Home Noticiário Internacional Aprovada a venda de mísseis AIM-120 C-7 AMRAAM à Holanda

Aprovada a venda de mísseis AIM-120 C-7 AMRAAM à Holanda

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Técnico faz os checks finais em um míssil AIM-120 AMRAAM em um F-16

WASHINGTON — O Departamento de Estado dos EUA determinou a aprovação de uma possível venda militar estrangeira ao Governo dos Países Baixos para os Mísseis ar-ar avançados AIM-120 C-7 (AMRAAM). O custo estimado é de US$ 53 milhões. A Agência de Cooperação de Segurança e Defesa (DSCA) entregou a certificação exigida notificando o Congresso dos EUA desta possível venda.

O Governo dos Países Baixos solicitou uma possível venda de vinte e seis (26) mísseis ar-ar avançados AIM-120 C-7 de médio alcance (AMRAAM), uma (1) de seção de guiagem adicional (itens de MDE), vinte (20) mísseis de treinamento (CATM), contêineres de mísseis, peças sobressalentes de seção de controle, suporte de sistemas de armas, equipamentos de teste, peças de reposição e reparação, publicações e documentação técnica, treinamento de pessoal, equipamentos de treinamento, engenharia de contratação e engenheiros dos EUA, logística, serviços de suporte técnico e outros elementos relacionados de logística e suporte a programas. O valor total estimado do caso é de US$ 53 milhões.

Esta proposta de venda apoiará a política externa e os objetivos de segurança nacional dos Estados Unidos, ajudando a melhorar a segurança de um aliado da OTAN, que continua a ser uma força importante para a estabilidade política e o progresso econômico na Europa.

A venda proposta melhorará as capacidades da Holanda para defesa mútua, segurança regional, modernização da força e interoperabilidade dos EUA e da OTAN. Esta venda aumentará a capacidade da Royal Netherlands Air Force de defender a Holanda contra futuras ameaças e contribuir para as atuais e futuras operações da OTAN. A Holanda mantém o AIM-120B em seu inventário e não terá dificuldade em absorver esses mísseis para suas forças armadas.

Visão em corte do AIM-120 AMRAAM

A venda proposta deste equipamento não alterará o equilíbrio militar básico na região.

A contratada principal será a Raytheon Missile Systems, Tucson, AZ. Não há contratos de compensação (Offsets) conhecidos propostos em conexão com essa venda potencial.

A implementação desta venda proposta não exigirá a cessão de qualquer pessoal adicional do Governo dos EUA ou representantes contratados na Holanda.

Não haverá nenhum impacto adverso na preparação da defesa dos EUA como resultado desta venda proposta.

Este aviso de venda potencial é exigido por lei e não significa que a venda tenha sido concluída.

FONTE: DSCA, em 11 de outubro de 2017

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Bavaria Lion
3 anos atrás

Interessante. Eu pensei que a versão “D” era a mais avançada.

Paulo Jorge
Paulo Jorge
3 anos atrás

E o meteor? Não seria o míssil referencial na Europa?

Sds

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
3 anos atrás

Paulo Jorge, a Holanda voa F-16 e está apenas iniciando longo processo de reequipamento com o F-35, e o AMRAAM é o míssil BVR integrado a ambas as aeronaves.
As campanhas de integração do míssil Meteor até o momento envolveram os caças Gripen, Typhoon e Rafale. Foi iniciado agora um programa para integrar o Meteor ao F-35, contratado pela Inglaterra.

Bosco
Bosco
3 anos atrás

Bavaria,
E é! Mas a versão D não deve ter sido liberada para exportação, mesmo porque o fabricante primeiro deve satisfazer o cliente interno.

Marcelo
Marcelo
3 anos atrás

Qual é o alcance das versões do AIM-120 ?

Bosco
Bosco
3 anos atrás

Marcelo, Esse negócio de alcance é complicado mas é dito que a versão AIM-120C7 tem alcance na faixa de 100/120 km. A versão D teria alcance na faixa de 160/180 km. O alcance “acaba” quando a bateria finda (e o míssil se autodestroi), quando a velocidade é muito reduzida pelo arrasto e o míssil cai (e se autodestroi) ou após um certo tempo cronometrado em que o míssil se autodestroi. Ou seja, no fim todo míssil, achando ou não o alvo, vai explodir. Esses alcances máximos divulgados são aferidos nas condições ideais de temperatura e pressão (lê-se: velocidade e altitude… Read more »

Bosco
Bosco
3 anos atrás

Só pra complementar, no caso de uma interceptação por trás, com o alvo se evadindo, um hipotético míssil que consiga percorrer sob controle (alcance máximo em condições ideais) 100 km, o alvo teria que estar muitas vezes tão perto quanto 20 km no momento do lançamento para poder ser alcançado. Já numa interceptação frontal o alvo no momento do lançamento teria que estar bem mais longe que a distância máxima (100 km), digamos algo em torno de 150 km, para que o míssil o intercepte na distância máxima. Aí, nesse caso pode-se dizer que o míssil tem 150 km de… Read more »