B-52 na “Christmas tree”

Se a ordem chegar, os B-52 voltarão a uma postura “pronto para voar” não vista desde a Guerra Fria

Por Marcus Weisgerber

BARKSDALE AIR FORCE BASE, La. – A Força Aérea dos Estados Unidos está se preparando para colocar os bombardeiros de armas nucleares em alerta 24 horas, um status não visto desde que a Guerra Fria terminou em 1991.

Isso significa que as antigas áreas de concreto nas extremidades da pista de 11.000 pés da base — denominadas “árvore de Natal” por suas marcas angulares — poderiam mais uma vez encontrar vários B-52 estacionados sobre elas, carregados de armas nucleares e configurados para decolar em um momento de alerta.

“Este é ainda mais um passo para garantir que estejamos preparados”, disse o general David Goldfein, chefe de gabinete da Força Aérea, em uma entrevista durante sua turnê de seis dias a Barksdale e outras bases da Força Aérea dos EUA que apóiam a missão nuclear. “Eu olho para isso mais como não planejando qualquer evento específico, mas mais para a realidade da situação global em que nos encontramos e como nós asseguramos que estaremos preparados para a frente”.

Goldfein e outros altos oficiais da defesa sublinharam que a ordem de alerta não havia sido dada, mas que os preparativos estavam em andamento antecipadamente. Essa decisão seria tomada pelo general John Hyten, chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos, ou pelo general Lori Robinson, chefe do Comando Norte dos Estados Unidos. O STRATCOM é responsável pelas forças nucleares militares e o NORTHCOM é responsável pela defesa da América do Norte.

Colocar os B-52 em alerta é apenas uma das muitas decisões enfrentadas pela Força Aérea, uma vez que os militares dos EUA respondem a um ambiente geopolítico em mudança que inclui o arsenal nuclear da Coreia do Norte, a abordagem de confronto do presidente Trump e Pyongyang, e as cada vez mais fortes e ativas forças armadas da Rússia.

Goldfein, que é o principal oficial da Força Aérea e membro do Joint Chiefs of Staff, está pedindo à sua força para pensar em novas maneiras pelas quais as armas nucleares poderiam ser usadas para dissuasão ou mesmo para combater.

“O mundo é um lugar perigoso e nós temos pessoas que falam abertamente sobre o uso de armas nucleares”, disse ele. “Não é mais um mundo bipolar onde era só nós e a União Soviética. Temos outros jogadores que têm capacidade nuclear. Nunca foi tão importante assegurar-se de que conseguimos cumprir essa missão corretamente”.

Durante sua viagem por todo o país na semana passada, Goldfein incentivou os aviadores a pensar além dos usos da Guerra Fria para ICBMs, bombardeiros e mísseis de cruzeiro nuclear.

“Eu desafiei … o Air Force Global Strike Command a ajudar a liderar o diálogo, ‘O que é o conflito convencional com um elemento nuclear?’ e ‘Nós responderemos como uma força global se isso acontecesse?’ e ‘Quais são as opções?'”, disse ele. “Como pensamos sobre isso – como pensamos sobre a dissuasão nesse ambiente?”

Perguntado se colocar os B-52 de volta em alerta – como foram durante décadas – ajudaria com a dissuasão, Goldfein disse que é difícil dizer.

“Realmente depende de quem, de que tipo de comportamento estamos falando, e se estão prestando atenção ao nosso status de prontidão”, disse ele.

Já foram feitas várias melhorias para preparar Barksdale – lar da 2d Bomb Wing e do Air Force Global Strike Command, que supervisiona as forças nucleares do serviço – para retornar os B-52 para uma postura de alerta. Perto das áreas de alerta, um antigo edifício de concreto – onde as equipes dos B-52 durante a Guerra Fria dormiam, prontos para correrem para a aeronave e decolar o mais rápido possível – está sendo renovado.

Tripulante correm para um B-52H em alerta nuclear

No interior do edifício, as camas estão sendo instaladas para mais de 100 membros, espaço mais do que suficiente para acomodar as tripulações que colocariam os bombardeiros das nove áreas de alerta para voar. Há uma sala de recreação, com uma mesa de bilhar, TVs e uma mesa de shuffleboard. Grandes pinturas das bolachas para cada esquadrão em Barksdale adornam as paredes de uma grande escada.

Uma pintura – um símbolo da Guerra Fria – descreve uma silhueta de um B-52 com as palavras “Peace The Old Fashioned Way”, escrita por baixo. No fundo da escada, há um logotipo do Comando Aéreo Estratégico, mais uma lembrança dos dias da Guerra Fria, quando os B-52 americanos ficavam prontos para decolar do lado de fora.

Esses espaços de estacionamento de B-52 longos e vazios logo receberão visitas de dois aviões de comando nuclear, o E-4B Nightwatch e E-6B Mercury, ambos que ocasionalmente ficarão em alerta por lá. Durante uma guerra nuclear, os aviões se tornariam os postos de comando voadores do secretário de defesa e do comandante STRATCOM, respectivamente. Se uma ordem de ataque for dada pelo presidente, os aviões serão usados ​​para transmitir códigos de lançamento para bombardeiros, ICBMs e submarinos. Pelo menos um dos quatro E-4Bs preparados para a guerra nuclear — formalmente chamado de National Airborne Operations Center, mas comumente conhecido como o Avião do Juízo Final (Doomsday Plane) – está sempre alerta em 24 horas.

Barksdale e outras bases com bombardeiros nucleares estão se preparando para construir instalações de armazenamento para um novo míssil de cruzeiro nuclear que está em desenvolvimento. Durante sua viagem, Goldfein recebeu atualizações sobre o trabalho preliminar para uma proposta de substituição para os mais de 400 mísseis balísticos intercontinentais Minuteman III e o novo míssil de cruzeiro de longo alcance.

“Nosso trabalho é criar opções”, disse Goldfein. “Nós fornecemos o melhor conselho militar e opções para o comandante em chefe e o secretário de defesa. Se o comandante STRATCOM exigir ou o comandante NORTHCOM nos exigir para estar em um estado de prontidão mais alto para defender a pátria, então temos que ter um lugar para colocar essas forças”.

FONTE: Defense One

48 COMMENTS

  1. Isso me lembra um filme de Stanley Kubrick – ” O Senhor Fantástico” – sobre a guerra fria. A diferença é que no filme é um confronto entre EUA e URSS e agora, um possível EUA e Coreia do Norte. Isso ainda vai da m…….. .

  2. Os EUA parece aquele policial folgado que usa de sua autoridade para amedrontar todos à sua volta,e aí daqueles que desacata-lo pois sofreram ameaças chantagem e se insistirem teram uma arma apontada para as suas cabeças.todos os impérios que já existiram tiveram esse comportamento e todos cairam.

  3. Se os EUA começar a guerra sem a Coreia do Norte ter feito o primeiro ataque os cidadãos da coreia do Sul e Japão é que moreram como gado no matadouro ,aí eu vou torcer para que a Coreia do Norte acerte pelo menos uma bomba de hidrogênio bem no coração dos EUA.

  4. Acho meio complicado fazer isso com uma força de bombardeiros sensivelmente menor que a existente nos anos 50-60. Ademais certamente o número de acidentes irá aumentar.

  5. Bem, tendências a parte, a realidade é que os yanques estão demonstrando poderio militar e a clara intenção de não dar mole a ninguém. Da mesma forma que impérios do passado ruiram, ninguem é bobo de cometer os mesmos erros e os yanques sabem muito bem disso, os alemães e os japoneses tambem depois das suas aventuras nas decadas de 30 e 40. O coreano tarado precisa aprender um pouco de história e ir cuidar das suas galinhas. Alguem pode lembrar da “derrota” no Vietnã, porém devemos lembrar que por motivos exclusivamente políticos os yanques sairam do Vietnã e não por uma questão militar. Os proprios norte-americanos limitaram a guerra e se fosse para valer o Vietnã como conhecemos hoje não existiria.
    Minha opinião claro. Abraços a todos

  6. Como tem gente aqui pro Rússia, Coreia do Norte! Claro que não concordo com os EUA ditando o que pode e o não pode ser feito! Mas na minha opinião ditaduras, países que não respeitam soberania de seus vizinhos tem de ser punidos sim!

  7. A Coréia do Norte está segura, desde que não faça um ataque nuclear primeiro.
    .
    Não há como ter uma guerra na Coréia do Norte sem um conflito nuclear. E por isto, ninguém vai fazer nada. Vão ficar nas trocas de ameaças e só. Logicamente que os EUA e aliados precisam estrar prontos para se defender. E aí podemos acabar tendo um Japão nuclear.

  8. Caros Colegas. O responsável por esta escalada é Trump. A diferença de poder nuclear entre os EUA e a CN é imensa e não há razão para esta demonstração de força, senão talvez para o público interno. Todos conhecem o poder militar os EUA e de sua capacidade de retaliação, então para que? Mesmo divergindo do presidente da CN, é claro que ele não autorizará um ataque nuclear ou convencional porque isso significaria a aniquilação da CN. Quem teria que demonstrar alguma capacidade de resposta seria a CN, não os EUA. Quando os EUA fazem uma demonstração de força nuclear absolutamente inútil, Trump dá a Kim Jung-Un a certeza que a CN não pode recuar e ao mundo a certeza que Trump está do lado errado do que se espera do presidente dos EUA.

  9. Ronilson 23 de outubro de 2017 at 17:38
    Não vai acontecer no Japão e nem na Korea do Sul.
    Breve ambos começam a receber Baa’s Iron Dome de israel, com ajuda dos Âmis.
    Uns falam em dezenas de Domo de Ferro, eu espero que sejam muito mais que dezenas …..
    Ai sim o Gordino vai ver a cobra fumar ….

  10. Olá.
    Se (e com muita evidência no “SE”) os EUA estão se “preparando” para um eventual combate com a Coréia do Norte, os bombardeiros em prontidão ficarão numa base a cerca de 11.000km do alvo???
    E, desde o final da década de 1950, os bombardeiros de prontidão tem como objetivo garantir o ataque de represália e não ser o corpo principal de ataque (incumbência esta dos ICBMs).
    Com o desenvolvimento dos SSBN, a necessidade de uma força de bombardeiros de prontidão diminuiu muito. Ainda mais depois do desenvolvimento dos SSGN.
    Aliás, num possível cenário de combate entre EUA e CN, os principais bombardeiros utilizados seriam o B-1 (ataque estratégico não nuclear) e B-2 (para ataques de penetração no território; armado com bombas convencionais ou nucleares).
    Coisa estranha…
    SDS.

  11. Caro Mauricio. Legal a sua avaliação. Eu desconheço os detalhes técnicos das forças nucleares americanas, mas o que acho estranho é a necessidade dos EUA fazerem qualquer demonstração de força. Não mudou em nada o status nuclear dos EUA, mas piora o entendimento diplomático. O que quer a CN? Óbvio que é não sofrer um ataque preventivo dos EUA. Mas, o que quer os EUA, uma guerra para melhorar a popularidade de seu presidente?

  12. Um detalhe, quantos B-52 os EUA tinham nas décadas de 50- 60 do Século XX e quantos tem agora. Quais tipos de armas nucleares essas aeronaves vão transportar, claro que não serão as mesmo do mesmo período de Guerra Fria.

    Será que somente B-52 estarão disponíveis em prontidão, temos os B-1 e B-2 também. No entanto, as quantidades de B-1 e B-2 são mínimas também. Será que terão que ativar os bombardeiros que estão na reserva lá no deserto?

    Saudações!

  13. Caro Bosco,

    Admiro muito os trabalhos do Kubrick, de forma que, respeitosamente, gostaria de dizer que o título em português no Brasil é Doutor Fantástico.
    Abç

  14. Fico triste em ver pessoas torcendo para um jogar bomba no outro. Melhor mesmo era uma saída pacifica para o povo sofredor da CN, mas toda via porém contudo eu não gostaria de ver essa guerra, mas ver quem com ferro fere sera ferido.

  15. Fica a pergunta no ar será que a maior potência econômica e militar da história humana cometerá o mesmo erro que cometeu com a Coreia do Norte e permitirá que o Irã possua armas nucleares?

  16. Olá.
    Sou um admirador confesso do “velho Buff”, uma das aeronaves mais fantásticas de todos os tempos em minha opinião.
    Quando vejo o aparelho, o imagino como um “dinossauro” que, pelos próprios méritos, recusa a extinção.
    Se fosse para ser usado (efetivamente) num combate no sudeste asiático, haveria deslocamentos para bases americanas em Guam e Okinawa e não uma prontidão numa base da Louisiana.
    Ou voltamos para as táticas de combate aéreo do final da década de 1940…
    SDS.

  17. Ronilson 23/10 – 17:38 “… aí eu vou torcer para que a CN acerte pelo menos uma bomba H bem no coração dos USA”

    Tente não torcer com muita força, se houver confronto vai sobrar bombas não só para o coração, mas também nádegas e adjacências de pessoas de ambos os lados e não queremos isso não é verdade? Ascensão e queda de nações fazem parte de um mundo dinâmico, isso não é novidade, agora hilário é ver nações e até pessoas que nunca irão cair já que não subiram um degrau na vida, torcendo pelo tombo dos outros.

    A prontidão dos B52 faz parte da tríade para assegurar o êxito dos meios de lançamentos, composta de bombardeios, submarinos nucleares e ICBMs, estratégia também utilizada por Rússia e China.

    Faz pelo menos 20 anos que os USA tentam persuadir diplomaticamente a CN a desistir de seu programa nuclear, enviando dinheiro e até alimentos, logo isso não tem nada a ver com o Trump, ele apenas pegou o abacaxi no momento em que a CN transitou de ameaça buscando a construção de nukes para ameaça detentora de nukes.

    Melhor torcemos para o caldo não entornar, além de vidas haveria reflexos na economia do mundo todo. Abraço!

  18. Pode não ter nada a ver mas certas bases militares, na América, são o sustento de inúmeras cidades. Várias comunidades simplesmente quebraram junto com bases que fecharam e o povo delas não se conforma de jeito nenhum.
    Manter as bases ativas geram empregos e giram dinheiro nas economias locais.
    Independente de exibição de força desnecessária, Trump se elegeu com o compromisso de manter e gerar mais empregos. Manter as bases plenamente ativas ajuda nisto.
    Mas na pior das hipóteses esse estado de alerta já está servindo para trocar os colchões mixados do alojamento da Barksdale Air Force Base.
    “Barksdale e outras bases com bombardeiros nucleares estão se preparando para construir instalações de armazenamento para um novo míssil de cruzeiro nuclear que está em desenvolvimento.” = + Empregos. E Trump sem querer querendo, mas na moita, agradece os norte coreanos.

    Falaram em redução:
    HMS TIRELESS 23 de outubro de 2017 at 17:41
    Acho meio complicado fazer isso com uma força de bombardeiros sensivelmente menor que a existente nos anos 50-60. Ademais certamente o número de acidentes irá aumentar.
    Dá uma olhada na base e conta os bichos, só nesta tem mais de 30 B-52
    https://www.google.com.br/maps/@32.4939184,-93.6630824,994m/data=!3m1!1e3

  19. O triste desta questão é que, se os Estados Unidos atacam, como a Coreia do Norte está a pedir há muito tempo, será acusado como criminoso etc.etc.etc., mas se não atacar e a Coreia do Norte levar a sua avante, fazendo uma besteira daqui a algum tempo, o mundo vai acusar os Estados Unido de não terem feito nada, antes, para evitar o que, certamente, vai acontecer, pois o dono da Coreia do Norte, já mostrou que é doido, além de ditador etc.etc.

  20. Vale mais um clima de guerra do que de uma paz podre que acabará por chegar ao primeiro.
    Chegam a um ponto de não retorno e as consequências serão terríveis para todo o mundo.
    Ninguém está fora, a teoria do aqui não chega, só serve para criar uma falsa segurança, uma boa parte da sociedade desaparecerá do mapa.

  21. Camagoer, desculpe-me mas terei que discordar você não está vendo o ‘Big Picture’ e sua visão sobre questão a questão parece ser ideologica visto como fala sobre o Trump, ele pode ser o fanfarrão mas a tática usada de colocar pressão não foi ideia sua, ela já era discutida a tempo ele só teve a liderança de implanta-la. Se a estratégia vai funcionar ou não é outra questão.

  22. Onde tem m_rd_, tem americano no meio sempre e sempre, seja onde for , região, continente, oceano etc, lutando pelas liberdades em prol das democracias e balela aqui e la. De o Irã dos aiatolás fosse alinhados aos americanos, estes não teriam sanções, se a Coréia do Norte fosse alinhada seria a mesma coisa. Vide a Arábia Saudita com seu regime déspota e ditatorial.

  23. O problema são os EUA fazer acontecer um ataque de falsa bandeira ao seu território, para ter apoio interno para lançar ataques pelo mundo a fora.A primeira pode ser a segunda,poxa vida como isso acontece nos EUA? Agora uma terceira aí já é dose.

  24. Olá Augusto. Não há razão para pedir desculpas. Discordar não é uma ofensa. Riso. Você tem razão quando diz que o problema com a CN já tem 70 anos. Eles estão na terceira geração enquanto que os EUA já tiveram mais de 10 presidentes (alguns com dois mandatos). Contudo, após o armistício, nunca houve uma escalada com este. Aliás, o Gen.MacArthur foi demitido quando propôs o emprego de armas nucleares durante a Guerra da Coréia. O arsenal nuclear dos EUA é superior ao da CN, portanto não haveria necessidade de demonstrações de força, a não ser que seja para o público interno. O problema é que nenhum presidente fez jogos políticos com armas nucleares até agora. Trump (aconselhado por alguém ou atuando contra o conselho de alguém) interfere na temática nuclear, misturando política interna com política nuclear, o que tira dele qualquer legitimidade internacional nesse tema.

  25. Fábio Jeffer – 24/10 – 08:19 “onde tem m… tem americano no meio”
    Na verdade onde tem ser humano tem m… onde tem mulçumanos fundamentalistas tem m…, onde tem comunista tem m… Tibet, Taiwan, Japão e Índia não morrem de amores pela China; a Europa sempre dormiu com um olho aberto temendo a Rússia, a neutra Suécia desenvolveu uma respeitável industria bélica por qual motivo? Eternas guerras civis na África ou intolerância religiosa no oriente médio. Estupidez é típica do ser humano, não é privilégio de americanos ou causada por eles. Lembro que teve um maluco que só fez m… ao tentar responsabilizar judeus pelos problemas do mundo.
    Parece sonho de consumo culpar americanos por tudo, arrumar um inimigo externo sempre é mais fácil do que arrumar a própria casa, é o que faz CN, Venezuela e tantos outros.
    Especificamente neste tópico, alguns comentários parecem feitos por garotos de 12 anos, quando ainda não temos muita informação e as ideias são meio confusas… Será que o Poder Aéreo está atraindo jovens leitores?

  26. Caros amigos, um unico B52H, faz um estrago na Coreia do Norte jamais visto, pois um unico B52H, carrega nada mais que 20 misseis de cruzeiro AGM-129 ACM, cada missel desse tem alcance de 3.700km, e cada um carrega uma ogiva nuclear W80-1 de 150Kt, que da mais ou menos umas 150 vezes o poder da bomba de Hiroshima. Entao meus caros, os EUA nem precisam de muito para fazer a Coreia do Norte virar cinzas. E os EUA estao certissimos em manter sua forca estrategica em prontidao.

  27. Camargoer, na verdade não. Houve sim momentos de escalada bem maiores do que o atual. Pesquise sobre o USS Pueblo (navio que inclusive ainda consta como ‘ativo’ na USN), e quando os Norte-Coreanos abateram um EC-121 em águas internacionais. Fora inúmeros outros incidentes na fronteira terrestre, mas que geraram menos repercussão que esses dois, principalmente em relação ao Pueblo.

    E sim, outros presidentes ‘jogaram’ com armamento nuclear. Inclusive o armistício foi assinado por causa disso. Ike deu à entender que utilizaria armamento nuclear contra a China caso se recusassem à assinar o armistício. Na época, a China não quis pagar para ver e resolveu assinar. Ike não falava sério, mas a China não sabia disso.

  28. Caro Leandro. Estamos discutindo sobre escalada nuclear não sobre guerra convencional e seu argumento sobre a possibilidade de empregar armar nucleares contra a China para o fim do armistício (assim como para na crise dos mísseis de Cuba) parecem mais confirmar minha análise do que refuta-la, já que foram eventos focando encerrar ou evitar um conflito, não o contrário. De qualquer modo, vou evitar qualquer comparação entre o Gen. Eisenhower com o Trump (riso). Acho improvável que esta escalada nuclear resulte em um conflito (mas não impossível) portanto é absolutamente desnecessária em objetivo. Existem duas consequências práticas, uma é vincular a política interna dos EUA à escalada militar no sudeste asiático, e a segunda é o enfraquecimento dos meios diplomáticos. Nenhuma deles é bom para mim ou para você.

  29. A possível reativação desse status de prontidão duvido seja para dissuadir ou retaliar Coréia do Norte. Na há essa necessidade. Em se tratando de armamento nao convencional, eua nao tem necessidade de gastar essa grana por causa de Coréia. Só oq eles tem lá na região, pronto de nucleares e afins, dizima o norte em minutos. Isso é um recado p Rússia nao se meter mais no assunto.

  30. De fato, não vi qualquer escalada nuclear americana. Nem mesmo vi uma escalada convencional americana na região do sudeste asiático. Nem mesmo vi um arrefecimento diplomático na região. Na verdade eu vi é um aumento dos esforços diplomáticos.

  31. Caro Leandro, A reativação da força de B52 com armas nucleares em alerta 24h após 26 anos é um degrau na escalada nuclear. Se por um lado existe um esforço diplomático para evitar a escalada, pelo outro este esforço é fragilizado por este tipo de ação (mais de propaganda do que militarmente efetiva). Tem um artigo sobre o papel do Barão do Rio Branco durante as negociações das fronteiras do Brasil que discute como o Império e a república recém proclamada eram militarmente inferiores aos vizinhos (Argentina e Chile) mas mesmo assim a diplomacia trouxe ganhos ao país. A CONSTRUÇÃO DO PAPEL REGIONAL DO BRASIL: UMA
    ANÁLISE DO PERÍODO RIO BRANCO.

  32. Olá Leandro. Meu comentário ficou retido. Que pena. Ia sugerir um texto artigo “A CONSTRUÇÃO DO PAPEL REGIONAL DO BRASIL: UMA ANÁLISE DO PERÍODO RIO BRANCO” sobre como a diplomacia do B.Rio Branco foi mais eficiente do que o uso de armas.

  33. De qualquer forma, ao ativar o alerta de 24h dos B51 após 26 anos desde o fim da guerra fria, Trump eleva o tom com uma ação que tem mais significado simbólico do que estratégico (porque ninguém duvida da superioridade nuclear americana) mas enfraquece os esforços diplomáticos que buscam a reduzir o escalada militar na região.

  34. De qualquer forma, ao ativar o alerta de 24h dos B51 após 26 anos desde o fim da guerra fria, essa decisão eleva o tom com uma ação que tem mais significado simbólico do que estratégico (porque ninguém duvida da superioridade nuclear americana) mas enfraquece os esforços diplomáticos que buscam a reduzir o escalada militar na região.

  35. Isso tem a ver com a Rússia. Os russos estão fazendo 2 exercícios de ataque nuclear, em nível nacional, ao ano e aumentaram em mais de 250 mil lugares pra pessoas a quantidade de abrigos nucleares.

    Estão atualizando os submarinos, mísseis, e mandando fazer mais bombardeiros. Então os EUA têm que se exercitar também.

  36. Camargo e, também tive um comentário meio grande retido. Sobre a política externa da era Trump. Mas não se preocupe. Conheço à fundo a era de ouro da diplomacia brasileira. Sou formado em relações internacionais hehehehe.

    Só atente para o artigo postado pelo do it. É MUITO relevante. É essa possibilidade de reativação do alerta, algo presente desde que foi desativado, e certamente caso retornasse, não seria diretamente devido à Coreia do Norte, mas sim devido ao número de ameaças global versus quantidade de meios convencionais disponível no momento.

  37. olá Leandro. Parabéns pela formação. É bacana essa troca de diferentes pontos de vista. Não foi minha intenção ser pedante, mas quem me conhece sabe que sempre que posso, coloco algum link que leva a algum documento legal que eu tenha lido.

  38. Eu sei, camargoer, fique tranquilo. Acho bem válido você postar esses links, até porque você não é vidente para saber qual o background de cada um por aqui, certo? De fato, não é à toa que Rio Branco é reverenciado entre o pessoal de RI. Como pai da diplomacia Brasileira, ele foi extremamente astuto em resolver bilateralmente nossos problemas fronteiriços, inclusive na hora em determinar o famoso árbitro para a resolução de controvérsias. Entre países extremamente católicos, ninguém melhor que o Papa, certo? Mesmo que na época fôssemos a potência militar regional incontesta, a opção militar para a determinação dos nossos limites não era bem uma opção realista para a época devido aos alarmantes custos tanto econômicos quanto materiais e humanos que incorreriam. Mas sempre existe aquela máxima de que nesse caso, é sempre melhor que o outro lado não saiba. Daí se tira outra lição importante. Inteligência é algo que não se pode exatamente medir o valor. É apenas importantíssimo.

  39. Olá Leandro. Seria ótimo se em algum momento você sugerisse alguns documentos que você considerasse interessante para aprofundarmos as discussões. Em outro momento, mencionei que em uma discussão, as únicas coisas que não seria admitidas seria a ofensa e a pressa.

  40. A mobilização militar americana e a presença tres NAes nas barbas da CN, não é somente uma preparação para um ataque pre-emptivo ou retaliatório, mas tambem serve como recado ao Iran.

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