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34 anos do primeiro voo do AMX

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O protótipo do AMX no primeiro voo

Em 15 de maio de 1984, o primeiro protótipo do Aeritalia-Aermacchi-Embraer AMX (A01/MM X594) decolou para o voo inaugural a partir das instalações da Aeritalia, em Turim.

O voo inaugural estava programado para 2 de maio, mas foi mudado para o dia 15, que amanheceu nublado e chuvoso, com nuvens carregadas e teto baixo.

Isso não impediu que Manlio Quarantelli, piloto-chefe de testes da Aeritalia, realizasse o primeiro voo de ensaios do AMX.

Durante 48 minutos foram executadas manobras de verificação dos parâmetros básicos de comportamento em baixas velocidades, capacidade de manobra a baixa altitude e calibração dos instrumentos de bordo.

No dia 1º de junho daquele ano, aquele protótipo realizou seu quinto e último voo, também com Quarantelli no comando. O AMX decolou por volta das 10h da manhã, mas voou por apenas um minuto e meio.

O avião fazia algumas demonstrações para observadores estrangeiros no aeródromo de Caselle e, após realizar o primeiro toque na pista e acelerar para ganhar altitude, o motor perdeu potência muito próximo do solo.

O piloto ainda tentou executar um pouso forçado numa área rural próxima ao aeródromo, mas acabou ejetando-se no solo e seu assento Martin-Baker bateu na copa das árvores. Quarantelli não resistiu aos ferimentos, falecendo dias depois. A aeronave incendiou-se, ficando destruída.

Protótipo do AMX ao lado de Tornados italianos
Protótipo do AMX ao lado de Tornados italianos

SAIBA MAIS:

91 COMMENTS

  1. Muito bonita aeronave e que de certa forma me dá orgulho como brasileiro. O que me entristece, porém, como brasileiro, é que projetos assim, iniciativas assim, não tem continuidade. Não há especulação alguma de AMX 2. Há o Gripen, que se não for bem planejada a aquisição, também não renderá muitos frutos de avanços tecnológicos e capacidade industrial e humana. De qualquer forma, eu fico presunçoso em ver uma aeronave de guerra, uma avião de caça foi construído desde o início por brasileiros, ainda que em uma joint venture com os Italianos. Eu quero dizer, à época era uma coisa para aparecer toda semana na Tevê Globo.

    • Victor,
      Sobre Gripen e capacidade industrial, publicamos há poucos dias matéria sobre nova fábrica de partes estruturais do caça.
      Caso tudo dê certo (e aparentemente caminha para isso), nela serão fabricados mais itens de fuselagem e asas do que se produziu para o AMX, por exemplo, e com requisitos para caças supersônicos, e não para jatos de ataque subsônicos / transônicos.
      Ou seja, planejamento há, e está sendo seguido até o momento.

  2. Eu lembro vagamente que os protótipos italianos tinham um trem de pouso menos robusto que o brasileiro, mas nos modelos de série foi padronizado o trem mais forte. Confere isso?

      • Fui dar uma olhada nas fotos dos protótipos italianos e é isso mesmo galante. Acho que tinha lido algo sobre diferenças na antiga publicação Top Gun e somado a uma vaga lembrança de uma foto numa revista Voar, acabei botando isso na cabeça como verdade.

          • Não sei dizer Delfim. Por padrão o AMX já tem um trem de pouso robusto e se você observar ele pousando várias vezes, verá que por padrão ele pousa “a moda naval”, sem frescuras, mais para F-18 e bem diferente da delicadeza do F-16.

          • Achei esse video aqui. O sujeito foi meio brusco, nem tentou fazer arredondamento antes do toque. Outros pousos são um pouco mais suaves:

    • Então (…mas nos modelos de série foi padronizado o trem mais forte. Confere isso?), portanto, acabaram sendo iguais como quis dizer o Clésio.

  3. Eu tinha a revista Flap sobre o assunto. Parecia que finalmente o Brasil iria começar a fabricar seus próprio aviões de caças e a molecada “aficionada por aviação” sonhava aviões do “naipe” do F-14, F-15, de Migs e Sukhois (lembrando que não tínhamos muitas informações sobre os aviões russos na década de 80) fabricados pela Embraer e nas cores da FAB.

  4. O mais chato é saber que o AMX não teve continuidade de aparelhar a Força Aeronaval da Marinha do Brasil como era o projeto inicialmente. Mas tarde nos arrependeriamos no governo do FHC em fazer a MB engolir um lote de A-4 Skywank kuwaitianos vindo em caixotes cheios de areia em navios cargueiros que ancoraram no porto de Arraial do Cabo e vieram de carretas para Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia. Teve que contratar uma empresa extrangeira para botar eles para voar dando mais custo para o bolso do contribuinte! Mas quem liga né?!? Se tudo acabar em carnaval e cerveja, tá tudo bem!!!

  5. O AMX foi um projeto histórico, não tanto pelo avião, que acabou meio “desprezado” pela FAB, mas por ter proporcionado á Embraer a experiência de participar de um desenvolvimento internacional. Pena que não se seguiram outras associações desse tipo, pois certamente a Embraer teria então a oportunidade de desempenhar um papel maior, pelo conhecimento adquirido com o AMX. Mas, depois a empresa passou a priorizar a aviação comercial, deixou um pouco de lado a aviação militar, que só recebeu impulso novamente com a criação da EDS. E agora, com a possível absorção da empresa pela Boeing, ninguém mais sabe ao certo o que acontecerá

  6. Sensacional a matéria, esse caçar bombardeio é muito bom, o Brasil deveria ter dado continuidade vide os Russo com os ultrapassados SU-25.

    Mas o negocio é comprar velharia Americana da nisso ou seja em nada…

    • Soldat,

      A última “velharia americana” comprada, no que se refere a aviões de combate, foi antes das entregas do AMX – no caso, caças F-5 usados dos americanos para recompletar a frota comprada nova de fábrica.

      Então não sei que compra de “velharia americana” tem a ver com a continuidade ou não do AMX, que foi adquirido em número suficiente, à época, para equipar um esquadrão novo e reequipar outros dois esquadrões FAB, o que dava praticamente metade da força que existia de jatos efetivamente de combate em serviço. Quando da última entrega, por volta do ano 2000, o AMX (A-1) servia na FAB em quantidade maior que a “velharia americana” F-5.

      • Nem perca tempo com os ___________
        ________________, até meados dos anos 2000 o AMX sem modernização ainda podia ser considerado um caça relativamente moderno. Sua aviônica era o de melhor para o fim dos anos 80. O único problema foi a ausência do radar. A versão modernizada, que deve chegar a 20 unidades de um total de 53 que temos, possui o radar multimodo nacional SPC-01, podendo levar bombas guiadas inteligentes, mísseis ar-ar Piranha 1 e 2, e o missel antiradar MAR-1, e dois canhões DEFA de 30mm.

        COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ROTULE OS DEMAIS PARA NÃO SER ROTULADO.

          • Não.
            Foi o F-5M que perdeu um canhão para abrir espaço para instalar parte dos novos sistemas eletrônicos. O A-1 foi desenvolvido para ter mais espaço disponível para futuras adições e modernizações na aviônica, com nichos vagos na parte frontal de sua fuselagem, que é bem funda para o tamanho do avião.

    • Italianos são ótimos em somar estética e função, o que resulta em design.
      O belíssimo Alfa Giulia ainda é o recordista de Nurburgring na categoria sedã.

  7. No fim de semana que passou, pude observar na BR-101, próximo à Joinville /SC, um AMX desmontado em dias carrretas da FAB. Numa delas segui a fuselagem e na outra as asas.
    Não tenho conhecimento mas, do jeito que estava, seguia pra modernização.
    Estava dem motor, com o trem baixado, sem a cobertura do canopi e dem parabrisa. Cobrindo o cockpit tinha uma lona, mas dava pra ver que não tinha acento ejetável também.
    A entrada de ar esquerda estava com aquela tinta primer amarela…

  8. Estive em uma palestra com o comandante da base aérea em Santos e ele me informou que a Força Aérea tem interesse em modernizar os AMX, mas vão diminuir o efetivo em torno de 50 mil homens e também em aeronaves.

  9. Fiat Uno da aviação. motor fraco, tecnologia embarcada zero, econômico, facil manutenção, um pé de boi clássico que aguenta o tranco. Parabéns pelos seus 34 anos AMX. Shalom !

    • “tecnologia embarcada zero”

      Maccabi,

      A tecnologia embarcada foi menor do que a planejada no caso do A-1 brasileiro, por não terem instalado o radar, mas não dá pra dizer que era “zero”. O avião, na sua configuração pré-modernização que ainda está em serviço, inaugurou na FAB o uso de computadores de missão que estavam no estado da arte na virada dos anos 1980 – 1990, possibilitando realizar ataques com os então modernos modos CCIP e CCRP, trazendo também tela de missão no painel, HUD, entre outras características atualizadas.

      Os adjetivos econômico e fácil manutenção também não cabem exatamente ao AMX / A-1. Não que fossem perdulários ou de difícil manutenção, ficavam entre uma coisa e outra. O motor equivale em empuxo a boa parte dos que equipavam outros jatos da época, quando em empuxo seco (sem pós-combustão), não é exatamente fraco.

      A descrição que você fez, na minha opinião, está mais para o AT-26 Xavante, que o A-1 substituiu em dois esquadrões da FAB.

      • Sem falar que ele foi o primeiro caça da FAB com FBW e RWR. Me parece que também tinha uma equipamento de EW, mas não tenho certeza.

  10. O AMX representou bem o fosso que nos separava de países que investiam mais pesadamente em suas Forças Aéreas: enquanto na Itália o AMX seria destinado ao ataque leve com o pesado à cargo dos Tornado, aqui ele teria a missão do ataque pesado, com o leve à cargo dos AT-26 Xavante.
    O AMX sofreu de dois azares:

    1) ter nascido numa época onde caças multifunção começavam a substituir os caças dedicados, além de se ter um bom número de caças usados no mercado na função de ataque, o que inviabilizou a sua exportação;
    2) ter nascido em uma época onde a economia brasileira viveu um de seus piores momentos: as décadas de 80 e 90, inviabilizando que seu projeto fosse desenvolvido ao máximo.

  11. Acredito o projeto amx deu muito material p Embraer evoluir. Pode nao ter sido utilizado em sua totalidade mas aprendemos muito na medida do possível considerando a falta de vontade política p a área. Para as necessidades aki era e acho ainda é um elemento importante.

  12. Lembro um uma revista que observei que esse caça tinha 38 computadores. Eu achei o máximo na época como supra-sumo. Como perdemos a identidade nacional, a garotada da periferia não tem gosto de assuntos militares.

  13. Vi o primeiro voo do protótipo brasileiro no jornal nacional, tinha 15 anos na época (o da reportagem acima é o italiano).
    Não entendia porque esse projeto focou num subsônico, e não num avião leve supersônico de baixo custo como uma espécie de F20 Tigershark ou coisa do tipo, só que usando a turbina RB199 do Tornado, fato que traria economia e logística para a Força Aérea Italiana.
    Não vendeu bem pois, alem da possível interferência da Casa Branca que fazia lobby para o F16 (muito superior ao AMX, porem obviamente mais caro), havia, com a queda da USSR, muitos Mig21 a venda por baixo preço.
    De qualquer forma se revelou um bom vetor nas mãos da Aeronautica Militare.

  14. Talvez não tenha lógica nenhuma o que vou dizer, mas creio eu que se dessemos continuidade nesse projeto acumularíamos expertise para de maneira autônoma projetar um caça substituto para o F-5, mesmo que um caça leve, tipo o F-20 Tigershark, Tejas, JF-17 ou F-CK-1 Ching-kuo

  15. O AMX possui uma boa capacidade de carga e autonomia de voo, fundamental para sua função principal: o ataque.

    Os F-5M também podem realizar ataques mas são muito limitados, sendo voltados para interceptação.

    Os AMX modernizados recebem aviônica e radar modernos, o que possibilita uma capacidade de autodefesa utilizando por exemplo os mísseis piranha já integrados. Além disso estão aptos a usar o missel antiradar MAR-1, e poderiam ser usar o missel antinavio se houvesse interesse, seu radar o SPC-01 é multimodo.

    Teria um bom caldo ainda para dar. Os AMX mais antigos da FAB foram entregues em 1989, ou seja, ano que vem completarão 30 anos. Ainda poderíamos utilizar o A-1M até 2035. Devido a falta de recursos e a prioridade no F-39 a FAB que de início planejava modernizar 43 unidades , reduziu para 32 e mais recentemente 14, sendo o provável que cheguemos de fato a 20 , 10 para cada um dos 2 esquadrões em Santa Maria. O AMX, modernizado, é um bom caça no que se propõe, e até a chegada do Gripen, é o único meio de ataque aéreo relevante que possuímos.

    Uma FAB com 84 F-39 e 20 A-1M seria algo realista e dentro das suas necessidades.

    • Se chegarmos nas esperadas 72 unidades do Gripen, tendo entre 24 ou 36 A-1 M já seria o sonho materializado para a FAB. Agora, chegarmos aos 84 então… rs
      Torço para conseguirmos os dois lotes de 36 unidades do Gripen que parece cada vez mais distante.

      • Deve-se levar em conta que o segundo lote sairá mais barato que o primeiro, já teremos toda estrutura e organização necessária para produzir componentes e montar o caça, além disso os nossos Gripen do lote de 36 foram mais caros​ pois foi imbutido o valor para desenvolver a monotela e integrar ela. O segundo lote portanto poderá sim ser maior , no mínimo com mais bipostos que estão sendo desenvolvidos por brasileiros, umas 40 unidades em vez de 36 afinal.

  16. o AMX é um excelente avião , tanto que esta em operação no Brasil e Itália, e sendo modernizado pra mais uns 15 anos de vida. 34 anos do primeiro voo do AMX para o Gripen BR um tempo razoável. Pena que não teve saída comercial.
    Não teve saída comercial por diversos fatores, um deles é o lobby italiano que não foi forte para ganha mercado e a EMBRAR não tinha o mercado que tem Hoje.
    No meu entender o Gripe é a evolução industrial do AMX para o Brasil, o que se adquiriu de Conhecimento tácito, conceito na fabricação de partes e na montagem do AMX , erros e acertos pode ser aplicado agora no Gripen.

  17. Penso que, como esse caça foi descontinuado pelos italianos, poderia a FAB juntamente com a Embraer comprar todo o projeto que não deveria ser caro. Para aqueles que vão dizer que é um projeto obsoleto a engenharia da Embraer poderia remasterizar todo o projeto, transformando o em CAD, para poder fazer modificações, modernizações no seu escopo em 3D com programas em Catía…., ou seja, fazer up grades para que possa surgir uma derivação do AMX com motorização supersônica, do ponto que está hoje já seria meio caminho andado. Haja vista que as modernizações em sua eletrônica/aviônica ja está acontecendo hoje pela própria Embraer que conhece cada componente e parafuso desse caça, quem sabe até um HUD panorâmico como será o do Gripen! Comprando os ferramentais que estão encaixotados e enferrujando na Itália juntamente com os projetos e código fonte a Embraer poderia fazer uma derivação para um moderno caça, quem sabe um caça naval também. Desenvolvendo fornecedores no Brasil e Itália e teria um caça AMX plus mais barato pois, o Brasil não poder ter apenas um modelo de caça moderno para o futuro e que atenderia forças aéreas pequenas como as africanas e na América do sul, bem como, construir células novas para os subsônicos existentes na FAB e na Itália. Ao concluir todo o desenvolvimento do KC 390 a Embraer poderia iniciar esse projeto até mesmo sem subsídio do governo. Dinheiro a Embraer vai ter em breve e muito….

    • Não precisa comprar o projeto, pois a Embraer já possui o “know-how” para fazê-lo. A grande cereja do bolo não é fazê-lo, mas recheá-lo.

  18. vocês acham MESMO que só depende ter uum ótimo projeto a venda e sucesso são automáticos!?! Não sejam tão ingênuos assim….desde a pré adolescência o poder de compra dos amigos prevalecia sobre os bravões….o poder de compra dos EUA China e Rússia Inglaterra Franca são enormes. Mais sagacidade!

  19. o desenho do AMX é muito elegante na minha opinião e a versão brasileira é mais “encarnada” ainda por possuir dois canhões em vez de um Vulcan que foi veado pra gente…. Também acho que teriam que ser modernizados urgentemente pela FAB pois ainda é um vetor de valor e muito estratégico pois da a capacidade de atingir (com revo) boa parte do Brasil e de países vizinhos numa eventual e necessária missão de ataque / bombardeio terrestre

  20. Belo avião, espero que a FAB modernize ao menos uns 30 pois como o Gripen é multifunção(queira Deus que cheguemos no mínimo aos 72 mas creio que chegaremos nos 108 ) acabará por ficar com todo o serviço.
    AMX é lindão e um vetor de ataque dedicado de respeito ,principalmente modernizado.
    Aqui na AL uma formação de AMX escoltada pelos F-5M controlados/acessorados pelo R-99 podem levar o terror e destruição a qualquer força que se atreva a nos desafiar.

  21. Um A-1 já foi colocado e inaugurado há algumas semanas como monumento estático entre os o prédio do Esquadrão Centauro e o do Esquadrão Poker dentro da Base Aérea de Santa Maria. Provavelmente um célula das que têm problemas estruturais para serem modernizadas. As fotos estão no Facebook na página “Amigos da Base Aérea de Santa Maria”. Realmente acredito também que só umas 10 aeronaves por esquadrão serão modernizadas.

  22. Lembro do projeto dessa aeronave quando adolescente, tinha uns 14 ou 15 anos e a achei muito linda, como acho até hoje. Aeronave muito injustiçada na época, pois muitos achavam que era supersônica.
    Uma boa modernização nele, nos dias de hoje, a deixariam num patamar muito interessante. Mas, estamos no Brasil e, parece uma sina, bons projetos não vão para frente – com raras exceções. Gostaria de ver esse caça voando mais uns 30 a 35 anos, modernizado ao extremo – desde o motor mais moderno até a aviônica parecida com a que será empregada nos Gripens – , multifuncional, embarcado em uma versão naval, mas sonhar não paga imposto….

  23. Durante a vida operacional do AMX na FAB, quais mísseis ele já disparou? Em que quantidade?
    Não pergunto isso por provocação, mas por ignorância mesmo.
    E me parece que o aproveitamento da aeronave, em toda a sua potencialidade, esbarrou nos severos limites orçamentários brasileiros.

  24. Sou entusiasta e acompanho as notícias militares há bastante tempo na Trilogia. Paixão de criança que o tempo não levou. E sempre aprendo muito com diversos excelentes comentaristas e com os editores.
    Sobre o AMX acompanhei pelas revistas o desenvolvimento e entrega da aeronave. Lembro ainda ter lido sobre seu desempenho em combate pelas cores da Itália, muito elogiado à época, se não me engano no Kosovo. Também combateu na Líbia e Afeganistão.

  25. Grande conhecimento adquirido jogado no lixo.
    Ainda acredito que poderíamos fabricar nova versão desse avião com tecnologias atuais que já dominamos.
    O problema seria a motorização que está fora de linha, mas quem sabe nacionalizar esse motor, melhorando ele.
    Vale relembrar que temos o conhecimento (TAPP-5000) e empresas capacitadas ( TURBOMACHINE & TGM TURBIMAS), e por derivar de um produto já testado e em operação há anos, os testes de aceitação serãoenos onerosos e custosos.
    Por muito menos do que pagamos pelo Gripe (GRIPEN) Sueco desenvolveriamos essa nova versão do AMX e industrializaríamos.

  26. Se o F-39 minimamente igualar o A-1 em alcance e superá-lo no resto, inclusive no custo de manutenção e hora de voo, qual a vantagem de se gastar recursos na modernização de toda a sua frota com modelos que farão 30 anos de idade ?
    O ideal seria modernizar nenhum, mas como há um contrato, moderniza-se o mínimo, até para termos vetores estratégicos atualizados até sua substituição pelos F-39.
    Pena mas a situação econômica dos anos 80-90 matou sua aquisição massiva e modernização. Mas aí impediriam a aquisição dos F-39 em quantidade.
    Agora é torcer para que os ventos político-econômicos permitam a aquisição dos F-39 nos 108 realmente necessários.

    • VC tem que ler um pouco sobre as características técnicas dos aviões antes de postar.
      VC tenta igualar coisas totalmente distintas.

      • Leonardo, não me leve a mal, mas acho que vc não compreendeu a lógica de argumentação do Delfim. O F-39 virá para substituir o A-1 inclusive. Logo se aquele superar ou minimamente igualar em alcance este, não valerá muito a pena a reforma. se investe esse recurso logo em uma nova célula do F-39

  27. O AMX foi um projeto da FAB (e não do Estado como o Grippen) então acabou quebrando as pernas da mesma, foram anos de dificuldade.
    O avião foi ótimo para a Embraer, o conhecimento foi utilizado (corre a propaganda) para dar o salto para a fabricação de aviões a jato, se o avião não era o que foi sonhado, deu um belissimo empurrão para o que é a EMB hoje.
    Vi lá em cima que o AMX foi preterido (pelo FHC) pela compra dos A4 na marinha, nunca tinha ouvido esta história. Sei que sempre existiu a vontade de navalizar o AMX mas dai para dizer que o A4 foi empurrado goela abaixo é uma LONGA distancia. Alguém sabe desta parte da novela?

    • Suspeito que o AMX nunca foi bem quisto pela FAB. Como se tivesse sido entubado e, por isso, ficou sempre jogado de lado, sem radar, sem mísseis. Só soltando umas bombas, de vez em quando, e fazendo provas de resistência de pilotos. O maior agrado recebido foram kits israelenses de reconhecimento e para transformar bombas burras em inteligentes.
      .
      Não é só falta de dinheiro, pois, ao longo dos cerca de 30 anos em operação a FAB comprou muita coisa (aviões, helicópteros, etc), mas não investiu nele. O A-1 é algo que poderia ter sido, mas não foi (nem com a versão M, atrasada, minguada e incompleta).
      .
      Talvez seja um avião ruim, tanto que não houve exportações (mesmo ponderando o fim da Guerra Fria, muitos aviões foram vendidos nas últimas décadas e, nenhum deles, era um AMX).
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      Como andaram citando Fernando Pessoa, o A-1 é o “cão tolerado pela gerência”.

        • Galante, se fosse prioridade da FAB, ela conseguiria, como conseguiu dotar os F-5 de Derby e Python, comprar ST, BH, R-99, P-3, desenvolver os mísseis Piranha, A-Dater, etc.
          Faltou direcionar o dinheiro para isso. O motivo eu não sei. Apenas suspeito que seja isso que apontei.

          • A FAB não manda no governo, ela não pode passar sobre as decisões de um programa binacional. Ou recebia os aviões como estavam ou não recebia. Recebeu os aviões sem radar e sem um monte de coisas.

          • Não me refiro ao momento do recebimento.
            Refiro-me aos anos 2000, onde comprou diversas aeronaves e manteve o A-1 jogado às traças.

          • Rafael,

            Na virada dos anos 1990 para 2000 os jatos A-1 do lote final, um pouco mais avançado, ainda estavam terminando de ser recebidos em Santa Maria. Não estava “jogado às traças”, estava em plena implementação de doutrina nos dois esquadrões da base.

            O problema é que outros setores, como os jatos supersônicos e a necessidade de substituir o Xavante na instrução de pilotos de caça, estavam muito mais para trás do que estavam os esquadrões de A-1, e ganharam prioridade por não poderem mais ser condenados à obsolescência. O próprio custo do programa AMX, ao longo da década anterior, havia limitado recursos para esses e outros setores, e agora era indispensável atendê-los. Se foi necessário gastar com eles ao invés do A-1 nos anos 2000, foi justamente porque ficaram para trás durante a fabricação e implantação do A-1

          • Nunão, o jogado às traças eu usei para denotar a falta de radar e de mísseis.
            Ok, quanto ao ST, mas não foi só isso que passou na frente do AMX.
            BH, P-3, mísseis Piranha e A-Darter, etc. Note-se que dotar o AMX de radar e integrar um míssil ar-ar e um míssil ar-sup não seria nada tão caro assim. Poderiam dotar de radar apenas uma parte dos A-1, se o problema de dinheiro era tão grave.
            O A-1 foi preterido por vários projetos, sendo uma aeronave incompleta.

          • Rafael,
            Que ficou incompleto é óbvio, mas os recursos das áreas que vc citou precisaram ser empregados porque essas áreas estavam muito mais defasadas que os esquadrões de A-1.
            Poderia talvez ter-se desistido de um ou mais desses projetos que vc mencionou para investir no que faltava ao A-1, mas isso a um custo operacional e de obsolescência dessas outras áreas que não pode ser ignorado. Afinal, o que representariam para a defesa o F-5 não modeenizado e o Mirage III, sem que tivessem ao menos um míssil de 3ª geração, em plena virada do século?
            A FAB já tinha passado, há muito, do limite do que poderia postergar em outras áreas devido ao que investia no A-1, devido aos contingenciamentos. Precisou cortar o que ainda teria que gastar nele sob o risco de parar todo o resto. E, mesmo incompleto, o A-1 era muito superior a todo o resto que ela voava. Ou seja, longe do A-1 estar jogado às traças, era o resto da FAB que aguardava, há muito, a atenção que por um bom tempo ficou focada em boa parte no programa AMX.

      • Deveria ter radar multimodo, mísseis antinavio… e não teve. Faltou $$$.
        .
        Foi pego no advento de caças multimissão de 4Ger.
        .
        Muita gente na FAB não entendeu o conceito de um caça subsônico de ataque. Foi preterido por um tempo como escolha dos primeiros colocados que preferiam F-103 e F-5.

        • Não é verdade. Os caçadores mais antigos foram pro 1°/16°, inclusive os da minha turma. Algumas afirmações só podemos fazer se somos ou fomos da FAB. Amigo do cabo corneteiro não vale.

  28. Caça de ataque sem escolta de superioridade aerea e aviões sead dedicados são presa fáceis para interceptações sobre espaço aereo estratégico contestado talvez a fab não deu alta prioridade para o amx por entender que prescisava mais de vetores de superioridade aerea para apoialo

    • Elton, vamos fazer só um exercício de raciocínio, utilizando os meios disponiveis à FAB hoje em dia:
      Um hipotético ataque SEAD:
      2 A-1 (podem ser não-modernizados mesmo), armados com 2 Lyzard, cada um e um pod Litening, cada um OU as mesmas aeronaves armadas com o MAR-1 (esse míssil não há confirmação de que tenha sido adquirido de faro pela FAB);
      1 A-1 (não modernizado, também), equipado com um pod Skyshield,
      4 F-5EM armados com Python 4/5 e Derby.
      O A-1 com o Skyshield faz o papel de aeronave de EW contra o radar inimigo, os A-1 armados com as Lyzard OU com os MAR-1, fazem o ataque propriamente dito e os F-5EM fazem a escolta cobertura de todos os A-1.
      Teoricamente, é algo factível, com os meios disponiveis hoje. Claro que com os F-39, a mesma aeronave pode fazer o ataque e se defender, talvez dois atacantes e dois de cobertura.
      Antes que venham me corrigir, lembro que é só um exercício de raciocínio. Ataques SEAD podem ser muito mais complexos e exigirem muito mais elaboração. Um F/A-18 Growler, por exemplo, é uma plataforma especializada, mas fora do nosso alcance. No futuro, bem no futuro, se houver condições, talvez uma versão do F-39 possa ser desenvolvida para EW/SEAD.

  29. Vou colocar uma questão sobre a Aermacchi e a Aeritalia que me chamou a atenção.
    Ao observar seu histórico de aeronaves, percebi que após a 2WW e antes do AMX a Aermechi não fez nenhuma aeronave de combate dedicada, só treinadores. Mesmo o atual M-346 capaz de atingir Mach 1.2 é um projeto original da Yakovlev e é basicamente um treinador.
    .
    Já a Aeritalia, ex-Fiat, justamente o contrário. Antes do AMX fabricou o F-86 e o F-104 sob licença, e projetou e fabricou o G-91 e o Tornado. Atualmente faz parte do EF-2000 Typhoon.
    Qual foi o interesse da Alenia em participar do AMX, que parece um ponto fora da curva de sua evolução ?

  30. A situação do AMX é complicada, com o encerramento da operação na AMI, o fornecedores de componentes italianos indagaram a FAB se pode´riam manter a linha aberta, mas com sempre não há dinheiro para isto, sem conta que o mantenimento dos Spey está a cada dia mais caro e inviável financeiramente. O A 1 deve “morrer” no terceiro do décimo com seis ou sete células modernizadas e mais meia dúzia do terceiro lote até os spares acabarem.
    É o fim, lamentavelmente.

  31. assim eu espero. o segundo lote será basicamente o preço do caça “de prateleira”, já que a tecnologia já foi paga neste lote. Ainda assim, acredito que serão 36. Talvez, depois se contrate outro lote para repor unidades ou aumentar alguma deficiência detectada. Mas torço para que eu esteja errado. haha

  32. “Clésio Luiz 16 de Maio de 2018 at 17:17
    Achei esse video aqui. O sujeito foi meio brusco, nem tentou fazer arredondamento antes do toque. Outros pousos são um pouco mais suaves:”

    Clésio, esse pouso não tem nada de Catrapo como fala no título. O pouso foi suave, normal….nem sequer os pneus “fumacearam” no toque. E eu já vi, ao vivo, dezenas e dezenas e dezenas de pousos, toques e arremetidas de A-1 aqui em SM. Esse é o padrão. Alguns são mais bruscos, mas o normal é isso mesmo. E o trem principal do A-1 é bem resistente. Nem se compara com o do F-5, por exemplo.

  33. Quando da implantação dos A-1 nos lotes do Adelphi, Centauro e Poker, a FAB não tinha naquele momento um outro Caça com HUD e a pontaria do A-1. Tinhamos xavantes cançados e F-5 defasados. Há meu ver como falaram a prioridade era sim o A-29 para o Sivan e Amazônia e a modernização dos F-5. Lembro- me da missão de 2 A-1 que decolaram da BASM até a Amazônia só fzdo reabastecimento aéreo no caminho e ataqie simulado. No final dos anos 90 essa missão de caça de ataque com esta distância só a FAB já era capaz na América Latina.

  34. A Embraer de hoje deve até as calças em tecnologia, gerencia de projetos e know-how para os profissionais que participaram desse projeto binacional.

    Depois desse projeto, a FAB aprendeu a receber produtos como se deve receber. Percebam, a questão do radar não foi meramente financeira, entregaram um avião com muito a se acertar, em boa perte, movidos pelo velho espírito político do “Entrega agora para depois acertar” contra a avaliação técnica da FAB. O “depois” demorou algumas décadas e recurso financeiro.

    Todos aprenderam e é uma maravilhosa célula.
    Que venha o Gripen.

  35. Os dois A-1 eram do Centauro. O A-29 não tem nada a ver com o SIVAM. Essa missão dos A-1, a mais longa da FAB, foi de 10:50h de vôo. Ribeiro e Kabzas. O REVO foi o Corsário, Parente era o COMREVO. Ribeiro e Parente são da minha turma.

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