israel pros EUA, que não tera problemas. Quanto a China é so uma retaliação ao que os mesmo fazem com as empresas americanas na China, e a China é inimiga dos EUA, o Brasil não, comparação descabida.
        Maurício, Lobby rival sempre existiu e sempre existirá, mas se a Gurgel fizesse as escolhas certas não teria falido, seus carros eram péssimos, quanto a Engesa não há nenhuma prova que o Osório era melhor, aliás não havia nem planta pronta para construir o blindado, a AS escolheu a opção segura de seu maior parceiro militar, os EUA, é claro que eles vão fazer pressão para seus aliados comprarem seus tanques, mas não os culpa pela falência da Engesa, a culpa foi não ter uma visão boa d mercado e invistir tudo num projeto arriscado, e o EB nunca planejou ter o Osório.

    • Leia a noticia. Vá estudar.
      Foi o valor pago por 80% Da participaçăo de Aviação Comercial na jv. Aviação executiva e setor de defesa esta intocavel.
      Se vc for estudar o valor na Bolsa e os balaços lançados pela Embraer vai perceber que o valor por essa parte da empresa é bem coerente.
      A Embrser NÃO é do Brasil, é dos acionistas. O que poderia deixar a galera chateada seria a extinção de empregos, mas ja voi levemente descartada nesss nota e em outras reunioes com Sindicatos.

      • Everton Matheus

        Pelo jeito não é apenas o wwolf22 que precisa estudar, não é mesmo? Se a Embraer não é do Brasil, e sim dos acionistas, o que podemos dizer da Broadcom e da Qualcomm? O Trump impediu um negócio entre elas, além de impedir a venda da empresa Lattice Semiconductor para a China (e no passado já impediram empresas de fecharem negócios até com Alemanha e Japão), e pode ter certeza de que mesmo uma “parceria” (que de parceria não tem absolutamente nada) como a da Boeing-Embraer seria barrada por lá. E o pior de tudo é que o Trump NESTE CASO está certo! Isso é politica de segurança e antitrust, coisa que você parece não fazer ideia do que significa! Se este acordo se concretizar, ninguém faz ideia do que pode acontecer com a Embraer no futuro, seja para o bem ou para o mal, e isso coloca a soberania tecnológica do país em risco.

        Mas como você pode ver, nem no EUA o mercado é livre! Tudo está atrelado ao estado por lá, seja de um jeito, seja de outro, você só faz negócios se eles permitirem e fim de papo! Lá o mercado só é livre quando o governo quiser que seja!

        Você é muito inocente, sério.

        • Calma DST,

          Os termos do acordo ainda são desconhecidos, mas o que se sabe (batido o martelo) de importante até agora é que a sede da Joint Venture (apelida de Embroeing, de brincadeira!!! rs) será no Brasil.

          O mundo é um só, barreiras geopoliticas e etc são importantes mas não tanto nesse caso. Ja viram que engenheiros no Brasil são mais baratos que nos EUA, boa parte por conta do cambio e demais direitos trabalhistas.

          Abraço.

          • Tio Dan

            O que temos de conhecimento sobre o acordo já é o suficiente para tirarmos algumas conclusões, e é o que estou fazendo, e o fato de a sede ficar no Brasil é pouco importante, não quer dizer muito. O mundo é um só, a vida é uma só e empresas como a Embraer também só existe uma no Brasil, e não podemos sair por aí fazendo qualquer tipo de negócio com empresas tão estratégicas quanto ela. Pode ser que os aviões nem tenham mais a marca Embraer! Que tipo de negócio é esse que pretende acabar com a projeção da marca parceira? Simples, não é parceria!

      • Quem tem que estudar é você, meu amigo. O valor é baixo sim, a boieng comprou por preço de mercado. A expectativa era que ela iria pagar 6 bilhões. No mais, a Embraer é sim do Brasil, ela nasceu para atender a força área, foi criada pela fab, foi instensivamente apoiada pelo estado brasileiro, pegou bilhões do BNDES, tem o seu controle acionário nas mãos do governo. Quem tem que olhar a composição acionaria da Embraer é você, primeiro, por a Embraer tem CAPITAL PULVERIZADO, ninguém sabe bem são os acionistas e ninguém pode ter mais de 20% das ações, assim como todo acionista só tem direito a voto referente a no máximo 5% das ações e obrigatoriamente os acionistas brasileiros compõem a maioria dos votos no conselho. E onde você viu que o corte de empregos foi descartado? A própria embraer já está demitindo centenas de funcionários por causa do acordo. A Boeing disse que a intenção do acordo é tomar a mão de obra dos engenheiros, verticalizar sua produção e transferir as operações para os EUA.

        • Meu caro, a EMBRAER até nasceu estatal (foi criada pelo então Ministério da Aeronáutica e não pela FAB) mas hoje é uma empresa privada e portanto tem de atender ao mercado e não à FAB. Foi intensivamente apoiada pelo GF quando era Estatal mas hoje depende do mercado para sobreviver pois se não vender avião vai à falência. As linhas de financiamento do BNDES são para financiar as suas exportações e ao contrário de determinados frigoríficos, empreiteiras e empresários de papel que pegaram muito mais recursos do banco por serem amigos “do rei” a empresa não se envolveu em casos de corrupção sistemática e devolveu muito mais ao Estado Brasileiro na forma de empregos, desenvolvimento de tecnologia e arrecadação de tributos.

          Por fim, o governo brasileiro não tem o controle acionário da empresa pois Golden Share é apenas uma ação de classe especial que permite vetar deliberação de assembleia geral.

          • Pera lá, então a Embraer usa os engenheiros da FAB, os projetos da FAB, os processos da FAB e agora não tem nada a ver com a FAB? A Embraer faz o que? Todo o capital intelectual dela vem da FAB, a Embraer é uma apertadora de parafusos sem a FAB. E como assim a Embraer tinha apoio do governo só em quanto ainda era estatal? Pelo contrário, ela recorreu ao governo muito mais vezes após a privatização, ela é uma das maiores tomadoras de crédito do BNEDS além de ser uma das empresas mais beneficiadas pela END.
            A Embraer não devolveu nada do que tomou, pelo contrário, está dando um calote no país. A Embraer toda empréstimos para financiar OS SEUS PROJETOS, não para financiar as exportações. Todo o desenvolvimento tecnológico da Embraer se deu com DINHEIRO PÚBLICO. Sem falar que, mesmo o Brasil tendo plena capacidade de atender, eles sempre preferiram utilizar componentes estrangeiros em seus aviões, nem o alumínio brasileiro eles usam. O que a Embraer devolveu? A Embraer não criou empregos, quem criou empregos foram os empréstimos do BNDES e a tecnologia da FAB. Sem isso a Embraer não seria nada. O Brasil não deve nada a Embraer, é a Embraer que deve tudo ao Brasil. Além que, na sua concepção de “mercado”, essa sua lógica só serve quando é de acordo com suas esquizofrenias ideológicas. Mais desonesto que isso é tentar colocar “certos frigoríficos” no assunto e dizer que nem a Embraer e nem a Boeing não estão envolvidas em corrupção. Oras, você não lê os jornais? Nenhuma empresa é mais “amiga do rei” que a Embraer.

            Por fim, leia o estatuto da Embraer antes de sustentar falácias. O controle acionário é sim do governo, é justamente para isso que sere a Golden Share. Além que, a maioria dos votos sempre deve ficar com brasileiros. O estatuto está aí na internet, você sustenta essa falácia por que quer.

        • “A Embraer é sim do Brasil, ela nasceu para atender a força área, foi criada pela fab, foi instensivamente apoiada pelo estado brasileiro, pegou bilhões do BNDES, tem o seu controle acionário nas mãos do governo. Quem tem que olhar a composição acionaria da Embraer é você, primeiro, por a Embraer tem CAPITAL PULVERIZADO, ninguém sabe bem são os acionistas e ninguém pode ter mais de 20% das ações, assim como todo acionista só tem direito a voto referente a no máximo 5% das ações e obrigatoriamente os acionistas brasileiros compõem a maioria dos votos no conselho”
          Onde assino Hélio ? ainda assim negam o óbvio.

          • Se quer aqui está a relação. É aberto o conhecimento e todos que queiram saber pois se não sabe é obrigatório. Todo acionista tem obrigação disso na CVM. Antes de especular e fazer insinuações infundadas é melhor tomar conhecimento da realidade e não ficar com achismos.
            https://ri.embraer.com.br/show.aspx?idCanal=LlY+r3qqt49YpDERgHlHtA==
            . BRANDES – 14,4%
            http://forbes.uol.com.br/negocios/2017/12/brandes-investment-partners-reduz-participacao-na-embraer-a-144/
            . MONDRIAN – 9,9% (até Dez 2017 10,1%)
            . BNDESpar – 5,4%
            . BLACKROCK – 5%
            https://www.bussoladoinvestidor.com.br/acionistas/EMBR3.asp

            Decisões estão nas mãos de acionistas brasileiros
            Para garantir que as decisões da companhia permaneçam em mãos de brasileiros, o estatuto da Embraer tem uma cláusula que determina que a maioria dos votos em qualquer assembleia geral é exercida pelos acionistas brasileiros. O total de votos permitido a acionistas estrangeiros, seja isoladamente ou em grupo, esta limitado a 40% do total de acionistas presente às assembleias.

            Já as decisões estratégicas da Embraer são decididas através do Conselho de Administração da companhia e aprovadas em assembleia com acionistas. Cabe à direção executiva, cujo CEO é o Paulo Cesar de Souza e Silva, administrar o dia a dia da fabricante, seguindo o planejamento estratégico e de ação.

            O Conselho de Administração é formado por 11 pessoas, sendo oito independentes, um indicado pelo governo brasileiro e dois, pelos funcionários. O plano estratégico da companhia é feito visando os próximos 15 anos e plano de ação contém as medidas que devem ser adotadas no curto prazo, em até dois anos.

    • Em comparação a outras empresas negociadas é pouco.Mas se analisarmos que a Embraer é um montadora e que a maioria das partes que compõe os aviões,vem de outras empresas,eu acho que é por aí mesmo.Ela não tem um grande patrimônio físico que possa fazer valer mais.

        • A AVIC não precisa disso. Está começando (e muito bem) a venda de seu equivalente próprio.
          Ademais, a China não é adepta dessas picaretagens internacionais. Fato que é reconhecido mundialmente. Talvez isso explique o fato de cada vez ter mais parceiros comercias e os EUA, cada vez se isolando mais, tenha menos.

          • “Ademais, a China não é adepta dessas picaretagens internacionais.”

            Os países africanos, onde a China pratica colonialismo grosseiro importando até mesmo mão de obra para as obras de infraestrutura que conseguem subornando os ditadores locais, discordam….

            A propósito, eu me enganei! Embora tenha sido copiado, ops! “projetado” pela AVIC a cópia ruim do MD-80 o ARJ-21 está sendo produzida pela COMAC. E uma vez que vendeu apenas para as próprias companhias aéreas estatais chinesas, não gerou um Yuan de lucro até agora.

          • Ademais, coloque uma coisa na cabeça. Vc está confundindo lucro com renda interna. As aéreas chinesas estão se tornando gigantescas, são altamente lucrativas (sim, elas cobram passagens dos usuários) a ponto de estarem comprando outras empesas no exterior. Deste modo, elas estão comprando seus aviões chineses pagando o valor de mercado, suficiente para que AVIC e COMAC cubram seus custos e tenham lucro.

  2. Ainda que ache que o valor poderia ser mais alto, no fim das contas esse acordo não me pareceu um mau negócio.
    De todo modo, ao menos 85% do capital da Embraer já estava nas mão de investidores estrangeiros mesmo, incluindo aí a divisão de defesa, então essas cotas apenas mudaram de mãos.
    A sede e o CEO vão continuar no Brasil, então para o país deve mudar pouca coisa.

    • Discordo de seu ponto de vista. Capital estrangeiro não significa necessariamente capital votante. A tomada de decisões na Embraer era feita por executivos com total autonomia.
      Mas agora, na prática, o CEO que será designado para a joint venture será apenas o administrador da mais nova subsidiária da Boeing, sem qualquer autonomia na tomada das decisões estratégicas da empresa. E isto sem falar na remessa de lucros para a nova sede da empresa, nos EUA.
      Ou seja, a quarta maior fabricante de aviões do mundo não existirá mais.

      • O que o amigo colocou faz sentido, exceto por um detalhe: executivos com autonomia total em empresa de capital aberto simplesmente não existem!

        Em qualquer empresa com ações negociadas na bolsa, de qualquer ramo de negócio, quem definem as metas e cobram os resultados são os conselhos de acionistas que, obviamente, representam os interesses dos donos das cotas.
        Mesmo acionistas sem direito a voto se fazem representar nesses conselhos.

        Aos executivos cabem somente decidir o “como” essas metas serão atingidas. O “que” sempre foi definido pelos conselhos.

        Nesse caso, na prática a estrutura gestora – parece – que irá permanecer a mesma, mudando apenas os “conselheiros”.

  3. Tem que esperar para termos mais detalhes, mas o que dá para entender.
    Serão duas JV, a primeira para a aviação comercial, inclusive com o CEO aqui mesmo no pais (dá para entender que as linhas vão continuar no Brasil?) e uma segunda JV para auxiliar no processo de venda do KC, ou seja, confirma que a parte da defesa fica fora MAS vai ter um empurrão da Boeing (obviamente vão dividir as comissões para o pessoal de vendas).
    Imagino que chegaram a esta proposta (que é uma minuta ainda) muito por causa do Golden Share. Se for isto, ficou muito bom.

  4. Complicado avaliar se aquisição foi positiva ou não. Se não ocorresse, quais serias as consequências? Haveriam retaliações por parte da Boeing e seus fornecedores? Do governo Americano.

    O fato é que a Embraer é dependente dos Estados Unidos, tanto com relação a fornecedores, quanto a mercados.

    Pode ter sido um mal negócio? Talvez… Mas não fazer o acordo poderia liquidar a empresa no médio prazo.

      • Infelizmente é uma possibilidade. Temos que considerar que a área comercial da Embraer depende de um único produto. Se ele não vender por qualquer motivo que seja , o que acontecerá com a empresa?

        • Amigo…acho que vc se equivocou.

          Dá uma olhada no site da “EMBRAERA” e observa o seu portfólio….lá consta bem mais que um único produto.

          • André, acho que não me expressei bem, quando digo um único produto me refiro a famíla E2, que representa (ou vai representar) mais de metade da receita da Embraer como um todo.

            Vamos imaginar um cenário em que, por motivos de guerra comercial, a Airbus decida zerar seu lucro com o CRJ, e combinado com isso abra uma linha de produção nos EUA, como contrapartida os EUA impõem uma sobretaxa nos E2.

            A Embraer teria força para reagir?

          • É isso Ferreras.
            A grande mídia está tentando nos convencer com o fato de que as empresas agora poderão concorrer com as rivais européia, russa e chinesa. Só que eles se esqueceram que esses mercados serão os principais para essa classe de avião. Principalmente na Ásia. Seria muita ingenuidade vc achar que esses países que estão gastando bilhões de dólares para desenvolver um avião vão comprar da concorrência.
            E isso piora exponencialmente com a possível guerra comercial.
            Será que a Rússia, China e Europa comprariam algum avião da ‘American EMBRAER’?
            A própria Boeing já está na boca da caçapa na China com a possível aplicação de sobretaxa de 25%

          • Vamos supor que Boeing colocasse no site dela:
            “Infelizmente as negociações com a Embraer não deram certo, então decidimos desenvolver um avião na faixa de 70-140 lugares”

            O que aconteceria com as vendas do E2 ?

          • mcremp. Nada. Este mercado está começando a ficar ‘saturado’. Já temos EMBRAER, AVIC, Bombardier, Sukhoi e Mitsubishi.
            A cartada da Boeing é essa. Colocar a mão em um produto já construído e com alguns pedidos a preço de banana. Sem esforço nenhum.

          • Se o mercado está ficando saturado, então é uma boa a Embraer vender enquanto vale alguma coisa.

            Se 3,8 bilhões é preço de banana ou não, o tempo dirá.

          • Está ficando saturado já com a EMBRAER como uma das maiores. Não suportaria a chegada de uma nova empresa. Saída do zero.

  5. Eu imaginei mesmo que a solução seria isso.

    Iam impor tantas barreiras e burocracias na compra da Embraer que é mais fácil criar outra empresa do 0.

    Agora os próximos passos vai ser esperar uns 10 anos e a Boeing comprar o resto da parte da Embraer.

    O Brasil pode se aproveitar disso. Basta diminuir a carga tributária, diminuir regulamentações trabalhistas, diminuir gastos públicos para redução das taxas de juros que não haveria motivos para descontinuar a produção no Brasil.

    A concorrência com a China e Rússia e outros players nos próximos 10-20 anos vai ser grande. Então só diminuindo custos e melhorando produtos para conseguir competir no mercado.

    Ou seríamos engolidos pela Boeing/Airbus ou por uma AVIC da vida.

  6. Prezados,
    A Embraer tem vendido regionais p China nos últimos anos nao tem? Com uma guerra comercial eua x china isso nao pode prejudicar a venda de produtos Embraer por esta joint venture? Oq acham?

    • Pois é, isto pode ser uma bela sacada da Boeing, como a empresa está no Brasil, não estará nas cotas impostas (por exemplo da UE ou da China) aos EUA e ao mesmo tempo, não entrara na lista de proteção dos americanos. Agora tem que ver a reação dos Americanos, Trump ficou bravo com a Harley…
      Mas é muito cedo para qualquer opinião, sem contar, que é uma minuta ainda. Vai rolar muita água debaixo desta ponte.

      • Não muda muito. Em uma guerra comercial vale tudo. Os chineses bloqueariam pelo fato de ser americana. Isso sem contar que o regional deles começou a ser vendido também.

  7. Interessante notar que na fala do sr. Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing, o nome Embraer não é citado nenhuma vez.
    Isto não é à toa pois, pois esta joint venture não é uma associação mas, na verdade, uma aquisição onde a empresa maior absorve a empresa menor. Para ele, a Embraer deixou de existir.
    Com este acordo, a Embraer sai menor do que entrou, pois o que sobrou da empresa agora será a EDS, a unidade de jatos executivos e 20% da unidade de jatos comerciais.

  8. Na verdade, acho eu que as duas (boeing e airbus ) estavam com medo que a embraer e bombardier entrasse em definitivo no mercado de aviões com mais de 200 passageiros o que as duas fizeram foram antecipar os negócios para deter as duas empresas.

  9. Acredito que foi positivo para Embraer, agora é esperar para colher os frutos dessa novo acordo, certamente vai abrir muito mercado para Embraer.

  10. Não entendi por que o Governo Brasileiro e a Embraer não defenderam meio a meio ,nesta nova empresa ,ou no mínimo 50,02% para a Boeing ,e o resto para a Brasileira….
    Mas aceitaram esses 80% para a Boeing na boa…Estranho.
    Não sou contra a Joint venture ,( com proporções divididas igual) mas nesses valores a Embraer saiu perdendo…Os Russos também tem uma Joint Venture com a Boeing ,mas eles bateram o Pé ,e muitas peças de dois modelos de aviões da Boeing e fabricado na Rússia numa Joint com a Rostec ,praticamente meio a meio de cada uma…

    • A Embraer quer o dinheiro, né?
      Esse dinheiro que a Boeing vai pagar, no todo ou em grande parte, será dividido entre os acionistas.
      Quanto ao governo, felizmente não se meteu muito, afinal, a Golden Share não deveria nem existir.

  11. Pelo que entendi, as duas empresas trabalharão juntas numa terceira empresa, que se dedicará exclusivamente ao mercado regional. A embraer entraria com o programa dos E-Jets e a boeing com todo o resto.
    Aparentemente, a aviação executiva e o ramo de defesa não estariam envolvidos na negociação da formação da nova empresa, mas pelo que tenho lido haverá um compromisso da boeing em promover e dar suporte a esses outros produtos da nossa embraer.
    Agora é só esperar para ver…

      • Errado, Bueno.
        A Embraer atual continuará existindo e controlará a Embraer Defesa e terá 20% na JV da aviação comercial,. Lembre-se que ela é uma SA sem controle acionário definido e, portanto, dificílima de ser fechada por iniciativa dos acionistas.

        • OK Rafael, Disse que não serão 3 empresas , seria uma magica este negocio com a Boeing. Bom para o Brasil , 3 empresas aeronáuticas..

          • Ok.
            Vão acabar sendo três empresas ou mais. Embraer controladora (EMBR3 – ações em bolsa), Embraer Defesa (controlada pela Embraer) e JV Embraer/Boeing (controlada pela Boeing).
            Deverá ter a Embraer executiva, Embraer manutenção, Embraer agrícola, todas controladas pela Embraer controladora (EMBR3).
            Porém, pelo menos no início, não haverá mudança alguma nas instalações, números de empregados, impostos, produtos e etc. Será como hoje, com apenas “uma” empresa aeronáutica.

  12. Aparentemente “tudo” vai ficar por aqui. Ao menos por enquanto. A questão é haver um investimento contínuo na unidade brasileira e que a engenharia fique aqui, além de boa parte da produção. Será natural ao menos parte da produção migrar para os EUA, aliás, como fará a Airbus com a linha Bombardier.

    Também houve movimento em direção a apoiar as vendas do KC-390. Ampliaram o que já existe?

  13. Há que se esperar mais detalhes. Contudo, as primeiras informações mostram um cenário relativamente positivo. Os percentuais de participação são meramente reflexo do porte e valor agregado de cada empresa. A sede no Brasil indica a pretensão de manter linhas atuais de produção e pesquisa. E o apoio ao KC 390 se mostra importante para garantir o futuro da aeronave no mercado. A princípio, o acordo atende e resguarda os interesses nacionais, lembrando que a Embraer é uma empresa privada.

  14. Falam na criacao de outra empresa conjunta para “promoção de equipamentos de defesa em especial o kc390”. Nao divulgado em q estágio esse processo nem qdo pretendem finalizar a formação dessa associação. Valor econômico

  15. Eu não sou favorável à Join Venture da forma que está posta pois a EMBRAER perde o controle sobre um produto que representa mais de 50% da receita de empresa. Caso fosse uma JV em partes iguais ou então 51% para a EMBRAER e 49% para a Boeing, aí sim seria vantajoso.

    Contudo observa-se que as maiores e mais agressivas críticas são dirigidas a partir de setores e pessoas que há 24 anos atrás, em 1994, criticaram a privatização da empresa sob o argumento de que estava havendo “entrega do patrimônio público e que ela como estatal era a ‘expressão da soberania brasileira'”. Ocorre que essa ideologia estatista jamais teria levado a empresa ao posto de terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo especialmente por ser terreno fértil para o aparelhamento político e também a corrupção tal como vimos em outras estatais como foi o caso da Petrobrás.

    Ademais essas mesmas pessoas e setores não estaria fazendo essas críticas se, ao invés da Boeing, uma Join Venture nesses termos estivesse sendo costurada com a AVIC.

  16. Calma gente. Foi uma “joint-venture”.
    “Joint venture é uma expressão de origem inglesa, que significa a união de duas ou mais empresas já existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma atividade econômica comum, por um determinado período de tempo e visando, dentre outras motivações, o lucro.” https://www.significados.com.br/joint-venture/
    Ou seja, a Boeing NÃO comprou a Embraer. Bem gostaria, mas não foi isso.
    .
    Lembram da Autolatina ? Então. Começou e acabou. Quando não interessar mais acaba. Tomem seus Rivotril e relaxem.
    .
    Apoio da Boeing à EDS dá mais segurança financeira a esta, e Sierra Nevada e Saab não ficam ressabiadas. Aliás não duvidaria da Boeing tentar comprar a Sierra Nevada. Mais de 800 A-29 para vender à USAF, esperando um player de peso para dar respaldo à escolha do “light attacker”.
    .
    Apoio da Boeing ao KC-390 é sentença de morte ao C-130. Deve ter executivos da Lockheed se rasgando neste momento. Quantos KC-390 a USAF, OTAN e demais aliados comprariam ? Já imaginaram Israel comprando KC-390 ? Messingélicos aqui vão gozar nas calças.
    .
    Melhorou ? Rivotril já tá fazendo efeito ?

    • A Joint-Venture pode muito bem (e deve) incluir negócios das empresas que estão fundando-a, de sorte que, por disposição contratual (e sob pena de sanções cíveis) as empresas que originarão a nova não poderão com ela concorrer.
      Resta saber quais atividades das mães serão “engolidas” pela filha e a que custo…
      Isso, no meu modo de ver, não pode ser bom para a EMBRAER ou para o Brasil, considerando o fato de que os americanos não são nada bobos.
      Em tempo: romper um contrato não é tão simples quanto cuspir um chiclete já sem gosto…

      • Caro Delfin obrigado, antecipou meu comentário! Concordo contigo! Só acrescento uma observação: a hipótese Joint Venture era a melhor de todas, mas não custa a gente aguardar a divulgação detalhada do acordo
        Agora, mudando o foco. A gestão da EMBRAER é muitas vezes aqui tratada como sendo um bando de néscios, boiada à espera de ser abatida no matadouro. Se fosse assim eles não teriam sequer iniciado a venda de um ERJ da vida, e não estariam com um KC390 colocando em cheque um dos produtos aeronáuticos mais exitosos da história, o C-130. O fato é que o grande mercado da aviação executiva é o americano e grande parte dos insumos é oriundo deste país. Essas são as armas deles. O caso AIRBUS Bombardier é muito diferente.

    • Compartilho a mesma opinião de seu comentário, Delfim. A hipótese da Joint Venture é muito melhor do que a simples aquisição da área de aviação da Embraer. Acho que foi um negócio positivo para o Brasil e para a Embraer. A associação para a promoção de produtos de defesa (como o KC390 e o A-29) também é muito positiva.

  17. Eu fiquei com a pulga atrás da orelha por causa dessa segunda joint venture para a EDS. Afinal, ela não estaria fora das negociações com a Boeing? Por que então surge agora uma JV, já que em tese ela permaneceria no Brasil? Alguém pode esclarecer isso, por favor?

    • Simples.
      Imagine quantos KC-390, e quiçá F-39E/F e A-29 podem ser vendidos, só com o apoio da Boeing.
      Centenas, talvez milhares.
      E C-130, T-6 e F-16 vão pro saco.
      Melhor dividir lucro sobre quantidade, certo /

    • Felipe, a joint venture na parte de defesa diz respeito apenas à promoção das vendas dos produtos, algo aliás que já existe hoje na forma de acordo e que seria apenas intensificado. É um dos poucos pontos positivos desse anúncio, se isso significar que a Boeing vai realmente utilizar seu peso político para promover os produtos de defesa da Embraer junto ao governo americano

      • Obrigado pelo esclarecimento, JT8D. Compreendo sua explicação, mas ainda assim tenho ressalvas se essa ajuda com capital político-empresarial significar para a EDS que a Boeing talvez possa ditar quando, quanto e como a EDS deva vendar seus produtos. Mas espero estar enganado, e que a EDS retenha por aqui seus engenheiros que participaram/participam dos programas militares. Minha grande preocupação é com a fuga de cérebros e a perda de empregos aqui no Brasil. Mas como a sede será aqui, espero ao menos que a EDS seja viva e mantenha os melhores engenheiros brasileiros para si, sem risco que sejam cooptados pela Boeing. No mais, agradeço os esclarecimentos.

      • “se isso significar que a Boeing vai realmente utilizar seu peso político para promover os produtos de defesa da Embraer junto ao governo americano”

        O que no final das contas não significa nada, afinal, o governo do EUA basicamente só adquire produtos de defesa que são fabricados ali, e isso só vai gerar empregos lá, além de girar mais a economia deles do que a nossa própria, e dali um tempo a gente já sabe o que acontece, o governo de lá praticamente se apropria do negócio e começa a vender para outros países a partir das fabricas que foram abertas por lá, tornando cada vez mais o Brasil um verdadeiro anão diplomático.

        Negocião hein……….

        • Óh vida, óh azar, óh mundo cruel …
          Dê-se por feliz, se não fosse pelo Snowden a tia já teria entregado a EDS também no FX-2.
          Se não fosse pela pressão dos suecos não iria sobrar absolutamente nada

          • JT8D

            Nada disso, desde 2009 ficou evidente a preferência da FAB pelo Gripen. O F-18 naquele momento estava em segundo plano. De um jeito ou de outro muito provavelmente o Gripen teria vencido pelo conjunto da obra, por tudo o que o caça e a SAAB ofereciam.

    • “a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019”

      Como já tínhamos dito antes, ainda tem muito pano pra manga, esse anuncio é mais uma forma de testar reações, principalmente politicas (envolvendo ou não a própria população). Agora a “parceria” já está nas mãos do próximo presidente e do STF.

  18. “Será que fariam o contrário, Embraer comprar a Boeing? Nunca tio sam deixaria.” Realmente. Nunca!!!
    O que acontece é que como já sabemos, no Brasil absolutamente tudo está a venda. É mais fácil descubrir um dinossauro não extinto no Brasil, do que vergonha na cara dos bandidos que se chamam governo.
    Interessante como o planalto fez biquinho, ficaram exigindo ação de ouro, disseram que jamais fariam esse negócio, e de um dia para o outro…Voilá!!! Venda aprovada!!! Negoção pro Brasil!!! O que aconteceu, mais óbvio não pode ser.
    Basta encher as mãos das devidas “autoridades” de dólares, e eles vendem até a mãe. O Brasil que se exploda. Não se preocupem não. Daqui a pouquinho saberemos quantos milhões de dólares os salvadores da pátria levaram para o seu aval. É por isso que o Brasil é famosamente representado por uma galinha levantando vôo.

    • Primeiro a Embraer teria que ser muito maior que a Boeing né?
      Os chineses compraram a Cirrus americana. Claro que ela é menor que a Embraer. Mas a Embraer é menor que a Boeing.
      Os canadenses deixaram os europeus comprarem o C-Series (grosso modo, a Boeing está comprando os E-jets).
      A BAe comprou a Bofors (divisão de canhões).
      E, convenhamos, para a defesa do Brasil, ter ou não a Embraer é irrelevante. Existem vários países que não tem uma Embraer e estão muito mais preparados para a guerra do que o Brasil.
      No mais, o governo não deixou comprar a Embraer. Tiveram que buscar essa solução da JV.

      • “Existem vários países que não tem uma Embraer e estão muito mais preparados para a guerra do que o Brasil.”

        Então quer dizer que só porque alguns países não possuem um projeto de defesa próprio para o país o Brasil tem deve seguir os mesmos passos? Comprando equipamentos de prateleira pelo resto da vida? Será que você já se esqueceu da guerra das lagostas e o que o EUA disse ao Brasil? Aquilo foi um evento pequeno, mas e se Brasil e França entram em guerra para valer? É o que acontece quando você não fabrica seus próprios equipamentos e fica dependendo de um país (EUA) que não está nem aí para gente e que sequer nos considera um aliado.

      • Numa guerra,o quanto a Embraer contribuiria para o país? Qual caça ela fabrica? E as turbinas? E os aviônicos? Ela sozinha é praticamente irrelevante numa guerra.
        Na “guerra” da lagosta os navios eram americanos. O Brasil não tinha comprado. Não houve pedido para que não fosse usado equipamento comprado deles.
        Se você for pensar estritamente em Defesa é melhor ter Forças Armadas muito bem equipadas do que ter a Embraer. Ou você acha que o Brasil está mais preparado para uma guerra do que Israel? Do que a Austrália?
        E eu não defendo que o Brasil dependa de um país. Idealmente deve ter certa capacidade produtiva e ter mais de um fornecedor. No mas, numa guerra atual,não daria tempo para comprar nada. A luta seria travada com o que estiver operacional no momento do conflito. No nosso caso, hoje, o Brasil lutaria com F-5M, AMX, Supertucano, Niteróis, subs, Leo1 e etc. E com a Embraer fabricando E-jets.

        • Um país não vive em função da possibilidade de uma guerra, e sim do crescimento de sua economia e do bem estar da sua população. A menos que você more na Coreia do Norte

        • Rafael Oliveira

          Você está pensando a curto prazo,o Brasil não vai entrar em guerra com ninguém amanhã. Mas se o Brasil já é assim agora, imagina se começarmos a abrir mão daquilo o que quase já não temos! Empresas como a Embraer são as únicas com capacidade de evoluir nosso atual cenário tecnológico, e se não for desse jeito, aí sim que não vamos chegar em lugar algum NUNCA! De nada adianta ter uma baita força armada se você pode sofrer embargo dos países que te venderam os materiais bélicos? Principalmente pelo fato de o Brasil basicamente só adquirir materiais de países membros da OTAN. Veja o que aconteceu com a Argentina durante a guerra das Falklands.

          E pela resposta do CEMA durante a guerra das lagostas você pôde perceber o quanto o EUA é “muy amigo” e hipócrita né?! Já que se fosse por eles, a França poderia ter atirado contra nós enquanto ficaríamos apenas observando. Só os brasileiros “macaquinhos” de estrangeiros mesmo para pensar que eles nos consideram aliados.

        • JT8D,
          Meu comentário quanto à guerra foi apenas para rebater a informação de que a Embraer seria estratégica para a segurança nacional. Não disse que o Brasil vai entrar em guerra amanhã, tampouco que a Embraer seja inútil.
          .
          ODST,
          A Embraer é uma ótima empresa já controlada por estrangeiros e, agora, pouco mais da metade dela será separada e será controlada por outros estrangeiros, com uma empresa estrangeira interposta. Não consigo prever o que irá acontecer no futuro da empresa e do país.
          A Argentina resolveu atacar um país da OTAN, então é natural que os demais membros dela deixassem de vender armas para ela. Se tivesse sido esperta, nem teria entrado em guerra. Se não fosse tão estúpida, teria comprado uns 50 Exocets antes de começar o conflito.
          Eu não disse que os EUA nos consideram aliados. Disse que ao longo da história o Brasil deu uma série de motivos para os EUA não nos considerarem aliados.

  19. Na CREDN ontem, transmitido ao vivo, O comandante da Aeronáutica, Nivaldo Rossato e o Ministro da Defesa argumentaram em direção favorável ao negocio, o Governo Temer já tinha dado liberdade para empresa negociar. Tudo indica que esta sendo bom para Embraer para o Governo e para a Boeing, só nos resta especular… uns torcer outros lamentar…

  20. Sem comentários, vejo pessoas entreguistas falando que foi bom negócio, sim foi os executivos da Boeing devem estar rindo atoa, dizendo que muitos bobos tão falando que ótimo negócio a Embraer fez, ou eles são malucos ou não entendem o que estão lendo, estão empurrando término negociações 2020, até lá todos já terão esquecido assunto, transferimos as linhas de produção, ferramental e byebye Embraer.

  21. Empresa privada tem que buscar o melhor para seus acionistas. O país Brasil nada pode fazer sobre isso, a não ser que estatize e pague – com nossos impostos – o valor de bilhões de dólares e encha a diretoria de picaretas indicados por políticos. Brasil é uma miséria não porque perde uma ou outra empresa para o exterior mas porque tem 80% das residências sem coleta de esgoto e uma parcela considerável do seu povo morando em favelas, cortiços e palafitas, dormindo com ratos e comendo com as baratas. Isso é assim justamente porque o estado torra dinheiro em empresas estatais e autarquias que para nada servem, servem apenas aos seus servidores ricos, parasitas gordos e cheio de mordomias e vantagens salariais. E o povo morre assaltado, soterrado, doente, barrigudo. No mundo todo empresas mudam de dono todo dia, deixem de ser tolos. Claro que se ficasse brasileira seria mais interessante pelos empregos gerados aqui e pelo conhecimento, mas isso também geraria o risco da Embraer ir perdendo importância perante a agora gigante Airbus-Bombardier e com o tempo se tornar obsoleta ou até mesmo falir.

  22. Talvez seja muito bom, talvez seja negativo. Vamos ter que esperar uns 2 anos para opinar. Tem potencial de fazer os concorrentes sofrerem um bocado.

  23. O maior importante é verificar se a Embraer, agora com o modelo de JV, terá autonomia para voltar a aviação comercial se assim desejar. Se tivesse vendido a aviação comercial, obviamente ela ficaria impedida de entrar na aviação comercial por um bom tempo, agora, formando uma JV a porta está aberta para formar um segundo portfólio para a aviação comercial. SE a intenção da Embraer for vender o projeto dos E-jets e usar o dinheiro para projetar algo melhor, isso pode sim ser um excelente negócio. Se sair definitivamente da aviação comercial e sequer lançar jatos executivos pelados para concorrer com o falcon8x, G650 etc… E nem lançar turoélices, isso será o fim de toda indústria aeroespacial brasileira

    • Concordo com o colega que a Embraer deva investir bem mais pesado agora na linha business e voltar a produzir turbo-hélices modernos, coisa que em minha opinião, nunca deveria ter deixado de fazer. A empresa tem potencial para incomodar a ATR e brigar pelo mercado da aviação regional low cost dos turbo-hélices.

    • Vai entrar pesado também na área de eletrônica militar, radares por exemplo. Nada impede que a EDS se una ou adquira uma Saab ou Leonardo e crie um conglomerado forte na área de defesa.Esses 20% que vai receber da JV são exatamente para isso.Trabalhei mais de 10 anos na Embraer e vejo aqui pseudos conhecedores da indústria aeronáutica e em particular da Embraer chamando seus dirigentes de traidores e vendilhões da pátria isso é ridículo a empresa não é feita de idiotas e todos,absolutamente todos,do mais humilde funcionário até o CEO amam o Brasil. O próprio fundador da empresa já disse inúmeras vezes que é um bom negócio para a Embraer e o Brasil ou alguém vai querer chamar o Osires Silva de traidor da pátria?

  24. Outro aspecto que despertou minha curiosidade sobre este acordo: Como ficam as operações em associação com outras empresas no exterior, como por exemplo, as OGMA em Portugal?

  25. Eu fico impressionado com esses “iluminados” que so falam besteiras sobre o mercado e ainda dizem com propriedade que 3,8 bilhoes é pouco, como se vcs soubessem o valor real da empresa.

  26. Interessante esse desfecho. A verdade é que a Embraer tinha atingido um teto de crescimento de mercado quando seus aviões comerciais começaram a se aproximar dos produtos das duas gigantes. Todos se perguntavam qual seria o próximo lance da Embraer: se resignar à estagnação ou passar a concorrer diretamente com as gigantes? Na verdade nenhuma dessas alternativas era viável. A Bombardier também caiu na mesma armadilha e teve que tomar essa mesma decisão

    • O problema é que a Embraer é muito mais evoluída e muito mais eficiente do que a Bombardier em termos de projetos e processos de construção em geral.
      Eles tiveram que ser socorridos pela Airbus não porque tomaram a decisão errada, o problema é é que falharam no projeto dos CSeries, com custos fora de controle, então não tiveram outra alternativa, a Airbus foi sua tábua de salvação.
      Não era o caso da Embraer, seu programa de E2 é sólido.

      • O problema é que ‘evolução’ e ‘eficiência’ (que vc está propalando) nem sempre são fundamentais, visto o fato que a Bombardier está com muito mais encomendas que a EMBRAER esse ano.
        Entram outros fatores nessa equação de vendas. Aliás em todos os produtos que estão à venda no mundo.

  27. É melhor ter 20% de um negócio de 100 bilhões do que ter 100% de um negócio de 5 bilhões. Logo logo estaremos produzindo o dobro e expandindo o parque industrial aqui no Brasil, pois ao contrário do que muita gente pensa, não se transplanta toda a cadeia produtiva e de conhecimento colocando tudo num contêiner, e nem é viável.

    • Galante, tenho quase certeza que não , mas não temos a mesma base industrial, política e financeira para barrar essa compra.

    • Trump barrou via canetada a compra da Qualcomm (empresa lider mundial de chips de celulares) de uma compra agressiva por um empresa taiwanesa. A Boeing receberia o martelo no minuto que qualquer rumor aparecesse.

      • A Broadcom é americana não chinesa, alias não há lei que proiba compra de outra empresa, somente há a lei antitruste, se alguém proibiu alguem foi por essa lei.

    • Acho que a comparação é injusta.
      Se a Boeing fosse do tamanho da Embraer e vice-versa (o que diminuiria e muito o peso da Boeing na Defesa dos EUA) e o presidente fosse democrata, talvez os EUA aprovassem o negócio.
      Os chineses compraram a Cirrus.
      A BAe comprou a United e a Armor americanas.
      Não me lembro de vetos.

      • Rafael Oliveira

        Sua comparação com a BAE é igualmente injusta, pois são países irmãos, e a Cirrus não possui o mesmo peso para o EUA que a Embraer possui para o Brasil.

        • Sim, minhas comparações foram injustas também. Mas eram os fatos existentes para uma comparação. Nunca ninguém tentou comprar a Boeing.
          Ademais, acho que os EUA e o Brasil não são aliados muito mais por culpa do Brasil do que dos EUA.

          • Rafael Oliveira

            Qualquer país que pense um pouco diferente do EUA já não é considerado aliado deles. Até a Europa está percebendo isso e acordando para a vida. Com eles é assim, faça o que digo, mas não faça o que faço.

          • Sua ultima parte contradiz com a primeira, alias a opinião de Trump não é a opinião do staff, e a europa é muito idealista, sua estrutura so serve pra deixar esquerdidas no poder. Ma na real o staff mesmo que é racional pensa igual seu par americano.

    • Sua pergunta fora de contexto faz a resposta ser obvia, mas o fato é que a Embraer não irá sobreviver no mercado por muito mais tempo. A fusão é necessária, goste ou não.

  28. O que eu acho que poderia ser melhor negociado é a participação de cada um, mesmo que o valor envolvido fosse muito menor.

  29. Uma quantidade considerável de políticos contra o Negocio Boeing EMBRAER e Alcântara CREDEN ontem , questionaram o ministro e os oficias das três forças

  30. Sempre haverá os prós e contra numa negociação dessa. Foi um negócio mais negativo do que positivo para o Brasil, uma vez que será questão de tempo unidades de fabricação e pesquisas serem abertas nos EEUU, substituindo paulatinamente as daqui, transferindo toda a cadeia produtiva e expertise para os EEUU. Os novos lançamentos já serão fabricados e montados lá, encerrando a produção dos modelos atuais quando ficarem defasados, ou economicamente inviáveis. Posteriormente, os centros de pesquisas e projetos. Nosso pouco centro de conhecimento e pesquisa será estrangulado na jugular. Todos os que se formarem em Centros como o ITA, vão ter mercado de trabalho aonde?

    Quando a Boeing dominar todo o ciclo industrial, encerrará a joint-venture, pois ela vai deter 80% do capital votante. O que a Embraer vai fazer com seus míseros 20% de uma joint-venture cambaleante, desfasada e sem proteção do BNDES? Sem capital para investimentos, sem os maravilhosos investidores estrangeiros e sem o melhor da sua nata técnica científica, vai virar uma anã marrom, sem brilho, sem massa e sem vida. Fabricante de jatos executivos…

    A Embraer nasceu por engenheiros e militares da Aeronáutica, conscientes que na década de sessenta não fabricávamos nem avião a hélice. Cresceu, cresceu, cresceu até vir um governo que se abriu, ou melhor, se arreganhou para os sugadores estrangeiros que viram a capacidade de crescimento da Embraer, como viram a da Vale e de outras estatais brasileiras. Vender para se tornar a quarta do mundo e não nos pertencer, é mesma coisa que cultivarmos as melhores gramas no quintal do vizinho. Prefiro ter um gramado de menor qualidade, mas sendo meu, estando no meu terreno. Estando no meu terreno, depende de mim o tratamento e a evolução dele. Tem umas opiniões que acham que, se não fosse vendida, viria trama de corrupção e cabide de emprego para políticos. Então o problema é ser estatal, e não os políticos. Porque não “vendemos” os políticos? O governo que vendeu a Embraer não se considerou ser capaz de ser competente ou honesto de transformá-la numa Dassault, ou numa DCNS? Estatais, em países capitalistas.
    Quando foi vendida, ficou claro o significado de Golden share. Agora vejo opiniões de alguns profissionais em mídia, aqui defendendo ser uma empresa privada, de livre decisões. Penso: Correto! Mas, quando os investidores estrangeiros compraram as ações da Embraer nas décadas passadas não sabiam da Golden share? Sabiam, e muito bem! Sabiam muito bem também que teriam o guarda chuva do BNDES, engenheiros competentes formados pelo ITA, incentivos fiscais, sem os quais isso tudo, não chegaria a ser a quarta do mundo.
    Falta de estratégia, de planejamento, de boa fé, de amor e patriotismo ao Brasil! Entre outras medidas, se houvessem aeroportos regionais dentro do Brasil já daria um bom mercado interno aos produtos da Embraer. Só temos aviões da Airbus e Boeing fazendo transporte regional num país que tem uma Embraer. Piada de mau gosto, indecente e deprimente. A França, potencia econômica e capitalista, mantém suas estatais de forma inabalável e protegida. A China, segunda maior potência econômica do mundo, comunista e com parque industrial e econômica estatizante. Quer dizer, eles estão errados? Nós estamos certos?

    As próximos da fila para privatização serão a Eletrobrás, a Petrobrás e as últimas brás que sobrarem. O BB e CEF não vão ser porque atende a muitos e outros interesses. Quem sabe vai ter gente defendendo e interessada em ganhar comissão na bolsa com a venda das Forças Armadas? Diriam e argumentariam: “sendo administrada pela US Force ou pela OTAN, estariam entre as melhores do mundo”. Outros iriam propor: “quem sabe os investidores estrangeiros também devam ficar com nossas mulheres e família, pois assim elas vão se tornar as mais bonitas e melhores do mundo”?
    Tudo isso seria inaceitável e absurdo pra mim, mas começo a observar a possibilidade de que alguns “brasileiros” estudariam as propostas.

    • Meu caro Paulo Moraes vamos aos fatos:

      – Ao ser privatizada em 1994 a EMBRAER era completamente deficitária, não possuindo recursos sequer para tocar as atividades do dia-a-dia e entregar as parcas encomendas de turboélices que possuía pelo simples fato de que o Estado brasileiro era e continua sendo incapaz de administrar a empresa. houvesse continuado estatal o “gramado de menor qualidade” iria minguar a cada ano e iria representar um peso cada vez maior para o povo brasileiro. A EMBRAER seria uma tragédia talvez pior que a malfadada FaDeA argentina, outra “orgulhosa estatal” incapaz de gerar empregos e riquezas. E cumpre lembrar que todas as maiores fabricantes de aeronaves do mundo são empresas privadas, mesmo a Airbus, que tem como sócias algumas estatais francesas e alemãs, é constituída sob a forma de pessoa jurídica de direito privado.

      – Mais adiante você coloca a culpa do aparelhamento e da corrupção apenas nos políticos e sugeriu a troca dos mesmos. Antes de mais nada colocar a culpa da corrupção nas estatais exclusivamente nos políticos é o mesmo que culpar o termômetro pela febre do paciente visto que a classe política é o reflexo da sociedade. E uma vez que políticos não podem ser vendidos mas apenas trocados, como você espera fazer isso em um país onde existe a aberração do voto proporcional e o líder da corrida presidencial é um presidiário? Outrossim, o fato do Estado se imiscuir por meio de estatais em atividade econômica, algo que deveria fazer como exceção e não como regra, cria o ambiente perfeito para o aparelhamento e a corrupção

      – Para justificar o modelo de “estatal estratégica” você cita a DCNS e Dassault francesa além da China. Pois bem, a Dassault apesar de viver pendurada no tesouro francês é uma empresa privada. Quanto a DCNS embora seja uma empresa grande não necessariamente é um empresa bem administrada e está envolvida em inúmeros casos de corrupção. Pagou propina para vender fragatas para Taiwan e é suspeita de ter feito o mesmo para vender submarinos para Índia e Malásia e é investigada na França e pela força tarefa da lavajato pelo PROSUB. E nem vou falar das estatais chinesas pois em um regime totalitário a corrupção cresce em progressão geométrica.

      – Por fim quanto a alegação segundo a qual a EMBRAER apenas cresceu depois de privatizada por ter o BNDES, os engenheiros do ITA e incentivos fiscais, cumpre lembrar que quando ela era estatal ela tinha tudo isso e ainda assim era deficitária.

      • Mr HMS, how long time! How are you?
        O que relatou foram apenas partes dos fatos. Vamos à tréplica:
        1º – Não posso citar as muitas medidas desastrosas de governos passados porque o administrador pode achar algum fundo ideológico. Mas, além da Embraer, a Engesa e várias outras empresas estratégicas foram abandonadas, assim como vários projetos militares (submarinos, satélites, VLS, etc). Mas não faltou dinheiro para os sócios do PROER, e tantos outros escândalos de corrupção que não posso lembrar. Mas, governo que é governo, promete FX e não faz nada. Afinal, poderia recuperar a Embraer, e ninguém queria uma empresa com este e outros projetos encomendados, pela FAB, pelo governo. Isso é coisa de europeu e estadunidense, países de primeiro mundo, éticos e de livre concorrência. Que o diga a Bombardier com subsídios do governo local, ou a Boeing que bateu as portas do Trump para tentar barrar a entrada da Bombardier no próprio quintal. Essas são as empresas de livre mercado e privadas citadas por você.

        2º – Empresas privadas Boeing e Airbus? Dependentes e sob o guarda chuva dos governos estadunidense e UE? Quem são os maiores sócios e clientes desses empresas? A BAE System não vive sem a Grã Bretanha e a Commonwealth of Nations, além dos seu sócio na América do Norte. Quando precisam de apoio correm para os governos buscando a proteção divina, subsídios e barreiras. Essas são as empresas privadas?

        3º – Por falar em sindicato, como o da empresa Sierra Nevada influenciou nas decisões da época, correto? Tem o sindicato dos pilotos nos EEUU que podem não vão aceitar os aviões do porte dos E-Jets por estar em desacordo com o estabelecido em cláusulas trabalhistas. Mas sindicado que defende interesses nacionais é só coisa de país de primeiro mundo, não é? O nosso não pode ser igual.

        5º – Você citou escândalos de corrupção da DCNS? Hoje e ontem foi publicado nos jornais que um CEO da Boeing, uma multinacional/USA, está com problemas com a PF e MPF aqui no Brasil.
        O projeto SIVAM teve um escândalo estrondoso envolvendo empresas multinacionais na época, antes do resultado ser conhecido.

        6º – Nenhuma empresa estratégica no mundo vive sem o guarda chuva do governo local. E os nossos governos, com exceção das últimas décadas, quando recomeçamos vários projetos militares que estavam congelados (SNB, SB, Astros 2000, Blindados, Gripen, etc), não fizeram nada pela indústria nacional.

        7º – Se a Boeing assinar no contrato que o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Produção vão permanecer indefinidamente aqui no Brasil, com participação 100% de técnicos e engenheiros brasileiros; que a Joint Venture será 50,01% da Embraer e a mesma terá metade dos assentos no Conselho Administrativo; que haverá offset devido o projeto E-Jets desenvolvidos, em troca de intercâmbio tecnológico; se prever multa contratual por quebra de contrato inferior a 10 anos; se houver tudo isso, próximo do que a China exige, pode ser uma proposta interessante. Se não, engordamos o porco (a Embraer) para ser servido no banquete dos outros?

        • Comentando os dois últimos ítens:

          “Nenhuma empresa estratégica no mundo vive sem o guarda chuva do governo local.”

          Só que alguns governos locais tem um guarda-chuva grande, enquanto outros governos não dão conta nem de pagar seus funcionários e aposentados, quanto mais investir em “empresas estratégicas”. Estamos falando do mundo real, não de um mundo perfeito que só existe dentro de nossas cabeças.

          “Se a Boeing assinar no contrato que…..”

          Se a Boeing quiser, ela acaba com a Embraer em poucos meses. Quem quer exigir algo em uma negociação, precisa saber o cacife que tem. A Embraer tem quanto café no bule para impor condições à Boeing? E nosso impoluto e superavitário governo, tem quanto para botar na mesa?

          • Prezado mcremp, o problema do Brasil não é falta de dinheiro por parte do governo federal, e sim, errado e muito mal administrado, entre outros motivos, com uma parte do corpo de funcionalismo público federal, nos três poderes, hiperlotado, privilegiada, ineficaz e com remuneração demasiadamente alta, e isso se refletindo no regime da Previdência.
            Se gastasse com empresas estratégicas 20% do que gasta com FPF, não faltaria verba, gerando emprego, impostos e criação de nicho de trabalho e empresas mais qualificados e desenvolvimentista.
            Detalhe: empregados de empresa privada não tem os mesmos privilégios dos funcionários públicos. Os salários dos funcionários de empresas privadas esta associado à livre concorrência, à competência e ao conhecimento, e a aposentadoria e previdência é regida dentro do regime dos meros mortais.

            Acabar com a Embraer em poucos meses? Essa informação seria muito útil à Bombardier/Airbus, pois gostariam muito de saber como. Por favor, diga a essas empresas como.
            É claro que a Boeing pode fazer uma oferta hostil, quando uma empresa oferta e adquire na bolsa de valores as ações de uma empresa a ser adquirida. Mas, sem falar que as ações da Embraer em poucos minutos subiria a preços estratosféricos, geraria um problema administrativo/financeiro que poderia ser questionado pelos investidores dela, não sendo bem visto pelos mercado financeiro essas ações.
            Mas, mesmo adquirindo, isso não acabaria com a Golden Share. A Boeing precisa da Embraer, talvez até mais que a Embraer dela.
            Se fosse possível adquirir por oferta hostil, isso não daria condições dela poder enfrentar a Airbus/Bombardier dentro do território estadunidense.

            O cacife está aí, meu caro. A Embraer não tem tanto a perder quanto a Boeing, pelo menos não no momento. A urgência é deles. Da parte da Embraer, os desesperados são os acionistas estrangeiros. A tendência é que a Airbus cause um sério prejuízo a Boeing com a venda dos C-Series no território estadunidense. Se eu sou o pobre dono de um poço e você um poderoso dono de uma grande lavoura ressecada, nós dois podemos perder, mas o seu prejuízo maior é certo.

          • Como a Boeing acaba com a Embraer? Ora, meu caro, vc mais que eu diz que a Boeing tem relações íntimas com o governo dos EUA (e parece achar um modelo a ser seguido). Nesta sua visão, alguns telefonemas e a Embraer começaria a ter “dificuldades” com Pratt&Whitney, Honeywell e outros fornecedores. Para completar, a Boeing poderia anunciar que iniciou estudos para fabricar um concorrente dos E2 (tática conhecida como FUD – Fear, Incertainty and Doubt), o que certamente faria vários potenciais compradores adiarem suas decisões.

            Quanto à velha ladainha do “se o governo investisse corretamente, se o governo não fosse corrupto, se nossos políticos pensassem no bem do povo, se, se, se…” eu digo o mesmo que digo quando jogo truco: “se vaca voasse, eu ia pro trabalho de vaca, não no meu Fiat 1.0”. Falando sério, estamos discutindo a realidade da Embraer ou brincando de sonhar com um mundo perfeito?

        • Meu caro Paulo Moraes, vamos restabelecer a verdade dos fatos sim!?

          – A Engesa quebrou por uma decisão empresarial absolutamente equivocada (resolveu investir em um MBT e desprezou o mercado dos blindados sobre rodas que conhecia tão bem) que ainda por cima foi agravada por considerações de cunho geopolítico.O acidente sofrido pelo VLS deu-se por um problema do projeto (eletricidade estática), algo que foi atestado pela equipe da Roskosmos (agência espacial russa) que investigou o sinistro. Agora se depois fizeram um acordo escuso com a Ucrânia e deixaram o VLS de lado já não posso explicar! Quanto ao primeiro FX, não foi a primeira nem a última vez que governo promete e nada faz, não custa lembrar que depois teve governo que fez escolha “político-etílica”, é obrigado a recuar visto que o trâmite imposto pelo ordenamento jurídico fora violado e ao final joga a decisão para a sucessora por ter se sentido “traído” pelo Parceiro estratégico que na condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU se recusou a dar o seu aval a um acordo nuclear farsesco.

          E falando na EMBRAER a empresa na época do primeiro FX, já privatizada, não estava precisando ser “recuperada” visto que seus ERJs estavam vendendo bem, o projeto dos E-Jets estava evoluindo conforme o planejado e por conta do projeto SIVAM a empresa estava fornecendo os primeiros E-99s e havia recentemente assinado o contrato para fornecimento dos A-29 para a FAB. Agora se a “recuperação” seria na verdade a reestatização da empresa, tudo o que teríamos era um problema para o tesouro e mais trabalho para o Ministério Público Federal no futuro.

          Quanto aos subsídios (imorais e obscenos é verdade) pagos à Bombardier pelo Estado canadense a EMBRAER ingressou com uma queixa na OMC, lembrando que demanda semelhante ajuizada em desfavor da Airbus pela Boeing foi julgada procedente. E por falar na fabricante norte-americana ela não “recorreu a Trump” mas sim ao departamento de comércio do governo dos EUA que, embora em um primeiro momento tenha imposto uma sobretaxa aos aviões da Bombardier, em decisão definitiva retirou as mesmas. Órgãos reguladores existem em todos os países democráticos do mundo, inclusive no Brasil.

          – Boeing e Airbus são empresas privadas pois não apenas não integram a estrutura da administração pública como a maioria do capital das mesmas encontra-se negociada em bolsa de valores. Mesmo a Airbus, que tem em seu composição acionária capitais públicos (tal como a EMBRAER) é uma empresa privada afinal a maioria das suas ações é negociada em bolsa e não integra a administração pública indireta dos países da UE ou mesmo desse organismo. E qual seria o “guarda chuva” que protegeria essas empresas, o fato de suas divisões militares receberem contratos dos respectivos governos? A Boeing concorre no mercado norte-americano com outras empresas locais como a LM, a Northrop-Grumman e a Raytheon por exemplo ao passo que a Airbus, especialmente no setor de asas rotativas, tem na Europa a concorrência da Leonardo.

          E empresas europeias, tal como a EMBRAER mais recentemente, igualmente fornecem para o Pentágono como é o caso da Airbus ( UH-72 Lakota), Leonardo (C-27J e participa do consórcio liderado pela LM que constrói a Classe Freedom de LCS para a US Navy), SAAB (participa com a Boeing do T-X da USAF), KAI (participa com a LM do mesmo T-X), IVECO (selecionada para fornecer junto com a BAe Systems um novo veículo sobre rodas para o USMC), BAe Systems ( Obuseiros rebocados L119 e M-777 e o obuseiro AP M-109). E falando nesse conglomerado britânico, originalmente estatal mas privatizado pela Dama de Ferro Margareth Thatcher e hoje um dos maiores do mundo na área de defesa, faz muitos negócios lucrativos fora dos EUA, da Grã-Bretanha e da Commonwealth. Basta ver que forneceu o obuseiro L118/119 para países como Espanha, Tailândia, Portugal, Marrocos e Brasil e aqui mesmo vendeu para a MB os navios da Classe Amazonas e tem grandes chances de ganhar o contrato para fornecimento das Corvetas Tamandaré com um derivado do Type 31 proposto para a RN. Diante disso cadê a proteção divina e as barreiras?

          – Minha opinião sobre sindicatos e a “scope clause” está aqui: https://www.aereo.jor.br/2018/06/20/por-que-as-linhas-aereas-regionais-dos-eua-podem-nao-ser-capazes-operar-o-mais-novo-jato-da-embraer/

          – Quanto à corrupção, não dá para comparar um caso de corrupção isolado com o caso da DCNS, que é de corrupção sistemática;

          – No que tange às políticas para o setor de defesa do nosso país cumpre lembrar que mais recentemente as grandes empreiteiras foram estimuladas a entrar no setor de defesa certamente para ali repetir os mesmos esquemas que já prejudicavam a Petrobrás. E como vimos a Mectron pagou o pato.

          • Prezado HMS,
            Só posso responder ou esclarecer verdades dos fatos. Distorções e sofismas, não. Não é necessário. Sou muito experiente para cair em métodos de Joseph Gobells.

  31. Nós funcinários estamos felizes

    A tempos que as vendas não emplacam, tanto que o KC-390 ainda não engrenou alem das 28 unidades para a FAB e duas vendas importantes a gente perdeu para a Airbus/Bombardier, na casa de 180 unidades do 190 E2 (Delta Airlines e a nova empresa do David Neeleman nos EUA)
    Se não fosse essa Joint Venture, teriamos uma demissão em massa em menos de 12 meses.
    ESSA É A REALIDADE !!!!

    • Triste essa realidade ou analisar assim. Uma empresa dependente de um único país do mundo. Incompetência, ou justificativa criada para ter a concordância dos operários.

    • Vanessa. Ninguém discute que a estrutura de vendas da Boeing pode (e não necessariamente, deve) ajudar a EMBRAER. Mas, nessas bases é que o acordo deveria ser feito.

    • Olá.
      E devem estar mesmo. Uma das coisas que a Boeing procurou com a associação com a Embraer foi justamente encontrar mão de obra qualificada dentro operando dentro de uma cadeia produtiva já em funcionamento. Os funcionários da Embraer, principalmente da área técnica/tecnológica, mais qualificados tem uma oportunidade ímpar de alavancar a própria carreira.
      Provavelmente, os melhores se tornarão funcionários da Boeing, com direito a “green card” e moradia para a família nos EUA.
      Como já fora escrito, para alguns será uma boa coisa; mas não para todos.
      SDS.

      • Claro que a perspectiva é de perda de empregos. Os jornais já estão veiculando que os metalúrgicos de lá vão pedir o veto ao acordo.

    • Ufa heim Vanessa, espero que mantenham a linha de produção, o time de engenheiros aqui no Brasil, torço para que de tudo certo para você e os seus colegas (sabemos que nem todos vão se salvar). Já participei de processos onde fomos engolidos e que engolimos outros, não é fácil ser obrigado a sair do quadrado, ver a “pegada” de outras culturas, mas profissionalmente você só tem a ganhar se participar ativamente, no mínimo a sua empregabilidade aumenta e muito.
      Se conselho fosse bom, ninguém daria, então vou deixar o meu depoimento. Momentos como estes, geram desconfiança, medo, aversão e expectativas. Boa parete encaram de forma passiva, outros por vaidade ou por falta de inteligencia emocional, se revoltam. Um monte de bobão sonha com as expectativas e se frustam pois raramente se concretizam. É muito fácil ser contaminado pela passividade, revolta, frustração MAS estes momentos mágicos (assim como momentos de dificuldade) é onde as pessoas que tem boas ideias, a resiliência para aguentar o tranco e perseverança (gosto da palavra unwearying) para alcançar os objetivos, são valorizados. Fé Vanessa.

      • Humberto

        Se não fosse essa Joint Venture, vários funcionários seriam demitidos
        o passivo da Embraer só auementa e o caixa da empresa está negativo a mais de 3 anos.
        A expectativa eram que as vendas emplacassem após a certificação e isso não aconteceu.

        Nós funcionários queremos a perpetuidade da empresa e que os empregos sejam mantidos.
        A Boeing assumiu o risco do negocio, coisa que nenhuma outra empresa ou governo quis assumir.

        • Nossa, Vanessa. Engraçado você vir falar isso agora, vide os vários protesto de funcionários contra a junção das empresas.

        • Apesar das dúvidas sobre o futuro, a impressão que os trabalhadores entrevistados têm sobre a Boeing é positiva. Dizem que dará musculatura à Embraer para negociar com uma cartela maior de clientes e que Boeing é vista como uma “gigante de peso e de respeito”. Ao mesmo tempo, um trabalhador diz que, por outro lado, o país deixa de ter o controle da mais importante empresa do setor de aviação.

          — Dependendo se você é mais nacionalista, ou mais “global”, a sua opinião vai mudar. Mas para nós, trabalhadores, pode ser bom, ainda que, neste momento a gente não sabe muito bem que rumo a empresa vai tomar.

          • Vanessa. O que vc disse é coerente. Só falta um ingrediente. Se essa guerra comercial for adiante, como parece, o fato de estar ligada a uma empresa americana certamente será prejudicial à EMBRAER.
            Ou seja, seria um tiro no pé. O fato de ser americana como fator impeditivo de negócios.
            Lembro que Trudeau vetou a compra de F-18s novos por serem da Boeing. Sem contar o estrondoso buraco nas contas da empresa se a China sobretaxas suas vendas. E parece que isso vai se espalhar mundo afora.
            Vamos aguardar os desdobramentos.

          • Antonio

            A maioria dos clientes da aviação comercial são empresas privadas (Airlines ou Leasing Companies), logo esse boicote que houve com os F-18s não irá acontecer, pois as mesmas tem o poder de decisão de qual produto comprar.
            Apenas empresas em países no “black list” poderão sofre com isso, mas esses países tem uma economia não tão relevante e os maiores mercados da aviação comercial está na America do Norte e Europa

          • Vanessa, você fala por eles mesmo? O que tem sido ventilado pelos meios de comunicação, é justamente o contrário. Essa mensagem que você trás parece muito equivocada ou única.
            Sobre a Embraer ir a falência, falta de encomenda, é um sofisma. Teve um cara chamado Joseph Gobbels que pregava: uma mentira/boato dita repetidas vezes vira verdade.
            Se você é funcionária, não se deixe ser manipula para forçar vocês a aceitarem. Se concordar, que seja por motivos verdadeiros, mesmo que seja apenas para ajudar única e exclusivamente você.

          • Vanessa. O fato é que decisões de Estado é que vão definir se os produtos da Boeing serão sobretaxados. E isso afeta relações diretas entre as empresas. Se alguma empresa aérea chinesa (privada ou pública) quiser comprar um avião da Boeing, a venda será sobretaxada em 25% (é o que se especula).
            Aproveitando a oportunidade, porque as encomendas da EMBRAER praticamente sumiram esse ano? Vc tem alguma informação?

          • Antônio,
            A UE sobretaxou as Harley como represaria (ou como dizem reequilíbrio) a sobretaxa sobre o aço e alumínio pelos americanos. A Harley decidiu fabricar as Harley fora dos EUA (para escapar desta tarifa), no qual foi duramente criticado por Trump.
            Em tese, se o avião for montado no Brasil, caímos na mesma situação da Harley, ou seja, foge da sobretaxa. Mas eu acho que isto é visto caso a caso.

          • Humberto. Entendo o que vc diz, mas isso está ocorrendo nessa primeira fase de ‘estranhamento’. Se essa guerra virar guerra total, aí vale tudo e eu tenho certeza que as ‘marcas’ serão ‘taxadas’. Independente do local de fabricação.
            Isso sem contar as questões psicológicas envolvidas.
            A empresa sul-coreana Lotte quase saiu da China por conta de um boicote pela instalação de mísseis THAAD em terreno por ela cedido em seu país natal.
            São coisas imprevisíveis em qualquer guerra. Até comercial

    • Vanessa Cioffi 5 de julho de 2018 at 14:32
      Para quem enxerga o mundo só com o tamanho do próprio umbigo, é isso. Vc apresentou números e de nada adiantou para os que são contra a essa joint venture. Portanto só por estes números que vc apresentou dá para se perceber o quão importante e benéfica para ambos os lados será essa joint venture.

      Então não se importe com comentários contrários daqueles que nem ao menos sabem o significado disso. Eles ó ficam no próprio achismo, teorias da conspiração e opiniões infundadas.

      Citaram aqui até o exemplo da GURGEL. Bastou vir um ex-funcionário da GURGEL postar a realidade que acabou com tudo esse blá blá blá infundado.

      Abraços e boa sorte.

    • Se as pessoas que comandam a Embraer atualmente não estivessem tão ocupados em arranjar uma maneira de convencer o governo a vender a empresa ao invés de correr atrás para vender aviões esta situação não estaria assim, a verdade é que a empresa esta paralisada desde o final do ano passado quando surgiu esse boato da Boeing comprar a Embraer, as pessoas que comandam a empresa estavam mais preocupados em como iriam ganhar o bônus que a Boeing iria dar para eles caso a venda acontecesse do que em vender aviões

      • Jr, isto é uma acusação muito forte, funcionários são regidos por politicas de governança, isto é motivo de demissão sumária e periga não conseguir emprego em empresas que seguem o SOX.
        Cuidado em divulgar estes boatos, você pode prejudicar um monte de gente, inclusive o próprio fórum pode ser chamado para se explicar.

        • É alguma mentira que desde Dezembro passado quando surgiu os primeiros boatos que a empresa ficou praticamente paralisada e a mercê dessa suposta compra/JV Boeing/Embraer???? É mentira que as ações da Embraer ficaram a mercê desse suposto acordo com os especuladores fazendo uma festa em cima das mesmas? É mentira que as empresas aéreas simplesmente recuaram de fazer pedidos a Embraer esperando um desfecho dessa situação???? A Jet Blue fez isso, a United fez isso, a Ethiopian fez isso, ou seja, várias empresas se abstiveram de fazer pedidos a Embraer esperando que esse negócio saísse ou não. A Vanessa disse que as vendas do KC-390 não decolaram, mas é óbvio que não decolaram, o avião sequer foi certificado, teve dois acidentes nos testes, que país seria louco de comprar um protótipo que ainda não teve a sua certificação definitiva, além do seu país produtor? A Bombardier depois de fazer a JV com a Airbus só conseguiu duas cartas de intenção até agora a da Egpty air e a suposta empresa do David Neleeman que ainda não existe e mesmo assim foram supostas compras do CS-300 avião maior que o E-195 da Embraer que ainda não esta certificado ( detalhe que essas compras ainda não foram assinadas em contratos definitivos), a Delta quando comprou da Bombardier a mesma ainda estava sozinha, não estava com a Airbus e pode apostar que a Delta vai mudar o pedido de CS-100 para CS-300 no fundo no fundo ela sempre quis o CS-300 e muito provavelmente e essa aeronave que ela vai ter. A culpa da seca de vendas da Embraer é que a mesma se viu envolvida em um imbróglio desde o final do ano passado, era óbvio que cliente nenhum ia fazer um pedido a uma empresa nessa situação, sem saber qual seria seu futuro mas isso ainda vai longe, pode apostar, isso vai acabar sendo decidido ainda na justiça, como tudo no Brasil ultimamente, vamos ver se a Boeing vai ter paciência ou vai desistir

          • Como não trabalho na EMB não tenho estas informações, mas uma rápida pesquisa na internet mostra que a EMB não ficou paralisada. Foram entregues aviões
            https://airway.uol.com.br/embraer-entregou-25-avioes-no-primeiro-trimestre-de-2018/
            Quanto as ações, já conheço algo, a EMB emitiu um fato relevante depois que o preço das ações explodiram (no final do ano passado) com o furo do WSJ e não, o valor das ações não ficam a merce de algo e sim da expectativa de lucro (ou prejuízo) para quem realiza. Maior a expectativa da certeza de lucro, menos gente vende e mais gente tenta comprar, subindo o preço (estou sendo simplório ao máximo). Realiza quem precisa de grana ou o valor da ação bateu nos parâmetros que ele determinou (tanto para ganho ou perda). Eu ignorei o parâmetro (erro mais básico para perder grana) e esperei uns dias, tive sorte e fiquei feliz (mesmo que tenha sido pouca grana).
            Não sei se a EMB está tendo dificuldade em vender aviões, mas não dá para afirmar que é por causa da negociação, eu imagino que deva ser um problemão, mas venda de bilhões de dólares é um processo de meses ou anos, ninguém para nada, no máximo espera mais algum tempo. A negociação é da empresa que vai operar o avião x a empresa de leasing e esta com a EMB. Qualquer um pode travar a negociação, mas se parar, não recebe o avião na data planejada e isto é prejuízo.
            No mais, as coisas são separadas, tem o grupo que vende o avião (nem está ai se a dona da empresa é X ou Y, só pensa na comissão) e tem quem entrega (que está preocupado em entregar no prazo para ter a participação do lucro) e tem um grupo (que trabalham no Olimpo junto com o CEO) que está sempre gerenciando o conflito dos dois grupos. Possivelmente o CEO esteja também no processo de negociação com a Boeing, Bancos e governo, mas não existe isto da empresa se focar só na negociação, parar a empresa. Se o CEO não cuidou da empresa em detrimento da negociação, ele perde o emprego pois colocou a empresa em risco (a fila sempre anda), não ganha parte da comissão das vendas e nem a participação.
            É claro que caso a negociação tenha sucesso, ele vai tb receber uma bolada, mas ele não é cabaço, não dá para viver na expectativa de algo acontecer por meses. Quem trabalha no Olimpo, faz parte do lado negro da força, não tem otário lá.

          • Jr 5 de julho de 2018 at 23:58

            Desculpa, mas eu não entendi

            Por que seria decidido na justiça ?
            O governo federal é favoravel a JV e por que precisaria passar na justiça para decidir isso ?
            O governo tem um valor irrisório de açoes da Embraer, tem o Golden Share para vetar mudanças estratégicas, mas no fundo a Embraer S.A irá continuar existindo e o GF tendo ainda o Golden Share

          • Vanessa o MPT esta em cima desse caso, os advogados da Embraer tentaram encerrar aquela ação do MPT obrigando a Boeing e a Embraer a se comprometerem em evitar demissões, não conseguiram. O Lewandovisk naquela liminar proibindo a venda de estatais pelo governo sem consulta ao congresso foi claramente, segundo a mídia, preparando o caminho para uma suposta futura ação na justiça para impedir essa associação Boeing/Embraer, pode apostar que isso vai parar na justiça

          • Jr
            A Embraer não é estatal
            Por isso não passará pelo Congresso
            E o MP solicitou explicações e será respondido
            Foi adiado a resposta pq o memorando ainda não havia sido assinado.

            Esse acordo sai antes de Dezembro desse ano.

  32. Só o tempo vai dizer se foi um bom negócio ou não. Não sou nenhum especialista para falar alguma coisa, mas creio que a Embraer não vá falir por causa dessa medida adotada pelas duas empresas como alguns falam, porém pode se tornar uma empresa menor do que é hj, pois as linhas de defesa e de jatos executivos talvez não consigam manter o que a Embraer se tornou, e é muito pouco ter só vinte porcento da nova empresa, devia ter no mínimo uns trinta e cinco porcento. E para que esses vinte porcentos sejam vantajosos para o que sobrou da Embraer os lucros obtidos tem que ser bem grandes ao decorrer do tempo.

  33. Importante, nem tanto;

    Embraer Defesa & Segurança permanece EMBRAER.

    Jatos executivos permanece EMBRAER.

    Aos vermelhos, para deleite red:

    A Golden Share permanece intacta.

    O restante é baboseira.

    Tinham que responder ao movimento da Airbus + Bombadier.

    Pergunta:

    Quem vendeu o quê para quem ?

    Os AMIS da EMBRAER venderam a EMBRAER para os AMIS da Boeing.

    Exclusivamente a área de aviões comerciais.

    Tem que desenhar ?

    Ótimo negócio.

  34. Muita paixão e pouca razão nos comentários sobre qualquer notícia que envolva “os ianques malvadões tomando empresas e sabotando o desenvolvimento nacional”.

    Comentários sobre o negócio em si são raridade até mesmo aqui.

    E isso é horrível, essa mentalidade espalhada BR afora que começou na época do Vargas é tão tóxica que desestimula qualquer debate sério.

    • Podia ser até uma empresa extraterrestre sediada em Ganimedes mas continuaria a ser lamentável e com certeza não a melhor caminho para essa empresa. Essa mentalidade tóxica está espalhada mundo a fora a partir dos “Yankees malvados”. Procure ver na Itália, na França, nos EUA, etc, quantos casos similares encontraram a firme oposição das respectivas classes políticas. Adianto já que é longa a lista

  35. Mesmo não concordando com a forma como o negócio foi conduzido, acho totalmente inúteis os discursos desesperados culpando A, B ou C pela desgraça que se abateu sobre nós. Ridículo. A responsabilidade não é dos alienígenas, é unicamente nossa. E quem dera a venda da Embraer fosse o maior problema do país. Aguardem

  36. Como se o valor de uma empresa para uma nação passa-se apenas pelo amontoado de dinheiro que o mercado deseja desembolsar. Como se não houvesse nada atrás, não apenas geração de empregos qualificados e pesquisa, como também base e estrutura para determinados seguimentos da economia possibilitando criar estratégias mais abrangentes de desenvolvimento. Sem mencionar o valor de marketing, empresas que muitas vezes são verdadeiros “embaixadores” de uma nação, sinônimos de qualidade, marcas que representam por si um “sistema país”, um valor agregado para imagem da nação tanto no exterior quanto para a sociedade nacional. Não tem como falar de projeto nacional, planejamento, busca pela própria autonomia e independência, industrialização e desenvolvimento pra quem só repete a mesma ladainha de livre mercado e laissez-faire …

    • O Sr Gilberto é um sujeito culto e inteligente, se fosse um moleque inculto até entenderia, mas fico realmente entristecido quando vejo que aceitou o discurso de mortadela e coxinha. Este discurso da divisão, ódio que os políticos colocaram, somente para se defender e se manter no poder é de uma mesquinharia sem tamanho.
      O pais estará cada vez mais longe de sair dos problemas sociais, enquanto a desunião for a tônica, o amor pelo pais, a vontade de construir um pais melhor será deixado de lado.
      É uma pena, um fórum, onde a defesa (e em tese o amor pelo pais, patriotismo) é o foco, ter tanta divisão, contaminado não por ideologia e sim safadeza de políticos.

  37. Começo a ver um holofote no fim do túnel viu , acrer que sendo como no post, vai ser um baita negócio onde todos ganham(claro que uns mais e outros menos).
    E concordo com o comentario do sr;
    Delfim 5 de julho de 2018 at 10:23

  38. O comunicado interno informando aos funcionários os detalhes do negócio já vazou. A divisão das plantas já está definida. Gavião Peixoto, Ogma e Meulborne ficam com a EDS

  39. Uma duvida me surge, se a BOEING não vai levar a área de defesa, porque vão ajudar na venda do KC-390? É de interesse da BOEING prejudicar a Lockheed? Porque essa séria ao meu ver a única explicação, se a BOEING apoiar as vendas de KC-390 é adeus C-130 em muitos lugares!
    Só o tempo dirá.

    • O tempo já disse: 400 X 28
      E se e qndo a USAF, a maior operadora de C-130, se interessar em trocar de avião, será nos termos dela e não de acordo com a vontade da Embraer.
      Que será deixada ao relento pela Boeing, afinal esta tem seus próprios interesses pra cuidar.

    • A EMBRAER não será vendida e sim será criada uma JV para a área dos jatos comerciais.

      No mais parece aquela conversa de quem ainda queria a EMBRAER estatal…

      • Se o departamento de aviação comercial está avaliado em 4,78 bi e a Boeing pagou 3,2 para ter 80% deste departamento, então está claro que não é uma joint venture mas sim uma aquisição disfarçada de joint venture.

      • Desculpa, mas se a Boeing esta pagando míseros 3,2 bilhões por 80% da divisão comercial da Embraer (divisão que é mais de 50% do faturamento da empresa) a sigla de JV no comunicado é mera perfumaria, apenas para tornar o mesmo mais palatável. Na boa, nem você acredita que isso é uma JV de verdade

        • A Boeing está comprando a Embraer por 3,2 bilhões considerando todo o passivo e as dividas da Embraer S.A
          Ou seja, ela está assumindo todas as dividas da Aviação Comercial da Embraer S.A.

          Só o desenvolvimento do E2 é algo em torno de 3 BI

          • Hoje a agencia de rating S&P disse que essa suposta JV entre Boeing e Embraer é negativa para o crédito da Embraer, as ações na bolsa desabaram ontem tanto em São Paulo quanto NY, a Bloomberg em uma matéria disse que essa COMPRA foi uma verdadeira barganha para a Boeing e que o preço oferecido pela Boeing foi extremamente baixo comparada a outras compras nesse setor

          • JR

            Pelo contrário, as ações valorizaram quase 75% desde dezembro de 2017.
            A queda é devido ao “Sobe no Boato, desce no Fato”

            Os papeis da Embraer dem dezembro de 2017 eram 16 reais, chegou a 27 reais, com dividenso beirando a 75% de lucro para os acionistas..

            O Mercado vê com ótimos olhos essa JV, principalmente um investimento de 4 Bilhoes no país que estava sem credibilidade nenhuma no mercado internacional.

      • Humberto

        É claro que é importante para eles, caso o contrário nem estaríamos discutindo isso aqui. No mais, a imagem é uma estratégia muito usada nesse tipo de negócio, pois traz uma sensação superficial de parceria para aqueles que olham “de fora”.

        • Não sei, para mim a mensagem é outra (e olha que já participei de empresas que foram compradas), entendo que a Boeing está dizendo, seja bem vindo meu irmão, juntos venceremos.
          Se fosse um 747 seria, sou grande e vc um nanico.
          Se fosse um 787 seria, sou sofisticado e vc … hehehe
          Abraços

  40. A Noticia nos jornais é “PAPEIS DA EMBRAER CAEM”. É claro que os papeis da EMBRAER vão cair, a empresa vai deixar de existir. A marca a ser usada vai ser BOEING. E este acordo na área de defesa vai acabar levando os projetos do A29 SUPER TUCANO E CK-390 também! Péssimo para o Brasil!

    • Não Gerson, o valor da ação caiu pois o que foi divulgado, não foi de acordo com as expectativas do mercado, para quem é contra a venda, deveria soltar rojões.
      Nada de péssimo para o Brasil, no máximo para quem comprou as ações recentemente, este vai ter que esperar para realizar.
      E não tem nada a ver sobre a área de defesa.
      Cada coisa que postam viu!!!

      • O valor da Bolsa no dia nem no ano fechou, este numero -15% é reflexo de um movimento no momento do anuncio… vai se contabilizar até o final do dia, até o final do ano. Até o momento a EMBRAER teve aumento.. no fechamento do semestre não teve queda nas ações… Quem vender ações agora vai perder 15% do que já ganhou no semestre … No final quem perdeu ganhou quem ganhou perdeu… kkk

  41. A verdade é uma só assim como o A-29 Super Tucano agora é de fabricação dos EUA o KC-390 também será. Praticamente a tecnologia comprada vai acabar indo embora para EUA com a mão de obra especializada da Embraer e o retorno do investimento em impostos, empregos e na economia do Brasil vai embora também. É assim que se faz você compro um potencial concorrente menor antes que ele se transforme em um grande concorrente de mercado seu, já vi muito disso, não só no Brasil.

      • “A fabricação do iphone é chinesa”

        E? Se for pensar assim é melhor mandar tudo para ser feito lá! Pra que indústria nacional se temos a China/EUA para isso, não é mesmo?

        • Vc não entendeu? O carro que você usa é fabricado aqui. Os operários japoneses, franceses e americanos estão protestando por isso? A fabricação gera empregos pouco qualificados, e vai gerar cada vez menos empregos, na medida em que as fábricas forem mais automatizadas. Logo tudo poderá ser feito por meia dúzia de impressoras 3D. O que gera empregos qualificados e implica geração de conhecimento é o projeto.
          Um último exemplo, para fixar: o F-35 será fabricado na Turquia. Isso significa que os EUA estão abrindo mão de sua tecnologia e a entregando para os turcos? Responda você mesmo.
          Veja, eu não sou a favor da venda da Embraer. Entretanto, qualquer que seja a opinião de alguém sobre qualquer tema, ela precisa ser baseada em argumentos cosistentes

          • Mas o Gilbert não falou nada sobre empregos qualificados, e de qualquer forma, da última vez que fui olhar, a fabricação continuava gerando muitos empregos, não? No dia em que apenas essa meia duzia de máquinas estiverem produzido a gente pode debater sobre isso.

            E não tem nem como comparar o mercado de carros com o de aviões. Veja o volume de vendas mundiais. Não tem como fabricar tudo localmente e depois exportar. Neste caso é mandatório que se tenha fábricas em todos os principais mercados. Quantas fábricas de aviões existem no mundo? Agora compare com a quantidade de fábricas de carros. Avião é um nicho muito especifico, muito mais complexo, enquanto que os carros fazem parte de um negocio muito popular no planeta todo. O lucro da Boeing em 2017 foi de 8,2 bilhões de dólares (ano com entregas record), enquanto que só a Fiat obteve pouco mais da metade disso, com 4,3 bilhões.

            “Um último exemplo, para fixar: o F-35 será fabricado na Turquia. Isso significa que os EUA estão abrindo mão de sua tecnologia e a entregando para os turcos? Responda você mesmo.”

            Os turcos vão investir muita grana no projeto, além de adquirir os aviões e seus armamentos, e nós já fazemos algo parecido com o KC-390, e contanto que os países envolvidos se comprometam em adquirir a aeronave (como a Turquia se comprometeu) eu não vejo nenhum problema, mas isso não tem nada a ver com o que está acontecendo no triângulo Embraer-Boeing-acionistas, em que nada disso beneficia o Brasil, pelo contrário, só gera incertezas.

          • ODST, somente os Super Tucamos comprados pelos EUA são fabricados lá. Eles compram e repassam via FMS a países aliados. Os Super Tucanos vendidos pela Embraer diretamente continuam a ser produzidos em Gavião Peixoto

        • “Pra que indústria nacional se temos a China/EUA” ?

          Se China/EUA produzem melhor e mais barato, pra que indústria nacional ? Para pagarmos caro por um produto ruim?

          O século 19 já acabou.

    • Vc não leu nada sobre a EMBRAER e SIERRA NEVADA para dizer que o ST só é de fabricação americana.

      Vá ao busca aqui do site e escreva A-29 Sierra Nevada ou EMBRAER SIERRA NEVADA para ser informar mais a respeito. O ST praticamente só é montado na SIERRA NEVADA pois muito dele é fabricado na EMBRAER e enviado ao EUA.

      Antes de comentar dê uma olhada.

      • Além disso somente são montados nos EUA os ST que eles compram e depois repassam via FMS. Os demais ST continuam sendo produzidos em Gavião Peixoto. Muitos não conseguem entender isso. A produção do ST não foi transferida para os EUA.

  42. Puxa, então é só a FAB montar outra empresa aeronáutica já que é ela a detentora de todo o capital intelectual. Estamos salvos! Teremos a Nova Embraer 2.0, estatal e 100% Nacional! Vamos passar a perna na Boeing. (ironia)
    O Governo pode vetar algumas decisões da Embraer (dependendo da matéria), mas não tem o controle acionário dela. Não é o governo que decide quanto será distribuído de dividendos ou quem será o CEO da companhia. Você provavelmente não entende de direito societário e por isso não entendeu o estatuto da Embraer – assim como não deve ter consultado o controle acionário dela.

  43. Hélio… Como assim? Se atualiza cara. Engenheiros da FAB, processos da FAB? Seria uma apertados de parafusos?
    Não é nada assim… Não estou negando o expertise da FAB. Mas cada um no seu quadrado… Ela entende muito do lado operacional, mas não sabe desenvolver uma aeronave… A Embraer sabe… Mas não sabe como operar.

  44. E já que, pelo menos na participação dos lucros (baixa ao meu ver) a Embraer tomou no ratiofais (com o perdão do termo aos editores) julgo agora ser necessário não apostar todos os ovos numa única galinha. Há que se continuar a incentivar o que sobrar da Embraera em Terra Brasilis, mas FAB e GF devem olhar com mais carinho pra empresas como a Novaer, que tá sofrendo calada e ninguém ouve. Salva-la-emos, se ainda há tempo e que se apostem fichas nela para o futuro, pq aprendemos com a lição de hoje que os interesses de uma companhia privada ainda que nacional nem sempre são condizentes com o interesse do Estado e da Defesa

  45. Eu devo ter entendido errado. Em primeiro lugar a EMBRAER jah pertence em grande parte a acionistas estrangeiros. Jah teve a Dassault e outras empresas de defesa entre os acionistas. NAO eh verdade que o controle acionario da empresa esta na mao de brasileiro. Isso eh so o primeiro argumento. Em segundo lugar, para os acionistas o negocio eh excelente: meto U$4B no bolso e ainda fico com 20% de uma empresa que tera muito mais musculatura para disputar o mercado e serei socio da Boeing? Quantos me oferecerem dessas eu vou em todas. Funcionarios. Eu aposto que a Boeing trata melhor seus funcionarios do que a Embraer. Empresas multinacionais, em geral, pagam melhor, tem melhores processos etc. Alem disso, eu fico como socio majoritario da Boeing em uma empresa na area de defesa. Fico com a operacao de aviacao executiva inteira e a sede de todas as cias ficara no Brasil. Desculpa ai, quem nao pega um negocio desses nao tem a menor ideia de como se estabelece o valor de um negocio. Pais. O que importa para o pais? Empregos? Nao ha uma indicacao de diminuicao de empregos no horizonte. Haveria, talvez, sem o negocio. Impostos? Impostos sao sobre valor dos negocios e sobre o lucro. Sobre o valor dos negocios fica como esta (a empresa sera sediada no Brasil). Sobre o lucro tambem. Se sai a lei que taxa dividendos ai eh que nao fara a menor diferenca mesmo. 80% do lucro jah taxado, que eh pequeno frente ao faturamento porque a margem de lucro nesse setor eh uma piada de mau-gosto, ira pra Boeing. E dai? Hoje vai pros acionistas em grande parte estrangeiros de qualquer forma. Desculpa ai. Quem nao pega um negocio desses quando alguem oferece nao tem condicao de ser executivo de coisa nenhuma.

  46. Pelo amor de Deus nao vamos confundir golden share, que dah direito de veto em algumas materias no conselho, com controle acionario. Sao coisas absolutamente diferentes. A EMBRAER (o lucro dela) jah vai principalmente para estrangeiros. Ateh a Dassault jah teve uma parte grande da empresa. Vcs devem estar brincando quando dizem coisas como “interesse do Estado’. Estamos falando de uma operacao de venda de avioes de 120 lugares! Que interesse do Estado? O Estado ganha impostos e tem um interesse indireto na geracao de empregos e parou ai. O lucro jah nao vai pro Estado desde a decada de 90!

    • Vc está reduzindo a questão apenas ao aspecto financeiro.
      A questão principal é a possibilidade de se perder todo o conhecimento adquirido durante décadas.
      Na boa. Tenho quase certeza absoluta de que isso vai ocorrer.
      Daí para frente, só comprando o pacote dos outros. Infelizmente.

      • E para que serve o “conhecimento adquirido” se não traz vantagem financeira ?

        Já chega a quantidade de gente em nossas universidades públicas que ganha belos e vitalícios salários para fazer pesquisas que não trazem benefício nenhum à sociedade. (aliás, eles tem orgulho disso, dizem que não podem “se aliar ao mercado”).

  47. Como a Embraer é má ! Ela usa componentes importados só para sabotar o Brasil ! Isso é um absurdo, vamos reestatizá-la e obrigá-la a substituir a fibra de carbono importada pela fibra de babaçú nacional

    • Leia a matéria acima, pois se você leu, não prestou atenção, e se prestou atenção, não entendeu. O que a CBN falou é exatamente o que está escrito na matéria

  48. Pergunta aos conhecedores deste assunto:
    1-Quantos jatos a Embraer vendeu a empresas brasileiras?
    2-Qual é o percentual de nacionalização de seus produtos?
    3-Fabricamos turbinas,aviônica trens de pouso e assentos para esses aviões no Brasil?
    4-Qual o tamanho dessa cadeia produtiva da Embraer no Brasil?
    Sem ideologia barata aguardo as respostas
    Abraço

    • Antes, a EMBRAER vendia para algumas empresas tipo BRA, TRIP, Passaredo e etc, mas, hoje em dia, acho que só a Azul opera alguns aparelhos (refiro-me a aviões maiores)..
      Com relação à nacionalização, certamente as turbinas não são nacionais. Li, reportagem que a Honeywell é que tinha sido escolhida para fornecer a parte de aviônica dos E-Jets.
      O resto das questões, só pesquisando mais.

    • A Boeing também não fabrica absolutamente nada disso amigo, compra tudo e monta, aliás, devem ser os mesmo fornecedores da Embraer. A Airbus faz o mesmo.
      E tem mais uma, a Embraer fabrica trens de pouso e assentos de seus aviões, os trens de pouso do E2, ST e KC-390, são fabricados pela Eleb, uma subsidiária da Embraer.
      Cerca de 80% da produção da Eleb, hoje, é destinada à Embraer, atendendo à família de jatos E-145, Phenom 300, Legacy 500/600. A empresa também fabrica o trem de pouso para o helicóptero S-92 da Sikorsky, muito usado no Brasil para rotas off shore, do continente a plataformas de extração de petróleo no mar.
      Que eu saiba, nem Boeing e nem Airbus fabricam seus trens de pouso ou assentos, tão pouco turbinas, encomendam e compram prontos de terceiros.

      • Independente de quem monta ‘A’ ou “B’ ou fabrica ‘C’ ou ‘D’, o fato é que toda a questão relacionada à pesquisa e projeto pode ser perdida. Fornecedroes temos às centenas no mundo inteiro.

  49. Jt8D oque eu quiz dizer é que a CBN falou em compra e não em parceria como muito aqui e em outros lugares estão dizendo !!! Queria ver isso acontecer ao contrário Embraer comprar 80% da Boing kkkkkk ( Lá se valoriza oque se tem de bom )

    • Pois é Edimur, mas para comprar 80% da Boeing (ou da Airbus) precisa ter muitíssimo dinheiro. E depois teria que ver se o governo americano não criaria obstáculos à venda (o que é bem provável)

  50. Muito interessante os argumentos demonstrando preocupação para a proteção de “segredos” tecnológicos da EMBRAER, como se a Boeing fosse tosca em tecnologia aeroespacial e não tivesse participado ativamente em projetos e construção de espaçonaves que ja até se aposentaram. Ou muita inocência ou muito desconhecimento do que vai pelo mundo “ex-Brasil”. Fazer o que?

    • O que é que tem uma coisa com outra? A Sukhoi faz o caças supersônicos e não conseguiu fazer um avião tão bom como os E-Jests. Naquilo em que é especialista a Embraer é a melhor do mundo, do contrário a Boeing não se interessaria em comprá-la. Além disso a Embraer vai ter acesso à tecnologia do Gripen e obviamente a Saab não quer entregá-la de graça para a Boeing. A Bpoeing pode fazer um caça melhor que o Gripen? Provavelmente, mas qualquer desenvolvimento custa muito dinheiro. Por isso a Boeing se associou à Saab para a concorrência do treinador americano. Portanto, o desconhecimento é o seu, tente entender melhor aquilo sobre o que você comenta

      • Eu comento sobre fatos meu amigo, não com achismos ou ufanismo barato. Creio que ocorreu um erro estratégico na escolha do GRIPEN, apesar de entender que foi a melhor escolha da FAB que trará sem dúvida mais know-how para os profissionais envolvidos, não necessariamente da EMBRAER. Diante de tudo isso, ficam as perguntas:
        1 – Quantos F-39 serão fabricados para manter o setor de defesa da companhia pelo menos “empatando o jogo” sem prejuízo?
        2 – Quantos KC-390 serão produzidos para atingir os mesmos objetivos?
        3 – Quantos A-29 serão produzidos para o mesmo fim?
        3 – Quais os pedidos em carteira e firmes que o setor de defesa teria para os próximos 10 ou 15 anos?
        Eu como “desconhecedor” como o amigo frisou não sei a resposta. Voce com o domínio da matéria certamente tem as respostas. Pode compartilha-las por favor? Ou é “segredo de estado”?

        • Luiz Antonio, pelo jeito você “mordeu a chumbada” rsrs
          Não sou nenhum especialista em defesa, e me corrijam os amigos aqui que entendem muito mais do que eu, mas a resposta para suas perguntas é:
          1) A Embraer não terá nenhum prejuízo com os Gripens, pois as despesas que ela terá com o lote inicial será coberta pelo valor do contrato. E ela poderá ter mais lucro ainda em futuros lotes
          2) Todo o custo de desenvolvimento do KC390 foi pago pela FAB. A Embraer não teria nenhum prejuízo se fossem vendidos apenas os 28 aviôes para o Brasil. Mas é óbvio que ela espera ter mais lucros vendendo para outros países
          3) Da mesma forma, o desenvolvimento do A29 foi pago pela FAB. A Embraer nunca teve e nem nunca terá prejuízo com ele
          4) Se eu soubesse o que vai acontecer daqui a 10 ou 15 anos eu seria um milionário, o que, infelizmente, não é o caso

          • Resumindo:
            Pelo que entendi do seu comentário a EDS esta sem carteira de pedidos futuros.
            Me corrija se estiver errado. Todo esse dinheiro pago pela FAB nos projetos do A-29 e KC-390 já foi apropriado, ou seja, é passado, assim como o lote inicial do GRIPEN cobrindo 36 unidades e…fim.
            Minhas perguntas são sobre o potencial da EDS como empresa que se mantem sozinha já que não existem recursos financeiros para banca-la sem retorno. Até agora, os produtos no setor civil sustentariam o setor de defesa. Eu mordi muito mais do que a chumbada e a cuspi questionando viabilidades. Não comento mais sobre atitudes pessoais suas, pois isso diz respeito apenas a voce e sim sobre o assunto ok?
            Abraços

  51. Até um tempo atras a Airbus tinha acoes da Embraer, e depois vendeu… Noticia até passou batida. Sobre quem acha que por ter brasileiros como maioria com direito a voto, é só pensar que o funcionario ali esta representando a quem paga o seu salario(acionistas internacionais).
    A Golden Share que o BR possui não da o direito do Governo pintar e bordar na Embraer, afinal esse tipo de acão é para decidir ALGUNS temas especificas. Temas esses que estao normatizados em contrato e sao regulamentado por entidades nacionais e institucionsis de protecao ao Sistema Financeiro, como CVM e OMC.
    Alguns dos pontos em que a aprovação do Governo se faz necessaria:
    Nome da Embraer, Logomarca, Transferencia do controle da Embraer,…
    A Vale por exemplo tem uma Golden Share onde mais pontos podem ser administrados pelo Governo.

  52. Daqui a pouco estarão comprando a Embraer Defesa e Segurança, basta o ST e o KC-390 começarem a fazer sucesso – o primeiro já faz e o segundo é questão de tempo. Adeus Embraer, foi bom enquanto você existiu….

  53. Podemos aproveitar o embalo e fechar um importante centro de custo público, o ITA.
    Qual a função de formar pessoal com alta qualificação? Onde trabalhar? Nos EUA? Então quem puder que pague as respectivas mensalidades.

    • Já havia comentado isto antes. Usaram dinheiro público, estrutura do Estado para formar milhares de engenheiros e agora………

      • O Brasil está se desindustrializando. Vamos fechar todos os cursos de engenharia das universidades públicas. Ou então vamos fazer com que o estudante assine um termo de compromisso de trabalhar apenas em empresas de capital nacional ou estatais

    • Minha nossa! Socorro…
      Se fosse assim, deveriam ter convertido o curso de engenharia aeronáutica em economia. Boa parte dos engenheiros que se formam no ITA vão trabalhar no mercado financeiro.
      Como se o ITA só tivesse formação em aeronáutica…
      Os gênios que tem propagado esta abobrinha do comentário acima não sabem que o ITA forma engenheiros de computação, eletrônicos, mecânicos e engenheiros de infraestrutura aeronáutica (eng. civil). Uma parte dessa galera que se forma nessas outras especialidades estão também por aí fazendo engenharia neste Brasilsão.
      Outra coisa, a maior parte dos engenheiros que entram na Embraer ano a ano não são oriundos do ITA. Na verdade, a própria Embraer complementa a formação dos não-aeronáuticos através do programa PEE.

  54. A Embraer estava (e está) com dificuldades em vender seus novos produtos, tanto o E2 como o KC390. São ótimos produtos, mas por N motivos as vendas estão fracas. Coisas da economia de mercado.
    A empresa está “inchada”, com todo o contingente de engenheiros necessário para esses últimos projetos. Para não demitir, seria necessário iniciar novos projetos para aproveitar toda essa mão de obra especializada prestes a ficar ociosa. Mas como iniciar novos projetos se as vendas dos atuais produtos está fraca?
    A Embraer já se deparou com esse dilema no passado. De resto é um problema que todas as indústrias aeronáuticas enfrentam sazonalmente. Qual é a solução normalmente adotada? Demissões.
    É disto que estamos falando. A Embraer estava prestes a fazer demissões em massa. Já ocorreu no passado. Iria ocorrer novamente.
    A venda de 80% da divisão de aviões comerciais vai fazer que, pelo menos por enquanto, as demissões não ocorram. Os engenheiros que estavam prestes a ficar ociosos vão ter novos projetos em que trabalhar.
    O que teria sido melhor, não vender e demitir em massa e encolher ou vender e encolher, mas sem demitir?
    Essas eram as opções na mesa. Alguns aqui gostariam que a empresa fosse reestatizada. Sabemos que na conjuntura atual do país isso é totalmente impossível.
    O que vocês fariam?

    • Olá J, se permite;
      Não sei o que fazer, mas o Macron, na França estatizou um estaleiro.
      O Trump, nos EUA, diante das dificuldades da Boeing, atuou no Brasil para viabilizar a compra da Embraer. Para os bancos falidos em 2008, os americanos ampliaram a participação acionária e posteriormente essas ações foram revendidas.
      Merkel, na Alemanha, também injeta capital nas suas campeãs nacionais.
      Também não entendi, a Boeing vai manter os empregos no Brasil? Em uma empresa inchada? Porque faria? Eu, pela Boeing, com o centro de decisões em Chicago, demitiria todos os dispensáveis e SJCampos se tornaria um centro de montagem e manutenção, como toda industria de metal mecânica. O meu foco seria transferir as operações para atender o dinâmico mercado de jatos regionais da Asia. Ou a Boeing ficou com pena dos nossos engenheiros e veio fazer um favor?
      Valeu.

      • É você não entendeu mesmo.
        A empresa está inchada se não tiver novos projetos para tocar e supõ-se que a Boeing tenha novos projetos. E a sua solução de reestatizar a empresa é muito interessante.

  55. Querem impedir a venda/parceria Embraer/Boeing como se isso fosse salvar o Brasil. Não vai!
    A Embraer poderia/deveria ser uma empresa de produtos de defesa, ai sim poderiam exigir a manutenção da Embraer com empresa nacional. Não é uma empresa de defesa como deveria ser porque nunca há orçamento/verba para investimento. E não há porque somos um país socialista, que nunca irá sair do lugar. No mesmo período em que o Brasil se arrastou para não sair do lugar, a China torou-se o que é. Resta a gritaria/choradeira/ufanista: “entreguistas”.

    • Estava lendo o END (Estratégia Nacional de Defesa) no site do MD. Parei na pagina 3. Estava quase acreditando que estava em um país sério e de 1º mundo. O Congresso ainda nem o analisou, ainda bem, pois seriam capazes de aprovar um “conto de fadas”.
      Voltando ao tema da matéria, sinceramente não vejo muitas saídas para a EMBRAER e creio que fizeram um bom negócio. O “bom” é pior que o “Ótimo” mas é melhor que o “Mau”. Pelos menos os profissionais (quem sabe a maioria deles) continuem nas suas atividades, de preferência na própria Embraer, quem sabe?
      O Brasil não pode se dar ao luxo de mais aventuras, seja no que for.

      • Vendeu-se o principal case de sucesso industrial do país baseado em um “quem sabe”. Quem sabe, os engenheiros fiquem, quem sabe na própria Embraer… Não me parece um bom negócio, não.

  56. O acordo, a princípio, foi bom para a Embraer.
    Valor de mercado da Embraer: $4 bi
    Valor de mercado da Boeing: $200 bi

    Olha que a Boeing pagou só pela parte da aviação comercial.

  57. __________
    __________

    Embraer é um _________ perto da Boeing. Só se tornou de fato estratégica depois da investida da Airbus no Cseries. Isso foi o melhor negócio em séculos que aconteceu para o Brasil. Uma grande oportunidade. Se fizermos nosso dever de casa a Embraer vai virar uma potência como ninguém no sonho mais otimista jamais imaginou. Isso sim é um atalho para o futuro.

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O RESPEITO SEM DESQUALIFICAR OS DEMAIS COMENTARISTAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

    https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  58. Pessoal, a Embraer no final das contas acabou virando uma Helibras da vida ou como alguns gostam de falar apertaparafusobras ou eu estou exagerando ?

  59. Pode ter sido bom para os acionistas (apesar da queda de ontem) e funcionários. Mas no longo prazo vejo o fim da marca e das plantas no Brasil.

    Dream is over.

    []’s

  60. Orgulhos e vontades a parte , gostemos ou não , é consenso entre economistas e especialistas em aviação que a Embraer não irá sobreviver a médio prazo sem uma associação com a Boeing. Ponto.

  61. Uma possíveis consequências da Embraer bem capitalizada, mas restrita aos segmentos de defesa e de aviação executiva será se expandir par estas áreas como:

    – Aquisição de ativos para se transformar verdadeiramente em uma empresas de defesa (como a SAAB e BAE) adquirindo estaleiros e fabricantes de sistemas de armas como a Avibras;
    – Aquisição de ativos para o segmento inferior e aviação executiva/privada, como por exemplo a Piper, que também se estabelece no estado da Flórida-USA.

    Eles não irão ficar parados.

  62. A BAeS está se livrando ou já se livrou de seu estaleiro.
    Qnto a Avibrás é, cerio eu, do interesse da União que apesar de empresa de um produto só, o Astros, seu controle não seja submetido ao restolho da Embraer.
    É igual aos bancos brasileiros, questão de haver concorrência.
    Eles até podem querer se mexer, mas aqui e lá fora aquisições no mercado de defesa dependem da boa vontade do governo.
    E para o daqui é uma ótima oportunidade, para mostrar que ainda manda em algo.

  63. Cada comentário que dá tristeza! Aprendam de uma vez por todas, ” manda quem pode e obedece quem tem juizo ” . O Brasil infelizmente ainda é colônia do mundo. Grande exportador de comodities e Materias primas. Não tem cultura empresarial forte e nem ideal político, sociológico e cultural. É um pais dentro de varios paises. Uma mistura de Babel/ Babilônia. O povo tem o governo como pai e mãe e o governo age como tal. Somos um país altamente socialista onde a população exige que o governo de tudo de graça com os impostos que arrecada mal e gasta mal, ex: escolas, saúde em geral (incluído remédios), samu no pais inteiro, casas populares, creches, bolsa família, bolsa leite, bolsa gás, cestas básicas, aposentadoria por idade (65 anos) para quem nunca contribuiu com o inss (Loas), assentamentos da reforma agrária (terras de graça), transporte escolar gratuito, verbas e mais verbas para municípios e políticos e por aí a fora. Não temos transportes de ferrovias cortando o país, Os portos estão defasados em relação a outros países desenvolvidos. Estradas boas de 10, 9 estão em SP o resto……..??? Indústrias brasileiras que foram vendidas e hoje estão nas mãos de estrangeiros ex: arno, brastemp, perfumaria phebo, arisco, vigor, telesp, Eletropaulo, banespa, catho, pão de açúcar, lacta, kibon, chocolates garoto, pão de queijo de minas, batavo, ypioca, walita, cerratti, tam, sucos maguary, quero e por aí vai. São muitas empreas brasileiras que foram vendidas ao estrangeiro. Brasileiro não tem perfil empresarial de porte internacional. Não temos uma sequer indústria de automóveis genuinamente nacional, quase tudo esta nas mãos de estrangeiros o em sociedade com eles. Então da Embraer ser vendida ou ser sócia da Boeing era uma questão de tempo. Infelizmente o maior engole o menor. Aceitem que doe menos. Aos extremistas e nacionalistas fervorosos meus pêsames. Primeiro precisamos mudar a cultura e o ideais patrióticos e o nível de educação e empreendedorismo. Abraço a todos.

  64. Sei que vou tomar pau p[or dizer isso, mas…

    Adeus ao sonho que foi a Embraer. E so questao de tempo para a Embraer ser totalmente engolida pela Boeing (inclusive a parte militar). Nossos avioes serao descontinuados em poucos anos. A Boeing so esta mesmo interessada no KC-390, mais nada. Temer traiu o pais por ter permitido a venda.

    Abracos!

    • Alex:
      Um dia todos os aviões serão descontinuados. Serão substituídos por mais modernos.
      O KC390 não pertence à Embraer, pertence à FAB.
      Temer não traiu ninguém. As negociações também são de interesse da Embraer.

  65. Alex,
    A Embraer, pelo menos para mim, nunca foi um sonho, foi para quem ajudou a construir e quem trabalha ou trabalhou. Para a FAB (lá no início) até poderia ser um sonho, mas pensando pragmaticamente está mais para simbiose.
    Particularmente creio que a FAB é a que mais perde, pois ela sim, se sacrificou e muito pela Embraer, é só ver a história do AMX. Tanto a perda é tão forte para a FAB que acredito (opinião pessoal) que foi ela que bateu pesado junto ao Estado para manter de fora a parte de defesa. Quanto ao KC, vc está redondamente enganado ou está tentando criar confusão por má fé, leia um pouco e verá que o mesmo está fora da negociação, no máximo, a boeing (ai acho que foi uma imposição da negociação) vai receber uma bela comissão para auxiliar as vendas.
    Temer não está traindo ninguém, as instituições estão permitindo a venda, se você desejar cair em um viés político, o PT nos seus 13 anos, poderia ter estatizado a EMB mas fez o que? No mínimo poderia ter pressionado os fundos de pensão (que estão ligados as estatais do governo) o BNDS a comprar mais ações da EMB para evitar qualquer lance predatório, fez o que? Nada, se houve um entreguismo e lesa pátria, o PT tem muito mais responsabilidade de que governo de Temer (não gosto dele tb).

    • Se o PT tivesse aumentado a participação estatal da Embraer, teria sido uma maravilha, mesmo; deu tão certo na Petrobrás !! 😉

      A Embraer ia funcionar super bem com a diretoria financeira nas mãos do PT, a diretoria de compras nas mãos do PR, a diretoria administrativa para o PMDB… quem sabe o setor de vendas podia ficar com o José Dirceu, o RH com a Gleisi e o setor de planejamento estratégico com o Requião.

      AVISO DOS EDITORES: POLÍTICA PARTIDÁRIA NÃO É O TEMA DESSE BLOG. LEIAM AS REGRAS:

      https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

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