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Jungmann se reúne com executivos da Boeing para tratar de negócios com a Embraer

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Reunião de representantes da Boeing com o MD e a FAB

Paulo Victor Chagas

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu nesta sexta-feira (12) com representantes da empresa aérea Boeing, que no final do ano passado manifestou intenção de adquirir a Embraer, fabricante brasileira de aviões. Aos executivos da companhia, ele voltou a dizer que a manutenção do controle acionário da empresa pelo Brasil é uma questão de “soberania nacional”.
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Jungmann, porém, se manifestou favorável a uma parceria entre as duas empresas. Há duas semanas, ele havia concordado com as negociações entre as fabricantes de aeronaves, mas descartou a hipótese de a Embraer ser dividida com o objetivo de se vender apenas uma parte.

“Raul Jungmann se posicionou favorável a uma parceria entre Boeing e Embraer, mas defende que a manutenção do controle acionário da empresa brasileira é uma questão de soberania nacional, e não será transferida, nem irá à mesa de negociação entre as empresas”, informou o ministério da Defesa, por meio das redes sociais.

De acordo com a pasta, participaram do encontro a presidente da Boeing para América Latina, Donna Hrinak, dois vice-presidentes da empresa em nível global e o presidente comercial, Ray Conner. Além de Jungmann, receberam os executivos o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Nivaldo Luiz Rossato, secretários do ministério e o diretor de Economia e Finanças da FAB, Heraldo Luiz Rodrigues.

FONTE: Agência Brasil

69 COMMENTS

  1. Estas últimas noticias tem sido ótimas, e mostra que o governo já está com a cabeça feita (e no lugar), e já está dando uns chega pra lá na Boeing, batendo o martelo em sua decisão de manter o controle sobre nossa fabricante. Quer uma parceria? Ótimo! Não quer? Então passar bem!

    Agora, depois de tudo isso o governo brasileiro também não pode mais ficar parado, tem que manter sempre as encomendas e investir constantemente em novos projetos, pois a Embraer não consegue sobreviver sem a ajuda do estado, sem contar que pode haver retaliação por parte da Boeing, ou como eu já disse em outro tópico, criar uma concorrente para a Embraer (Novaer talvez) e dividir os benefícios e encomendas entre ambas, pois a Embraer basicamente acaba criando um monopólio tecnológico aeronáutico no Brasil, e aí acaba-se criando esse tipo de situação com a Boeing, se tivéssemos uma Novaer com o mesmo nível tecnológico da Embraer (a Novaer desenvolvendo o Gripen e a embraer o KC-390 por exemplo) tudo isso poderia ser tratado de forma diferente, talvez a Boeing nem tivesse tanto interesse na Embraer para começo de conversa.

  2. Vale a carta divulgada no final do ano passado por ambas as empresas, na qual estão estudando alguma parceria, troca de ações, venda, etc, mas que não tem nada definido e que existe a probabilidade disso tudo não dar em nada.

  3. Estamos encurralados. Nos simplesmente não temos como bater de frente com os interesses dos norte americanos.

    Se não acontecer nenhuma negociação, não só a boeing mas o estado americano vão retaliar a embraer e o estado brasileiro de varias formas. Esses caras não estão pra brincadeira. A começar pela nossa cadeia de fornecedores, que de alguma forma vai ser atingida. Mais da metade da aeronaves da Embraer eh de origem norte americana. Ok, isso acontece com todos, mas no nosso caso ficamos no caminho deles e isso se torna um calcanhar de aquiles.

    Nao adianta, a unica salvação para embraer continuar atendendo os interesses da nação brasileira, e não passar ao controle dos norte amercanos (ou qualquer outro grande conglomerado que venha com muita forca politica e grana $$) eh se partirmos pro tudo ou nada e começarmos um plano agressivo de visão de nação e politica industrial, visando uma nacionalização compulsória dos componentes (virtualmente impossível) e ter a garantia que o estado brasileiro ira dar todas o suporte financeiro, moral e politico para a empresa. Porque vai vir chumbo grosso. Como dizia Pablo Escobar chumbo (ou sofre as consequências) ou prata (ou pega a grana e se vende)….

    Essa tambem eh uma boa hora pra ver ate onde o alto comando da aeronáutica e o topo da piramide do executivo brasileiro tem culhões pra aguentar o que esta por vir.

  4. Canarinho 13 de Janeiro de 2018 at 15:49,

    Olha a paranoia aí. O que o governo dos EUA ganhariam em troca, boicotando a Embraer, se a maior parte dos componentes utilizados em seus aviões são fabricados nos próprios EUA, gerando empregos e renda para milhares de americanos? Como se a Embraer fosse uma ameaça a soberania dos EUA ou para a indústria aeronáutica americana, ou mesmo isoladamente para a Boeing. A verdade é que a Embraer contribui e muito para a geração de riquezas para os EUA. O que será que os americanos estão perdendo de tão valioso, para quererem boicotar a Embraer, caso a mesma não seja entregue de mãos beijadas para a Boeing?

    Nacionalizar componentes? Com que tecnologia? Com que dinheiro? Quem pagaria por isso? A que preço? Quanto tempo e quantos bilhões seriam gastos? E se daqui a várias décadas conseguíssemos fazer essa façanha, um avião da Embraer custaria dezenas de vezes mais, do que seus concorrentes e ninguém compraria. Será que a falência da ENGESA não serviu de aprendizado não?

  5. Silva, de verdade você acha que indo contrários ao interesses deles as coisas ficariam como estão?. A retaliação poderia se dar de muitas formas, uma delas a partir da consciencia que os mesmo ambicionam o mercado da fabricante brasileira e com uma estrategia a médio-longo prazo de fazer com que a boeing através de outra parceira, ou independente, começasse a disputar o mesmo nicho da embraer, essa logica de que eles ganham com a gente perde validade. Os fornecedores americanos continuariam ganhando dinheiro só que dessa vez atendendo empresas americanas. Não estamos lidando com amadores, e se formos um calo no pê deles, eles vão mandar o recado de uma forma ou outra. No final das contas o que se le nas entrelinhas é que há um interesse da gigante ampliar seu portfólio ou complementa-lo de alguma forma.
    Isso é a mais pura realidade, doa a quem doer. No mundo sobrevivem os mais fortes que fazem valer seus interesses e ambições. Eles estão errados? Da ótica deles não.

    Eles querem mais empregos em solo americanos para americanos, empregos com alto valor agregado, e se isso não for possível, eles levam pra la quem lhes interessa, aqueles com conhecimento sensível. Foi esse um dos grandes mecanismos que os mantem como império ate hoje. Eles querem aquilo que julgam melhora pra eles, e eles estão certos.

    Se você lesse bem o que eu escrevi iria ver que coloquei entre parêntesis ”virtualmente impossível”, sabendo do esforço astronômico que o pais teria para um dia ter autonomia tecnologia em áreas sensíveis ( diga-se de passagem, militar).

    Como conseguiríamos isso? DA mesma forma que frança, alemanha, inglaterra, russia conquistaram, e china e india estão conquistando agora….. com muito investimento em educação, universidades e parcerias da mesma com a iniciativa privada, e logico… muito apoio governamental. Nao vamos nos iludir em nenhum lugar do mundo houve autonomia tecnológica sem investimento pesado por parte do estado.

    Outra, se você observar os comentários aqui mesmo neste site de outras noticias postadas vai ver que não sou de longe o único que pensa assim…. talvez estejamos todos paranoicos mesmos

  6. Embraer e extremamente importante pra fab, o governo nao vai entregar ela pra boeing porque nao e so dinheiro que esta em jogo, uma parceira seria algo bom pras duas.

  7. Oitenta e cinco por cento das ações da Embraer estão nas mãos de estrangeiros, ou seja, que soberania é esta que as pessoas defendem tanto, além do mais em matéria de material de defesa, devemos ressaltar que quem tem veto de vendas é o EUA, já que a maioria dos equipamentos tem sua procedência americana.

  8. “participaram do encontro a presidente da Boeing para América Latina, Donna Hrinak, dois vice-presidentes da empresa em nível global e o presidente comercial, Ray Conner.”

    A comitiva da Boeing mostra o quão sério eles consideram este negócio.
    A posição do Jungmann foi clara e firme: há espaço para parcerias e negociações, mas o limite é o controle da empresa. Me parece certo e afinado com a maioria dos colegas daqui, mas ainda resta saber como isto impactará o F-39 Gripen E/F

  9. A situação agora está mais clara. Como foi bem dito acima, há muita paranóia. A golden share vai continuar existindo e funcionando, e a EMBRAER terá muito a ganhar com essa parceria. Isso sim será um baita ToT. A BOEING necessita dessa parceira para continuar enfrentando a AIRBUS em determinados segmentos, como, por exemplo, aviação regional. E, os produtos de defesa (A-29 e KC-390) são bem interessantes pra eles, também. O interesse é todo deles.
    Esqueceram de mencionar a presença do TB Araújo, Secretário de Economia e Finanças, chefe do MB Heraldo. TB Araújo é quem tem assento no Conselho da EMBRAER.

  10. Rinaldo , ok ,eles tem interesse nisso ,mas em que especificamente ? Nas tecnologias empregadas ? Esta meio nebuloso isso …pra mim a Boeing quer matar uma futura concorrente direta .

  11. A EMBRAER não concorre em quase nada com a BOEING. Os EJET não concorrem com os 737. Nem o KC-390 com nenhum produto BOEING. Os EJET concorrem com o C Series da Bombardier. Daí o interesse da BOEING. E o projeto turbo hélice da EMBRAER bate de frente com o ATR.
    A EMBRAER não faria nada para concorrer com os 737 e com os A320, porque ela sabe que não tem cacife pra isso. Daí investe em outros segmentos de mercado.

  12. BILL27 13 de Janeiro de 2018 at 20:08

    Eu peço desculpas por me meter na conversa de vocês dois, mas a meu ver a BOEING tem duas empresas que realmente incomodam: AIRBUS e LOCKHEED MARTIN.

    A meu ver, caso uma parceria envolva vantagens para a operação de aeronaves das duas empresas, uma empresa aérea que utilize uma aeronave da EMBRAER e queira adquirir uma aeronave da BOEING terá mais benefícios (desconto em peças das duas linhas, treinamento, ferramental específico, etc.) e vice-versa.
    A parceria pode envolver promoções conjuntas.
    A compra de material de fornecedores também poderá ser negociada com mais volume.
    Mas, no caso específico de aeronaves civis, o objetivo maiore é ganhar um futuro cliente (tanto de um lado, como de outro).
    No caso de aeronaves militares, além de alguma comissão sobre vendas feitas, o controle de estoque e distribuição pode ser feito pela BOEING, que possui mais estrutura para isso. Especificamente, caso as duas empresas consigam vencer alguma concorrência para os EUA, a BOEING deverá ser a empresa montadora.

  13. Correção: “Especificamente, caso as duas empresas consigam vencer alguma concorrência com o KC390 para os EUA, a BOEING deverá ser a empresa montadora.”

  14. Esse governo só possibilita notícias ruins para nós. Querem acabar com o que resta da nossa base industrial. Vamos voltar a ser colônias!

  15. O que a Boeing ganha com a Embraer?
    R: Sinergia!
    Recentemente a Air Canadá negociou a substituição de toda sua frota de Airbus pela linha da Boeing. No negócio a Boeing aceitou como parte do pagamento os EJets, que acabaram sendo alocados em outra companhia aérea.

  16. Como se vê no artigo, há interesse tanto da Boeing como da Embraer em trabalho conjunto. Como se dará isso? É nisso que todos estão trabalhando.

  17. Peço licença ao administradores para postar um video que creio muitos ja devem ter visto. Uma lembrança de um dos nossos bravos pilotos de combate, Maj. Brig. Lauro Ney Menezes, cuja história se confunde com a história da FAB, no passado e no presente. Quem pode saber se tambem no futuro, mesmo ja não estando entre nós.
    https://www.youtube.com/watch?v=cuWJW0gYSfwo

  18. Rinaldo Nery

    É isso e o que venho afirmando.

    Mais, há um erro no texto: O Tesouro não controla a Embraer desde sua privatização, o contrôle é estrangeiro, simples assim.

    O que foi dito a Boeing é bem simples:

    A Golden Share continua. (ponto).

    O resto é especulação e “jogo para torcida”.

    O negócio será concluído e todos ganharão.

  19. Marcos 13 de Janeiro de 2018 at 22:11

    Boa postagem, Embraer + Boeing vão “matar a pau” com Turbopropulsor e com o a nova família

    emb 175/190/195 (170?) e2.

    O A29 e o KC390 completam o portifólio do Consórcio, esta denominação a compra já foi definida.

  20. pra boeing o gripado ja morreu ela esta de olhos na area commercial executiva e o kc antes de vender a embraer passem os gripados para uma outra empresa nacional se naum vai chorar todo o projeto como os foguetes da ucrania

  21. Fiquei feliz de ver o Min.Def e 3 Brigadeiros na mesa. A negociação ficou séria.
    A Boeing com certeza não ficou feliz. Acostumada com takeover e gameover, tem pela frente 2 opções indesejadas : associação controlada ou desistência.
    No final o único post que acertou foi o da declaração do Etchegoyen.
    Não vou mais perder meu tempo com informações desencontradas.

  22. Bom dia a todos.
    Eu tinha afirmado que não comentaria mais o assunto Embraer x Boeing, porque creio que todos ja comentaram e opinaram. É evidente que os comentários e opiniões se transformaram em repetitivas afirmações, “conclusões”, “soluções”, etc., etc.
    Não sou especialista. Sou apenas um aficcionado por aviação e assim como muitos aqui acompanho as noticias e tambem dou meus “pitacos” (sim, apenas “pitacos, nada mais).
    As opiniões “viajam” longe e até ja afirmam que o projeto GRIPEN já esta comprometido. Acompanhei desde o inicio do projeto FX-1 e pela conclusão do FX-2 com a escolha pelo GRIPEN. Se alguns colegas tomarem o cuidado de se informar um pouco mais do que foi o processo de escolha dos caças pelo COPAC (FAB) talvez compreenda melhor que não foi apenas uma compra de 36 caças, que não foi apenas um contrato de contrapartidas. Jamais o que aconteceu no FX-2 acontecerá novamente nos proximos 40 anos, talvez por muito mais tempo do que isso enquanto a FAB existir. o GRIPEN não apenas uma aeronave de combate. É um divisor de águas, na nossa industria aeronáutica, na FAB e nas doutrinas até aqui aplicadas em utilização de meios aéreos.
    O que a Boeing e Embraer estão fazendo chama-se NEGOCIAÇÕES, nas quais creio serem benéficas para o setor aeroespacial do Brasil. O KC-390 esta (e deve, na minha opinião) no “balaio” de produtos, totalmente concebido pela EMBRAER e quem sabe, o início de uma nova fase para projeto e produção de outras versões. O GRIPEN é outra história, é a inserção da FAB em novas doutrinas com Know-How adquirido com liberdade para “customizar” os meios.
    Realmente a paranóia tomou conta. Calma gente. Deixem os profissionais em paz para decidirem.
    O assunto esta repetitivo demais.
    Abraços

  23. EParro 14 de Janeiro de 2018 at 0:05
    A SAAB que pode é se beneficiar dessa parceria entre Boeing e Embraer, por vários motivos.
    Faz parte dizer que está preocupada, sabendo que pode se beneficiar.

  24. O MD deve proteger os programas militares, o GF deve proteger empregos, só!
    Pergunta? Se amanhã a Embraer passar por dificuldades financeiras, quem aqui apoiaria o GF bancar uma empresa privada?
    Se a resposta for sim, pergunto: onde vocês estavam quando a Varig, a Transbrasil, a Vasp, a Engesa faliram? Porque sim, elas eram empresas relevantes.

  25. O governo está certo em manter o controle tracar de ações se torna interessante,tornando a Boeing detentora de um numero bom de ações e Embraer também ter uma parte da Boeing,poderia assim gerar lucro aqui é lá e abrir o mercado fechado do EUA para as duas.A força aérea teve é terá que fazer encomendas sempre com a Embraer-Boeing de agora em diante para manter o fluxo mínimo de caixa.

  26. Carlos Alberto, 22:54h, e Luiz Antônio, 07:57h.
    Comentários lúcidos e precisos. O resto é maconha vencida. Esse tema EMBRAER/BOEING já esgotou. Agora só perguntando pra Mãe Diná.

  27. “…e abrir o mercado fechado do EUA para as duas.”

    A Boeing é AMERICANA e os EUA são o maior mercado de E-Jets.

    “A força aérea teve é terá que fazer encomendas sempre com a Embraer-Boeing de agora em diante…”

    Reserva de mercado mudou de nome????
    É cada uma…

  28. Agora sim. Se houver um acordo, vai ser bom para todos. Se não, bola pra frente. Fica tudo como está. Ao menos temos um governo e uma FAB que se mostram atuantes e presentes, pensando no que bom para o país, e não apenas no que é bom para os acionistas das duas empresas (talvez para estes a simples aquisição da Embraer pela Boeing seria ótima).

  29. Objetivamente, o que se pode falar sobre o assunto, fora das altas esferas de governo, é o seguinte:
    1. Qualquer acordo terá de envolver o GF e o MD (até agora, as declarações do Jungmann têm sido supreendentemente sensatas), visto q a empresa é sensível para a área de segurança nacional;
    2. “Fatiar” uma empresa do porte da Embraer (parece que é a 4a maior fabricante de aeronaves comerciais) é operação muito complicada.
    3. Segundo me explicou um profissional da área, a Boeing quer entrar no mercado de aeronaves de médio alcance, o maior nicho atual da aviação comercial, cujo controle não está totalmente desenhado. A Embraer tem o melhor produto, um posição consolidada de mercado e tem atuado de forma inteligente, “escalando” sua linha com base na experiência com as operadoras – segundo se diz na área, o Batch 2 dos E-Jets é uma obra prima. Desenvolveu uma plataforma de P&D com capacidade de lidar com tecnologia de ponta e desenvolver tais tecnologia, e atualmente depende pouco dos institutos estatais de pesquisa. Essa cultura e especialização levaram décadas para serem desenvolvidas e certamente é o que interessa a Boeing, que sabe quanto custa, em tempo e esforço, desenvolver uma plataforma dessas.
    4. Dificilmente a Boeing estaria interessada na área de defesa da Embraer, que é pequena em termos internacionais; além disso, traria o GF junto – o que é um problema adicional. Nos anos 70/80, da Embraer estatal, o GF tentou fazer uma parceria com empresas italianas, no projeto do AMX, e o negócio não deu muito certo: o governo italiano mostrou-se interessado, mas as empresas (uma delas, estatal), não. Fizeram tudo pra melar o acordo, e o resultado é que a FAB ganhou o A1A/B, um meio com o qual nunca tinha contado antes, mas meio mal resolvido (as lendas são muitas, e já ouvi pelo mns três histórias de por que não foi equipado com o canhão de tubos múltiplos M61, inclusive a do PA, com a qual concordo). Mesmo assim, a coisa só não foi mais longe pq o GF se desinteressou do projeto (foi mais ou mns o msm caso do MBT Osório, embora neste com resultado mais desastroso).
    5. Ainda assim, qualquer engenheiro com 25 anos de Embraer diria foi um “divisor de águas” para a empresa, em termos de alavancagem tecnológica – mais de um par deles já me disse que os jatos comerciais da empresa só puderam ser desenvolvidos por causa do aprendizado junto aos italianos. Pessoalmente, duvido q uma parceria dessas, com a Boeing, mesmo q seja feita, renda alguma coisa de concreto para a Embraer – na época do FX2, o offset oferecido ao Brasil, para FA18, uma aeronave q tecnologicamente já não era, na época , nenhuma brastemp, foi ridículo. Historicamente, ñ é a cultura deles, e isto vem desde a 2a GM. Quero ver alguém me dizer algum projeto militar avançado q tenha sido feito em parceria com estrangeiros – e ninguém venha me dizer “o F35”, pq os “parceiros” entram com a compra, por antecipação, de certo número de unidades, de modo a diluir o custo. Deu muito certo com o F16, que era um projeto sensato, mas parece q agora a coisa ñ funcionou.
    5. Outro problema que não pode ser ignorado é que o projeto do KC390 – muito provavelmente um futuro sucesso, pelo q se tem dito, já que o custo de investimento foi muito baixo e o preço unitário será quase de banana (a conferir…) – pertence à FAB, e envolve parceiros (lembro de Portugal e República Tcheca) e que duvido q os americanos estejam interessados em levar à reboque. Quanto ao A29, é aeronave projetada para conflitos de baixa intensidade, mais do que testadas (já estiveram em ambiente hostil diversas vezes e sempre se saem bem), mas duvido q interesse aos americanos fora do contexto em que foi contruída a parceria – interesse pontual do governo americano e as aeronaves são montadas lá por uma empresa de 3a linha.
    6- Enfim, acho q a discussão é complicada, por ser a Embraer o que é – joia da coroa da complexo industrial militar brasileiro, e que já entrou no imaginário nacional como exemplo do que o país pode fazer em termos de tecnologia, caso sejam apertados os parafusos certos. Creio que desfazer-se dela é muito mais difícil que da Petrobrás – q também fez misérias em termos de desenvolvimento tecnológico nos últimos 20 anos, graças à parcerias muito bem sucedidas com os institutos federais e empresas estrangeiras especializadas, tipo a pesquisa em geologia de camadas profundas – até 6000 m da litosfera – e compreensão do comportamento de rochas carbonáticas em alta pressão, exploração de petróleo com em profundidades abissais (2500 m) e operada remotamente, através de robos e estações automatizadas. Só q a Petrobrás foi fragilizada por acusações mal comprovadas de corrupção e, principalmente por uma política de desenvolvimento empresarial muito mal concebida. Mas é também uma empresa estratégica, pelo q já fez pelo país, e deveria ser repensada e reconcebida, e não simplesmente fatiada e encolhida. Bom, usei apenas como exemplo, pq se trata de uma estatal q está no centro de um debate ideológico – ideologia eu tb tenho, mas não estou discutindo isso aqui. A Embraer é privada, mas já andaram tentando inventar corrupção em torno dela. Espero q todo essa questão seja discutida com mais sensatez, nesse caso. Saudações a todos.

  30. 1. No meu modesto entender, não sou especialista na matéria mas apenas um aficionado por temas aeronáuticos, tratam-se de boas noticias.
    2. O interesse da Boeing e’ uma demonstração que haverá mais proteção contra a parceria Airbus-Bombardear (esta ultima a arquirrival da Embraer na aviação comercial).
    3. Seguramente poderá vir nova força no mercado dos USA para os novos aviões comerciais, assim como surgirão para o Super Tucano e para o KC-390, com suas futuras variantes ,e no desenvolvimento de novos projetos como os falados turboélices de terceira geração.
    4. A Embraer não é de forma nenhuma um concorrente da Boeing mas uma empresa bem menor mas dotada de complementariedade estratégica para ambas. Mantido o “Golden share” trata-se de uma ótima oportunidade de crescimento.
    Bola pra frente, parabens Embraer e FAB.

  31. Muitos estão com medo de a Embraer deslocar estruturas para os States, mas quais seriam as estruturas que a Boeing poderia transferir de outros países da AL, ou mesmo novas estruturas, trazendo-as para o Brasil (SP? MG? quem sabe São José dos Campos)? O Brasil poderia ser uma nova plataforma para a Boeing? Haveria uma nova relação da Boeing com as aéreas brasileiras? E sul americanas? Poderia haver um reforço na posição do Brasil no cenário da aviação civil e militar mundial(assim como no de submarinos-naval)? Se nos livrarmos dos bolivarianos, poderemos exercer nossa NATURAL E INTRANSFERÍVEL liderança e hegemonia na AL sem peias e faces ruborecidas? A única superpower, até aqui atacada ferozmente pelo Foro de São Paulo, vai nos elevar de nível entre seus AMIGOS?
    Embraer e Boeing pode parecer mero negócio, mas é muito mais. Por isso o ranger de dentes de alguns, que gostariam de manter a orientação do barbudinho e do top top para este gigante que é mantido à base de potentes soníferos.

  32. A Saab já tem a sua própria parceria com a Boeing, então não precisa de uma eventual parceria da Embraer para nada.
    Entendam de uma vez por todas, os interesses dominante são os dos americanos, não são os da Embraer e nem os do Brasil!!!!
    Aceitem de uma vez por todas, que dói menos.

  33. Se tem politico brasileiro envolvido nas negociações com poder de definir a transação, com certeza os interesses da BOING vão prevalecer, infelizmente não existe patriotismo nesta classe de gente (politico) serão todos comprados, todas esta lenga lenga e só para valorizar o passe, lamentável ..

  34. Aqui do alto da minha ‘SIMPLORIDADE”, um mero eng° mecânico de manutenção, fico admirado que, nestas centenas de comentários sobre este assunto, jamais houve algum escrito sobre o que deve estar pensando o verdadeiro PÚBLICO ALVO da Embraer: os CLIENTES que compram os aviões. O grande sucesso da Embraer se deve não apenas aos ótimos aviões, à assistência técnica de manutenção e treinamento exemplar; NÃO, em minha maneira simplória de analisar as demandas, o maior “vendedor” da Embraer é a necessidade do pequeno e médio operador de linhas aéreas de NÃO ficar dependente de um MONOPÓLIO, ou de um DUOPÓLIO.
    Por exemplo: o que faz uma empresa da Polônia (LOT) não comprar Boeing ou Airbus (e nem cito as russas) se uma tem condições de financiamento espetaculares e a outra está dentro da CE/Euro ??? É porque ficariam “na-mão” destes gigantes que acham que quem compra seus produtos está fazendo apenas um favor.
    Incrível é que os “dirigentes”, e os acionistas, da Embraer parecem que não vêem que esta diferenciação ao tratar o pequeno cliente, e o medo deste do monopólio, é que podem vir a suprir este mesmo cliente com produtos de maior capacidade quando a confiança deste cliente for suficiente para exigir estes novos e maiores produtos; mas, com certeza, não vão querer os produtos do “duopólio”. E esta é a história do crescimento da Embraer até agora. Quem comprou Bandeirante no passado agora está encomendando os 195 E-2 .
    Podem acreditar que estas pequenas e médias empresas, que crescem muito mais que as gigantes do transporte aéreo, são administradas por pessoas que já trabalharam nas GIGANTES, e conhecem a realidade das operações e as dificuldades de “ficar-na-mão” da Boeing e Airbus. Eles tem PAVOR desta opção. Exemplo maior é a pendência atual do Reino Unido com a Boeing.
    Acreditem: “CACHORRO-MORDIDO-DE-COBRA-TEM-MEDO-DE-LINGUIÇA”

  35. No final o negocio vai ser realizado e Governo vai sair ganhando no Marketing politico como negociador para não perder a EMBRAER pros a americanos comedores de criancinhas. ´só esta parte que acho ruim, Conseguindo fechar um bom negocio , vão levar o mérito… esta beleza!! já paga a conta

  36. A presidenta Dilma declarou ao jornal zero hora que é favorável ao acordo entre Embraer e Boeing, desde que o governo federal mantenha a Golden Square e o controle da empresa.
    Creio que essa é a ideia que está em curso.
    Parceria sem perda de controle.

  37. Será uma excelente oportunidade para as três empresas, Boeing, Embraer e SAAB, tudo girando em torno do produto “Gripen”…
    A Boeing pode fazer o marketing do caça, nos mesmo moldes que vai fazer com o KC-390, já que este avião não concorre diretamente com o Super Hornet..
    Todo mundo ganha.

  38. Carlos… O que faz uma empresa comprar um aviso de uma empresa ou de outra é uma série de fatores, e não isso o que você citou.
    O primeiro fator ė… Qual o tamanho de aeronave que estou procurando? Ou seja, não compram Embraer para não ficar nas mãos da Boeing… Compram porque temos os produtos que a Boeing não tem, e vice versa…
    Tem muita empresa com a frota inteira de um só fabricante, e estão muito felizes com isso…
    Frios bem as questões da análise das ofertas para o tamanho pretendido… Quem são os concorrentes, quem atende ao que preciso, qual o negócio mais vantajoso…

    E por aí vai…

  39. Carlos Miguez – BH 15 de Janeiro de 2018 at 10:45
    Muito bom Carlos.
    A sua colocação corrobora a opinião de quem não aguenta esse papo de que a Embraer vai quebrar mais cedo ou mais tarde caso não se ligue com a Boeing.

    Entre tantas coisas comerciais em jogo, porém a mais importante é a política e a estratégia internacional de Poder, na qual os americanos, cria dos ingleses imperialistas, são ativos a cerca já de 200 anos. E é isto que está por trás dessa pretensa atitude de compra da Boeing para cima da Embraer.

    Só para ilustrar a título de curiosidade histórica:
    Alexander Von Humboldt, grande explorador alemão (naturalista-químico-geógrafo-botânico-cartógrafo etc), que cedeu seus trabalhos para vários países. Fez uma grande exploração na parte norte dos Andes (final de 1700 e cerca de 1800), percorreu também todo o rio Orinoco (Venezuela-Colômbia), e quase se veio para o Brasil, porém perto da fronteira da Venezuela, foi proibido de aqui entrar, já que nossos portugueses de então, o consideravam um espião antes de explorador.
    > Será que estavam muito errados esses nossos portugueses?
    Depois da América do Sul passou cerca de um ano no México (os espanhóis bonzinhos de lá lhes abriram as portas), identificando vários recursos minerais e os mapeando corretamente (Humboldt era exímio cartógrafo).
    Em seguida do México foi para os EUA onde se hospedou na casa do Presidente Thomas Jefferson, com quem fez grande amizade, e para quem mostrou os mapas mineralógicos do México.
    >O que aconteceu após?
    Os EUA invadiram o norte do México e lhe tomaram a força um enorme pedaço.


    Detalhe: Thomas Jefferson (presidente de 1801-09) queria, em sua época, fazer uma aliança com o Brasil, para enfrentar com mais força as poderosas nações europeias. Bem diferente da política americana criada um pouco mais tarde (Doutrina Monroe)(Presidente James Monroe 1817-25) de América Latina um perfeito quintal ianque.
    Enfim, a vocação (interesse) americana de dominar não é de hoje.
    Bobo quem dúvida de interesses profundos nessa negociata pretendida pela Boeing.

  40. “Juliano Bitencourt 13 de Janeiro de 2018 at 17:34
    O que tem de histérico berrando contra o Grande Satã…. é uma piada. A ideologia liquida a lucidez.”
    .
    Engano seu, muitos aqui que são contra esse negócio não tem nada contra EUA e nem são russófilos. É somente uma questão comercial x soberania nacional. Reveja seus conceitos.

  41. Sobre meu comentário acima, falando que os portugueses barraram a entrada de Humboldt com suas pesquisas no Brasil, lá no início do século XIX, indiretamente se relaciona a um outro comentário, em outro post, que citei nossos pais, avós etc, como responsáveis pela construção do Brasil que herdamos, e que deveríamos manter e melhorar. Para isso, precisamos ter realista visão do presente, mas ao mesmo tempo com um olho no futuro e outro no passado…

  42. Os mesmos que escrevem “entreguistas”, são os mesmos que dizem “A Boeing quer comprar tudo”, “vão levar tudo embora”, “é o Trump”.

  43. Em seguida do México foi para os EUA onde se hospedou na casa do Presidente Thomas Jefferson, com quem fez grande amizade, e para quem mostrou os mapas mineralógicos do México.
    >O que aconteceu após?
    Os EUA invadiram o norte do México e lhe tomaram a força um enorme pedaço.

    Que feio! Contando a história pela metade.

  44. Jeff 15 de Janeiro de 2018 at 14:22

    Jeff, me referi especificamente aos esquerdinhas, os outros que são contra o negócio por outros motivos, que não alinhamento ideológico socialista, tem todo meu respeito. Não preciso rever meus conceitos.

  45. Isso ai não é jornalismo. è desinformação.
    A Embraer é uma multinacional privada com parte relevante do capital na mão de fundos estrangeiros. Alguns já perceberam isso, mas a turma do “oba oba nacionalista” sempre aparece e com tempo, diga-se de passagem , para levantar um monte de algaravias. A Boeing quer adquirir parte majoritária do capital hoje pulverizado entre muitos estrangeiros e consolidar o controle (já conversou com esses sócios todos). A União tem Golden Share e pode opinar. O que me preocupa mesmo é se a Boeing der as costas e desistir de qualquer tipo de negocio. A Embraer vai ter uma vida difícil enfrentando a Airbus e sua subsidiaria Bombardier.
    Engraçado , no governo Lulla , quando transformaram a Helibras em uma subsidiaria sem importância da Eurocopter, não apareceu a turma do “oba oba” para criticar; os que levantaram duvidas acerca do clima ufanista entorno do EC 725 (inclusive eu), um helicóptero de projeto requentado que não iria ter compradores e volume de vendas foi logo atacado pelos “connaisseurs”……….. Neste caso, os “oba oba” tronituaram o negocio pelos cinco continentes… Deu no que deu…..

  46. Não sou dono da verdade… Sobre os acontecimentos históricos no meu comentário acima…
    Se vier um americano contestar (ou complementar) o que escrevi (quem sabe tem algum ianque lendo nossos comentários), pode ser que eu discuta algo.
    Mas se nenhum americano, e tem muitos pelo Brasil e nos EUA que se interessam por aviação, não derem o ar da graça, ficarem de boca fechada, então…

    Ao mesmo tempo, se tem brasileiro querendo defender, justificar, preencher furos, do titio Sam, que o faça, o espaço é livre. A boa cultura agradece.

  47. E ae pessoal do Aéreo, rapaz tenho acompanhado as matérias do site e toda vez que leio continuo mais confuso com a questão da EMBRAER ser vendida.Afinal de contas a empresa vai ser vendida toda, pois até onde sei a lei brasileira não permite.Abraço gosto muito do site e acompanho desde da adolescência.

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