Legacy 450

Las Vegas, Nevada, 9 de outubro de 2017 – A Embraer anunciou hoje inovações nos jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500 durante edição 2017 da NBAA-BACE (National Business Aviation Association’s Business Aviation Conference and Exhibition), convenção e exposição da aviação executiva realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. Lançados em 2008, o Legacy 500 e Legacy 450 entraram no mercado em 2014 e 2015, respectivamente. As inovações anunciadas hoje incluem preparação para o Sistema de Navegação Aérea Futura (do inglês FANS—Future Air Navigation System) e novas opções em conectividade e assentos.

“O Legacy 450 e Legacy 500 têm revolucionado o segmento médio da aviação executiva oferecendo valor incomparável aos clientes”, disse Michael Amalfitanto, presidente da Embraer Aviação Executiva. “Isso é um reflexo direto do nosso DNA inovador ao mesmo tempo em que caminhamos rumo à nova visão de nos tornarmos a marca mais desejada da aviação executiva”.

Em apoio à FAA (Federal Aviation Administration) e seus investimentos em NextGen para a modernização do Sistema Aeroespacial Nacional nos Estados Unidos, a Embraer agora está oferecendo aos clientes de Legacy 450 e Legacy 500 a tecnologia FANS 1/A+, que permite comunicação via conexão de dados entre pilotos e controle de tráfego aéreo. Este item opcional estará disponível para clientes do Legacy 450 e Legacy 500 agora no quarto trimestre de 2017 e também pode ser incorporado em aeronaves já em serviço.

Mais um avanço em comunicações para o Legacy 450 e o Legacy 500 é o mais moderno sistema de conectividade ar-terra da Gogo, o AVANCE L5, que permite que clientes da Embraer se beneficiem de taxas mais altas de velocidade de acesso à Internet via redes 4G. O sistema AVANCE L5 permite conectividade de downlink de até 9.8Mbps, com cobertura total dos Estados Unidos continental e áreas do Alaska e do Canadá. No primeiro trimestre de 2018, esta opção estará disponível para clientes de Legacy 450 e Legacy 500.

Completando as melhorias nestas aeronaves revolucionárias, o DNA de design da Embraer introduz ainda mais conforto via seleção ampliada de opções em assentos para o Legacy 450 e o Legacy 500. A intensa interação com clientes resultou em inovações ergonômicas por meio de melhorias no design dos apoios de pernas, ajuste lombar, aquecimento e massagem, e a adição de suportes laterais nos apoios para cabeça. Os novos assentos também oferecerão mais opções de personalização de estilos de costura, texturas de materiais de couro e aplicações de cores. Estas novas opções estarão disponíveis para clientes recebendo suas aeronaves no segundo semestre de 2018.

Novos estilos de assentos

Sobre o Legacy 450

O Legacy 450 é um jato executivo da categoria mid-light com uma cabine de passageiros de 1,83m de altura e de piso plano, sendo a melhor em sua classe. Quatro poltronas totalmente reclináveis podem ser convertidas em dois leitos para repouso completo em uma altitude de cabine de 1.828m (6.000 pés). O sistema opcional de entretenimento a bordo inclui um sistema de vídeo de alta definição, som surround e várias opções de entrada de áudio e vídeo. Sistemas de comunicação de voz e dados também são opções disponíveis. A cabine de passageiros possui também na entrada um refreshment center (armários para armazenamento de bebidas, alimentos e outros utensílios), um lavabo privativo ao fundo e uma área interna para bagagem de mão. O espaço total para bagagem é o maior na categoria.

O Legacy 450 é o primeiro jato executivo de sua categoria equipado com sistema de comandos de voo eletrônico full fly-by-wire, manche lateral de controle (sidestick) e a suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion em quatro telas planas LCD de alta resolução, de 15,1 polegadas, completamente digital, além de funcionalidades como cartas e mapas eletrônicos Jeppesen e visão sintética. Recursos opcionais incluem o E2VS (Embraer Enhanced Vision System), que contém o HUD (Head-Up Display) e o EVS (Enhanced Vision System).

O Legacy 450 é equipado com dois modernos motores Honeywell HTF 7500E, de baixo consumo de combustível. Com quatro passageiros e reservas IFR NBAA, o Legacy 450 é capaz de voar 2.900 milhas náuticas (5.371 quilômetros), o que permite voos sem escalas de São Francisco a Honolulu, São Paulo a Bogotá, Moscou para Mumbai, Nova Deli para Cingapura, Cingapura para Pequim, Pequim para Kuala Lumpur, ou Hong Kong para Alice Springs (Austrália).

Assentos com novo estilo no Legacy 500

Sobre o Legacy 500

O Legacy 500 tem a melhor cabine de passageiros da sua categoria, com 1,83m de altura, similar às de algumas aeronaves na categoria super midsize. Oito poltronas podem ser convertidas em quatro leitos para repouso completo em uma altitude equivalente de cabine de 6.000 pés. O sistema de entretenimento a bordo inclui vídeo de alta definição, som surround, várias opções de entrada de áudio e vídeo, sistema de gerenciamento de cabine, e três opções de comunicação de voz e conectividade.

O Legacy 500 é o primeiro jato midsize totalmente equipado com sistema de comandos de voo digital, baseado na tecnologia full fly-by-wire, com manche lateral de controle (sidestick) e a suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion em quatro telas planas LCD de alta resolução, de 15 polegadas, completamente digital, com planejamento gráfico de voo, além de opções como autobrakes, e o E2VS (Embraer Enhanced Vision System), o qual combina o Head Up Display (HUD) e o Enhanced Vision System (EVS).

O Legacy 500 é capaz de voar a 45.000 pés (13.716 m) de altitude e é equipado com dois motores Honeywell HTF7500E, os mais ecológicos de sua classe. Decolando de uma pista tão curta quanto 4.084 pés (1.245 m), o Legacy 500 tem um alcance de 3.125 milhas náuticas (5.788 quilômetros), com quatro passageiros a bordo, nas condições NBAA IFR, o que permite voos sem escalas, de São Paulo a Caracas (Venezuela), Los Angeles (EUA) a Honolulu (Havaí), Teterboro (EUA) a Londres (Inglaterra).

DIVULGAÇÃO: Embraer

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Matheus Ugraita
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Matheus Ugraita

Não vejo a hora da Embraer partir pro desenvolvimento de uma família de jatos executivos de longo alcance. Vai ser demais! 🙂

Caerthal
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Caerthal

Já imaginou o Lineage 2000 (cabine do 190E2, asas do 195E2, acabamento do Lineage 1000E). Acho que alcance sairia de 4600 nm para mais de 6000 nm, trazendo a briga para uma outra categoria, concorrendo com o Global 7000 e o Gulfstream 650.

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Caerthal 10 de outubro de 2017 at 17:57
Amigo, o E-190 Lineage 1000E “antigo” tem um alcance de 8.334 Km, quase o mesmo do A319CJ presidencial que chega a 8.500 Km… ou seja, o E-190 E2 Lineage 1000E deve ter um alcance ainda maior, por ser maior – mais combustível – e bem mais eficiente.
O problema é que isso não vale nada, o importante mesmo é ter radar AESA, sem isso não é nada, quem tem radar AESA é um exemplo a ser seguido pelo Brasil.

Tallguiese
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Tallguiese

Se a Embraer tem a capacidade de fazer jatos executivos tão bons assim, porque será que ela não se interessou em projetar novos caças de combate? Se quiser ela pode! Ou ja não interessa mais visto que o mercado ja ta cheio de opções por ai? Talvez não compensa mesmo né?

Matheus Ugraita
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Matheus Ugraita

Não tô nem falando de E2 com interior Executivo, mas sim algo novo feito do zero pro mercado Executivo. Assim como o Legacy 450/500.

Audaz
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Audaz

Não dá para EMBRAER se aventurar no mercado de aviões de combate. Não sozinha.

Adriano Luchiari
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Adriano Luchiari

Antonio de Sampaio 10 de outubro de 2017 at 18:32, me permita uma pequena observação: o alcance de ambas aeronaves que você citou é semelhante porém o Lineage 1000 só tem essa autonomia com tripulação (3) e 18 passageiros a bordo.

Caerthal
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Caerthal

Adriano,

Os aviões executivos, mesmo o maiores, só podem levar até 19 passageiros por uma questão de certificação. Acredito que isso tenha a ver com o número de assentos (com cinto) e portas de evacuação.

Antonio S.

Os jatos top que citei tem uma alcance acima de 6.000 nm, alguns passam dos 7.000 nm.

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Adriano Luchiari 10 de outubro de 2017 at 19:14 Estes aviões são configurados assim mesmo, para transportar mais combustível, além do que se prioriza a autonomia e o conforto interno, os modelos 737 são assim também, transportam poucos passageiros, o A-319 da FAB transporta salvo engano 55 pessoas no máximo, incluindo a tripulação… ____________________ Caerthal 10 de outubro de 2017 at 20:10 O problema é saber se tem mercado que cubra os custos do programa, na verdade a Embraer pode fazer algo assim brincando, um jato gordo e de asas grandes… as asas desses aviões são enormes para transportar combustível,… Read more »

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Dois anos… Nunca!!! Nem em Marte!!

JT8D
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JT8D

Luiz Fernando 10 de outubro de 2017 at 21:29
Que pessimismo Luiz Fernando. Como diria Nonato, projetar avião não tem segredo

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Luiz Fernando 10 de outubro de 2017 at 21:29 KC-390, aeronave altamente complexa, muito, muito mais complexa que um jato gordo e com asas grandes, se parar para pensar, um avião como este, seria um Legacy 500 em escala duplicada, não muito diferente disso. A Embraer partiu do zero pelo KC-390, nunca tinha feito nada parecido e tão complexo, a ideia foi lançada em 2009, em 2010 começaram a discutir como seria o avião, em 2012 começou pra valer, seu voo seria dois anos depois, em 2014, não fosse um problema no motor que teve que ser trocado, no começo… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

O que radar AESA tem a ver com um avião executivo? Não entendi… 2009 a 2015 são 7 anos na minha matemática.

Nunão
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Nunão

“A Embraer partiu do zero pelo KC-390, nunca tinha feito nada parecido e tão complexo, a ideia foi lançada em 2009, em 2010 começaram a discutir como seria o avião, em 2012 começou pra valer, seu voo seria dois anos depois, em 2014, não fosse um problema no motor que teve que ser trocado, no começo de 2015 ele voou, dois anos depois que começaram a projetá-lo de verdade” . Antonio de Sampaio, . A ideia original, ainda como C-390, surgiu por volta de 2004, e foi lançada oficialmente na LAAD 2007. A partir da intenção de compra da FAB… Read more »

Nonato
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Nonato

Talvez tenham falado do radar aesa porque em outra matéria, sobre os kfir colombianos, alguém deu a entender que o Brasil estava muito defasado, não apenas a FAB, mas a indústria aeronáutica.
Falou-se inclusive nas lanchas colombianas.
Talvez tenha sido utilizado aqui ironicamente.
Temos aviões executivos de ponta, mas somos criticados porque não temos aesa ainda…

Nonato
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Nonato

A Embraer lança jatos executivos em ritmo de pão em padaria.
Se não me engano os ejets foram entre 2000 e 2004. No fundo, o mesmo avião em diferentes tamanhos…
Somente a partir de 2008, salvo engano, começaram a entrar no ramo de jatos executivos e devem ter uns 10 modelos.
Sem reinventar a roda, vai lançando avião igual um porta aviões em tempo de guerra…

Nonato
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Nonato

A matéria é uma espécie de comercial. Que poderia ser assim:
Não perca essa oportunidade de comprar o seu jatinho executivo.
Legacy 450 e 500 modelo 2018, com novos itens de requinte.
Poltronas feias mas melhores.
Não aguenta ficar fora do whatsapp nem durante o vôo? Melhoramos a conectividade.
Promoção este fim de semana. Venha tomar um cafezinho e fazer um test fly.
Melhores condições do mercado, com tanque cheio e IPVA grátis…
Vá até à concessionária mais próxima.
Você entra a pé e já sai voando com a chave do seu avião na mão…

Caerthal
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Caerthal

Nonato Seus comentários estão indigentes. Procure se esforçar mais. Contexto A Embraer em um período relativamente curto (15 anos) conseguiu um lugar honroso entre as 5 maiores produtoras de jatos executivos (os outros são Gulfstream/Bombardier/Dassault/Cessna). Não foi sem dificuldades, até porque o nome e a tradição pesam muito, em especial nos segmentos mais sofisticados. Após o lançamento dos avançados Legacy 450/500 observo que a Embraer vem dando uma guinada, priorizando aspectos como o visual/conforto/entretenimento. Ou seja, ser ótimo tecnicamente e ter nível de serviço ao cliente acima da média permitiram que ela chegasse a um determinado patamar, mas ainda falta… Read more »

Matheus Ugraita
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Matheus Ugraita

Caro Caerthal, se tiver mercado faz todo o sentido. Li em março deste ano numa entrevista que a Embraer olha cada vez mais pra esse segmento.

Nonato
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Nonato