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Estadão: Saab será avisada de eventual acordo entre Embraer e Boeing

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GDDN – Gripen Design Development Network em Gavião Peixoto – SP

Fernando Nakagawa

BRASÍLIA – Qualquer avanço nas negociações para a aproximação da Embraer com a americana Boeing terá de ser comunicado à sueca Saab, empresa que fornecerá caças para a Força Aérea Brasileira. O acerto foi firmado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o presidente mundial da Saab, Håkan Buskhe.

O executivo sueco veio ao Brasil buscar detalhes sobre o potencial negócio já que a Saab transferirá tecnologia à Embraer no processo de fabricação dos caças Gripen comprados pela FAB. “Não há impedimento (para o negócio), mas queremos saber o que está sendo discutido”, disse Buskhe.

A reunião em Brasília foi solicitada pela Saab que tem demonstrado preocupação com eventual negócio Embraer-Boeing, já que a brasileira terá acesso à tecnologia dos caças Saab – concorrente da Boeing no mercado de defesa que participou da concorrência bilionária da FAB vencida pelos suecos.

Cautela. Após reunião no Ministério da Defesa, o executivo da Saab reafirmou a intenção de manter a parceria com a Embraer na produção dos caças, mas ressaltou que a transferência de tecnologia para o Brasil é um tema que precisa ser analisado com cuidado. “Eu não tenho a intenção de deixar a cooperação com o Brasil. Mas, logicamente, quando vem uma terceira parte, temos de entender qual é a estrutura e o impacto na nossa tecnologia”, disse.

Em entrevista ao lado do ministro Jungmann, o executivo citou que a transferência de tecnologia da Saab para a Embraer na produção dos caças é a maior já feita pela empresa. Diante disso, o executivo afirmou que qualquer movimento que envolva ações “estratégicas” em termos tecnológicos da Saab terão de passar pelo crivo de Estocolmo. “O governo obviamente tem uma opinião sobre o assunto porque, assim como a Embraer é para o Brasil, a Saab é estratégica para a Suécia”, disse.

Contrato no setor de defesa. Se o negócio entre Embraer e Boeing avançar, o Brasil adotará salvaguardas para proteger a área de defesa, em especial a transferência de tecnologia sueca dos caças Gripen para a brasileira. O compromisso do ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi comunicado ao presidente mundial da Saab, Håkan Buskhe – empresa que fabricará as aeronaves com a Embraer.

“Se vier a acontecer a parceria Embraer-Boeing, temos de construir salvaguardas que passarão pelo crivo da Saab”, disse Jungmann. “Não é aceitável que uma tecnologia desenvolvida por uma parceira da Embraer passe para outra.”

FONTE: Estadão

54 COMMENTS

  1. Se a parceria Boeing-Embraer ocorrer e no futuro o Brasil decidir encomendar um caça de fabricação e projeto nacional à Embraer a Boeing fornecerá seu know-how?

  2. Os ianques, não contentes em avacalhar com nosso Santos Dumont com as tranqueiras farsantes dos irmãos Wright, agora vem azucrinar a Embraer com a Boeing semi estatal do governo americano.
    O melhor para a Embraer é continuar sua parceria (e muito bem paga) com a SAAB.
    E manter uma boa distância de segurança da Boeing. E esta que se ferre contra a dobradinha do capeta Airbus (semi estatal também)+Bombardier (a canadenses patricinha endemoniada).
    Se a Embraer e o governo brasileiro souberem jogar uma boa estratégia empresarial com essa filha do tio Sam desesperada, poderemos ainda em vida (os mais velhos daqui) ver a Embraer conquistar o topo.

    Off topic,
    Ontem andei num A-320 sofrível.
    Os plásticos das poltronas e bagageiros manchados por inúmeras mãos sujas, estofamentos amassados, nenhum monitor para um vídeo de informações ou filmes, revistas velhas, só água inclusa na passagem (dureza – ainda bem que levei umas balas no bolso), avião parecia ter uns 50 anos de idade, e ainda por cima com cheiro de querosene na traseira (primeira vez que sinto cheiro dentro de um avião).
    Latam.
    Foi o pior e mais ralado avião que já embarquei.
    Sobrevivi – Eita!

  3. O que que tem no Gripen de tecnologia que a Boeing não tem pro povo dar tanto chilique assim???

    Motor= o mesmo do Super Hornet, a Boeing sabe de cabo a rabo.

    Armas= o Gripen usa as mesmas armas que F-15 e F-18 usam, acredito que até menos modelos.

    Airframe = o que há de compósitos nele que um Boeing Dreamliner com aquela asa de fibra de carbono revolucionária não tem para não transferirem tecnologia???

    Se o Gripen foi escolhido em vez do F-18 não é por alguma tecnologia que a Boeing não possui. E sim por custos ou outra variável que não a tecnológica.

    Então pq tanto mi mi mi a cerca de Gripen/Boeing/Embraer ????

    Alguém pode explicar???

  4. O pior é que se por uma loucura o Brasil aprove a venda, e um dia resolvêssemos comprar caças da Boeing, mesmo sendo produzido em uma EMBRAER-BOEING, a tecnologia não seria repassada… (e seria pra onde? rs)
    Em todos os cenários, tudo é muito ridículo.
    Que o governo não se acovarde e não tenha medo de ser grande, ou nunca seremos nada.

  5. Rui Chapéu 26 de Janeiro de 2018 at 8:03

    Meu caro se apos todos esses anos você ainda não sabe as tecnologias envolvidas no Gripen e que não são de dominio da Boeing, recomendo que retome a leitura dos artigos antigos aqui na Trilogia.

    Um exemplo são os Programas modulares do Sistema de armas solução inovadora que facilita a implementação de armas sem que com isso acha alguma interferencia em outras funcionalidades do Avião (MS20/MS21/MS22).

  6. Rui Chapéu,
    .
    Para mim o “X” da questão, não é o Gripen, que convenhamos não é nosso, é sueco. (Por mais que acreditemos que a SAAB vai nos dar um diploma de bacharéis em construtores de aviões de caça).
    O problema que se comenta, seria o fim da Embraer, tal como ocorreram em outras fusões desse tipo, nas quais a empresa compradora absorve completamente a outra.
    Como não sabemos o real teor das negociações, por hora são apenas especulações..

  7. Tudo que disseram para nós é o que convém nos informar… nada mais .. detalhes profundos desta negociação somente depois de muitos anos, quando tudo ternar.
    Na espequitativa que de certo , ASSAB e EMBRAER no Jogo juntas para ter força nas negociações referente o Gripem, poderão sair ganhando

  8. Rui Chapéu 26 de Janeiro de 2018 at 8:03
    O que que tem no Gripen de tecnologia que a Boeing não tem pro povo dar tanto chilique assim???
    (..)
    Se o Gripen foi escolhido em vez do F-18 não é por alguma tecnologia que a Boeing não possui. E sim por custos ou outra variável que não a tecnológica.
    (…)
    Alguém pode explicar???

    — Saber, saber, eu não sei… mas vou dar meu palpite! É óbvio que o Gripen E/D terá sim tecnologias que são segredos industriais da Saab, ora bolas! É notório que a Força Aérea Sueca prioriza a simplicidade de manutenção e flexibilidade de operação de seus vetores, tais como a capacidade de levantar voo e pousar em rodovias, caso necessário (o F/A-18 faz isso rotineiramente?…). Creio também que os custos logísticos do Gripen serem menores que o do Super Hornet e demais do short-list (do FX-2) também são muito mais em função dos requerimentos de seu projeto do que por menor ‘sofisticação’ do produto — e isso só é possível mediante muita, muita, P&D, que ‘não dá em árvore’…! Então é claro que a Saab terá grande zelo pelo sua propriedade intelectual!
    Abraços!

  9. Já recebemos alguns avisos indiretos do governo dos Estados Unidos

    Os A-10 foram reativados no Afeganistão (Babou para o Tucano?)

    Boeing Super Trump B-314 é o futuro

    Que tristeza, que tristeza.

  10. Penso que uma parceria seria apenas nas áreas de desenvolvimento de novos projetos civis, apenas. Essa historia de Boeing comprar Embraer é a maior perda da Historia recente do Brasil.

  11. Certinho SAAB, um país que jamais teve acesso a tal tecnologia jogar tudo para o alto colocando em risco a soberania da Suécia, jamais isso acontecerá, um país sério e uma empresa seria tem que se proteger mesmo.

  12. Rodrigo M 26 de Janeiro de 2018 at 9:19

    Mesmo não tendo maiores informações, a regra geral de aquisições e fusões é sempre a mesma.
    A EMBRAER deixar de existir pós venda, é questão de tempo. A Boeing não precisa da capacidade fabril da EMBRAER, muito menos manter duas unidades tão grandes quanto as duas que a EMBRAER possui no Brasil, ela precisa somente dos projetos, da carteira de clientes da EMBRAER e pouquíssimo capital humano-intelectual que ela levará aos EUA (e talvez nem isso). Todo o resto será desmanchado com o tempo.

  13. Pelo menos parte da tecnologia ja esta sendo transferida, certo? Ou não? Afinal o que fazem centenas de brasileiros la na Saab/Suecia? Aqui em Gaviao Peixoto nao ha Suecos?
    Ao meu ver o simples fato da Embraer ja estar enganjada em varias atividades referentes ao Gripen d monstra que clausulas de ToT estão nao so em vigor como tambem em andamento.
    Outro ponto é que o contrato com o Brasil/Fab possui atividades que nao incluem necessariamente a Embraer. Por exemplo, infraestrutura em bases aereas. Neste caso talvez ate extrapole a propria Saab, pois o estado Sueco estaria liberando informaçoes classificadas. Este vies contratual seria, ao meu ver, sustentavel mesmo sem a Embraer.

  14. Jungmann para Hakan…”Fiquem tranquilos senhores. Pela palavra deste ministro que vos fala, assegurada pela palavra de nosso excelentíssimo presidente da república, garantimos que toda a segurança da intelectualidade da tecnologia da Saab será mantida.”….

    1 ano depois…

    Hakan para Jungmann…”Mas os senhores disseram com todas as palavras que garantiriam a segurança de nossas tecnologias”…

    Jungmann responde: “haaaaaaaa pegadinha do malandro” ……”se vira nos trinta amigão”…..”aqui é nois”….”é Brasil mano”……

  15. A multa contratual do Gripen terá que ser levada em conta na negociação, sem dúvidas.

    Caso o negócio seja fechado entre Boeing e Embraer, a SAAB certamente vai alegar quebra de contrato.

    Gostaria de saber quais são as multas rescisórias. Tomando em conta os contratos públicos com os quais trabalhei, era sempre 30% do saldo do contrato. Nesse caso específico, o saldo é 100% uma vez que o Brasil só vai começar a pagar depois da entrega da última unidade.

  16. Entao, sendo simplista (e continuando simplório…) entendo que no caso Embraer/ Boeing pode -se distinguir dois aspectos basicos de interesse direto dos cidadões brasileiros: suas consequencias em termos de política de segurança nacional e influencia economica em termos do estado.
    Ter uma politica voltada aos interesses nacionais em relaçao à defesa é fundamental e legitima; por este prisma possuir o dominio de meios fisicos é a intençao basica que conduz ao ToT naquela parcela referente à Embraer. Boa parte corre o risco de se perder.
    O segundo ponto, economico, consiste em entender qual repercusão ocorre para o Brasil em termos de capital humano e recursos gerados. Se a Embraer tiver suas vendas globais aumentadas em relaçao ao cenario atual devido a uma parceria com a Boeing e isso for traduzido em mais empregos/recursos para e no Brasil pode ser bom. Desde que nao percamos a meta de manter formaçao tecnologica e aplicaçao/desenvolvimento fisico. E a Saab neste contexto? Alavanca mais negocios.
    Nao tenho respostas concretas. Mas acho que chegamos ate aqui com meritos e isso nao pode ser esquecido, menosprezado ou mesmo ameaçado por quem quer que seja, brasileiros, europeus e/ou americanos. Tambem nao podemos viver isolados. Colaboraçao com outros povos e economias sao indispensaveis e entendo que suecos e americanos sao muito bem vindos, desde que agregando valor! Abs

  17. O quê precisamos saber é, se a SAAB não repassar tecnologia, o contrato será revisado. Se for, a diferença sera abatida do contrato ou serão fabricados mais unidades?
    E pensar que o Boeing quase levou o FX-II, jogaram pesado oferecendo um Aero Dilma novinho pra levar de vez.

  18. Para quem aí está dizendo que a SAAB está dando chilique atoa ou fazendo barulho por nada, sobre o temor de uma parceira da Embraer com a Boeing, afetar o GRIPEN, vou dar um exemplo prático de um setor em que já trabalhei…

    Todas as montadoras de veículos do mundo, sabem fazer carros, a tecnologia todas dominam, porém, todas espionam umas as outras para tentarem obter segredos comerciais, pois a tecnologia automotiva pode ser a mesma, mas, os padrões de qualidade, de engenharia, de produção, seleção e gerenciamento de fornecedores e da cadeia produtiva, entre outros fatores, mudam de montadora para montadora. Todos esses fatores interferem diretamente nos custos, nas vendas, na preferência dos consumidores, no desempenho e no ciclo de vida do produto e no posicionamento da empresa no mercado. Se isso acontece no setor automobilístico, que possuem dezenas de empresas mundo a fora, que fabricam o mesmo tipo de produto, imaginem num setor restrito, com pouquíssimos fabricantes, que exige alta tecnologia agregada e altíssimos investimentos, como é o setor aeronáutico, em que cada mínimo detalhe faz toda a diferença? Não importa se uma empresa é do mesmo segmento que outra e fabricam produtos tecnologicamente idênticos, toda e qualquer empresa possui segredos comerciais, os quais, elas não querem e fazem de tudo para não cair nas mãos dos concorrentes.

  19. É tanta bobeira que dá até preguiça de comentar… Boeing estatal, irmãos Wright farsantes, uzamericanu malvadu, e vai por aí…
    .
    No que interessa, é o seguinte: o Gripen é um bom caça, mas não tem nenhuma berimboca da parafuseta nele que a Boeing não conheça e faça melhor… Aliás, metade dele é americano, e boa parte a Boeing usa em seus próprios aviões, a começar pelos motores.
    .
    Então assim, menos SAAB, senão dá muito na cara que vc estão querendo morder um dinheirinho da venda da Embraer…

  20. Eu acho que tem um solução:

    A Boeing compra a Embraer E a SAAB junto.

    Um pacotão promocional.

    Pronto. Fim da discussão! eaioheoihaeohaeoihea

    Ah, e podiam tb aproveitar e comprar o Governo Brasileiro, a FAB, a MB e o Exército.

    Teríamos Trump de presidente, usaríamos dólar, não pagaríamos um absurdo em carros, poderiamos andar armados e bandidos ficariam na cadeia.

    Não vejo porque não.

    Pronto. Podem espernear.

  21. Caro Roberto, eu não sei se é você que não tem mais nada pra fazer, ou você acha que EU não tenho mais nada pra fazer… Vá lavar suas cuecas vá…

  22. Rui Chapéu 26 de Janeiro de 2018 at 8:03
    Prezado colega de sinuca (rsss. desculpe, mas é que gosto de sinuca, mas não as de bico).
    Até onde pude me informar e essas informações são públicas, os principais fatores que definiram a escolha pelo GRIPEN, ao invés do Rafale ou do F-18 foram os custos operacionais (Os do Gripen mais baixos do que os outros dois), a transferência de tecnologia em grau de profundidade muito maior pela SAAB e o fato do Gripen ser um projeto totalmente novo no qual a EMBRAER poderia particicipar desde o começo, com acesso aos projetos das versões C e D em uso e desenvolver a versão de dois lugares que a SAAB não possui.
    Tanto a Boeing como a Dassault ofereciam acesso muito limitado, inclusive para o sistema de armas (códigos fonte).
    Não estou dizendo “achismos”. As informações são públicas. Quem tiver outras mais precisas ou até diferentes das minhas, por favor, me digam.

  23. Se me permitem a ousadia a este simples leigo, respondendo aos amigos acima, o que a SAAB quer esconder são os seus sistemas, como o Gripen os integra e como “pensa”, o seu software, e não o seu “hardware” como motor, armamentos e etc que são de conhecimento geral.
    Me corrijam os mais experientes se eu falei besteira.

  24. Rui Chapéu 26 de Janeiro de 2018 at 8:03

    &

    Vader 26 de Janeiro de 2018 at 11:41
    .
    Ora Rui Chapeu, o que a Saab tem e a Boing nao tem ( e gostaria de ter!), e o que o brasileiros “desconhecem” existir: Inteligencia!
    .
    O sistema de datalink deles eh o mais evoluido, maduro e a mais tempo em uso operacional no mundo! E faz parte de uma doutrina de combate.
    .
    Um dos maiores motivos da FAB ter escolhido o Gripen. Eles sabem as vantagens taticas desse sistema…

  25. Leonel Testa, verdade, caças esses que ela herdou da Mcdonald Douglas, depois disso, tudo que a Boeing fez relacionados a projetos de caças novos foi aquela coisa bizarra do F-32 que foi motivo de chacota dentro do pentágono. Aliás se formos na página da Boeing no setor de defesa e tirarmos todos os produtos herdados da Mcdonald Douglas, o que sobra???????

  26. Vader 26 de Janeiro de 2018 at 11:56
    Lorde Vader!!! A quanto tempo!! Estavas em uma ‘galáxia muito, muito longe’?! 😉
    Do comentário, já se deduz que o amigo é favorável à (eventual) venda, fusão, parceria ou como queiram chamar a relação Boeing – Embraer. Ok, meu entendimento do assunto vai na mesmo direção — em se tratando do mercado de aviação civil. Mas, qual sua opinião na questão dos projetos militares ?…
    Concordemos, ou não, gostaria de ler sua opinião sobre o tema!
    Sempre soma aprender com quem conhecer! 🙂
    Abraços!

  27. jorge Alberto 26 de Janeiro de 2018 at 12:33
    Prezado Jorge
    Até onde sei o datalink a ser utilizado pela FAB é o Link BR2 da MECTRON, portanto nada a ver com o sistema sueco que é dedicado às forças armadas suecas. A utilização de outros sistemas, que não o sueco faz parte do projeto Gripen para a FAB. A doutrina de combate da FAB não tem nada a ver com adoutrina de combate da Flygvapnet. Entendo que é exatamente o contrário.
    Abraços

  28. jorge Alberto, fora isso a Saab tem uma coisa que a Boeing perdeu com o tempo devido as constantes terceirizações, o de achar soluções dentro de casa de forma rápida e econômica. Isso é algo que a Boeing pretende recuperar segundo uma entrevista do presidente da mesma, ele explicou porque a Boeing foi procurar a Saab como sócia no TX, ele disse que seria IMPOSSÍVEL fazer um treinador do zero com os requisitos pedidos pela USAF no tempo apertado que eles tinham, e que procuraram a Saab devido a conhecida expertise da mesma no mercado de encontrar soluções boas, baratas e em curto espaço de tempo, ou seja, a Saab veio AGREGAR no projeto aquilo que a Boeing não tinha no momento segundo ele

  29. Gustavo 26/01 08:17
    Não vai ser determinando as decisões de uma empresa global e de capital aberto que começaremos a ser grandes. A Embraer não pertence ao governo, as ações Golden Share com poder de veto sobre decisões importantes, ao meu ver um erro, já que 81,10% do faturamento da empresa vem da aviação civil. No segmento militar o principal produto é o Super Tucano e em breve, o cargueiro KC390. Além de similares no mercado, partes essenciais destas aeronaves são feitas no exterior o que nos permite disser que a Embraer é importante mas não é estratégica. Israel não produz aeronaves e sua segurança vai muito bem obrigado!
    Quanto aos recursos públicos investidos na Embraer, 1) não sabemos o que está sendo negociado, 2) Golden Shares não foram doadas ao estado, elas refletem os recursos investidos; 3) Justifica-se a entrada do contribuinte para desenvolver o KC-390 e suprir 28 unidades que o estado requer? Qual a vantagem em não adquirir modelos já existentes? Justifica se a cara TOT na compra de 36 Gripens ao invés da compra de prateleira? O setor privado irá de alguma forma retornar em impostos os valores investidos na TOT? Universidades nacionais terão acesso a este conhecimento e irão replica-lo?
    Não estou dizendo que o KC-390 foi um erro e admito que sou meio cético quanto à TOT, fato é que o estado precisa ser mais seletivo, criterioso e responsável. As nações mais prósperas não são as detentoras de empresas, mas são boas reguladoras que mantém o setor privado suficientemente atraente para gerar trabalho e riquezas que irão sustentar o estado que sendo mais leve terá mais recursos para atender demandas públicas.

  30. Rui Chapéu 26 de Janeiro de 2018 at 8:03

    Conhece imprensa ? Reporteros ?

    Fubá ? Imprensa ou reportero marrom ? Tendeu ?

    A SAAB não será “avisada”.

    O protocolo de negócios que envolvem “condições de confidencialidade” tem clausulas que prevêem este esse tipo de neociação com detales e protocolos a serem seguidos.

    A matéria do estadão é fraca, porquê ? Menciona somente o óbvia.

    Muito comentário ai pra riba demonstra que NÃO leram o texto.

    “Não há impedimento (para o negócio),
    mas queremos saber o que está sendo discutido”, disse Buskhe.

  31. Vader 26 de Janeiro de 2018 at 11:41

    No que interessa, é o seguinte: o Gripen é um bom caça, mas não tem nenhuma berimboca da parafuseta nele que a Boeing não conheça e faça melhor… Aliás, metade dele é americano, e boa parte a Boeing usa em seus próprios aviões, a começar pelos motores.
    ________________________

    Prezado Vader, permita-me discordar.
    Se a Saab não tivesse rebimbocas da parafusetas que a permitissem projetar caças com rapidez, alta tecnologia e a custos realistas (e os suecos fazem isso de forma independente a muitas décadas), não a teria chamado para juntos projetarem um treinador supersônico para concorrer no TX da USAF, concorda?
    Muito mais importante do que o design do caça, o segredo industrial se encontra no software, seja de gestão, seja de cruzamento de dados, seja cálculos, etc.
    Nenhuma empresa séria ficaria de braços cruzados vendo seu capital intelectual sendo doado para outra empresa. Os suecos estão certíssimos em se precaver e lutar pelo o que é deles e levou décadas e bilhões para ser construído. O esquisito é nós não pensarmos da mesma forma.

  32. @Marcos

    Prefiro um bilhão de vezes que o EUA não adquira os Super Tucanos (está deixando de gerar empregos aqui de qualquer forma) ou qualquer outro equipamento nosso pelo resto da vida do que vender a EMBRAER e perder toda a nossa soberania tecnológica.

  33. Bye Bye Embraer!

    o futuro do F-39 e sua tecnologia no Brasil esta nas maos da SAAB.

    Nao tenho provas, mas creio que a venda da Embraer a Boeing e motivada por escandalos de corrupcao de seus diretores e estao tentando escapar antes que as investigacoes cheguem ate eles… A Embraer traiu a SAAB, a FAB, o Governo Brasileiro (neste ponto perdoavel), e o povo Brasileiro que tanto se orgulhava dela.

  34. Não sei quem é pior o Estadão ou a Folha!! Que droga, não tem mais jornal pra se ler neste país desde que o Jornal do Brasil foi pras favas!!!

  35. Os suecos não levaram em conta o problema do Brasil. Agora mesmo, sabendo que o Brasil tem carencia de caças oferecem para a Croácia um lote de F-16/D que pertencem a Força Aerea Sueca e sairam do serviço. Mas e nós nem fomos consultados? Ou será que esses F-16/D não são muito superiores aos F-5? Mas não levaram. Os Croatas fecharam com os F-16 de Israel, muito mais baratos (500 milhoes U$ o lote). Todo mundo sabe que Israel manda pau no seus equipamentos e esses devem estar no osso.

  36. Olá Luiz. Não sei ofereceram F16 para a FAB ou não, mas se tivessem oferecido a FAB não teria aceito. Ela tem uma programação feita para a baixa dos F5M e dos A1 mais antigos que serão substituidos pelos F39 novos em poucos anos. O objetivo da FAB (todos aprendemos isso aqui nos últimos anos) é uniformizar a frota com F39 novos e os A29. Talvez os F16 sejam superiores ao F5M, mas entre a aquisição destes caças usados, sua revisão, treinamento dos pilotos e das equipes de manutenção, eles se tornarão operacionais praticamente quando os primeiros F39 forem entregues. Não faz sentido. Assim como voce mencionou que Israel usa seus equipamentos até o limite, a FAB fará o mesmo com seus F5M. Serão usados até o limite quando serão substituidos pelos F39 novos.

  37. “Luiz Floriano Alves 27 de Janeiro de 2018 at 11:22
    Todo mundo sabe que Israel manda pau no seus equipa”mentos e esses devem estar no osso.”

    Leu o RFP ? NÃO, não leu !

    Leu a resposta dos participantes (Shortlist) ao RFP ? NÃO, não leu.

    Estude e volte !

  38. A BOEING bem que poderia instalar na Embraer uma linha de montagem de F-15 Eagle modernizados.
    É um vetor multimissão com alta capacidade de carga, poderosos armamentos e com bom pacote de avionicos. Provado em combate é ainda encomendado por nações que operam esse exelente avião.
    A hora de voo é bem mais cara que um Grippen, mas quando se trata de combate o que importa é quem tem o melhor equipamento. Como dizia Chuck Yeager: no jogo do combate aéreo não tem segundo lugar.

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