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Empresas do Reino Unido e dos EUA excluídas dos 13 bilhões de euros do Fundo Europeu de Defesa

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A União Europeia apresentou na quarta-feira (13/6) seu novo fundo de defesa (European Defence Fund – EDF) de 13 bilhões de euros, mas as condições para participar vão excluir “países terceiros”, incluindo o Reino Unido pós-Brexit e os Estados Unidos, disseram autoridades à agência AFP.

O Fundo Europeu de Defesa é um dos principais pilares da estratégia do bloco para aumentar sua capacidade de garantir sua própria segurança, uma vez que se preocupa com a ameaça da aparente ambivalência da Rússia e dos Estados Unidos com o presidente Donald Trump.

O dinheiro que ele oferece para pesquisa e desenvolvimento, quando começar em 2021, só estará disponível para os estados membros – e não para o Reino Unido, que terá deixado a União Europeia até lá, e os EUA.

Para se qualificar para o financiamento do EDF, “as empresas terão que estar sediadas na União Europeia, ter sua infraestrutura na União Europeia e, acima de tudo, a tomada de decisões não pode ser controlada por uma entidade fora da União Europeia” disseram à AFP, falando sob condição de anonimato.

Isto significa que uma subsidiária europeia de um fabricante de defesa dos EUA, por exemplo, não poderia receber financiamento do EDF.

Essas condições também serão aplicadas ao Reino Unido, que está deixando o bloco em março do próximo ano, confirmou outro funcionário à AFP – a menos que Londres negocie um acordo especial de cooperação em defesa.

Isto apesar do Reino Unido dizer que quer cooperação de segurança com a UE para ser uma parte fundamental do relacionamento futuro dos dois lados.

“Países que não são membros da UE e o EEE (Espaço Econômico Europeu) não serão associados ao Fundo, a menos que um acordo específico seja celebrado com esse objetivo”, segundo funcionário.

“O programa foi concebido para ser aplicado a partir de 1 de janeiro de 2021 e, portanto, para uma União de 27 Estados-Membros.”

“Tornando-se um problema”
A UE formalmente estabeleceu o acordo de cooperação permanente estruturada de 25 membros sobre segurança e defesa (PESCO) em dezembro. O PESCO foi introduzido pelo Tratado de Lisboa e permite que os Estados participantes do quadro conjunto desenvolvam capacidades conjuntas de defesa, invistam em projetos compartilhados e melhorem a prontidão operacional e a contribuição de suas forças armadas.

O acordo provocou preocupações dos EUA de que se tornaria um veículo protecionista usado para proteger empresas de defesa europeias como a francesa Dassault da competição americana.

Mas Bruxelas insiste que não há injustiça, com um funcionário dizendo: “É normal que o dinheiro europeu vá para empresas europeias”.

“Essas condições não são discriminatórias. Isso é sobre reciprocidade. Para se beneficiar dos fundos dos EUA, as empresas precisam estar sediadas nos Estados Unidos, empregar exclusivamente funcionários americanos e nenhuma informação pode voltar para a empresa-mãe se não estiver sediada nos Estados Unidos ”, disse o funcionário à AFP.

Autoridades europeias dizem que o EDF ajudará a libertar o bloco da dependência dos Estados Unidos e aumentará sua “autonomia estratégica”.

A UE concedeu ao EDF um orçamento de 13 bilhões de euros para o período 2021-2027, incluindo 4,1 bilhões de euros para pesquisa e 8,9 bilhões de euros para o desenvolvimento de capacidades militares.

A França espera obter financiamento para um projeto de drone militar em que está trabalhando com a Alemanha, Itália e Espanha, disse a ministra da Defesa da França, Florence Parly, à AFP.

Parte da razão de ser do EDF e da cooperação europeia no domínio da defesa é fazer os países da UE gastarem de forma mais eficiente e eficaz.

“Atualmente, 80% da pesquisa e desenvolvimento na União Europeia são feitos em bases nacionais. O resultado é 173 sistemas de armas que não são interoperáveis. Não podemos deixar as coisas continuarem assim ”, disse um dos dos oficiais da UE.

Trump ajudou a levar a sério o conceito há muito adiado de uma “Europa da defesa” com seus repetidos ataques verbais contra aliados e sugerindo que os EUA não podem mais estar dispostos a garantir sua segurança como tem feito desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Mas Washington está começando a se preocupar com as ambições europeias e está pressionando cada vez mais abertamente a comprar dos americanos enquanto tentam atingir seu compromisso com a OTAN de gastar 2% do PIB em defesa até 2024.

“A pressão aplicada pelos Estados Unidos para comprar equipamento americano está se tornando um problema”, disse uma importante fonte diplomática da Otan.

FONTE: AFP

69 COMMENTS

  1. Acho correta a decisão. Já que é um fundo da UE e extra-Otan, nada mais coerente do que manter essses recursos dentro da própria União Européia e fomentar a indústria de de defesa dos países do bloco.
    Agora fica a questão extra-UE que é a defesa continental da Europa nos âmbitos da Otan, o papel que os britânicos desempenharão e como fica a capacidade nuclear na Europa, se continua num casamento anglo-francês ou se terá separação de bens. Em termos geopolíticos, já está claro que o Reino Unido passará a zelar mais pelas políticas americanas que propriamente ditas européias.

    • Ao que parece, estamos presenciando um certo ‘estranhamento’ entre Europa e EUA. Primeiro foi o fiasco do G7. Agora temos essa.
      Se Trump esticar muito a corda, ela vai se romper e teremos três blocos. EUA, Europa e China.
      E parece que os EUA estão se isolando. O jogo está ficando bom.

      • Caro Antonio,
        De fato há mesmo um distanciamento entre EUA e UE mas nada que vá muito mais longe do que ora já vemos. Isolacionismo não é a resposta, pra nenhum dos dois lados. Ambos terão muito a perder no caso de uma “litigiosa separação total de bens”. Trump é meio doido e mal-educado mas tem juízo. Ele já quebrou a cota dele de louça diplomática e geopolítica. E a Europa finge rosnar alto mas tem os pés no chão e sabe que depende dos EUA em alguns (cruciais!) aspectos. Portanto, não vejo como EUA e UE romperem de forma mais grave. Simplesmente seria o caos e ninguém, nem em Washington (para além do que pensa o próprio Trump) e em Bruxelas quer que isto ocorra.
        Agora outros 500 é que acho que a UE deveria andar mais com as próprias pernas e não depender dos EUA pra tudo. Não é bom para nenhum dos lados.

    • Caro “cidadão bem informado”, descontado esse papinho “deceístico” de “Grã-Bretanha vassala dos EUA” tão popular naquelas plenárias regadas a aguardente barata e calabresa frita, o fato é que os britânicos provavelmente se livraram de muita briga e desorganização, especialmente pelo fato dos franceses acharem que tem o direito divino de liderar todo e qualquer programa.

      Outrossim é bom lembrar que a BAe Systems possue unidades nos EUA que entre outros itens produz o obuseiro M-777, que ainda por cima é exportado via FMS. Quer coisa melhor?

  2. Hahahahah
    Essa união européia é uma piada.
    Primeiro não gastam o que são obrigados pela Otan a gastar, e depois agora querem criar um fundo europeu como se fosse resolver anos e anos de brigas entre os próprios membros.
    E depois falam que a culpa é do Trump novamente. Eita povinho…
    Vou colocar um link de uma matéria que explica bem como a união européia é um poço de mentira feito pra deixar os políticos e estabilishment Europeu sem concorrência.

    • Concordo plenamente! Junto com o tal caça franco-germânico essa é mais uma iniciativa destinada ao fracasso afinal europeus são muito bons em brigar entre si.

      E as brigas invariavelmente começam quando os franceses invocam seu direito divino e inalienável de liderar todo e qualquer programa. E os alemães, os donos da grana, se insurgem.

    • Quem iniciou o movimento protecionista? Esse raciocínio não encontra lastro na cronologia dos fatos. Alguém consegue um contrato nos EUA sem estar baseado lá e fabricando lá com uma empresa local liderando o consórcio?

      • Se você tiver uma filial em solo norte-americano, produzindo lá, você não precisa se associar à uma empresa norte-americana. Vide a BAe Systems, cuja filial norte americana produz (e exporta via FMS) obuseiro rebocado M-777 e o obuseiro AP M-109. Também tem a Leonardo, com uma fábrica na Filadélfia, que fornece helicópteros para a US Coast Guard, e também a Airbus, que produz localmente o Lakota para o US Army.

        Tudo isso dá uma real mestra de como as regras desse fundo europeu são bisonhas.

      • Exatamente, apenas principio de reciprocidade, a UE tem muito bem condições de andar sozinha com as próprias pernas e até que enfim acordou e percebe que nem tudo que é bom para os EUA é igualmentera útil e proveito ela. O problema é a dissidência interna ao bloco. Pois os membros mais recentes como Polônia e outros do leste , só querem receber dinheiro vantagens do mercado livre comunitário sem dar nada em troca eestao mais alinhados aos USA devido ao medo rancor atavico contra os russos. Enquanto países como Itália e Alemanha desejam uma linha mais distensiva e colaborativa com Mosca. Há também há o ego desmedido da França que pretender encabeçar o união sem ter condição para isso, mutas vezes agindo sozinha em nome da UE porém defende apenas os interesses próprios em detrimento dos outros como foi no cado Líbia onde prejudicou e muitos os outros com essa empreitada destabilizado a região mediterrânea e golpeou os interesses estratégicos da Itália por pura ganância.

        • Thiago, sem querer você acabou de justificar o porquê da UE simplesmente não conseguir andar sozinha ou seja, a atávica desunião do bloco senão vejamos:

          França: Com toda a sua empáfia que acha que tem o direito divino de liderar toda e qualquer iniciativa européia e, quando não conseguem, agem unilateralmente não raras vezes prejudicando o bloco como um todo. O exemplo da Líbia é inequívoco, onde Sarkozy oportunísticamente foi atrás de David Cameron para derrubar Kadafi. E ainda nesse episódio, como também na intervenção francesa no Mali, também ficou claro a dependência dos países europeus em questões de defesa da estrutura da OTAN e também dos EUA.

          Alemanha: É a dona do cheque por aquelas bandas. E mais recentemente os alemães passaram a desejar mais poder político a traduzir o seu maior poder econômico, especialmente sob o tacão de Frau Merkel. Mas discordo da sua visão de que os alemães buscam uma distensão com os russos a despeito dos negócios. Vide a firme oposição da chanceler alemã na reunião do G7 à sugestão de Trump de trazer Putin de volta ao grupo.

          Países do leste: Escaldados por 45 anos de brutal ocupação russa, são os que fazem maiores concessões aos EUA em troca de uma maior presença militar de Washington por aquelas bandas. A Polônia é a ponta de lança desses países.

          Ps: Discordo quanto ao desejo da Itália em se aproximar de Moscou. A questão é que agora temos por lá um governo de extrema-direita, cujo ideário se assemelha ao do titular do Kremlim. Ocorre que as coalizões que sobem ao poder na Itália, especialmente depois da operação mãos limpas, costumam ficar pouco tempo no poder, e essa é marcada pela notória instabilidade.

          • Concordo em tudo, número, gênero e grau, sobre a falimentar empreitada na Líbia encabeçada por Sarkozy& co. que prejudicou a estratégia energética e interesses econômicos da Itália, favoreceu a destabilizacao da região e consequente aumento da imigração entre outros fatores de riscos, até às extremas posições dos países do leste que concedem espaco demais e favorecem a ingerência USA no continente, resultando em uma escalada de tensão em uma região que deveria ter um corredor e consentir uma política de win-win entre a Russia e a Europa. Eu penso que nos próximos anos a Europa vai se fortalecer , a Alemanha vai converter seu poder econômico em político e liderar o bloco. Não há saída ou da ou desce. não pode se mais dar o luxo de ficar apenas como, comparsa, pena a sua sobrevivência . Observe que a despeito das declarações da Merkel o North stream 2 segue em frente, quanto ao novo governo da Itália pode estar seguro que não é apenas afinidade política, estão em jogo interesses econômicos , comerciais e energéticos, a Itália sempre teve, mesmo como firme membro da NATO, um rol de ponte entre Mosca e ocidente, sempre manteve relações de mútuo interesse com a Rússia, é uma tradição e interesses que não serão quebrados por mera intransigência doutrinária e ideológicaa. Lembrando que a composição do governo é feita por dois partidos , apenas 1é de direita, já o M5S é um partido populista ou movimento como eles gostam de ser chamados muito eterogeneo difícil de enquadrar como direita o esquerda, classificação que eles definem superadas)

        • Thiago. Existe muito lero-lero quando esse assunto vem à tona, mas o fato é que o que pesa mais é a questão econômica. E nesse caso, tanto Alemanha como Itália, Turquia e muitos outros países estão se integrando em uma gigantesca malha econômica, conhecida como ‘One Belt, One Road’, a qual os Estados Unidos não foram convidados e nunca serão. Já era. Os EUA perderam o passo e Trump é um sintoma tardio disso.

          Segue reportagem com a rota completa que passa por Ásia, Europa e África.

          https://www.publico.pt/2017/05/14/mundo/noticia/na-nova-rota-da-seda-todos-os-caminhos-vao-dar-a-pequim-1771958

  3. Fundo Europeu de Defesa kkkkk a maioria dos membros da OTAN sequer gastam os 2% do PIB em defesa. Reino Unido investindo em 2 porta-aviões, construindo fragatas, planejando submarinos nucleares, comprando caças F-35, navios de apoio logístico etc…
    EUA investindo forte, agora com o Trump o orçamento aumentou e os gastos com bobagens foram cortados.
    Certamente quem precisa de “”””iniciativa””” são os países europeus, especialmente a Alemanha que anda sucateada (conforme matéria do próprio forte há umas semanas). Tirando a Itália que parece investir nas forças armadas, o resto não consegue nem manter os typhoon voando, estão muito aquém do necessário, pra não dizer: vergonha.
    …………………….
    A “”pressão”” do governo americano não é apenas no setor de defesa, são em vários setores, o déficit americano é gigantesco, o mercado americano é um dos mais abertos do mundo, todo mundo lucrando com grandes vendas dentro do mercado americano, mercado esse que é o mais forte do mundo, grande poder de consumo, classe média forte.
    Trump está absolutamente correto nas suas ações, e o próprio mercado financeiro, cambial e de capital indicam o caminho correto! O caminho é equilibrar a balança, trata-se de ajustar algo que nunca deveria estar desajustado, os interesses empresariais de grupos americanos com empresas fora do país, especialmente na China e India, não devem ultrapassar os interesses nacionais (não faz o menor sentido a Alemanha exportar forte para os EUA e em contrapartida não corresponder com as devidas importações). Observem: Não estou falando que Trump não romper importações, ele deseja continuar com as importações, no entanto, espera reciprocidade (princípio defendido dentro do mercado internacional). As ações econômicas de Trump já demonstram resultados consistentes, a balança de comércio entre países não deve ser obrigatoriamente equilibrado, porém, é prudente e recomendável que existe equilíbrio entre as partes, cada país comprando respectivamente do outros, um negócio de ganha-ganha, gerando riqueza em ambas as partes. Justamente por isso muitos presidentes, inclusive o chinês, entendem a reivindicação e aceitam em grande medida (o presidente chinês já se comprometeu em tentar equilibrar o comércio).
    O divisor de águas desse tema é justamente a relação empresarial-Estado, certamente há forte resistência de grupos empresariais, justamente por isso os homens mais ricos dos EUA apoiaram fortemente Obama e Hillary, apoiaram Bush antes dos citados e atualmente fazem uma caçada contra Trump, pois suas ações econômicas não agradam a todos (uma minoria extremamente rica).
    Eu que gosto de economia vejo isso com bastante clareza…todo esse ataque contra o Trump não é nem de longe algo normal, é totalmente atípico e incomum; curiosamente os números internos só melhoram, principalmente o mercado de capitais que é um grande indicador de investimento empresarial dentro dos EUA, sem falar o desemprego que é o menor das últimas décadas. Percebem o descompasso? Eu vejo apenas choro, choro para todos os lados, especialmente da mídia profissional que é paga pelos homens mais ricos do país, até nós aqui no Brasil sentimos os ataques, imagina nos EUA.
    Nós ficamos bravos com a ameaça da Embraer fechar sua fábrica aqui no Brasil e levar para os EUA, agora imaginem isso acontecendo com grande intensidade! Quem é contra Trump é hipócrita, não conhece nada de economia ou mal-intencionado.
    Por fim, retirar o Reino Unido do Fundo de Defesa por causa do BREXIT é sinal de intolerância daqueles que não querem respeitar o voto da maioria dos cidadãos ingleses, querem sufocar um país que até ontem era um parceiro chave da União Européia. É esse tipo de aliança que o UK fazia parte? É dessa forma que as relações são consolidadas? Na base da força?
    Não é em vão o total descontentamento dos cidadãos alemães, italianos e poloneses diante das ordens que vem do topo para baixo. Basta ver a imigração forçada e a perseguição política dentro do bloco.
    Abraço!

    • Concordo em muita coisa que você disse, mas quanto a excluir a Grã Bretanha, eles estão certo, o dinheiro e do contribuinte europeu, não faz sentido gastar dinheiro europeu com empresas britânicas, gerando empregos na Grã Bretanha. a votação pelo Brexit deve ser respeitada, mas as pessoas tem que saber que para cada ato praticados por elas, sempre vai existir uma reação. Não tem lógica votar pelo Brexit e achar que vai continuar mamando na teta do contribuinte europeu

    • Grande parte do seu comentário não tem qualquer base real. Vejamos, a Apple paga menos de 1% de imposto pelas vendas feitas em toda a Europa, junto do governo Irlandês: https://www.publico.pt/2018/06/21/economia/noticia/estudo-destapa-potencial-novo-esquema-fiscal-da-apple-1835301
      Estão a roubar os USA? Está a brincar comigo?
      http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/tecneira/2016/09/01/multa-bilionaria-a-apple-na-irlanda-marca-investida-da-ue-contra-benesses-fiscais/
      Achar que a França é quem manda na UE….. não conhece concerteza a alcunha de Angela Merkl na Europa inteira….. a Tia Merkl, não UE nada é feito contra a Alemanha, nenhum país está ao nível da Alemanha, ponto!
      O Reino Unido sai da UE e o resto da Europa devia dar dinheiro a ganhar a empresas britãnicas, como!? Meu caro, quem quer saír (BREXIT), resta dizer adeus e pedir que pague a conta do que gastou!?
      O Reino Unido nunca esteve verdadeiramente dentro da UE, era sempre o principal entrave a um maior aprofundamento da UE. Se o Reino Unido estivesse na UE de corpo inteiro, pode ter a certeza que nunca na vida deixavam a UE criar uma força militar europeia e de investigação, sabe porquê? Porque o Reino Unido faz parte do grupo muito restrito de países que escutam o mundo inteiro através do Echelon! Todos os europeus sabem que o Reino Unido arrastava qualquer avanço da UE, (veja a moeda única, veja o exército europeu…….).

  4. O mundo mudando mais uma vez. Natural coisas estranhas acontecerem quando políticos estranhos estão no poder. Muito bonito para render matéria e até para estimular alguns setores da economia essa intempestividade do Trump travestida de um neonacionalismo. Isolar significa perder. Quem quer ganhar precisa enfrentar de peito aberto, aceitar as deficiências e trabalhar para superá-las.

  5. DeGaulle dizia que a Europa só aceitaria o UK quando este parasse de vender a alma para os EUA.
    .
    Theresa May deve estar arrependida até a alma. Devia esperar que a Europa rastejasse pelo UK e se deu mal. Fora o desprezo do Trump.
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    A arrogância de Trump o está cegando para o risco da cisão da OTAN.

    • Mas o pq os EUA é que tem q carregar o fardo ? Pq os europeus n podem gastar 2%.
      Nas relações das maiores democracias ocidentais desda 2GM, os EUA sempre queimaram muito dinheiro e capital político pela Europa, inclusive cedendo de varias práticas justas de comércio para não machucar os europeus, mas o mundo mudou, a UE está em igualdade com os EUA, deveria arcar com o custo de forma igual e até ceder quando o outro lado estiver errado para tentar manter a união estável, assim como os EUA sempre fizeram.
      Queria ver como os europeus se virariam sem a Otan e sem o establishment de defesa que os EUA, os proporciona, sem ” viés ” como aquele monte de think thanks europeus socialistas que não serve para nada à não ser criar mentes deformadas, nem o RU, que eles estão chutando teria um establishment tão bom para repor a perda dos EUA, muito menos a França e à Alemanha.

      • Putin deve estar dando altas risadas no Kremlin nos momentos de intervalos da copa vendo toda essa confusão, ele sabia que o melhor dos mundos era o Trump ganhar, aliás nada me tira da cabeça que ele sabe de todos os podres do Trump e o Trump sabe disso. Por isso essa benevolência toda do Trump com ele. Ele só assinou aquelas sanções porque o congresso americano quase empurrou elas goela abaixo do Trump

  6. O fundo até tem sentido mas deixar subsidiárias de paises não pertencentes à UE é burrice, até os EUA deixam as subsidiárias europeias concorrerem a projetos do DoD, desde que é claro seja produzido em território americano e as tecnologias desenvolvidas sejam resgardadas, mas as europeias não são excluídas, aliás de nenhum aliado proximo americano.
    Outra questão é como ficara a MBDA, que tem a BAE como sua maior acionista junto com a Airbus e a Leonardo que apesar de ser italiana tem os maiores projetos baseados na matriz do RU, sem contar que a BAE é a maior fornecedora de sistemas de defesa para europa.
    Muito da tecnologia de radar europeia é fruto tbm da cooperação com os americanos e britânicos.

  7. A Brexit e depois o Trump foram e serão os melhores incentivos para que a Europa consiga se despertar e continuar se fortalecendo. Sem o contínuo empecilho e jogadas ambíguas do Reino unido e as as contínuas intromissões dos EUA será mais fácil traçar uma estratégia unitária. Agradeço é necessário por fim a contínua expansão do bloco , precisa parar de utilizar a UE como extensão políticas e econômica da Otan . Adquirir visão própria dos seus interesses que não necessariamente coincidem com a Otan.

    • Concordo com você quanto aos EUA e Reino Unido, principalmente o último que sempre levou em considerações suas próprias ambições em detrimento do bloco europeu e sempre pesando a balança para os EUA. Espero que com a saída do Reino Unido haja uma renovação da UE e que muitas coisas que eram bloqueadas pelo Reino Unido possa vir a ser um objetivo comum. Espero francamente que a UE se transforme economicamente e se livre da esfera dos EUA que considero nefasta aos interesses europeus, caso contrário não crescerão economicamente se nãos desvincularem um pouco os interesses europeus dos americanos.

      • Nada mais equivocado…..

        Essa história de que o Reino Unido sempre atrapalhou o bloco europeu defendendo os seus interesses e o dos EUA não se sustenta quando analisamos os fatos e esses são absolutamente inequívocos em mostrar que a desunião entre os próprios membros continentais do bloco sempre foi o maior problema da UE, assim como a relação vertical entre seus membros maiores como França e Alemanha e os países mais pobres como a Grécia. Basta ver que a empáfia francesa sempre fez de tudo para secundar os interesses alemães no bloco a despeito desses últimos serem os donos do cheque, tanto que mais recentemente vimos uma crescente insurgência dos Teutônicos contra esse fato. E nesse quadro as posições do Reino Unido sempre foram o menor dos problemas da UE.

        Outrossim, por mais que tentem os europeus continuarão a ser dependentes econômica e militarmente dos EUA apesar de Trump, até porque sobre isso a ingerência dele varia do mínimo para o nulo.

        • Ao longa de todo percurso da construção da comunidade europeia o Reino Unido procurou sempre travar o processo, desde do tratado de Roma, quando queria pôr em pé uma organização rival ( EFTA- European free trade association) com intenção de fazer fracassar o projeto unitário. Continuou com um pé dentro e outro fora , sempre pedindo exceções devido as suas peculiaridades, mas realidade é que estava
          e permaneceu alii por puro oportunismo econômico, e porque era a melhor maneira de influenciar os mecanismos decisórios da união. Não confunda a França com o Reino Unido . A França é Européia, se sente européia, mesmo com toda a sua prosopopéia ela reconhece a Europa como espaço natural da própria colocação. A Europa e primariamente a Alemanha, França e Itália, esse é principal motor político e econômico. O Reino não, nunca foi , a nação insular que ama a sua própria condição de estar a um passo do continente mas sempre distante o suficiente , protegida pelo seu canal da mancha
          , a talassocraciaa por excelência , sempre vê/viu a Europa como algo distante e participa apenas quando lhe convém ou quando é tarde demais.
          Quanto aos europeus ser dependentes e continuarem a ser , acho mais um seu desejo do que realidade, economicamente não sao mesmo, capacidade, conhecimento, técnico industrial não faltam . Com certeza militarmente não batem de frente com Usa hoje em dia, mas não é pretensão da Europa ser a gendarmeria do planeta. Mas acredito que se eles enxergarem ( devidos aos fatores externos- Trump e China) a necessidade de maior coesão nas decisões e vontade política , capacidade nem grana vai faltar pra eles baterem em pé de igualdade com qualquer potência.

  8. Nada de anormal na noticia
    A Europa so esta usando o direito de reciprocidade.
    Outrossim, a atual politica externa de Trump ja esta dando resultado inverso aos proprios interesses americanos.
    Por outro lado ao se concretizar o advento de uma Europa unida e forte entao teremos um mundo mais multipolarizado entre EUA, Europa, Russia/Eurasia e China.

    • Amigo,o problema dessa “multipolaridade” que você desenhou, e é totalmente plausível, é a posição dos países periféricos como o nosso amado bananão. Havia, e ainda há,quem acredite no tal “duzbriqui” que na verdade era uma sigla inventada por um banqueiro para orientar o fluxo de capital especulativo e que até já saiu de moda pelo conjunto da obra de incompetência dos seus integrantes. Contudo a nossa posição nesse bloco conforme ele se desenhou sempre foi caudatária ou seja, serviríamos como o “fazendão” de Rússia e China e massa de manobra quando esses países se contrapusessem aos EUA e aliados no cenário internacional.

      Outrossim, ainda que eventualmente a Europa se apresente mais daqui para a frente como um bloco à parte ainda depende em muitos aspectos dos EUA a despeito das tarifas impostas por Trump, especialmente no tocante à questões de defesa.

      • HMS TIRELESS 19 de junho de 2018 at 9:25

        Tireless seu raciocinio é perfeitamente logico no que diz respeito a dependencia que a Europa ainda teria dos EUA mesmo que o bloco se torne mais forte e coeso. O que a Europa esta tentando fazer é exercer o direito de reciprocidade. Nao so a Europa, mas nós aqui no Brasil e ate Russia e China tbm sentem o peso das tarifas americanas. Em relacao ao BRICS ele teria tudo para dar certo se o interesse dos proprios participantes nao fossem tao contraditorios e levassem em conta a globalizacao no lugar de ficar acirrarando as rivalidades com os EUA. No que diz respeito ao Brasil se tornar o “fazendao” de Russia ou China… bem… o Brasil ja é o “fazendao” do resto do mundo, ja que independente de qual partido politico vença as eleicoes, eles nunca investem em educaçao, nem em pesquisa e desenvolvimento.

  9. EUA + UK sempre defendendo os mesmos valores, contra tudo e contra todos, ele dominam o mundo a quase 400 anos, contra tudo e contra todos, o que são 13 bilhões para eles , não é nada, os EUA tem um orçamento de 700 Bilhões e o UK tem um orçamento de 50 Bilhões, juntos tem um orçamento de 750 Bilhões, eles não precisão desse fundo Europeu, a BAE e LM são as maiores empresas de Defesa do planeta…

  10. Resultados de G6-1 … afinal os Ingleses e os americanos agora estão conhecendo a retaliação na versão U.E. mas depois volta a normalidade se é que vai dar tempo.

    • No primeiro conflito, na primeira intervenção militar francesa em alguma ex-colônia africana, no próximo atentado terrorista em solo europeu, na próxima demonstração de força do déspota do Kremlim os europeus voltam rapidinho para os braços dos EUA

  11. Jesus, cada comentário! É inegável o tanto de comentário raivoso (querendo ver o pior, apesar disso nunca acontecer), ficam falando de Trump, Trump, Trump e esquecem de analisar a situação. Os 2 países que foram decisivos para resgatar a Europa do Nazismo, fascismo e comunismo, agora são vistos como “UK vassalo de americanos”, “UK e USA preocupados apenas com seus próprios interesses”, “UK e USA dominam o mundo há 400 anos”.
    Parece que estou no UOL e G1.
    As políticas de Trump estão surtindo os efeitos desejados, tão verdade que o tema da matéria é sinal forte de resistência daqueles que não querem ver seu superávit comercial reduzir, não atingir metas da OTAN ou perder privilégios de mercado nos EUA (o maior mercado consumidor do mundo).
    Notícia de hoje: Trump promete à Apple que iPhones serão poupados de tarifas da China.
    Percebem? É exatamente aquilo que eu escrivo ontem aqui no site (Ivan BC 18 de junho de 2018 at 21:51).
    Eu não sou cidadão americano, mas caso eu fosse eu apoiaria a política de Trump, mesmo não sendo cidadão americano eu apoio essas decisões, simplesmente porque é a decisão correta. Não interessa se os jornais vão distorcer tudo, se o presidente de um país vai ficar bravinho, se vai ter choradeira de executivos de conglomerados valiosos como a Apple (custa quase 4 trilhões de reais) etc…interesses nacionais, políticas públicas, não servem para agradar empresários, são decisões macro, decisões que visam o interesse do país.
    A reação de resistência de diversos países, após Trump pedir abertamente por abertura comercial e equilíbrio na balança, é um sinal de que as suas políticas estão funcionando.
    Presidente não serve para ter amiguinhos, são eleitos para gerir países, não para fazer amizades com empresários de outros países e outros presidentes.
    Presidente tem que desejar ver essa notícia: “Taxa de desemprego nos EUA registra menor nível desde fim de 2000” e NÃO essa notícia “Obama comemora assinatura do acordo Transpacífico de Cooperação Econômica”. Uma política (Trump) é benéfica para os cidadãos, gera emprego, renda e consumo interno de forma democrática; a outra (Obama) serve para dispersar a indústria que partiu para a China e Índia, a fim de levar para outros asiáticos, além de estimular a saída de empresas dos EUA para esses países com custo produtivo menor. Talvez por isso a economia ficou estagnada durante 1 década enquanto os jornais silenciavam os problemas, sequer falando de déficit comercial.
    ……………………..
    Volto a frisar, presidente não deve ter amiguinhos, isso não existe! Talvez alguns acreditem nisso pelo fato do nosso país cultivar essa política mansa e ausente durante décadas (nosso último presidente deu dezenas de bilhões para países e empresários “amigos”, enquanto não há remédio no posto de saúde da minha rua), é o famoso bobalhão! A Europa não tem 1 motivo para reclamar dos EUA, suas empresas “vendem como água” nos EUA, tem privilégios que outros não tem…
    Pedir reciprocidade não tem nada de feio, nada mesmo!

  12. Normal.

    A Europa deve gastar uns 250 bilhões de dólares por ano com defesa, isso sem o Reino Unido.

    Qualquer país ou entidade do mundo tem fundos só para os sócios.

    E se tem uma coisa que os EUA nem Reino Unido não estão ajudando é em abrir mercados.

    E todos sabiam no que daria o Brexit.

    E Europeu é unido até o feijão faltar. ou batata.

    • Ednardo, as empresas européias de defesa como a Thales, a Leonardo, a MBDA e a Airbus participam ativamente do mercado de defesa norte-americano inclusive com subsidiárias locais. Que mercado os EUA não ajudam a abrir?

    • Ednardo, o mercado americano é o mais aberto do mundo, até a nossa Embraer tem grande mercado lá, inclusive fábrica, isso que estou falando de um nicho e de um setor tratado aqui no Brasil como “estratégico”. O mercado americano é usufruído por todos, estamos falando de um mercado muito rico, com PIB maior que o da UE. A UK idem, é um país muito aberto, é o mais atrativo dentro da Europa, o país mais interessante para investimentos, justamente por isso muitas companhias tem sede em Londres (Ferrari, por exemplo) e outras cidades do Reino Unido.
      O Brexit não deu em nada, tudo dentro da normalidade, muito diferente de jornalistas que atacavam o Brexit o tempo todo, diziam que o mundo acabaria no outro dia. O PIB inglês cresceu 1,8% em 2017 (O Brasil sem Brexit cresceu 0,1%…vários países europeus sem brexit cresceram muito menos e hoje colhem desemprego sem igual), isso é muita coisa para como o Reino Unido. Outra notícia: “Taxa de desemprego no Reino Unido cai para mínimo desde 1975”.
      Percebe a diferença da retórica da realidade? O Reino unido nunca foi parte da Zona do Euro, é um país muito estável em todos os aspectos, fazia parte da UE e agora não mais, simplesmente porque houve um referendo e a maioria disse: NÃO para a UE. isso é democracia, certo? Então os jornalistas e presidentes que tratem de respeitar as escolhas daquele país, respeitar! Não retaliação e ameaças!
      Se os alemães não querem controle de fronteiras, tudo bem! Os inglês querem controle de fronteiras, os italianos (de Matteo Salvani) querem controle de fronteiras. A Alemanha só esse ano aumentou em 20% os hominícios, explodiu as favelas, os estupros, roubos e contrabando. Cada um escolhe o seu caminho!
      Abraço!

  13. Atenção pessoal, é o meu primeiro comentário aqui e acabo de ler a notícia: Senado americano bloqueia a transferência de jatos F-35A para a Turquia. Decisão pode custar até 10 bilhões de dólares para a Lockeed Martin.

  14. Depois que alguém disse que “Se a terra fosse quadrada a poluição ia ficar só lá…” e além de aplaudido foi tratado como gênio o entendimento de geopolítica aqui no nosso amado bananão só piorou. A verdade é que esse tal “fundo europeu de defesa” tem menos a ver com Trump e suas trumpolices e muito mais com corporativismo do governo europeu com suas empresas ou conglomerados de defesa e isso se deu como uma forma de criar uma forma de financiamento para as referidas empresas sem que necessária conste ou impacte nos orçamentos de defesa nacionais e portanto não sofram questionamentos por grupos organizados da sociedade civil tradicionalmente ligados à esquerda e aos verdes, de longe os mais ruidosos.

    Entretanto, para que a coisa funcionasse a contento foi criada a regra absurda de que apenas empresas totalmente europeias e de países integrantes da UE e assim evitar que filiais de empresas norte-americanas ou empresas europeias controladas por empresas dos EUA terminassem por abocanhar uma parcela substancial dos recursos. Corporativismo puro e simples, até porque as mesmas empresas beneficiárias do “fundo” faturam muito no mercado de defesa norte-americano através de suas subsidiárias e filiais (vide Leonardo, MBDA, Airbus e outras).

    Quanto às empresas britânicas? O Brexit é só uma desculpa rota e esfarrapada…

    • “”A verdade é que esse tal “fundo europeu de defesa” tem menos a ver com Trump e suas trumpolices e muito mais com corporativismo do governo europeu com suas empresas ou conglomerados de defesa””.
      Foi a primeira coisa que eu pensei quando eu li o título da matéria…nem entrei nesse assunto, mas foi bom você ter pontuado.
      Abraço!

  15. ótimo!
    efeito trump, vai fazer, mas vai tomar. Se bobearem, UE se alinha com quem tem dinheiro e quer ser igual aos EUA… Trump só está acelerando o inevitável.

      • Já está fazendo isso. A construção da estrada entre a china e a Europa é o sinal verde. As empresas chinesas estão indo para a Europa e jogando o jogo capitalista na Europa, agora com qualidade “ocidental”. Trump acha que pode dar as cartas, quando na verdade está abrindo o jogo para a China e até mesmo a UE.

    • Pelo bem da humanidade ou do consórcio autocrático/ totalitário sino-russo? No mais é aquela velha coisa: é muito fácil defender regimes que suprimem direitos individuais básicos do cidadão como a liberdade de expressão, tal como a exercida aqui na internet, estando confortavelmente instalado em uma democracia ocidental não é mesmo!?

  16. A Rússia está adorando, quero ver quem vai pedir arrego primeiro, Reino Unido ou união europeia? façam suas apostas. O histórico mostra que os britânicos sempre recorre aos americanos e dão a volta por cima, já os eurobambis liderados pelos francos-germânicos, adoram fazer mer…. e arrastar os outros juntos pra depois pedir pinico. Só sei que o ursão pimpão tá ali do ladinho fungando no cangote rsrs..

  17. sub-urbano 19 de junho de 2018 at 13:02

    “O Ocidente precisa ser divido e desmantelado pelo bem da humanidade.”

    Quero que prestem bastante atenção na frase acima, pq esse é o pensamento da esquerda sobre a democracia ocidental e nossos costumes, estão como formiguinhas diariamente implodindo a grande maioria dos países ocidentais, e não vão medir as consequências para conseguir atingir seus objetivos. Tão vendo pq não dá pra negociar com esse tipo de gente, quem em sã consciência dialoga com quem quer te matar ? Esse é o único ponto negativo da democracia ocidental que eu questiono, damos muito espaço e voz para esse tipo de gente na nossa sociedade, que a cada dia conseguem angariar mais e mais, idi0tas úteis parar cercear e destruir a nossa liberdade e conquistas.

    • Nossa que plano satânico desse comunas malvados, como se os EUA não tivessem feito isso durante toda a guerra fria e provavelmente continuam fazendo, só é errado quando o outro lado faz né?
      Não ficaria bem um pouco surpreso de toda essa crise institucional que vivêssemos tivesse ganho um empurrãozinho da CIA, mas se essa informação viesse a tona não geraria indignação alguma procês né?

      O “Ocidente” (EUA/Europa) dividido nada mais é que a consequência da estágio do capitalismo que vivemos, no caso o financeiro, a busca cega pelos lucros e riqueza que só existe no computador baseada em um imenso e inteligível sistema de dívida que só beneficia um punhado de banqueiros e “trabalhadores” do setor financeiro que moram nas grandes cidades.

      Esses que mencionei são os únicos aparentemente contentes com o atual estágio, enquanto um grande número de trabalhadores, principalmente do interior, estão descontentes com a perca de seus empregos por que alguns capitalistas decidiram que não vale a pena pagar-lhes um salário decente em um emprego produtivo, considerando melhor pagar pouco em outro país.

      Se você acha que a esquerda malvada é a culpada pelo aparente e gradual colapso da sociedade “Ocidental” , sinto-lhe dizer que está equivocado e cego.
      Vladimir Lênin falou muita coisa com as quais você pode discordar mas uma frase dele resume bem o motivo esfarelamento do Status Quo.

      “Os capitalistas nos venderão a corda com a qual os enforcaremos”

      • Ainda esse discurso? Olha, eu ouvi muito o mesmo durante os meus anos de universidade naquelas intermináveis plenárias do DCE, depois de algumas rodadas de aguardente barata e calabresa frita. Contudo a verdade é que nenhum sistema sistema de produção produz mais riquezas e distribui do que o capitalismo visto que o socialismo, como bem definiu Margareth Thatcher, apenas funciona enquanto não acaba com o dinheiro dos outros. O “socialismo do século XXI” na Venezuela está aí para provar.

        Ah! não custa lembrar que a China apenas conseguiu progredir a partir do momento em que abraçou o capitalismo. Continuasse adepta do socialismo continuaria pobre e atrasada. A propósito, não há “esfarelamento algum” do Status Quo mas apenas e tão somente um momento de turbulência que como todos os outros na história o capitalismo conseguiu superar. Culpa da democracia, essa coisa que os socialistas dizem defender na teoria mas na prática repudiam.

        AVISO DOS EDITORES. A DISCUSSÃO DESVIOU COMPLETAMENTE. FOQUEM NO TEMA PRINCIPAL DA MATÉRIA.

      • Matheus,
        Não é questão de “errado ou certo quando o outro faz”, é questão de que agora é com a gente e se os outros não fizeram nada quando os EUA tentou, é problema “dos outros”. Agora, o problema é nosso e nós é que deveríamos resistir a essa ação e não ficarmos a favor.
        E você acha realmente que essa revolução é para a favor dos oprimidos? Faz-me rir!!!! Tenha dó! É simplesmente a velha luta pelo poder, que só atende à cúpula e usa o discurso de defesa do oprimido como meio e não como fim.
        Se hoje há alguns milhares de bilionários para uns milhões de remediados e um outro tanto de miseráveis ,com a sua revolução comunista vai ter meia dúzia de abastados e milhões de miseráveis. Você continua a creditar nessa cantilena em defesa do oprimido repetida à exaustão pela dita esquerda com tudo que você já presenciou aqui no Brasil e no resto do mundo? Você realmente acha que tem alguma instituição política realmente preocupada com o bem estar da humanidade ou dos cidadãos?
        A China que vocês adoram é um país comunista com mais de mil “bilionários”. Me explica isso aí? Como pode ter bilionário em um país comunista, onde não há propriedade privada?
        A URSS , o Camboja e a China mataram milhões de cidadãos pobres para impor seu paraíso do proletariado! Onde é que ficou a defesa do oprimido?
        Por pior que seja o Ocidente ele é o único modelo civilizacional que tem instrumentos internos que possibilita a autocrítica e a autocorreção, para o bem do ser humano. Esses instrumentos não existem no comunismo e nem no Islã e quem acredita nisso está ou é ingênuo e está sendo usado como bucha de canhão ou é mau caráter.

        AVISO DOS EDITORES. A DISCUSSÃO CONTINUA SE DESVIANDO PARA ASSUNTOS FORA DO FOCO DESTE SITE, VIRANDO MERA DISPUTA IDEOLÓGICA. FOQUEM NO TEMA PRINCIPAL DA MATÉRIA.

        • HMS TIRELESS e Bosco, deixa pra lá, não vale a pena discutir com esse tipo de pessoa, obrigado por responderem no meu lugar, a melhor coisa que podemos fazer para melhorar a nossa sociedade, é desmascarando as ideias autoritárias disfarçadas de “boa ação” dessa gente para os desinformados, como já dizia minha avó, ” de boas intenções o inferno já está cheio”

    • Eu tenho minhas dúvidas se a comédia pode ser levada a realidade, a UE parece estar consideravelmente sólida para dar um novo passo a frente, Não sei se conseguiram dividir o suficiente.
      Aliás o UK conseguiu se dividir, com o Brexit, caso haja uma eleição para a secessão na Escócia vai ser uma derrota humilhante para a Inglaterra, que é responsável por 10% do PIB e as reservas de petróleo.

      • Rapaz, essa obsessão anglofóbica de vocês leva a incríveis erros de julgamento! Antes que haja uma “eleição” para a secessão da Escócia os britânicos simplesmente vão barganhar mais e oferecer mais aos escoceses. Isso claro se não fizerem como os espanhóis fizeram com os separatistas da Catalunha.

  18. Engraçado que os ingleses votaram para saírem da UE mas não querem que a Escócia saia do Reino, estão tentando de todas as maneiras possíveis impedir a separação escocesa e isso num país considerado o segundo bastião da liberdade e democracia (depois dos EUA, obviamente).

    As contradições e consequências do BREXIT vão se tornando cada vez maiores, e ainda tem o lado econômico do BREXIT, o UK exporta pouco e importa demais para manter o padrão de vida de sua sociedade, com um déficit incrível o UK fica vulnerável a boa vontade da UE em aceitar a Libra impressa pelo banco da Inglaterra, que é só isso o que eles tem a oferecer, e ainda tem as imensas dividas externas e internas mas mãos de muitos europeus da UE.

    Os redneck’s da Inglaterra erraram feio em calcular as consequências do seu plano mirabolante para fazer o Reino unido grande de novo, a UE liderada pela França e Alemanha parece que não vai ter piedade alguma de dar o golpe de misericórdia na terra da rainha.

      • Esse Matheus é brincadeira…

        A França e a Alemanha querem tirar proveito do controle sobre os demais países da europa continental.

        E agora, na saída do RU da UE, querem barganhar com ameaças contra empresas sediadas em solo britânico. Os dois lados estão “usando suas armas na negociação”, nada mais natural.

        A UE não vai progredir enquanto a França mantiver suas ideias de liderança sem ter a força necessária para tanto. É um país extremamente protecionista e que busca sempre levar vantagem sobre os parceiros, inclusive em programas militares, nos quais exige uma grande parcela de fabricação francesa sem contribuir financeiramente na mesma proporção.

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