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Empresas Regionais Brasileiras em 1980 – poster da revista Flap Internacional

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Poster Empresas Regionais Brasileiras - 1980

Reprodução do poster “Empresas Regionais Brasileiras em 1980”, da revista Flap Internacional, em mais uma contribuição histórica do amigo e colaborador Roberto Santana.

Mais uma vez o EMB-110 Bandeirante, carro-chefe da Embraer, era destaque. O bimotor turboélice Bandeirante desenvolvido e fabricado no Brasil foi destinado ao uso civil e militar, com capacidade para até 21 passageiros.

No final da década de 1960, o governo brasileiro desencadeou uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. Desta forma promoveu estudos para a criação de uma nova aeronave, de baixo custo operacional, capaz de ligar regiões remotas e dotadas com pouca infra-estrutura.

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, com a supervisão do engenheiro aeronáutico Ozires Silva, a missão de desenvolver o produto. O projeto, que foi chamado de IPD-6504, teve início em 1965 e se desenvolveu durante três anos, até o primeiro voo, em 22 de outubro de 1968. A Embraer ainda não havia sido criada, o que aconteceria no ano seguinte, em 19 de agosto de 1969, tendo como primeiro presidente, Ozires Silva.

Em maio de 1971 foi iniciada a produção em série do avião, com a primeira entrega em 9 de fevereiro de 1973, para a Força Aérea Brasileira, que encomendou oitenta unidades. A aeronave foi vendida para diversos países. De um total de 498 aviões fabricados, 245 foram para o exterior, incluindo forças armadas. Em alguns países ganhou o apelido de Bandit.

Utilizado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento, reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Bandeirante Patrulha, apelidado Bandeirulha.

O protótipo de n.° 1 do Bandeirante está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos (MUSAL), na cidade do Rio de Janeiro. O protótipo de n.º 3 está exposto no Parque Santos Dumont, na cidade de São José dos Campos.

8 COMMENTS

  1. Também tive esse poster, vendo o Bandeirante da Nordeste me recordo de uma treta que havia entre o editor da revista Flap, se não me engano era o André Spagat, e o presidente daquela companhia, não me recordo seu nome, e também não sei por qual motivo. Em várias edições o Spagat se referia a ele como Pinóquio.

    • Idem, principalmente nos anos 70, o serviço de bordo era impecável em qualquer rota. Na ponte aérea Rio-SP com Electra era servido whisky acompanhado de uma latinha de castanha do pará…

  2. A TABA também foi uma regional importante. Quanto à Varig e suas coligadas (Nordeste e Rio-Sul) sempre foi atrelada ao Governo e suas benesses, inclusive ao golpe contra a Pan-Air do Brasil em 1969. Mas concordo que estes posteres que foram publicados são lindos e históricos.

  3. Lembro que o primeiro avião da TABA que vi, foi um Curtiss C-46 Commando, tinha essa pintura colorida imitando uma oca de índio, era uma modificação especial, o Super C-46. Esse avião terminou seus dias como carniceiro na Bolívia.

  4. Hoje a ATR domina o mercado de turbohélices.
    A Embraer deveria voltar a fabricar estes aviões, pensando no mercado brasil. Tem muita pista de pouso precária disfarçada de aeroporto, e estes turbohelices poderiam levar passageiros de bases pp para p, m, e g.

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