Home Aviação de Ataque Míssil JASSM-ER é declarado operacional no F-15E Strike Eagle

Míssil JASSM-ER é declarado operacional no F-15E Strike Eagle

3177
38
JASSM-ER no F-15E

ORLANDO, Flórida — O Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM) – Extended Range (ER) da Lockheed Martin alcançou capacidade operacional total no F-15E Strike Eagle, operado pelas forças aéreas dos Estados Unidos e de nações aliadas.

Com a conclusão da integração e emprego do Programa de Voo Operacional da Suite 8 do JASSM-ER, o F-15E Strike Eagle torna-se a primeira plataforma compatível com a Interface de Armamento Universal (UAI) para empregar o JASSM-ER. As aeronaves compatíveis com a UAI possuem interfaces padronizadas para suportar a futura integração de armas.

“O emprego no F-15E Strike Eagle expande a flexibilidade da missão do JASSM-ER”, disse Jeffrey Foley, diretor de programas Long-Range Strike Systems na Lockheed Martin Missiles e Fire Control. “Com sua faixa de alcance de mais de 500 milhas náuticas e atualizações de lotes planejados atualmente em produção, o JASSM-ER oferece uma impressionante vantagem tática para os combatentes dos EUA e dos aliados”.

A linha de base JASSM foi o primeiro míssil a ser integrado a uma plataforma UAI. O US Air Force Seek Eagle Office liderou a integração do F-15E Strike Eagle ao JASSM-ER e JASSM.

Armado com uma ogiva penetrante de fragmentação, o JASSM-ER e JASSM podem ser usados ​​em todas as condições climáticas. Eles compartilham as mesmas capacidades poderosas e características de discrição, embora o JASSM-ER tenha mais de duas vezes e meia o alcance do JASSM para uma maior distância de engajamento. Estes mísseis de cruzeiro altamente precisos também empregam um buscador de infravermelhos e um GPS digital anti-bloqueio digital aprimorado para marcar pontos específicos em alvos.

Eficaz contra alvos de alto valor, bem fortificados, fixos e relocáveis, o JASSM-ER também está integrado no bombrdeiro B-1B e atualmente no processo de integração no F-16C/D e no compartimento interno e nas asas do B-52H. O JASSM está integrado nos B-1B, B-2, B-52, F-16 e F-15E da Força Aérea dos EUA. Internacionalmente, o JASSM é transportado nas aeronaves F/A-18A/B, F-18C/D e F-16 Block 52. Produzido na fábrica da empresa em Troy, Alabama, mais de 2.150 JASSMs foram entregues.

Sediada em Bethesda, Maryland, a Lockheed Martin é uma empresa global de segurança e aeroespacial que emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e está envolvida principalmente na pesquisa, design, desenvolvimento, fabricação, integração e manutenção de sistemas, produtos e serviços de tecnologia avançada.

FONTE: Lockheed Martin

Subscribe
Notify of
guest
38 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Jakson de Almeida
Jakson de Almeida
2 anos atrás

Uma “dupla dinâmica” de respeito para a FAB

Engenheira Gata
Engenheira Gata
2 anos atrás

Só de pensar que retrocedemos anos em tecnologia nacional de mísseis com o fim dos programas MAR e MAA-1B, me dói o coração. Quase 20 anos de trabalho por água abaixo. Como sempre vamos ter que buscar em Israel e França nossos armamentos. Como já disse aqui minha especialidade na engenharia aeronáutica é malha de controle de mísseis. Me sinto triste ao ver o progresso dos demais países nessa área e nós dando um passo atrás.

Engenheira Gata
Engenheira Gata
2 anos atrás

Vamos ter esperanças na Akaer para a nacionalização do Adarter e que a Siatt consiga verba e um contrato para assumir ao menos o MAR.

Engenheira Gata
Engenheira Gata
2 anos atrás

Lembro que por ano no CTA, tínhamos verba para fazer 4 lançamentos de desenvolvimento ao ano. De 4 tiros, 3 eram bons. Enquanto isso os americanos disparavam 60, e acertavam 70% disso. Tínhamos estatísticas de acertos iguais ou superiores quando comparamos com o AIM9 no início do seu seu desenvolvimento. Era um resultado muito bom para nós. Gente competente não faltou, faltou verba e interesse do governo 😔

Adler Medrado
2 anos atrás

Eu não sabia que o MAR e o MAA-1 tinham sido cancelados. 🙁

Engenheira Gata
Engenheira Gata
2 anos atrás

Com a “falência” da mectron, os projetos foram devolvidos à FAB e suspensos. Estão parados aguardando verba possivelmente por FINEP (pois a FAB não tem $$) e quem vai assumir os contratos : MAA-1B bem encaminhado com a Avibrás. E MAR incógnita. O problema que o mar era um míssil para ser usado no AMX, e a FAB já começa ensaiar a desativação do mesmo. Teria que começar um novo projeto atualizando componentes que já ficarão obsoletos e fazer Um novo protocolo de comunicação e lançamento com o Gripen. O MAA-1B seria empregado no A-29, F-5, e A-4 da marinha.… Read more »

Nonato
Nonato
2 anos atrás

Pois é, somos brasileiros e queremos as coisas boas para nosso país.
Queremos ter mísseis nacionais, tecnologias nacionais.
Chato é quando temos tecnologias e as empresas que a detem são vendidas, como é o caso da Embraer e de outras cujo nome não lembro agora.
Não vejo graça nenhuma na venda da Embraer.
Essa divisão vai esvaziar a Embraer defesa e nada garante que a Boeing não terá acesso a informações ou interferência sobre ela já que a Embraer deixará de existir como atualmente é.
Quem será o cérebro pensante?
Quem a bancará sem as verbas da aviação civil?

carcara_br
carcara_br
2 anos atrás

Vish… uma verdadeira tragédia…
Não importa por qual ângulo se olha somente problemas!
Engraçado que nós vendemos o MAR para o Paquistão (?), então basicamente, qualquer problema nos mísseis os paquistaneses que se virem. Acho que entregamos o míssil e boa parte da tecnologia nele contido, e nem podemos reclamar….

Rui chapéu
Rui chapéu
2 anos atrás

Ou seja, é muito melhor comprar pronto de fora pois ontem, hoje e no futuro próximo não haverá verba e nem aviões o suficiente para se comprar e desenvolver mísseis no Brasil.

Podem me odiar.

JT8D
JT8D
2 anos atrás

Rui, estendo seu racicínio, seria melhor não ter forças armadas, afinal proteger o que se aqui é a cada da mãe joana ?

JT8D
JT8D
2 anos atrás

* casa

angelo
2 anos atrás

O pior é que há verba mas é mal utilizada.
Quanto ao F15 acho que a USAF deveria encomendar pelo menos uns 150 novos pois ainda são muito úteis para ataque ao solo e defesa aérea contra ataques de saturação em alguns cenários pois tem muito alcance , muita velocidade final e algumas versões transportam até 16 mísseis ( conta de padaria 10 levariam 160 ) enquanto os de 5° geração carregando muito poucos mísseis e os bombardeiros tem elevado custo logístico “B1”.

angelo
2 anos atrás

Se eu tivesse poder lá encomendaria uma versão F15 2040D com o DAS do F35 mas a tecnologia do F18 GROWLER acho que ficaria show.

Rui chapéu
Rui chapéu
2 anos atrás

JT8D

Não. Não falei nada disso.

Falei que não deveríamos perder tempo e $$$ desenvolvendo algo que não tem demanda.
Não é porque temos capacidade intelectual de fazer que teremos capacidade de fazer disso um produto que tenha demanda.

Fernandes
Fernandes
2 anos atrás

Engenheira Gata 7 de Fevereiro de 2018 at 19:21 Só de pensar que retrocedemos anos em tecnologia nacional de mísseis com o fim dos programas MAR e MAA-1B, me dói o coração. Quase 20 anos de trabalho por água abaixo… Concordo plenamente. Temos pessoal qualificado e deveríamos procurar outros fornecedores e parcerias com outros países, fora do eixo USA – Israel – França – UK. Há paises que tem conseguido respeito e sucesso no desenvolvimento de armamento, como Africa do Sul, India, sem esquecermos da Suécia, Russia e China. Não podemos ficar na dependência daqueles que podem negar componentes e… Read more »

Flanker
Flanker
2 anos atrás

Todos querem que se desonvolva e se fabrique tudo aqui……motores aeronáuticos, radares embarcados, mísseis, etc…..Mas para qual demanda? Vejam o caso dos mísseis. Quantos mísseis Python 4 e Derby a FAB comprou? Algumas dezenas de cada um. Como gerar escala para um produto desenvolvido aqui, com quantidades tão pequenas como essas? Poderíamos vender para outros países? Teoricamente, sim. Mas na prárica é bem diferente. Já existem várias empresas (EUA, Israel, Russia, Europa) consolidadas e líderes de mercado, o que tornaria a concorrência muuuito difícil para o produto nacional. Para um produto desses ser viável, deveria ser mudada a política fiscal… Read more »

Hawk
Hawk
2 anos atrás

Rui chapéu 7 de Fevereiro de 2018 at 20:23
Isso é uma coisa que estou prevendo há tempos.
Tem muitas coisas que dá vontade de falar, mas deixa que o futuro irá desvenda-las por si.
Espero estar errado em muitas delas!

Engenheira Gata
Engenheira Gata
2 anos atrás

O Paquistão tem em seu arsenal uns 20 MAR que de série e pré-série, que “nunca” serão disparados em modo operacional, por falta de suporte. O Paquistão e Mectron tinham um valor depositado numa conta garantia em cerca de R$20 milhões de euro, justamente uma garantia para recisão contratual. Pois bem, esse dinheiro foi todo entregue ao Paquistão. Final das contas, eles levaram os 20 e poucos mísseis dos 100 que tinham encomendado, mais os 20 milhões, mais toda tecnologia que foi transferida a eles. Podem tentar fazer um por conta própria.

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
2 anos atrás

Já eu ouvi dizer que o problema com o A-Darter seria o êxodo de engenheiros e técnicos da África do Sul.
.
Este míssil JASSM -ER não conflita com o acordo MTCR para ser exportado ?

Rui Chapéu
Rui Chapéu
2 anos atrás

Só lembrando a todos que a maioria da população pode montar empresa no Brasil. Então se tem alguém aqui que quer mesmo uma fábrica de mísseis, pode ir dando entrada no CNPJ e verão como é facinho ! Afinal, vc vai ter que administrar toda a burocracia, funcionários, tentar pegar empréstimo com BNDES (dica: se vc não pagar propina ou não for político é um pouco mais difícil) e sair vendendo seu produto. Ai se vc for exportar ele, vai ter só mais um detalhes burocráticos que se resolvem em meses… tb é facinho. Alguém ai ??? Ou vão ficar… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
2 anos atrás

O Brasil tem que comprar porque desenvolver um míssil,gasta muito dinheiro, é muito tempo,e quando está pronto está deflasado. E mais fácil fazer parceria como com a africa do sul,que deu certo e abre um leque para que desenvolva outros misseis no futuro.Hoje vocês viram que até o EUA está a depender de único míssil antinavio ,vai ter que desenvolver rápido ou comprar.Claro que mesmo que desenvolvemos misseis para quem vender se nossas encomendas internas são apenas dezenas. É o mesmo caso do torpedo que o Brasil está a desenvolver,o projeto nasceu para poucas unidades,ai está certo.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Delfin, Os EUA ainda não manifestou interesse em exportar o JASSM-ER. – Ronaldo, Os EUA tem além do Harpoon alguns outros mísseis antinavios específicos, como por exemplo o Maverick F (supersônico, alcance de 25 km, ogiva de 130 kg, orientação IIR). Há também vários mísseis operacionais de dupla finalidade, contra alvos navais e terrestres, como por exemplo: HARM: supersônico, 150 km, ogiva de 65 kg, “radar passivo” AARGM: supersônico, 150 km, ogiva de 65 kg, orientação “radar passivo”/radar ativo SLAM-ER: subsônico, 300 km, 230 kg, orientação IIR SM-6: supersônico, 400 km, 125 kg, radar ativo SM-2: supersônico, 25 km, 125… Read more »

Bosco
Bosco
2 anos atrás

O novo míssil antinavio americano para 2019 será o LRASM:
LRASM: subsônico, 700 km (?), 450 kg, orientação IIR/RA/AR

E o Tomahawk Block IV receberá um upgrade para também se tornar efetivo contra alvos navais igualmente em 2019/20:
Tomahawk Block IV ASM: subsônico, 1800 km, 450 kg, orientação IIR/RA/AR.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

E tem os mísseis anti “lanchas”:
Hellfire II: supersônico, 10 km, 9 kg, LSA
Hellfire Longbow: supersônico, 10 km, 9 kg, RA
Griffin B: subsônico, 8 km, 6 kg, LSA

Gustavo
Gustavo
2 anos atrás

Vida longa ao Eagle!!! O caça lindo! Ele, o F-14 e o Su-35 estão entre os mais lindos caças…

Bosco
Bosco
2 anos atrás

O F-15 é sem dúvida um dos maiorais (se não for o … maioral) mas tem um probleminha que tinha quer ser resolvido, que é ter um RCS de cargueiro.

Augusto L
Augusto L
2 anos atrás

Off topic: m.dw.com/pt-br/coalizão-dos-eua-bombardeia-forças-leais-a-assad-na-síria/a-42510462?maca=bra-GK_RSS_volltext_por_flipboard_world-19853-xml-media&.
Os EUA bombardearam tropas leais a Assad em retaliação.

Ivan
Ivan
2 anos atrás

Mestre Bosco, . “… que é ter um RCS de cargueiro.” Um problema sério o RCS do F-15 Eagle. Mas a Boeing tentou mitigar seus efeitos, ao menos na visão frontal, no demonstrador de tecnologias F-15SE Silent Eagle. . Parte do que foi desenvolvido naquele estudo já está sendo empregado nos novos (e poderosos) F-15SA (Saudi Advanced), com 84 aeronaves novas encomendadas e 70 (menos as recentes perdas) conversões das versões mais antigas (mas ainda poderosas) F-15S. . Dois implementos furtivos foram criados pela Boeing para ‘cobrir’ armas e combustível: – Conformal Weapons Bay (CWB) para transportar armas e Conformal… Read more »

Ivan
Ivan
2 anos atrás

http://www.aereo.jor.br/2012/06/26/f-15-silent-eagle-completados-os-testes-de-tunel-de-vento-das-baias-conformais/
.
Em 2012 discutimos o uso de CWB – Conformal Weapons Bay, bem como a combinação de CFT – Conformal Fuel Tank com EWP – Enclosed Weapons Pod no Strike Eagle, aproveitando a enorme potência dos seus motores e seu tamanho.
.
Sds.,
Ivan, o Antigo.

Ivan
Ivan
2 anos atrás

https://2.bp.blogspot.com/-mVhyU9kEacQ/Ud11H9wS8fI/AAAAAAAABXY/eWJ6J1myuek/s640/F-15SE+internal+capacity.jpg
.
O que poderia ser levado dentro de uma Conformal Fuel Tank – CFT.
Entretanto prefiro uma combinação de CFT com EWP.
.
Sds.,
Ivan, o Antigo.

Augusto L
Augusto L
2 anos atrás

Ivan, o F-15k da CS hj é o mais avançado em operação (o SA quando entrar em operação deverá ser mais) ja li em fóruns que ele tem um rcs reduzido em torno 2 m^3 de rcs o na area frontal, o mesmo rcs do su-35.

Ivan
Ivan
2 anos atrás

Augusto, . O F-15SA (Saudi Advanced) é uma versão modernizada ao extremo, com quase tudo que o dinheiro – petrodólares – pode comprar: – Controle de voo fly-by-wire (versões anteriores são hibridas); – Radar AESA APG-63 v.3; – Sistema de guerra eletrônica digital (Digital Electronic Warfare System) DEWS da BAe, que possui capacidade de bloqueio de memória de radiofrequência digital e, supostamente, capacidade de agir contra radares LPI (comparável ao do F-35); – Sistema de busca e rastreamento infravermelho AN / AAS-42; – Joint Helmet Moynted Cueing System (JHMCS) para piloto e operador de sistemas, obviamente somado ao Sidewinder AIM-9X.… Read more »

Ivan
Ivan
2 anos atrás

Agora imagine o F-15SA com JASSM-ER…
… e na configuração proposta acima.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Ivan e Augusto,
Eu não sabia que algumas das soluções do F-15 SE teriam sido implementadas nos novos F-15 fabricados.
Se houve mesmo uma redução do RCS frontal do Eagle para algo menor que 2 m² a letalidade dele ficou muitíssima incrementada. Com esse RCS e seu potente radar ele poderá ver e atirar primeiro com folga contra todos os caças não stealths.
Valeu!

Augusto L
Augusto L
2 anos atrás

“Ivan 8 de Fevereiro de 2018 at 18:51” Realmente impressionante, mas so pra informação esse radar que os SA vão receber são os mesmo dos f-15k da CS, alguns dizem que é tao potente quanto apg-77.

Augusto L
Augusto L
2 anos atrás

E é bem provavel que israel modernizem seus Eagles e strikes eagles para o mesmo padrão dos da AS

Wagner
Wagner
2 anos atrás

O F 15 tem o RCS de um cargueiro. Mas até agora não teve nenhum derrubado em dogfight…

R22
R22
2 anos atrás

Talvez Não. Mas o RCS reduzido, melhora as chances no campo de batalha contra os SAMs (Como os que derrubaram o f-16 Israelense) e melhora as chances dele atirar primeiro num ambiente BVR. Não acredito que o RCS tenha muita importância num dogfight.