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Embraer E190-E2: teste de energia de frenagem máxima

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O teste de energia de frenagem prepara o caminho para a certificação. A certificação do E190-E2 estava focada agora neste teste crítico – e um dos últimos – que foi concluído.

O teste mede a capacidade dos freios da aeronave de absorver a energia cinética produzida após uma decolagem abortada, com peso e velocidade máximos.

Os freios do E2 controlaram facilmente o estresse.

Os resultados confirmaram o design robusto da aeronave e excelente desempenho.

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Henrique
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Henrique

No minuto 1:50 do vídeo os pneus dos trens de pouso traseiro estão esvaziando e segundo depois os 4 estão com aro tocando o chão. O que aconteceu ali? Isso já era esperado de acontecer?

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Estaa aeronave com estes motores destamanho parece de brinquedo. Encantadora.

Marcos
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Marcos

Algumas coisas: 1) Logo após a decolagem, as carenagens do trem de pouso se abrem para recolher o mesmo, mas o que se vê é que continuam baixados. Das duas, uma: ou são filmagens diferentes, ou recolheram e depois voltaram a baixar; 2) A aeronave efetua diversas passagens com o trem de pouso baixado. Efetuando algum teste especifico em voo com o trem baixado? 3) A aeronave vem para pouso, toca e utiliza o freio com intensidade ou faz um toque mais abrupto. Faz-se uma inspeção dos pneus antes do teste final de uso intenso dos freios. 4) É interessante… Read more »

MATHEUS
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MATHEUS

E190 E2 já chegou em Singapura.

Roberto F. Santana
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Roberto F. Santana

A filmagem obviamente está editada, o teste de frenagem máxima após o pouso, muito provavelmente deve ter sido feito em determinado numero de vezes (bem poucas), é necessário que após cada pouso, o trem de pouso fique baixado para resfriar o conjunto de freios durante o voo no circuito de tráfego. Notar que existe uma fita vermelha e um aviso na alanca do trem de pouso no painel (no início do filme).

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira
Marcos
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Marcos

Santana:
Faz sentido!
Além da “fita” vermelha, há uma tela complementar se sobrepondo a tela do painel, tanto que o piloto divide a tela da esquerda.
E todos cabeças branca.

Yuri
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Yuri

Nesses testes o trem de pouso permanece abaixado o tempo todo.

Caerthal
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Caerthal

Marcos,

Há muita coisa interessante na filmagem. As portas aerodinâmicas dos MLG se abre apenas para o recolhimento e descida. Não permanece aberta.

O teste de frenagem busca avaliar a capacidade real de parada da aeronave mesmo em condições adversas:
– MTOW
– Seguida a uma aterrissagem (ie já com aquecimento);
– Sem recurso dos reversos;
– Freios (pastilhas) com razoável desgaste

No final do filma vê-se água saindo do avião, certamente deslastreando aeronave, já que o teste é feito em carga máxima.

Caerthal
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Caerthal

Yuri,

Felizmente no teste de frenagem o trem de pouso permanece abaixado o tempo todo. Por coincidência lá no final do trem de pouso ficam as rodas com os freios (parece que é uma patente da Embraer).

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Show.

E os motores P&W ? Resolvido ?

Valter
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Valter

0:44 segundos do vídeo da pra ver um KC-390 em fase final de montagem.

Silva
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Silva

Alguém sabe que aeronave é aquela aos 44 segundos do vídeo? Por que ela está ali parada? Parece ser a fuselagem de um KC-390. Seria o modelo que supostamente ficou muito avariado naquele teste de estol efetuado em outubro passado?

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Os freios do E1 são muito bons. Antes da operação no SDU tinha minhas dúvidas, mas depois que passei a operar lá me senti mais seguro. Pára nos limites da pista sem reverso (1321 m).

MATHEUS
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MATHEUS

Não. Segundo a Débora é um KC usado em testes de fadiga.

Antonio
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Antonio

É impressão minha ou os pneus estão murchos em 2:02, quando os bombeiros estão jogando água neles?

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Sim, eles murcham quando ultrapassam determinado limite de temperatura. Há um “fuze” que abre e esvazia o pneu (brake overheat). É previsto em todas as aeronaves.

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

O KC que aparece no vídeo, é o KC de ensaio estático, que já foi finalizado. Irá permanecer ali o resto da vida. O ensaio de fadiga com uma nova célula, se inciará em março e irá ciclar até mil ciclos (mínimo necessário) depois irá pausar o ensaio por 9 meses para fazer algumas atualizações de célula . Parabéns a tripulação deste ensaio com o Capitão Aviador John Segalho e o Brigadeiro Aviador Eng Wander Almodovar Golfetto. Ambos Provas formados pela FAB. Note-se que no caminhão vai o RCE/PCP (agente do órgão certificador). Só depois que ele da ok, que… Read more »

angelo
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Muito legal Rinaldo , não sabia disso , ou seja se não fizer uma revisão (pit stop) não volta a decolar é por esse e milhares de outros detalhes que o tráfego aéreo é mais seguro que o terrestre.

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Não só este ensaio que se refere ao trem de pouso a Embraer deveria divulgar.

O tire-busrt também (estouro de pneu). Consiste basicamente em estourar os pneus com os trem recolhidos, confinado na baia, depois de estourar, o trem e suas portas devem baixar e travar, assim como não haver propagação de danos na fuselagem . Ensaio na qual o E2 já foi submetido e aprovado.

O Free Fall também – consistem em jogar o trem de pouso de 20 metros de altura em queda livre, para testar sua resistência, nas piores situações das catrapadas.

Alex
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Alex

OFF TOPIC. Rebeldes sírios derrubam caça russo, capturam e matam o piloto.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/rebeldes-sirios-derrubam-caca-russo-capturam-e-matam-o-piloto.ghtml

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Os pneus do E2 estouram com a pressão de 235 PSI quando aquecidos a 250 graus durante cerca de 2 minutos de aquecimento. O Bixo é bruto pra estourar. Com esses parâmetros é desenvolvido o fusível que o coronel Nery se referiu. Para se fazer este ensaio é necessário fresar no pneu uma área de 10cm2 do pneu, instalar 3 resistências em paralelo. Feito isso Encher com nitrogênio o pneu até o limite especificado, caso não estoure, aí sim se acionam as resistências. Nitrogênio é o gás padrão para encher pneus de aeronaves por ele ser menos volátil as variações… Read more »

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

O trem de pouso também possuem fusíveis, assim como as asas, e demais partes críticas dA aeronave. Em caso de cargas estruturais além do limite esses fusíveis sem rompem afim de garantir a segurança.

Esse fusíveis são mecânicos, uma espécie de pino. Não se confundam com fusíveis elétricos de filtro de linha.

LucianoSR71
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LucianoSR71

Engenheira Gata, poderia confirmar o voo do protótipo do KC-390 do incidente? Desde já agradeço.

Jorge Augusto
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Jorge Augusto

Meu cérebro está explodindo de tanta informação top.

Caerthal
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Caerthal

EG,
Estes fusiveis na estrutura servem para quê, sinalizar que a estrutura pode ter se comprometida?
Os fusiveis nas rodas evitam um situação potencialmente destrutiva, que é o estouro do pneu.

angelo
Visitante

Obrigado pelas explicações , achei esse vídeo que parece ilustrar o fenômeno:
boeing 777 brake test (RTO)
https://www.youtube.com/watch?v=Mr4V680UQ-k

Matheus
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Matheus

Poxa, tem tanta informação correndo no meio da aviação neste fim de semana, eu entrei aqui achando que teria várias matérias, mas não tem…

off…
https://g1.globo.com/mundo/noticia/rebeldes-sirios-derrubam-caca-russo-capturam-e-matam-o-piloto.ghtml

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Caerthal,

Pode ser para inspeção, e também pra ruptura e separação da parte específica, afim de amortecer o impacto e impedir transferências de cargas, quem podem comprometer a segurança estrutural.

O ZNF fez pré voo, pra checar FTI, motores, sistemas, mas por alguns transmites, não deu pra decolar hoje. Amanhã tem outra janela.

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Por exemplo o pino fusível do MLG caso haja ruptura, faz com que o mlg se separare da fuselagem.

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Por exemplo o pino fusível do MLG caso haja ruptura, faz com que o mlg se separare da fuselagem.

Esse pinos são dimensionados, usando diversas ligas de materiais, afim de garantir que ele irá se romper exatamente na mesma carga que foi projetada. Depois é levado para uma máquina de ensaios de tração onde é submetido a cargas de tração em pelo menos 50 espécimes, antes de homologar.

Engenheira Gata
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Engenheira Gata

Vale-se lembrar que já estudos para implementação de Sistema de Recuperação de Energia Cinética, KERS em futuras aeronaves elétricas. Justamente para que a energia mecânica de frenagem seja convertida em energia elétrica para carregamentos das baterias.!

Caerthal
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Caerthal

EG,
Me lembrei agora da informação que o motor do avião e fixado de forma a se desprender em caso de força G excessiva, preservando a asa.
Quanto ao aproveitamento de energia, acho que iremos antes ver o taxi com turbinas desligadas, com propulsao eletrica pelo trem dianteiro, com a APU.

MATHEUS
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MATHEUS

Engenheira Gata 3 de Fevereiro de 2018 at 18:38 Não só este ensaio que se refere ao trem de pouso a Embraer deveria divulgar. O tire-busrt também (estouro de pneu). Consiste basicamente em estourar os pneus com os trem recolhidos, confinado na baia, depois de estourar, o trem e suas portas devem baixar e travar, assim como não haver propagação de danos na fuselagem . Ensaio na qual o E2 já foi submetido e aprovado. O Free Fall também – consistem em jogar o trem de pouso de 20 metros de altura em queda livre, para testar sua resistência, nas… Read more »

Marcos
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Marcos

MATHEUS
É construída uma baia com toda a estrutura do trem de pouso, que é testado em solo.

MATHEUS
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MATHEUS

Obrigado Marcos.

Caerthal
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Caerthal

Matheus,
Se um pneu estourar com o avião em vôo, a rodagem com 2 pneus em cada trem deve permitir o pouso seguro, com restrições.

Everton Matheus
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Everton Matheus

Certamente esses feios precisam ser testados de modo que se confirme folga no desempenho, ja que fazer o mesmo procedimento com a aeronave lotada de passageiros e bagagens exigirá cálculos diferentes.

Everton Matheus
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Everton Matheus

Aproposito, bela homagem a Ozires Silva. Grandeza.

Aerococus
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Aerococus

Ola Everton,

Os cálculos consideram o MTOW (maximum takeoff weight) e os ensaios são feitos com a aeronave lastreada para tal. Para isso ela carrega água em tanques localizados ao longo da fuselagem.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Eng Gata, 18:19h.
John Sevalho Corção. Era comandante de esquadrilha no 2°/5° GAV quando estava no curso de Caça, em 1987. Voa muito.

Marcos Simões
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Marcos Simões

NA REALIDADE SÃO DOIS TESTE: O PRIMEIRO CONSISTE TESTAR OS FREIOS DURANTE A ATERRIZAGEM, 0 SEGUNDO SIMULA NO ABORTAMENTO DA DECOLAGEM. SÓ ISSO.

NOTA DOS EDITORES: NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. PRÓXIMOS COMENTÁRIOS EM MAIÚSCULAS SERÃO APAGADOS.

Roberto F. Santana
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Roberto F. Santana

Muito bem observado Caerthal.
Gostaria de saber que tubulação é essa, que sistema é esse que se permite contaminar com água para alijar o lastro.

Antonio Renato Arantes Cançado
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Antonio Renato Arantes Cançado

Ah!, se tudo fosse pelo menos parecido com a EMBRAER neste país…