Home Cultura Aeronáutica 100 anos da morte de Manfred von Richthofen – o ‘Barão Vermelho’

100 anos da morte de Manfred von Richthofen – o ‘Barão Vermelho’

5672
41

Maior ás da Primeira Guerra Mundial com 80 vitórias

“Richthofen está morto. Todos os aviadores irão gostar de saber que ele foi posto fora de ação, mas não haverá nenhum entre eles que não ficará triste com a morte desse homem nobre e corajoso”.

Alguns dias atrás, houve um jantar em honra de um de nossos ases. Respondendo às palavras feitas em sua honra, ele fez um brinde a Richthofen, ninguém se recusou fazê-lo também. Portanto, os Ingleses honram o inimigo corajoso.

Esses dois aviadores agora estão mortos; nosso famoso piloto tinha expressado a esperança de que ele, e Richthofen, sobrevivessem à guerra para trocar as experiências em tempos de paz.

Qualquer um teria orgulho em ter abatido Richthofen em ação, mas qualquer membro do Royal Flying Corps também teria orgulho em apertar sua mão se ele tivesse caído prisioneiro.”

 

FONTE: Revista Aeroplane 24 de abril de 1918/TRADUÇÃO: Roberto Santana

LEIA TAMBÉM:

Subscribe
Notify of
guest
41 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Edison Castro Durval
Edison Castro Durval
2 anos atrás

Eu tenho uma miniatura do seu avião em minha mesa de trabalho, uma época que havia honra entre os inimigos, será que hoje também haveria essa mesma noção de humanidade?

Luiz Campos
Luiz Campos
Reply to  Edison Castro Durval
2 anos atrás

Hoje os combatentes não tem qualquer contato visual. É dispare e esqueça.

Leandro Costa
Leandro Costa
2 anos atrás

É, tempos interessantes e pioneiros aqueles. Bom dia para reler ‘The Day The Red Baron Died’ ou ‘Blue Max’ ou ‘The Canvas Falcons.’ Ou então assistir de novo certos clássicos, como ‘Blue Max’ e até mesmo a comédia romântica/musical ‘Lili, Minha Adorável Espiã’ (‘My Darling Lili’ no original), com cenas também maravilhosas.

Só uma pequena correção. Richthofen tinha 80 vitórias, e não 60. 😉

Rui Chapéu
Rui Chapéu
2 anos atrás

Para quem gosta de aviões biplanos, em novembro vai passar pelo Brasil a Vintage Air Rally.

São aviões clássicos. Vai ser uma competição do Ushuaia até os EUA.

Vão passar em Bento Gonçalvez (RS), Caçador (SC) e Foz do Iguaçu (PR)

Aqui tem um link. É de um hotel de foz, não achei outro que não fosse esse.

https://www.hoteltarobafoz.com.br/postagem/vintage-air-rally-campeonato-de-aviacao-passara-por-foz-do-iguacu?lang=pt

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Rui Chapéu
2 anos atrás

Muito bom e me surpreendi ao ver no video que há aviões históricos como o utilizado por Patton. Valeu.

Guilherme
Guilherme
Reply to  Rui Chapéu
2 anos atrás

Terminou no dia 14 na FL.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
2 anos atrás

Olá.
Embora a figura de Manfred von Richthofen esteja associada ao Fokker Dr. 1, a maior parte de suas vitórias aéreas foi feita a bordo dos aviões Albatros.
SDS.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Olá.
Verdade Roberto Santana. Depois da morte de Richthofen, quem assumiu o comando da esquadrilha (“Jasta 11”) passou para Hermann Goering.
Por falar em Fokker D. VII, este teve seu desenvolvimento auxiliado exatamente por Richthofen. Teria sido uma dupla e tanto no campo de batalha.
SDS.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Olá.
Há quem diga que o “físico” do Goering tenha sido resultado dos medicamentos que ele tomava para dores (resultantes dos ferimentos do atendado de 1923) e insônia. Tem também a teoria de que Goering tenha ficado fascinado com a opulência e luxo da nobreza alemã (Hermann era de origem humilde).
Sem dúvida, foi um “bom garfo”. 🙂
SDS.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Maurício, sem parecer pedante, mas o esquadrão em questão era o JG 1, que foi composto pela fusão dos Jastas 4, 6, 10 e 11

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Além de Goering, Wolfram Von Richthofen, que era primo de Manfred e ás de 8 vitórias, também serviu na IIGM, mas em posto de comando de uma das Luftflotten.

Comandou, antes da IIGM, a Legião Condor.

Um fato curioso: sua primeira missão como piloto foi justamente àquela em que seu primo ilustre morreu…

cerberosph
cerberosph
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Tem um documentário na Netflix, Hitler’s Circle of Evil, onde você pode acompanhar essas trajetórias de mudanças, inclusive o uso, por parte dele, de uniformes no minimo exóticos, para não dizer outra coisa.

Luciano
Luciano
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Ou gewurztraminer, Roberto!rs

Mateus von Marchi
Mateus von Marchi
2 anos atrás

Ele era bem famoso no exercito do Kaiser, sua morte abalou muitos soldados.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Mateus von Marchi
2 anos atrás

A morte dele evaporou o pouco que restava do moral alemão. A Ofensiva Ludendorff já estava começando a fazer água e isso ferrou de vez com tudo

Na verdade, a Alemanha inteira chorou a perda. Foi algo equivalente à morte de Senna em 1994.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
2 anos atrás

Olá.
Há quem diga que o grande piloto (e ás) da Primeira Grande Guerra tenha sido Oswald Boelcke que, aliás, foi o “mentor” de von Richthofen.
SDS.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Sim, a Dicta Boelcke é cumprida até hoje. Foi o primeiro cara que pensou em táticas de combate aéreo e as disseminou.

Mauricio_Silva
Mauricio_Silva
Reply to  Leandro Costa
2 anos atrás

Olá.
É verdade. Boelcke foi, porém, um “lobo solitário”, um caçador que separava seu alvo dos demais companheiros e o abatia. Eram táticas do tempo em que o combate aéreo era feito “olho no olho”.
Hoje em dia, com o combate ocorrendo em distâncias maiores, suas “regras” precisam ser adaptadas.
SDS.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Mauricio_Silva
2 anos atrás

Maurício, Boelcke estava longe de ser um lobo solitário. O que ele fazia – e Richthofen assimilou isso de forma maravilhosamente letal – era procurar a aeronave mais isolada do mêlée e ir atrás. Mas sempre com cobertura – e era sempre o mesmo piloto: Erwin Boehme.

Ironicamente, morreu em uma colisão com Boehme, quando sua aeronave caiu descontrolada. Ele ainda conseguiu recuperar o controle e conseguiu um crash-landing, mas seu cinto estava mal fixado, e mesmo o pequeno impacto com o solo foi suficiente para matá-lo.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Rafael M. F.
2 anos atrás

Podem ser considerados lobos solitários Georges Guynemer, Albert Ball, Frank Luke, Verner Voss.

Boelcke era um estrategista, que escolhia cuidadosamente seus engajamentos. Característica herdada por Richthofen.

Tivesse chegado ao fim da guerra, certamente Boelcke estaria no lugar de Richthofen como L’as des As

Fresney
Fresney
2 anos atrás

Imaginem ele na 2o guerra

Soldat
Soldat
2 anos atrás

UM Grande “Hip-Hip-Hurra!” a esse Grande AS…….

Valdez A
Valdez A
2 anos atrás

È verdade que ele le è tio bisavo de Suzane Von Richthofen?

Luiz Campos
Luiz Campos
Reply to  Valdez A
2 anos atrás

Não, na época do crime foi levantada essa hipótese e foi desmentida pela imprensa. Não recordo qual jornal publicou.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Luiz Campos
2 anos atrás

A Veja publicou que o pai de Suzanne era sobrinho-neto de Manfred, isso chegou a sair no Bild, mas a família Richthofen veio a público e negou qualquer parentesco com a família dessa psicopata.

Delfim
Delfim
2 anos atrás

O Fokker Dreidecker (triplano) 1 foi baseado no Sophwith Triplane, que originou o Camel. Os ingleses logo desistiram do conceito mas os pilotos alemães ficaram maravilhados.
O próprio Anthony Fokker torcia o nariz para a aeronave. Embora altamente manobrável, tinha um motor rotativo fraco, não chegava a 170km/h quando os Spad XII e os SE5a passavam de 200km/h.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Delfim
2 anos atrás

Exato! E foi essa característica do Dr.1 que foi responsável pela morte de Werner Voss, que entrou em um engajamento contra seis S.E.5 liderados por James McCudden.

Quando você entrava em um combate voando um Dr.1, tinha apenas duas opções: abater o adversário ou fazer ele fugir. Uma vez que engajasse, não dava para sair. Não tinha velocidade para isso.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Delfim
2 anos atrás

Aliás, o design do Dr.1 foi baseado em um Triplane capturado.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
2 anos atrás

Aliás, a morte de Richthofen é até hoje cercada de controvérsias. Houve durante muito tempo uma disputa entre o piloto do Camel que o perseguia, Capt. Roy Brown, e o Sgt. Cedric Popkins. Como o Dr.1 foi esquartejado pelos caçadores de souvenirs, não restou nenhuma evidência de quem deu o disparo fatal. Só se sabia, de acordo com testemunhos de época, que Richthofen tinha sido mortalmente ferido, com sua última palavra um simples “kaput”. O que indicava que o Dr.1 ainda tinha condições de vôo. (Aliás, isso era muito comum nas aeronaves da IGM: madeira e tecido, pilotos mortalmente atingidos… Read more »

Delfim
Delfim
Reply to  Rafael M. F.
2 anos atrás

O Discovery fez um programa interessante sobre isto, inclusive com uso de canhões laser emulando rajadas, e concluiu que foi fogo do solo que abateu o Barão Vermelho.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
2 anos atrás

o au-au segurou meu comentário…

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Já que citaram o Hermann Goering, poucos sabem, mas ele tinha um irmão, Albert , que ajudou muitos judeus a escaparem do Holocausto. Assim como o famoso Oskar Schindler, também era um ‘bon vivant’, mas ambos fizeram muito mais que muitos dos ‘engajados’ politicamente que só ficaram na intenção de ajudar e não arriscaram suas vidas como estes heróis improváveis fizeram.

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

teste

Gabriel
Gabriel
2 anos atrás

A grande lenda da aviação militar!

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Já que citaram o Hermann Goering, poucos sabem, mas ele tinha um irmão, Albert , que ajudou muitos judeus a escaparem do Holocausto. Assim como o famoso Oskar Schindler, também era um ‘bon vivant’, mas ambos fizeram muito mais que muitos dos ‘engajados’ politicamente que só ficaram na intenção de ajudar e não arriscaram suas vidas como estes heróis improváveis fizeram.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  LucianoSR71
2 anos atrás

Que ironia! Goering foi um dos que endossaram a “Solução Final”

cerberosph
cerberosph
Reply to  Rafael M. F.
2 anos atrás

Endossou pois estava na cúpula e não queria perder os privilégios mas intimamente ele não era um defensor desta politica. O padrinho de Goering, que o criou e que ele gostava muito, Dr. Hermann Epenstein, era um rico medico e homem de negócios. Epenstein que o pai de Goering, Heinrich, conheceu na africa acolheu a família Göring, que vivia da pensão de Heinrich, num pequeno castelo chamado Veldenstein, perto de Nuremberga. A mãe de Göring tornou-se amante de Epenstein, e assim permaneceu durante quinze anos.

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  cerberosph
2 anos atrás

Na realidade Albert seria filho desse amante, barão Hermann von Epenstein. Existe um documentário alemão sobre ele e a versão dublada em espanhol ( a menos que fale alemão, deve ser mais fácil de entender ) está aqui:
https://www.documaniatv.com/biografias/goering-el-bueno-video_19e21d430.html

ROBINSON CASAL
2 anos atrás

Na trágica primavera de 1918, a Alemanha do Kaiser perdeu o seu maior Ás.

https://www.youtube.com/watch?v=yVVfqB5xCFI

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

A única réplica do triplano do Richtoffen em condições de vôo, no mundo, foi construída em Americana. O dono, um investidor da BOVESPA, conseguiu um motor original num museu nos EUA. O “vôo de certificação ” ocorreu em Araras. Salvo melhor juízo, foi matéria duma revista aeronáutica brasileira dessas. A réplica foi vendida, e hoje encontra-se nos EUA. Um amigo de Pirassununga foi testemunha dos vôos em Araras. Afirmou que o motor solta óleo pra caramba.