domingo, maio 16, 2021

Gripen para o Brasil

Não-proliferação de mísseis hipersônicos: dificultando a propagação de uma nova classe de armas

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

X-51A Waverider

O “think tank” RAND publicou um relatório sobre Mísseis hipersônicos – especificamente veículos de deslocamento hipersônico e mísseis de cruzeiro hipersônicos – que são uma nova classe de ameaça porque são capazes tanto de manobrar quanto de voar mais rápido que 5.000 quilômetros por hora. Esses recursos permitem que esses mísseis penetrem na maioria das defesas de mísseis e comprimam ainda mais as linhas de tempo para uma resposta de uma nação sob ataque.

Mísseis hipersônicos estão sendo desenvolvidos pelos Estados Unidos, Rússia e China. Sua proliferação além desses três poderia resultar em outros poderes estabelecendo suas forças estratégicas nos estados de prontidão. E tal proliferação poderia permitir que outros poderes ameaçassem com mais credibilidade as grandes potências.

A difusão da tecnologia hipersônica está em andamento na Europa, Japão, Austrália e Índia – com outras nações começando a explorar essa tecnologia. A proliferação poderia cruzar fronteiras múltiplas se a tecnologia hipersônica fosse oferecida nos mercados mundiais.

Há provavelmente menos de uma década disponível para impedir substancialmente a potencial proliferação de mísseis hipersônicos e tecnologias associadas. Para este fim, o relatório recomenda que (1) os Estados Unidos, Rússia e China concordem em não exportar sistemas completos de mísseis hipersônicos ou seus principais componentes e (2) a comunidade internacional deve estabelecer controles sobre uma gama mais ampla de mísseis hipersônicos. hardware e tecnologia.

Para ler o relatório do RAND, clique aqui.

FONTE: Rand Corporation

LEIA TAMBÉM:

- Advertisement -

54 Comments

Subscribe
Notify of
guest
54 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Thiago

Por favor… Ninguém deixa de desenvolver essa tecnologia seja por tratado ou nao. Já está aí há mais tempo do q divulgado. 15, 20 anos oq se é divulgado e oq ja esta operacional.

Marcelo Bardo

Bem lembrado, Galante.

Joli Le Chat

14-X foi a grande estrela do Polo Aeroespacial de Tupaciguara. Além do 14-X, era para ter saído a aeronave revolucionária Tupã AX-2. E o Veículo para Turismo Espacial Sub-Orbital? Todos são cria de uma empresa chamada Axis Aeroespacial. O 14-X vinha com o know-how do IEaV. No final, tudo o que saiu dessas iniciativas foi uma investigação do MPF.

Infelizmente nada disso era real. Ou era tão real quanto a fábrica da Fokker em Goiás. Ou a fábrica da Antonov em Ilhéus.

Caro Galante, sugiro uma reportagem sobre esses acontecimentos curiosos na aviação brasileira.

Mateus

@Galante

Sabe dizer como anda o projeto? Foi cancelado? Em estudos? Congelado?

Vinicius dc

Não falta dinheiro amigão. Falta administração.
O problema das forças armadas brasileira é a quantidade do efetivo. Estamos vivendo nos tempos d primeira guerra . Os outros países que são bem administrados sabem q não precisam d efetivos grandes e sim d tecnologia. A prova estar aí
A FAB com caça obsoletos mal tem dinheiro para treinar os pilotos com hora d voos adequadamente por falta d dinheiro para comprar combustível. Temos o ITa , mas por falta d administração estamos parado n tempo.

Hélio

Pura besteira. Primeiro, falta dinheiro sim, o orçamento militar brasileiro é praticamente nulo ~ah! Mas é 1,5% do pib~ MENTIRA, isso é uma pedalada para esconder o rombo da previdencia, o dinheiro da aposentadoria tem que sair de um Fundo militar de aposentadoria, como é em todo país do mundo, aqui ele sai do orçamento da defesa ~aí, mas um jornalista do pt disse que os militares São responsáveis pelo rombo da previdência~ mentira, nem um centavo sai das contas do INSS para os militares. Segundo, precisa de quantidade sim, exército pequenos não são concebidos para proteger países, mas sim… Read more »

Augusto L

Só sera uma ameaca do nivel que o relatorio fala quando um missil desse tiver a capacidade de alcancar velocidades iguais ou superiores à de um Missil balistico de medio alcance ou de um intercontinental.

Segatto

O problema desses mísseis hipersônicos é que não se baseiam só na velocidade e alcance como os mísseis balísticos que temos hoje em dia, mas pelo fato de não seguirem trajetórias balísticas deixando a detecção deles pela última hora(no caso, literalmente alguns minutos ou horas) diferente dos mísseis balísticos onde é possível detectar o lançamento pela trajetória que possuem por redes de satélites assim como a ogiva em curso que está acima e ao alcance de radares. Os mísseis de cruzeiro podem usar a curvatura da terra para se esconderem até que seja perto demais. Além da suposta maior manobrabilidade… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves

Já querem enviar um tratado por guela abaixo de países em desenvolvimento,Vamos ver se o Brasil não entre nesta.Está o EUA,querendo proibir para outros países é está conclamando china é Russia,mas é meio tarde a \India já tem projeto em andamento,Brasil já tem um projeto(difícil sair mas tem)Países da Europa como França e Alemanha vão desenvolver os deles,etc etc.

Augusto L

Ronaldo, o misseis hipersonicos seram os novos ICBMs MRBM que são tecnologias restristas, ou as potencias tentam diminuir sua proliferação. Os EUA mesmo, pressionaram o Brasil no Vl-1 por ele ter uso dual e tbm a Argentina com os Condor.

Bosco

Ronaldo,
A RAND não é um órgão oficial dos EUA, portanto, não é os EUA que está tentando nada.

Manock

Que isso Bosco, como se o poder de Estado se materializasse apenas por “orgãos oficiais”. É claro que interessa àqueles que detém algum “divisor de águas” impor aos demais que não o tenham.

Por aqui, quintal estadunidense, impera a vontade deles.

Manock

Complementando a última frase:
Seja por intermédio da ação direta, via órgão oficiais, seja pela mobilização de terceiros.

Bosco

Enquanto insistirmos em comer sopa de minhoca com sobremesa de suflê de chuchu e esperarmos sempre tratamento especial “dusamericanumalvadu” por conta da gente ser “gente boa”, “parça”, seremos sim quintal deles. O dia que não for deles seremos quintal da potência de plantão. Com o dinheiro que é sugado do Brasil na corrupção poderíamos desenvolver bomba atômica, míssil balístico, arma hipersônica, fusão nuclear, pagar nossos compromissos com o telescópio e com a ISS, e ainda sobraria troco. Pra roubar nossas “toridades” e grande parte de nossos agentes públicos são criativos e não precisam se transferência de tecnologia criminosa não. Pra… Read more »

Manock

Calma meu caro, só estou dizendo que órgãos oficiais não são o único meio/recurso de limitar, influenciar, seja lá o que for, o processo decisórios de outros Estados, como você afirmou. Simples assim! O fato do Estado brasileiro não ter desenvolvido a tecnologia da raquete de matar pernilongo significa: 1 – que ele não julgou necessário, por isso não mobilizou recursos para tal; 2 – que ele não foi capaz de mobilizar recursos para tal. 2.1 – seja por incapacidade estrutural; 2.2 – seja por ações de forças externas ao controle do Estado. (ou alguma combinação das duas) Não é… Read more »

Leo Rezende

Eu acho que no Br o que realmente falta,é paredão p/ político corrupto.
Aí,como vc disse,vai sobrar dinheiro p/ fazer qualquer coisa.

Gil

Quando cheque a hora, a centro esquerda que nos governa faz 3 décadas, vai assinar esse tratado tambem, onde o Brasil vai ficar proibido de desenvolver ou em todo caso, se desenvolve de exportar lo, e logo eles diram que quem entrega é a direita kkk

Bravox

Alguem acreditda na propaganda russa ?

Defensor da Liberdade

Ah claro, os ICBMS, satélites e foguetes espaciais russos são todos propagandas de papelão e chroma key. Parece até terraplanista.

Bosco

Esse tipo de tecnologia sensível não tem que ser transferida mesmo. Cada um que se vire para tê-la.
A do Brasil a respeito do 14-X foi cedida pelos americanos e não virou nada. Vieram juntos o túnel hipersônico e o projeto “lightcraft”.
Muito boa a recomendação do RAND. Quem quer moleza que vá comer sopa de minhoca.

PC de Bordo

Vão enfiar isso goela abaixo do Brasil e iremos, claro aceitar. Rússia, China, Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Israel, os de sempre, claro, os terão aos milhares. Tipo o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares… Espero que o 14-X saia do papel um dia.

Bosco

Podemos então desenvolver a tecnologia hipersônica até o ponto de termos condições de desenvolver mísseis de cruzeiro hipersônico, aeronaves civis hipersônicas, veículos orbitais reutilizáveis, veículos de deslizamento hipersônico, bombardeiros hipersônicos, etc. e aí vamos vender baratinho ou ceder generosamente a tecnologia por nós duramente conquistada para a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.

Bosco

O Brasil é um país soberano e pode se retirar a hora que bem entender de qualquer tratado que tenha aderido. Basta o presidente querer e ser aprovado pelo CN. E também podemos desenvolver clandestinamente nossas armas nucleares, nossos mísseis ICBM, nossas armas biológicas (sugiro o botulismo e o antraz) e nossas armas químicas ( o VX é ótimo, dizem que o afetado morre com dores terríveis durante uns 10 minutos). O Brasil é enorme e se nossos governantes conseguem desviar anualmente 200 bilhões do erário nas barbas da rigorosa Receita Federal, do Ministério Público e do TCU, vai ser… Read more »

Bosco

Em tempo: 200 bi é no âmbito da União.

Rafa_positron

“O Brasil é um país soberano e pode se retirar a hora que bem entender de qualquer tratado que tenha aderido.”

kkkkkkkkkk
Bosquim, Bosquim
Tu é uma graça

Mateus Lobo

Uma das causas de todo esse desvio é concentração de poder e atribuições no estado e visão de que empresário é malvado (observe quem geralmente é o vilão nas novelas), o Brasil falta ter livre concorrência, um novo sistema tributário, e um pacto federativo que dê mais autonomia a estados e municípios. Observe os EUA, tem empresa de tudo quanto é jeito e tamanho nos mais diversos setores, mas vou me ater a defesa que nos interessa mais. Quantas empresas fabricam: Armas de fogo? Munições? Projéteis? Pólvora? Cano de arma? Lunetas e miras? Acessórias dos mais diversos como bipé e… Read more »

Mateus Lobo

*mesmo que não seja de forma biológica

Fernandes

Bosco irônico, porém tudo o disse pode ser factível. O que nao podemos é aceitar os tratados impostos pelos donos do mundo, sempre depois que estes tem o domínio da tecnologia e já estão armados até os dentes, como se dizia antigamente.
Também não se pode aceitar ter que negociar a não assinatura ou o distrato de qualquer tratado ao bel-prazer do CN. Os motivos são obvios…

Tadeu Mendes

Por favor liberal meu comentário.

marcelo mariano

Alguém aqui no PA pode informar como resolveram o problema do aquecimento por atrito desses hipersônicos? Me lembro que na época foi uma das dores de cabeça no programa do SR-71.
Obrigado.

Mateus Lobo

Não pesquisei a fundo, mas devem estar utilizando coberturas cerâmicas na superfície, visto que tem alta resistência a abrasão e calor e baixo coeficiente de dilatação térmica.

sergio ribamar ferreira

Bosco 23 de março at 21:39. Ultimo parágrafo perfeito na colocação. Daí concluímos que dinheiro não é problema e sim falta de vergonha na cara de nossos políticos. E continuamos pagando e declarando imposto de renda e pagando outros tributos para manter samba, suor e safadeza a sustentar quem não quer vencer ou produzir algo. País atrasado. precariedade total pois nós pagamos para sustentar esta dita república carcomida pela corrupção e populismo onde analfas e espertalhões são os que detém o poder. Prometi não entrar no assunto. problemas de doença. Abraços.

Mauricio R.

Um míssil hipersônico desenvolvido a partir das pesquisas do X-14, é mais útil que o “mansup”.

Augusto L

O problema é que o Brasil não tem condições de desenvolver um projeto desses sozinho, assim como um projeto de ICBM. Temos 2 opções: 1-Desenvolver algumas partes do projeto, com ajuda tecnica estrangeira o que os governos detentores negariam e as outras partes seria tentar comprar tecnologia de fora, o que seria desaprovado pelos governos desses paises tbm. 2- Partir para espionagem e engenharia reversa, o que geraria pesadas sanções econômicas e isolacionismo politico dos paises detentores. Sendo, assim para não virarmos estados párias, é melhor não desenvolvermos essas tecnologias para aerea MILITAR, assim como não desenvolvemos bombas nucleares e… Read more »

Manuel Souza

Eu não acho que devemos ter ICBM. Mas deveríamos ter um programa espacial decente. Tínhamos o VLS e todos sabem o que sucederam. A verba do programa espacial deveria ser aumentada continuamente ano a ano e deveria ser política de Estado. O Brasil tb deveria ter um programa de turbinas para aviação comercial e para a área militar e de turbinas com tecnologia scramjet. Estamos desenvolvendo turbinas mas a passos de tartaruga. Se a China, que é a China está tendo problemas para fabricar uma turbina genuína tão boa quanto as russas, imaginem o nível do nosso atraso. E pra… Read more »

Augusto L

Manuel, concordo sobre o VLS mas pra uso civil, sobre as turbinas, ja temos a Celma GE no Rio, que apesar de não produzir/projetar, pode fazer consertos e revisões. Eu particulamente acho que investir numa turbina nacional furado e perda de tempo e dinheiro, o que podemos é tentar produzir é alguns componentes das turbinas em operação hj e exporta-las a os paises que montam e produzir sobe licensa alguma turbina para fomento de mercado, podendo por contrato criar versões melhoradas das turbinas licenciadas e vender os projetos, mais o menos o que a SAAB faz com as turbinas da… Read more »

Mauricio R.

Em termos de tecnologia, do lançador de satélite para o ICBM, não há quase diferença.
Somente a dimensão política.

Mauricio R.

W87 é uma ogiva termonuclear, uma bomba “H”, não um míssil.

Vinicius dc

Tem condição sim amigão, passa n página do site UOL e veja o q está acontecendo com o submarino Nuclear.

Observador

Espero que o nosso país não entre neste “tratado” para não proliferação de mísseis hipersônicos, bem como o próximo governo saia do tratado de não proliferação de armas nucleares, além de acabar com este estatuto do desarmamento.
Quando todos, digo, TODOS, os países e pessoas estiverem desarmadas (utopia), daí sim o Brasil e seu povo se desarmem também.
Sds

Defensor da Liberdade

Bomba nuclear para quê? Para tomar mil e uma sanções na cara e ver o número de desempregados triplicar? É cada gênio que meu Deus!

Bardini

Como o Waverider e Brahmos 2 são parecidos…

Bosco

Bardini,
Ninguém sabe ainda como será o Brahmos 2. Esse desenho aí é só sugestivo. Também aquela maquete não representa a realidade.
Não há como ter um míssil com guia terminal por radar ativo com aquele formato de bico chato, que parece favorecer o conceito scramjet.

Manock

Caros editores, um comentário meu se perdeu pelas catacumbas.
Grato.

Jeff

Bosco, eu discordo de você na questão de armas biológicas. Prefiro o Ebola

Bosco

Se nos ocupássemos em desenvolver incontáveis produtos decorrentes de tecnologias dos quais não abdicamos, via algum tratado internacional, não teríamos tempo nem pra pensar nas tecnologias que somos impelidos a não desenvolver por força de tratados por ventura assinados.

Jeff

Isso aí Bosco, falta vontade nesse povo aqui. Quem quer, faz.

Bosco

Alguém duvida que a “antigravidade” esteja sendo pesquisada no mundo? Mesmo sendo improvável e não parecendo viável pela física “clássica” não há dúvidas que ela está sendo pesquisada. E pelo que me consta o Brasil não assinou nenhum acordo que o proíbe de pesquisar a antigravidade. Por que em vez de ficarmos nos lamentando pela possibilidade futura de aderirmos a um hipotético acordo (inexistente) que limite nosso acesso às armas hipersônicas (que sequer sabemos se iremos precisar ou querer) não investimos em antigravidade? Aí sim daríamos um salto tecnológico que nos colocaria na crista da onda tecnológica. Já pensou??!! Acesso… Read more »

Defensor da Liberdade

Nossa senhora se o Brasil depender desse tal “nióbio e grafeno”, igual o Petróleo na década de 50 e a monazita na década de 70, estaremos lascados.

Bosco
Bispo

Tem gente “espumando” porque o X14 não obteve verba. Pergunto, alguém dúvida que qualquer avanço tecnológico cairia no colo dos EUA. No frigir dos ovos, como está atualmente nossas forças armadas(se sujeitando a joguete político no RJ) arma hipersônica é história da carochinha.

jose luiz esposito

Aqui no Brasil , existe um Paladino do Entreguismo e Subserviência chamado Rubens Bueno do Paraná , várias vezes se Declarou Pacifista e queria que assinássemos o Tratado contra a Fabricação , Exportação e Estoque das chamadas Bombas Cluster , certamente , estará fazendo o mesmo para assinemos este Tratado para Otários , como FHC , assinava tudo e de tudo contra os Interesses Nacionais !!

Reportagens especiais

Um pouco sobre Seção Reta Radar (RCS) e tecnologia ‘stealth’

O termo "stealth" é conhecido desde 1980 nos círculos de Defesa, mas tornou-se popular na década de 1990, com...
- Advertisement -
- Advertisement -