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Folha: Proposta da Boeing inclui divisão militar da Embraer

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Embraer EMB 314 Super Tucano A-29

Por Igor Gielow

A proposta da Boeing para associar-se à Embraer não é restrita à área de aviação comercial. Inclui também a divisão de defesa da fabricante brasileira, segundo a Folha apurou junto a pessoas próximas da negociação.

Isso tornará a conversa ainda mais sensível politicamente, já que o governo brasileiro diz que vetará a perda de controle nacional da empresa devido à sua importância estratégica na área militar.

A gigante americana não tem um formato fechado de oferta. Trará à mesa exemplos de parceria na área militar que dão salvaguardas de soberania aos países.

No Reino Unido, a Boeing abriu uma unidade de defesa em 2008 e emprega mil pessoas. É listada com uma “contratada X”, por obedecer a uma série de requisitos de controle por parte do governo. Entre eles, ter sete altos funcionários se reportando à pasta da Defesa, inclusive dois diretores britânicos.

Na mão inversa, a empresa de defesa britânica BAE Systems abriu uma unidade nos EUA que obedece a critérios rígidos, para manter sigilo de informações militares.

Na Austrália, a Boeing tem sua maior operação externa, com 2.000 funcionários. Lá ela também está sujeita a controle governamental de dados sensíveis.

A especulação inicial de que a Boeing só estava interessada em adquirir a nova linha de jatos regionais da Embraer, a exemplo do que sua rival europeia Airbus havia feito em outubro com a canadense Bombardier.

A aviação executiva, ponto forte em modelos pequenos e médios da Embraer, também está na mira porque não é nicho da Boeing.

Ao acenar com uma parceria maior, mesmo sem controle acionário da Embraer, terá de convencer o governo de que decisões estratégicas brasileiras serão preservadas.

A posição da Embraer é única justamente devido à sua área de defesa responsável por quase 20% do faturamento da empresa (outros 20% na aviação executiva, o resto em jatos regionais).

Desde quando foi criada pelos militares em 1969, a Embraer tem relação umbilical com a Força Aérea, sua principal cliente de defesa mesmo após a privatização de 1994. A empresa participa de projetos estratégicos para o país: programas aeronáuticos militares sob demanda e, por meio de subsidiárias, desenha o controle de fronteiras do Exército, parte do reator do futuro submarino nuclear brasileiro e atua no mercado de satélites.

Assim, a reação do presidente Michel Temer após o anúncio das negociações, em 21 de dezembro, foi a de aprovar as conversas mas rejeitar qualquer perda de controle.

Detentora de uma “golden share”, ação especial herdada na privatização, a União pode vetar negócios. Quem quiser mais de 35% das ações, precisa de aval federal. O que realmente preocupa o governo são as questões estratégicas e o poder que o Congresso dos EUA terá sobre elas. É preciso, contudo, relativizar.

Primeiro, a estrutura acionária da empresa é pulverizada, e seus maiores investidores são estrangeiros.

Segundo, na prática o contribuinte brasileiro paga pela exportação aos EUA de um produto que gera renda a americanos. Cerca de 60% do valor de um avião regional da Embraer vem de componentes americanos. O BNDES financiou, de 2001 a 2016, US$ 14 bilhões em exportações de aviões montados no Brasil para os EUA. Se a preocupação dos militares sobre eventuais vetos de exportações pelo Congresso americano é legítima, não é inédita: a própria Embraer já teve venda à Venezuela do Super Tucano, avião cheio de partes importadas, vedada pelos EUA.

A inquietação se dá porque a área de defesa é celeiro de inovação na Embraer, com especialização compartilhada com os militares e transbordo para tecnologias civis.

ONDE ATUA A EMBRAER

AERONÁUTICA
Desenvolve o KC-390, vende e dá suporte ao Super Tucano, moderniza AMX e F-5

DEFESA DE FRONTEIRAS
Pela subsidiária Savis, desenvolve o sistema de controle de fronteiras do Exército, projeto de R$ 12 bi

ESPAÇO
Associada à Telebras na subsidiária Visiona, investe em satélites de comunicação

SUBMARINO NUCLEAR
Pela subsidiária Atech, desenvolve o sistema de controle do reator nuclear para submarino da Marinha

FONTE: Folha de São Paulo

60 COMMENTS

  1. Se vender a parte comercial, acaba-se com a parte militar à médio prazo.
    De onde viria o dinheiro para pesquisa e desenvolvimento de aviões militares?

  2. Olá.
    marcelo km 2 de Janeiro de 2018 at 19:12
    “Se vender a parte comercial, acaba-se com a parte militar à médio prazo.
    De onde viria o dinheiro para pesquisa e desenvolvimento de aviões militares?”
    Do governo federal, na sua maior (bem maior) parte. Como sempre.
    SDS.

  3. Na minha visão, pelas informações veiculadas, não vejo outro desfecho que seja, digamos, menos traumático para nós brasileiros do que a parceria com a Boeing e tambem não consigo visualizar “meia-parceria”, pois ninguem vende uma casa, na condição que a sala de estar não esteja inclusa no negócio. Começando pelo corpo técnico que trabalharia para mais de um dono dentro da propria empresa. Não há bom senso e muito menos inteligencia em algo assim. A “inteligencia” da EDS juntamente com seu acervo, ou seria incorporada, ou então, sairia para outras bandas, com uma nova empresa com a mesma linha de atuação que tem tido até aqui junto às FA do Brasil. Não existem meias-soluções.
    Outro fato que comentei em outro post há alguns dias atrás é o fato, muito provável e quase certo, é o “sequestro” da mão-de-obra principal da EMBRAER pela BOEING, com todos os atrativos que o dinheiro (dólares) podem oferecer. Já ouvi comentários esfusiantes de técnicos da EMBRAER de S.J.C. com a possibilidade de serem contratados pela BOEING, como sendo o “salto” que faltava em suas carreiras profissionais. Quem os criticaria? Quanto tempo seria necessário no Brasil para repor mão-de-obra tão especializada e tão rara. Lembrem-se do Programa Espacial, onde literalmente foi para o espaço no acidente de Alcântara?
    São novos mercados, são novos negócios e são novas realidades que atropelam pragmatismos, teorias, vontades e ideologias. O desafio não é evitar o inevitável e sim adaptar-se e sobreviver da melhor forma possível.
    O velho ditado continua verdadeiro: Quem Pode Mais, Chora Menos.
    Que as cabeças pensantes da Embraer simplesmente façam um bom negócio e que o Brasil também, de alguma forma, ganhe.

  4. Mauricio_Silva 2 de Janeiro de 2018 at 19:19
    Sim viria do Governo Federal provavelmente, e sobreviveria comercializando KC-390, ST e R-99 para quem? Por quanto tempo? O KC-390 sofrerá um concorrência brutal, não se engane, pois os japoneses e russos estarão na parada, senão no inicio, mas em mais uns dois anos. O ST depende de muitos fatores políticos e um “bloqueio” ianque não poderá ser descartado. Sobraram os R-99 que pelo que sei só operam na FAB e uma versão SAR não vingou.
    A EDS sem as vendas as aeronaves comerciais não geraria receitas nem para atingir o break even point.
    Alguma fabricante de aviões de respeito, no mundo, sobrevive apenas com seus setores militares? Com excessão de EUA, Russia e China, nenhum outro país teria lastro para bancar empreendimentos assim.

  5. Daria uma bela matéria,

    tem como fazer os gráficos do A 29, KC 390 e ERJ 145

    caso retiren todos os componentes que NÃO são Made in Embraer dos seus anv’s,

    como eles ficariam ?

  6. Na outra matéria do mesmo jornal, informa que um dos principais assuntos tratados nessas reuniões de entendimento, foi sobre o próximo avião que vai substituir o B-767.
    Ficamos com a impressão que a Boeing quer que a Embraer faça parte do projeto.

  7. A realidade e esta se fica o bicho pega se correr o bicho come ; se Vender os projetos ESTRATEGICOS que estao nas maos da Embraer caem nas maos de um Pais Estrangeiro , se naop vender pode se ao logo do tempo receberem represalias como bloqueio de vendas na area comercial militar, pelo fato de produtos sensiveis em maos de paises que nao sao alinhados com politica do governo Americano. o governo Brasileiro quer vender que venda mas transfira para uma empresa Nacional , exmplo [ AVIBRAS] ou outra que tenha capacitaçao profissonal para executar os projetos ESTRATEGICOS que a Embraer assumiu . ai façam a venda parceria etcs conforme eles assim desejarem. Tendo projetos Estrategicos das forças Armadas na Embraer e vende la mesmo que seja uma parceria seria algo muito Temerario Perigoso para o nosso PAIS !

  8. Se alguém aqui acha que se a Boeing comprar a Embraer vamos continuar a desenvolver projetos militares sem poder de veto do Depto. de Estado norte americano pode cair na real.
    Veto ao F-4 nos anos 70, ao canhão Vulcan nos anos 80, a versões mais modernas do Sidewinder…
    Vamos é chupar o dedo.
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    O portfólio de Defesa da Embraer é tão interessante quanto o civil.
    O A-29 é líder inconteste em sua categoria. O KC-390 substitui com vantagens o C-130. O F-39 igualmente substitui o F-16.
    Com o KC-390 e o F-39 a Boeing dá uma cacetada e tanto na Lockheed.
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    Projeto do F-18SH é pouco. Manda o do F-15SE e do XF-32 que fica mais palatável.
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    A Boeing não precisa comprar a Embraer para levar os engenheiros e técnicos embora. Pode contratá-los isoladamente, com contrato e luvas.
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    E lembrando que desde 1929 tem a mão da Boeing na Pratt & Whitney.

  9. Há um outro risco nesse negócio, o risco da Embraer não aceitar um acordo e em decorrência disso a Boeing entrar no mercado da Embraer, a Boeing não tem apenas dinheiro, ela tem força política, técnica e mercadológica.
    Sabemos que o principal mercado da Embraer na área de aviões comerciais são companhias americanas ou controladas por empresas americanas, assim como a força que os EUA dá para a Embraer no setor militar (vendas de super tucanos para diversos países, inclusive a venda dos super tucanos para a USAF). A própria Embraer é muito dependente de empresas estrangeiras na produção dos seus aviões, motor, asas etc…
    A Boeing tem toda a expertise necessária para entrar no mercado da Embraer, tem força política, tem mercado, tem reputação, ou a boeing pode buscar possíveis concorrentes diretos da Embraer para fazer parcerias.
    Se for analisar muita coisa pode estar em jogo, a Embraer cresceu muito graças as parcerias que fez nas últimas décadas, a empresa não tem nenhum grande diferencial que lhe torne “”intocável””, ela está inserida em uma mercado concorrido. Talvez aceitar um acordo não é a melhor decisão, mas é a decisão menos pior dentre as existentes.
    Muitos produtos e serviços são prestados e coroados como “excelentes” por diversos fatores além do produto ou serviço em si, quero dizer que no dia a dia não consumimos “o melhor” de algo existente, mas sim aquilo que o mercado nos oferece (empurra).

  10. IvanBc
    Realmente o risco da Boeing desenvolver seus próprios jatos regionais existe, mas levaria entre 5 a 10 anos para sairem da prancheta.

  11. e triste , lendo as opnioes ai em cima, percebo que todos (ou quase todos ) pensam o mesmo ,
    demonstram a mesma ideia e pensamento ; como queriamos que a embraerr fosse brasileira de verdade , empresa solida e competente que e , fosse apenas nossa , e continuasse como hoje a nos dar alem de produtos otimos e que nos ajudam muito em nossa existencia como naçao, ainda nos traz o orgullo de dizer , esta sim e nossa , somos nos que traballamos juntos com eles para o nosso brasil cresça cada vez mais ,, mas infelismente todos teem a mesma visao ; a mellor opçao e a pior , pois se nao alinharmos aos donos do mundo , ficaremos na rabeira da historia , e no futuro so teremos lembranças , e como aquele mercadinho que teve que ser vendido porque um shoping foi inaugurado no bairro ,,, se nao ele iria ser fechado ,,, nao que a embraeer seja um mercadinho, mas diante das empresas dos euas , ainda esta engatinhando, mas tinha tudo pra se levantar e um dia andar de verdade , o presente nos mostra isso ,, mas quem sabe se quando ela andar , as empresas de la estaram voando a muito tempo ,,, entao esta descidido , pode ate ser que um exper no assunto pense desta mesma forma que nos , pois ollam tudo de forma tecnica e do ponto de vista financeiro ,,, mas nos tbem nos tornamos exper no assunto pois em nos ha um sentimento patriota que queria sim , ver a embraerr continuas a encher nossos ollos de lagrimas de alegria e honrra ,,, mais dia, menos dia a noticia vira a tona , so estao jogando esta poeira no ar pra nos preparar , no mundo dos negocios e assim que funciona ,,, a tao sonhada embraerr ja nao e nossa a muito tempo e o martelo do juiz ja esta de pe , so falta tocar na mesa pra tudo ir como tem que ser,, eu so gostaria que santos dumont estivesse vivo pra eu ver a reaçao dele neste momento da historia,, com certesa ele estaria com lagrimas nos ollos , como eu estou agora ao ignorantemente escrever esta minha simples opniao cheia de erros , mas o que sao os erros para nos brasileiros , que depois de 500 anos de idependencia ainda nao conhecemos os acertos.

  12. Lá fora existem governos que se preocupam em manter estas empresas ou, em caso se fusões, manter um certo grau de poder decisório e proteção aos dados sensíveis.
    Aqui pelo jeito só vão baixar as calças para o dinheiro e pedir por favor para calcarem fundo.
    Por isso não temos nem nunca teremos indústrias de ponta e tecnologia neste país.

  13. É conveniente à Boeing eliminar uma concorrente no setor militar. Não é só a aviação comercial que está em jogo. Exemplo disso foi a concorrência na Nova Zelândia, onde a Embraer chegou ventilar a possibilidade de ofertar uma versão de patrulha marítima do E-190E2, ou seja, um P-190. Isto sem falar, no futuro, o surgimento de toda uma família ISR baseado na mesma plataforma, ou seja, E-190 AEW&C, R-190 SR, etc… Todos nichos de mercado onde a Boeing nada de braçadas com os seis B737 e B767.
    .
    Ou o povo é muito ingénuo, ou está defendendo uma bolada nessa estória, ou falta capacidade intelectual (para não dizer outra coisa).

  14. Quando foi a última venda internacional de A-29 feita pela própria Embraer ? Só vejo vendas sendo feitas pela Sierra Nevada, com todas as vantagens oferecidas pelo FMS.
    Daí se vê o que vai acontecer se a Boeing comprar a Divisão de Defesa toda. No máximo os KC-390 e F-39 encomendados pela FAB serão feitos aqui. O resto do mundo vai comprar lá na Boeing mesmo.

  15. Olá.
    luiz antonio 2 de Janeiro de 2018 at 19:37
    Se EDS for “separada” do pacote de negociação com a Boeing (condição pouco provável, de acordo com o que o noticiário tem divulgado; faz sentido, pois é neste setor que se encontra o “estado da arte” da engenharia que, provavelmente, geraria um “novo” concorrente a Boeing no mercado), “sobreviverá” com os futuros acordos governamentais (se eles existirem…).
    A empresa se tornaria, provavelmente, uma estatal. E iria (re)iniciar o caminho que a Embraer já seguiu.
    Creio que a Boeing quer ter uma condição “privilegiada” no mercado de defesa brasileiro. Mas o GF tem de “repassar a conta” para a Boeing do investimento feito na Embraer, principalmente no que se refere a compra e transferência da tecnologia (como no acordo com a Saab). Se não, estaremos “pagando o pato” da negociação.
    SDS.

  16. Pessoal , as vezes Vcs queimam pólvora demais em exaltação à Boeing, se ela é tudo isso que digam, porque ela está perdendo tanto terreno contra sua maior rival:lockheed Martin, deveria então fazer parceria com esta, vcs não acham? É o que dizer se a Bombardier e a Embraer ouvessem se fundidas, qual seria o resultados e tendência desse fusão??

  17. Delfim Sobreira 2 de Janeiro de 2018 at 22:06
    Trollador maluco fica publicando os mesmo comentários nos dois posts o tempo todo.. vai dormir, cara…

  18. Olá.
    Não é muito difícil para o GF “melar” essa negociação e ainda sair “por cima” no processo todo: é só fazer uma “injeção de capital” no Embraer, num fundo destinado a compra da Boeing (?!?).
    O GF precisaria ter uns US$ 150 bi (no mínimo) disponíveis, repassar o valor para Embraer na forma de “um fundo especial” (destinado exclusivamente a compra da Boeing) e fazer uma proposta “hostil” de compra da empresa americana.
    Provavelmente, o governo americano iria barrar a negociação. Mas ai, quem ficaria em “vantagem comercial” seria a Embraer. Tudo isso a uns “módicos” US$ 200 bi.
    Ser patriota e nacionalista custa caro…
    SDS.

  19. Mauricio_Silva 2 de Janeiro de 2018 at 22:14
    O que a Boeing vai fazer é meter o pé na porta de muitos países para vender o KC-390 e até o Gripen.
    O KC-390 para quem poderia estar pensando num C-130, e o Gripen, para quem quer um caça novo e moderno mas não tem dinheiro para um caríssimo Rafale ou FA18, inclusive como manter.
    No final, vamos é ganhar com essa participação da Boeing na EDS… por que o que temos na Defesa eles podem fazer brincando, mas sem a ajuda deles, vai ficar mais difícil de vender…ou sob outra ótica, com eles participando, teremos mais mercados do que sem.
    Tem um problema: Como mensurar o que o Estado brasileiro já gastou na EDS, e que transbordou para a aviação comercial???? mas tem outro problema, o Pentágono também investe trilhões na Boeing defesa, e esse dinheiro, tecnologia e aprendizado, também acabam na aviação civil.

  20. Se vocês querem a Embraer para vocês, basta guardar um dinheiro e comprar ações da empresa na Bolsa de Valores de SP, aliás, quem fez isso dobrou o capital na semana passada.
    A Embraer é uma empresa e como tal deseja vender aviões para quem deseja e precisa ter aviões…o mesmo vale para qualquer outra empresa.
    Não entendo o porquê dessa loucura de Embraer brasileira (onde nenhum estrangeiro pode ser dono da empresa). Não que isso deva ser feito de qualquer forma e regulação, mas também não podemos ser uma Coréia do Norte que enxerga apenas o umbigo e por isso vive na idade média.
    Tem várias empresas brasileiras no exterior, brasileiros donos de ações de empresas estrangeiros, inclusive de empresas enormes como Burger King, Kraft Heinz, Budweiser e várias outras.
    Se na minha vida eu for usar apenas coisas feitas por brasileiros (criadas) ou produzidas por empresas brasileiras, então eu vou andar pelado! Pois não há nada! Começando pela internet, meu computador, meu celular, microondas, ventilador, filmes, seriados, sites, aplicativos, carros, bicicletas, avião, hotéis etc…o mundo não foi criado por brasileiros.
    A própria Embraer e a ciência aeronáutica no Brasil deve muito a estrangeiros, principalmente italianos e alemães.
    Como diz a frase do Newton: “Se enxerguei mais longe é porque me apoiei em ombros de gigantes”.
    Tudo é uma construção histórica…um pavimenta para o outro e todos esses no final tem seus méritos. Quem não tem méritos sou eu que até agora não desenvolvi nada útil kkkkkkkkkk

  21. A FAB não vai parar de atrapalhar a EMBRAPA tão facilmente. Querem que a Boeing continue bancando produtos militares duvidosos que respondem apenas por 10% dos negócios para a satisfação da ala nacionalista.

  22. O pessoal adora insistir e defender um modelo de negócio que não funciona, a realidade mostra que não funciona, mas mesmo assim insistem, se o tal modelo 100% Brasil fosse a solução, então teríamos empresas de nível global, coisa que não acontece. Em vez de criar na cabeça um modelo perfeito, teoricamente lindo, é melhor observar a realidade.
    Qual empresa comercial de avião vai querer comprar um avião de uma empresa estatal? Certamente muitos empresários vão fazer questão de não comprar pelo simples fato de não querer o “rabo” preso com estatal.

  23. Mais uma daquelas notícias que tem tudo para deixar ouriçados os arautos do atraso estatista. O que os incautos se esquecem é que a Boeing é uma das empresas líderes mundiais em defesa, com produtos únicos como é o caso do EA-18G Growler. Uma parceria entre a EMBRAER e a Boeing poderia render preciosos dividendos ao Brasil como talvez o auxílio no desenvolvimento de uma variante de guerra eletrônica do Gripen F ou a promoção do KC-390 junto às forças armadas dos EUA como contraponto ao C-130J. De igual forma também é preciso pensar no T-x, que foi desenvolvido com a SAAB, que em caso de eventual vitória da Boeing poderia ter componentes como os conjuntos das asas produzidos pela empresa brasileira

  24. Vejo muita gente aqui, louca pra entregar o pouco que ainda nos resta.
    Usando todo tipo de desculpa apocaliptica pra legitimar essa nova entrega.

    USA pode vetar o que quiser, eles tem poder para isso e estão no seu direito e pode vetar em todos os ambitos ja seja dos projetos comerciais e militares da EMB.
    Porém não esqueçamos que a cadeia de fornecedores da EMB ajuda a criar mais empregos indiretos em USA que no Brasil, quanto a EMB deixa de vender algo, USA tambem perde muito com isso.

    Porém um grande veto deles como castigo de algo suscitaria nossa retaliaçao em outros ambitos.
    Passariamos a comprar produtos militares e industriais de paises europeus ou asiaticos

    E a Embraer teria um trabalho tremendo de adaptar os seus produtos que passariam a levar peças e motores de outros paises, porem ela nao iria morrer enquanto continuasse fabricando com a qualidade que fabrica é mais…

    UE estaria encantada de fechar um acordo com o BR e o resto do Mercosul onde a EMB passara a usar a cadeia produtiva deles para montar os seus produtos e nao tenho a menor duvida que o mercado da Europa para ela.
    O mesmo principio vale para as potencias tecnoloticas asiaticas.

    Alguns ingenuos aqui (pra nao pensar mal de ninguem) querem fazer parecer que nao temos outra soluçaoaqui que fazer um acordo CARACU com USA (lea se Boeing) onde eles entram com a cara.

  25. Repito, me da igual se o dono da EMB é brasileiro, judeu, norte americano ou chines, me da igual tambem que ela faça parcerias com a Boeing ja que se supoe tudo pode ser melhor para todos

    Porém outro galo seria o perder o controle de uma empresa estrategica como essa (por muito privada que seja) é o que diga o contrario disso é como minimo um necio.

    Uma fabrica de carros ou de cerveza nao é estrategica, uma empresa aeronautica e de defesa sim

  26. “Com o KC-390 e o F-39 a Boeing dá uma cacetada e tanto na Lockheed.”

    O tal do F-39 não é produto da Embraer, mas da Saab.
    E a Saab já tem a sua própria parceria com a Boeing.
    Qnto ao “+ um”, nem preciso dizer quem é que está sendo realmente cacetado.
    E não será a Boeing que irá mudar isso.
    Afinal a USAF compra aquilo que lhe interessa, mas não o que interessa aos outros.
    Assim se e qndo a USAF mais uma vez se interessar em substituir seus C-130, o fará em seus termos e talvez nos do US Army, seu principal “cliente”, mas não nos termos de um fabricante menor.

  27. Antonio de Sampaio
    .
    Vc me chama de maluco e eu sou o trollador ?
    Quanto a repetir os posts, isto é com os moderadores e não contigo.
    Ponha-se em seu lugar.

  28. Que pouco que ainda nos resta? Vocês são muito saudosistas mesmo. A Embraer é privada meus caros, inclusive como esta na reportagem ´´cerca de 60% do valor de um avião regional da Embraer vem de componentes americanos“. O governo tem sim que aceitar essa parceria, lógico que tirando a maior vantagem possível.

  29. Chamar de associação é eufemismo. É aquisição pura e simples, se acontecer, no longo prazo o design irá para os USA e também a linha de produção. A Embraer já faz isso mesmo sem ser americana. Já era.

    []’s

  30. Delfim Sobreira 2 de Janeiro de 2018 at 22:08
    A Embraer vendeu Supertucanos diretamente para as Filipinas em novembro de 2017.

  31. Pessoal

    Para mim, que sou leigo no assunto, não precisa a Boing comprar a Embraer, eu acho, penso que seria mais fácil fazer um acordo no mesmo molde que o da Sierra Nevada tanto para o KC-390 quanto para os demais produtos… Aliás seria mais interessante ela comprar a Sierra e a Embraer utilizar os diversos pontos de apoio (manutenção) da Boing mundo a fora, para o KC-390 ainda acho que a Boing poderia entrar como um das empresas parceiras do negócio! Muitos aqui falam que o nosso super tucano precisa de um upgrade talvez uma parceria para desenvolver o “Mega Tucano”…
    Outro ponto que eu não entendi é por que o Gripen entra no balaio? Já que ele é da Saab e não da Embraer, temos coparticipação nas vendas externas do Gripen?
    Com relação a aviação executiva poderíamos fazer um associação do tipo nós projetamos e eles para atender o mercado americano fabricam com isso dividiríamos os lucros, uma vez que a mão de obra como muitos falam é mais barata do que a nossa…
    No final das contas acho que poderíamos fazer uma parceria ou nos moldes que fizemos com a Sierra Nevada ou até mesmo como fizemos com a Saab.

    Desculpa se viajei na maionese, mas para mim não vejo a necessidade de venda da Embraer.

  32. Sorte a Nossa que a Argentina não tem uma EMBRAER. Eles já teriam associado a Boeing e reduzido a importância da EMBRAER.
    Tudo que fica nas mãos dos Governo socialista da AL não prospera ou quebra, veja a situação da FAdeA. A PETROBRAS só esta de pé porque é muita grana que rola.
    Torcendo para que a parceria de Certo, e gere emprego e riqueza para o Brasil.

  33. A Boeing tem muito mais tempo de estrada do que a Embraer , é provável que já avaliaram uma parceria com a SAAB na área de jatos regionais.
    A Boeing já trabalha na área de defesa em projetos com a SAAB. Já estavam fazendo uma amarração com a SAAB que envolveria Gripen e EMBRAER?
    Só no campo das especulações

  34. Estatal? Saudosistas?
    Onde tem estatal? Em quase todas as empresas citadas aqui não existe estatal alguma.
    E não é questão de saudosismo ou entreguismo parem com essas bobagens.
    Vocês que defendem esta fusão (que é compra mesmo) estão falando nas vantagens comerciais, e é claro que elas existem e seria muito bom para a Embraer, que se projetaria muito mais no mercado mundial e também não correria o risco de ver as duas gigantes entrando no seu nicho de mercado com o pé na porta.
    Agora, falando na perda para o país ela seria muito grande por tudo que já foi comentado aqui.
    Não é porque nosso governo sempre foi ineficiente e incompetente que devemos desistir de tudo.
    O que não pode continuar é este sistema de investir em empresas, iniciar ou participar de bons projetos, investir mais dinheiro ainda e depois simplesmente repassar tudo para o controle de empresas de fora.

  35. Realmente, tal parceria (compra/venda/aquisição /golpe/etc) trará muitos benefícios para a EMBRAER como empresa global que quer se perpetuar em seus propósitos de mercado. Só tenho uma dúvida: como vai ficar o caso do F-39? Haja vista que será fabricado pela SAAB e também pela EMBRAER /BOEING, a BOEING também tem participação na SAAB, que teoricamente é a “dona” do projeto?

    Desde já agradeço pelos esclarecimentos.

  36. Não é a questão de haver dinheiro estrangeiro na EMBRAER, conforme colocado na matéria, isto já há a muito tempo, o problema está no atual interessado estrangeiro em querer eliminar um futuro concorrente. Eu citei aqui e em outros espaços que a BOEING, com essa desculpa da aviação comercial, de quebra, estaria eliminando um futuro concorrente no mercado militar.

    No último processo na Nova Zelândia, a EMBRAER chegou a oferecer uma alternativa ao P-8 da BOEING. Já se ventilar o desenvolvimento de novas aeronaves ISR, usando como plataforma a nova geração dos Ejets E2, com o controle nas mãos, a BOEING nunca deixará que a EMBRAER lance no mercado alternativas brasileira do B737 AEW&C, P-8, e J-STARS. Afora outros setores como radares e comunicações.

    Não é, apenas, a injeção de capital financeiro, para alavancar as condições produtivas da empresa, mas a eliminação de uma futura dor de cabeça à empresa dos EUA. É muita ingenuidade achar que neste negócio o objetivo é a Boeing se reposicionar em relação ao mercado de aviação comercial, é muito maior do que isso.

    Outra coisa, os casos do Reino Unido e Austrália é muito diferente do brasileiro, a começar pela parceria militar que gira em torno do compartilhamento de segredos e acordos militares entre países anglo ssalões. Maior até do que a relação destes com a OTAN. Querer colocar isto como fator de garantia, é o mesmo que querer achar que a BOEING cumpriria com o contrato de ToT durante o F-X2, porque ela colocou uma cláusula que pagaria 5% do valor do contrato, se ela não cumprisse com isto. É muito querer forçar a inteligência alheia.

  37. A Boeing é do governo americano e se a Embraer for absorvida desaparecerá! Acordem os que querem vender!!
    ” COMPROU ACABOU !! “

  38. O JAS-39 Gripen é produto da SAAB, a Embraer irá “fabricar” somente algumas das unidades brasileiras.
    Fora da America do Sul e África, quem venderá o Gripen será a SAAB.
    A parceria entre a SAAB e a Boeing no Tx da USAF, não inclui e nem nunca incluiu a Embraer.

  39. Eles lá dos USA falam assim,não forneço mais nada!Só ficamos com a fuselagem,e sem motores e a aviônica o avião não voa. Ainda deve de ter até aparelhos americanos para a manufatura das fuselagens,asas e outros acessórios.Não procuraram os russos para prover uma futuro embargo ou uma situação similar a esta de “ou dá ou desce”,agora aguenta.A dependência dos USA é tão grande que assusta e olha que sou mais pró USA na compra de armamentos,mas nunca poderíamos de nos privar a termos algum contato p/ emergências.Em maio de 2017 a diretoria da EMBRAER SE recusou a receber o russo,que em suas sábias palavras parece prever o quadro atual.
    “Não tem incômodo algum, só ficou para nós estranha a posição da EMBRAER de não querer ampliar seus negócios. Íamos propor a produção conjunto de um avião civil. A EMBRAER é na verdade uma empresa norte americana, entendemos isso. Mas vamos procurar nos estabelecer no mercado aeronáutico daqui”, observou um dos porta-vozes do premiê”.Só estão oficializando o casamento.

  40. Acho que tem alguns pontos que precisamos relembrar.
    .
    A Boeing, se não me engano, já possui uma parceria com a Embraer no que tange a venda do KC para outros países. Pra tirar um pouco de sangue da lockheed a Embraer não irá embaçar essa parceria se a proposta der para trás.
    .
    O F-39 é da Embraer para construir no Brasil para o Brasil. O projeto é e poderá sofrer sansões dos suecos. Imagino que ao comprar/se aliar a Embraer, a Boeing não terá acesso ao centro de excelência da Saab no Brasil, simplesmente porque o projeto f-39 é uma projeto dentro da Embraer hoje, porém não da Embraer. Conhecimentos de código fonte do projeto e de projetar a moda sueca a Boeing já possui na joint-venture do T/X.
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    Divagando…
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    Para mim a compra/parceria interessa mais a Boeing, do que a Embraer, na perspectiva do tabuleiro dos concorrentes desta na aviação comercial e, residualmente, na defesa. A associação da bombardier à Airbus é uma jogada boa do gigante europeu. Porém, diferente da bombardier os projetos comerciais da Embraer possuem um pool maior e é, portanto, mais substancial financeiramente. Exclusivamente neste prisma é mais interessante, na minha visão, a Embraer se manter desvinculada a Boeing. Se associar a Boeing por causa de algo no nicho que já é líder seria um tiro no pé ou no mínimo colocar rodinhas na montain bike numa corrida que vc é líder.
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    Acho interessante a leitura que a idade dos engenheiros de lá e daqui possuírem um valor grande nesta conta (não falo da excelência, por ser um valor intrínseco a ambos). O que pode acarretar em uma corrida de vagas lá, com grande êxodo de engenheiros daqui, caso a parceria/compra não se realize.
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    Na área militar a Boeing possui excelente produtos herdados. Dos projetos maturados dentro dela o superhornet/growler são os únicos que vingaram ( ainda que não tenham tido concorrência para uma análise melhor). O silent Eagle aparenta ser uma evolução bacana, de um monstro da McDonald-douglas, mas não vingou. O movimento da Boeing então é uma parceria de venda do futuro KC Brasileiro e uma parceria com a Saab para o TX, para uma aeronave nova. Me parece que se as condições nas forças armadas americanas não forem muito favoráveis a Boeing por si só vem se perdendo em leitura do mercado e desenvolvimento de projetos. Eu sou leigo, e minha leitura é efêmera, o contexto é muito complexo para uma análise de poucas linhas. Porém na minha rasa leitura é o que observo.
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    Do ponto de vista econômico, simplificadamente. É interessante uma análise da curva de lucros em cada área de cada empresa. Se a gigante americana tem lucro alto mas está em.queda de faturamento e de investimentos, gerando lucros altos em projetos já consagrados a Boeing é uma empresa no verde em decadência e a aquisição de uma Embraer no verde e em expansão é excelente para ela, e talvez para Embraer que pode florescer dentro de um ecossistema estabelecido porém com uma necessidade de algo novo.
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    Torcer que os analistas da empresa e da liderança política não se renda apenas a mão molhada nesse grande vespeiro brasiliense.

  41. Qualquer venda da Embraer trará ao país uma perda a médio e longo prazo. O que pode ser feito é apenas uma parceria comercial, apenas!

  42. Pois é… se o Brasil tivesse mais empresas, inclusive concorrentes da própria EMBRAER, gerando uma competitividade sadia e demandas por inovação, educação, tecnologia, não teria esse chororô todo por algo que nem ao menos se sabem o que realmente pode estar sendo proposto ou rolar.

    É esperar para ver no que dá mesmo.

  43. Então teremos F-39 fabricados pela SAAB/Bae e pela EMBRAER /BOEING, mas em um caso hipotético de um país sul-americano querer comprar um Gripen, tal país negociará com a SAAB ou EMBRAER? A SAAB receberia royalties na transação? Eu ainda acho que esse acordo não vai vingar…

  44. Coloquem todos os anv’s da linha de montagem militar da EMBRAER numa prancheta digital,

    retirem tudo que NÃO é Made in Brazil, sobra o quê ?

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    Xeroque Holmes 3 de Janeiro de 2018 at 12:36

    Resposta:

    “Mauricio R. 3 de Janeiro de 2018 at 10:52
    O JAS-39 Gripen é produto da SAAB, a Embraer irá “fabricar” somente algumas das unidades brasileiras.
    Fora da America do Sul e África, quem venderá o Gripen será a SAAB.”

    A Embraer NÃO fabricará quase nada, irá montar.

    A EMBRAER é uma montadora na essência, aliás como a AIRBUS, BOEING, BOMBARDIER e tantas outras; montam + integram + em parceria com centenas de provedores desenvolvem em conjunto milhares de componentes, com direitos intelectuais compartilhados etc etc etc.

  45. Diferente da Bombardier, a Embraer é uma empresa sadia: 3ª maior fabricante de aviões do planeta, líder no mercado de jatos regionais de até 150 assentos com quase 2 mil e-jets vendidos, fabricante do jato executivo mais vendido por vários anos seguidos. Dane-se se a maioria dos investidores são estrangeiros. Trata-se de um empresa global, mas BRASILEIRA, com sede no Brasil e engenharia brasileira.
    Com o KC-390 a Embraer mostrou que pode fabricar aviões de grande porte e alta tecnologia e que é extremamente competente em gerenciar programas de desenvolvimento, respeitando orçamentos e cronogramas. É claro que a Embraer poderia entrar no mercado da Boeing e Airbus a qualquer momento (já estamos beirando os 150 assentos). A própria Boeing reconheceu isso numa entrevista recente ao afirmar que seria seria questão de tempo ter a Embraer ou Bombardier como concorrente direto.
    É ilusão esse papo de parceria, fusão, joint venture… A história está repleta de exemplos onde empresas grandes compram empresas menores para absorver seus produtos e tecnologias ou simplesmente para eliminar a concorrência. É o que está prestes a acontecer.

  46. la em cima eu ja escrevi tudo que pensava ,,, agora so pra dizer a raiva que eu tenho do santos dumont ; ele nao deveria ter inventado o aviao ,,, nao mesmo . kkkkkk

  47. Alguém aí acima comentou que, se tirarmos os componentes americanos, dos aviões da Embraer ficariam apenas as asas e a fuselagem. Bem o forte da Embraer é projeto de aviões e a integração dos componentes. Lembro aos demais que os aviões da Embraer podem usar motores : GE , P&W e Rolls Royce. Como se vê, temos a opção de motor britânico, e sem falar em motor francês ou alemão para aviões. Então motor para a Embraer não é problema. Aviônicos ? Pode , se quiser usar aviônicos de procedência israelita, aliás , um dos melhores do mundo, da Elbit , que tem subsidiária no Brasil. Dizer que a Embraer não tem saida , a não ser , a venda para a Boeing , é redículo. Eu prefiro acreditar que se a Embraer topar o negócio é porque ela quis, mas nunca por falta de opções.

  48. não sou de postar mas vou escrever : vai ser a maior burrada que o governo e a Embraer pode fazer e esta ultima com uma prova de covardia, se aceitar uma proposta de compra por parte da boeing , claro . A nossa empresa ja tá amadurecida para enfrentar seus concorrentes maiores tem excelentes produtos e não tem o por que temer , pois tanto a parte militar como a civil se completa , o que boeing quer é engolir um concorrente que futuramente será maior , o caso bombardier foi diferente por que a empresa já tava em processo de falência, devido ao alto custo do desenvolvimento dos c-series o que deixou quebrada e o pior seus aviões não estava recebendo muitas encomendas , o que nesse caso não restou outra opção a não ser vender para evitar sua falência de vez , já a Embraer e diferente do caso deles , tem bons produtos , tem boas encomendas tanto no civil como no militar , o kc-390 tem boas perspectivas de venda , tem fábrica nos EUA , Europa , não sei o por que os cara estão se acovardando e dizer não a qualquer tipo de venda , vai ser péssimo para o pais e os gringos não vão baixar bola para nós se chegarem a comprar , pois sabem que tem um governo forte a seu favor . no máximo uma parceria mas cada qual no seu lugar . vamos aguardar .

  49. So uma duvida se a boeing comprar a EMBRAER como fica a questão da fabricação dos grips ngs e sendo que foi pago pelo governo brasileiro a transferência de tecnologia para o Brasil via EMBRAER ? a boeing ira ressarcir esse dinheiro?

  50. sempre vem aquele velho baba ovo do tio san puxando sardinhas pra Boeing e para os EUA, vale lembrar que uma parceira estratégica, sem o controle da Embraer não é vantajoso para a Boeing e por isso ela não se interessa por isso, ela pretende fazer como a Airbus fez com a Bombardier q é assumir totalmente o controle daquela empresa. Projetos como o E/A-18 Growler surgiram utilizando o F/A-18 que assim como o F-15, não foram projetos da Boeing e sim da McDonnell Douglas que foi totalmente absorvida e extinta. Outro ponto importante, a parceria da SAAB estaria condenada pois se a Embraer passasse para o controle da gigante americana, a Sueca jamais transferiria suas tecnologias de ponta do Gripen para sua grande rival pois esta usaria em seus Hornets que concorrem diretamente com o Gripen no mercado internacional.

  51. como alguns mencionaram, a situação da Bombardier e da Embraer são completamente diferentes, e vale lembrar que a Embraer almeja um contrato bilionário com o Pentágono para fornecer o Super Tucano como alternativa ao caríssimo A-10 Thunderbold, e as futuras vendas do Cargueiro KC-390, algo que pode até superar o valor de mercado da própria Embraer, que ronda em torno dos 12 ou 13 Bi.

  52. EMBRAER ganha a concorrência para treinador nos EUA, Boeing tem que se juntar ä Embraer para dar certo,isso é exigência do Governo Americano, Sierra Nevada produzirá os 300.Lucros…mais ou menos assim. Empresas americanas juntas levam 75% empresa brasileira leva 25%, brasileiro bonzinho demais.

  53. Brasileiros que não se enganem americanos não da nó sem ponta, se estão querendo acordo com os brasileiros é porque estão querendo nos engolir, como sempre, devido a isso é que nunca no Brasil vamos ter nosso parque tecnológico, pois os americanos melam tudo, isso tudo por estarem vendo que a EMBRAER é uma empresa altamente capacitada que pode prejudica-los em um futuro próximo, nos brasileiros devemos estar de olhos bem abertos. Não se enganem.

  54. cautela e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém. Não vejo sinergia nesse acordo a longo prazo para o Embraer. Pelo contrário, acho que os projetos militares da Embraer serão preteridos nessa fusão-parceria. Deve ter algo a mais nessa transação que ainda não sabemos. Vamos aguardar…

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