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Infográfico: Caças a jato da Europa Ocidental – 1944 a 2003

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A ameaça da União Soviética obrigou as nações da Europa Ocidental a desenvolverem continuamente seus aviões de combate

No infográfico acima de autoria de u/numante, podemos relembrar a evolução dos aviões de combate da Europa Ocidental que marcaram a História da Aviação Militar.

A Inglaterra saiu na frente na invenção do motor a jato, mas os alemães foram mais rápidos no desenvolvimento e no emprego operacional dos primeiros caças a jato no final da Segunda Guerra Mundial.

Depois da Segunda Guerra e durante todo o período da Guerra Fria, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Suécia desenvolveram e produziram aviões de combate dos mais diversos tipos, alguns com versões embarcadas em navio-aeródromo.

Observar como os ingleses e franceses mantiveram uma linhagem de caças constante ao longo do tempo, com os suecos também acompanhando a evolução com seus projetos próprios.

A evolução dos caças da União Soviética, que mostraram seu valor na Guerra da Coreia, obrigou as nações da Europa Ocidental a buscarem a superioridade aérea a cada novo modelo lançado pelo inimigo.

Primeiro como caças puros, caças-bombardeiros, depois como interceptadores e finalmente como aviões de combate multifuncionais, os aviões de combate foram responsáveis por grande parcela da evolução tecnológica da indústria aeronáutica. Na busca do aumento da velocidade, foram sendo desenvolvidos novos materiais mais leves e resistentes e motores mais potentes.

A aviônica também sofreu grande evolução com a adoção dos computadores analógicos e depois digitais, radares e sistemas de guerra eletrônica.

33 COMMENTS

  1. Sensacional o infográfico!

    O que eu sinto muita falta é de documentários sobre esses aviões. Dos ingleses até tem, mas dos franceses, do Fiat e dos da SAAB é difícil encontrar.

    E outra, os documentários ingleses são péssimos. Enrolam demais e não mostram as coisas mais interessantes, além de mentirem demais… como é o caso do documentário da BBC – When Britains Ruled the Skies. Primeiro que eles nunca dominaram os céus, e depois que a cada parte eles mentem um pouco, falam que o primeiro motor jato foi um inglês que desenvolveu… e por ai vai as mentiras.

    • É pq ele não era caça e sim de ataque. Igual o Buccanner.

      O Tornado que está ali deve ser a versão Tornado ADV, de caça (air defence variant).

      • Sds. Pela silhueta “atarracada” do radome e a camuflagem em verde e cinza, o perfil mostrado no infográfico é da versão IDS; na ADV o radome é mais delgado e com a pintura em cinza claro, mas posso estar enganado.

  2. De todos os aviões à jato que estão ae, o mais impressionante é o Harrier na minha humilde opinião! o fato de fazer um motor direcionando sua exaustão para quatro bocais direcionáveis já demonstram isso! Fora ele o Gripen e o Eurofighter Typhoon são demais!

  3. Uma dúvida de leigo: qual seria a diferença entre um “caça puro” e um “interceptador”?
    O caça puro combate outros caças, e o interceptador aviões maiores, como um bombardeiro?

    • Olá.
      O conceito de “fighter airplane” (traduzido como “avião de caça”) é de uma aparelho capaz de “lutar” com outros aviões. Este tipo de aeronave surgiu durante a Primeira Guerra Mundial.
      Com desenvolvimento tecnológico e a maior utilização de aeroplanos nas mais diversas missões, começaram a aparecer modelos mais especializados: reconhecimento (o primeiro uso militar de um avião; os primeiros “caças” surgiram para interceptar os “aviões de reconhecimento”), bombardeiro, ataque ao solo, ataque naval, caça hidroplano e por ai vai.
      Desde a Primeira Guerra, havia a necessidade de um aparelho que pudesse atacar os bombardeiros pesados, bem antes destes chegarem a seus alvos. A ideia era ter um aparelho bem armado, de longo alcance e capaz de encontrar e destruir um bombardeiro (aviões grandes e bem armados); a capacidade de “lutar” com outro caça era um requisito secundário.
      A tecnologia de mísseis permitiu um “engajamento” a longa distância, diminuindo a necessidade de um combate próximo entre duas aeronaves. Surge assim o “interceptador”.
      Durante os anos 50 e 60, boa parte dos “caças” projetados eram de “interceptadores” (“caças” que não tinham condições de fazer um combate aproximado).
      Durante a Guerra do Vietnã, o conceito mudou: além de ser capaz de engajar um alvo a longas distâncias, os caças deveriam ser capazes de combate aproximado. Assim, os “interceptadores puros e duros” começaram a rarear e foram substituídos pelos “multi missão”.
      A figura do interceptador “clássico” ainda existe no Mig-31 e no recentemente aposentado Tornado ADV.
      SDS.

    • Srs
      Jovem Andrigo
      A designação dos aviões de guerra, no geral, é ligada a sua função, porém, muitas vezes diverge de país a país.
      A sua origem remonta a I GM, tendo se iniciado com a aviação militar restrita ao reconhecimento.
      Com a evolução destes aviões e até por iniciativa dos próprios pilotos e tripulantes, que passaram atentar derrubar os aviões dos adversários e improvisaram lançando bombas sobre os inimigos, surgiram os caças e os bombardeiros.
      No final da I GM e nos anos posteriores até o início da IIGM, surgiram derivações com a evolução de seu uso no meio naval (aviões torpedeiros, bombardeiros de mergulho) e no uso estratégico (bombardeiros pesados, caças de escolta) e soluções híbridas como o uso de caças para bombardeio (caça bombardeiro).
      A IIGM viu a evolução das idéias do período entre guerra serem testadas e evoluírem (caso dos bombardeiros pesados) e, no seu fim, a mudança radical imposta pela bomba atômica.
      Com ela, os conceitos sobre a guerra mudaram radicalmente com a aviação militar assumindo o papel principal. A arma final passou a ser o bombardeiro equipado com bombas nucleares e não enormes exércitos em terra e forças navais equipadas com grandes navios.
      Com esta visão estratégica, a moda passou a ser o desenvolvimento de bombardeiros de grande alcance equipados com bombas nucleares e, para fazer-lhes frente, caças capazes de subir e voar rápido para interceptá-los; daí os interceptores ou interceptadores.
      Desta época temos os grandes bombardeiros como o B36, o B52 e o B58 e os caças como os F102, F104 e F106, citando apenas os do Tio Sam.
      Com a evolução dos mísseis intercontinentais (ICBM´s), a importância dos bombardeiros reduziu-se e com a guerra do Vietnam os americanos constataram a necessidade de uma revisão em seus conceitos para os caças, daí surgindo uma nova geração de caças moldados mais para o combate aéreo entre caças do que para interceptar grandes bombardeiros e nasceu o conceito do caça de superioridade aérea, que tem o F15 como sua referência básica.
      Já na aviação naval, conforme evoluíram os aviões e o os mísseis ar-ar, outro conceito foi desenvolvido, o caça de defesa de frota, capaz de interceptar aviões inimigos a uma boa distância de PA. O F4 e depois, o F14 são os produtos de tal conceito, caças armados com mísseis capazes de interceptarem aviões atacantes a uma boa distância de suas bases flutuantes.
      Por outro lado, fabricantes e pensadores militares de países de economia mais restrita, pressionados pelos custos cada vez mais altos dos aviões, resolveram dar um banho de marketing no velho conceito do caça bombardeiro e lançaram o “multirole”, avião capaz de ser, eficazmente, tanto um caça como um avião de ataque, além de suprir a função de reconhecimento, se necessário.
      Como referências de tais aviões, temos, numa escala histórica, o F/A 18, o Rafale e o F35 (dizem que o primeiro multirole foi o F4, mas ele foi sendo adaptado para as diversas missões, não foi concebido como tal).
      Espero de ajudado no esclarecimento da dúvida.
      Sds

  4. Muito legal!
    No texto cita a Alemanha, mas no infográfico ela aprece em 1979 no consórcio Tornado. Antes desta data a Alemanha não desenvolveu caça a jato?

  5. Gloster: O Brasil teve.
    Me 262: Primeiro jato de combate…alemão.
    He-162: Coisa de gênio…. alemão.
    Vampire: Pequeno e simpático.
    Saab 21: Horrível.
    Venom: Vampire melhorado, não precisava.
    Attaker: Deu azar em ser o primeiro, era bom.
    Ouragan: O israelense aprontou com ele no Egito.
    Tunnan: Não dá para acreditar que os suecos voaram essa coisa na… África!
    Sea Hawk: Ruim.
    Swift: Bom, mas injustiçado.
    Hunter: Maravilhoso!
    Mystère II: Insignificante.
    Mystère IV: Faz jus ao nome, não se sabe ao certo se foi bom ou ruim!
    Javelin: Quatro canhões Aden de 30mm nas asas, não precisa dizer mais…
    Lansen: O speed-brake mais esquisito que já vi na vida.
    Scimitar: Problemático, perigoso mas terrivelmente charmoso.
    Fiat G.91: Fiat.
    Super Mystère: Um F-100 projetado por um artista.
    Vautour: Simplesmente lindo.
    Vixen: Horrível.
    Gnat: Muito pequeno.
    Draken: Melhor que um F-15 no dogfight.
    English Electric Lightning: De bonito, só o nome.
    Mirage III: Um avião que foi bom somente na hora certa, no lugar certo, na mão certa.
    Super Étendard: Sem o Exocet, era nada.
    Mirage V: Cinco é melhor que III.
    Viggen: Meu primeiro aviãozinho de ferro.
    Mirage F-1: Não existe alguém que não goste.
    Sea Harrier: Um sortudo, graças à incompetência alheia.
    Tornado: Sem graça.
    Mirage 2000: A maior besteira que a Força Aérea Brasileira fez em sua história.
    Gripen: Adivinha…
    Typhoon: Consegue não ter graça.
    Rafale: Le meilleur.

  6. Impressionante com a Inglaterra parou a indústria aérea nos anos 60! Só tendo destaque o Harrier! Um preço alto está sendo cobrado agora, a supremacia Americana é inquestionável.

    • Efeito da redução de despesas do período e do famoso Defence White Paper de 1957 que causou enorme convulsão na indústria aeroespacial britânica.

    • Eu observei isso também, principalmente em comparação com os franceses que desenvolveram com muita competência a linha mirage e suas variantes.
      Isso permitiu que os franceses sozinhos desenvolvessem o rafale que alcançou maior versatilidade que o Eurofighter bem mais cedo.

  7. Pra min o “RAiO” English_Eletric Lightning é um caça impar na historia…. qual outro teve esta configuração de 2 motores “empilhados” um em cima do outro ?? foi um interceptador nato e o último puro sangue inglês … se não é um primor de beleza também não chega a ser feio e teve um papel importante em boa parte dos anos da “Guerra fria” , E do meu ponto de vista por tudo isso injustiçado, pouco lembrado na historia da aviação, Podem fazer um teste vai em convenção de plastimodelismo, e me digam quantos modelos de Lightning você encontra ?

    Puro sangue Inglês Como um jaguar
    https://en.wikipedia.org/wiki/English_Electric_Lightning#/media/File:Electric_Lighting_%26_Jaguar_(Cape_Town,_South_Africa,_2002).jpg

    • Pensar que a FAB chegou a testá-lo (na concorrência onde venceu o Mirage III), acabou não sendo escolhido por ser considerado pesado (segundo li, na época somente uma de nossas pista de pouso, não lembro de qual base aérea, poderia suportar a pressão exercida sobre os pneus) e por ser um “interceptador puro”.
      Sem dúvidas, um avião fantástico!

  8. Interessante ver como a SAAB saiu de modelos maiores (Draken, Viggen) para um mais leve (Gripen). Imagino que seja mesmo o caminho para os que não são potências.

  9. Materia bem legal. Porque o AMX (Itália) não está no quadro? É apenas superioridade aérea e interceptado resultados? Agora só falta o quadro dos “bandidos”, os modelos Soviéticos/Russos/Chineses.

  10. Mauro 76 17 de Abril de 2018 at 16:47
    Quem sairia melhor em combate o me 262 ou o glostet meteor?
    —-
    Depende de qual Gloster Meteor. O que ficou pronto antes do final da guerra era mais pesado e menos potente que o 262. Supondo uma relação peso/potência igual para ambos, ficaria com o 262 por conta da asa enflexada, que lhe dava maior estabilidade em alta velocidade, além do slot móvel.

  11. Faltaram o Harrier, o AMX, o SEPECAT Jaguar, o Tornado ADV e o Buccaner. Tirando o ADV, os demais não são caças típicos, mas aviões de ataque. Todavia, o Fiat tb o foi, assim como os Étandart e Super Étandart.

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