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EW Europe 2018: Saab vai voar o ‘jammer pod’ Arexis até 2020

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Jammer Pod Arexis, da Saab
Jammer Pod Arexis, da Saab

A empresa sueca Saab anunciou que começará os testes de voo para uma novo “jammer pod” de bloqueio eletrônico até o início da próxima década, uma vez que observa uma exigência crescente de várias forças aéreas para capacidades de ataque eletrônico orgânico.

O pod de interferência, que foi revelado pela primeira vez no ano passado como parte de um pacote de guerra eletrônica mais amplo conhecido como Arexis, está atualmente passando por um desenvolvimento de subsistema e eventualmente será construído em um protótipo pronto para testes de voo.

Esses testes de voo provavelmente ocorrerão em uma aeronave Gripen C/D, devido à disponibilidade deste tipo de aeronave para o fabricante Saab. Apesar disso, o pod estará disponível para uma variedade de aeronaves que são operadas em toda a OTAN e em outros lugares.

“Nós vemos um grande interesse nos pods de ataque eletrônico aerotransportados”, disse Petter Bedoire, diretor de marketing e vendas da EW na Saab, falando no EW Europe. “Na OTAN, há uma necessidade de ataque eletrônico aéreo … existe uma lacuna de capacidade”.

Bedoire acrescentou que as demonstrações dos clientes ocorrerão assim que o protótipo estiver pronto, o que provavelmente determinará a rapidez com que o demonstrador será transformado em um produto qualificado pronto para a produção em série.

Jonas Gronberg, diretor de gerenciamento de produtos do Gripen EW na Saab, disse que a empresa estava atualmente construindo os sub-sistemas que compõem o pod.

“A maturidade dessa tecnologia é bastante alta devido ao fato de termos reutilizado vários blocos de construção do Gripen E, incluindo a DRFM (digital radio frequency memory] e a tecnologia AESA que já temos.”

Sistema de guerra eletrônica do Gripen E
Sistema de guerra eletrônica Arexis do Gripen E

A DRFM funciona capturando digitalmente a assinatura da ameaça guiada por radar e, em seguida, emitindo um sinal de interferência para confundir o míssil atacante, geralmente dando-lhe um “alvo falso”. Esse sistema é integrado ao Gripen E, em vez de ser uma solução em pod.

Acredita-se que a capacidade de interceptação do pod será otimizada para interferência em radares de frequência mais baixa, incluindo sistemas de defesa antiaérea que proliferaram nos últimos anos.

A Saab poderia oferecer o produto aos clientes até 2022, embora as autoridades acrescentem que o desafio para a Saab não é a tecnologia, mas qualificar o pod, bem como o fornecimento interno de energia e resfriamento, para o voo supersônico.

“Isso é demorado”, disse Benoire.

Enquanto isso, a Saab está no caminho certo para começar a testar os sistemas EW a bordo de seu novo Gripen E este ano, como parte dos testes de voo contínuos para o caça sueco.

O teste do Sistema Multifuncional-EW (MFS-EW), que consiste de receptores de alerta radar e contramedidas eletrônicas, continuará em 2019 quando a primeira entrega do Gripen E for realizada.

Um programa de testes provavelmente incluirá radares que iluminam a aeronave para testar os receptores de alerta radar da plataforma, levando a aeronave a emitir energia de RF a partir de seu sistema de contramedidas eletrônicas de alta potência.

A suíte EW do Gripen E/F utiliza várias novas tecnologias, incluindo receptores digitais de banda ultralarga, nitreto de gálio, amplificadores de alta potência e bloqueadores de matriz ativa rastreados eletronicamente. A proteção eletrônica é fornecida na faixa de frequência que varia de 0,5 GHz até 40 GHz.

“Estamos realmente dando um salto tecnológico aqui, consideramos que este é o mais avançado sistema de autoproteção já instalado em um caça”, disse Bedoire.

FONTE: Shephardmedia

31 COMMENTS

  1. Alguém poderia com bola de Cristal prever qual o preço médio de um equipamento desses e a viabilidade financeira em equipar 36 caças?

      • Eu iria além: desses 36 inicialmente previstos, acredito que o ideal seria adquirir 8 pods, pra equipar os 8 Gripen F. E adicionar a eles a maior quantidade possível de outras tecnologias de EW, transformando os Gripen F em plataformas de guerra eletrônica. Assim teríamos os Gripen E pra missões de interceptação, vigilância, ataque ao solo, todos já com uma boa capacidade de auto defesa graças aos RWR, ECM e outras contramedidas e, escoltando o esquadrão, um Gripen F fazendo o papel do EA-18G, dando proteção extra e interferindo na capacidade de comunicação inimiga, com todo esse equipamento sendo operado pelo segundo tripulante, enquanto o comandante se ocupa com o vôo em si.

      • Galante, essa não seria a deixa para a SAAB junto com a EMBRAER desenvolver uma variante de guerra eletrônica baseada no biplace Gripen F?

          • Com a miniaturalização da eletrônica tenho a impressão que esse problema acaba sendo mitigado. O que talvez complicasse seria a capacidade de geração de energia.

          • A questão não sei bem se seria essa mas sim a necessidade da FAB e da Flyvapnet. Será que as forças não precisam de uma aeronave assim, a FAB de frente com a instabilidade cada vez maior na Venezuela e a Flyvapnet tendo a Rússia e a agressividade de Putin ali do lado?

      • :O ! Muito legal saber disso Galante, acabei me confundindo e pensei que esse pod fosse um tipo de complemento (semelhante aos Skyshield) ao sistema instalado internamente.

        Exelente saber que ao que tudo indica os nossos F-39 vão vir na versão Top com todos opcionais rsrsrs.

        Obrigado.

        • “A DRFM funciona capturando digitalmente a assinatura da ameaça guiada por radar e, em seguida, emitindo um sinal de interferência para confundir o míssil atacante, geralmente dando-lhe um “alvo falso”. Esse sistema é integrado ao Gripen E, em vez de ser uma solução em pod.”

          Nossa agora que vi que está bem explicado no post… acabei lendo “por cima” somente, que fail de minha parte.

          * Seria interessante a versão em pod para nossos E-99 e KC-390 e nosso futuro (não sei em que pé que anda a aquisição dos Boeing) KC estratégico?

          • Bill27, seria interessante ter essa possibilidade de proteção, não digo usar o pod 100% do tempo, só por no caso de alguma missão especifíca onde tenha risco de ser interceptado por misseís sam ou bvr guiados por radar. O KC-390 em meu ponto de vista é um alvo de grande valor.

  2. toda vez que leio sobre o Gripen, só penso na encomenda do segundo lote.

    Enfim, que maravilha! o salto tecnológico do Gripen E para a FAB é inimaginável.

  3. A medida que seja definida a aposentadoria dos Mike, o segundo lote será definido para coincidir. E assim por diante, até substituirmos todos eles e também os A1.
    Não acredito em razão 1 para 1, mas acredito em pelo menos 108 aparelhos.
    Daí vem a questão….conseguiremos manter os Gripens equivalentes entre si com a eletrônica embarcada? Ou será que devemos lançar mão de pode e afins para manter a padronização?

  4. Muito estranho, esse Arexis ter capacidade de jamming ate 40 GHz, sendo que o proprio Alq-99 só tem capacidade até 18 GHz. Sem contar com essa passagem “Acredita-se que a capacidade de interceptação do pod será otimizada para interferência em radares de frequência mais baixa, incluindo sistemas de defesa antiaérea que proliferaram nos últimos anos” o com contradiz com essa passagem “A proteção eletrônica é fornecida na faixa de frequência que varia de 0,5 GHz até 40 GHz”, ou seja o diferente nele não é ter em frequências mais baixas, porque as baixas de vdd são abaixo de GHz, a diferença dele supostamente é operar acima da banda 10, acima de 18GHz.
    Outra coisa é o texto juntar bloquei eletrônico de radares de busca com DRFM, que seriam tecnicas diferentes e que não tem nada à haver.
    DRFM é uma técnica que não serva contra radares embarcados e de sistemas anti-aéreos, coisa que fica para as aeronaves especializadas, outra coisa foi o comentario do Galante “todos os nossos Gripen terão o Arexis instalado internamente”, que eu saiba é o BriterCloud que é, esse, sim, um DRFM.

    • Augusto,
      Depois de 18 GHz vem a banda K que não é utilizada em radar e Ka até onde sei só é utilizada em cabeça de alguns mísseis guiados por radar milimétrico ex: Longbow, PAC-3.
      O EA-18G não precisa atuar nessa banda tendo em vista que realiza ataque eletrônico contra radares de vigilância e controle de tiro e eles não operam nessa banda.

      • Isso eu sei, so fiquei surpreso dele operar acima da banda Ku, até pq n sabia que bandas acima são as usadas nas cabeças de misseis e pq achar que esse pod era de apenas de bloqueio eletrônico, tipo o ALQ-99, e não tbm de DRFM, o que parece ser uma redundância já que o Gripen E/F já vem com o BritterCloud, que po ser descartável anula a técnica HOJ, o que acaba sendo uma redundância perigosa essa do Arexis se ele for realmente interno e acaba com a vantagem do BritterCloud.
        Mas eu tenho a ligeira impressão que esse pod será como o ALQ-99 no quesito de ter varios pods, cada um específico para certas bandas, e o Gripen E/F deve vir só com os específicos para as bandas 4,5,6,7,8,9 e 10.

    • Resumindo, usar o Arexis ao inves do BritterCloud como DRFM é um erro, o arexis é passivel a HOJ.
      Espero que a FAB escolha somente o BritterCloud.

  5. Possuir interferidor apto a gerar emissoes variaveis na faixa de 0,5 a 40GHz significa ter um amplo espectro de frequencias que poderao ser devidamente filtradas e tratadas por softwares adequados para operar em varias distintas funçoes e na dependencia do objetivo desejado. Os elementos emissores ja no ambito da tecnologia AESA sao assim….nao esquecer que ja houve uma evoluçao enorme em relaçao aos grouler EA-18.

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