Eurofighter Typhoon com Brimstone

Uma série de disparos de tiro real do míssil de ataque de precisão Brimstone de um Eurofighter Typhoon foi concluída com sucesso, adicionando capacidade aprimorada para a aeronave

Uma série de disparos reais do míssil de ataque de precisão Brimstone de um Eurofighter Typhoon foi concluída com sucesso, adicionando capacidade aprimorada para a aeronave.

Os ensaios, conduzidos pelo Military Air & Information da BAE Systems em Warton, Lancashire, no Reino Unido, fazem parte de um programa de novos aprimoramentos que serão lançados em toda a Royal Air Force (RAF), garantindo que Typhoon permaneça na vanguarda da capacidade de combate.

O Brimstone fornecerá ao Typhoon uma arma ar-superfície perfeita, de baixos danos colaterais, de alta precisão, melhorando ainda mais a performance do jato de combate já comprovado. O planejamento para as próximas etapas do trabalho no Brimstone — incluindo a avaliação pela RAF em meados de 2018 — está em andamento antes da sua entrada em serviço.

Volker Paltzo, CEO da Eurofighter Jagdflugzeug GmbH, sublinhou:

Completar este marco é um testemunho da experiência e dedicação de nossas equipes e do valor de trabalhar em estreita colaboração com nossos parceiros.

Andy Flynn, Diretor de Entrega de Capacidade do Eurofighter, BAE Systems, disse:

O Brimstone adicionará uma capacidade de ataque de baixo dano colateral e de alta precisão e assegurará que o Typhoon permaneça apto para atender as ameaças do futuro nas próximas décadas.

O Brimstone faz parte do pacote de melhoria de fase 3 (P3E) que também inclui atualizações de sistema de missão e sensor. O P3E é a parte final do Project Centurion – o programa para garantir uma transição suave das capacidades do Tornado GR4 para Typhoon da RAF.

MBDA Brimstone

No total, foram feitos nove disparos e nove testes de alijamento, que começaram em julho, com o apoio do Ministério da Defesa do Reino Unido, MBDA, QinetiQ, Eurofighter GmbH e Eurofighter Partner Companies – Airbus e Leonardo.

O objetivo dos testes foi fornecer liberação de integração de armas para uso operacional. Eles cobriram uma série de cenários de lançamento específicos, testes em várias altitudes, velocidades, níveis de força-G e em diferentes posições na asa da aeronave e no lançador. Os nove disparos também foram usados ​​para realizar análises de dados e modelos de desempenho da arma. Mais ensaios de voo terão lugar no início de 2018, seguidos pela avaliação operacional pela RAF.

A avaliação operacional do pacote de Melhoramento de Fase 2 (P2E) com o Esquadrão 41 (R) da RAF – o Esquadrão de Teste e Avaliação – na RAF Coningsby, Lincolnshire, no Reino Unido, continua e incluirá lançamentos reais antes da liberação para a frota do Reino Unido. O pacote P2E inclui o míssil ar-ar BVR (Beyond Visual Range) Meteor da MBDA e o míssil ar-superfície (Stand-off) Storm Shadow.

FONTE: Eurofighter

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Delmo Almeida
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Delmo Almeida

Demorou demais isso!!! A melhor arma européia para o combate ao EI e não estava integrada ao caça… Ela dispensa as bombas do TO, mas existe uma demanda imensa para esse tipo de arma com grande precisão e menor carga explosiva para atingir alvos móveis sem gerar muitos danos colaterais. Também poderia ter sido exportado aos montes para a Arábia Saudita usar tanto contra o EI quanto no Iêmen, visto que questões morais não seriam um problema para nenhuma exportação de armas. O pessoal tá dormindo no ponto com a integração de armas no Eurofighter e essa ta fazendo falta… Read more »

Nonato
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Nonato

EI no Iêmen?
Mas o pessoal do Iêmen não é inimigo da Arábia Saudita?
Não são amigos do Irã, que é inimigo do EI?
Por falar nisso, dá para ficar de queixo caído sabendo que o brimo Jacó, isto é, o brimstone foi certificado para o Typhoon.
Quem imaginaria que isso seria possível?
Brincadeiras a parte, afinal de contas, como fazem essa certificação?
Cada míssil e avião tem características aerodinâmicas específicas.
Mas se um míssil x causar vibração excessiva no avião A, fazer o que?
Mudar o avião ninguém vai mudar.
Nem o míssil.
E aí? Como fica?
Com a palavra Bosco e Neri…

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Delmo,
O Brimstone já era usado contra o EI, pelos Tornado britânicos…

Flanker
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Flanker

Roberto, canhões e metralhadoras não são permanentes. Podem ser retirados e colocados quando se achar necessário. Para manutenção, por exemplo, precisam ser retirados da aeronave. Para voar sem o canhão, só precisa ter uma carenagem que cubra o local onde fica o cano da arma. A única vantagem que poderia ter ao se voar sem o canhão seria o alívio do peso em determinadas missões.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Roberto, que eu me lembre os britânicos pensaram em remover os canhões para economizar, no começo da operação do Typhoon, mas no fim das contas optaram por ficar com eles na aeronave por tempo integral. Afinal, aeronave de interceptação precisa de canhão.

Bavaria Lion
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Eu acredito que a melhor arma de combate ao EI seja o Taurus, porém o brimstone também é formidável. Ambos têm o dedo da MBDA.

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Nonato.
Tio Jacó tem nada a ver com o Brimstone. Este míssil é da MBDA.
Aliás, a Europa precisa mesmo aprender a se virar.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Roberto, olhando fotos recentes de Typhoons da RAF, realmente a maioria estava com o local “faired over”. Mas parece que parte da frota opera com o canhão, inclusive vi rapidamente uma notícia que o mesmo tinha sido utilizado sobre a Síria.
.
Vale lembrar também que os Typhoon, sendo os caças usados pela RAF para o QRA, se beneficiam do canhão para “mandar recado” à alvos que estão dando uma de sonsos, além de ser a arma preferida em casos onde o alvo não valha um ASRAAM de centenas de milhares de libras da rainha.

Bosco
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Bosco

Tem dois tipos de mísseis Brimstone, um guiado só por radar (de onda milimétrica) e outro por radar combinado com o laser semiativo (Dual Mode Brimstone). Apenas o segundo tem alguma utilidade em operações assimétricas já que mantém o controle humano. É um desperdício de recursos utilizar qualquer um dos dois em operações assimétricas já que o radar de onda milimétrica, caro pra chuchu, é destruído e não serviu pra nada. Seria melhor que os britânicos tivessem um Brimstone só guiado por laser pra operações assimétricas. Os britânicos até que fizeram um míssil leve, guiado por laser, o LMM, mas… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Realmente Roberto, mostrar um Mauser para o artilheiro de cauda do Bear não vai deixar ele muito impressionado não. Se bem que o Hunter com 4 Aden não devia baixar a cabeça pra ninguém.
.
Fico imaginando se os artilheiros de cauda dos B-52 tiveram algum sucesso no Vietnã.

Bosco
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Bosco

Um míssil guiado por radar de onda mílimétrica utilizado contra alvos em terra é um míssil engessado. Diferente de outros mísseis guiados por radar, contra alvos aéreos ou marítimos, os mísseis guiados por radar contra alvos em terra só atingem alvos que têm sua “assinatura” radar gravada na “biblioteca” interna. Não dá, por exemplo, para utilizar um Brimstone contra um edifício num alvo de oportunidade. Ou atingir uma janela específica desse edifício. Basicamente ele é feito para atingir alvos móveis (veículos, armas rebocadas, lançadores de mísseis, etc.) e por operar no modo “fire and forget”, sem intervenção humana, trancando após… Read more »

Bosco
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Bosco

Então o Brimstone guiado por radar não é ideal para guerra assimétrica (principalmente em ambientes urbanos) e o Brimstone DM pode ser utilizado mas é caro, com capacidades que excedem às expectativas. Então se conclui que o Brimstone é ideal para guerras de alta intensidade?? Será?? Contra um país com consistente defesa antiaérea vai ser meio que complicado utilizá-lo. Ele pode ser lançado desde baixos níveis (100 m??) até cerca de 6000 metros, e de distâncias que vão de 12 km (baixa altitude) a 25 km (grande altitude). Ser lançado de baixa altitude contra blindados de uma força bem protegida… Read more »

Bosco
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Bosco

O chihuahua me pegou!!!!

Sérgio Luis
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Sérgio Luis

AGM – 114 Hellfire
Pra que inventar se pode copiar!?!

Bosco
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Bosco

Sérgio,
Só uma curiosidade, o Hellfire é incompatível com aviões de alto desempenho, como caças. Os “gênios” que o desenvolveram não fizeram seu motor foguete capaz de suportar as agruras de um voo de alto desempenho, sabe-se lá por que, e isso nunca foi “corrigido” nas diversas versões subsequentes.
Por incrível que pareça seria mais fácil os britânicos desenvolverem uma versão “light” do Brimstone, com cabeça de busca laser do que montar um novo motor foguete no Hellfire.
Apenas no míssil JAGM, que deverá substituir o Hellfire, é que esse problema será corrigido.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Roberto, parece que foram 3 abates pelos B-52, aparentemente todos com as .50.
.
Interessante que os canhões do Bear tivessem mais alcance que os do armamento de cano padrão europeu. Afinal, os Aden/DEFA estavam em tudo que não fosse americano operando por aquelas bandas.