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Governo argentino aprova pagamento de cinco jatos Super Étendard Modernisé

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Super Étendard, da Aeronavale francesa
Super Étendard, da Aeronavale francesa

Em 15 de maio de 2018 foi noticiado que o governo argentino acabou por aprovar um pagamento de US$ 12,55 milhões ao Tesouro francês pela compra de cinco jatos Super Étendard Modernisé (SEM).

Além das aeronaves francesas da Marine Nationale (matrículas 1, 31, 41, 44 e 57), serão adquiridos oito motores sobressalentes e um simulador de voo.

As datas de entrega ainda são desconhecidas.

Todos os cinco aviões correspondem à versão “SEM 5”, a última das modernizações que foram aplicadas ao Super Étendard e que lhe permitiram continuar no serviço de primeira linha na França até 2015.

As primeiras notícias sobre a possível compra de jatos Super Étendard de segunda mão pela Argentina surgiram em 2009 e só agora em 2018 o negócio foi finalmente concluído.

Fabricado a partir de 1981, o Super Étendard serviu na Argentina, França e brevemente no Iraque entre 1983 e 1985. A República Argentina incorporou 14 desses aviões, e perdeu 3 em acidentes operacionais. A Aviação Naval da Marinha Francesa operou 71 Super Étendard até Julho de 2016, deixando a Marinha Argentina como a última do mundo a operar esta aeronave.

Os Super Étendard argentinos remanescentes, famosos por seu desempenho em 1982 durante o conflito das Malvinas/Falklands no Atlântico Sul entre a Argentina e o Reino Unido, estão há alguns anos fora de serviço.

A compra dos cinco aviões Super Étendard modernizados da França desencadeou uma disputa inesperada e intensa entre a Força Aérea e a Marinha Argentinas, que buscam ter a posse das aeronaves.

87 COMMENTS

  1. Interessante notar que algumas aeronaves europeias passaram a vida toda carregando equipamento de defesa externamente. Casulos de EW e dispersadores de chaff e flares ocupando pontos duros que poderiam ser usados para cargas ofensivas. Tornado, Jaguar, Mirage F.1 e Super Étendard vem a mente. Enquanto isso, os equivalentes americanos procuravam embutir tais equipamentos. Mesmo o diminuto A-4 arranjou espaço para acomodar novos itens.

    Aparentemente os franceses modificaram o Mirage F.1 e o SEM para levar um casulo de chaff/flare num novo ponto duro interno ao principal das asas.

    • O Gripen tem uma configuração onde pode carregar o míssil e dispensadores de flares num mesmo pod. Tem uma foto da maquete do Gripen E com esse pod

  2. Os argentinos tem uma imensa costa e sabem da importancia de operar vetores e armas ASuW.

    O Brasil tem uma costa ainda mais extensa. Fundamental eh aprender com o passado dos outros.

      • MadMax, eu não concordo com você. A Argentina aprendeu a lição de que, antes de partir para uma guerra, tem que estar bem preparada militar e doutrinariamente. A guerra foi necessária a eles para se manter no poder; e felizmente não foi adotada a mesma estratégia aqui em terras tupiniquins.

    • Pois eu já fico muito triste em ver o que acontece no Brasil.
      Não estou nem um pouco preocupado com força aérea argentina..
      E acredito que lá eles não estão preocupados com nossos problemas.

  3. Blindmans, para isto, a Marinha deveria investir em submarinos (o que já está fazendo), não em caças carregando Exocets. Vale muito mais a pena… 😉

      • Munhoz, meu caro, se você fizer uma análise mais cautelosa sobre a aviação baseada em terra, verás que é um sistema bem complexo a se montar…

        Tenha como exemplo as Falklands; o SUE é um caça “meio perna-curta”. Quando um SUE decolava de solo argentino, levava APENAS 1 Exocet e um tanque-extra subalar. Tinha de fazer REVO na ida e na volta, e quando chegava perto do alvo, normalmente não tinha tempo de permanência maior que 5 minutos. Sem contar que para o caça decolar, tinha que haver antecipadamente um aviso de algum navio/avião de patrulha, dando coordenadas do alvo (que mudavam consideravelmente, tendo em vista o tempo que o caça demorava para chegar no ponto de ultimo avistamento e a necessidade de voar com radar OFF).

        Se fossemos falar de algum caça-bombardeiro com uma boa capacidade de combustível e de armamentos, ainda QUEM SABE poderíamos considerar que era um método viável de atacar embarcações hostis….

        Boa tarde

        • Neste caso o nosso Gripen com misseis anti navio é bem melhor que um Super Étendard, uma frota maior de Gripens (uns 70 ou 120) com um bom estoque de misseis anti navio e uns 20 a 30 aviões de patrulha marítima podendo ser baseados no E190-E2 e o C-390 já estaria de bom tamanho.

          Fora isto atualmente temos bem mais meios e opções para o reconhecimento de uma frota inimiga do que os argentinos nos anos 80.

        • Tamandaré,

          A combinação Etendard/Exocet funcionou muito bem nas Falklands… De cinco mísseis lançados, dois encontraram alvos; uma média boa para a época. E foram eles que causaram o maior prejuízo, ao afundarem o ‘Atlantic Conveyor’.

          Quanto a submarinos, os argentinos tiveram uma experiência dramática com os seus, provando que esse meio deve estar muito bem assistido, quer seja em tripulações bem adestradas ou sistemas bem manutenidos. E submarinos convencionais, para serem efetivos, tem de ser deslocados para as áreas por onde se prevê que passarão os navios adversários, posto não terem fôlego para se deslocar rapidamente a grandes distâncias ou acompanhar uma força-tarefa em elevada velocidade de cruzeiro; o que termina por requerer, da mesma forma, uma capacidade de inteligência tão ou mais acurada que a necessária para guiar uma aviação de caça… Aliás, os mesmos meios que se prestariam a orientar um submarino, também seriam os utilizáveis para orientar uma aeronave…

          • RR, o PROSUB prevê submarinos convencionais com maior range, maior capacidade de mantimentos e melhores acomodações, justamente para uma melhor condição de patrulha. Além do mais, a cereja do bolo é o Álvaro Alberto, que será nuclear. Isto, para mim, é muito mais válido que caças-bombardeiros baseados em terra. Sem contar que um SUE com seu Exocet não tinha o direito de errar; se saísse à caça e não achasse nada, teria apenas perdido seu tempo e se arriscado à toa. Com poucos Exocets, a ARA não podia falhar!! Já um submarino em patrulha, por mais que seja lento, pode permanecer bem mais tempo em zona de conflito, se bem posicionados, um punhado de submarinos poderá continuar passando informações para o comando central e sombreando a frota inimiga, mesmo á distância, estando em maior segurança que um avião em patrulha/ataque.

            Arrisco-me a dizer que, se no lugar de 5 SUE e 5 Exocets, a ARA dispusesse de 5 unidades do TR-1700 (como o que naufragou recentemente), FULL OPERACIONAIS e com tripulações bem treinadas, a situação teria sido bem mais complicada para Londres.

            Mas como eu já disse anteriormente, se estivéssemos falando de um caça-bombardeiro mais potente que os SUE, eu até consideraria uma boa opção. Quem sabe um Super Hornet, ou ainda um Su-34… quem sabe um Rafale… Não vamos nos resguardar em muita coisa se adquirirmos, para ataque ASuW “uma frota maior de Gripens (uns 70 ou 120) com um bom estoque de misseis anti navio e uns 20 a 30 aviões de patrulha marítima podendo ser baseados no E190-E2 e o C-390 já estaria de bom tamanho”.
            Seria até loucura achar que um enxame de Gripens armados resolveria alguma coisa contra navios como destróieres AEGIS ou cruzadores Ticonderoga… ou algo similar. Boa noite a todos, cordial abraço.

        • Neste caso um SU 34, Rafale ou F 18 E/F podem até ter uma certa vantagem em relação ao Gripen (são caças maiores bimotores etc) mas o Gripen com link de comunicação direta com varias aeronaves de monitoramento com misseis anti navio não deixa nada a desejar neste caso, sendo que é o míssil que faz o principal.

          • Leva uma certa vendagem????? Tu tens noção da diferença de carga de combate e raio de operação existente entre o Gripen e um Su-34 ou Super Hornet?? Há um abismo de diferença!!!

            E o “link” do qual o Gripen dispõe não é nada de sensacional. Qualquer uma das 3 aeronaves que eu citei anteriormente poderia dispor tbm…. não é uma exclusividade do Gripen.

            Se for pra “disparar mísseis anti navio a partir de plataformas aéreas”, tem muito mais sentido investir em aeronaves como o P-3 Orion ou o P-8 Posseidon. Pesquise um pouco mais a respeito…. 😉

          • Tamandaré,
            No caso do Super Hornet, a capacidade de carga de armamentos é de fato maior, mas a diferença que havia no raio de combate, em relação ao Gripen C, caiu bastante com o Gripen E, que leva internamente uma tonelada a mais de combustível que seu predecessor. Para ter uma ideia, o Gripen E, monomotor, leva 3,4t de combustível interno, enquanto o Super Hornet, bimotor (e com mesma motorização), leva 6,8t.

            Ou seja, os dois se equivalem quanto à carga de combustível interno para cada motor – e o Gripen E, ao menos em configuração limpa, teria vantagem de menor arrasto frente ao Super Hornet devido à menor área frontal. Obviamente, com cargas externas, essa vantagem diminui, porque elas percentualmente representam mais impacto num avião com menor área frontal. Mas vale lembrar que, no caso do Super Hornet, as cargas externas têm a desvantagem extra da assimetria do ângulo dos pilones, que gera arrasto extra e, consequentemente, mais consumo.

            A quantidade de combustível externo que o Super Hornet pode levar em conjunto com mísseis é maior, mas vale sempre lembrar que cerca de 50% do combustível levado externamente é gasto somente para compensar o próprio arrasto do tanque externo, o que faz ficar bem menor o benefício de mais combustível externo do Super Hornet.

            Assim, nesse caso específico (ataque a navios a partir de base em terra), não dá pra falar em abismo de diferença entre Gripen E e Super Hornet – o eventual uso de tanques conformais, de menor arrasto, teoricamente ampliaria a vantagem deste. Provavelmente há diferença entre o raio de combate de ambos numa típica missão antinavio (em geral, com carga de dois mísseis somada a tanques externos), mas bem longe de ser um abismo.

          • Nunão, não tinha conhecimento sobre esse UP na capacidade do Gripen E. Sabia que haviam incrementado range, mas não desse modo. Pesquisei aqui sobre isto, mas encontrei ainda muitos dados defasados na internet, provavelmente ainda das versões C/D.

            Quanto à aviação baseada em terra, ainda continuo achando muito mais trabalho para pouco resultado…. seria mais adequado manter Orions ou Posseidons. O que achas??

            Cordial abraço, e fico grato pela correção. 😉

          • Tamandaré,

            Tem diversas matérias aqui no Poder Aéreo que em algum trecho tratam do aumento na capacidade de combustível do Gripen E em relação ao Gripen C. Em outubro do ano passado, por exemplo, saiu um resumo bem completo de todos os avanços dessa nova geração do caça sueco:

            https://www.aereo.jor.br/2017/10/23/o-saab-gripen-ef-de-nova-geracao/

            A mudança na posição do trem de pouso principal, que abriu espaço para mais combustível interno, é tema aqui desde a época em que o demonstrador 39-7 (Chamado à época de Gripen NG Demo) ainda era novidade:

            http://www.aereo.jor.br/2011/01/14/o-trem-de-pouso-do-gripen-ng-demo-comparado-a-outras-versoes/

            Em 2016, mostramos em detalhe as mudanças que permitiram aumentar o combustível interno de aproximadamente 2,4t para 3,4t, após conhecer pessoalmente, na Suécia, tanto o protótipo Gripen E (aeronave 39-8) e o demonstrador que serve hoje como avião de testes de sistemas (39-7):

            https://www.aereo.jor.br/2016/05/27/conhecemos-de-perto-o-gripen-39-7-aviao-de-testes-de-sistemas-da-nova-geracao-do-caca-sueco/

            Sobre ter Orion com mísseis antinavio ou caças com esse armamento, creio que é preciso ter os dois, mas vejo lógica em se armar primeiro com mísseis do tipo os aviões de patrulha marítima ASW / ASuW, que já estão em serviço. E é o que se está fazendo.

        • O Su 34 levaria alguma vantagem a mais neste caso, no entanto temos que levar em conta a distancia que um míssil anti navio moderno é disparado, sendo que um P 3 como os nossos por exemplo pode lançar um Harpoon a uma distancia de 278 km, um Gripen E pode levar 2 RBS 15 que podem também atacar um navio a mais de 200 km de distancia + 2 tanques subalares em uma configuração por exemplo, então esta questão de grande diferença de um caça para outro não é muito relevante neste caso sendo que o Gripen pode operar em pistas despreparadas ou improvisadas em estradas por exemplo e sua manutenção e disponibilidade é bem mais simples.

          Devemos levar em conta que os EUA no passado durante o desenvolvimento do AMX, não quiseram nem vender um canhão vulcan de 20 mm para o projeto, por isso a versão do Brasil leva um canhão diferente da versão italiana, outra os misseis AIM 120 que viriam junto com o pacote do F 18 E/F ficariam estocados nos EUA e só poderiam ser usados numa situação aprovada por eles !!

          Isso sem falar em códigos fonte etc ou seja ficaríamos amarrados, comprar um caça para ficar dependente ?

          O certo não seria comprar um caça para ficar independente ?

          Foi isto que a FAB fez e agiu certíssima neste caso.

          O Gripen foi projetado desde o inicio para um pais fraco se defender de um forte, pode operar em pistas rusticas e improvisadas, sua manutenção é simples e barata e tem uma disponibilidade rápida e elevada.

          E a diferença entre ele e o Rafale e F 18 E/F não é tão grande assim.

  4. Bom dia,

    Na foto que ilustra a matéria, muito bela, diga-se de passagem, fiquei curioso em relação a um item que não conheço.
    Na parte esquerda da fuselagem dos dois SEM, entre o hardpoint central e as asas, há uma espécie de “tampa” se inclinando para fora da fuselagem. Dá pra notar que do outro lado da aeronave também há esse mesmo componente.

    Algum forista mais capacitado do que eu em aviação poderia dizer que componente é esse, por gentileza?

    Obrigado

  5. Em país que não tem avião todas as armas brigam e nenhuma tem razão. Mas, convenhamos, entre defesa aérea e interdição naval, que cada arma use o disponível conforme sua função.

    Costumo imaginar as atribuições das armas como a teoria das funções típicas e atípicas dos poderes do Estado, não só por uma questão de harmonia do conjunto, mas do correto direcionamento individual dos seus esforços após distinguidas suas atribuições primárias e secundárias.

    Nessa esteira, tipicamente, o Exército marcha, a Aeronáutica voa e a Marinha nada.

    No tempo presente, o verbo da Armada Argentina tornou-se um pronome indefinido e, frustada com sua atual função no período, quer ser o sujeito da ação alheia.

    Essa discussão entre as armas, não somente na Argentina, parece-me, antes de qualquer outra, uma precária compreensão de seus líderes sobre análise morfológica e sintática.

    Daí nenhuma delas se entenderem . . .

    • Olá.
      As forças de defesa/ataque de um país há muito transcenderam esta divisão de “Exército, Marinha e Aeronáutica”. O comando deveria ser unificado, centrado em divisão que contemplassem as missões aéreas, terrestres e navais.
      A guerra moderna se faz com inteligência e profissionalismo, demandando estruturas de comando enxutas e diretas de uma força altamente treinada.
      SDS.

      • A evolução da Teoria das Organizações, aplicável por evidente às armas, não excluiu, ainda, a especialização como um dos fundamentos básicos do sistema burocrático ainda em vigor. O que não significa dizer que aquele fundamento não seja aperfeiçoado com a cooperação.

        As partes – bem ajustadas – não prejudicam o conjunto, ao revés, o compõe.

        • Nao sei se voce tem razao ou nao…
          Mas o que pode eventualmente pecar em conhecimento tenico belico/militar sem duvida é sobreposto pela distincao linguistica…
          Admiravel…

  6. Outra bomba pro contribuinte hermano.
    São aeronaves no osso, com décadas de operação naval.
    Sem falar que o projeto dele usa concepções que ficaram pra trás no fim da década de 70.
    Melhor seria pegar o JF17.

    Sds.

  7. Um Super Etandart revitalizado ainda é um vetor importante no TO do Atlantico Sul. Integra os misseis Exocet e tem bon desempenho como avião naval. Está muito a frente dos nossos Skyhawk.
    Avião e missil formam uma arma de defesa naval poderosa. Os Ingleses que o digam.

  8. Boa compra apesar de velho,comprou-se por uma bagatela,e para as fprças argentinas que não tem quase nada eles servem,principalmente para defesa de costa.Mas claro que a argentina precisa de mais reforço,talvez algum vetor chinês ou russo,pois dificilmente no ocidente venderão algo avançado pros argentinos ,sempre terão a rainha para contrapor.

  9. Acho bom que o estado da armada argentina esteja assim, porque eles não são de confiança.
    No inicio dos anos 80, eles tinham em mente atacar o Brasil, mas preferiram ir pras Malvinas.

      • Éder Aleixo, Isso é um assunto sigiloso, mas o canal (History Channel espanhol) fez um documentário sobre a malvina e falou sobre isso.
        A junta militar Argentina tinha em mente naquela época 3 opções militares.
        1- Invadir o Chile, por causa da Patagônia. Porem desistiram disso, poque eles já tinham aceitado a mediação do Papa pra resolver o litigio.
        2- Atacar o Brasil, porem desistiram disso porque não havia chance de vitória.
        3- Recuperar as ilhas Malvinas.
        Escolheram a terceira, e ….

  10. O Brasil só tem uma coisa à aprender com a argentina, que nunca deva atacar uma país pensando que ele não vai revidar. Rsrsrsrsrsrs…

    • Aprender que o país que se chama Inglaterra,que segurou a onda em duas guerras mundiais, faz parte da Otan e estava afiadíssima para enfrentar as tropas, do Pacto de Varsóvia.

  11. 5 jatos ? Somente isto ? Meu Deus. Não me surpreenderia nadinha se a Argentina operassem o P-51 da WW2. Brincadeiras a parte, O importante é ter Fé !

  12. A Argentina perdeu uma grande chance de adquirir MIG-35 de primeira linha, com um pacote de armamentos modernos e por preços unitários pouco maiores que estes vetores que estão no puro osso. Enfim, boa sorte para os hermanos, pois irão precisar.

    • Fantasia:
      “A Argentina perdeu uma grande chance de adquirir MIG-35 de primeira linha, com um pacote de armamentos modernos e por preços unitários pouco maiores que estes vetores que estão no puro osso.”
      .
      Realidade:
      ” …governo argentino acabou por aprovar um pagamento de US$ 12,55 milhões ao Tesouro francês pela compra de cinco jatos Super Étendard Modernisé (SEM).”
      .
      Mas fica a pergunta:
      Onde e quando um MiG-35 e todo o “pacote de armamentos modernos”, custaria aos Argentinos “pouco mais” que 2,5 milhões de dólares por unidade???

      • Já ouviu falar em subsídios, troca por produtos, parcerias para abertura de mercado…q opção inicial era MIG 29 modernizados e que estavam em estoque. O governo russo está totalmente disposto a fechar um acordo nestes parâmetros, mas infelizmente a argentina insiste em fazer negócio com a França, que os traiu passando os códigos do mísseis para os ingleses.

        • Essa história dos códigos dos mísseis é lenda urbana. Os Exocet fizeram grandes estragos nos ingleses e os que não explodiram foi por defeito na espoleta, apenas isto.

        • “Já ouviu falar em subsídios, troca por produtos, parcerias para abertura de mercado…”
          .
          Vou ressumir a situação pra você:
          Eu sou a Argentina. Eu tenho “nada”. Eu quero vender esse “nada” pra você, sr. russófilo. Em troca desse meu “nada”, você me dá os seus MiG-35, com pacote logístico completo e armamentos?
          .
          “q opção inicial era MIG 29 modernizados e que estavam em estoque.”
          .
          Ué… E o que aconteceu com os tais MiG-35 novíssimos, com pacote de armamentos e que custariam pouco mais de U$ 2,5 milhões cada???
          .
          “mas infelizmente a argentina insiste em fazer negócio com a França, que os traiu passando os códigos do mísseis para os ingleses.”
          .
          Cara, que preguiça…
          É sério que tu acredita nessa mentira falada mil vezes?

        • A Argentina tem forte comercio com a França, principalmente com a União Européia e muito pouco com a Russia. Quem que você acha que eles vão obedecer ?!?

  13. Assim como há brasileiros ignorantes, também há em todos os outros países indivíduos ignorantes, resta a cada um de nós nos nivelarmos acima, ou aos ignorantes nivelar-se abaixo.

  14. O pior foi a acreditar nos EUA que mesmo sendo “aliado” declarou descaradamente apoio aos britânicos. Deveria ter beijado os pés de Stálin e pedido ajuda.

    • Espero que você saiba que Stalin já estava morto há décadas. E obviamente a URSS não seria besta de se meter no quintal dos EUA

    • JT8D,

      Também já observei isso. Não entendo. Convivo muito com argentinos e sei dos defeitos e das qualidades deles.

      Aparecem uns comentaristas que moram no Sul e dizem que os argentinos são mal educados, fazem bandalhas, etc… Eu pergunto : E nós brasileiros, de uma maneira em geral, somos diferentes ?

      Já ocorreu por algumas vezes de eu estar em Buenos Aires no dia de algum jogo entre times do Brasil e Argentina. Os brasileiros que foram ver estes jogos só arrumavam confusão, faziam baderna e quebradeira por todos os lugares onde passavam.

      E sempre aparece alguém com aquela história muito mal contada que os Argentinos tinham “planos” para invadir o Brasil e que por isso por isso querem ver eles mal armados, querem que eles se ferrem, etc….

      Eu acho que se o Brasil, em qualquer tempo, não tiver condições de se defender da Argentina ou de qualquer outro país da AL, é melhor tomar a saideira e pedir a conta.

  15. Minha opinião.
    Pelo menos é uma aquisição.
    Tem que tomar cuidado é com os EUA e não com os Args.
    Eles lutaram conosco na guerra do Paraguai e lutariam de novo podem ter certeza.

    Atenção e minha opinião qualquer agressão por parte dos _________________ revidarem….

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ATAQUE NEM ROTULE OS DEMAIS COMENTARISTAS PARA NÃO SER ATACADO OU ROTULADO. VOCÊ JÁ FOI AVISADO VÁRIAS VEZES ANTES. ESTE É SEU ÚLTIMO AVISO.

    • Soldat, a sua observação é válida. Mas lembre-se de um porém: QUALQUER NAÇÃO poderia nos manipular/tapear/golpear/espionar, etc. Rússia, China, EUA, França, Inglaterra, Japão…

      Boa tarde

  16. Para o estado q se encontram as Forças Armadas Argentinas, tá de bom tamanho.Estou admirado de com o orçamento.q elas tem, não abrirem uma llicitação para a aquisição pela FAA entre o 14 bis e o Flyer…

  17. Posso estar enganado.
    Mas gostei da aquisição.
    Não tem dinheiro.
    Pediram socorro ao FMI.
    5 caças por 12 milhões desde que estejam operacionais.
    O que conseguiriam comprar com esse dinheiro?
    Esses caças até recentemente voavam pela França. Então, não devem ser tão fracos assim…

  18. Nosso apelido por lá é “macaco preto” quem conhece a argentina (minusculo mesmo) como morador, não como turista, sabe do que estou falando.
    Mas sempre tem aquela turminha politicamente correta para tentar justificar tudo.. Até o injustificável.

    • Você já leu o livro de Ariel Palacios, “Os argentinos”? Ariel é brasileiro de Curitiba, filho de argentinos, e mora em Buenos Aires, onde trabalha como correspondente da Rede Globo. Quem quiser saber mais sobre nossos vizinhos e como eles veem os brasileiros vai achar interessante

    • Não se gasta Exocet em pesqueiro, meu nobre amigo! Para tal, usa-se navios de patrulha mesmo!! Canhão de 40mm resolve fácil… mas tem que fazer presença! Não adianta Buenos Aires achar que enviar um ou dois patrulhas DE VEZ EM NUNCA vai resolver o problema. Tem que estar lá todos os dias, marcando presença em suas águas territoriais. Senão, os chinas vão chegando….

      Forte abraço

      • Ok Tamandaré,sei que você tem alma de navio,mas se resolve do ar também,
        eles encomendaram ,ou tentam encomendar aviões patrulha,o mar por aquelas bandas é bem revolto,e as vezes pelo ar é mais seguro .um abraço.

        • Com certeza Paulo! Apoio vindo de cima (perdão pela piada religiosa kkkk) é sempre bom… pelo preço que a Argentina está pagando, os SUE estão de ótimo tamanho (principalmente tendo em vista que o plano da ARA é exatamente de usar as 5 unidades até onde der e, depois disto, desmontá-los e usar os kits para “modernizar” as células deles, que são menos voadas).

          Forte abraço

  19. Sempre que vejo estas notícias fico a pensar se o orçamento da defesa da Argentina padece do mesmo mal que o nosso: folha de pagamento de ativos, inativos e pensionistas inchada, consumindo quase tudo, sobrando pouco ou nada para reequipamento.

  20. Super Étendard é uma aeronave milita naval

    Porque Força Aérea Argentina estaria brigando com a Armada pela posse dos unidades?

  21. muita conversa… A Argentina só tinha essa opção, pois 12 milhões é o que encaixa no orçamento deles no momento. Já conhecem o caça… Tapa o buraco para quem sabe, em até 10 anos, comprarem alguma coisa melhor.

  22. Eles começaram a fazer o que nos já estamos fazendo,teremos meia dúzia de A-4 M da Marinha
    e uns 6 A-1 M da FAB,e eles com 6 Etendard para a marinha, quatro A-4 Skywhak para a força aérea deles.Tudo parado não pode ficar.

  23. A situação argentina, em todos os sentidos, é fruto de suas próprias incompetências em fazer o básico, de não levar a sério as questões de Estado. Tanto faz o governo de plantão, a situação lá está anos luz atrás de nós. A incompetência é geral, pelo visto, e já vem de longuíssimo tempo. Somos muito incompetentes, mas os argentinos tem conseguido nos superar….. e por larga margem.

    Triste a situação deles.

  24. A aquisição do SEM pela ARA é apenas um ‘tapa buraco’, já que o problema persiste: a FFAA hermana precisa de um reequipamento geral e rápido. Basta olharmos verificarmos que os últimos investimentos de vulto foram sob Onganía/Lanusse (1966/1973) e Videla (1976/1981): de lá pra cá, nem manutenção. Quanto a colocação do FOX-2/Éder Aleixo: invadir as Malvinas fazia todo o sentido para Videla, já que, o Reino Unido vinha de uma década perdida (os anos 70 com os governos trabalhistas Wilson e Callagham, o país praticamente se esfacelou; o endividamento era estratosférico – some-se crise do petróleo, a uma economia completamente estatizada e, um sistema público de proteção que ia do nascimento ao túmulo; o desemprego e a inflação eram galopantes; as ações do IRA atingiam o auge, com a tentativa de sequestro da Princesa Anne e o assassinato de Lord Mountbatten) e Thatcher que mal chegara ao poder (tinha pouco mais de 1 ano de governo), tinha coisas mais importantes para organizar, do que, intervir em um conjunto de ilhas remotas, ‘sem importância econômica’ (muitas aspas aí). Ou seja: os detentores do poder na Argentina sabiam que não tinham condições militares de vencer (as FFAA eram bem treinadas – as guerras coloniais n’África haviam se encerrado há menos de 20 anos e, creio pessoalmente que à época, as forças britânicas eram as mais bem treinadas do mundo em COIN urbana), mas, contavam com uma desistência política por parte do Reino Unido. Ou seja, sem menoscabo dos esforços da Royal Navy, a tenacidade de Thatcher em defender o território britânico, foi fundamental para que se ganhasse a guerra.

    • Thatcher tinha tantas dificuldades e era tão contestada como líder, que seu governo já dava, à esta época, sinais de que não duraria muito. Quando veio a guerra, formou-se a imagem de “dama de ferro” que possibilitou peitar os agentes econômicos e aplicar sua agenda reformista. Os ingleses deveriam agradecer aos argentinos por terem feito aquela loucura, isso lhes valeu a manutenção no primeiro mundo econômico.

  25. Rinaldo Nery 20 de Maio de 2018 at 22:32

    Boa compra, ops passeio.

    Chupin, no te olvides.

    _______________________

    Pelo preço os Argies fizeram uma compra aceitável, ele tem expertise nesse anv.

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