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Lockheed Martin entrega o 300º caça F-35

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300º F-35 decolando das instalações da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas
300º F-35 decolando das instalações da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas

FORT WORTH, Texas — O Escritório do Programa Conjunto F-35 e a Lockheed Martin entregaram a 300ª aeronave F-35 de produção, demonstrando o progresso e a dinâmica contínuos do programa. A 300ª aeronave é da versão F-35A da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), a ser entregue à Base Aérea de Hill, Utah.

A 300ª aeronave de produção do F-35 partiu da linha de voo da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas.

Os primeiros 300 caças F-35 incluem 197 variantes F-35A de decolagem e pouso convencional (CTOL), 75 variantes de decolagem curta/aterrissagem vertical (STOVL) e 28 variantes F-35C (de porta-aviões) e foram entregues aos EUA e clientes internacionais.

Mais de 620 pilotos e 5.600 mantenedores foram treinados, e a frota de F-35 ultrapassou mais de 140.000 horas de voo acumuladas.

Aumentando a produção, reduzindo custos

À medida que o volume de produção aumenta e as eficiências adicionais são implementadas, a Lockheed Martin está a caminho de reduzir o custo de um F-35A para US$ 80 milhões até 2020, que é igual ou menor que o das aeronaves de 4ª geração.

Com a incorporação de lições aprendidas, eficiências de processo, automação de produção, atualizações de instalações e ferramentas, iniciativas de cadeia de suprimentos e mais, o Programa F-35 já reduziu significativamente os custos e melhorou a eficiência. Por exemplo:

  • O preço de um F-35A caiu mais de 60% desde o primeiro contrato.
  • O trabalho de toque foi reduzido em cerca de 75% nos últimos cinco anos.
  • O tempo de produção diminuiu em cerca de 20% desde 2015.

A empresa atingiu a meta de entrega de 66 aeronaves em 2017, representando um aumento de mais de 40% em relação a 2016. Em 2018, a equipe está direcionada para 91 entregas de aeronaves e está se preparando para aumentar o volume de produção em relação ao ano anterior de aproximadamente 160 aeronaves em 2023.

F-35C carregando externamente bombas de 2.000 libras JDAM GBU-31 e mísseis AIM-9X Sidewinder (Photo by Lockheed Martin)
F-35C carregando externamente bombas de 2.000 libras JDAM GBU-31 e mísseis AIM-9X Sidewinder (Photo by Lockheed Martin)

300 aeronaves incompletas

Todos os 300 F-35 construídos até hoje são aeronaves de produção inicial de baixa cadência e, como tal, estão ainda longe de atender o desempenho contratual.

Desse total, quase 200 são equipados com o software Block 2B ou Block 3I (108 F-35As da USAF; 53 F-35B do USMC e 28 F-35C da US Navy), que permitem a execução de saídas de voo com armas básicas, como mísseis ar-ar AIM-9 e AIM-120 e algumas bombas guiadas a laser.

A maioria desses primeiros aviões só pode ser usada para treinamento, a menos que eles façam um upgrade caro, e a Força Aérea dos EUA não tem certeza se terá dinheiro para atualizar seus 108 caças F-35A.

Assim, apesar da imagem que a Lockheed tenta projetar da maturidade do F-35, o programa não atingirá os recursos especificados no contrato original até que eles sejam atualizados para a configuração Block 4 (agora conhecida como Continuous Capability Development and Delivery, ou C2D2), sob um programa separado de US$ 16 bilhões cujo financiamento ainda não está garantido e que não será concluído até o final do ano fiscal de 2024.

76 COMMENTS

    • Oi pessoal, acredito que este caça é apenas marketing ou seja não é tudo isso que falam, vejo ele apenas como um caça bombardeio é muito bom nisso ou o melhor mais é péssimo em manobras e em um possível combate ele perderia para a grande maioria dos caças modernos.
      Hoje eu vejo os melhores e mais completos aviões o SU-35S , SU-57, F22, Gripen e Rafale.
      Mas tudo depende do emprego do avião e o custo de compra e manutenção das aeronaves.

      • Prezado,

        Cada um acredita no que quiser.

        Tem gente, por exemplo, que acredita em papai-noel e mula sem cabeça.

        Eu já acredito que o F35 é disparado o melhor e mais completo caça já produzido no mundo, que não precisa entrar num dog-fight, exatamente porque está muito bem equipado para abater o caça inimigo (ou os caças) muuuuuiiiiito antes de ter sua presença notada.

        Para entender o valor do F35 primeiro é preciso entender que os paradigmas da guerra aérea e seus vetores mudaram.

        Dog-Fight é coisa do passado, para aviões de gerações anteriores.

          • A USAF e tampouco a USN e o USMC não deixaram de treinar dogfights Galante. E não apenas mantém esquadrões agressor como também contratam firmas para isso como a Draken International e a ATAC. E os caças continuam a sair de fábrica com canhões.

          • Galante,

            Você acha certo comparar a tecnologia que existe hoje , com a tecnologia na época da guerra do Vietnã ?

          • Galante.
            É verdade mas há de convir que a cada ano que passa isso fica mais raro.
            E ainda há treinamento pra isso, pelos menos os fuzileiros treinam o dogfigths.

          • Se acontecer como no Vietnã, coisa que dúvido, vamos ter outro passeio de aviões americanos em céus protegidos por MiGs, Sukhois e agora os chineses. Mas o F-35 deve abater todos em BVR mesmo, sem necessidade de pods de metralhadora, que a versão naval já tem e provavelmente só vai carregar pra enfeite.

          • José, as velocidades de “merge” são tão grandes em combate aéreo, que se o míssil BVR erra, os oponentes acabam em situação de combate visual. Se ambos os oponentes forem caças stealth, podem acabar também se enfrentando na arena visual, devido ao alcance de radar reduzido.

            Não podemos esquecer que nos combates aéreos modernos em ambientes de alta interferência eletrônica (jamming), a eficácia dos mísseis ar-ar BVR diminui, por isso é sempre bom manter dois mísseis ar-ar de curto alcance e um canhão.

          • Hoje os mísseis BVR são “fire-and-forget”, ainda que para distâncias muito grandes (quando não há chances do combate fechar pro visual) há o apoio do data link.
            E os atuais mísseis BVR deixaram de ser “medium range” para serem “long range”, com mais de 100 km de alcance. Bem diferentes dos antigos Sparrows com 40 km de alcance que tinha orientação semi-ativo durante todo o percurso.
            As chances hoje do combate começar no BVR e terminar no WVR é muito menor, sendo exceção à regra. Antes, era a regra.
            Um Gripen NG lançar um Meteor utilizando seu radar AESA e esse combate fechar pro visual vai ser praticamente impossível caso o piloto não queira no caso de insucesso do míssil BVR. Vai ser opcional!
            No caso do F-35 é mais opcional ainda, tendo em vista ele ser stealth.
            Sobre o F-35 vale salientar que apesar de não levar um SRAAM numa configuração stealth full, o AIM-120 tem alta manobrabilidade sendo capaz no combate visual, notadamente a versão “D”.
            É um erro acreditar (e não me refiro a você) que por não ter mísseis de curto alcance o F-35 estaria desprotegido no combate aproximado caso o combate feche.

          • Sim Galante, justamente por isso não podemos dizer que avião X é muito superior ao Y. Não é super-trunfo, existem inúmeros fatores que levam a aos resultados dos embates. Lembro ter lido que várias das aeronaves tidas como “abatidas” na primeira primeira golfo (Mirages Iraquianos em sua maioria) na verdade se chocaram com o chão enquanto realizavam manobras para evadir de mísseis lançados por caças americanos, assim o míssil não chegou a acertar o alvo, mas ainda assim o avião engajado foi posto a nocaute. Então pode ser que apenas o fato de ser engajado por mísseis BVR o avião inimigo já seja forçado a abortar a missão, e isto será visto como um sucesso. E também a guerra eletrônica tem toda a questão do irradiar ou não, que a partir do momento que se irradia se torna mais fácil localizar por sensores inimigos. Cenários modernos são complexos, e é com esta complexidade em mente que o F-35 é construído, por isso acredito que os Dogfights estão mais inclinados a entrar nos livros de história do que a acontecer de novo.

          • O WVR já foi o único jeito dos aviões combaterem, depois passou a ser inevitável e hoje é opcional.
            Claro, me refiro a caças dotados de radar AESA, mísseis LRAAM, supercruise, stealth, etc.
            Isso não é novidade. O combate naval é do mesmo jeito e ninguém acha que vai voltar a troca de tiros de canhão entre navios, apesar de poder acontecer eventualmente.
            E navio também tem ECM, defesa de ponto, etc.
            Será que quando um navio engaja outro navio com mísseis OTH e nenhum míssil tem sucesso ele vai de encontro ao navio inimigo para atingi-lo com tiros de canhão?
            Sei que eventualmente pode acontecer, mas será que acontece? Será que é norma? A regra?

          • Bosco “os mísseis BVR são “fire-and-forget”, o que ocorre é que ainda não tivemos um combate entre países onde realmente pode ser testado o conceito destes misseis de forma efetiva contra ECM modernas, lembrando que esses misseis são guiados por um radar ativo no próprio míssil na sua fase final, esse radar pode acabar ficando vulnerável a interferência quando se aproximar da caça atacado, pois é só vc pensar da seguinte forma; esse radar de fase final provavelmente não deve dispor de uma grande capacidade eletrônica igual a do radar de um caça ou um radar em terra por exemplo, e isso podemos constatar pelo seu minusculo tamanho, sendo assim é só fazer uma conta de 2 + 2 e verificar que ele não é imune a uma ECM moderna e provavelmente numa possível guerra contra um adversário mais capacitado pode acabar sendo um fiasco, alem do que em sua fase intermediaria ele usa um sistema inercial com informações da localização do alvo passadas pelo caça lançador, sendo assim um caça atacado com um sistema de RWR avançado poderia detectar o lançamento do míssil e fazer uma mudança brusca de posição fugindo facilmente do raio de ação do AIM 120.

            Então levando todas essas possibilidades em conta podemos supor que o Galante não esta errado na sua suposição.

            Lembrando também que são suposições.

          • Munhoz
            Mas eu concordo plenamente.
            Meu ponto não é a efetividade ou não dos mísseis BVR mas a ideia de que em não logrando êxito o combate BVR irá inevitavelmente fechar para o visual. Não acho que há essa “inevitabilidade” principalmente levando-se em conta os meios que citei (mísseis LRAAM, caças stealths, radar AESA, supecruise, etc).
            Só pra deixar claro, a ideia que defendo e que penso ser a ideia que norteia a USAF, a USN , etc, é que o combate visual era o possível de ser feito em épocas passadas e inevitável em épocas mais recentes mas não o objetivo em si do enfrentamento, e hoje, ele pode ser evitado.
            Só como exemplo, se um F-35 gastar seus amraams num embate BVR contra um caça de geração anterior e não tiver canhão nem míssil de curto alcance ele tem como evitar o combate aproximado (WVR). Simples assim! E isso porque ele conta com furtividade, supercruise, radar AESA de desempenho altíssimo, míssil AIM-120D ou Meteor (no caso dos europeus), etc.
            De qualquer forma, em estando armado com mísseis amraam ou eventualmente com mísseis AIM-9X e canhão, e o piloto tomando a decisão de buscar seu oponente na arena visual, não considero o F-35 despreparado para esse combate ou mesmo para um possível dog-fight com canhão. Se tivesse que apostar, apostaria nele e não num Su-35, que é tido como o top em termos de manobrabilidade e combate WVR.

          • O que não dá é usar como parâmetros para a afirmação da inevitabilidade do combate visual (ou do dog fight) ou da relevância do canhão para o combate aéreo, mísseis da década de 50/60 com 30 km de alcance, guiados por radar semi-ativo, lançados por caças com um radar mecânico a base de válvula, com desempenho medíocre e que custava a detectar um caça com RCS de 25 m² a 40 km.
            Sem querer entrar no tal do super trunfo (confesso que nem sei o que é isso), que muitos odeiam (não sei como esses fazem para analisar algo sem dados técnicos), mas já entrando, hoje se fala de um míssil Meteor ter mais de 200 km de alcance… um radar AESA do F-35 tem desempenho que o habilita a detectar consistentemente um “alvo” com RCS de 2 m² a mais de 250 km.
            Só como exemplo, supondo um caça com radar AESA que lance a Mach 1.5 um míssil Meteor com velocidade média de 1000 m/s contra um alvo igualmente se movendo a Mach 1.5 e que no momento do lançamento o alvo esteja a 200 km de distância. O “impacto” se dará a cerca de 130 km do ponto de lançamento e mesmo que o lançador não implemente uma manobra F-pole para tangenciar o alvo, ainda assim os caças estarão distantes entre si no momento do impacto a 60 km.
            Vale salientar que eu maximizei muito as condições para favorecer a aproximação dos caças (o alvo geralmente não estaria em velocidade supersônica, a distância de lançamento pode ser muito maior que 200 km para um míssil Meteor e a velocidade média do míssil é bem maior que 1000 m/s) e mesmo assim os caças não se aproximariam mais que 60 km um do outro, na pior das hipóteses, portanto, muito longe de qualquer possibilidade do combate visual ocorrer caso o (os) míssil (mísseis) BVR falhe (m).

          • Bosco, é preciso lembrar que nenhuma vitória ar-ar até hoje com míssil BVR ocorreu com disparo fora do alcance visual, foram todos abates dentro do alcance visual. Em combates reais com EW, jamming etc., esses números inflados de alcances de radar e de mísseis certamente cairão para menos da metade. Com as limitações do IFF, não dá para ficar disparando míssil sem ter certeza que o alvo é realmente um inimigo.

          • Alexandre,
            Mas aí é questão de regras de engajamento. Ou seja, o fator limitante são as regras humana e não a tecnologia.
            Engraçado que quando se fala que um S-400 pode interceptar caças a 400 km e que os mísseis antinavios russos e chineses podem afundar navios a 1000, 2000 km, ninguém lembra das tais “regras de engajamento” e da limitação imposta pela falibilidade dos sistemas de identificação amigo/inimigo. Também ninguém se lembra disso quando os russos anunciam mísseis ar-ar com 400 km de alcance (KS172 e R37).
            Só quem parece ter esses “pudores” no combate ar-ar é o Ocidente.
            Quanto a não ter havido vitórias além do alcance visual, eu discordo. O alcance visual é tido como até 20 km (apesar dos combates com mísseis de curto alcance serem em geral a menos de 3 km e o de canhões a 300 metros) e alguns Amraams já conseguiram interceptar em combate alvos a mais de 20 km, portanto, em alcance BVR.
            Vale salientar que até hoje não houve combate entre aeronaves de 5ªG contra as de 4ªG e nem entre as de 4,5ª contra as 4ª ou 3ª Gs.
            Daí também não dá pra falarmos nada de absoluto tendo como comparação tecnologia que não é a que está sendo discutida.

        • Amigo Mk-48, mesmo em dogfights o F-35 não faria feio pois conforme mesmo atestaram os pilotos que o voaram ele tem manobrabilidade situada entre o F-16 e o F/A-18 sendo mais próxima desse último pela capacidade de alto AoA. Vimos isso na apresentação executada no salão de Le Bourget ano passado onde, aliàs, o aparelho levava em suas baias de armas uma carga comparável à de mísseis AMRAAM.

          Ademais, em testes teria conseguido executar o “Cobra de Pugachev”, a manobra que leva os fãs da família Flanker ao delírio.

          • Prezado Tireless,

            Sim, estou ciente destas informações que você escreveu, porém o meu comentário foi no sentido de que o F35 não foi concebido para atuar em dog-fights, mesmo que ainda não “faça feio” em um.

            Obrigado pelas informações.

            Abs.

          • Um F-16 puxa 9 G numa configuração limpa. Cheio de penduricalhos essa capacidade é reduzida pelo FBY.
            O F-35 puxa menos mas não tem essa limitação quando numa configuração steath full.

      • Anderson. Só por curiosidade.
        Como vc pode dizer que um avião que ainda não existe, só seus protótipos, portanto ainda não esta pronto (SU-57) pode ser melhor que um que já esta voando e já existem 300 unidades vendidas?
        Não desqualifico as virtudes e as pretensas virtudes do mesmo só quero entender seus critérios pra chegar a esta conclusão.

        • Boa noite, postei as informações para provocar discussão mesmo, está foi a intenção blz.
          Bom vamos lá, só pra reflexão:
          1-Alguém acha que uma grande potência militar vende o que tem de melhor?
          2-Foi publicado a pouco tempo a falha de mobilidade do F-35 que era pior que do F16 e F18 mas era compensado pela alta tecnologia é que poderia abater estes a longa distância, isto não seria um marketing para venda?
          3-Outras potências como a Rússia teria uma aeronave tão inferior?
          4-Empuxo vetorial 360 graus só a Rússia tem, outros países têm apenas empuxo vertical certo?
          5-O SU-35S é uma aeronave nova porém com base do SU-27 melhorada e o SU-57 é protótipo mas bem avançado e melhor que SU35 ok., Por isso citei.
          6-Pra vender tem que ser bom certo, senão ninguém quer.
          7-Sou leigo no assunto é não conheço tais aeronaves, apenas comento a partir de informações divulgadas.
          8-Nenhuma outra nação faz tanta divulgação assim de equipamentos militares como os Americanos, por isso me parece muito marketing.
          9-Apenas citei o que acho ok.

          • Anderson,
            Só uma correção: os russos adotam um sistema de controle de empuxo (TVC) tipo TVN (thrust vectoring nozzle) 3D em alguns de seus caças Sukhoi e os americanos adotam um TVN 2D no F-22.
            Os russos não têm aviões com escapes vetoráveis 2D e os americanos não têm aviões com escapes vetoráveis 3D.
            Isso não quer dizer absolutamente nada acerca das qualidades de um ou de outro. É opção tecnológica de cada um e nesse caso não quer dizer que o fato do 3 ser depois do 2 que o sistema TVN 3D é superior ao 2D. rsrsss Ambos os sistemas têm variação angular menor que 60º.
            Os caças STOVL AV-8B e F-35B adotam escapes vetoráveis 2D com variação angular de 90º.

          • Na verdade o russos usam um TVC 2D (pegaram um TVC 2D e inclinaram em 32 graus) na linha Su-30/35. Falta de manobrabilidade do F-35 é mito, puro mito com base em um relatório de um F-35A limitado a 5G e sem manual de combate. Puro amadorismo tomar aquele relatório como desempenho de uma aeronave operacional.

          • Bosco ele e chamado de 3D fixo. Não se move livremente em 3D, mas sim em 2D em um ângulos inclinado que gera forças em azimute. É como pegar o TVC do F-22 e girar ele 32 graus no sentido horário ou anti-horário, agora como ele ficou inclinado ele vai gerar forças laterais. É só mais uma daquelas histórias mal contadas.

      • A índia cancelou a compra de dezenas de SU-57, por não cumprir as tarefas as quais são submetidos os caças de 5 quinta geração, os russos ainda não chegaram lá !

        • Jjose 12 de junho de 2018 at 20:29,
          Os Russos não estão compartilhando a tecnologia stealth com os indianos. Esse seria o real motivo da briga

          • Esse é apenas um dos motivos para a saída dos indianos do programa. O outro é que o aparelho russo simplesmente não alcançou os requisitos de redução de RCS do programa.

          • HMS TIRELESS 13 de junho de 2018 at 9:41,

            Como se diz:
            “Quem conta um conto acrescenta um ponto”
            Em alguns casos, se acrescentam um parágrafo!

          • A alegação indiana é corroborada por especialistas ocidentais, salvo o histérico Carlo Kopp, há bastante tempo. Já foi inclusive objeto de diversas matérias em revistas e sites especializados e recentemente tivemos uma matéria a esse respeito aqui no Aereo.

    • Aos “adoradores” do F-35
      “300 aeronaves incompletas”
      “Todos os 300 F-35 construídos até hoje são aeronaves de produção inicial de baixa cadência e, como tal, estão ainda longe de atender o desempenho contratual.”
      “Desse total, quase 200 são equipados com o software Block 2B ou Block 3I (108 F-35As da USAF; 53 F-35B do USMC e 28 F-35C da US Navy), que permitem a execução de saídas de voo com armas básicas, como mísseis ar-ar AIM-9 e AIM-120 e algumas bombas guiadas a laser.”
      “A maioria desses primeiros aviões só pode ser usada para TREINAMENTO, a menos que eles façam um upgrade caro, e a Força Aérea dos EUA não tem certeza se terá dinheiro para atualizar seus 108 caças F-35A.”
      “Assim, apesar da imagem que a Lockheed tenta projetar da maturidade do F-35, o programa não atingirá os recursos especificados no contrato original até que eles sejam atualizados para a configuração Block 4 (agora conhecida como Continuous Capability Development and Delivery, ou C2D2), sob um programa separado de US$ 16 bilhões cujo financiamento ainda não está garantido e que não será concluído até o final do ano fiscal de 2024.”

      AVISO DOS EDITORES: NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS, LEIA AS REGRAS DO BLOG

      https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

      • Ricardo, já temos exemplares a serviço de forças aéreas no exterior e inclusive já utilizados em combate como é o caso de Israel. Ou seja,quer queira ou não temos uma aeronave que está EM SERVIÇO OPERACIONAL e mais importante do que isso, fez sua estréia em combate. E não estamos falando de estrear de faz de conta como aconteceu com o Su-57, que disparou UM míssil de cruzeiro contra alguns barbudinhos de sandália e AK-47 mas sim de ingressar em um espaço aéreo contestado e atacar um alvo razoavelmente bem defendido (Buk, S-200 modernizado e Pantsyr) e atacar um alvo estratégico de valor, tal como foram os depósitos de munição iranianos situados em Hama e Aleppo

        Como se vê, ser detrator do F-35 é uma coisa. Querer negar os fatos ou seja, que o aparelho começa a mostrar que é exatamente aquilo que seus projetistas vislumbraram e seus operadores desejam, é outra completamente distinta. E pode levar a graves equívocos de julgamento.

        AVISO DOS EDITORES: NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS, LEIA AS REGRAS DO BLOG

        https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

      • HMS TIRELESS 13 de junho de 2018 at 9:39,

        A opinião não é minha é a do autor do texto.
        Só acho que alguns aqui deveriam para de “deusificar” o F-35 e “demonizar” o Su-57.
        E vice-versa. Se tem problemas, reconheçam. Só reconhecendo e assumindo os problemas é que será possível corrigi-los.
        Os EUA já tiveram um F-111. Para o bem deles, tomara que não tenham outro.
        O conceito do JSF tinha tudo para dar certo mas os rumos que tomaram . . .
        É por essas e outras que continuo (infelizmente) chamando de “F-35 Aadvark II”

        • Ricardo, eu não estou negando a opinião sua ou do autor do texto. O que eu estou levantando é que apesar dos exemplares entregues até agora de fato não estarem em sua configuração operacional plena o fato é que a disponível já se tornou apta a tornar o F-35 um vetor de combate que foi usado como tal com sucesso por uma força aérea que é reconhecida mundialmente pela sua qualidade, profissionalismo e sucesso. Ou seja, o aparelho vai paulatinamente se tornando exatamente aquilo que seus operadores desejam e se afastando de ser, segundo suas palavras, um “Aadvark II”

  1. Eu ainda acredito no F35 e na capacidade de Lockheed Martin colocá-lo para voar como o caça mais poderoso do mundo… não é de se esperar que todos os projetos sejam infalíveis desde o primeiro parafuso, mas bem, eles chegam lá…

    Comentário editado.

  2. Interessante essa situação do Block 4.
    Mas é importante salientar, q o treinamento, ao qual é submetido, imita o máximo possível a realidade. Além disso, a complexidade do combate moderno exige recursos cada vez mais elaborados.
    Sem dúvida, como Israel comprovou, a Anv está apta. Talvez, por força da variedade de ameaças q os EUA pode enfrentar, pra ele pode não estar tanto.

    • Engraçado mas alguns desses “protótipos” foram utilizados com bastante eficiência pela
      melhor treinada força aérea do mundo contra alvos razoavelmente bem defendidos. Logicamente você pode dizer que o Su-57 fez o mesmo mas cumpre lembrar que os barbudinhos, ao contrários dos sírios e iranianos, mal têm MANPADS.

        • Restos de bombas GBU-39 SDB, armamento primário dos F-35, foram encontrados nos depósitos de munição iranianos atacados em Homs.

          Outrossim estamos falando da Força Aérea que mais derrubou aviões inimigos depois da guerra da coréia, acabou com as forças aéreas árabes ainda no solo em 1967 e destruiu o reator de Osirak. Alguém duvidaria de uma informação prestada por uma força aérea desse quilate?

      • “Razoavelmente bem defendido”
        Tá falando dos sírios? Aqueles que deixaram um pantsir dando sopa na hora da recarga e levou míssil na cara? Fala sério, até eu com uma baladeira derrubo um F-16 de olhos vendados.

        • Defensor, o fato é que os sírios tinham (e tem) à sua disposição sistemas SAM modernos e eficientes como o Pantsyr. Se não souberam usar aí são outros 500…

          • Então não diga que o espaço aéreo era “razoavelmente defendido”, pois não se deve considerar somente as armas na análise. Arma boa os franceses também tinham na 2ª SGM, isso não impediu eles de tomarem uma sova histórica dos alemães com armas inferiores.

  3. calma gente o avião é muito ruim mesmo e todos esses países de terceiro mundo estão fazendo besteira em comprá-lo. além do mais não se preocupem o presidente Trump vai assinar um decreto cancelando o projeto mandando o quase trilhão de dólares já investidos para o espaço e tudo vai acabar bem.

  4. Quem acompanha diariamente as noticias aqui sabem que o F-35 volta-e-meia aparece um problema que não foi resolvido, lemos também tal ou tal arma foi integrada, sendo que essa mesmas armas já estão integradas a outras aeronave a anos e a poucos meses atrás vimos que fizeram modificações no software para poder lançar bombas. O F-35 é um grande sucesso de venda mesmo sem estar completamente terminado e com todas as capacidades operacionais e de combate integradas que aparecem nas propagandas desse caça. Talvez lá por 2025 ele esteja completamente desenvolvido conforme projeto e passe a partir daí a receber atualizações somente.
    Relembrem a matéria a baixo de 4/2/2018 publicada aqui no Poder Aéreo

    Caça F-35 tem 2.769 relatórios de deficiências
    https://www.aereo.jor.br/2018/02/04/caca-f-35-tem-2-769-relatorios-de-deficiencias/

  5. O F-35 é o caça (na realidade são 3 caças) para os países alinhados com os EUA, quem não é, vê os seus caças serem abatidos ou vão para a solução Russa (que a priori não prioriza o stealth) ou caças chineses. HOJE os americanos nadam de braçada, o F-35 não é produto de MKT, temos que lembrar que os americanos são o pais mais bem preparado, experiente para a guerra, existe a preocupação em equipar os militares o melhor possível, claro, existe muito lobby mas no geral, existe sim esta preocupação.
    O programa é um sucesso? Isto só o futuro vai dizer, gastaram muito dinheiro no programa que vai ter que se provar (como grande parte dos equipamentos) que compensou, mas entre os mimimi de muitos ainda prefiro dar crédito aos que tem por função e profissão definir e desenvolver os vetores para os militares.
    Tem muita gente aqui que romantiza conflitos, acredita em heroísmo, sacadas, improvisações. Sim eles existem mas o que acontece é um tentando emboscar o outro, guerras como a do barão vermelho ou de soldados (com uniforme azul ou vermelho cheguei) em pé, uns atirando nos outros para dar a estocada final via baioneta acabou a muitos anos. Hoje, quem volta é aquele que mata o outro antes de ser visto e nisto o F-35 (em teoria) faz bem. Isto vale para os caças, como para a infantaria que prioriza a luta a noite. Quem está esquipado com visão noturna, mata o outro que não tem esta facilidade.

  6. Exatamente, Humberto, penso a mesma cois, o F-35 pra mim é o melhor e mais letal caça da atualidade, e disparado na frente, só perderia para o F-22, mas esse é hors-concours e bem mais velho. Muitas sandices se falam dos problemas do F-35, ora bolas caçarolas, o F-16 foi imbatível nesse quesito, teve milhares de problemas, mas mesmo assim acabou se tornando o melhor caça leve do mundo de 4ª geração, mas é um avião de 1970, teve seu tempo, e está acabando. O F-35 é o futuro, quem não tem vai ficar chupando o dedo e criticando, enquanto quem tem vai acabar com a oposição aérea, não vai ter pra ninguém.

  7. Na minha opinião o único caça de 5° geração 100% operacional é o F-22, e eu diferente da maioria aqui do blog não levo muita fé nos mísseis BVR seja de qual nação que for, eu posso estar errado em relação ao combate BVR mas treino é treino e jogo é jogo.

  8. Um número que põe abaixo o mito da manobrabilidade :

    Em 75% do Kill desde a primeira guerra a aeronave abatida não sabia que estava sendo engajada, se quer teve chance de manobrar defensivamente. Ou seja, 75% do kill vieram da perda de consciência situacional.

    Mas a maioria ainda alimenta o mito de caças manobrando com elevada carga G. No mundo real a coisa é bem menos romântica.
    O F-35 é um caça stealth com elevada consciência situacional. Ele vai controlar o engajamento e só vai se envolver quando for favorável.

    Por fim, a superiodade aérea deve ser conquista atacando os ativos inimigos ainda em solo. E nenhum caça faz isso melhor do que o F-35.

    Esse é o mundo real.

    • Apenas complementando o seu excelente comentário Ricardo cabe lembrar que o maior ás da era do jato, Giora Epstein (17 vitórias), além das características típicas de um piloto nato tal como a agressividade também tinha uma visão privilegiada que o permitia enxergar um caça inimigo à uma distância bem maior que os outros pilotos ou seja, ele “naturalmente” tinha uma consciência situacional superior aos demais. Outra mostra da questão da consciência situacional deu-se no primeiro combate ar-ar da guerra das Falklands quando os dois Mirage IIIE ingressaram no TO em formação cerrada, tanto que o líder do elemento britânico de SHAR não acreditou quando viu na tela do seu radar naquilo que os norte-americanos comumente chamam de “asas soldadas”. E na sequência do combate após o líder argentino ser abatido seu ala perseguiu o Sea Harrier responsável até que sentiu seu aparelho tremer e se tornar incontrolável visto não ter enxergado o outro piloto britânico.

      • Exatamente. Um estudo dos embates do Vietnã revelou que a diferença de manobrabilidade entre os caças dos EUA foi irrelevante para uma diferença na relação de kill entre eles. O X da questão era que entrava melhor posicionado no engajamento.

  9. O projeto mais caro de todos os tempos, nas mãos de quem sabe fazer e com clientes do gabarito da força aérea israelense, se o F35 não for o melhor todos nós precisamos rever os nossos conceitos sobre o assunto em questão!!!!

    • Cliente é quem paga por um produto, neste caso Israel ganha de presente, e ainda vem com revisão e 1 ano de combustível grátis de brinde.

      • Pesquisas de opinião mostram que pelo menos 60% da população norte-americana aprova a ajuda militar a Israel.

        Vox populi et vox dei..

        • Praticamente a mesma porcentagem que votou no Obama e Hillary, Hm….. Isso explica muita coisa: o americano é trouxa!

  10. Ao ver esta conquista das forças aéreas Ocidentais, fica cada vez mais claro que a Rússia está deixando a oportunidade passar, tudo por causa de orgulho ferido.

    Não importa quão bom seja o Su-57, a Rússia está sozinha nessa enquanto que a China está ali, pronta para fazer cooperação.
    É evidente que a Rússia deveria terceirizar sua produção de Su-57, comprar aviões J-20 Chineses e entrar na produção conjunta do J-31 Chinês.
    A Rússia poderia co-produzir o J-31, terceirizar o Su-57 na produção e comprar os J-20 para que, juntos, China e Rússia tivessem uma defesa aérea a altura dos adversários.
    Mas o orgulho dos Russos faz eles perderem esta oportunidade.

  11. Ainda não ficou claro que todos os parceiros envolvidos neste projeto de custos infinitos, está recebendo aeronaves incompletas no que tange a operacionalidade e custos para adequação ao nível desejado para disponibilidade. A medida que o tempo passa a pressão para que estes vetores estejam adequados em relação à indisponibilidade dos respectivos vetores 4+, fica a dúvida se ao invés de ser algo ótimo; torne-se um problema grave.

  12. Vira a mexe acompanho as notícias e, principalmente, os comentários (muita das vezes elucidativos) desta página e de outras. Sou fã da aviação de caça e extremamente leigo comparado a muitos que aqui frequentam. Mas do que já li, alguns sistemas de guerra eletrônica como o Spectra também fazem o “stealth” ao enganar o radar inimigo. Além disso, na teoria, seria capaz também de confundir os mísseis bvr guiados por radar, etc. A minha pergunta é: com a guerra eletrônica em estado muito avançado os materiais, pinturas e design stealth não estariam ficando obsoletos? Essa condição da guerra eletrônica, por exemplo no caça russo su-57, que não prioriza o stealth, mas a guerra eletrônica, não daria alguma vantagem aos russos e ainda com um custo de produção por unidade muito menor?

  13. Bom dia, estou gostando muito das discussões aqui. Alguém sabe me informar porque o governo Americano usa com grande frequência em suas missões apenas o F16 e F18?
    Seria porque são os únicos realmente funcionais?
    Fico com dúvidas, outro ponto que escrevi em comentários anteriores, se o F-35 é melhor caça atualmente não seria um erro vender pois algumas nacionalidades poderiam fazer engenharia reversa?
    Qual seria o principal trunfo Americano se outras nacionalidades tiverem tecnologia igual?
    Ainda sustento minha opinião que pra mim F35 não é tudo isso que falam blz.

    • Olá Anderson,
      De repente os americanos utilizam mais o F-16 e o F-18 porque são os mais numerosos no inventário deles, mais numerosos, maior a quantidade de bases que operam os vetores.
      Mas sempre estão aparecendo os F-15, A-10 e os B-52.
      Quanto a vender o caça, quem está recebendo os F-35 são os países que participam do programa ou são aliados de primeira linha. Difícil afirmar que F-35 seja o melhor caça, com certeza é o mais sofisticado nos aviônicos e na integração dos mesmos. HOJE o F-22 é considerado o melhor caça (apesar de ainda não estar provado nos combates).

  14. A pergunta que não quer calar é a seguinte: o F35 com os zilhões de defeitos, entregando o 300º exemplar e já usado em combate segundo os israelenses – (sírios afirmam que não viram ninguém por lá e que o Pantsir desligado implodiu sozinho.) não seria superior a tudo que está no ar atualmente, considerando as forças de oposição? Afinal tem o F22 do lado dele.
    Sem devaneios de que exista algum ufanismo pró-americano; tenho certa alergia a “verdades triunfantes” de que modelos que começaram muito tempo depois e que teriam “incorporado” todas as inovações sem os defeitos sejam melhores – ainda mais quando lemos que o J20 está na casa da segunda dezena e o Su-57 continua como protótipo. Não acho que o F35 seja um supertrunfo, tampouco os outros. Quem sabe daqui uns anos a respostas venha dos céus onde se enfrentem – mas até lá ainda acho que quem abriu o caminho tem a seu lado a experiência seja ela boa ou má.
    Sds.

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