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Leonardo apresenta o chamariz de mísseis BriteCloud 55-T

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BriteCloud
Ilustração do chamariz BriteCloud lançado de um Gripen NG

Na exposição e conferência de Guerra Eletrônica EW Europe 2018 em Lausanne, em 5 de junho, a Leonardo anunciou a última variante de sua família de chamarizes (decoys) de mísseis BriteCloud, a 55-T, voltada para a proteção de grandes aeronaves de transporte como C-27-J, C-130, KC-390 e A400M. O 55-T, em desenvolvimento final e disponível para entrega a partir do início de 2019, se juntará às variantes existentes BriteCloud 55 e 218, que protegem aeronaves de combate.

Com o tamanho de uma lata de refrigerante, o BriteCloud usa um módulo de interferência de radiofrequência (RF) miniaturizado para atrair mísseis guiados por radar. O 55, extensivamente testados pela Royal Air Force (e recentemente liberado para operações de combate pelo serviço), deu à Leonardo uma vasta experiência na qual basear o desenvolvimento posterior.

O 55-T se beneficia de mais sucesso na miniaturização e gera um “fantasma” maior necessário para seduzir até mísseis avançados para longe de aeronaves de transporte maiores.

O BriteCloud é uma tecnologia inovadora, com a Leonardo sendo atualmente o único fornecedor de tecnologia de chamariz ativo descartável DRFM (Digital Radio Frequency Memory) em todo o mundo. A empresa está em discussões ativas com clientes de exportação para fornecer a tecnologia para clientes globais.

Projetado e fabricado em Luton, Reino Unido, o BriteCloud é prontamente exportável, com as variantes 55 e 218 compatíveis com a maioria dos tipos de aeronaves de combate. Como parceira de lançamento do BriteCloud, a Saab continua a oferecer o sistema como uma opção de EW (Electronic Warfare) para todos os modelos da aeronave Gripen, incluindo o novo Gripen E.

Visão explodida do BriteCloud mostrando seus componentes
Visão explodida do BriteCloud mostrando seus componentes

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HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Seria interessante a FAB olhar com atenção para essa família de chamarizes não apenas para equipar os KC-390 e os C-295 como também a versão destinada a aviões de combate para os nossos futuros F-39

StaIsabel
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StaIsabel

Ninguém estudou essa matéria. Chamem os universitários. Se fosse russo ia chover muito

carcara_br
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carcara_br

satisfeito? rsrsrsrs

Groo_SP
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Groo_SP

Chamarizes DRFM descartáveis, DIRCM… Os fabricantes de mísseis vão ter que se mexer.

Augusto L
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Augusto L

É so usar data-link de 2 vias.

carcara_br
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carcara_br

explique o motivo.
Você disse o milagre mas não contou o santo. Por que data link de duas vias seria solução?

Augusto L
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Augusto L

Porque essas conta medidas so afetam algumas bandas de radar, aquelas usadas na cabeca de misseis, não os outros, como radares de awacs, embarcados em caças e radares terrestres.

Flanker
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Flanker

Mas a ideia é ludibriar o radar dos mísseis. Na fase final, o míssil é guiado por seu próprio radar. Então, se o decoy conseguir enganar o radar do missil, é justamente essa sua função.

Bosco
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Bosco

Flanker, É dito que a técnica HOJ (home on jam) na qual um míssil guiado por radar (ativo ou semi-ativo) muda para o modo “passivo” quando sofre interferência ativa não funciona “bem” quando a fonte de interferência usa técnica DRFM já que o míssil não perceberia que está sofrendo interferência já que a técnica é muito inteligente e sutil. Não percebendo o míssil não implementa o modo HOJ e seria enganado achando que tá seguindo o alvo certo sendo que na verdade está sendo ludibriado. Um modo de evitar a “sedução” produzida por um sistema DRFM, que não busca “atolar”,… Read more »

Flanker
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Flanker

Valeu , Bosco. Entendi, sim!

Bosco
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Bosco

Reescrevendo parte do comentário que saiu errado:
“O inusitado de tudo é que se o DRFM é tido como sendo a prova da técnica HOJ mas resolveram de instalar um interferidor desses num chamariz descartável. A lógica de se usar um chamariz rebocado ou descartável é exatamente se defender de um míssil com capacidade HOJ porque o míssil iria ser direcionado à fonte de interferência que não está no avião alvo e sim bem longe. Em tese um sistema DRFM não precisaria ser colocado num dispositivo remoto ou ejetável.

Groo_SP
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Groo_SP

“… Em tese um sistema DRFM não precisaria ser colocado num dispositivo remoto ou ejetável”
Concordo e isso me faz suspeitar que esse decoy funciona como o sistema naval Nulka, só que usa o DRFM para melhorar a eficiência. Não sei se o Nulka utiliza DRFM.

Me parece que utilizar um data-link de duas vias se assemelha a uma guiagem por comando de dados. Aí a precisão não ficaria comprometida?

Bosco
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Bosco

Groo, Não chega a ser bem uma guiagem por “comando” estando mais pra uma guiagem tipo “TVM”, como a do Patriot PAC-2. A guiagem por comando obriga que o lançador rastreie o alvo e o míssil ao mesmo tempo, fazendo-os convergir, mas no caso do data link de duas vias é diferente. O radar do caça só trava no alvo e vai atualizando a posição do alvo para o míssil e sendo atualizado pelo míssil. O míssil vai passando sua posição, velocidade, altitude, aceleração , propelente, etc. e quando o radar do míssil é ativado vai passando as informações do… Read more »

Lemes
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Lemes

Um dos inconvenientes dessa técnica utilizando data link, é fazer o caça lançador ficar vulnerável ao contra ataque durante o tempo que é obrigado ficar apontando seu radar no caça adversário. Lembra um pouco o dilema dos caças com mísseis semi-ativos. Talvez seja uma das características mais interessantes do radar do Gripen, poder continuar acompanhando o sócio enquanto o caça manobra.

carcara_br
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carcara_br

Basicamente você mata a vantagem da guiagem ativa. Radares apontados para lateral começam fazer sentido…

Bosco
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Bosco

Pra quem não tem radar como os PESAs russos que são montados em plataformas móveis ou com painéis laterais como o Su-57 ou o AESA móvel como no Gripen NG o jeito é implementar uma manobra F-Pole https://img11.hostingpics.net/pics/219939Fpole.png

Bosco
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Bosco
Groo_SP
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Groo_SP

Bosco, quando disse que se assemelhava a uma guiagem do tipo comando de dados, eu estava me referindo a um seeker degradado pela ECM.

Cronauer
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Cronauer

Bosco 6 de junho de 2018 at 22:59
.
“Eu queria ter um filho assim!” (Prof. Raimundo Nonato)

carcara_br
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carcara_br

Se forem realmente eficientes só demonstrará o quanto o trabalho dos mísseis pode ser dificultado. E se um aparato deste tamanho é realmente eficiente pra ludibriar mísseis imaginem o que um equipamento dedicado numa aeronave ou em pods não pode fazer…

Fila
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Fila

O radar do míssil não conseguiria identificar que a fonte de emissão está em queda livre?

Bosco
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Bosco

Fila, O radar de um míssil guiado por radar quando em combate BVR é acionado a no máximo a uns 20 km do alvo e só então o alvo percebe que está sob ataque, o que dá apenas uns 20 segundos de tempo de reação para se implementar a defesa, que no caso é lançar o chamariz e manobrar violentamente. Não dá tempo pro chamariz cair muito não mesmo porque ele deve ser lançado de modo a seguir uma trajetória semelhante a do avião por algum tempo ante de começar a cair. Vale salientar que mísseis com data link ligam… Read more »

Lemes
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Lemes

Não esquecendo que os caças mais atuais possuem capacidades de detecção contra mísseis que não dependem apenas da identificação da transmissão do radar do míssil. Fossem os mísseis tão perfeitos quanto os fabricantes alardeiam, ninguém levantava vôo. Mas a recíproca também é verdadeira, fossem ou l as contramedidas tão eficientes, os combates teriam que ser apenas com canhão. rsrs

Bosco
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Bosco

Lemes,
Esses sensores MAWS têm alcance menor que o RWR. Se for esperar por eles o tempo de reação é ainda menor.
E os mísseis se aproximam dos alvos com o motor “desligado”, o que reduz ainda mais o alcance de detecção dos sistemas MAWS que geralmente são sensíveis ao espectro IR e UV.
Os MAWS são mais úteis contra manpads que no combate ar-ar.

Lemes
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Lemes

Bosco, se formos pensar bem, tanto os mísseis quanto as contramedidas são tão boas, que vamos ficar no zero a zero. rsrs Mas falando um pouco mais sério. Um combate aéreo hoje está mais para um xadrez do que uma briga de cachorros. Há uma quantidade tão grande de variáveis, que achar que algum sistema vai sempre poder contar com todo seu potencial é ser muito otimista. Como um exemplo de uma das muitas variáveis que podem acontecer e tirar do jogo uma dessas características relevantes que é o DL, imagina um piloto sabendo que vem um meteor ou amram… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Lemes, Antes eu achava que todo mundo era analfabeto funcional porque não entendiam o que eu escrevia, hoje, sei que o analfabeto sou eu que tenho dificuldades de me fazer entender. Eu não digo que nada vai funcionar 100%. Eu só relato um aspecto de como as coisas devem funcionar e não me atenho às variáveis ou a todos os aspectos. Fosse assim os textos seriam intermináveis e as discussões não teriam fim. O que tento dizer é como os planejadores dos sistemas de armas imaginaram o funcionamento delas e não o que ocorre num evento real de combate. Seguindo… Read more »

Bueno
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Bueno

Fila, boa…
0s sensores do avião agressor faz os cálculos de velocidade e altura etc. do falso alvo ou do alvo real?
Estes sensores conseguem recorrigir os dados quando alertado do engano, poderia enviar novos dados para o míssil e corrigir a trajetória para o alvo real?

Willber rodrigues
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Willber rodrigues

Sou leigo, então, de antemão, desculpem a ignorância da pergunta, mas…
Se um radar, a “grosso modo”, é um “eco” que bate em um objeto e, calculando o “eco” e a velocidade de volta, dá pra estimar a distância até o alvo e seu tamanho aproximado, como um míssil não “perceberia” que, de repente, um KC-130 ou um C-5 Galaxy , com vários metros de comprimento, virou uma lata de refrigerante em queda livre?

Bosco
Visitante
Bosco

Willber, Complementando o Galante, um míssil guiado por radar , grosso modo, procura o alvo mais “apetitoso” e se dirige à centróide do dele. Se um dispositivo do tamanho de uma lata refrigerante é capaz de emitir uma energia de igual frequência da que seria percebida pela antena do míssil como um eco e essa energia é mais “apetitosa” ( mais forte, etc) que o eco real, gerado pelo alvo verdadeiro, o míssil vai atrás da “lata de refrigerante”. Radares de micro ondas não formam imagens e não sabem o tamanho do alvo, só estima o tamanho por conta que… Read more »

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Lendo suas respostas, e as respostas anteriores, entendí, mais ou menos, o funcionamento.
Obrigado pelos esclarecimentos.

Lemes
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Lemes

Caro Bosco, se você se acha ou não um analfabeto funcional, fica a seu critério. Não faço esse tipo de ilação, pois não entro em discussões para ofender pessoas. Venho aqui apenas para trocar idéias. Aparentemente você se ofendeu com algo que disse. Paciência, não acho que tenha falado nada para tanto. Talvez o fato de ter tocado no assunto super trunfo tenha te incomodado, talvez ache que me referi a você. Nesse caso fique tranquilo, não foi referência direta a ninguém. Isso é apenas uma conclusão minha, afinal, por melhor informado que algum de nós sejamos (e você é… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

De maneira nenhuma me ofendi com você não. Muito pelo contrário. Só achei oportuno dizer que as vezes a gente não é entendido no todo porque comenta só uma parte e aí fica parecendo que o outro lado é um inepto .
Tivesse eu mais cuidado e colocaria um asterisco em todos os comentários e remetendo-os a uma observação no rodapé informando sobre as possíveis variáveis que podem existir.
Seria trabalhoso mas ajudaria a dirimir dúvidas.
Um abraço e desculpe-me se pareci grosseiro.

Fernandes
Visitante
Fernandes

Show de esclarecimentos e paciência com nós, mortais!!! Valeu!!!

Fila
Visitante
Fila

Bosco e Lemes,
Obrigado pelos esclarecimentos

Leonardo Araújo
Visitante
Leonardo Araújo

Queria propor um combate virtual entre o Bosco e o leme em um COD de game de combate aéreo.
Escolham suas armas e provem suas teorias.

Leonardo Araújo
Visitante
Leonardo Araújo

leme = Lemes