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Partido belga questiona substituir caças F-16 pelo F-35

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Um relatório do Government Accountability Office (GAO) dos EUA fez recomendações importantes sobre o caça F-35 ao Congresso e ao Pentágono.

O GAO chama a atenção para as deficiências significativas que o caça F-35 continua a ter e para o custo orçamentário de corrigi-las. O partido de oposição CDH (Centre Démocrate Humaniste) da Bélgica considera que estes são avisos sérios contra um dos dois candidatos que pretendem substituir os caças F-16 da Força Aérea Belga, e Georges Dallemagne, membro do CDH do Parlamento, pediu ao governo que pensasse duas vezes antes de fechar a porta para o oferta europeia.

De acordo com o relatório do GAO divulgado no início de junho, a aeronave de 5ª geração – dos quais 300 já foram entregues às forças aéreas americana e aliadas – ainda tem 966 defeitos, incluindo 111 classificados como categoria 1 e 855 na categoria 2.

O relatório do GAO, intitulado “F-35 Joint Strike Fighter: O desenvolvimento está quase completo, mas as deficiências encontradas nos testes precisam ser resolvidas” (55 páginas) foi publicado em 5 de junho e pode ser baixado aqui.

A categoria 1 cobre defeitos que podem comprometer a segurança e qualquer outro requisito “crítico”. A categoria 2 cobre defeitos que poderiam comprometer o sucesso de uma missão. Alguns deles não serão resolvidos antes do início da produção completa. Nesse caso, os custos adicionais para reparar os defeitos críticos das aeronaves que já foram entregues serão de US$ 1,4 bilhão.

O GAO escreve que é “fundamental” que os promotores do programa F-35 garantam a “confiabilidade” da aeronave em cada uma de suas versões “já que a sua acessibilidade” a longo prazo é “questionável”.

No ano que vem, o Departamento de Defesa dos EUA decidirá se aprova a produção de cadência total do F-35, “o mais caro e mais ambicioso programa de aquisição de armas da história militar”.

O GAO recomenda que o Departamento forneça ao Congresso um “caso de negócios sólido” antes de liberar fundos para o Block 4 do F-35, em desenvolvimento. Também recomenda que todos os defeitos críticos sejam resolvidos antes da produção total, uma recomendação aceita pelo Departamento.

“Essas constatações preocupantes e essas duras recomendações confirmam mais uma vez os temores expressos pelo CDH sobre a possível escolha do F-35 para equipar nossa Força Aérea em vez de competidores europeus que já foram demonstrados em combate.

“Se o Government Accountability Office dos EUA considera que os custos adicionais e os problemas de confiabilidade do F-35 serão difíceis de sustentar para a Defesa dos EUA, podemos facilmente imaginar o impacto que eles teriam na Defesa Belga”, disse Dallemagne.

Ele questionará o ministro da Defesa, Steven Vandeput, nesta manhã (quarta-feira, 13 de junho de 2018) durante uma audiência marcada pelo comitê de defesa do parlamento belga.

FONTE: Serviço de notícias Belga

30 COMMENTS

  1. O partido oposicionista questionou o F-35? Beleza, está exercendo suas prerrogativas dentro da democracia que é a Bélgica. Agora se o F-35 não for o escolhido obrigatoriamente deverá ser a oferta da BAe Systems (Typhoon) e não certas ofertas sorrateiras, feitas na calada e por canais paralelos, oriundas de quem se acostumou ao mau hábito de negociar com brasileiros e indianos, que prometem mundos e fundos com palavras como “cooperação estratégica”, “benefícios de longo prazo” que são tão pomposas quanto vazias….

    • Caro colega…. Torço para que o fabricante resolva todos os problemas do F35 , e não duvido que ele será um dos melhores, senão o melhor caça. Porém, deveríamos encarar a realidade…Hoje, o F35 não é um caça pronto!!!São mais de cem defeitos que podem levar a perda da aeronave e pior, a perda de vidas humanas.

      SRN

      • Nem tô entrando no mérito dos problemas do F-35 mas no fato de que, além do aparelho da LM, o outro aparelho da disputa é o Typhoon oferecido pela BAe Systems. Qualquer escolha fora daí é nivelar a Bélgica à Brasil e Índia.

  2. Eu particularmente, não compraria esse avião, pelo menos não agora. Só vejo reportagem de problemas e mais problemas. E para ser sincero, esse avião ai tem jeito que vai ser um avião problemático. Acho que os EUA deveriam ter investido no F-22 e vender a mesma aeronave para países de confiança!

    • Os EUA não venderam o F-22 nem para o Japão, Inglaterra e Israel, sem duvida seus maiores aliados. da pra imaginar o nível de secretismo e empenho que colocaram nesse programa

      • Diz a lenda que fizeram engenharia reversa em uma nave alienígena que caiu perto da área 51 lá pelos idos da década de 60.. ahahaha

  3. Como membro da OTAN, até faria sentido comprar alguns F-35 para integrar a possíveis outros dos demais países membros.
    Mas, a realidade política da Europa atual não estimula gastos pesados com defesa e esse avião não faria muito sentido.
    Ainda mais, com os defeitos e questionamentos que possui.

  4. Caro colega…. Torço para que o fabricante resolva todos os problemas do F35 , e não duvido que ele será um dos melhores, senão o melhor caça. Porém, deveríamos encarar a realidade…Hoje, o F35 não é um caça pronto!!!São mais de cem defeitos que podem levar a perda da aeronave e pior, a perda de vidas humanas.

    SRN

  5. Eu não sei como está o estado politico da Bélgica, mas isto me cheira a pura politicagem, o partido CDH (Centre Démocrate Humaniste), com esse nome liberal, provavelmente é um partido esquerdista liberal, ou progressistas liberal, ou qualquer uma dessas coisas, parece estar botando empecilho porque é um avião do Tio Sam, presidivel pelo malvadu Trump, que critica a perfeita União Europeia e não por um debate saudável sem viés.

  6. Na minha humilde opinião o F22 foi o maior fracasso americano, vejamos a quantidade fabricada em comparação com o F15 o até então caça de superioridade aérea,acredito que o fato dele não ter sido exportado para seus maiores aliados deve-se ao fato dele não corresponder as promessas feitas,ora entrou em produção sem mesmo possuir capacidade de se comunicar de forma segura com outras aeronaves em formação, o preço por aeronave é proibitivo e logo estará sendo aposentado, mas como disse é minha humilde opinião!

  7. A quem se preocupa com os defeitos do F-35, ter que pagar do próprio bolso para corrigi-los posteriormente, quando E SE as soluções saírem, convêm segurar a compra e esperar os lotes corrigidos estarem disponíveis.

    A USN está fazendo isso, enquanto alguns outros países parecem seguir o mesmo caminho. É uma questão de lógica. Já quem gosta de ostentar, é só pegar o dinheiro do contribuinte e sair mostrando para os vizinhos europeus que “tamo podendo, e daí?”.

  8. A França fez uma boa proposta para a venda do Rafale, ofereceu aos belgas a participação no desenvolvimento da versão F4 e a venda também da versão naval para operar no porta aviões francês. Se os belgas querem um avião maduro, desenvolvido e sem defeito é melhor falar com os franceses.

    • Fez fora do processo licitatório, onde estão apenas o F-35 e o Typhoon, certamente refletindo a experiência de negociar com brasileiros (onde a escolha “político-etílica” apenas não vingou por pressão da FAB) e indianos. E falando nesse último país o contrato com a Dassault está sendo objeto de auditoria.

      Ou seja, optar pelo Rafale é comprar o mais caro (o F-35 já está mais barato que ele) e ainda por cima jogar a reputação do país na lama.

      • Barato porque não esta completo, quando for modernizado para os padrões de serie o preço vai as alturas. Rafale é tão caro quanto F-35 e vários programas da USAF estão sendo cancelados para poderem pagar o preço do avião, agora imagina os países pequenos que tem um orçamento mais limitado.
        Quando você fala das negociações eu não sei se esta sendo ingênuo ou apenas francófobo. O governo americano adotou prática semelhantes oferecendo navios para a marinha em troca da compra do F-18, e isso na minha visão é antiético pois torna o processo de compra sem sentido já que interfere na escolha das outras empresas.

        • O F-35 é hoje mais barato porque tem algo que o caça francês não tem e dificilmente terá, que é cadência de produção. E o upgrade dos exemplares existentes, caso feito, será por orçamento à parte sem impactar portanto no preços os aviões que ainda serão construídos.

          Quanto ao que foi oferecido pelo governo dos EUA no FX-2, a diferença fundamental é que o F/A-18E/F era um dos finalistas do programa. Bem deferente de agora onde a Dassault está fora do certame (não apresentou propostas) e faz o oferecimento por fora, prometendo mundos e fundos, bem ao estilo quando negocia com Brasil e Índia. Só que ao contrário desses países a Bélgica é um país sério…

  9. O Rafale é que é vendido por debaixo dos panos, com sinceridade compraria sim o F35 com todos os defeitos que mesmo com esses defeitos certamente ele é o caça a ser batido pelo restante e acredito que o F22 está num patamar mais acima sinda

  10. Esse concurso belga começou como carta marcada, pois era dada como certa a compra do F-35, MAS… o jogo virou quando a França passou a pressionar o governo do país e ofereceu mais vantagens para os belgas. E eu não vejo problema nenhum, acho ate melhor pois beneficiará a industria país.
    No FX2, os americanos tentaram empurrar lata velha para a marinha navegar em troca da compra do F-18, isso mostra que na hora de vender, ninguém segue padrões éticos.

  11. Na mnha terra tem a antiga Neiva, hoje uma divisão da Embraer onde é produzido o Ipanema. Dando um upgrade nele, teríamos algo similar ao Air Tractor AT-802U, que deve custar menos de 2% do valor de um F-35. Seria possível montar enxames desses aviões a uma fração do custo.
    Sobraria muito dinheiro para investirem em sistemas de mísseis terra-ar para grandes e médias altitudes.
    Considerando extensão territorial e localização, seria mais do que adequado à Belgica.

    • A concorrência eu não sei mas o papel da Dassault sim! Por que não apresentaram uma proposta dentro do certame, o que inclusive lhes daria o direito de contestar eventuais requisitos que fossem viciados?

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