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USAF planeja desativar bombardeiros B-1 e B-2, mas B-52 continuará

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Bombardeiros B-52 e B-2

A Força Aérea dos EUA (USAF) anunciou que pretende aposentar os bombardeiros B-1 Lancer e B-2 Spirit no início da década de 2030, com a entrada em serviço do sucessor B-21 Raider.

De acordo com a Air Force Magazine, a USAF prevê a retenção de todas as bases de bombardeiros existentes, trocando as aeronaves B-1 e B-2 à medida que os B-21 ficarem disponíveis.

Além disso, a Força Aérea planeja atualizar sua atual frota de B-52, atualizando o bombardeiro e financiando o desenvolvimento de motores de substituição.

A Força Aérea delineou planos para sua frota de bombardeiros em sua Solicitação de Orçamento ao Presidente, do Ano Fiscal de 2019.

A secretária da Força Aérea Heather A. Wilson disse em uma declaração que “se a estrutura da força que propusemos for apoiada pelo Congresso, as bases aéreas que têm bombardeiros agora continuarão a ter bombardeiros no futuro”

O B-21, que a Força Aérea planeja começar a operar em meados da década de 2020, acabará por se tornar a espinha dorsal da frota de bombardeiros estratégicos dos EUA e servirá de “dissuasão visível e flexível para adversários e garantia a parceiros e aliados dos EUA”, de acordo com a USAF.

Uma vez que as aeronaves B-21 suficientes estejam operacionais, os B-1 e os B-2 serão gradualmente aposentados. Os prazos de entrega e aposentadoria dependem dos programas de produção e entrega do B-21.

As modificações nos B-1 e B-2 manterão essas aeronaves relevantes até que os B-21 estejam operacionais. Mesmo com o cronograma acelerado anunciado, a transição do B-1 para o B-21 será gradual.

A Força Aérea está buscando uma frota de bombardeiros de cerca de 175 aeronaves, retirando os B-1 e os B-2 mais jovens do que o planejado enquanto estende a vida do B-52 para 90 anos de serviço.

A decisão de manter os B-52 baseia-se em vários fatores, incluindo métricas de manutenção e sustentabilidade, como disponibilidade de aeronaves, capacidade de missão, suprimentos, horas de manutenção por hora de voo e perspectivas de custo total, de acordo com a Força Aérea.

72 COMMENTS

  1. Uau, 90 anos de serviços… E a galera implica com Tiger… Mas o que vale eh a máxima dos caminhoneiros… “Caminhão não tem ano, tem dono”.

  2. Olha, literalmente o B-52 ‘se pagou’. Já não sei se posso afirmar o mesmo ao B-2, apesar de toda a tecnologia desenvolvida por ele…
    .
    Sds.

  3. B-21 fará o mesmo papel do B-2 por menos. Não faz sentido manter ambos. B-52 será o bombardeiro de baixo custo para conflitos de baixa e média intensidade.

  4. Guismo,
    O B-2 será substituído quando da chegada do B-21. Até aí nada de mais já que o B-21 está sendo pensada para substituir os bombardeiros americanos. O inusitado é o B-52 permanecer e provavelmente só como vetor do míssil LRSO, que irá substituir o AGM-86B.

  5. Esse B-2, faz lembrar aquele destroyer DDG-1000, que deverá criar um novo parâmetro tecnológico, mas caro ao absurdo, enquanto que um projeto mais antigo se torna mais eficiente devido ser “mais barato” de operar que é o Arleigh Burke, é só uma comparação tosca, visto que o Burke é muito mais recente que Tutancâmon B-52, que ainda vai continuar assombrando e muito por aí, diga-se de passagem como dizia o neto.
    Mesmo a China se mexendo muito, ainda tá muito longe de querer se equiparar aos norte-americanos.A China busca desenvolver seu primeiro bombardeiro furtivo, enquanto os americanos já desativaram F-117 e agora planejam desativar o B-2, e como dizia o Kiko:que coisa não!
    Coisa que a grande maioria dos países nunca se quer sonhou possuir, os caras desativam, não porque não podem operar por ser caro demais, mais porque já vem coisa mais avançado para o substituir, queria que os caras de Brasília tivessem um pouco dessa mentalidade patriótica que esses admiráveis americanos tem, sonho meu, sonho meu…

  6. Prezado Galante
    Curiosidades sobre as aeronaves que citou:
    B-52 (Boeing)
    F-5 (Northrop hoje Northrop Grumann que fabricou o B-2)
    A-4 (McDonnell Douglas, hoje Boeing)
    S-2 Tracker (Grumann, hoje Northrop Grumann)
    Desse quarteto, o dueto Boeing-Northrop Grumann continuou dando o tom nos EUA. O tempo realmente é o senhor da razão.
    Abraços

  7. E lembremos que a China também possui o seu B-52: o Xian H-6, que está operacional desde 1968 e não dá pinta de que vai ser aposentado tão cedo, com sua variante mais recente lançada em 2015.

  8. Fico imaginando se o B-21 realmente vai estar pronto até 2030, vendo o programa JSF, fica difícil acreditar que não vai existir uma lacuna de tempo sem bombardeiros disponíveis, claro, se não decidirem prolongar a vida útil dos atuais.

  9. Deve ser maravilhoso três gerações terem voado o B-52. 🙂

    O que digo a seguir são palavras de um leigo apaixonado pelo tema, e considerado devaneio por quem realmente entende do assunto. Mas sonhar não custa caro. E só mobilizando os leigos é que se consegue força política para o Brasil que realmente queremos.

    Pois bem, vendo o orçamento militar norte-americano, o que eles investem em P&D nem é tão absurdo assim de conseguir investir. Cerca de 70 bilhões. Um país do porte do Brasil pode investir 4% ou 5% do PIB em Defesa, separando a maior parte para P&D e já tem o mesmo valor. Esse percentual para o Brasil representa de 80 bi a 100 bi por ano.

    A diferença é aquela que o secretário de Defesa norte-americano disse dos ingleses: ou tem poderio nuclear ou tem forças armadas operacionais sem nuclear. No caso em questão: ou tem P&D no nível dos americanos ou tem forças armadas grandes e robustas.

    Particularmente prefiro investir pesado em pesquisa e desenvolvimento e possuir forças armadas pequenas e profissionais como se vê nos países nórdicos, com investimento em média de 6 bi por ano. Some-se a isso uma indústria de defesa com a cadência mínima necessária, ou seja, um orçamento de compras entre 5 e 10 bi anuais. Se quiser ainda pode manter uma capacidade nuclear mínima como a inglesa ou francesa por cerca de 6 bi também, conforme vi nos orçamentos de ambos os países. O total ficaria entre 80 e 100 bilhões.

    Isso significa que ter um país grande, poderoso militarmente, industrialmente e cientificamente não é tão difícil e absurdo como parece a primeira vista. Basta querer e priorizar.

    6 bi – Defesa similar a norueguesa, dinamarquesa, sueca ou 14 bi, defesa similar a espanhola
    5 ou 10 bi – compras
    70 bi – pesquisa e desenvolvimento
    6 bi – opcional tríade nuclear a 10% da americana ou poder nuclear similar ao francês ou inglês

  10. Quero dizer, manter a dianteira tecnológica militar é possível, investindo 5% do PIB atual em Defesa, ou 2% em Defesa e 3% no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, direcionando os valores para tecnologias de dupla utilização, a fim de tornar mais digestível para os críticos.

    Desde que se mantenham as forças bem pequenas, e se garanta o orçamento sem cortes, incluindo compras anuais para manter uma cadência mínima e cadeia de suprimentos necessária para manter a indústria militar funcionando.

    Se necessário, criar uma Polícia de Fronteiras, Guarda Costeira, etc. ou fortalecer a Polícia Federal a fim de desafogar as FFAA.

    Claro que o orçamento de P&D americano foi bem maior na Guerra Fria, entretanto, com o mesmo orçamento deles na área hoje em dia, acho possível avançar e bastante em projetos como o DDG-1000, Gerald Ford e B-2, já que cada um deles custou cerca de 40 bilhões para ser desenvolvido.

    40 bi por projeto, em média. Assim como os novos subs Columbia.

    Não entendo o motivo dos europeus não conseguirem emplacar projetos similares. Só posso pensar que França, RU e Alemanha gastam mais em FFAA que em P&D e precisam priorizar seus investimentos. Coisa que o Brasil não precisa, pois não tem inimigos, nem a Rússia do lado, nem faz parte da OTAN. Poderia, portanto, investir em P&D como americanos e em Defesa como nórdicos (6 bi) ou Espanha (14 bi). Teria FFAA profissionais, muito bem equipadas e estaria na vanguarda tecnológica, atrás apenas dos americanos.

    🙂

  11. Olá.
    O B-52 é a “havaianas” dos bombardeiros: chegou ao seu formato “definitivo”.
    Projetado numa época em que as aeronaves eram o principal meio de dissuasão estratégica (e nuclear), o velho “BUFF” tem um desempenho que o permite ser útil mesmo mais de 60 anos da sua entrada em serviço. Se for levado “ao pé da letra”, tanto o B-1 quanto o B-2 e mesmo o futuro B-21 são verdadeiras “excrescências”, pois bombardeiros estratégicos não tem mais lugar nos arsenais das principais forças aéreas há muito tempo. E por que manter “o pai de todos os dinossauros aéreos” em operação, principalmente tendo em mente que o mesmo foi projetado como bombardeiro estratégico (a bem da verdade, o B-52 era para ser um “bombardeiro tampão”, até a chegada de modelos como o XB-70)? A resposta está na versatilidade do modelo.
    Não me lembro de outro avião que transporte hoje armamentos que não haviam sido sequer concebidos na época de sua entrada em serviço (possível exceção: C-130). Sua capacidade de “voar longe”, carregando de tudo um pouco dentro do arsenal bélico americano é quase exclusiva. Aliás, muito dos armamentos projetados pelos EUA tem o B-52 como parâmetro.
    É um aparelho que está perfeitamente bem inserido na estratégia militar americana, o que garante a sua longevidade. Não é (de longe) o modelo que proporciona mais conforto a sua tripulação. Mas é um dos que mais “volta para casa”. Há seis décadas.
    SDS.

  12. Bosco,
    Eu entendo que o “agora” para substituir os B-1/2 são mais 10/15 anos ou talvez mais. Entendo tbm a necessidade norte-americana de se manter na vanguarda tecnológica bélica. Meu ponto é que não entendo pq não concentrar melhorias e manter o B2 como espinha dorsal.

    Atualmente ele é usado até em bombardeios táticos. Creio ser alguma deficiência de projeto, como baixa capacidade de carga ou desempenho aquém do esperado……nao sei.

    Meu ponto é: o B-2 é ainda um assombro de tecnologia, caríssimo e ainda o bomber a ser batido. Precisa fazer outro, mais caro, mais tudo?

  13. Quanto ao B-52, continuará voando pois é um excelente projeto, sem grandes artifícios tecnológicos e faz sua função. Imaginem se tivessem projetado o Buff pra decolar vertical, ser stealth, etc etc? Menos é mais….

  14. Se aumentarem a despesa com P&D, logo teremos mais militares, em breve mais pensões, assim o ganho em P&D hoje, se torna pensões amanhã.
    Não digo que seja injusto, mas não é sustentável no longo prazo, logo estaremos debatendo que deveria ser 10% do PIB e depois 15%, é exponencial.
    Sei como é viver viajando e trocando de estado a cada 2, 3 anos, fica difícil para a família estabelecer raízes. Este sistema precisa ser alterado.
    Como sempre, puxamos a brasa para a nossa sardinha. Pensa no vespeiro alterar alguma coisa?

  15. Olha… qdo a discussao e sadia…. e outro nivel!
    .
    Me divirto horrores com os comentarios sarcasticos da galera… kkk Tadinho! Deixa o dinossauro voar!
    .
    Avo Pai e filho terem pilotado ele “nao e nada”, “sacanagem” eh uma geracao ter sido piloto e a seguinte Co…. Isso…. se uma geracao nao deu instrucao a seguinte… kkk
    .
    90 anos….. Vida longa aos Tiger!!!!! kkkkkkkkkk

  16. O B-52 já é bastante obsoleto e só voa por causa da alta disponibilidade e do custo mais aceitável de manutenção, apesar de usar oito motores.
    Hoje em dia, a fortaleza voadora se contenta em jogar bombas burras nas cabanas dos terroristas. Já não consegue mais ser utilizado em TO de alta intensidade, sendo alvo fácil para os mísseis BVR ou terra-ar.
    Como os EUA não tem pretensão de entrar numa guerra contra a Rússia ou a China, faz todo o sentido deixar o velho Boeing na ativa.
    O B-1 e o B-2, apesar de pouco utilizados, possuem uma força de dissuasão muito grande, o que é ignorado pelo grande público. São caros, porém eficientes e letais. Não é a toa que Moscou anda revitalizando o Tu-160.

    Sds

  17. Na minha opinião os B2 foi o maior erro da USAF ,Caro de comprar e uma fortuna para operar ,segundo eles metade dos 20 B2 não tinha condição de voar no final do ano passado….mas pelo jeito estão corrigindo o erro co o B21, ou seja tirando dois e colocando um modelo apenas em serviço..

  18. Paulo Jorge 13 de Fevereiro de 2018 at 8:55, as atualizações que vêm ocorrendo nos B-52 proporcionam um incremento de 66% de capacidade de carga nas suas baias através de lançadores rotativos com interface digital, que possibilitam que a aeronave lance misseis de cruzeiro e bombas guiadas JASSM-ER e JDAM e algumas alterações aerodinâmica que resultam em uma economia de 15% no consumo de combustível. Cientistas estão trabalhando numa arma defensiva laser para incinerar misseis de ataque ar-ar ou terra-ar.

  19. Decisão baseada 100% em custo. Operar os B-1 e B-2 se tornarão inviáveis já nos próximos 2 anos. Rússia dá uma aula de relação custo benefício, os bombardeios Tu-95 e Tu-160 operam desde 1952 e 1981 respectivamente. Fazer loucuras para criar soluções para os mais de 10 fronts atuais (Afeganistão, Síria, Coréia do Sul, Colombia, norte da África, Ucrânia, Polônia, Yemen, Japão e Israel ) que Unidos se enrolam é oneroso demais.

  20. Bom dia a todos.
    B-1 e B-2 serão desativados pelo Papai-Noel, pelo Saci-Pererê montados na Mula-Sem-Cabeça e os EUA apenas utilizarão os B-52 para pulverizar as cabanas de terroristas.
    Sei…Gostaria que o Brasil tivesse uns 30 aviões “desativados” dos EUA e dinheiro para deixa-los disponíveis.
    As operações do B-52 são baratas e mantem a dissuasão. Não creio que seja um alvo tão fácil, principalmente se for protegido pelos caças de 5ª e até 6ª gerações. Em um cenário nada impossível os mísseis nem seriam lançados. E tome um formidável poder de bombardeio dessa aeronave sessentona. Literalmente um bombardeio de B-52 é o inferno que vem do céu.

  21. Nao faz sentido no Brasil se falar em mais P&D para as forcas armadas enquanto nao se resolve o problema com as pensoes. O desequilibrio dos gastos é simplesmente absurdo e insustentavel. O problema por aqui é mais complexo e dificil de resolver.

  22. “Tico 12 de Fevereiro de 2018 at 21:28
    queria que os caras de Brasília tivessem um pouco dessa mentalidade patriótica que esses admiráveis americanos tem, sonho meu, sonho meu…”

    Tá de brincadeira. Você não sabe o que rola nos subterrâneos do governo americano. Lá só é o país das maravilhas porque eles tem muito $$$$. Quando se tem muito é fácil fazer, ter organização superior, etc… Nada é o que parece. Não é mentalidade patriótica não. Os Homens, sejam ricos ou pobres, ocidentais ou não, partilham da mesma natureza, e se comportam de acordo com as regras a que estão sujeitos. Políticos diferem apenas no endereço e no orçamento de que dispõem.

  23. A função de um bombardeiro é ganhar a guerra, levando o máximo de destruição o mais adentro possível do território inimigo.
    O B-52 leva tal máxima ao máximo.
    .
    Matheus
    O último bombardeiro da FAB foi o B-26.
    .
    O design do B-52 nasceu quase perfeito. Originalmente tinha os assentos de comando em “tandem”, um atrás do outro, como um caça biposto.
    O lendário Curtiss LeMay olhou, não gostou e mandou alterar para assentos lado a lado.

  24. Daqui a pouco outro projeto o pessoal vai atualizando outra máquina da Turma da Boing, o F-15. Que deve continuar sendo fabricado após o F-22 ter parado (por enquanto). Em 20 anos o F-35 vai para o ralo e o Eagle vai continuar mandando nos céus.

  25. B-52 é alvo fácil, os EUA só mantem ele hoje porque são equipados com mísseis de cruzeiro (inclusive nucleares) com alcance bem maior que qualquer bateria anti aérea.

  26. João Augusto 13 de Fevereiro de 2018 at 7:58
    B-21 Raider: preciso e rápido nas mãos de uma mãe furiosa.
    kkkkkkkk
    ……………………
    Os caras estão aposentando aquilo que NINGUÉM tem…é incrível!

  27. Johnnie

    Aqui existe mentalidade patriótica sim, mas também exists muito $$$$$$.

    E eu que pensava que que os B1-B e os B-2 fossem enterrar os B-52..

  28. Johnnie 13/02 – 13:09
    “Lá só é o país das maravilhas porque eles tem muito $$$” – Engraçado Johnnie, minha impressão é justamente o contrário da sua, penso que nosso problema não é dinheiro e sim mentalidade. Quando visitei os USA, passei em lugares cujas casas eram até bem simples, mas as encomendas dos “correios” eram deixadas nas portas; outra vez eu tirava fotos de um monumento e um garoto passou na frente, a professora dele o repreendeu e veio me pedir desculpas; a moça do shopping saiu atrás de mim para devolver centavos esquecidos na compra de um óculos; por fim, descobri com meu inglês sofrível que se você souber falar sorry e excuse-me estará apto a viajar por aquele país. Abraço!

  29. O bombardeiro B-1 até entendo se aposentar, mas o B-2 não é stealth? Como um projeto de bilhões agora simplesmente é descartado. Estranho demais tudo isso. O B-52 sofreu inúmeros revés ao longo das suas operações em teatros mais “quentes”. Não sei ao certo se ele cumprirá as mesmas missões do B-2. Descartar o B-2 é deixar de utilizar um equipamento único em relação ao arsenal Russo.

  30. Lúcio,
    O B-2 irá se aposentar quando for substituído pelo B-21. Não é agora!
    A função do B-52 na tríade nuclear é lançar mísseis cruise com 3000 km de alcance, já a função do B-2 é penetrar fundo em território inimigo caçando os lançadores móveis de ICBMs com bombas B-61, sem falar na sua função “convencional”.
    A partir que o B-21 assumir essas funções, não haverá espaço para o B-2, que é caro de operar.
    Já em relação ao B-1B que só tem função convencional em teatros de média ou baixa intensidade ou no “segundo dia de guerra” , será retirado e sua função será exercida também pelo B-21.

  31. “O B-2 irá se aposentar quando for substituído pelo B-21. Não é agora!”

    Exato, Bosco. É coisa para começar a acontecer, no caso do B-2, daqui a uns dez anos pelo menos, e terminar daqui a uns 15. Evidentemente, comparado ao tempo de serviço do B-52, (cujos exemplares maia “novos” deixaram a linha de montagem no início dos anos 60) a vida útil do B-2 será “pequena”, de trinta e poucos anos em média, mas ainda assim não será curta.

  32. Amigo Bosco!
    Uso de Lacrosse (ou qq que seja SAR) para “procurar agulha no palheiro russo” é uma furada para receber mais grana e somente. Ja que a resolução destas poucas unidades (2-3) é insuficiente para identificação deste tipo de alvo numa graaaande área mesmo sem contramedidas. Ja com as benditas fica praticamente impossível (EW , alvos moveis e etc).Lembrando que qq “caçador” vai ter que circular numa distancia de 1000km da fronteira dentro da atuação de sistema AA da região de Moscovo(!) para tentar (!) achar algum lançador movel(!) cujos pontos de lançamento estão nas proximidades das cidades Tejkovo (56°51′17″N 40°32′28″E) e Tatischevo-5 (51°40’00.0″N 45°34’60.0″E) ou no meio da Sibéria..
    E para Irã e CN é muita coisa de investimento.Pode ser feito muito mais barato e eficiente.
    Por tanto fica duas opções : ataque dos sistemas AAA e … bombardeio das cidades ou “alvos específicos” como bases militares.Vejo assim.
    Um grande abraço!

  33. E pensar que o quando o B-52 entrou em serviço, os especialistas da época acreditavam que seria substituído nos anos 1960, não passando de 1970!

  34. Ricardo Da Silva 14 de Fevereiro de 2018 at 11:40

    É divertido ver o que os “especialistas” falam! Chutando, temos o mesmo índice de acertos! kkkkkkkkk

    Espero estar vivo para ver o B-52 ultrapassar os 100 anos na ativa!

  35. O que manda é a relação custo benefício e é essa a grande razão para se manter o B-52. A versão voadora do “navio arsenal”, uma plataforma para uma grande quantidade de mísseis. Numa guerra contra um inimigo com boa defesa aérea os B-52 ainda poderiam atuar para sobrecarregar as defesas com ataques de saturação com mísseis de longo alcance. Lembrando o estrago provocado pela operação Linebacker II no Vietnã.

    Sem contar que enquanto rolarem conflitos em países devastados com pouca defesa aérea o B-52 vai continuar fazendo a festa. Tem certas coisas que só a elegância tecnológica resolve. O resto vai ser resolvido pela brutalidade e poder de fogo mesmo.

  36. Olá.
    Prezados, não vamos esquecer que a Guerra Fria acabou. Há quase trinta anos. O TO tipico da época não existe mais.
    Assim como os “inimigos” mudaram, mudaram também as missões.
    O B-2 foi projetado para um tipo de missão que, se ainda existir atualmente, terá diminuído substancialmente em relevância (por vários motivos, como a capacidade de resposta do “inimigo”). Por isto (e também pelos seus custos de operação), será aposentado antes do B-52.
    O B-52 jamais poderia cumprir, atualmente, a missão original a ele destinado; penetração em território inimigo, para ataques a pontos estratégicos de infraestrutura. Por isso, nem mais se cogita usá-lo neste tipo de ação. Aliás, a penetração profunda em território inimigo bem defendido para ataques estratégicos usando bombardeiros tripulados é uma missão obsoleta, que já deveria ter sido extinta.
    Por isso, o B-21 terá de ter mais versatilidade e um custo operacional menor que o B-2. Se não, o B-52 aposenta este também.
    SDS.

  37. Scud,
    Eu citei o que querem que ele faça mas não disse se vai funcionar.

    Vale salientar que essa função do B-2 seria ou num primeiro ataque preventivo por parte dos EUA onde os bombardeiros stealths estariam cronometrados com os Minutemans (atacando os silos) e com os B-52 (atacando alvos militares de alto valor, como por exemplo, bases aéreas e navais).
    *Vale salientar que EUA e Rússia se comprometeram a nunca atacar primeiro.
    Outra possibilidade seria no caso de um primeiro ataque russo com imediato contra-ataque americano e aí os B-2 sobreviventes estariam procurando ICBMs móveis sobreviventes ao contra-ataque e já num país “amaciado” pelo primeira onda de mísseis americanos.
    Se vai funcionar não faço a mínima ideia e espero que nunca saibamos.

  38. Kkkk..
    Mas Bosco! Muita gente faz da sua palavra uma referencia (sabe disso 🙂 ). Logo a maioria ja imaginou que assim que vai funcionar mesmo.
    Outra.
    Apos ataque nuclear em massa dificilmente alguém vai conseguir “rastrear” algo dentro de fogo , fumaça e interferência EM.Principalmente ICBM espalhados pelos milhares de quilômetros quadrados..Principalmente sabendo que não vai ter onde pousar na volta.
    Um grande abraço!

  39. Mateus,

    O Brasil tem bombardeiros, os A-1. E continuará tendo com o Gripen, dentro daquela lógica de multi-role, ou seja, várias funções.

    Mas por óbvio, não tem bombardeiros do tamanho de um B-1 ou B-52, basicamente porque estas, são aeronaves projetadas para um conflito global, no caso, a guerra fria, incluindo patrulhas de 24 horas no ar.

    O Brasil não tem uma URSS ou EUA para enfrentar com uma arma com esse alcance e essa capacidade.

  40. Scud,
    Num caso de aumento de tensão os bombardeiros americanos são deslocados para diversas bases e não há como todas serem atingidas por ogivas e não há como rastrear essa movimentação em tempo real. No retorno haveriam milhares de pistas que poderia ser aproveitadas. Os EUA têm milhares de pistas de pouso.
    Essa é a grande vantagem dos bombardeiros que podem ser mexidos como peças de um tabuleiro de acordo com o nível de tensão internacional, servindo ainda de “recado” para um hipotético inimigo.
    E as ogivas americanas de alta precisão são de baixo rendimento e não provocariam tanto fogo e radiação assim que um B-2 blindado contra radiação e EMP não possa atravessar.
    Você acha mesmo que os EUA ficam assistindo os russos instalarem mísseis em lançadores móveis e não pensaram em nenhuma forma de anular tais armas? Ora meu amigo, para cada peça movida de um lado há uma resposta do outro.
    Bases de submarinos SSBNs, bases aéreas e silos de mísseis são fixos, mas os lançadores móveis não têm como serem destruídos via míssil ICBM e nem via ALCM já que não há como saber onde estão em tempo real, daí os B-2 serem os que estão aptos a fazer isso.
    Apesar dos lançadores móveis de ICBMs serem móveis eles ficam confinados dentro de certos perímetros que os impede de serem pegos de surpresa por um ataque preventivo mas não impede que sejam descobertos em tempo real por satélites SAR e pelo próprio radar do B-2 que estará voando alto.
    Outra arma que sobrevive após um primeiro ataque são os SSBNs em patrulha e estas estariam a cargo dos SSNs (que hoje não contam mais com o míssil antisubmarino nuclear SUBROC).
    Um abraço.

  41. “Logo a maioria ja imaginou que assim que vai funcionar mesmo.”
    Não sei se é assim que vai funcionar mas sei que é assim que será tentado. Pra funcionar como um relógio suíço essa operação teria que ser combinada com os russos, e isso não irá acontecer, mas se metade dos lançadores do Topol/RS24 forem neutralizadas já terá valido a pena, mesmo porque seguramente os centros de C3 estarão destruídos e as chances de contra-ataque são reduzidas.

  42. O único argumento para aposentar o b-2 seria uma redução expressiva de custo operacional com o b-21. Fora isso, não imagino outra razão. O B-2 foi caríssimo, mas já tá pago. Continua sem rival externo tanto em função como em termos de contramedidas que pudessem se opor a ele. E é perfeitamente passível de modernizações. O B-2 tira o sono de russos, chineses, iranianos e norte-coreanos.

  43. “Tadeu Mendes 13 de Fevereiro de 2018 at 22:17
    Johnnie

    Aqui existe mentalidade patriótica sim, mas também exists muito $$$$$$.

    E eu que pensava que que os B1-B e os B-2 fossem enterrar os B-52..”

    É claro que existe. Ninguem é mais patriota que os americanos. Eu to falando dos políticos. aqueles que decidem onde vai o orçamento público. O patriotismo deles não deve ser muito diferente dos nossos políticos.

    Aqui também somos patriotas. Porém patriotas frustrados e cansado de sermos patriotas. Estamos com a pilha fraca por falta de carga patriótica. O patriotismo se alimenta de retornos patriotas que por sua vez aumenta o patriotismo. assim diria uma determinada senhora. kkkk

  44. WFonseca 14 de Fevereiro de 2018 at 0:04
    Johnnie 13/02 – 13:09
    “Lá só é o país das maravilhas porque eles tem muito $$$” – Engraçado Johnnie, minha impressão é justamente o contrário da sua, penso que nosso problema não é dinheiro e sim mentalidade. ”

    me refiro aos políticos

  45. “WFonseca 14 de Fevereiro de 2018 at 0:04
    Quando visitei os USA, passei em lugares cujas casas eram até bem simples, mas as encomendas dos “correios” eram deixadas nas portas; outra vez eu tirava fotos de um monumento e um garoto passou na frente, a professora dele o repreendeu e veio me pedir desculpas; a moça do shopping saiu atrás de mim para devolver centavos esquecidos na compra de um óculos; por fim, descobri com meu inglês sofrível que se você souber falar sorry e excuse-me estará apto a viajar por aquele país. Abraço!”

    Estas palavras que você citou descrevem um povo bem educado. Nós aqui carecemos de boa educação. É mais fácil manter um povo educado quando se tem $$$. É claro que $$$ não é tudo mas também é necessária atitude, que por sua vez é fruto da boa educação. Uma dia chegamos lá.

  46. Bosco, eu só discordo da chance de contra ataque reduzida ser um ganho. Um dos efeitos da corrida armamentista foi o conceito de “sobremorte” a idéia que mesmo uma parte pequena dos mísseis que restassem seriam suficientes para garantir a retaliação arrasadora. E juntando com o sistema “mão morta” ela é garantida mesmo após a perda dos centros de comando. E assim temos a paz que reinou nas últimas décadas, garantida pela doutrina de destruição mútua assegurada.

    Mas concordo que é assim que será tentado.

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