quarta-feira, abril 21, 2021

Gripen para o Brasil

Embraer e Boeing anunciam acordo para criação de nova empresa de aviação comercial

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Companhias devem estabelecer parceria estratégica para acelerar crescimento aeroespacial global

CHICAGO & SÃO PAULO, 5 de julho, 2018 – A Boeing (NYSE: BA) e a Embraer (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) anunciaram que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global.

O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

“Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas – e para o Brasil e os Estados Unidos”, disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing. “Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento”, disse Muilenburg.

“Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”.

A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture. A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano.

A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos.

Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg.

A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing.

A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes.

Embraer KC-390
Embraer KC-390

Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.

“Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”, disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.

“Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”, afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing. “Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria iráfortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”.

A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.

A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas.

DIVULGAÇÃO: Boeing e Embraer

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DOUGLAS TARGINO

Não entendi foi é nada! Alguém ai me ajuda, alguém que realmente entenda: isso foi bom ou ruim para o Brasil?

Hélio

Deram a famosa enrolada.

Walter

Vou explicar de forma bem detalhada:
A Boeing comprou a Embraer assim como a Volks comprou a Vemag ( VEiculos e Maquinas AGricolas)
O que vai acontecer ???
Basta passear pelo Bairro do Ipiranga na cidade de São Paulo para saber

Paulo

Péssimo pro país. Será que fariam o contrário, Embraer comprar a Boeing? Nunca tio sam deixaria. Vimos a falência da Engesa, da Gurgel, e agora da Embaer. Aos poucos vamos nos tornando uma colônia exportadora de Soja, minério de ferro e produtos pecuários.

HMS TIRELESS

A falência da Engesa e da Gurgel nada teve a ver com “os malvados americanos”. A primeira faliu primeiro pela decisão empresarial desastrada de desenvolver um MBT sem qualquer garantia de encomenda pelo EB e deixar de focar no mercado dos blindados sobre rodas, o qual estava se encaminhando para a liderança. E a Gurgel faliu quer pela obsolescência dos seus produtos quando da abertura do mercado aos veículos importados e também pela falta de visão do dono, que repudiava os carros a álcool em um momento em que eles representavam 80% da produção de veículos brasileira.

Mauricio_Silva

Olá Não é bem assim… Sobre a falência da Engesa é verdade o que você escreveu, mas a história não acaba assim nem é tão simples. Houve sim forte pressão política dos EUA para que o M1 Abrams fosse declarado vencedor, mesmo o Osório tendo um desempenho, no mínimo, equivalente. Ou seja, houve influência política e o o resultado do embate não foi fruto somente de uma competição técnica e de desempenho. Se isso faz ou não os EUA serem “malvados”, não pretendo avaliar. Da mesma forma, a Gurgel sofreu forte pressão das montadoras internacionais estabelecidas no Brasil. Fornecedores de… Read more »

Tio Dan

Postamos ao mesmo tempo Mauricio, mas creio que são complementares. Abraço.

Mauricio_Silva

Olá.
Há pessoas que buscam fatos para conhecer a verdade; há pessoas que buscam somente fatos que corroboram a sua “verdade”.
Os primeiros são críticos; os outros, fundamentalistas.
Mas isso foge ao contexto do post e aqui não é o foro mais adequado para tal discussão.
SDS.

HMS TIRELESS

Maurício, a verdade é fundada em fatos concretos! Já a verdade de cada um se funda em rumores, lendas urbanas, tal como aquela que diz que o Osório era superior ao M-1 Abrams ou que a derrocada da Gurgel se deu apenas e tão somente pelas “forças ocultas”…

Mas é aquela coisa, não cabe discutir isso aqui da mesma forma que pode ferir a suscetibilidades, ou seria o fundamentalismo, de alguns…

Walfrido Strobel

Eu perdi a confiança na Gurgel quando o proprietário disse que 70 fabricas de sutomóveis estavam erradas em apoiar o motor sobre o chassis ou monobloco e que ele provaria que o motor deveria ficar suspenso, fez e logicamente não deu certo, trepidava muito e balançava, mesmo o fraco motor usado no seu carro.

Tio Dan

Falta de visão do dono?!! Em 1981 eles já tinham lançado um carro eletrico, ja comercialmente disponivel, o Itaipu E150 e o monovolume E400 que alias algumas estatais adqiriram. A primeira fabrica de fibra de vidro no Brasil, de uma empresa americana, veio pra cá por causa justamente da Gurgel. Quanto a Engesa, ela perdeu a concorrencia na Arabia Saudita com o Osorio, apesar de ser superior ao Abrams, que era competidor no mesmo certame, devido a ligação dos Árabes com os americanos. Além disso, com a desculpa de que a mira dos blindados estavam todas descalibradas, o Iraque, do… Read more »

HMS TIRELESS

Esse papo de que “O Osório era superior ao M1 Abrams” é lenda urbana disseminada após a falência da Engesa. O que houve é que os dois MBTs foram selecionados para a fase final do programa e seus desempenhos foram equivalentes. Ocorre que não apenas no aspecto geopolítico era mais vantajoso para os sauditas comprarem o CC norte-americano, algo que ficou comprovado pouquíssimo tempo depois na operação Tempestade no Deserto, como também não haveria entraves na venda ao contrário do carro brasileiro, que dependia de um sem número de licenças de exportação inclusive da antiga Alemanha Ocidental, que à época… Read more »

rommelqe

Caro Tireless, o Gurgel talvez tenha sido o maior incentivador da indústria alcooleira de todos os tempos no Brasil. O M1Abrahans sequer participou da licitação mencionada. Somente após a conclusão, da qual o Osorio foi vencedor, é que foi escolhido. Ambas histórias tem que ser melhor analisadas por você.
Abs

Tio Dan

Mesmo dependente das Licenças diversas o Osório era superior sim, mais leve, motor mais confiável e econômico (Diesel), o Abram usa turbinas e bebe pra inferno, e principalmente o Sistema de transmissão que fora Patenteado pela Engesa, transmissão essa comprovada superior quando, durante a operação Tempestade no Deserto, veiculos Engesa capturados dos iraquianos foram usados, parece brincadeira, para desatolar das areias do deserto ooos… Abrams!!!! Existem fotos pra comprovar!) O que derrubou a Empresa é que o dinheiro do desenvolvimento do Osorio veio do caixa da Engesa, o governo não colocou nenhum tostão. Quanto ao Gurgel não produzir veículos a… Read more »

HMS TIRELESS

Você está equivocado! o M1 Abrams participou do certame saudita junto com o Osório, o AMX-40 francês e o Challenger 1 britânico. Na primeira fase do certame os CC francês e britânico foram eliminados restando o norte-americano e o brasileiro, que tiveram desempenho equivalente mas ao final prevaleceu o peso político norte-americano algo que ficou evidente durante a Guerra do Golfo como havia citado. Quanto à João Amaral Gurgel, ele apenas produziu carros a gasolina. Ele combatia proálcool usando o argumento de que não se justificavam os subsídios governamentais aos produtores e também que terras agriculturáveis deviam produzir alimentos e… Read more »

HMS TIRELESS

Dizer que o Osório era superior por “ser mais leve e movido por um motor a diesel mais econômico” é mero achismo! Aliás em um guerra no deserto a mobilidade é um quesito menos importante que blindagem vide o Merkava israelense. E nesse quesito o Abrams e sua blindagem Chobham eram claramente superiores. Quanto ao maior consumo da turbina do Abrams isso não é um problema para o exército saudita da mesma forma que não é para o US Army. Outrossim a turbina a gás entrega maior potência a um menor peso e aceita uma grande quantidade de combustíveis, até… Read more »

Celso

Prezado tio dan, a historia da Gurgel nao e bem esa que voce supostamente conhece. Trabalhei com o Joao Gurgel logo em seu incio nos idos 1970. Ficava bem ali na av do cursino. Ali tambem funcionava uma concessionario da VW que era de seu sofro. Viu so como e a historia contada por quem realmente estava la….outra coisa, nao foi o fato do Gurgel fabricar carrocerias em fibra de vidro que trouxe a fabricante das fibras ao Brasil, fabrica essa q fica ou ficava la em Rio Claro. Voce esquece que muito antes havia os Malzoni com mecanica DKW,… Read more »

Gonçalo Jr.

Celso 5 de julho de 2018 at 12:33
Parabéns Celso!

Finalmente alguém que participou de toda a história da GURGEL e coloca um ponto final nessa histórica e acaba com argumentos mais que falsos e tendenciosos de alguns.

Quem dera essas pessoas lessem o que você postou aqui para entender que, no mundo dos negócios, ninguém é tolo. Ou se dança de acordo com a música ou fica sentado vendo a dama dançar e sair com outro.

Grande abraço!

Marco Aurélio Sampaio

Ta tudo certo os senhores esquecem que o governo não garantiu as perdas com a guerra do Iraque, creio porque a Engesa não acertou nenhum dinheiro com o Sr,. Jose Sarney e família. A grande verdade é que com a morte do Sr. Tancredo Neves e a ascensão do Sr. Jose Sarney ao governo todos nós perdemos, e muito.

Antonio

Paulo. Evidente que os EUA negariam. Como já negaram a venda de várias empresas com uma já cansada ladainha : ‘questão de segurança nacional’.
E tem extrapolado, proibindo a China de comprar empresas até do setor financeiro.
Ontem, anunciaram que vão proibir a China Mobile de operar em solo americana. Essa empresa empresa é simplesmente a maior do mundo. É assim que funciona e isso não vai acabar bem.

Augusto L

A BAE e varias empresas de Israel ja compraram, empresas americanas, basta o Brasil ser um aliado tipo o RU e Israel pros EUA, que não tera problemas. Quanto a China é so uma retaliação ao que os mesmo fazem com as empresas americanas na China, e a China é inimiga dos EUA, o Brasil não, comparação descabida. Maurício, Lobby rival sempre existiu e sempre existirá, mas se a Gurgel fizesse as escolhas certas não teria falido, seus carros eram péssimos, quanto a Engesa não há nenhuma prova que o Osório era melhor, aliás não havia nem planta pronta para… Read more »

GripenBR

Brasil é e será aliado tipo México! E nada mais!

Antonio

Acho que até o México está se livrando desse carma. kkkkk

wwolf22

3.8 bilhão de dollar eh muito pouco por 80% da Embraer…
a Embraer literalmente abriu as pernas pra Boeing…

Everton Matheus

Leia a noticia. Vá estudar.
Foi o valor pago por 80% Da participaçăo de Aviação Comercial na jv. Aviação executiva e setor de defesa esta intocavel.
Se vc for estudar o valor na Bolsa e os balaços lançados pela Embraer vai perceber que o valor por essa parte da empresa é bem coerente.
A Embrser NÃO é do Brasil, é dos acionistas. O que poderia deixar a galera chateada seria a extinção de empregos, mas ja voi levemente descartada nesss nota e em outras reunioes com Sindicatos.

ODST

Everton Matheus Pelo jeito não é apenas o wwolf22 que precisa estudar, não é mesmo? Se a Embraer não é do Brasil, e sim dos acionistas, o que podemos dizer da Broadcom e da Qualcomm? O Trump impediu um negócio entre elas, além de impedir a venda da empresa Lattice Semiconductor para a China (e no passado já impediram empresas de fecharem negócios até com Alemanha e Japão), e pode ter certeza de que mesmo uma “parceria” (que de parceria não tem absolutamente nada) como a da Boeing-Embraer seria barrada por lá. E o pior de tudo é que o… Read more »

Tio Dan

Calma DST,

Os termos do acordo ainda são desconhecidos, mas o que se sabe (batido o martelo) de importante até agora é que a sede da Joint Venture (apelida de Embroeing, de brincadeira!!! rs) será no Brasil.

O mundo é um só, barreiras geopoliticas e etc são importantes mas não tanto nesse caso. Ja viram que engenheiros no Brasil são mais baratos que nos EUA, boa parte por conta do cambio e demais direitos trabalhistas.

Abraço.

ODST

Tio Dan O que temos de conhecimento sobre o acordo já é o suficiente para tirarmos algumas conclusões, e é o que estou fazendo, e o fato de a sede ficar no Brasil é pouco importante, não quer dizer muito. O mundo é um só, a vida é uma só e empresas como a Embraer também só existe uma no Brasil, e não podemos sair por aí fazendo qualquer tipo de negócio com empresas tão estratégicas quanto ela. Pode ser que os aviões nem tenham mais a marca Embraer! Que tipo de negócio é esse que pretende acabar com a… Read more »

Hélio

Quem tem que estudar é você, meu amigo. O valor é baixo sim, a boieng comprou por preço de mercado. A expectativa era que ela iria pagar 6 bilhões. No mais, a Embraer é sim do Brasil, ela nasceu para atender a força área, foi criada pela fab, foi instensivamente apoiada pelo estado brasileiro, pegou bilhões do BNDES, tem o seu controle acionário nas mãos do governo. Quem tem que olhar a composição acionaria da Embraer é você, primeiro, por a Embraer tem CAPITAL PULVERIZADO, ninguém sabe bem são os acionistas e ninguém pode ter mais de 20% das ações,… Read more »

HMS TIRELESS

Meu caro, a EMBRAER até nasceu estatal (foi criada pelo então Ministério da Aeronáutica e não pela FAB) mas hoje é uma empresa privada e portanto tem de atender ao mercado e não à FAB. Foi intensivamente apoiada pelo GF quando era Estatal mas hoje depende do mercado para sobreviver pois se não vender avião vai à falência. As linhas de financiamento do BNDES são para financiar as suas exportações e ao contrário de determinados frigoríficos, empreiteiras e empresários de papel que pegaram muito mais recursos do banco por serem amigos “do rei” a empresa não se envolveu em casos… Read more »

Hélio

Pera lá, então a Embraer usa os engenheiros da FAB, os projetos da FAB, os processos da FAB e agora não tem nada a ver com a FAB? A Embraer faz o que? Todo o capital intelectual dela vem da FAB, a Embraer é uma apertadora de parafusos sem a FAB. E como assim a Embraer tinha apoio do governo só em quanto ainda era estatal? Pelo contrário, ela recorreu ao governo muito mais vezes após a privatização, ela é uma das maiores tomadoras de crédito do BNEDS além de ser uma das empresas mais beneficiadas pela END. A Embraer… Read more »

Thiago

“A Embraer é sim do Brasil, ela nasceu para atender a força área, foi criada pela fab, foi instensivamente apoiada pelo estado brasileiro, pegou bilhões do BNDES, tem o seu controle acionário nas mãos do governo. Quem tem que olhar a composição acionaria da Embraer é você, primeiro, por a Embraer tem CAPITAL PULVERIZADO, ninguém sabe bem são os acionistas e ninguém pode ter mais de 20% das ações, assim como todo acionista só tem direito a voto referente a no máximo 5% das ações e obrigatoriamente os acionistas brasileiros compõem a maioria dos votos no conselho” Onde assino Hélio… Read more »

Gonçalo Jr.

Se quer aqui está a relação. É aberto o conhecimento e todos que queiram saber pois se não sabe é obrigatório. Todo acionista tem obrigação disso na CVM. Antes de especular e fazer insinuações infundadas é melhor tomar conhecimento da realidade e não ficar com achismos. https://ri.embraer.com.br/show.aspx?idCanal=LlY+r3qqt49YpDERgHlHtA== . BRANDES – 14,4% http://forbes.uol.com.br/negocios/2017/12/brandes-investment-partners-reduz-participacao-na-embraer-a-144/ . MONDRIAN – 9,9% (até Dez 2017 10,1%) . BNDESpar – 5,4% . BLACKROCK – 5% https://www.bussoladoinvestidor.com.br/acionistas/EMBR3.asp Decisões estão nas mãos de acionistas brasileiros Para garantir que as decisões da companhia permaneçam em mãos de brasileiros, o estatuto da Embraer tem uma cláusula que determina que a maioria… Read more »

Claudio Luiz

“O que poderia deixar a galera chateada seria a extinção de empregos, mas ja voi levemente descartada nesss nota e em outras reunioes com Sindicatos.”
Leia a notícia abaixo:
https://oglobo.globo.com/economia/parceria-entre-boeing-embraer-nao-preve-acordo-para-preservar-empregos-22855484

Edmilson Sanches

Em comparação a outras empresas negociadas é pouco.Mas se analisarmos que a Embraer é um montadora e que a maioria das partes que compõe os aviões,vem de outras empresas,eu acho que é por aí mesmo.Ela não tem um grande patrimônio físico que possa fazer valer mais.

Antonio

Esse ano teve uma churrascaria que foi vendida por US$ 600 milhões. Isso mesmo. Uma simples churrascaria.

HMS TIRELESS

Fosse essa Join Venture, nesses exatos termos, com a AVIC você estaria comemorando não é mesmo!?

Hélio

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COMENTÁRIO APAGADO.
AVISO DOS EDITORES: DEZENAS DE COMENTÁRIOS COM ATAQUES A OUTROS COMENTARISTAS ESTÃO SENDO APAGADOS E SEUS AUTORES ESTÃO SUJEITOS A SUSPENSÃO DO BLOG SEM PRÉVIO AVISO POR INSISTIREM EM DESRESPEITAR AS REGRAS DO BLOG.

https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

HMS TIRELESS

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HMS TIRELESS

Para você ver! Se a AVIC fosse vendida hoje não chegaria à metade do que foi pago por essa churrascaria…rs!

Antonio

A AVIC não precisa disso. Está começando (e muito bem) a venda de seu equivalente próprio.
Ademais, a China não é adepta dessas picaretagens internacionais. Fato que é reconhecido mundialmente. Talvez isso explique o fato de cada vez ter mais parceiros comercias e os EUA, cada vez se isolando mais, tenha menos.

HMS TIRELESS

“Ademais, a China não é adepta dessas picaretagens internacionais.”

Os países africanos, onde a China pratica colonialismo grosseiro importando até mesmo mão de obra para as obras de infraestrutura que conseguem subornando os ditadores locais, discordam….

A propósito, eu me enganei! Embora tenha sido copiado, ops! “projetado” pela AVIC a cópia ruim do MD-80 o ARJ-21 está sendo produzida pela COMAC. E uma vez que vendeu apenas para as próprias companhias aéreas estatais chinesas, não gerou um Yuan de lucro até agora.

Antonio

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Antonio

Ademais, coloque uma coisa na cabeça. Vc está confundindo lucro com renda interna. As aéreas chinesas estão se tornando gigantescas, são altamente lucrativas (sim, elas cobram passagens dos usuários) a ponto de estarem comprando outras empesas no exterior. Deste modo, elas estão comprando seus aviões chineses pagando o valor de mercado, suficiente para que AVIC e COMAC cubram seus custos e tenham lucro.

HMS TIRELESS

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Torama

Ainda que ache que o valor poderia ser mais alto, no fim das contas esse acordo não me pareceu um mau negócio.
De todo modo, ao menos 85% do capital da Embraer já estava nas mão de investidores estrangeiros mesmo, incluindo aí a divisão de defesa, então essas cotas apenas mudaram de mãos.
A sede e o CEO vão continuar no Brasil, então para o país deve mudar pouca coisa.

Robsonmkt

Discordo de seu ponto de vista. Capital estrangeiro não significa necessariamente capital votante. A tomada de decisões na Embraer era feita por executivos com total autonomia.
Mas agora, na prática, o CEO que será designado para a joint venture será apenas o administrador da mais nova subsidiária da Boeing, sem qualquer autonomia na tomada das decisões estratégicas da empresa. E isto sem falar na remessa de lucros para a nova sede da empresa, nos EUA.
Ou seja, a quarta maior fabricante de aviões do mundo não existirá mais.

Torama

O que o amigo colocou faz sentido, exceto por um detalhe: executivos com autonomia total em empresa de capital aberto simplesmente não existem! Em qualquer empresa com ações negociadas na bolsa, de qualquer ramo de negócio, quem definem as metas e cobram os resultados são os conselhos de acionistas que, obviamente, representam os interesses dos donos das cotas. Mesmo acionistas sem direito a voto se fazem representar nesses conselhos. Aos executivos cabem somente decidir o “como” essas metas serão atingidas. O “que” sempre foi definido pelos conselhos. Nesse caso, na prática a estrutura gestora – parece – que irá permanecer… Read more »

Marcos Cooper

quarta não. Terceira!

Humberto

Tem que esperar para termos mais detalhes, mas o que dá para entender. Serão duas JV, a primeira para a aviação comercial, inclusive com o CEO aqui mesmo no pais (dá para entender que as linhas vão continuar no Brasil?) e uma segunda JV para auxiliar no processo de venda do KC, ou seja, confirma que a parte da defesa fica fora MAS vai ter um empurrão da Boeing (obviamente vão dividir as comissões para o pessoal de vendas). Imagino que chegaram a esta proposta (que é uma minuta ainda) muito por causa do Golden Share. Se for isto, ficou… Read more »

Ferreras

Complicado avaliar se aquisição foi positiva ou não. Se não ocorresse, quais serias as consequências? Haveriam retaliações por parte da Boeing e seus fornecedores? Do governo Americano.

O fato é que a Embraer é dependente dos Estados Unidos, tanto com relação a fornecedores, quanto a mercados.

Pode ter sido um mal negócio? Talvez… Mas não fazer o acordo poderia liquidar a empresa no médio prazo.

Robsonmkt

Então liquidou-se a empresa no curto prazo por medo do médio?

Ferreras

Infelizmente é uma possibilidade. Temos que considerar que a área comercial da Embraer depende de um único produto. Se ele não vender por qualquer motivo que seja , o que acontecerá com a empresa?

André

Amigo…acho que vc se equivocou.

Dá uma olhada no site da “EMBRAERA” e observa o seu portfólio….lá consta bem mais que um único produto.

Ferreras

André, acho que não me expressei bem, quando digo um único produto me refiro a famíla E2, que representa (ou vai representar) mais de metade da receita da Embraer como um todo.

Vamos imaginar um cenário em que, por motivos de guerra comercial, a Airbus decida zerar seu lucro com o CRJ, e combinado com isso abra uma linha de produção nos EUA, como contrapartida os EUA impõem uma sobretaxa nos E2.

A Embraer teria força para reagir?

Antonio

É isso Ferreras. A grande mídia está tentando nos convencer com o fato de que as empresas agora poderão concorrer com as rivais européia, russa e chinesa. Só que eles se esqueceram que esses mercados serão os principais para essa classe de avião. Principalmente na Ásia. Seria muita ingenuidade vc achar que esses países que estão gastando bilhões de dólares para desenvolver um avião vão comprar da concorrência. E isso piora exponencialmente com a possível guerra comercial. Será que a Rússia, China e Europa comprariam algum avião da ‘American EMBRAER’? A própria Boeing já está na boca da caçapa na… Read more »

mcremp

Vamos supor que Boeing colocasse no site dela:
“Infelizmente as negociações com a Embraer não deram certo, então decidimos desenvolver um avião na faixa de 70-140 lugares”

O que aconteceria com as vendas do E2 ?

Antonio

mcremp. Nada. Este mercado está começando a ficar ‘saturado’. Já temos EMBRAER, AVIC, Bombardier, Sukhoi e Mitsubishi.
A cartada da Boeing é essa. Colocar a mão em um produto já construído e com alguns pedidos a preço de banana. Sem esforço nenhum.

mcremp

Se o mercado está ficando saturado, então é uma boa a Embraer vender enquanto vale alguma coisa.

Se 3,8 bilhões é preço de banana ou não, o tempo dirá.

Antonio

Está ficando saturado já com a EMBRAER como uma das maiores. Não suportaria a chegada de uma nova empresa. Saída do zero.

Conan

Não, pelo contrário, garantiu-se a sustentabilidade da empresa a longo prazo!

Rui Chapéu

Eu imaginei mesmo que a solução seria isso. Iam impor tantas barreiras e burocracias na compra da Embraer que é mais fácil criar outra empresa do 0. Agora os próximos passos vai ser esperar uns 10 anos e a Boeing comprar o resto da parte da Embraer. O Brasil pode se aproveitar disso. Basta diminuir a carga tributária, diminuir regulamentações trabalhistas, diminuir gastos públicos para redução das taxas de juros que não haveria motivos para descontinuar a produção no Brasil. A concorrência com a China e Rússia e outros players nos próximos 10-20 anos vai ser grande. Então só diminuindo… Read more »

Thiago Telles

Prezados,
A Embraer tem vendido regionais p China nos últimos anos nao tem? Com uma guerra comercial eua x china isso nao pode prejudicar a venda de produtos Embraer por esta joint venture? Oq acham?

Humberto

Pois é, isto pode ser uma bela sacada da Boeing, como a empresa está no Brasil, não estará nas cotas impostas (por exemplo da UE ou da China) aos EUA e ao mesmo tempo, não entrara na lista de proteção dos americanos. Agora tem que ver a reação dos Americanos, Trump ficou bravo com a Harley…
Mas é muito cedo para qualquer opinião, sem contar, que é uma minuta ainda. Vai rolar muita água debaixo desta ponte.

Antonio

Não muda muito. Em uma guerra comercial vale tudo. Os chineses bloqueariam pelo fato de ser americana. Isso sem contar que o regional deles começou a ser vendido também.

Robsonmkt

Interessante notar que na fala do sr. Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing, o nome Embraer não é citado nenhuma vez.
Isto não é à toa pois, pois esta joint venture não é uma associação mas, na verdade, uma aquisição onde a empresa maior absorve a empresa menor. Para ele, a Embraer deixou de existir.
Com este acordo, a Embraer sai menor do que entrou, pois o que sobrou da empresa agora será a EDS, a unidade de jatos executivos e 20% da unidade de jatos comerciais.

Helano Moura

Na verdade, acho eu que as duas (boeing e airbus ) estavam com medo que a embraer e bombardier entrasse em definitivo no mercado de aviões com mais de 200 passageiros o que as duas fizeram foram antecipar os negócios para deter as duas empresas.

romp

Acredito que foi positivo para Embraer, agora é esperar para colher os frutos dessa novo acordo, certamente vai abrir muito mercado para Embraer.

Bruno w

Não entendi por que o Governo Brasileiro e a Embraer não defenderam meio a meio ,nesta nova empresa ,ou no mínimo 50,02% para a Boeing ,e o resto para a Brasileira….
Mas aceitaram esses 80% para a Boeing na boa…Estranho.
Não sou contra a Joint venture ,( com proporções divididas igual) mas nesses valores a Embraer saiu perdendo…Os Russos também tem uma Joint Venture com a Boeing ,mas eles bateram o Pé ,e muitas peças de dois modelos de aviões da Boeing e fabricado na Rússia numa Joint com a Rostec ,praticamente meio a meio de cada uma…

Rafael Oliveira

A Embraer quer o dinheiro, né?
Esse dinheiro que a Boeing vai pagar, no todo ou em grande parte, será dividido entre os acionistas.
Quanto ao governo, felizmente não se meteu muito, afinal, a Golden Share não deveria nem existir.

Paulo Maffi

Pelo que entendi, as duas empresas trabalharão juntas numa terceira empresa, que se dedicará exclusivamente ao mercado regional. A embraer entraria com o programa dos E-Jets e a boeing com todo o resto.
Aparentemente, a aviação executiva e o ramo de defesa não estariam envolvidos na negociação da formação da nova empresa, mas pelo que tenho lido haverá um compromisso da boeing em promover e dar suporte a esses outros produtos da nossa embraer.
Agora é só esperar para ver…

Bueno

Não existira terceira empresa , existira duas empresa uma Nova EMBRAER +Boeing e a EMBRAER Defesa…

Rafael Oliveira

Errado, Bueno.
A Embraer atual continuará existindo e controlará a Embraer Defesa e terá 20% na JV da aviação comercial,. Lembre-se que ela é uma SA sem controle acionário definido e, portanto, dificílima de ser fechada por iniciativa dos acionistas.

Bueno

OK Rafael, Disse que não serão 3 empresas , seria uma magica este negocio com a Boeing. Bom para o Brasil , 3 empresas aeronáuticas..

Rafael Oliveira

Ok.
Vão acabar sendo três empresas ou mais. Embraer controladora (EMBR3 – ações em bolsa), Embraer Defesa (controlada pela Embraer) e JV Embraer/Boeing (controlada pela Boeing).
Deverá ter a Embraer executiva, Embraer manutenção, Embraer agrícola, todas controladas pela Embraer controladora (EMBR3).
Porém, pelo menos no início, não haverá mudança alguma nas instalações, números de empregados, impostos, produtos e etc. Será como hoje, com apenas “uma” empresa aeronáutica.

André Bueno

Aparentemente “tudo” vai ficar por aqui. Ao menos por enquanto. A questão é haver um investimento contínuo na unidade brasileira e que a engenharia fique aqui, além de boa parte da produção. Será natural ao menos parte da produção migrar para os EUA, aliás, como fará a Airbus com a linha Bombardier.

Também houve movimento em direção a apoiar as vendas do KC-390. Ampliaram o que já existe?

Antonio

Essa é a questão (ou uma das). A Boeing tem enorme ‘expertise’ em compras marcas e depois deixá-las acabar.

PRib

Há que se esperar mais detalhes. Contudo, as primeiras informações mostram um cenário relativamente positivo. Os percentuais de participação são meramente reflexo do porte e valor agregado de cada empresa. A sede no Brasil indica a pretensão de manter linhas atuais de produção e pesquisa. E o apoio ao KC 390 se mostra importante para garantir o futuro da aeronave no mercado. A princípio, o acordo atende e resguarda os interesses nacionais, lembrando que a Embraer é uma empresa privada.

Thiago Telles

Falam na criacao de outra empresa conjunta para “promoção de equipamentos de defesa em especial o kc390”. Nao divulgado em q estágio esse processo nem qdo pretendem finalizar a formação dessa associação. Valor econômico

HMS TIRELESS

Eu não sou favorável à Join Venture da forma que está posta pois a EMBRAER perde o controle sobre um produto que representa mais de 50% da receita de empresa. Caso fosse uma JV em partes iguais ou então 51% para a EMBRAER e 49% para a Boeing, aí sim seria vantajoso. Contudo observa-se que as maiores e mais agressivas críticas são dirigidas a partir de setores e pessoas que há 24 anos atrás, em 1994, criticaram a privatização da empresa sob o argumento de que estava havendo “entrega do patrimônio público e que ela como estatal era a ‘expressão… Read more »

Delfim

Calma gente. Foi uma “joint-venture”. “Joint venture é uma expressão de origem inglesa, que significa a união de duas ou mais empresas já existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma atividade econômica comum, por um determinado período de tempo e visando, dentre outras motivações, o lucro.” https://www.significados.com.br/joint-venture/ Ou seja, a Boeing NÃO comprou a Embraer. Bem gostaria, mas não foi isso. . Lembram da Autolatina ? Então. Começou e acabou. Quando não interessar mais acaba. Tomem seus Rivotril e relaxem. . Apoio da Boeing à EDS dá mais segurança financeira a esta, e Sierra Nevada e Saab não… Read more »

HMS TIRELESS

Queria ser otimista assim mas não dá!

João Augusto

A Joint-Venture pode muito bem (e deve) incluir negócios das empresas que estão fundando-a, de sorte que, por disposição contratual (e sob pena de sanções cíveis) as empresas que originarão a nova não poderão com ela concorrer.
Resta saber quais atividades das mães serão “engolidas” pela filha e a que custo…
Isso, no meu modo de ver, não pode ser bom para a EMBRAER ou para o Brasil, considerando o fato de que os americanos não são nada bobos.
Em tempo: romper um contrato não é tão simples quanto cuspir um chiclete já sem gosto…

rommelqe

Caro Delfin obrigado, antecipou meu comentário! Concordo contigo! Só acrescento uma observação: a hipótese Joint Venture era a melhor de todas, mas não custa a gente aguardar a divulgação detalhada do acordo Agora, mudando o foco. A gestão da EMBRAER é muitas vezes aqui tratada como sendo um bando de néscios, boiada à espera de ser abatida no matadouro. Se fosse assim eles não teriam sequer iniciado a venda de um ERJ da vida, e não estariam com um KC390 colocando em cheque um dos produtos aeronáuticos mais exitosos da história, o C-130. O fato é que o grande mercado… Read more »

Marco

Torco para vc estar certo

Alexandre fontoura

Compartilho a mesma opinião de seu comentário, Delfim. A hipótese da Joint Venture é muito melhor do que a simples aquisição da área de aviação da Embraer. Acho que foi um negócio positivo para o Brasil e para a Embraer. A associação para a promoção de produtos de defesa (como o KC390 e o A-29) também é muito positiva.

Filipe Prestes

Eu fiquei com a pulga atrás da orelha por causa dessa segunda joint venture para a EDS. Afinal, ela não estaria fora das negociações com a Boeing? Por que então surge agora uma JV, já que em tese ela permaneceria no Brasil? Alguém pode esclarecer isso, por favor?

Delfim

Simples.
Imagine quantos KC-390, e quiçá F-39E/F e A-29 podem ser vendidos, só com o apoio da Boeing.
Centenas, talvez milhares.
E C-130, T-6 e F-16 vão pro saco.
Melhor dividir lucro sobre quantidade, certo /

JT8D

Felipe, a joint venture na parte de defesa diz respeito apenas à promoção das vendas dos produtos, algo aliás que já existe hoje na forma de acordo e que seria apenas intensificado. É um dos poucos pontos positivos desse anúncio, se isso significar que a Boeing vai realmente utilizar seu peso político para promover os produtos de defesa da Embraer junto ao governo americano

Filipe Prestes

Obrigado pelo esclarecimento, JT8D. Compreendo sua explicação, mas ainda assim tenho ressalvas se essa ajuda com capital político-empresarial significar para a EDS que a Boeing talvez possa ditar quando, quanto e como a EDS deva vendar seus produtos. Mas espero estar enganado, e que a EDS retenha por aqui seus engenheiros que participaram/participam dos programas militares. Minha grande preocupação é com a fuga de cérebros e a perda de empregos aqui no Brasil. Mas como a sede será aqui, espero ao menos que a EDS seja viva e mantenha os melhores engenheiros brasileiros para si, sem risco que sejam cooptados… Read more »

ODST

“se isso significar que a Boeing vai realmente utilizar seu peso político para promover os produtos de defesa da Embraer junto ao governo americano” O que no final das contas não significa nada, afinal, o governo do EUA basicamente só adquire produtos de defesa que são fabricados ali, e isso só vai gerar empregos lá, além de girar mais a economia deles do que a nossa própria, e dali um tempo a gente já sabe o que acontece, o governo de lá praticamente se apropria do negócio e começa a vender para outros países a partir das fabricas que foram… Read more »

JT8D

Óh vida, óh azar, óh mundo cruel …
Dê-se por feliz, se não fosse pelo Snowden a tia já teria entregado a EDS também no FX-2.
Se não fosse pela pressão dos suecos não iria sobrar absolutamente nada

ODST

JT8D

Nada disso, desde 2009 ficou evidente a preferência da FAB pelo Gripen. O F-18 naquele momento estava em segundo plano. De um jeito ou de outro muito provavelmente o Gripen teria vencido pelo conjunto da obra, por tudo o que o caça e a SAAB ofereciam.

Antonio

O F-18 é igual ao Vasco. Sempre em segundo. E caindo.
kkkkkkkkk

ODST

“a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019”

Como já tínhamos dito antes, ainda tem muito pano pra manga, esse anuncio é mais uma forma de testar reações, principalmente politicas (envolvendo ou não a própria população). Agora a “parceria” já está nas mãos do próximo presidente e do STF.

Joao Moita Jr

“Será que fariam o contrário, Embraer comprar a Boeing? Nunca tio sam deixaria.” Realmente. Nunca!!! O que acontece é que como já sabemos, no Brasil absolutamente tudo está a venda. É mais fácil descubrir um dinossauro não extinto no Brasil, do que vergonha na cara dos bandidos que se chamam governo. Interessante como o planalto fez biquinho, ficaram exigindo ação de ouro, disseram que jamais fariam esse negócio, e de um dia para o outro…Voilá!!! Venda aprovada!!! Negoção pro Brasil!!! O que aconteceu, mais óbvio não pode ser. Basta encher as mãos das devidas “autoridades” de dólares, e eles vendem… Read more »

Rafael Oliveira

Primeiro a Embraer teria que ser muito maior que a Boeing né? Os chineses compraram a Cirrus americana. Claro que ela é menor que a Embraer. Mas a Embraer é menor que a Boeing. Os canadenses deixaram os europeus comprarem o C-Series (grosso modo, a Boeing está comprando os E-jets). A BAe comprou a Bofors (divisão de canhões). E, convenhamos, para a defesa do Brasil, ter ou não a Embraer é irrelevante. Existem vários países que não tem uma Embraer e estão muito mais preparados para a guerra do que o Brasil. No mais, o governo não deixou comprar a… Read more »

ODST

“Existem vários países que não tem uma Embraer e estão muito mais preparados para a guerra do que o Brasil.” Então quer dizer que só porque alguns países não possuem um projeto de defesa próprio para o país o Brasil tem deve seguir os mesmos passos? Comprando equipamentos de prateleira pelo resto da vida? Será que você já se esqueceu da guerra das lagostas e o que o EUA disse ao Brasil? Aquilo foi um evento pequeno, mas e se Brasil e França entram em guerra para valer? É o que acontece quando você não fabrica seus próprios equipamentos e… Read more »

Rafael Oliveira

Numa guerra,o quanto a Embraer contribuiria para o país? Qual caça ela fabrica? E as turbinas? E os aviônicos? Ela sozinha é praticamente irrelevante numa guerra. Na “guerra” da lagosta os navios eram americanos. O Brasil não tinha comprado. Não houve pedido para que não fosse usado equipamento comprado deles. Se você for pensar estritamente em Defesa é melhor ter Forças Armadas muito bem equipadas do que ter a Embraer. Ou você acha que o Brasil está mais preparado para uma guerra do que Israel? Do que a Austrália? E eu não defendo que o Brasil dependa de um país.… Read more »

JT8D

Um país não vive em função da possibilidade de uma guerra, e sim do crescimento de sua economia e do bem estar da sua população. A menos que você more na Coreia do Norte

ODST

Rafael Oliveira Você está pensando a curto prazo,o Brasil não vai entrar em guerra com ninguém amanhã. Mas se o Brasil já é assim agora, imagina se começarmos a abrir mão daquilo o que quase já não temos! Empresas como a Embraer são as únicas com capacidade de evoluir nosso atual cenário tecnológico, e se não for desse jeito, aí sim que não vamos chegar em lugar algum NUNCA! De nada adianta ter uma baita força armada se você pode sofrer embargo dos países que te venderam os materiais bélicos? Principalmente pelo fato de o Brasil basicamente só adquirir materiais… Read more »

Rafael Oliveira

JT8D, Meu comentário quanto à guerra foi apenas para rebater a informação de que a Embraer seria estratégica para a segurança nacional. Não disse que o Brasil vai entrar em guerra amanhã, tampouco que a Embraer seja inútil. . ODST, A Embraer é uma ótima empresa já controlada por estrangeiros e, agora, pouco mais da metade dela será separada e será controlada por outros estrangeiros, com uma empresa estrangeira interposta. Não consigo prever o que irá acontecer no futuro da empresa e do país. A Argentina resolveu atacar um país da OTAN, então é natural que os demais membros dela… Read more »

Bueno

Na CREDN ontem, transmitido ao vivo, O comandante da Aeronáutica, Nivaldo Rossato e o Ministro da Defesa argumentaram em direção favorável ao negocio, o Governo Temer já tinha dado liberdade para empresa negociar. Tudo indica que esta sendo bom para Embraer para o Governo e para a Boeing, só nos resta especular… uns torcer outros lamentar…

Vovozao

Sem comentários, vejo pessoas entreguistas falando que foi bom negócio, sim foi os executivos da Boeing devem estar rindo atoa, dizendo que muitos bobos tão falando que ótimo negócio a Embraer fez, ou eles são malucos ou não entendem o que estão lendo, estão empurrando término negociações 2020, até lá todos já terão esquecido assunto, transferimos as linhas de produção, ferramental e byebye Embraer.

Silvio

Empresa privada tem que buscar o melhor para seus acionistas. O país Brasil nada pode fazer sobre isso, a não ser que estatize e pague – com nossos impostos – o valor de bilhões de dólares e encha a diretoria de picaretas indicados por políticos. Brasil é uma miséria não porque perde uma ou outra empresa para o exterior mas porque tem 80% das residências sem coleta de esgoto e uma parcela considerável do seu povo morando em favelas, cortiços e palafitas, dormindo com ratos e comendo com as baratas. Isso é assim justamente porque o estado torra dinheiro em… Read more »

Caerthal

Talvez seja muito bom, talvez seja negativo. Vamos ter que esperar uns 2 anos para opinar. Tem potencial de fazer os concorrentes sofrerem um bocado.

JT8D

Enfim um comentário lúcido

ODST

Assim como tem potencial para acabar com a Embraer nas mesmas proporções……..

Bueno

Sugiro aos editores colarem o vídeo da CREDN de ontem, Temas importante, Alcântara ,Embraer e Boeing para debate

Hélio

O maior importante é verificar se a Embraer, agora com o modelo de JV, terá autonomia para voltar a aviação comercial se assim desejar. Se tivesse vendido a aviação comercial, obviamente ela ficaria impedida de entrar na aviação comercial por um bom tempo, agora, formando uma JV a porta está aberta para formar um segundo portfólio para a aviação comercial. SE a intenção da Embraer for vender o projeto dos E-jets e usar o dinheiro para projetar algo melhor, isso pode sim ser um excelente negócio. Se sair definitivamente da aviação comercial e sequer lançar jatos executivos pelados para concorrer… Read more »

Filipe Prestes

Concordo com o colega que a Embraer deva investir bem mais pesado agora na linha business e voltar a produzir turbo-hélices modernos, coisa que em minha opinião, nunca deveria ter deixado de fazer. A empresa tem potencial para incomodar a ATR e brigar pelo mercado da aviação regional low cost dos turbo-hélices.

Conan

Vai entrar pesado também na área de eletrônica militar, radares por exemplo. Nada impede que a EDS se una ou adquira uma Saab ou Leonardo e crie um conglomerado forte na área de defesa.Esses 20% que vai receber da JV são exatamente para isso.Trabalhei mais de 10 anos na Embraer e vejo aqui pseudos conhecedores da indústria aeronáutica e em particular da Embraer chamando seus dirigentes de traidores e vendilhões da pátria isso é ridículo a empresa não é feita de idiotas e todos,absolutamente todos,do mais humilde funcionário até o CEO amam o Brasil. O próprio fundador da empresa já… Read more »

Gabriel

Muito Bom

Filipe Prestes

Outro aspecto que despertou minha curiosidade sobre este acordo: Como ficam as operações em associação com outras empresas no exterior, como por exemplo, as OGMA em Portugal?

Augusto L

Eu fico impressionado com esses “iluminados” que so falam besteiras sobre o mercado e ainda dizem com propriedade que 3,8 bilhoes é pouco, como se vcs soubessem o valor real da empresa.

Baschera

Blá…blá…blá…blá…blá…
Vou traduzir:
R.I.P. Embraer.

Sds.

Augusto L

E ngm aqui foi atras dos balanços patrimoniais da empresa que são públicos.

JT8D

Interessante esse desfecho. A verdade é que a Embraer tinha atingido um teto de crescimento de mercado quando seus aviões comerciais começaram a se aproximar dos produtos das duas gigantes. Todos se perguntavam qual seria o próximo lance da Embraer: se resignar à estagnação ou passar a concorrer diretamente com as gigantes? Na verdade nenhuma dessas alternativas era viável. A Bombardier também caiu na mesma armadilha e teve que tomar essa mesma decisão

Silvano Conti

O problema é que a Embraer é muito mais evoluída e muito mais eficiente do que a Bombardier em termos de projetos e processos de construção em geral.
Eles tiveram que ser socorridos pela Airbus não porque tomaram a decisão errada, o problema é é que falharam no projeto dos CSeries, com custos fora de controle, então não tiveram outra alternativa, a Airbus foi sua tábua de salvação.
Não era o caso da Embraer, seu programa de E2 é sólido.

Antonio

O problema é que ‘evolução’ e ‘eficiência’ (que vc está propalando) nem sempre são fundamentais, visto o fato que a Bombardier está com muito mais encomendas que a EMBRAER esse ano.
Entram outros fatores nessa equação de vendas. Aliás em todos os produtos que estão à venda no mundo.

César M

É melhor ter 20% de um negócio de 100 bilhões do que ter 100% de um negócio de 5 bilhões. Logo logo estaremos produzindo o dobro e expandindo o parque industrial aqui no Brasil, pois ao contrário do que muita gente pensa, não se transplanta toda a cadeia produtiva e de conhecimento colocando tudo num contêiner, e nem é viável.

HMS TIRELESS

Não dá para ser otimista assim César….

Robsonmkt

Não é isso César. A Embraer não se tornou sócia de 20% dos 100 bilhões da Boeing. A Boeing comprou 80% dos 5 bilhões da Embraer. Os ex-acionistas ficarão como dinheiro e a Boeing com a empresa, simples assim.

Ferreras

Galante, tenho quase certeza que não , mas não temos a mesma base industrial, política e financeira para barrar essa compra.

Augusto L

Sim, se o Brasil fosse um aliado tipo o RU dos EUA, com a mesma visão de mundo e valores, nao teria problema.

Clésio Luiz

Trump barrou via canetada a compra da Qualcomm (empresa lider mundial de chips de celulares) de uma compra agressiva por um empresa taiwanesa. A Boeing receberia o martelo no minuto que qualquer rumor aparecesse.

Augusto L

A Broadcom é americana não chinesa, alias não há lei que proiba compra de outra empresa, somente há a lei antitruste, se alguém proibiu alguem foi por essa lei.

Rafael Oliveira

Acho que a comparação é injusta.
Se a Boeing fosse do tamanho da Embraer e vice-versa (o que diminuiria e muito o peso da Boeing na Defesa dos EUA) e o presidente fosse democrata, talvez os EUA aprovassem o negócio.
Os chineses compraram a Cirrus.
A BAe comprou a United e a Armor americanas.
Não me lembro de vetos.

ODST

Rafael Oliveira

Sua comparação com a BAE é igualmente injusta, pois são países irmãos, e a Cirrus não possui o mesmo peso para o EUA que a Embraer possui para o Brasil.

Rafael Oliveira

Sim, minhas comparações foram injustas também. Mas eram os fatos existentes para uma comparação. Nunca ninguém tentou comprar a Boeing.
Ademais, acho que os EUA e o Brasil não são aliados muito mais por culpa do Brasil do que dos EUA.

ODST

Rafael Oliveira

Qualquer país que pense um pouco diferente do EUA já não é considerado aliado deles. Até a Europa está percebendo isso e acordando para a vida. Com eles é assim, faça o que digo, mas não faça o que faço.

Augusto L

Sua ultima parte contradiz com a primeira, alias a opinião de Trump não é a opinião do staff, e a europa é muito idealista, sua estrutura so serve pra deixar esquerdidas no poder. Ma na real o staff mesmo que é racional pensa igual seu par americano.

Luis Galvao

Sua pergunta fora de contexto faz a resposta ser obvia, mas o fato é que a Embraer não irá sobreviver no mercado por muito mais tempo. A fusão é necessária, goste ou não.

Ferreras

O que eu acho que poderia ser melhor negociado é a participação de cada um, mesmo que o valor envolvido fosse muito menor.

Bueno

Uma quantidade considerável de políticos contra o Negocio Boeing EMBRAER e Alcântara CREDEN ontem , questionaram o ministro e os oficias das três forças
https://www.youtube.com/watch?v=owlmiHB3Zb8

Bardini

Valeu…
Não vi isso.

Roberto Lobo

Interessante….

Paulo Moraes

Sempre haverá os prós e contra numa negociação dessa. Foi um negócio mais negativo do que positivo para o Brasil, uma vez que será questão de tempo unidades de fabricação e pesquisas serem abertas nos EEUU, substituindo paulatinamente as daqui, transferindo toda a cadeia produtiva e expertise para os EEUU. Os novos lançamentos já serão fabricados e montados lá, encerrando a produção dos modelos atuais quando ficarem defasados, ou economicamente inviáveis. Posteriormente, os centros de pesquisas e projetos. Nosso pouco centro de conhecimento e pesquisa será estrangulado na jugular. Todos os que se formarem em Centros como o ITA, vão… Read more »

HMS TIRELESS

Meu caro Paulo Moraes vamos aos fatos: – Ao ser privatizada em 1994 a EMBRAER era completamente deficitária, não possuindo recursos sequer para tocar as atividades do dia-a-dia e entregar as parcas encomendas de turboélices que possuía pelo simples fato de que o Estado brasileiro era e continua sendo incapaz de administrar a empresa. houvesse continuado estatal o “gramado de menor qualidade” iria minguar a cada ano e iria representar um peso cada vez maior para o povo brasileiro. A EMBRAER seria uma tragédia talvez pior que a malfadada FaDeA argentina, outra “orgulhosa estatal” incapaz de gerar empregos e riquezas.… Read more »

Paulo Moraes

Mr HMS, how long time! How are you? O que relatou foram apenas partes dos fatos. Vamos à tréplica: 1º – Não posso citar as muitas medidas desastrosas de governos passados porque o administrador pode achar algum fundo ideológico. Mas, além da Embraer, a Engesa e várias outras empresas estratégicas foram abandonadas, assim como vários projetos militares (submarinos, satélites, VLS, etc). Mas não faltou dinheiro para os sócios do PROER, e tantos outros escândalos de corrupção que não posso lembrar. Mas, governo que é governo, promete FX e não faz nada. Afinal, poderia recuperar a Embraer, e ninguém queria uma… Read more »

mcremp

Comentando os dois últimos ítens: “Nenhuma empresa estratégica no mundo vive sem o guarda chuva do governo local.” Só que alguns governos locais tem um guarda-chuva grande, enquanto outros governos não dão conta nem de pagar seus funcionários e aposentados, quanto mais investir em “empresas estratégicas”. Estamos falando do mundo real, não de um mundo perfeito que só existe dentro de nossas cabeças. “Se a Boeing assinar no contrato que…..” Se a Boeing quiser, ela acaba com a Embraer em poucos meses. Quem quer exigir algo em uma negociação, precisa saber o cacife que tem. A Embraer tem quanto café… Read more »

Paulo Moraes

Prezado mcremp, o problema do Brasil não é falta de dinheiro por parte do governo federal, e sim, errado e muito mal administrado, entre outros motivos, com uma parte do corpo de funcionalismo público federal, nos três poderes, hiperlotado, privilegiada, ineficaz e com remuneração demasiadamente alta, e isso se refletindo no regime da Previdência. Se gastasse com empresas estratégicas 20% do que gasta com FPF, não faltaria verba, gerando emprego, impostos e criação de nicho de trabalho e empresas mais qualificados e desenvolvimentista. Detalhe: empregados de empresa privada não tem os mesmos privilégios dos funcionários públicos. Os salários dos funcionários… Read more »

mcremp

Como a Boeing acaba com a Embraer? Ora, meu caro, vc mais que eu diz que a Boeing tem relações íntimas com o governo dos EUA (e parece achar um modelo a ser seguido). Nesta sua visão, alguns telefonemas e a Embraer começaria a ter “dificuldades” com Pratt&Whitney, Honeywell e outros fornecedores. Para completar, a Boeing poderia anunciar que iniciou estudos para fabricar um concorrente dos E2 (tática conhecida como FUD – Fear, Incertainty and Doubt), o que certamente faria vários potenciais compradores adiarem suas decisões. Quanto à velha ladainha do “se o governo investisse corretamente, se o governo não… Read more »

HMS TIRELESS

Meu caro Paulo Moraes, vamos restabelecer a verdade dos fatos sim!? – A Engesa quebrou por uma decisão empresarial absolutamente equivocada (resolveu investir em um MBT e desprezou o mercado dos blindados sobre rodas que conhecia tão bem) que ainda por cima foi agravada por considerações de cunho geopolítico.O acidente sofrido pelo VLS deu-se por um problema do projeto (eletricidade estática), algo que foi atestado pela equipe da Roskosmos (agência espacial russa) que investigou o sinistro. Agora se depois fizeram um acordo escuso com a Ucrânia e deixaram o VLS de lado já não posso explicar! Quanto ao primeiro FX,… Read more »

Paulo Moraes

Prezado HMS,
Só posso responder ou esclarecer verdades dos fatos. Distorções e sofismas, não. Não é necessário. Sou muito experiente para cair em métodos de Joseph Gobells.

Vanessa Cioffi

Nós funcinários estamos felizes

A tempos que as vendas não emplacam, tanto que o KC-390 ainda não engrenou alem das 28 unidades para a FAB e duas vendas importantes a gente perdeu para a Airbus/Bombardier, na casa de 180 unidades do 190 E2 (Delta Airlines e a nova empresa do David Neeleman nos EUA)
Se não fosse essa Joint Venture, teriamos uma demissão em massa em menos de 12 meses.
ESSA É A REALIDADE !!!!

Paulo Moraes

Triste essa realidade ou analisar assim. Uma empresa dependente de um único país do mundo. Incompetência, ou justificativa criada para ter a concordância dos operários.

HMS TIRELESS

Os EUA são o maior mercado para os aviões na faixa dos E-Jets e dos CSeries, e isso independe de querer ou não….

Paulo Moraes

Erro de planejamento, intencional, planejar esses tipos de aviões.

HMS TIRELESS

Planejar e construir um avião para atender o mercado é um “erro intencional”? E ter um prejuízo gigantesco com um avião que não vende é o quê então, um acerto?

mcremp

Teoria da conspiração rolando solta…..

Antonio

Vanessa. Ninguém discute que a estrutura de vendas da Boeing pode (e não necessariamente, deve) ajudar a EMBRAER. Mas, nessas bases é que o acordo deveria ser feito.

Mauricio_Silva

Olá.
E devem estar mesmo. Uma das coisas que a Boeing procurou com a associação com a Embraer foi justamente encontrar mão de obra qualificada dentro operando dentro de uma cadeia produtiva já em funcionamento. Os funcionários da Embraer, principalmente da área técnica/tecnológica, mais qualificados tem uma oportunidade ímpar de alavancar a própria carreira.
Provavelmente, os melhores se tornarão funcionários da Boeing, com direito a “green card” e moradia para a família nos EUA.
Como já fora escrito, para alguns será uma boa coisa; mas não para todos.
SDS.

Antonio

Claro que a perspectiva é de perda de empregos. Os jornais já estão veiculando que os metalúrgicos de lá vão pedir o veto ao acordo.

Humberto

Ufa heim Vanessa, espero que mantenham a linha de produção, o time de engenheiros aqui no Brasil, torço para que de tudo certo para você e os seus colegas (sabemos que nem todos vão se salvar). Já participei de processos onde fomos engolidos e que engolimos outros, não é fácil ser obrigado a sair do quadrado, ver a “pegada” de outras culturas, mas profissionalmente você só tem a ganhar se participar ativamente, no mínimo a sua empregabilidade aumenta e muito. Se conselho fosse bom, ninguém daria, então vou deixar o meu depoimento. Momentos como estes, geram desconfiança, medo, aversão e… Read more »

Vanessa Cioffi

Humberto

Se não fosse essa Joint Venture, vários funcionários seriam demitidos
o passivo da Embraer só auementa e o caixa da empresa está negativo a mais de 3 anos.
A expectativa eram que as vendas emplacassem após a certificação e isso não aconteceu.

Nós funcionários queremos a perpetuidade da empresa e que os empregos sejam mantidos.
A Boeing assumiu o risco do negocio, coisa que nenhuma outra empresa ou governo quis assumir.

Kommander

Nossa, Vanessa. Engraçado você vir falar isso agora, vide os vários protesto de funcionários contra a junção das empresas.

JT8D

Você poderia colocar alguma fonte? Não fiquei sabendo de nenhum protesto

Vanessa Cioffi

Kommander

Trabalho na empresa e vivencio o dia a dia pois sou uma funcionária
E o que eu estou dizendo é fato, os funcionários ficaram felizes com os novos projetos e os investimentos que virão

Antonio
Antonio

Em São José dos Campos, funcionários da Embraer temem ‘futuro incerto’ após acordo com a Boeing

https://oglobo.globo.com/economia/em-sao-jose-dos-campos-funcionarios-da-embraer-temem-futuro-incerto-apos-acordo-com-boeing-22854891

A barca vai passar.

Vanessa Cioffi

Apesar das dúvidas sobre o futuro, a impressão que os trabalhadores entrevistados têm sobre a Boeing é positiva. Dizem que dará musculatura à Embraer para negociar com uma cartela maior de clientes e que Boeing é vista como uma “gigante de peso e de respeito”. Ao mesmo tempo, um trabalhador diz que, por outro lado, o país deixa de ter o controle da mais importante empresa do setor de aviação. — Dependendo se você é mais nacionalista, ou mais “global”, a sua opinião vai mudar. Mas para nós, trabalhadores, pode ser bom, ainda que, neste momento a gente não sabe… Read more »

Antonio

Vanessa. O que vc disse é coerente. Só falta um ingrediente. Se essa guerra comercial for adiante, como parece, o fato de estar ligada a uma empresa americana certamente será prejudicial à EMBRAER.
Ou seja, seria um tiro no pé. O fato de ser americana como fator impeditivo de negócios.
Lembro que Trudeau vetou a compra de F-18s novos por serem da Boeing. Sem contar o estrondoso buraco nas contas da empresa se a China sobretaxas suas vendas. E parece que isso vai se espalhar mundo afora.
Vamos aguardar os desdobramentos.

Vanessa Cioffi

Antonio

A maioria dos clientes da aviação comercial são empresas privadas (Airlines ou Leasing Companies), logo esse boicote que houve com os F-18s não irá acontecer, pois as mesmas tem o poder de decisão de qual produto comprar.
Apenas empresas em países no “black list” poderão sofre com isso, mas esses países tem uma economia não tão relevante e os maiores mercados da aviação comercial está na America do Norte e Europa

Paulo Moraes

Vanessa, você fala por eles mesmo? O que tem sido ventilado pelos meios de comunicação, é justamente o contrário. Essa mensagem que você trás parece muito equivocada ou única.
Sobre a Embraer ir a falência, falta de encomenda, é um sofisma. Teve um cara chamado Joseph Gobbels que pregava: uma mentira/boato dita repetidas vezes vira verdade.
Se você é funcionária, não se deixe ser manipula para forçar vocês a aceitarem. Se concordar, que seja por motivos verdadeiros, mesmo que seja apenas para ajudar única e exclusivamente você.

Antonio

Vanessa. O fato é que decisões de Estado é que vão definir se os produtos da Boeing serão sobretaxados. E isso afeta relações diretas entre as empresas. Se alguma empresa aérea chinesa (privada ou pública) quiser comprar um avião da Boeing, a venda será sobretaxada em 25% (é o que se especula).
Aproveitando a oportunidade, porque as encomendas da EMBRAER praticamente sumiram esse ano? Vc tem alguma informação?

Vanessa Cioffi

Antonio

Perdemos as vendas para o Cseries, simples assim

Humberto

Antônio,
A UE sobretaxou as Harley como represaria (ou como dizem reequilíbrio) a sobretaxa sobre o aço e alumínio pelos americanos. A Harley decidiu fabricar as Harley fora dos EUA (para escapar desta tarifa), no qual foi duramente criticado por Trump.
Em tese, se o avião for montado no Brasil, caímos na mesma situação da Harley, ou seja, foge da sobretaxa. Mas eu acho que isto é visto caso a caso.

Antonio

Humberto. Entendo o que vc diz, mas isso está ocorrendo nessa primeira fase de ‘estranhamento’. Se essa guerra virar guerra total, aí vale tudo e eu tenho certeza que as ‘marcas’ serão ‘taxadas’. Independente do local de fabricação.
Isso sem contar as questões psicológicas envolvidas.
A empresa sul-coreana Lotte quase saiu da China por conta de um boicote pela instalação de mísseis THAAD em terreno por ela cedido em seu país natal.
São coisas imprevisíveis em qualquer guerra. Até comercial

Gonçalo Jr.

Vanessa Cioffi 5 de julho de 2018 at 14:32 Para quem enxerga o mundo só com o tamanho do próprio umbigo, é isso. Vc apresentou números e de nada adiantou para os que são contra a essa joint venture. Portanto só por estes números que vc apresentou dá para se perceber o quão importante e benéfica para ambos os lados será essa joint venture. Então não se importe com comentários contrários daqueles que nem ao menos sabem o significado disso. Eles ó ficam no próprio achismo, teorias da conspiração e opiniões infundadas. Citaram aqui até o exemplo da GURGEL. Bastou… Read more »

Jr

Se as pessoas que comandam a Embraer atualmente não estivessem tão ocupados em arranjar uma maneira de convencer o governo a vender a empresa ao invés de correr atrás para vender aviões esta situação não estaria assim, a verdade é que a empresa esta paralisada desde o final do ano passado quando surgiu esse boato da Boeing comprar a Embraer, as pessoas que comandam a empresa estavam mais preocupados em como iriam ganhar o bônus que a Boeing iria dar para eles caso a venda acontecesse do que em vender aviões

Humberto

Jr, isto é uma acusação muito forte, funcionários são regidos por politicas de governança, isto é motivo de demissão sumária e periga não conseguir emprego em empresas que seguem o SOX.
Cuidado em divulgar estes boatos, você pode prejudicar um monte de gente, inclusive o próprio fórum pode ser chamado para se explicar.

Jr

É alguma mentira que desde Dezembro passado quando surgiu os primeiros boatos que a empresa ficou praticamente paralisada e a mercê dessa suposta compra/JV Boeing/Embraer???? É mentira que as ações da Embraer ficaram a mercê desse suposto acordo com os especuladores fazendo uma festa em cima das mesmas? É mentira que as empresas aéreas simplesmente recuaram de fazer pedidos a Embraer esperando um desfecho dessa situação???? A Jet Blue fez isso, a United fez isso, a Ethiopian fez isso, ou seja, várias empresas se abstiveram de fazer pedidos a Embraer esperando que esse negócio saísse ou não. A Vanessa disse… Read more »

Humberto

Como não trabalho na EMB não tenho estas informações, mas uma rápida pesquisa na internet mostra que a EMB não ficou paralisada. Foram entregues aviões https://airway.uol.com.br/embraer-entregou-25-avioes-no-primeiro-trimestre-de-2018/ Quanto as ações, já conheço algo, a EMB emitiu um fato relevante depois que o preço das ações explodiram (no final do ano passado) com o furo do WSJ e não, o valor das ações não ficam a merce de algo e sim da expectativa de lucro (ou prejuízo) para quem realiza. Maior a expectativa da certeza de lucro, menos gente vende e mais gente tenta comprar, subindo o preço (estou sendo simplório ao… Read more »

Vanessa Cioffi

Jr 5 de julho de 2018 at 23:58

Desculpa, mas eu não entendi

Por que seria decidido na justiça ?
O governo federal é favoravel a JV e por que precisaria passar na justiça para decidir isso ?
O governo tem um valor irrisório de açoes da Embraer, tem o Golden Share para vetar mudanças estratégicas, mas no fundo a Embraer S.A irá continuar existindo e o GF tendo ainda o Golden Share

Jr

Vanessa o MPT esta em cima desse caso, os advogados da Embraer tentaram encerrar aquela ação do MPT obrigando a Boeing e a Embraer a se comprometerem em evitar demissões, não conseguiram. O Lewandovisk naquela liminar proibindo a venda de estatais pelo governo sem consulta ao congresso foi claramente, segundo a mídia, preparando o caminho para uma suposta futura ação na justiça para impedir essa associação Boeing/Embraer, pode apostar que isso vai parar na justiça

Vanessa Cioffi

Jr
A Embraer não é estatal
Por isso não passará pelo Congresso
E o MP solicitou explicações e será respondido
Foi adiado a resposta pq o memorando ainda não havia sido assinado.

Esse acordo sai antes de Dezembro desse ano.

Ramon

Só o tempo vai dizer se foi um bom negócio ou não. Não sou nenhum especialista para falar alguma coisa, mas creio que a Embraer não vá falir por causa dessa medida adotada pelas duas empresas como alguns falam, porém pode se tornar uma empresa menor do que é hj, pois as linhas de defesa e de jatos executivos talvez não consigam manter o que a Embraer se tornou, e é muito pouco ter só vinte porcento da nova empresa, devia ter no mínimo uns trinta e cinco porcento. E para que esses vinte porcentos sejam vantajosos para o que… Read more »

Carlos Alberto Soares

Importante, nem tanto;

Embraer Defesa & Segurança permanece EMBRAER.

Jatos executivos permanece EMBRAER.

Aos vermelhos, para deleite red:

A Golden Share permanece intacta.

O restante é baboseira.

Tinham que responder ao movimento da Airbus + Bombadier.

Pergunta:

Quem vendeu o quê para quem ?

Os AMIS da EMBRAER venderam a EMBRAER para os AMIS da Boeing.

Exclusivamente a área de aviões comerciais.

Tem que desenhar ?

Ótimo negócio.

Aerokicker

Muita paixão e pouca razão nos comentários sobre qualquer notícia que envolva “os ianques malvadões tomando empresas e sabotando o desenvolvimento nacional”.

Comentários sobre o negócio em si são raridade até mesmo aqui.

E isso é horrível, essa mentalidade espalhada BR afora que começou na época do Vargas é tão tóxica que desestimula qualquer debate sério.

Thiago

Podia ser até uma empresa extraterrestre sediada em Ganimedes mas continuaria a ser lamentável e com certeza não a melhor caminho para essa empresa. Essa mentalidade tóxica está espalhada mundo a fora a partir dos “Yankees malvados”. Procure ver na Itália, na França, nos EUA, etc, quantos casos similares encontraram a firme oposição das respectivas classes políticas. Adianto já que é longa a lista

JT8D

Mesmo não concordando com a forma como o negócio foi conduzido, acho totalmente inúteis os discursos desesperados culpando A, B ou C pela desgraça que se abateu sobre nós. Ridículo. A responsabilidade não é dos alienígenas, é unicamente nossa. E quem dera a venda da Embraer fosse o maior problema do país. Aguardem

Thiago

Como se o valor de uma empresa para uma nação passa-se apenas pelo amontoado de dinheiro que o mercado deseja desembolsar. Como se não houvesse nada atrás, não apenas geração de empregos qualificados e pesquisa, como também base e estrutura para determinados seguimentos da economia possibilitando criar estratégias mais abrangentes de desenvolvimento. Sem mencionar o valor de marketing, empresas que muitas vezes são verdadeiros “embaixadores” de uma nação, sinônimos de qualidade, marcas que representam por si um “sistema país”, um valor agregado para imagem da nação tanto no exterior quanto para a sociedade nacional. Não tem como falar de projeto… Read more »

Gilberto Rezende

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COMENTÁRIO APAGADO.
AVISO DOS EDITORES: VOCÊ JÁ FOI ADVERTIDO E SUSPENSO MAIS DE UMA VEZ POR ATACAR OUTROS COMENTARISTAS E INSISTIR EM PROVOCAR DEBATE POLÍTICO-ELEITORAL E IDEOLÓGICO NO SITE. ESTE É SEU ÚLTIMO AVISO.

https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Humberto

O Sr Gilberto