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Análise dos danos no Pantsir-S1 atacado por drone israelense

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Pantsir-S1 atingido por drone israelense na Síria
Pantsir-S1 atingido por drone israelense na Síria

A imagem acima capturada de vídeo mostra o veículo do sistema antiaéreo Pantsir-S1 destruído por drone israelense IAI Harop.

A descrição diz que todos os mísseis do veículo tinham sido disparados (isto pode ser constatado pelos tubos lançadores queimados).

O radar também não estava na posição de combate quando o veículo foi atingido, e o suporte hidráulico estava levantado, evidenciando que o sistema estava desligado no momento do ataque

Em outras palavras, simplesmente não havia como o Pantsir-S1 reagir ao ataque. Talvez o veículo estivesse aguardando o recarregamento.

Os canhões de 30 mm também não atiraram, o que provavelmente denota também falta de munição.

Israel destruiu um Pantsir-S1 desarmado, mas as imagens serviram para uma excelente propaganda da eficiência de suas Forças de Defesa.

Os danos provocados pelo ataque do drone foram leves, concentrando-se basicamente na cabine do veículo. O sistema depois de reparado retornará à operação.

Pantsir-S1
Pantsir-S1

As origens do Pantsir
No início da década de 1970, a proteção antiaérea de curto alcance dos regimentos de carros de combate e dos regimentos de cavalaria mecanizados no Exército Soviético era fornecida por dois pelotões, sendo um de canhões antiaéreos autopropulsados ZSU-23-4 Shilka e outro com sistemas de mísseis 9K31 Strela 1 (designação SA-9 para a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Quando os estrategistas soviéticos pensaram em substituir ambos por equipamentos mais modernos, veio a pergunta: por que não um sistema único que incorporasse mísseis e canhões? E assim surgiu o projeto Tunguska. O Ministério da Defesa Soviético incumbiu a empresa KBP (Konstruktorskoe Buro Priborostroeniya) de desenvolver e integrar o novo sistema.

A KBP é uma empresa que nasceu na então União Soviética em 1927, na cidade de Tula, situada a menos de 200km ao sul de Moscou. A gama de produtos desenvolvidos pela KPB é longa e inclui pistolas, carabinas, rifles de caça, submetralhadoras, canhões de uso aeronáutico e naval, mísseis antitanque e sistemas de defesa antiaérea. Não é difícil de entender porque a KPB foi escolhida para desenvolver um sistema híbrido, que associasse mísseis e canhões, pois ela já possuía experiência com ambos. Era só uma questão de integrá-los em um único sistema.

Estudos conduzidos naquela época demonstraram que os canhões de 23mm do ZSU não eram adequados para as futuras ameaças aéreas. Por este motivo, adotou-se um calibre maior (30mm) e o escritório da KBP desenvolveu o modelo 2A38, com cadência de 3.900 a 5.000 tiros por minuto.

Mas o Tunguska também foi projetado para engajar e abater ameaças aéreas a distâncias muito maiores. Por este motivo, o sistema de mísseis foi completamente revisto. Ao contrário do míssil de curto alcance empregado pelo sistema 9K31 (o Strela 1), para este projeto foi desenvolvido um artefato maior e mais pesado, de dois estágios, denominado 9M311 (SA-19 pela OTAN). A produção do Tunguska começou na primeira metade da década de 1980 e alguns desses sistemas foram exportados para países como Índia e China. Este último desenvolveu um sistema muito similar, denominado TK-1000.

O sucessor do Tunguska
O Pantsir é o sucessor natural do Tunguska (SA-19 “Grison). O arranjo geral composto por uma associação de mísseis e canhões foi mantido, mas o sistema como um todo aproveitou a evolução tecnológica ocorrida no período. Seu desenvolvimento começou no início da década de 1990 e o primeiro protótipo ficou pronto em 1994. Este era um período bastante tumultuado para a Rússia e demais repúblicas que fizeram parte da União Soviética. Por este motivo, os trabalhos sofreram sucessivos atrasos e o programa foi interrompido diversas vezes por falta de recursos.

Havia o interesse do Exército Russo em adquirir um substituto para o Tunguska, mas diante de uma redução nos gastos militares e de outras prioridades da Defesa, o governo não pôde custear o desenvolvimento do Pantsir. A solução foi procurar um cliente no exterior. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) interessaram-se pelo sistema e acabaram se tornando o primeiro cliente. Os EAU fizeram uma encomenda de 50 sistemas em 2000 e, após algumas mudanças introduzidas, receberam as primeiras duas unidades em 2007.

Pantsir-s1
Pantsir-s1

O sistema Pantsir
Uma bateria do Pantsir pode ser formada por até seis sistemas de combate e, para cada dois deles, existe um veículo de remuniciamento. Além disso, existem os veículos que fazem manutenção, transportam sobressalentes e fazem o alinhamento. Com a organização em baterias, uma das opções de modo de operação é a designação de um sistema como “master” ou posto de comando. Neste caso, este envia as informações do alvo para os demais, que “travam” no alvo e orientam o míssil até o mesmo.

Mas os sistemas de combate também podem atuar de forma isolada e fixa, defendendo alvos específicos e estratégicos. Cada unidade pode rastrear até 20 alvos e engajar quatro ao mesmo tempo, disparando uma salva de dois mísseis para cada alvo.

Pantsir-S1 lançando míssil
O míssil 57E6 que equipa o Pantsir (12 unidades) tem um alcance máximo de 20km e pode engajar alvos voando a até 15.000 metros. Os dois canhões de 30mm podem abater um alvo aéreo a uma distância de 4km, em altitudes de até 3.000m

Armamento e chassi
O míssil 57E6 e suas variantes foram desenhados especificamente para o Pantsir e representam uma respeitável evolução sobre o antecessor, a família 9M311 que equipava o Tunguska. Segundo o fabricante, em condições ideais o míssil possui um alcance máximo de 20km e pode engajar alvos voando a até 15.000 metros.

O 57E6 possui dois estágios. O primeiro representa o “booster”, de combustível sólido, que queima por 2,4 segundos e acelera o míssil a uma velocidade de 1.300m/s. No segundo estágio localizam-se as antenas para controle da trajetória do míssil e uma espoleta de proximidade (ou contato).

Embora seja um artefato relativamente leve (90 kg), sua ogiva de fragmentação responde por boa parte do peso do segundo estágio. O míssil não possui uma cabeça de busca, o que simplifica o sistema e reduz os custos. Seu direcionamento é feito por comandos de rádio. Também há um canal óptico independente.

Os canhões são os mesmos anteriormente empregados pelo Tunguska, porém com pequenas modificações (o que acabou gerando a versão 2A38M). Sua capacidade é de abater um alvo aéreo a um alcance de até 4km, em altitudes de até 3.000m.

O Pantsir é um sistema totalmente independente quanto ao chassi empregado e, por esse motivo, aceita várias opções. O protótipo foi originalmente desenvolvido sobre um chassi de caminhão Ural 5323 8×8, mas o Pantsir tem sido oferecido sobre um chassi KAMAZ 6560 8×8. A versão adquirida pelos EAU foi montada sobre um chassi alemão MAN SX 45 8X8. Há também opções sobre chassi com lagartas.

COLABOROU: Rustam Bogaudinov

164 COMMENTS

  1. Tá fácil de arrumar!

    É só trocar o caminhão, o radar, as rodas, os tubos lançadores e o chassi!

    A escadinha e o pé hidráulico estão 100% !

  2. estava sendo municiado ok , mais justamente por isso deveria ter cobertura de outros sistemas, principalmente durante o remuniciamento, que como vimos na batalha de midway essa e a parte mais critica de toda operação de qualquer sistema

  3. Eu tinha achado a aproximação meio lenta para um míssil, faz mais sentido ser este drone até pelas características do ataque (momento ideal)…
    O cara realmente foi azarado… foi justamente para a região mais afetada pela explosão…

    • Carcará,
      Tudo bem que deve ter sido um Harop (250/h) mas vale salientar que o Delilah também não voa muito rápido não. Ele tem velocidade variável que vai de 350 a 800 km/h.

      • Prezado Bosco boa tarde não sei se vc lembra sobre um outro tema em que vários foristas comentaram sobre uma hipotética invasão da uma força tarefa chinesa onde varia fraquezas e pontos fortes da nossa capacidade de defesa e ataque foram provocadas nos comentários. Lembro que vc com toda a paciência me explicou sobre as limitações dos nossos submarinos , pois muito que bem na oportunidade na réplica falei sobre drone camicase eis a reposta por tabela . estou vendo que a ideia funciona.
        FORTE ABRAÇO !

      • Caro Bosco,

        Minha resposta a sua pergunta no outro post já está disponível. É sobre aquele trocado que os EUA manda para Israel anualmente. Dê uma olhada porque está bem detalhado.

        Se fosse por min, eu triplicaria a ajuda.

  4. É o famoso “explica mas não justifica”! Por que motivo a referida bateria estava fora de operação durante um ataque inimigo, e ainda com direito aos operadores do sistema estarem do lado de fora fumando? E outra: por que a bateria não estava em uma posição protegida e camuflada ao invés de estar na cabeceira da pista de uma base aérea?

    Ou seja, os árabes continuam extremamente mal treinados, algo que também vemos na campanha saudita do Yemen. E no caso dos sírios o auxílio iraniano e russo pode até funcionar com os barbudinhos de sandália e AK-47 mas é praticamente inócuo contra os bem treinados e equipados israelenses.

    Por fim, a julgar pelo estado da bateria, talvez a ogiva do drone tenha falhado e não explodiu pois geralmente o estrago do impacto do Harop é grande: https://youtu.be/HQTa7kWHSH4

      • da wikipedia
        IAI is developing a smaller version of the Harop for smaller applications, which it will unveil in 2015. The smaller Harop would be one-fifth the size and have a lighter 3–4 kg (6.6–8.8 lb) warhead. It will be cheaper and have a shorter endurance of 2–3 hours to be used tactically against time-critical targets or ones that hide and re-appear.[5]

      • carcará_br ( 12 de Maio de 2018 at 13:02 );

        Da mesma wiki:

        General characteristics

        Crew: None
        Length: 2.5 m (8 ft 2 in)
        Wingspan: 3.00 m (9 ft 10 in)

        Performance

        Range: 1000 km ( miles)
        Endurance: 6 hours 0 min

        Armament

        23 kg (51 lb) warhead

        O que descreveu é a variante menor, que, salvo melhor juízo, está em desenvolvimento (?). E seja como for, seria pouco provável ter sido esta a atacar, haja visto o alcance certamente menor e endurance mais limitado…

        • em desenvolvimento desde 2015, acho que em 3 anos não é nenhum absurdo que estejam operacionais, como não foi nenhum evento midiático a matéria acabou ficando desatualizada. A questão é que não é nenhum absurdo supor que após 3 anos israel conte com estes sistemas…

    • Lembro disso na apostila do atirador rsrsrs,

      Regras: Sempre coberto e abrigado, e a artilharia deve ser sempre camuflada quando recarregada, esse é o básico do básico do básico que um militar aprende.

  5. Pra mim o estrago foi grande, dando perda total.

    Quanto ao Pantsir, esse evento em nada prejudica a sua fama. Ele é sem dúvida um sistema fantástico.
    Hoje os EUA se ressentem de não ter um sistema parecido e estão correndo atrás do “prejuízo”.
    O grande diferencial do Pantsir foi trazer o conceito C-PGM (anti munição guiada de precisão) para o combate terrestre.

    • Refaço minha opinião em relação ao equipamento! Pelo visto ele não falhou, foi despreparo e total falta de prontidão! Mas ainda me pergunto, será que ele estava solitário ali, não havia cobertura enquanto este seria municiado? ! abraços st4

      • Saldanha,
        Pode não ter havido falha de equipamento, mas houve de doutrina ou de treinamento.
        E em relação à IADS como um todo, houve falha.
        E isso de “atingiu um veículo desarmado” é um argumento desnecessário. Um Pantsir, desarmado ou armado, é um alvo valiosíssimo.
        Se estava desarmado tinha que ser recolhido e não ficado exposto. Se estava prestes a ser rearmado tinha que estar sendo coberto por outro sistema.
        E o fato dele estar desarmado não o desabilita a fazer parte da IADS já que ele pode prover alerta de ameaças utilizando seu radar.
        Tudo bem que a utilização do radar atrairia mísseis (inclusive o próprio Harop) e ele pode ter desligado o radar porque havia outro na área dando cobertura. Mas aí novamente, houve falha.

          • Ou seja, se os sírios são incompetentes os russos também são… O exército sírio sempre foi amador, assim como todos os árabes, sem falar que é formado por voluntários que sequer devem ter passado por treinamento. A doutrina iraquiana é derivada da americana e isso não os impediu de serem massacrados pelo Isis, será que o exército americano é tão incompetente quanto os iraquianos?

  6. Se não havia cobertura por outro pantsir, resultando na destruição deste em questão, é sinal que os sírios tem uma péssima doutrina quanto ao uso dos seus equipamentos. Os sírios foram negligentes e pagaram o preço por isso. Sorte de Israel que seus inimigos são desleixados, do contrário estariam em maus lençóis.

  7. O grande problema é o sistema de comado dos árabes que são extremamente engessado, não dando muito poder para que sub-oficiais possam tomar decisões. E se o fizerem podem até ser condenado a morte.
    Já os Israelitas tem uma forma de comando bastante flexível, semelhante ao modo ocidental. Onde os oficiais possam pensar por si mesmos.

      • Pelo que já ouvi falar os israelenses são até mais flexíveis que os países do ocidente. A cultura organizacional das IDF parece favorecer isso. Porém no caso dos árabes ocorre exatamente o contrário. Está ligado ao fato deles viverem em sociedades aristocráticas e patologicamente desiguais. O problema realmente não seria a qualidade ou coragem individual dos soldados árabes, mas algo mais contextual. https://www.meforum.org/articles/other/why-arabs-lose-wars

  8. Fui olhar o link do PA com a reportagem do IAI Harop. A ogiva tem apenas 15 kg, o que se for confirmado a veracidade das fotos, realmente parece muito pouco para uma viatura do porte do Pantsir. Fico imaginando se o que é realmente necessário para a destruição completa, uma SDB serviria ou teria que ser uma mk.82 guiada.

      • Bem lembrado amigo Bardini! O Harop atingiu e destruiu o posto de comando, o cérebro do sistema, dotado dos equipamentos mais sofisticados e caros da bateria. Repará-la provavelmente é economicamente inviável, o mais provável é que ela seja canibalizada para manter outras funcionando.

      • Sim, com certeza pôs a unidade fora de combate. Mas não me parece ter danificado seriamente a ponto de inviabilizar uma recuperação ou o aproveitamento de peças para outras unidades, daí a minha curiosidade sobre o que seria necessário para uma destruição completa.

  9. É o que eu tinha falado em outro tópico.
    .
    Israel atacou em ondas.
    Esse Pantsir pode ter sido uma peça atuante em um primeiro momento.
    Israel localizou esse Pantsir quando estava atuando posteriormente o abateu.
    .
    Mérito das forças de Israel.
    Localizou e destruiu. Isso é o que importa!
    Israel também destruiu outros equipamentos, não foi só esse Pantsir.
    .
    “Ahh mas o sistema não tinha como se defender”
    Que Super Trunfo de M. é esse?
    Tem de ser uma luta “justa” agora?
    O sistema deveria ter cobertura, pois por melhor que possa ser, não existe “munição infinita”.

    • Na verdade não sabemos ao certo o que está acontecendo, um lado fala que os sistemas de defesa sírios destroem dezenas de mísseis tanto de Israel como dos EUA no último ataque, o outro lado fala que os mísseis e caças inimigos atuam livremente sobre os sistemas defensivos sírios.

      Estamos num dilema !

      Qual será a verdade ?

      Ou um pouco de cada lado é verdade ?

      Aparentemente este sistema estava atuando quantos mísseis de Israel ele abateu antes de ser destruído ?

      E será que ele estava sozinho ?

      Amanhã veremos os próximos capítulos desta novela .

  10. Creio que não seja tão fácil assim o concerto, mas não é perda total.
    Pensei que estaria totalmente destruído.
    É um sistema excelente.
    S-400 está na Síria?

  11. Se o radar estivesse ativo, as medidas de EW da IAF teriam feito aparecer umas dezenas de alvos falsos nas telas…e além disto a bateria teria virado alvo fácil de um míssil anti radiação.
    Qualquer modo, Israel tem um longo histórico de bater em equipamento russo….

    Sds.

    • Se o sistema percebe que está sofrendo interferência ele pode desligar o sinal em intervalos aleatórios, e mirar na fonte de interferência com seus sistemas ópticos…

      • Poder pode…o equipamento é bom.
        Mas a eficiência do operador é tão ou mais importânte.
        Por hora, as levas de bombardeios israelenses tem tido êxito indiscutível.

        Sds.

          • Imagine um drone com a assinatura radar de um pássaro e que voa na mesma velocidade que um também, não é fácil de ser discriminado pelos sistemas de radares ainda mais com os sistemas de defesa sobrecarregados e provável presença de jammers…
            Duvido muito que este seja um problema exclusivo das defesas russas ou do pansistir…
            Lembrando que apesar de tudo as defesas atuaram na interceptação de mísseis…

        • Bem, teriam que interferir em várias bandas simultaneamente, e o Jammer neste caso, criar alvos falsos, precisa usar técnicas de sinal muito mais complicadas que simplesmente aumentar o ruído de fundo, isto implicaria provavelmente no uso de uma antena com feixe estreito (ganho elevado) direcionado exatamente para o sistema de defesa em questão A 200km de distância implicaria em voar alto, talvez um bom alvo p/ os S-200. E claro nada impede de vasculhar os céus com os censores ópticos no final das contas…

  12. Israel desenvolveu uma versão miniatura do harop com ogiva de 3-4kg; da wikipedia:
    IAI is developing a smaller version of the Harop for smaller applications, which it will unveil in 2015. The smaller Harop would be one-fifth the size and have a lighter 3–4 kg (6.6–8.8 lb) warhead. It will be cheaper and have a shorter endurance of 2–3 hours to be used tactically against time-critical targets or ones that hide and re-appear.[5]

  13. Israel sabe muito bem lutar com as armas que tem e aproveitar das oportunidades táticas e estratégica que estão sobre a mesa de operação.
    Que Deus abençoe o povo de Israel !!!

    Massada nunca mais cairá !!!

    • Bardini, excelente observação. No vídeo que o drone fez da para ver claramente que o operador mirou no centro de comando ao invés da cabine. Além disso na imagem que mostra o Pantsir destruído, o posto de comando está completamente destruído.

  14. Caros colegas… Alguem aqui acredita realmente que, se o sistema estivesse operacional, municiado e etc. a despeito da doutrina péssima de utilizaçao, alquem aqui acredita que o sistema nao iria reagir?? Discute-se o demérito da arma, nao do operador!
    Lembrando que, se Israel tivesse um video de um de seus misseis de cruzeiro sendo abatido, eles mostrariam??

    SRN
    Follow the Leader

  15. Se foi mesmo um ‘Harop’, então é ainda mais interessante refletir sobre o evento.

    O drone israelense possui um modo de operação anti-radar e outro óptico. E se foi operado por modo óptico ( assumindo que o Pantsir estava mesmo fora de operação ), então estamos evidentemente falando de unidades terrestres em bases próximas a fronteira, guiando o drone por entre as defesas sírias, que teoricamente são muito bem constituídas… E em sendo assim, então isso apenas mostra a excelência dos sistemas israelenses e, principalmente, o quanto o espaço aéreo sírio é vulnerável.

    Também não é possível mudar o fato de que o sistema de defesa sírio falhou como um todo, pois, em sendo verdade que aquela UT não estava em uso, ela deveria estar sendo coberta por outra, e o dita cuja deveria estar resguardada em área protegida e sob densa camuflagem, como bem lembrou o HMS.

    Chega a ser irônico… Um drone de algumas centenas de milhares de dólares, disparado por um soldado que custou alguns milhares de dólares para adestrar, destruiu um sistema SAM que custa, por baixo, uns US$ 30 milhões a unidade de tiro… Para refletir, de fato… E mais ainda a ação tendo ocorrido em um espaço aéreo tão pesadamente defendido como o sírio.

    Vale lembrar que o ‘Harop’, segundo divulgado, tem o RCS de uma ave de dimensões medianas, podendo passar despercebido por sistemas mais limitados. Em cenários como esse sírio, é uma arma ideal para manter forças SAM de cabeça baixa. Também abrem-se novas perspectivas, que podem eventualmente gerar uma nova quebra de paradigma. Ora… Se houverem drones de ataque que sejam baratos o bastante para serem adquiridos aos milhares, que possuam grande alcance, capacidade de “vadiagem” e sejam de difícil localização, e se possa opera-los de forma coordenada, então pode-se saturar um espaço aéreo com essas armas, virtualmente neutralizando uma AAA.

    • RR,
      Interessante que um Harop (ou Delilah) passa mas os Tomahawks não passam e 70% foram interceptados.
      Não era para ser assim! Em tese o RCS de um Tomahawk Block IV é menor que o de um desses que mencionei e ele voa mais baixo (e mais rápido).
      O Tomahawk tem sistemas mais sofisticados que o mantém a baixa altitude enquanto esses “mísseis” são mantidos em altitude padrão.
      O Tomahawk incorpora tecnologia de redução de RCS enquanto esses não. Apesar de menores, deveriam ser um “alvo” mais apetitoso que os Tomahawks.

      • Pois é, Bosco…

        Fala-se tanto em Tomahawk abatidos… Mas até agora não vi uma foto sequer que realmente corrobore que tamanha quantidade de petardos tenha sido realmente derrubada…

        Até considero factível perdas para a AAA, mas não nessa escala, ainda mais para mísseis voando baixo, discretos e rápidos, além de aproveitarem o terreno como proteção ( diferente da “nudez” encontrada nos mares, por exemplo )… Os misseis teriam que passar quase que por cima da AAA para serem atingidos nessas condições; dentro de um curtíssimo raio…

        Falando sério, podemos até considerar que os tais “setenta mísseis abatidos” podem ter em boa parte iscas aerolançadas… Considero isso mais plausível que derrubar setenta artefatos que estão voando a poucos metros do chão, contornando o terreno e a mais de 700km/h…

        Assumindo ter sido mesmo um ‘Harop’ o “autor”…

        Podemos considerar o ‘Harop’, no momento do ataque, estar alto e distante o bastante para que o retorno aos radares de vigilância móveis na área fosse essencialmente muito fraco/intermitente; sobretudo o Pantsir, que tem um sistema mais limitado ainda nesse sentido e depende de um DT apontando para o alvo para lograr acerta-lo. E se somarmos uma poderosa interferência eletrônica a equação, então é plausível um UAV passar incólume, mantendo uma órbita a grande altura e naquele momento se encontrar a uma distância tal em que o retorno a qualquer radar de vigilância na zona fosse muito prejudicado…

        Há um outro fator distinto, que pode constituir a possibilidade: podem ter “misturado” os UAV “suicidas” com iscas aerolançadas, num ataque coordenado…

        E uma combinação de todos esses fatores também pode ser levada a cabo como contribuintes para o fato em questão. Tudo isso junto até explicaria melhor porque um ‘Harop’ passou.

        Enfim… Ou a defesa AAA não o localizou, ou o ignorou, e/ou simplesmente gastou munição em alvos falsos, deixando o UAV livre para agir… Sigo o pensamento do Bardini, portanto. O ‘Pantsir’ foi vítima de uma ação de decapitação, que neutralizou a AAA por saturação. E o UAV teria sido plantado para pegar qualquer alvo de oportunidade.

      • Com certeza gastaram muitos ou praticamente todo o estoque de seus mísseis 57E6 no episódio do ataque combinado EUA/França/UK derrubando os mísseis de cruzeiro e por esta razão agora o espaço aéreo está desguarnecido, caso contrário este Harop não teria passado

        • Amigo Topol esse Harop teria passado tal como passou! Entenda, o problema não foi o Pantsyr, que é um excelente sistema, mas sim o operador.

    • Foi o nosso amigo Rustam Bougadinov diretamente da Rússia! Ele sempre dá valiosas contribuições sobre os sistemas de armas russos e outras notícias. É um cara bem informado e isento. Quando daquele boato que “o Su-24 paralisou o destróier da USN no Mar Negro” ele foi o primeiro a desmentir, assim como o boato dos Su-24 na Força Aérea Argentina. Nele a gente pode confiar.

  16. Fico aqui me perguntando: se os sírios, que estão em contexto geopolítico hostil, não tem doutrina eficaz quanto ao uso de suas armas de defesa aérea, resultando em fiascos como este, como está a situação do Brasil que nunca enfrentou ameaças vindas do céu? Temos forte doutrina para operar eficazmente nossos bofors 40 mm e os Igla e RBS 70?

    • Defensor,

      Não digo nada do Igla ou do RBS-70, mas as variantes do Bofors e Oerlikon com a MB e EB eu considero coisa de outra época.

      Hoje, o EB e a MB utilizam uma miscelânea de canhões Oerlikon 35mm e Bofors 40/L70 ( os da MB, salvo engano, tem um radar DT ); todos combinados ao SABER M-60, Fledermaus ( EB ) ou EDT-FILA ( EB ). Há em operação no EB o ‘Gepard’, que é ao menos algo confiável para iniciar alguma doutrina e não deixar toda a artilharia AAA de cano nos anos 40/50… Mas francamente, considero pouco…

      Arma de cano, no meu entender, não vale nada se não for guiada por um DT/OP competente, recebendo dados de um sistema de vigilância integrado. E nos dias de hoje, tudo deve ser modular e de operação remota para aumentar a chance de sobrevivência…

      Um exemplo:

  17. A tripulação devia estar ciente do perigo de estar dentro de um sistema AA sem munição e por isso estava fora. Mas só Alá para saber o motivo de um deles ter corrido de volta para o sistema, mesmo com a porta aberta do módulo onde fica os operadores meio que denunciando que eles sairam com pressa.

  18. Achei muito interessante. Uma quebra de paradigma, mostrando que sistemas caríssimos de AA podem estar bastante vulneráveis a UAVs lentos, baratos e simples. Os russos devem estar colocando as barbas de molho, ainda que o Sputnik diga o contrário….
    Poderia ter sido uma unidade de um sistema S-400 em vez de um Pantsir-S1… por que não?

  19. O cidadão correndo pro veiculo podia estar indo atender chamada rádio, quiçá justamente para avisar de algo.

    Amadorismo completo na operação exposta, em em terreno descoberto e desabrigado.

    O incidente prova mais uma vez, não basta ter o equipamento. É preciso, adquirir, manter em condições de uso, saber usar e ter gente apta pra isso. Imaginem como devem estar os sistemas venezuelanos….

  20. a defesa aerea siria tomou na cabeça bonito no sul do libano em 1982 quando seus SAM foram aniquilados por israel,parece que quase 36 anos depois nao aprederam nada

  21. Parece que o que nós supomos estava correto, foi cagada dos operadores sírios. Numa utilização ideal, um veiculo desativado seria sempre coberto por outro.
    Mas as forças de Assad atualmente são muitas vezes grupos semi-tribais mantidos por senhores da guerra. Ou seja, não há minima doutrina operacional e muito menos disciplina. Provavelmente, ao sinal de menor ameaça, disparam todos os misseis gritando “Allah Akbar”.
    No Brasil, e acho que no ocidente em geral, é comum cobrirem as peças de artilharia com aquelas “redes” camufladas. É uma forma simples de evitar ataque como esse.

  22. Alias, independente da burrada dos arabes, não podemos deixar de reconhecer o brilhantismo dos operadores israelenses, que perceberam um alvo de oportunidade e não perderam a chance de meter a bola no gol.

  23. Sobre a menção da batalha do Vale de Bekaa em 1982, o equipamento adversário não era de todo ruim para a época (mísseis SA-2, SA-3, SA-6 e canhões ZSU-23-4), mas ignoraram completamente a doutrina soviética no uso deste equipamento e foi uma derrota homérica. Até os norte-vietnamitas fizeram melhor uso do SA-2 anos antes. É preciso reposicioná-los constantemente e camuflá-los para enganar a inteligência inimiga. A vida real é diferente de alguns jogos RTS onde podemos juntar um grande zerg e só jogá-lo contra as edificações inimigas; sem se preocupar com detalhes.

  24. ISRAEL>DRONES>1982

    Em 1982 Isreal conduziu ataques em areas ocupadas pela Siria no Vale de Bekaa, no Libano, destruindo as defesas aereas da Siria (usava avancada tecnologia russa), e nenhuma perda para o lado israelense.

    O sucesso desse ataque se deu devido a seguinte sequencia de eventos:

    1 – IAF Drones sao enviados para detectarem as frequencias dos radares sirios.

    2- Segunda onda de IAF Drones sao enviados para emitir sinais de frequencia falsos.
    O que levou os sirios a pensarem que se tratava de um ataque de jatos da IAF. Entao os sirios dispararam seus misseis em direcao aos drones, pensando que eram jetfighters F-16s, F-15s vindo de Isrel.

    3- Enquato os sirios se preparavam para recarregar suas baterias, dessa vez os jatos da IAF vieram, e destruiram toda a defesa antiaerea da Siria, usando misseis antiradar.

    A experiencia israelense no uso de Drones em combate, leva 36 anos de vantagem

    A diferenca entre os judeus e os arabes, nao e’ somente em equipmentos, o QI (Coeficiente de Inteligencia) do lado hebreu e’ bem mais alto.

    • Apesar de concordar com tudo o que disse na descrição sobre a ofensiva de 1982 e o uso de drones por parte de Israel já ser longevo, o último parágrafo foi desnecessário e fora do contexto.
      Por qual motivo repetir os mesmos erros de antissemitas e/ou anti-ocidente?
      Raça superior ou mais inteligente?
      Menos, por favor.
      Sds.

  25. Na boa, não acredito nessa foto, não acho que seja do Pantsir destruído, é farsa, mesmo que a ogiva não tenha explodido devia ter muito mais dano, só a massa do drone com a energia cinética ia transformar o caminhão em destroços, mas não é o que se vê e ainda colocaram um monte de quadridros com textos tapando a única foto, quase não se vê nada direito. É uma cilada, Bino!!!!!

    • Meu caro, se pesquisar os dados do harop e fizer a leitura iá perceber que sua energia cinética nem sequer quebraria o vidro do pantsir, veículos militares não são construídos da mesma forma que um uno. O harop é propulsionado por hélice, duvido que passe dos 200km/h, ele explodiu, tem matéria aqui no site sobre o mesmo, informa que sua ogiva pesa apenas 15 kg, compatível com o dano causado, detalhe que o mesmo é pequeno e lançado por trilho em caminhonete.

  26. Me digam uma coisa

    Cabe punição pros militares que deixaram este equipamento (caro) desligado em uma área exposta e relativamente facil de ser atingida?

    Quer dizer… o Pantsir é um equipamento caro para os seus operadores serem tão displicentes assim

    • Bom, considerando o modus operandi lá pros lados das Arabias, eu aposto que a tripulação será enforcada. O comandante da peça se jogou na frente do missil para abreviar o proprio sofrimento.

  27. Pela informação de “la” ataque contra Pantsir aconteceu entre terceira e quarta onda.Apos disparar 12 mísseis a unidade saiu do ponto de defesa e esperava a viatura remuniciadora. Enquanto a tripulação (grupo das pessoas do lado esquerdo) estava conversando o comandante (Sub Coronel Aiha Hashem Khabib) percebeu aproximação do míssil e tentou salvar a unidade mas não conseguiu e morreu na explosão que destruiu o modulo de comando e danificou a cabine. Sistemas de estabilização , tiro , hidráulico e radar receberam poucos danos .No momento esta sendo analisando a melhor forma de aproveitar a unidade – canibalização ou recuperação total do veiculo ja que Panstsir é construído como um Lego..
    Bom , pessoalmente acredito que ele vai ser levado para Russia para analise.
    Um grande abraço!

    • Scud, não seria mais interessante aos russos mandarem uma equipe à Síria para constatar in loco o estado da bateria?

      • Talvez.
        Mas uma analise química , de resistência dos materiais (e etc) não deve ser fácil de fazer no campo.Tb isso so uma especulação , ne.. Afinal eles podem levar so uns pedaços que mais interessam.
        Um grande abraço!

  28. Isso só prova que o Pantsir não acerta nada. Já que gastou toda munição antes e não consta que Israel tenha perdido algum avião.

    • ______________é a desgraça dos sites de Defesa…
      Caríssimo, esta unidade, como outras, dão combate contra munições, pois esta é a característica da guerra moderna: os vetores não mais se expõem explicitamente sobre o alvo.

      O Pantsyr deu mostras de valor nesta guerra síria. Abateu foguetes, misseis cruise e drones diversos. Apesar de creditado ao sistema s-125 o abate do F-4 turco de reconhecimento, há quem afirme que seria um Pantsyr o algoz verdadeiro.

      Damasco se encontra tão próxima à fronteira, que os vetores israelenses não precisam violar a fronteira síria para disparar munições de planeio.

      Ao invés de torcer, aprenda, analise e reflita.

      COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ATAQUE OS OUTROS COM ESTEREÓTIPOS PARA NÃO SER ATACADO. AJUDE A MANTER A DISCUSSÃO EM BOM NÍVEL.

      • César,
        Por estar em curso essa mudança de paradigma na guerra moderna (C-PGM) é que tem proliferado os mísseis e drones despistadores. E agora os mísseis despistadores já estão vindo com capacidade de interferência ativa (MALD-J) e até de ataque direto (MALD-V), dotado de seeker terminal.
        Ou seja, o míssil despistador tem um RCS que emula (aprendi com o Nunão) um caça real , mas quando não for mais necessário para a função ele desliga esse “emulador” e aí passa a atacar diretamente as defesas inimigas, não mais simplesmente se espatifando no chão como antes.
        Outra linha de ação contra essa moderna capacidade da antiaérea é a redução da dimensão das armas ar-sup e o lançamento de muitas unidades de modo a saturar as defesas. O laser é que deverá fazer a balança entre o atacante e o defensor se equilibrar novamente.

      • Pode ser que Israel não diga nada, mas se os sirios/iranianos tivessem arranhado a pintura de um único f16 estariam espalhando aos 4 cantos. Se quando juntaram meia dúzia de pedaços de mísseis disseram que destruíram 70% de todos os mísseis, quando não falam nada é porque não acertaram nada.

      • Israel diz,sim,vc é que não sabe ou finge que não sabe.
        Depois de mais de três décadas(mais de 30 anos) de conflito com a Síria,a mesma nunca consegui abater nenhuma aeronave,porém recentemente questão de poucos dias,uma aeronave de Israel,no caso um F-16 foi abatido quando regressava de sua vitoriosa ação.Sendo perda total da aeronave,mas os piloros conseguiram ejetar.Israel é uma democracia tem uma tradição de civilidade que os seus inimigos não tem.Tem profissionalismo,competência,treinamento,compromisso,massa cinzenta e outros fatores,que caso acrescente aqui vc não vai acreditar.
        Você escolheu o time errado para torcer!

      • Quem derruba é que tem que anunciar e “provar”. Não existe isso de anunciar “derrota” ou “perdas” ou “falhas”. Desde Sun Tzu que é assim.

    • Exatamente!
      Israel só destruiu as baterias de misseis da defesa aérea depois que foi atacado pelas ditas baterias.Todas as aeronaves regressaram às suas bases,como de costume!

  29. Senhores
    Vou repetir aqui.
    Uma Bateria tem varias unidades de tiro.
    E estas, podem ser uma ou mais peças.
    Não sei o caso do Pantsir se ele constitui uma unidade de tiro, ou se mais de um é, mas o q interessa, é q o Sistema de Def AAe falhou ali. Com certeza, outro deveria estar cobrindo ele, por estar fora de operação, seja qual for o motivo, e não o fez.
    Me adimira mais ainda, um armamento lento fazer isso.
    Fato é q, por um ou mais motivos, houve perda por parte dos sírios.
    1) ECM israelense
    2) falha de operação
    3) excelente operação israelense
    4) falha dos meios sírios, q acontece, independente de quão bom o meio é considerado no Super Trunfo.
    Sds

  30. Resumindo, tanto o ataque dos EUA, quanto esse de Israel nem de longe chegaram a “arranhar” a defesa aérea síria, um país que esta em guerra civil desde 2011, tanto é que nem arriscam mais entrar no espaço aéreo sírio, mais uma derrota do Ocidente…

  31. Quanto besteirol acusando os sírios de negligencia, se o sistema estava sendo instalado é lógico que ainda estava inoperante e aonde diz que os operadores não podem fumar quando estão instalando o equipamento.

  32. No video vemos o veículo sendo atingido em sua parte frontal esquerda e nesta foto vemos como local de impacto destacado a parte frontal direita. Não faz sentido, se o objetivo da foto e do artigo é destacar a sobrevivência do Pantsir, porque não publicar a foto do angulo correto?

  33. Se o Pantsir foi destruido por um drone, imagine o que os misseis de cruzeiro a baixa altitude, misseis guiados e bombas a laser no fariam…Acho que o Pantsir teria chances se fosse feito um ataque por um balão…taí o fim da lenda da tecnologia russa. Quem sabe na proxima o Pantsir faz o movimento da “cobra” com seus motores ionicos e ataca o balao, digo, o drone por tras….

    • Pensei a mesma coisa…

      Se o veículo está para ser recarregado o radar deveria estar ligado e deveria ter facilmente identificado uma ameaça voando alta e em baixa velocidade, como um drone. Sem contar que se tem drone sendo utilizado em ataques, o guarda chuva antiaéreo sírio está uma verdadeira peneira

      Se, realmente, foi um drone, pior para o pantsir.

      • André,

        Quando você liga o radar (e mais ainda numa viatura com vários sistemas juntos: radar de busca, radar de direção de tiro, canhões e mísseis), se você não tem munição pra disparar, corre o risco justamente de ser acertado por um míssil antirradar, que vai usar a emissão do radar como guia, sem que você consiga engajá-lo por estar sem munição. A não ser que se queira usar a viatura em questão como isca (indefesa) a um míssil antirradar que seja engajado pelas demais viaturas da bateria. Ou que se confie muito na capacidade de jamear o míssil.

        Se o veículo estava sem munição, como parece ser a caso, na minha opinião não faria sentido ligar seu radar enquanto aguardava ser remuniciado, pelo menos isso me parece terem feito corretamente, mas pra mim o certo também seria estar mais abrigado para não ser alvo fácil (afinal, essa é a vantagem do sistema ser móvel), ao mesmo tempo em que também facilitaria o trabalho de cobertura pelos outros veículos, do mesmo tipo e que fariam parte da bateria cobrindo o perímetro, que estivessem municiados e com seus radares ligados.

        • Nunão,
          Vale salientar que há emissores específicos para atrair os mísseis antirradar.
          Um sítio antiaéreo é protegido por diversos equipamentos de contra-medidas.
          1- decoy para mísseis antirradar;
          2-interferidores de GPS;
          3-gerador de fumaça;
          4-lançadores de chaffs e flares;
          5- redes e coberturas de camuflagem (com capacidade de bloquear radar e IR);
          6-interferidor ativo de radar . Ex: Krasukha.
          Etc.

          Um exemplo de decoy antimíssil antirradar, no caso, americano: http://defense-and-freedom.blogspot.com.br/2009/03/anti-arm-decoy-emitters.html

          • Certamente, Bosco. Mas o que eu quis reforçar é que esse não seria o caso de uma viatura completa (que incorpora equipamentos de busca, direção de tiro, canhões, mísseis) como um Pantsir. Ligar seu radar sem poder atirar, ao menos na minha opinião, não faria muito sentido, tornando-se um alvo mais fácil de localizar e sem capacidade de reagir por estar (ao menos é o que diz a análise, sem munição). Um engodo em outra posição, fazendo o papel de emular um radar do sistema, certamente faria sentido.

          • Nunão,
            Sem dúvida!
            Só pra deixar claro, eu coloquei meu comentário só pra acrescentar alguma informação e não para retificar o seu ou coisa parecida.
            Interessante é que o Pantsir dentro da Rússia tem basicamente a função de proteger os sistemas de defesa antiaérea de grande altitude (S300 e S400).
            A pergunta é: quem protege o “protetor”???

          • Bosco, acho que a resposta é ele mesmo, desde que funcionando como um sistema (ou seja, baterias municiadas cobrindo outras em carregamento).

            Mas, como escrevi em outro comentário, numa guerra sempre vai ter baixas, o que não significa, na visão 8 ou 80 de tantos comentaristas, que o armamento x ou y não presta.

            Acho o Pantsir um bom sistema antiaéreo, por tudo que já pude pesquisar a respeito. Minha crítica sempre foi à forma que se estava empurrando sua aquisição pelo Brasil, inclusive com alterações nos requisitos da concorrência original da qual ele participava, de forma a relaxar exigências (aerotransportabilidade e alcance) pra que sua escolha fosse justificada, como mostramos à época em matéria exclusiva no Forças Terrestres.
            (Mas, na época, ousar mostrar isso era cometer um crime contra a suprema inteligência dos governantes de então).

          • Só de curiosidade, as baterias de Patriots são cobertas por equipes dotados de Stingers e radares Sentinel.
            Claro, não tem nada a ver com o caso em questão aqui já que o Pantsir faz o papel dos Stinger lá, mas viajando fundo na maionese, bem que poderia ter um lançador de Igla/Verba disponível para dar autoproteção à peça quando ela estiver sendo remuniciada.
            Há de saber se é possível o veículos de combate Pantsir ser remuniciado com o radar funcionando.

        • Nunão, eu não tinha pensado desta forma.

          Neste caso, se ele foi destruído por um UAV lento, voando a média altitude, não é pior para sua imagem? Ainda mais se uma bateria (pelo menos se minha memória não está tão ruim) é formada por 6 veículos de ação, mais 1 de comando e 1 de remuniciamento? Se tinha um veículo perdido, no meio de um aeroporto, não parece ter sido uma mal orientação do fabricante de como usar?

          • André, pode ser má orientação, pode ser várias coisas. Mas um Vant lento e pequeno, eventualmente voando baixo, ou esperando em órbita além do alcance, subindo só mais perto da hora do ataque e sendo direcionado para um alvo que outros sistemas do pacote, fora de alcance das defesas, tenham identificado (só uma suposição dentre muitas possibilidades), não é algo fácil de ser localizado, ainda mais se justamente foi criado para explorar vulnerabilidades de sistemas antiaéreos (e acredito que muitos outros também possam ser, conforme as circunstâncias, vulnerável a esse sistema).

            Como já escrevi, nenhum sistema é invulnerável. Cabe ao fabricante do sistema de defesa planejar como superar essa ameaça, e, se superar, caberá ao fabricante do sistema atacante superar essa defesa e por aí vai.

            Não que seja seu caso, mas eu vejo um fatalismo “oitista ou oitentista” por parte de comentaristas que simplesmente não condiz com os fatos do desenvolvimento de armas de guerra. É um pensamento quase messiânico, sebastianista, da suprema arma destruidora ou suprema arma salvadora. Besteira. Na guerra, armas são destruídas, pessoas morrem, um dia é da caça, outro do caçador, máximas de obviedade tão cristalina como a de que o gol é o momento mágico do futebol. É assim desde que o mundo é mundo, o resto é disputa de super-trunfo, que nunca ganhou Guerra alguma.

    • Alfredo,

      Mas drones de pequeno porte, que podem ter pequena assinatura (visual, infravermelho, acústica, radar) dependendo do perfil de voo podem ser alvos ainda mais difíceis do que velozes mísseis de maior porte.

      Não é à toa que são desenvolvidos também como armas. Na confusão de um campo de batalha, ou em meio à saturação de alvos, ou no meio de um ataque eletrônico, ou numa situação em que o inimigo está com a guarda momentaneamente abaixada, podem fazer estrago.

      Pelo jeito pegou um ponto fraco do inimigo (viatura isolada, aguardando municiamento) e explorou essa vulnerabilidade. Aliás, é assim que se conquista muitas vitórias em guerras há milênios, explorando no momento certo pontos fracos que seu inimigo deixar vulneráveis.

      Guerras são assim, há atrito, há perdas no ataque e na defesa, isso é praticamente o óbvio ululante. Recentemente Israel perdeu um F-16, caça extremamente elogiado por muitos, e isso não quer dizer que de um dia para outro o caça não preste e a defesa antiaérea seja maravilhosa, como outros tantos comentaram. Agora, uma viatura de sistema antiaéreo extremamente elogiado por muitos, é destruída, mas isso também não quer dizer que seja uma porcaria, como tantos estão comentando. Conflitos são assim, equipamentos de um lado e do outro são atingidos, armamentos são destruídos, militares são mortos etc.

      • Nunao iluminando a discussão aqui, que vem sendo tomada por apaixonados por preferências ideológicas.
        A conclusão é que o Pantsir, por si só, não é infalível, o que obriga a profissionalização dos exércitos Sírios para melhor manipulação deste equipamento.
        Por outro lado, há Israel que é um contendor implacável, que inflige danos seja no ponto fraco, seja no aparente ponto forte.
        Mais uma vez demonstra o desequilíbrio do extremo e apurado refino da IDF vs o despreparo dos Iranianos/Sírios, que pagam bastante caro pela petulância em lançar um ataque desorganizado contra Israel.
        A Russia tem que sair correndo desse vespeiro, porque Assad e iranianos estão muito confiantes com as vitórias contra os terroristas de sandália e perderam a noção de que com Israel a história é absolutamente outra. Diria que mesmo com a Síria unida de antes da guerra a missão ja seria inglória, ainda mais agora com os ADIR rastreando tudo e a Síria esfacelada.

      • Antes a ameaça “aérea” era constituída só por aviões e helicópteros. Hoje elas se multiplicaram e tomaram a forma de UAVs (de algumas gramas até algumas toneladas), mísseis de cruzeiro (subsônicos e hipersônicos), mísseis balísticos, “projéteis” de artilharia (incluindo morteiro e foguetes sup-sup), munição guiada de precisão (incluindo bombas guiadas, planadoras e mísseis), armas hipersônicas, etc.

  34. Russos nao perdem. Quanto mais se destroe mais se repoem. Nisso sao iguais ao habibs e a familia trump’s. Gostei do video alemao. Deveriamos sair um pouco das armas velhas e focar em doutrina e armas novas.

  35. Ocidente.. camillo. tirando os indígenas…. todos estamos aqui devido aos fluxo ocidental.

    Voltando ao tema. Valeria parceria com a china para adquirir tecnologia pratica e simples? E doutrina. Por exemplo, exercícios conjuntos nas bases da África e Indico. Anti pirataria. Proteção de bandeiras.?

  36. Mais uma absurda fake news da galeria de mentiras made in mídias russas. 23 kg de explosivos destrói e desconfigura qualquer veículo militar conhecido, inclusive os tanques T-90 sua blindagem nível 4. Segundo fontes, a coalizão Estados Unidos, Inglaterra e França se preparam para uma segunda onde de ataques a duas bases Sírias /Iranianas, responsáveis por armazenamento de armas químicas e outros tipos de armas de destruição em massa (possível armas nucleares). armas nucleares. Desta vez novamente a Rússia não fará absolutamente nada, pois sabe que seu aliado está passando de todos os limites. Shalom.

    • A foto é real, então é uma questão de se saber a sua origem, você sabe?
      Numa coisa eu concordo 23kg de explosivos fariam mais danos, porém é possível que existam versões miniaturizadas que carregam menos explosivos em torno de 3 a 4 kg…

    • A carga máxima informada para o Harop é de 15 kg. Mas nesse perfil de missão, supressão de defesa aerea, ele fica horas voando esperando a oportunidade de atacar. Então provavelmente ele atua com uma carga bem menor, para prolongar a autonomia.

    • Sem saber tipo de explosivo (RDX ? flegmatizado?..) nada adianta esse achismo e declaração sobre o que poderia destruir o que. Principalmente uso de explosivo brisante contra alvo blindado (e porque nível 4 ??). Um artefato de 122/155mm com espoleta de contato dificilmente destrua um CC. Normalmente é usado so para ofuscar ou danificar os equipamentos de mira e controle de fogo.
      Tb , se achar um lugar onde ha armas químicas na Síria vai ser provavelmente nos territórios controlados pela própria coalizão ou Israel mesmo pois ate hoje não acharam nada .
      Salam.

  37. Em meses anteriores os russos já comentaram que os rebeldes tentaram atacar suas bases de Khmeimim e Tartus com drones armados, tendo abatido eles com o Pantsir ou simplesmente interferido com EW. Bem, considerando o quão reduzidas estão sendo as baixas russas na Síria desde que começou a operar lá em 30 de setembro de 2015, parece difícil pegá-los desprevenidos. Mas seus alunos às vezes deixam a desejar.

  38. O pequeno tamanho do ataque anglo/franco/norte-americano as instalações de armas químicas sírias:

    https://1.bp.blogspot.com/-IIyzI3ZBlDg/WvB1xdqVEpI/AAAAAAABkCM/7lyZQkFTp5MaVMXS2ihD3Su4nE31WVXSwCLcBGAs/s1600/aAB46jc.png

    Para que somente 9, isso mesmo 9 aeronaves, efetivamente lançassem munições sobre os alvos.
    Então descontando as 15 aeronaves AAR usadas no apoio ao ataque, qual o real tamanho da incursão israelense que colocou sobre os alvos 28 aeronaves armadas????

    • Alegadamente morreram 23 combatentes. Entretanto enquanto o observatório dos direitos humanos da Síria alega que desses 18 eram estrangeiros, provavelmente iranianos, o governo de Bachar Al Assad aduz que os mortos eram todos cidadãos locais.

  39. Apesar de nenhum sistema AA ser invulnerável, o abate do Pantsir foi um feito importante. Entretanto, algumas considerações devem ser feitas:
    1) a Síria está combatendo uma guerra há 7 anos, contra dezenas de grupos terroristas, vindos de dezenas de países. Neste combate, já morreram mais de 60 mil militares e dezenas de oficiais generais.
    2) num cenário destes, entendo que a manutenção de doutrina de combate seja um tormento, pela reposição de tropas sem o necessário treinamento.
    3) ainda há de ser considerado que o Pantsir é um sistema com logística
    complexa, sobretudo, para operador recente, cujos paiois foram atacados a pouco tempo, o que pode ter influído na armazenagem e transporte dos mísseis.
    4) apesar da influência iraniana ter sido o argumento para o último ataque, o foco parece ter sido nos sistemas AA sírios, ainda rescaldo do abate do F16.
    5) existem boatos de que os aviões de Israel voavam com transponders sinalizando como aviões dos EUA. Isso já ocorreu em outra oportunidade, em ataque partindo de Deir Ezzor.

  40. Já no vídeo que demonstra a aproximação do drone dava para perceber que a bateria do Pantsir por algum motivo estava fora de combate naquele momento !! As torres que carregam os mísseis e as torres das metralhadoras 30 mm estavam recolhidas e não na posição de combate !! Sem dúvidas não se deve tirar o mérito da ação israelense mas o fato da bateria por conta das suas munições terem acabado facilitou em muito a sua destruição !!

  41. Trazendo para o nosso cenário, estas notícias e fotos mostram como nosso sistema antiaéreo é frágil e, acredito eu que, quase ineficaz contra um ataque adversário medianamente armado.

  42. o foco da defesa aerea e sobreviver e atrapalhar os ataques por exemplo na servia em 1999 abateram um f-117 e depois tentaram apenas sobreviver tanto que os esforços de SEAD da OTAN foram bastante ineficazes pois por todo o conflito as defesas aereas servias continuaram a atuar e ate B-2 foram utilizados para evitar perdas

  43. Porque será que só se vê fotos de F-35 sobre a Síria ?!? Dizem que é tão furtivo que ninguém consegue focar a câmera nele!

  44. Bom destruíram um Pantsir e dai…..e dai… e dai……. ??????

    Os Russos venderão outros os erros serão comedidos e por ai vai…que nem no caso do pardal que derrubou o F-16 dos Deuses….

  45. Esta ação demonstra a importância do que venho repetindo exaustivamente aqui:
    Ter, comprar e as vezes “atirar” não significa poder manter, operar e proteger…
    O domínio da doutrina operacional de combate é essencial, e é aonde devíamos estar concentrando esforços, e não em fábrica de faz de conta lego,a peso de bilhões.

  46. Sabe-se que a bateria em questão foi atacada após ter enfrentado dois ataques de saturação. Ou seja, tem-se a informação agora que para destruir esta bateria mais de 70 misseis ar-superfície foram lançados. A bateria se encontrava desmuniciada e aguardava remuniciamento. Os seus operadores estavam fora do veículo e esta postura não se sabe se doutrinária ou simplesmente fruto de exaustão, esgotamento. estresse… A bateria foi colocada fora de combate por um ataque de oportunidade de um drone, o que significa que não havia mais vetores com armas ar-superfície com uma cabeça de guerra efetiva, digo isto, pois o resultado do ataque não provocou dano suficiente para baixa definitiva da bateria em questão.

    A Guerra na Síria validou o conceito aplicado ao Pantsyr como sistema, que é o de agregar as condições inteiras de uma bateria a um só veículo, detecção, avaliação e combate a ameaça com vetores de muito baixo custo. Os vetores do sistema Pantsyr consistem no míssil 57E6, absurdamente ágil e veloz, mas rádio dirigido, e por dois tubos de 30mm (canhões de tiro rápido).

    A escolha por um sistema diretivo muito testado, mas barato e eficiente atá o limite de 20~25 km se deu pelo entendimento que os sistemas de curto alcance teriam de lidar preferencialmente com munições (mísseis e bombas de planeio) e não mais com os preciosos vetores (caças-bombardeiros)… Com isto, tem-se uma questão contábil em mãos, os vetores da defesa AA precisam ser baratos para transferir a conta para o outro lado…

    O ataque em questão é um exemplo: para obter uma vitória sobre uma unica bateria do sistema Pantsyr, foi necessário o uso de saturação em tal escala por parte da IDF-AF que talvez a nossa FAB não fosse capaz de realizá-la…

    Por isso, fico a pensar em quem defende vetores com cabeça de busca ativa para equipar AAA de curto alcance. Delírios de uso do CAAM como pilar básico da nossa AAA…
    Será que tais pessoas conhecem o valor unitário deste vetor?
    Imaginaram o uso real deste em um ambiente saturado?

    • Nem de longe o Pantsyr atacado foi danificado “sem gravidade”! Ao comparar uma bateria intacta com a que foi objeto do ataque fica claramente perceptível que o Harop atingiu o módulo de comando da mesma, justamente onde estão os sistemas mais sofisticados e caros, destruindo-o por completo. De igual forma o radar também foi danificado. Ou seja, muito provavelmente é economicamente inviável a recuperação da bateria e o seu destino provável é a canibalização para fornecer peças aos sistemas sobreviventes;

      Outrossim, por que motivo a referida bateria estava fora de operação durante um ataque inimigo, e ainda com direito aos operadores do sistema estarem do lado de fora fumando? E outra: por que a bateria não estava em uma posição protegida e camuflada ao invés de estar na cabeceira da pista de uma base aérea? Ou seja, os árabes continuam extremamente mal treinados e, no caso dos sírios o auxílio iraniano e russo pode até funcionar com os barbudinhos de sandália e AK-47 mas é praticamente inócuo contra os bem treinados e equipados israelenses.

      Ademais,ninguém está aqui a afirmar que o Pantsyr é um sistema ruim! O que estamos a demonstrar de forma cabal é que em virtude do péssimo adestramento das equipagens sírias, que cometeram erros grosseiros, um drone de poucos milhares de dólares foi capaz de destruir uma bateria de milhões de dólares. Ponto para os israelenses e seu treinamento e táticas superiores.

      E já que se falou em conta, é bom colocar na conta os prejuízos sofridos pelo clero iraniano tendo em vista que suas estruturas foram postas no chão.

  47. “lima 12 de Maio de 2018 at 18:38
    Meu caro, se pesquisar os dados do harop e fizer a leitura iá perceber que sua energia cinética nem sequer quebraria o vidro do pantsir, veículos militares não são construídos da mesma forma que um uno. O harop é propulsionado por hélice, duvido que passe dos 200km/h, ele explodiu, tem matéria aqui no site sobre o mesmo, informa que sua ogiva pesa apenas 15 kg, compatível com o dano causado, detalhe que o mesmo é pequeno e lançado por trilho em caminhonete.”

    lima,

    O Harop tradicional possui uma cabeça de guerra de 23 kg. Sua versão menor possui uma cabeça de guerra de pouco mais de 5 kg. Não sabemos qual foi a versão usada e não encontrei a massa total de cada uma das aeronaves. Vamos utilizar a versão menor, para efeito de cálculo, e para isso devemos considerar a massa total da aeronave. Vamos atribuir uma massa total da aeronave como sendo 70 kg (cabeça de guerra+fuselagem+motor+eletrônicos,etc). E urilizaremos uma velocidade de 200 km/h para a aeronave (a versão maior do Harop possui velocidade de 240 km/h). Para comparação, utilizaremos um projétil de canhão DEFA 30 mm, que possui velocidade de saída de 815 m/s (essa velocidade decai conforme aumenta a distância, mas consideraremos, para cálculo, a velocidade inicial) e massa de 243 gramas. Assim, as energias cinéticas comparadas entre a versão menor do Harop e um projétil de 30 mm seria a seguinte:
    Projétil 30 mm = 80.703 Joule
    Harop = 108.010 Joule
    Isso tudo, considerando que a cabeça de guerra não exploda. Somente a energia cinética do impacto.
    Física é física!
    Então, podemos ver que “o vidro do Pantsir” não resistiria ao impacto do Harop, já que também nenhum vidro resiste ao impacto de um projétil 30 mm. E ainda, como as imagens demonstram, a central de C2 do Pantsir foi destruída.

    • Caro Flanker, permita-me uma observação: a área do Harop é muito maior que a do projétil, assim como seu material é muito menos denso. Apesar da energia cinética do drone ser maior, ela seria extremamente muito mais distribuída e dissipada no impacto contra um vidro blindado. Não acredito um objeto assim penetraria uma proteção balística nível 4.

    • Adicionando: velocidade é um fator importante para vencer proteções balísticas. O projétil 30 mm está a uma velocidade 15 vezes maior que o drone, portanto, adicionando os fatores de área e densidade do material, a probabilidade de penetração é infinitamente maior a despeito da menor energia.

      • JT, um dos fatores de cálculo da energia cinética é a velocidade do vetor. Quanto à densidade dos materiais, é claro que um projétil 30 mm é muito mais denso. Mas, a única coisa que eu quis exemplificar no meu post ao lima, foi que um drone, com mais de 70 kg, voando a 200 km/h, com certeza destruiria o vidro do Pantsir, mesmo se sua cabeça de combate não explodisse. No final, sabemos pelas imagens, que o drone destruiu a central de C2 do Pantsyr, ou seja, o cérebro do sistema e, inclusive, era exatamente o local que o artefato mirava e onde impactou, como pudemos ver no vídeo.

  48. Pode treinar, consertar, municiar, ligar, disparar… Israel é a força militar mais bem treinada do cenário (talvez os americanos estejam no mesmo nível). Vai acertar a fuça do Pantsir novamente, a hora que quiser.

  49. Uma tendência que se nota por conta de uma aparente mudança de paradigma na defesa antiaérea, que a cada dia se volta mais para a interceptação de munição de precisão (C-PGM) e projéteis de artilharia (C-RAM) e o incremento na quantidade de mísseis prontos para lançamento.
    Antes, quando muito, tinham 8 mísseis em 8 lançadores. Hoje, há lançadores com 11, 12, 15, 16, 18, 21 e 24.
    Em sendo introduzido o MHTK, um míssil com 2,5 kg, no USA, e até 60 poderão ser acomodados no lançador MML com 15 células.

  50. Só de curiosidade:
    11 células: SeaRAM
    12 células: Pantsir e PAC-3 MSE
    15 células: MML e FL3000
    16 células: PAC-3
    18 células: Pantsir AC
    20 células: Iron Dome
    21 células: RAM
    24 células: FL3000N

  51. O efeito do caso é o mesmo do abate do F-16 israelense. Os pró-Rússia comemoraram o feito, enquanto os pró-Israel/USA menosprezaram. Agora temos o mesmo quadro, só que no sentido oposto. Em ambos, não abona o fato da eficiência dos equipamentos e sua ficha corrida.

    • Wellington,
      Sem dúvida há forte componente ideológico de todo mundo que comenta na Trilogia (com rara exceções), aliás, como um microcosmo da humanidade atual, desde quando ficou evidente o “gramscismo” avançando sobre o Ocidente num mundo que teoricamente estava despolarizado pós a desintegração da URSS.
      Mas voltando ao tema, apesar do forte componente ideológico, fato é que os sírios afirmaram que interceptaram 71 mísseis cruise e não mostraram nenhuma prova convincente. Você há de convir que aquela mesa e a fala daquele oficial russo, não prova absolutamente nada.
      Já em relação a esse caso em tela, há uma prova convincente que uma munição guiada de precisão israelense destruiu um Pantsir, que é uma arma tida e havida como sendo capaz altamente competente na função de interceptar “munições guiadas de precisão”.
      Em sendo o Pantsir uma das estrelas do sofisticado arsenal russo, esse feito pontual israelense é bastante emblemático do ponto de vista retórico, mas do ponto de vista prático e operacional é irrelevante.

    • As preferências e convicções ideológicas comprometem os sentidos e o bom senso ao ponto de alguém enxergar numa mesa com alguns pedaços de mísseis (como se os mísseis que atingem os alvos não se despedaçassem) prova cabal que 71 Tomahawks e Storms Shadows foram interceptados e de modo oposto, vê num veículo de combate AA Pantsir que teve sua cabine de comando “desintegrada”, danos leves e de fácil recuperação e com possibilidade do equipamento retornar à operação num curto espaço de tempo após alguns simples reparos.

  52. Sobre a história dos 71 Tomahawks/Storms Shadows interceptados, segundo o Ministério de Defesa russo – http://eng.mil.ru/en/news_page/country/more.htm?id=12171611@egNews – a defesa aérea síria usou os seguintes sistemas para abater os 71 mísseis:
    SA-6 Gainful (versão modernizada chamada Kvadrat) disparou 21 mísseis e conseguiu abater 11 alvos.
    SA-22 (Pantsir) disparou 25 mísseis e acertou 24 alvos.
    SA-8 OSA disparou 11 mísseis e abateu 5 alvos.
    SA-17 (Buk) disparou 29 mísseis e abateu 24 alvos.
    SA-3 disparou 13 mísseis e abateu 5 alvos.
    SA-13 Gopher disparou 5 mísseis e abateu 3 alvos.
    SA-5 disparou 8 mísseis e não abateu nenhum.

    Bem… até o Gopher derrubando mísseis de cruzeiro com baixa emissão térmica e RCS? Embora o radar P-19 Flat Face possa estar atrelado a ele, me parece otimista demais.

    Como adendo, alvos como o atingido no distrito de Barzeh ficam em locais relativamente populosos, como se vê no Google Maps:
    https://www.google.com/maps/@33.5556959,36.3134394,917m/data=!3m1!1e3
    Misseis interceptados causariam uma explosão no local onde foram atingidos, e deveria haver uma quantidade substancial de baixas civis.

    • Tomoko,
      Não tinha visto essa lista. rssss
      Chega a ser meio cômica de tão surreal!!
      E eu que pensava que só o Pantsir (e o Buk ) é que poderia se arvorar a ser C-PGM (anti munição guiada de precisão) e capaz de abater mísseis de cruzeiro como o Tomahawks.
      Pelo visto os Tomahawks viraram “mulher de malandro” nas mãos de qualquer arma antiaérea de procedência russa.
      Quanto ao seu comentário acerca dos danos colaterais que seriam produzidos pela interceptação de mísseis sobre área populosas, vale salientar que o SA-5 pesa … 7 toneladas. Mesmo ele não tendo atingido nada e tendo se auto-destruído, onde foi parar esse monstrengo enorme?
      Os americanos mentiram em dizer que lançaram 105 mísseis e aí os russos “subiram na cacunda” da mentira, só que viajaram demais na maionese e se lambuzaram até a testa. rsrsss
      Um abraço.

    • Somando todos os 112 mísseis “lançados” pelos russos temos que quase 100 toneladas de mísseis antiaéreos congestionaram o espaço aéreo. Somando as quase 70 toneladas dos “alegados” 105 mísseis cruise (sem o combustível) e têm-se algo perto de 170 toneladas de “coisas” caindo na cabeça dos sírios.
      E eu ainda faça a pergunta: cadê as 71 ogivas não explodidas?? Elas devem ser encontradas já que colocam a população síria em risco.

  53. Tomoko Fujinami e Bosco,
    .
    Finalmente números para que se possa construir uma ideia dos acontecimentos.
    O percentual de ‘kills’ por tipo de misseis parece um tanto otimista, considerando que os mísseis de cruzeiro utilizados (Tomahawks/Storms Shadows/SCALP/JASSM) eram – e continuam sendo – relativamente furtivos e voavam baixo.
    SA-6 Gainful (versão modernizada) com 52% de acerto;
    SA-22 (Pantsir) com 96% de acerto;
    SA-8 (OSA) com 45% de acerto;
    SA-17 (Buk) com 83% de acerto;
    SA-3 (esse é antigão) com incríveis 38,5%, os tais 5 de 13 mísseis, quando nem na Guerra do Yom Kippur ele conseguiu essa marca.
    SA-13 (Gopher) com espetacular 60% de aproveitamento…, mas o Tomoko já comentou.
    .
    Esses números estão… esquisitos.
    .
    Obrigado,
    Ivan.

  54. Ivan,
    Essas porcentagens de sucesso são pouco prováveis até em condições controladas e com alvos com assinatura incrementada.
    Como diriam lá em Minas: “tem caroço nesse angu”.
    rsrssss

    • Pois é!
      Se o número de SAM utilizados foi o apresentado, o número de “kills” seria muito menor, considerando condições favoráveis de engajamento.
      Números são cruéis…

  55. Só de curiosidade, uma listinha de todo sistema antiaéreo híbrido (combinando míssil com canhão/metralhadora .50) em operação no mundo (ou que já esteve):
    Terrestre:
    Autopropulsado:
    1-Pantsir
    2-Tunguska
    3-Gepard/Stinger
    4-LAV-AD
    5-M6 Linebaker
    6-Avenger
    7-MPCV
    8-BIHO
    9-Machbet
    10-Type 95
    11-LD2000
    12-HS M09

    Autorrebocado
    1-Zu-23-2 SP


    Naval:
    1-Kashtan
    2-Pantsir N
    3-Palash

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