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Força Aérea do Qatar compra o Sniper Advanced Targeting Pod

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AEL Sistemas
Sniper ATP
Sniper ATP

PARIS – A Força Aérea do Emirado do Qatar (QEAF – Qatar Emiri Air Force) selecionou o Sniper Advanced Targeting Pod (ATP) da Lockheed Martin para sua aeronave Rafale, marcando o crescimento contínuo e a expansão da plataforma para a capacidade de direcionamento de precisão.

De acordo com este contrato anunciado durante a exposição Eurosatory 2018, a Lockheed Martin fornecerá os pods à QEAF, além de peças de reposição e suporte de implementação para o caça Rafale – a 10ª plataforma para voar com o Sniper ATP. Os esforços de integração estão em andamento, com testes de voo atualmente em andamento.

“A expansão da plataforma no avião Rafale é uma prova do desempenho comprovado do Sniper ATP, facilidade de integração e arquitetura aberta”, disse Kenen Nelson, diretor de programas de asa fixa da Lockheed Martin Missiles e Fire Control. “Investimos continuamente para garantir que o Sniper ATP seja o pod de alvos mais capaz disponível para nossos aliados em todo o mundo”.

As entregas de pods para a QEAF terão início em 2019.

O Sniper ATP detecta, identifica, rastreia automaticamente e designa a laser pequenos alvos táticos em longas distâncias. Também suporta o emprego de todas as armas guiadas por laser e GPS contra múltiplos alvos fixos e móveis.

O Sniper ATP foi integrado em múltiplas plataformas, incluindo aeronaves da Força Aérea dos EUA e multinacionais F-2, F-15, F-16, F-18, A-10, B-1, B-52, Harrier e Typhoon.

Sediada em Bethesda, Maryland, a Lockheed Martin é uma empresa global de segurança e aeroespacial que emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e dedica-se principalmente à pesquisa, projeto, desenvolvimento, fabricação, integração e manutenção de sistemas, produtos e serviços de tecnologia avançada.

Rafale nas cores do Qatar
Rafale nas cores do Qatar

FONTE: Lockheed Martin

29 COMMENTS

  1. Interessante é que quem está fazendo a integração do Sniper no Rafale é a Lockheed Martin e não a Dassault, o que seria o correto. Como o Qatar tem recursos para bancar a empreitada menos mal mas se fosse o Brasil, onde faltam recursos e o Rafale foi a escolha “político-etílica” de um certo alguém, a FAB teria de ficar amarrada ao Damocles não podendo sequer integrar o Litening que já usa.

    • Com aviões não-EUA, na maioria dos casos, o operador faz o que quiser e integrar o que quiser no avião. “Ah, mas precisa de dinheiro”, sim, quem quer ter uma força aérea efetivamente capaz e não para brincar de força aérea, tem que gastar com equipamentos assessórios, é assim em todo mundo. Só no Brasil que o pessoal acha que um míssil por caça é o suficiente. rsrsrs

      Bom mesmo é voa F-5 até pra lá de 2021. Isto é, se não cair mais até lá.

      Quem quer ter poder de dissuasão, paga o preço, simples assim.

      • Wellington, a obrigação de integrar armamentos a um vetor é do fabricante. No caso do Rafale até hoje a única arma não francesa integrada ao mesmo é a GBU-12 por ter sido uma necessidade do ADLAIR. Na maioria dos casos integrar armas não francesas a vetores gauleses é algo feito praticamente na marra. Os israelenses integraram o AIM-9D ao Mirage IIIC no começo dos anos 70 praticamente pela iniciativa exclusiva de Iftach Spector, que à época era o CO do Esquadrão 101, e nos anos 90 no conflito do Kargill os indianos integraram bombas britânicas aos Mirage 2000.

        No nosso caso, ante a falta de dinheiro e também de boa vontade dos franceses, caso o Rafale fosse escolhido todas as armas ar-ar e ar-superfície da FAB assim como o Pod designador Litening teriam de ser descartados.

        • O fabricante da aeronave não tem obrigação nenhuma de integrar nenhum equipamento que não tenha contrato para tal. Se o cliente quiser, que pague pela integração que o fabricante não terá nenhum problema em integrar. Quer dizer, fabricante fora dos EUA.

          Agora se o cliente não quiser que o fabricante integre, que o faça por conta própria se tiver os códigos fontes necessários. No F-X2, a Dassault disponibilizaria isto, a Boeing não. Aliás, a SAAB também o fará.

          O resto é desinformação por ______
          _____________________

          COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO PARA PROVOCAR OU ATACAR SEUS DESAFETOS NO CAMPO PESSOAL, O QUE SÓ GERA BRIGAS INÚTEIS PARA A DISCUSSÃO DOS TEMAS DAS MATÉRIAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

          https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

        • Só lembrando que Israel que fez a integração dos mísseis pra Índia, durante a guerra de Kargill.
          Parece até propaganda de sementes. Rsssss

  2. 100 mil funcionários… É muita gente…
    Será que não falta maior eficiência?
    Muita gente batendo cabeça e no fim o F35 não fica pronto.
    E os lotes iniciais não podem ser atualizados se não for por um alto valor.
    Bem que a FAB podia comprar uns 30 desses mesmo desatualizados.
    Melhor que F5…

      • Lembrando que a EMBRAER participou do desenvolvimento do avião, especialmente do Gripen F, que seria a plataforma perfeita para um Gripen EW.

          • Porque a Embraer não tem mostrado nenhum interesse de seguir com o projeto em, basicamente, nada. É participante, por conta de negócios apenas (um dinheiro que entra a mais, sem nenhum esforço – ou o contribuinte brasileiro que está arcando), business is business.

            Quem tem sim, demonstrado maior interesse no projeto, por motivos óbvios, é a AKAER.

    • Nonato, abandone essa sua bandeira de simplificar as coisas. Já lhe foi explicado inúmeras vezes que as coisas são mais complexas do que sua aparente falta de capacidade de entender isso. Caça não é carro. Carro não é caça.

      Essa sua insistência faz parecer que você possui problema(s) de cognição.

      Vá às matérias recentes do naval e entenda a complexidade do Prosub…veja que não se trata de um simples busão que afunda.

  3. Eu aqui na minha ignorância, imaginando o Rafale com uma camuflagem similar às da Força aérea de Israel… Sauditas estão de olho no Qatar, e estes estão em sondagens para adquirir o S-400. De fato, a temperatura nunca baixa por aquelas bandas. 🙂

    • E a temperatura vai aumentar. E muito. Acabo de ler notícias de que a Síria vai retomar a província de Quneitra, que está em mãos de rebeldes pró-americanos. Certamente teremos a participação de soldados do Hezbollah e iranianos. Não custa lembra que essa província faz fronteira com a colinas ocupadas de Golã. Na verdade, estão acendendo um maçarico.

      • Estão é brincando com fogo! Se chegarem perto do Golan serão atacados com a conhecida eficiência das IDFs tal como vimos no mês passado, quando inúmeras infraestruturas da ditadura teocrática persa foram postos abaixo, com a morte de diversos soldados e terroristas. Aliás o ataque israelense deixou os iranianos simplesmente desmoralizados.

        Outrossim, É bom Assad ter em mente que ele apenas se salvou de um destino semelhante ao de Kadafi pela intervenção russa. E os russos já declararam que querem os iranianos fora da Síria. E fica a pergunta: Irá o ditador sírio se indispor com o líder russo?

  4. Essas nações que ancoram suas riquezas e Commodities baseado na matriz energética em combustível fóssil que tem prazo de validade certamente o que esta comprando hoje como o melhor em relação a armamento militar não significa que amanhã vai poder manter.

  5. Voltando ao tópico :
    1 – O ATP é superior ao Damocles ? E/ou mais barato ?
    2 – Houve vazamento do sistema do Rafale para que a LM se habilitasse a integrar o ATP ? Se, onde vazou, na França, Qatar ou outro operador do Rafale ?

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