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100 anos da morte de Manfred von Richthofen – o ‘Barão Vermelho’

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Maior ás da Primeira Guerra Mundial com 80 vitórias

“Richthofen está morto. Todos os aviadores irão gostar de saber que ele foi posto fora de ação, mas não haverá nenhum entre eles que não ficará triste com a morte desse homem nobre e corajoso”.

Alguns dias atrás, houve um jantar em honra de um de nossos ases. Respondendo às palavras feitas em sua honra, ele fez um brinde a Richthofen, ninguém se recusou fazê-lo também. Portanto, os Ingleses honram o inimigo corajoso.

Esses dois aviadores agora estão mortos; nosso famoso piloto tinha expressado a esperança de que ele, e Richthofen, sobrevivessem à guerra para trocar as experiências em tempos de paz.

Qualquer um teria orgulho em ter abatido Richthofen em ação, mas qualquer membro do Royal Flying Corps também teria orgulho em apertar sua mão se ele tivesse caído prisioneiro.”

 

FONTE: Revista Aeroplane 24 de abril de 1918/TRADUÇÃO: Roberto Santana

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45 COMMENTS

  1. Eu tenho uma miniatura do seu avião em minha mesa de trabalho, uma época que havia honra entre os inimigos, será que hoje também haveria essa mesma noção de humanidade?

  2. É, tempos interessantes e pioneiros aqueles. Bom dia para reler ‘The Day The Red Baron Died’ ou ‘Blue Max’ ou ‘The Canvas Falcons.’ Ou então assistir de novo certos clássicos, como ‘Blue Max’ e até mesmo a comédia romântica/musical ‘Lili, Minha Adorável Espiã’ (‘My Darling Lili’ no original), com cenas também maravilhosas.

    Só uma pequena correção. Richthofen tinha 80 vitórias, e não 60. 😉

  3. Olá.
    Embora a figura de Manfred von Richthofen esteja associada ao Fokker Dr. 1, a maior parte de suas vitórias aéreas foi feita a bordo dos aviões Albatros.
    SDS.

    • Sim Maurício.
      Se tivesse sobrevivido mais alguns meses teria voado o Fokker D.VII, o melhor caça da Primeira Guerra Mundial, seu escore com certeza ultrapassaria as cem vitórias.

      • Olá.
        Verdade Roberto Santana. Depois da morte de Richthofen, quem assumiu o comando da esquadrilha (“Jasta 11”) passou para Hermann Goering.
        Por falar em Fokker D. VII, este teve seu desenvolvimento auxiliado exatamente por Richthofen. Teria sido uma dupla e tanto no campo de batalha.
        SDS.

        • Interessante que quem vê as fotos de Hermann Göring na Segunda Guerra, com aquela pança, jamais vai imaginar que ele foi um ás com 22 vitórias!

          • Olá.
            Há quem diga que o “físico” do Goering tenha sido resultado dos medicamentos que ele tomava para dores (resultantes dos ferimentos do atendado de 1923) e insônia. Tem também a teoria de que Goering tenha ficado fascinado com a opulência e luxo da nobreza alemã (Hermann era de origem humilde).
            Sem dúvida, foi um “bom garfo”. 🙂
            SDS.

          • Além de Goering, Wolfram Von Richthofen, que era primo de Manfred e ás de 8 vitórias, também serviu na IIGM, mas em posto de comando de uma das Luftflotten.

            Comandou, antes da IIGM, a Legião Condor.

            Um fato curioso: sua primeira missão como piloto foi justamente àquela em que seu primo ilustre morreu…

          • Tem um documentário na Netflix, Hitler’s Circle of Evil, onde você pode acompanhar essas trajetórias de mudanças, inclusive o uso, por parte dele, de uniformes no minimo exóticos, para não dizer outra coisa.

        • Maurício, sem parecer pedante, mas o esquadrão em questão era o JG 1, que foi composto pela fusão dos Jastas 4, 6, 10 e 11

    • A morte dele evaporou o pouco que restava do moral alemão. A Ofensiva Ludendorff já estava começando a fazer água e isso ferrou de vez com tudo

      Na verdade, a Alemanha inteira chorou a perda. Foi algo equivalente à morte de Senna em 1994.

  4. Olá.
    Há quem diga que o grande piloto (e ás) da Primeira Grande Guerra tenha sido Oswald Boelcke que, aliás, foi o “mentor” de von Richthofen.
    SDS.

      • Olá.
        É verdade. Boelcke foi, porém, um “lobo solitário”, um caçador que separava seu alvo dos demais companheiros e o abatia. Eram táticas do tempo em que o combate aéreo era feito “olho no olho”.
        Hoje em dia, com o combate ocorrendo em distâncias maiores, suas “regras” precisam ser adaptadas.
        SDS.

        • Maurício, Boelcke estava longe de ser um lobo solitário. O que ele fazia – e Richthofen assimilou isso de forma maravilhosamente letal – era procurar a aeronave mais isolada do mêlée e ir atrás. Mas sempre com cobertura – e era sempre o mesmo piloto: Erwin Boehme.

          Ironicamente, morreu em uma colisão com Boehme, quando sua aeronave caiu descontrolada. Ele ainda conseguiu recuperar o controle e conseguiu um crash-landing, mas seu cinto estava mal fixado, e mesmo o pequeno impacto com o solo foi suficiente para matá-lo.

          • Podem ser considerados lobos solitários Georges Guynemer, Albert Ball, Frank Luke, Verner Voss.

            Boelcke era um estrategista, que escolhia cuidadosamente seus engajamentos. Característica herdada por Richthofen.

            Tivesse chegado ao fim da guerra, certamente Boelcke estaria no lugar de Richthofen como L’as des As

      • A Veja publicou que o pai de Suzanne era sobrinho-neto de Manfred, isso chegou a sair no Bild, mas a família Richthofen veio a público e negou qualquer parentesco com a família dessa psicopata.

  5. O Fokker Dreidecker (triplano) 1 foi baseado no Sophwith Triplane, que originou o Camel. Os ingleses logo desistiram do conceito mas os pilotos alemães ficaram maravilhados.
    O próprio Anthony Fokker torcia o nariz para a aeronave. Embora altamente manobrável, tinha um motor rotativo fraco, não chegava a 170km/h quando os Spad XII e os SE5a passavam de 200km/h.

    • Exato! E foi essa característica do Dr.1 que foi responsável pela morte de Werner Voss, que entrou em um engajamento contra seis S.E.5 liderados por James McCudden.

      Quando você entrava em um combate voando um Dr.1, tinha apenas duas opções: abater o adversário ou fazer ele fugir. Uma vez que engajasse, não dava para sair. Não tinha velocidade para isso.

  6. Aliás, a morte de Richthofen é até hoje cercada de controvérsias. Houve durante muito tempo uma disputa entre o piloto do Camel que o perseguia, Capt. Roy Brown, e o Sgt. Cedric Popkins.

    Como o Dr.1 foi esquartejado pelos caçadores de souvenirs, não restou nenhuma evidência de quem deu o disparo fatal. Só se sabia, de acordo com testemunhos de época, que Richthofen tinha sido mortalmente ferido, com sua última palavra um simples “kaput”. O que indicava que o Dr.1 ainda tinha condições de vôo.

    (Aliás, isso era muito comum nas aeronaves da IGM: madeira e tecido, pilotos mortalmente atingidos e aeronaves praticamente intactas)

    Porém, a autópsia feita no corpo de Manfred constatou que a bala que o matou entrou por baixo de sua axila direita, na altura da nona costela, atravessando seu tórax obliquamente e saindo um pouco abaixo da axila esquerda. O que já descarta a hipótese de ter sido atingido por Brown, que estava em sua traseira.

    Resta apenas Cedric Popkins e sua Vickers. Mas, além dele, havia soldados australianos atirando com seus rifles Lee-Enfield e uma Lewis gun, guarnecida pelos soldados Buie e Evans.

    Há extensas investigações sobre o ocorrido, levando em consideração a velocidade e altitude do triplano, assim como a distância e posição das metralhadoras em relação ao Dr.1 de Richthofen. E de ambas as posições a posição de tiro que atravessou Richthofen era improvável.

    O mais provável é que tenha sido atingido por um tiro de sorte do Lee-Enfield de um desconhecido soldado australiano.

    Link do estudo: http://net.lib.byu.edu/~rdh7/wwi/comment/richt.htm

    • O Discovery fez um programa interessante sobre isto, inclusive com uso de canhões laser emulando rajadas, e concluiu que foi fogo do solo que abateu o Barão Vermelho.

  7. Já que citaram o Hermann Goering, poucos sabem, mas ele tinha um irmão, Albert , que ajudou muitos judeus a escaparem do Holocausto. Assim como o famoso Oskar Schindler, também era um ‘bon vivant’, mas ambos fizeram muito mais que muitos dos ‘engajados’ politicamente que só ficaram na intenção de ajudar e não arriscaram suas vidas como estes heróis improváveis fizeram.

  8. Já que citaram o Hermann Goering, poucos sabem, mas ele tinha um irmão, Albert , que ajudou muitos judeus a escaparem do Holocausto. Assim como o famoso Oskar Schindler, também era um ‘bon vivant’, mas ambos fizeram muito mais que muitos dos ‘engajados’ politicamente que só ficaram na intenção de ajudar e não arriscaram suas vidas como estes heróis improváveis fizeram.

      • Endossou pois estava na cúpula e não queria perder os privilégios mas intimamente ele não era um defensor desta politica. O padrinho de Goering, que o criou e que ele gostava muito, Dr. Hermann Epenstein, era um rico medico e homem de negócios. Epenstein que o pai de Goering, Heinrich, conheceu na africa acolheu a família Göring, que vivia da pensão de Heinrich, num pequeno castelo chamado Veldenstein, perto de Nuremberga. A mãe de Göring tornou-se amante de Epenstein, e assim permaneceu durante quinze anos.

  9. A única réplica do triplano do Richtoffen em condições de vôo, no mundo, foi construída em Americana. O dono, um investidor da BOVESPA, conseguiu um motor original num museu nos EUA. O “vôo de certificação ” ocorreu em Araras. Salvo melhor juízo, foi matéria duma revista aeronáutica brasileira dessas. A réplica foi vendida, e hoje encontra-se nos EUA. Um amigo de Pirassununga foi testemunha dos vôos em Araras. Afirmou que o motor solta óleo pra caramba.

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