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Os primeiros quatro caças F-35B da RAF chegam ao Reino Unido

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AEL Sistemas

O Reino Unido recebeu ontem seus primeiros quatro aviões de caça avançados F-35B, que serão pilotados pela Royal Air Force e Royal Navy. Com a ajuda de reabastecimento aéreo, as aeronaves voaram sem escalas através do Atlântico a partir da US Air Corps Air Station em Beaufort, Carolina do Sul, onde pilotos britânicos passaram por treinamento intensivo na aeronave em parceria com suas contrapartes do USMC.

Com tecnologia stealth, sensores avançados, capacidade e alcance de armas, o F-35 é o considerado o caça mais letal, com capacidade de sobrevivência e conectado já construído. Mais do que um jato de combate, a capacidade do F-35 de coletar, analisar e compartilhar dados é um poderoso multiplicador de forças que aprimora todos os recursos aéreos, de superfície e terrestres no campo de batalha.

“Esta aeronave vai realmente transformar a forma como o Reino Unido conduz suas operações de defesa e é apropriado que a próxima geração de aviões de combate tenha chegado enquanto a RAF celebra seu centenário”, disse Peter Ruddock, diretor executivo da Lockheed Martin UK. “Como um dos principais parceiros do programa F-35 desde seus estágios iniciais, o Reino Unido tem sido fundamental na formação do projeto e desenvolvimento da aeronave, particularmente em relação à capacidade de decolagem curta e aterrissagem vertical.”

Cerca de £ 550 milhões foram investidos na base aérea RAF Marham como parte de um grande programa de mudança para preparar a base para abrigar os novos jatos. A base tem visto uma melhoria nas instalações, pistas recauchutadas e a adição de novas plataformas de pouso para acomodar a capacidade do avião de pousar verticalmente.

“Esses caças formidáveis ​​são uma declaração nacional de nossa intenção de proteger a nós mesmos e nossos aliados da intensificação de ameaças em todo o mundo. Com uma capacidade de mudar o jogo para coletar informações cruciais, combater guerras e enfrentar o terrorismo, esses são os jatos mais avançados da história britânica.” O trabalho que foi para a sua chegada antecipada mostra que eles têm as pessoas à altura. Nossas indústrias de defesa e militar sempre estiveram na vanguarda da tecnologia, e a importante chegada de hoje desses incríveis jatos mostra que estamos mantendo nossa orgulhosa tradição de inovação enquanto mantemos a Grã-Bretanha a salvo do mais grave dos perigos”, disse o Secretário de Defesa do Reino Unido, Gavin Williamson.

O programa também beneficiou muito a indústria do Reino Unido, com mais de 500 empresas britânicas envolvidas na cadeia de suprimentos. Cerca de 15% do valor de cada uma das mais de 3.000 aeronaves F-35 projetadas no programa é fabricado no Reino Unido e, até o momento, o programa gerou cerca de US$ 13 bilhões em contratos para fornecedores britânicos.

A aeronave chegou dois meses antes do previsto, o que permitirá que a Força de F-35 do Reino Unido se concentre em alcançar a capacidade operacional inicial até o final de 2018. Os primeiros testes de voo com os porta-aviões classe Queen Elizabeth do Reino Unido são esperados para o final deste ano.

Suporte abrangente de sustentação para a frota britânica de aeronaves F-35 baseadas na RAF Marham será fornecido pelo Lightning Team UK, que representa a equipe mista da BAE Systems, Lockheed Martin, Pratt & Whitney e Rolls Royce.

O Reino Unido tem atualmente 15 aeronaves F-35B no total, o restante das quais está estacionado em MCAS Beaufort ou Edwards Air Force Base, na Califórnia, onde eles estão envolvidos em testes e treinamento.

Em todo o mundo, existem agora quase 300 aeronaves F-35 operando a partir de 15 bases no mundo e o programa alcançou mais de 140.000 horas de voo.

57 COMMENTS

  1. Uma nova era de novas capacidade se inicia na RAF e na RN

    Quando embarcados no HMS Queen Elizabeth, devolverão à Grã-Bretanha o posto de mais poderosa força aeronaval do continente europeu, posto a ser compartilhado com a Marina Militare Italiana embora o navio britânico seja maior que os NAes italianos.

    Contudo, minha crítica está no fato dos britânicos terem optado por adquirir 138 exemplares da versão B o que não me parece lógico pois fora o período em que estiverem embarcado a maioria dos exemplares da RAF irá operar fazendo pousos e decolagens convencionais. Assim o ideal é que desses 138 aviões 90 fossem da variante A para a RAF e os restantes 48 da variante B para a RN.

    • Caro HMS
      A comunalidade entre o A e o B é e pequena, e dessa forma, todos operando a mesma aeronave a RAF e a RN podem coexistir operando dos QE sem maiores problemas.

      Acho o B uma aeronave muito mais problemática, e acredito que operar o A seria realmente melhor, mas compreendo a maneira de pensar do MoD Britânico pensando em manter uma base comum as forças para operar nos QE

      • Ainda que a comunalidade entre as variantes seja pequena, os menores custos de aquisição e operação da variante A terminariam por compensar esse fator. Outra questão é que o F-35 não irá na RAF fazer as mesmas missões que faziam os Harriers salvo as operações embarcadas, e o F-35A é o avião mais adequado para substituir os Tornados.

    • HMS Tireless,
      .
      Será que os ingleses – RAF e RN – vão operar o F-35B “irá operar fazendo pousos e decolagens convencionais”?
      Penso que não.
      Os ingleses temem, por razões históricas, a perda de aeroportos convencionais.
      Este era o princípio que norteava a operação dos saudosos Harrier pela RAF, operar de qualquer lugar que pudesse decolar verticalmente, normalmente, de lado ou do jeito que desse.
      .
      O F-35B STOVL poderá oferecer muitas surpresas operacionais, no simples decolar e aterrissar, nas mãos dos profissionais da RAF, Fleet Air Arm (FAA) e US Marines.
      .
      Forte abraço,
      Ivan, o Antigo (do tempo do Harrier).

      • Vale lembrar que a guarda sera compartilhada, ou melhor dividida, mas mesmo assim esquadrões da Raf serão aptos a embarcarem nos Naes.

        Se eu n me engano, o numero de F35s deve abaixar, seram 2 esquadrões na RAF e um para RN, todos com 24 caça, sendo que o primeiro esquadrão sera da RAF, por isso a guarda compartilhada mas depois do esquadrão da RN estar pronto será só dividida mesmo.

        De qualquer maneira são 72 F-35, sendo que uns 20-24 desses iram estar sempre embarcados e sempre que precisarem vão poder colocar mais pegando os esquadrões da RAF. O que pela tonelagem de 65 tons da classe Queen Elizabeth, se supoe que possam embarcar 48-50 cacas se quiserem.

      • Mestre Ivan, permita-me discordar….

        Quando entrou em serviço no final dos anos 60/começo dos anos 70 os Harriers GR-1/3 da RAF executavam prioritariamente as missões de apoio aéreo aproximado sendo, em virtude do seu (então) curto alcance estacionados mais perto da linha de frente, sendo que as missões de ataque em maior profundidade eram realizadas pelos SEPECAT Jaguar, Blackburn Buccaneer e depois pelos PANAVIA Tornado. Diante desse fato inclusive a maioria dos esquadrões dos “Jump Jets” era baseada na então Alemanha Ocidental e não na Grã-Bretanha. Tal fato persistiu até a Guerra das Falklands quando as necessidades do conflito não apenas impuseram ao aparelho a necessidade operar embarcados junto com seus primos Sea Harriers da RN como também de executar missões de ataque além das de apoio aéreo aproximado que já executava. Esse fato, aliado à entrada em serviço do Harrier II (GR-5/7/9) que tinha maior alcance e também aos cortes que se seguiram ao fim da guerra fria terminaram por adicionar organicamente à força de Harriers da RAF missões que não executiva anteriormente assim como a operação nos navios da RN.

        Entretanto, acho que o F-35 é um conceito diferente do que norteava o Harrier a despeito da existência de uma variante de decolagem curta/pouso vertical. Ele é um aparelho mais complexo, sofisticado e caro que inclusive leva a operação embarcada nos LHDs da USN para um novo patamar, praticamente convertendo esses navios em NAes voltados para teatros de operação de baixa ameaça. Nesse cenário a missão de apoio aproximado passa a ser apenas mais uma e não a prioritária, sendo que o grosso das mesmas no USMC será realizada por outros vetores como o AH-1Z e, esperamos nós, o A-29. E o mesmo se dará na Grã-Bretanha, onde essa missão agora está a cargo principalmente dos WAH-64 Apache do British Army.

        Nesse cenário, os F-35 da RAF terminarão por exercer funções mais próximas das que hoje são exercidas pela força de Tornados da RAF, que está prestes a ser retirada de serviço. E embora seja um avanço frente ao Harrier pois praticamente tem a autonomia do antigo A-7 Corsair, o F-35B ainda é a versão com menor autonomia das três. Assim me parece mais lógico a RAF optar pela variante A.

        • Concordo que os A são muito mais adequados a cumprir o papel de força de interdição profunda no território inimigo do que os B. Tambem vejo os B atuando perto da FEBA para fazer CAS, indo e voltando rapidamente da frente em múltiplas missões/dia como fariam inicialmente os Harrier e o A fazendo o papel do Tornado em ataques em profundidade sem a necessidade do perfil Hi Lo Hi.
          Mas compreendo o MoD Inglês, a grana tá curta, no ponto de vista deles valerá a pena a comunalidade de aeronaves e que a RN possa cumprir missões da RAF e vice-versa.
          Escolha difícil, mas até compreensível.

        • HMS olhe os mapas das regiões onde a RAF, opera ou pode vir operar.
          Todas regiões tem paises aliados por perto, onde o F-35 pode operar e se precisar a RAF pode operar nos HMS Queen Elizabeth e o Príncipe de Galês.

          • Amigos, estava assistindo à matéria da chegada dos F-35B ao Reino Unido pelo canal Forces TV e de fato há rumores de que o F-35A pode ser adquirido.

  2. Os F-35 estão totalmente aptos para atacar países desprotegidos e com um força de defesa infinitamente incapaz de contrapor qualquer ação. Síria, Líbano, Irã e Coreia do Norte que se cuidem. Colocar estes vetores contra o que há de melhor de defesa; como os S-300, S-400 e SU-35. China e Rússia aguardam ansiosos um mínimo embate próximo as suas fronteiras.Quem viver verá.

    • A julgar pelo que estamos vendo na Síria, onde o F-22 consegue tranquilamente se aproximar dos jatos de ataque russo sem que os Su-35 se dêem conta da presença dele, não creio que os F-35 tivessem qualquer dificuldade viu!?

    • nqo se esqueceu de um pais ai nao ??/ kkkk aaa. vc quiis dizer paises meio inimigos,, nao e ? eu so pensei no quesito: paises desprotegidos.,, perdoe me!!

  3. Aí sim !!!
    Fica mais consistente com “estatura” dele!
    É uma aeronave limitada em vários aspectos, diria até que me faz lembrar do Harrier, AV-8 …. Lógico que guardadas as devidas proporções!!! Esta configuração têm futuro!!
    Lembrando que respeito todas as opiniões!!

  4. Caça estupendo, é o que tem de mais moderno e mortal atualmente e vai deixar os ingleses mais próximos de seus colonos americanos, que ainda estão anos-luz à frente. Esse gap diminuído serve para aumentar o moral dos ingleses, deixá-los mais poderosos e sentirem o gostinho do stealth, que ninguém da europa tem pela enorme defasagem tecnológica frente à América. Escolheram certo, compraram bem, taí o resultado magnífico. E o Brasil, óóóóóó…

    • “Esse gap diminuído serve para aumentar o moral dos ingleses, deixá-los mais poderosos e sentirem o gostinho do stealth, que ninguém da europa tem pela enorme defasagem tecnológica frente à América”

      O ponto aí não é a defasagem tecnológica da Europa frente aos EUA.

      Os Europeus possuem a tecnologia sim, mas não tem, ou não querem colocar o dinheiro necessário para o seu desenvolvimento.

      O que é considerado Stealth hoje, pode deixar de ser daqui a 5 , 10 ou um pouco mais de anos, exatamente pela tecnologia dos novos radares que hoje estão em desenvolvimento. Isso cria um risco que talvez os Europeus não queiram assumir em função da quantidade de dinheiro necessária ao projeto e construção de uma aeronave Stealth européia.

    • Apenas para complementar o meu comentário, lembre-se que no início da 2a Guerra Mundial não haviam meios para detecção dos submarinos alemães, a arma stealth da época.

      No entanto , no decorrer do conflito, foram desenvolvidas/aperfeiçoadas novas tecnologias acústicas, tais como os hidrofones e o sonar, e que de um momento para o outro transformou os Uboats de arma Stealth em patinhos na lagoa.

      Nada em tecnologia é definitivo. Ela sempre avança, especialmente as que possuem fins militares.

  5. Bom acho que os F-35B vão fazer o papel dos Harriers, que já eram operados em conjunto pela RAF Royal Navy. Pode ser que mais pra frente a RAF encomende alguns F-35A

  6. É o avião a ser batido. Ele dá uma puta vantagem aos países usuários.
    A pergunta é pque a Índia não comprou uns 200 destes pra força aérea e uns 36 pra Marinha???

  7. A real capacidade de decolagem e pouso vertical desta versão é realmente incrível, mais sou mais os puro sangue F35C da US NAVY , tenho certeza que sera a melhor versão de todas deste avião, Poderá rivalizar com o tomcat em capacidade ( mais nunca em beleza e carisma) sará muito difícil algo chegar perto de um F35C antes de ser abatido, assim como era o F-14 quando entrou em serviço, Sera que vai aparecer no TOPGUN II , Se o Tom Cruise estiver lendo deixo aqui a minha dica, e alem do F35C, seria mais legal ainda aparecer no filme vários tipos e gerações de caças como T45, F-5 Tiger II Aggressor, F18 Legacy , F18 Super Hornet , e por que não uma versão computadorizada do Tomcat

  8. Melhor Moscou se preparar bem, o Kremelim ficara todo exposto a massivos bombardeios agora, fora os Ingleses podem interceptar os bombardeiros russos de maneira mais Style/Stealth.

      • Não se esqueça que os aeroportos russos, assim como outras facilidades como portos e bases militares, podem ser igualmente pulverizados por países pequenos com aviões avançados mas também dotados de SSBNs…..

      • Isso vale para qualquer país, inclusive aeroportos russos, chineses, iranianos, etc…..Além disso, caças como o F-35B não necessitam exatamente de aeroportos. Qualquer trecho de pista em mínimas condições operacionais já serve para ele operar.

          • Onde ficam as bases russas e chinesas a OTAN sabe. E para um Trident II pulverizá-las seria praticamente um Pule de 10…

          • Mas, antes de chegar lá, ficará no caminho. Provavelmente em 1/4 ou 1/3 do percurso. Já na Inglaterra, se o piloto bocejar atravessa o País.
            Agora, se passarmos para o campo nuclear, será tudo a mesma coisa. Todos serão pulverizados da face da terra.

          • Não se esqueça que os bombardeiros e jatos de ataque russos teriam de passar pela Europa ou pela Noruega antes de poder disparar suas armas contra as ilhas britânica ou seja, inevitavelmente seria interceptado e abatido por caças de outros países da OTAN bem antes de sequer chegar perto da Grã-Bretanha.

          • Qualquer país sabe exatamente onde ficam as bases do inimigo. Já ouviu falar em satélites? E quanto a ficarem no caminho, é muuuuito relativo. Depende da arma usada, do vetor e da quantidade lançada. Nada é indestrutível! Da maneira que vc fala, parece que por ser chinês ou russo é inexpugnável …… e não é! Assim como nenhuma base americana, francesa, inglesa,etc… tb não é!

    • Não creio Vinícius! A interceptação dos bombardeiros russos, creio eu, ainda vai continuar sendo feita pelos Typhoon baseados em Lossiemouth até porque geralmente os aviões russos se aproximam pela Escócia e a base de Marham, que será o lar dos F-35 britânicos, está localizada na parte sudeste da Grã-Bretanha, mais próxima do Canal da Mancha.

  9. Que o F-35 é uma aeronave fantástica ninguém dúvida, porém, enquanto não se resolver os problemas que afligem o programa é sobretudo os custos de se manter uma aeronave dessa, todo o avanço pode significar na verdade um pesadelo para forças que não tenham os recursos de uma USAF. O Comandante para aeronaves dos Marines Tenente General Steven Rudder foi bem claro ao dizer: ” The cost to own and operate is the programme’s greatest challenge, with the ultimate goal of a 30% across the life cycle reduction..” ou seja, até os americanos estão tendo dificuldade de manter essas aeronaves. Às aeronaves do lote de produção 2 a 5 tem disponibilidade média de 40% a 50%, para o lote 6 menos de 50%, para os lotes de produção 7 ao 9 são 55%. Por exemplo em Yuma os Marines tem 60% de disponibilidade nos seus F-35B e os colegas da US Navy voando os F-35C em Eglin (21 aeronaves) tem 50%. Já a USAF com 130 F-35C tem apenas 40% de disponibilidade nos seus aviões. E com custo de hora de vôo na casa de $ 50.000,00 para o F-35A definitivamente o caça vai levar a um inegável problema em forças sem os recursos abundantes dos americanos. Afinal, quantos F-35 a Holanda ou a Noruega vão conseguir manter operacionais em frotas já muito pequenas? Ter 12 F-35 operacionais é melhor que ter 36 Gripen ou F-16? Mesmo a Inglaterra na atual situação vai conseguir manter quantos F-35? Talvez 60/70 se todos forem realmente comprados e se tivermos 55 a 60% de disponibilidade nesses caças, ou seja, muito pouco para uma nação com compromissos globais ao meu ver. Toda a tecnologia desse fantástico avião tem um grande custo que não será suportado por qualquer força, tornando inviável para um Chile ou Brasil a aquisição de uma aeronave dessa por exemplo.

    • Você está correto Ypojucan! Contudo com o aumento da produção e também das linhas de suprimentos todos esses custos tendem a cair assim como vai aumentar a disponibilidade dos aparelhos.

      Mas só uma correção: a USAF não usa a variante C mas sim a variante A

      • Seria interessante ver os Super Tucanos disparando contra os militares russos que vão “passar férias” na Ucrânia…rs!

        • Talvez vc esteja se referindo a algum rebelde de Donbass desavisado, andando pensativo pelas florestas do local.
          Não existe notícia (nem mesmo possibilidade) de sucesso de armamento brasileiro contra material de ponta russo. Sinto muito.

          • Pobre de nós Brazucas, incapazes que somos de fazer qualquer coisa contra a maravilhosa tecnologia “plug and play” da Mãe Rússia não é mesmo!?

            Ah! não custa lembrar que os antigos blindados da Engesa, especialmente o EE-9 Cascavel, foram muito usados em combate por seus usuários estrangeiros, onde fatalmente encontraram (e por que não bateram?) equipamento russo…

          • Ops! ia me esquecendo!

            Há alguns anos atrás diziam que material bélico produzido em Israel jamais teria sucesso contra o equipamento russo.

            pois bem!

            Já em 1973 assistimos a combinação Nesher/ Shaphir abater os Migs-21.

            Em 1982 o AAM Rafael Python III, instalado nos caças de Israel, derrubaram muitos Migs-21, Migs-23 e Su-22. E no solo vimos o Merkava MkI bater o então novíssimo T-72

            Em 2001 um Mig-29 sírio foi derrubado por um Python IV

            Em 2014, após de fato terem sido (parcialmente) bem sucedidos em 2006, os Kornets e também os RPG-29 mostraram-se inefetivos contra os Merkavas. Cortesia do APS Trophy.

            Como diria Cazuza: “O tempo não para….”

          • Falou o russo Antoniovsky……kkkkkkk
            As vezes, a torcida sobrepuja qualquer racionalidade.sua colocação, tão definitiva e absoluta, não leva em conta qual armamento russo e em qual circunstância……ahh, me esqueci! Sistemas russos são invencíveis, não é?

          • Antônio,
            Os EUA foi defender o aliado Vietnã do Sul e lá perderam-se 58 mil vidas americanas. Quantos soldados russos já morreram pra defender o Assad?

          • Mestre Bosco! ao final de sua intervenção no Afeganistão os russos informaram ter perdido 15.000 soldados. Tempos depois os números provaram que esse número era 2,5 vezes superior.

            Por aí você imagina.

          • Conseguir transformar a ‘caça ao Merkava’ de 2.006 em ‘sucesso parcial’ é notável.
            Kornets são efetivos contra qualquer tipo de tanque na atualidade. Só não testaram ainda no Armata, por óbvio.
            Existem vários vídeos de Abrams, Leopards e etc. voando pelos ares, após serem atingidos por Kornets.
            Mas isso, não vem ao caso, pois esse é um site sobre Aeronáutica.

            Voltando ao Tucano, seria compreensível a minha descrença contra sua utilização na Europa, visto a disparidade tecnológica entre os atores.
            Tucanos podem ser usados para bombardear alguns talibãs, ou guerrilheiros remanescentes das FARC.
            Contra os houthis, já seria mais difícil, visto possírem algumas armas mais modernas.
            Essa é a minha opinião.

          • Em 2006 o Hezbollah disparou mais de 1.000 mísseis antitanque(10% deles eram Kornets) e conseguiu destruir apenas 5 Merkavas. Ou seja, sucesso parcial,na verdade ínfimo. Por seu turno em 2014 nenhum Merkava foi destruído pelos Kornets. Como se vê, o Merkava venceu o ATGM no final…

            Quanto ao Super Tucano, foi extremamente efetivo no conflito colombiano tendo ingressado no mesmo em um período onde não apenas as FARCs estavam muito ativas como também operavam MANPADS adquiridos no mercado negro e fornecidos pela Venezuela. Ainda assim apenas um ST perdido, sem que possa demonstrar que tenha sido por fogo terrestre, ao mesmo tempo em infringiram pesadas baixas ao grupo narcoterrorista, sendo a ação mais famosa o ataque que matou Raul Reyes.

          • Estima-se que cerca de 15.000 soviéticos e 1 milhão de afegãos foram mortos no conflito. E os soviéticos foram embora simplesmente pelo fato de que não eram bem-vindos por lá. A intervenção era inútil. Apenas estavam perdendo homens e recursos. Algo que os americanos estão percebendo nos dias de hoje. Não são bem-vindos também.

          • O Abrams tem um ponto fraco na sua blindagem frontal, o anel da torre, mas isso é algo que em todos os MBTs é relativamente fraco, no pequeno espaço entre chassi e torre a blindagem do Abrams M1A1 (HA) varia de 300 mm KE a 400 mm HEAT (valores aproximados, já que né…) de resto a frontal do Abrams tem uma blindagem minima de 400 mm KE e 1000 mm HEAT (extremo inferior ao centro do chassi) até 900 mm KE e 2100 mm HEAT nas partes mais resistentes do chassi. a nova versão esta vindo com uma nova blindagem de urânio empobrecido que será superior a empregada pelo M1A2 (que é superior a do M1A1) somado ao TUSK II e o Trophy vão tornar o Abrams estupidamente resistente a qualquer coisa que lançarem contra ele “ah mas eu vi Abrams pregando fogo depois de ser atingido na traseira.” e vai ver qualquer MBT fazer o mesmo se for atingido la, onde a blindagem é mais fraca. a diferença é que o Abrams tem uma capsula que isola munição e motor da tripulação, tanto que a taxa de sobrevivência dos tripulantes é bem alta um Abrams pode ser desativado tendo seu motor atingido ou o estoque de munições na torre (que propositalmente expele a chama pra cima impedindo uma explosão catastrófica da torre como se pode ver no Leopard 2A4 turcos e MBTs da família T-72 e T-90) oque não quer dizer que ele foi destruído. Obvio, o Abrams não é indestrutível, mas ele é um osso duro de roer… muito duro

          • Senhores, o rumo da conversa já não tem mais nadica de nada a ver com o tema da matéria. Por favor, voltem ao tema.

          • Meia dúzia! Pois é! E devem ter morrido porque explodiu a panela de pressão na cozinha!
            Pra ver o nível de comprometimento de americanos e pandinhas quando defendem seus aliados. E ainda dizem que os americanos são covardes e só chutam bêbados. Se os amigos fortões e “corajosos” dos bêbados não fazem nada e não têm coragem de por o deles na reta a culpa não é dos americanos.

          • Bosco. Nada a ver. O soldado vietnamita é considerado um dos melhores do mundo. Veja o que conseguiram durante sua História. Enfrentaram o Japão e logo depois derrotaram França e EUA. Logo em seguida enfrentaram e detiveram os chineses e ainda invadiram e derrubaram o Governo do Camboja. São excelentes lutadores. Ademais, não podemos compará-los a alguns grupos de insurgentes muito mal armados na Síria. A atuação da Rússia foi o suficiente para ajudar o Exército sírio a derrotá-los.

            A título de curiosidade, segue a lista das perdas americanas de aviões na Guerra do Vietnã. Perderam muito material.
            Segundo esse levantamento, cerca de 3700 aviões e 5200 helicópteros. Procede?
            https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_aircraft_losses_of_the_Vietnam_War

  10. Só temos que dar parabéns ao Reino Unido que dá um salto qualitativo enorme em avançar do Sea Harrier para o F-35B.
    Agora com avião supersônico com capacidade STOVL, tecnologia Stealth e um pulo enorme em aviônica. O Reino Unido salta de vez para frente dos países europeus em termos de superioridade aeronaútica.

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