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Analistas criticam estratégia da Boeing em penalizar a Bombardier do Canadá

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Bombardier C Series

Por Dominic Gates

Os principais analistas aeroespaciais são altamente críticos com o impulso da Boeing para impor tarifas elevadas sobre as vendas nos EUA do pequeno jato de passageiros C Series da Bombardier, dizendo que o caso prejudicará os interesses de longo prazo da Boeing e da indústria aeroespacial dos EUA.

“O livre mercado e a livre concorrência são bons para nós”, disse Adam Pilarski, vice-presidente sênior da empresa de consultoria Avitas e um importante analista de aviação. “A Boeing não deveria querer se afastar disso, porque fazer isso vai prejudicar a Boeing”.

Tão convencido está Pilarski de que essa perspectiva prejudica os interesses dos EUA, que ele não acredita que a tarifa de 220 por cento anunciada na terça-feira, em última instância, será imposta aos jatos do fabricante de aviões canadense.

Ao pressionar o caso perante a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) — um fórum unilateral e, portanto, claramente tendencioso — e não ante um tribunal internacional, a Boeing apenas encorajará países como China, Rússia e Brasil que têm grandes ambições aeroespaciais e grandes mercados domésticos para fazer o mesmo com a Boeing no futuro, disse ele.

“Você está dando a seus concorrentes reais uma desculpa para dizer, se os EUA podem fazer isso, também podemos fazê-lo”, disse Pilarski.

Richard Aboulafia, um proeminente analista de aviação do Teal Group, concordou, dizendo que a decisão desta semana é “uma vitória tática, mas estrategicamente um desastre” para a Boeing.

Ele disse que o dano imediato à Boeing é a perda provável de grandes contratos de defesa dos dois aliados militares mais confiáveis ​​dos EUA.

O governo canadense já colocou em espera um acordo de US$ 5,2 bilhões que estava quase finalizado para caças a jato Boeing F/A-18 e sistemas de armas relacionados. Os canadenses são conhecidos por terem interesse também na compra de jatos antissubmarinos P-8 e helicópteros Chinook da Boeing. Por enquanto, essas possibilidades também estão fora da mesa.

E porque as asas dos CSeries são feitas em Belfast, Irlanda do Norte, onde 1.000 postos de trabalho estão ameaçados, as futuras compras de defesa do Reino Unido também estão em risco.

FONTE: Seattle Times, publicado em 28 de setembro de 2017

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Mauro OliveiraRommelqeJohnny WalkerSpace JockeyGripen BR Recent comment authors
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Augusto
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Augusto

Subsidiar perdas de empresas passa longe do livre mercado, ou seja, se fosse livre mercado mesmo o Canadá deixaria a Bombadier quebrar e se comprada por outra companhia, a Boeing está certa.

Walfrido Strobel
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Augusto, livre comércio??? Isso é um sonho nesta guerra trilionária.
. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,subsidios-bilionarios-a-boeing-sao-condenados,10000091140

JT8D
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JT8D

Ok, é compreensível que o governo canadense não tenha deixado a Bombardier quebrar. Mas o problema aqui foi o dumping, isto é, venda por preço abaixo do custo. Isso é inadmissível

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Alexandre Galante 29 de setembro de 2017 at 16:29
Você conhece o caso de um avião de caça fabricado no Canadá, o Avro Arrow CF-105, que fim deram nele?? EUA mandou desmantelar?

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Corretíssimo JT8D… O problema não são os subsídios. Todas as indústrias deste setor recebem subsídios, de uma forma o ou de outra.
A questão é que usaram uma injeção bilionária de dinheiro público para viabilizar vendas bem abaixo do custo (ou seja com grande prejuízo), tornando a concorrência uma piada de mau gosto!!!

Nonato
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Nonato

JT8D, consta do Wikipedia (não sei se é confiável) que para evitar a segunda venda substancial do cseries a uma aérea americana a Boeing vendeu os 737 por 22 milhões a unidade…
Se bem que no fundo no fundo esse seja um preço mais realista.
70 milhões é que é irreal…

Nunão
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Nunão
Nonato
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Nonato

Principais analistas aeroespaciais são contrários, incluindo Nonato… Mas não pelas mesmas razões Muitos aqui refutaram a importância econômica da venda dos F18. Eu até acho que para a área de defesa a Boeing não pode descartar venda alguma de uma linha de produção estagnada. Mas o problema é o isolacionismo e o risco do país de criar caso com um parceiro estratégico e especial. Já imaginaram que em vez de typhoon, só de provocação, o Canadá poderia comprar uns 36 su35 só para provocar? Talvez por 50 milhões cada. Ou chamar um navio de guerra russo para exercícios militares conjuntos… Read more »

Paulo Jorge
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Paulo Jorge

A Boeing está lutando pra manter o mercado depois do que perdeu para o A-320.
Outro concorrente de peso iria complicar a família 737, que já perdeu hegemonia em diversos mercados.
Agora, o que o governo canadense fez foi pesado. Sabotou o mercado com subsídios bem camaradas.
Haverá um equilíbrio, pois diversas empresas americanas detém componentes no CSeries… questão de tempo para a poeira baixar.

Sds

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Paulo Jorge 29 de setembro de 2017 at 17:20

Onde a Boeing perdeu para o A-320? Dê uma olhada nesse gráfico onde resta claro que enquanto as entregas de 737 mostram tendência de estabilidade as de A-320 estão tendentes a cair:

https://en.wikipedia.org/wiki/Airbus_A320_family

Walfrido Strobel
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A Boeing e Airbus estão disputando o mercado palmo a palmo, se alternando na liderança de corredor unico, vamos ver agora se com as fábricas da Airbus nos EUA e China a coisa vai ficar mais favorável a Airbus.
Desaparece a vantagem da Boeing de um produto made in USA pois concorre com um Airbus made in USA-Alabama.
E poderá ter acesso mais fácil ao financiamento chinês com seus A320 made in China para o mercado local.

JT8D
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JT8D

Nonato 29 de setembro de 2017 at 17:08
Pois é Nonato, a Boeing foi obrigada a vender no prejuízo para não perder pela segunda vez. E é justamente isso que ela não quer continuar fazendo, tendo prejuízos por ter de concorrer com o governo canadense. A Boeing pode até aguentar isso por um bom tempo, mas imagine a situação da Embraer

André Bueno
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André Bueno

Alexandre Galante 29 de setembro de 2017 at 17:13

Interessante que após a “queda” do Arrow, muitos engenheiros foram para os EUA e trabalharam em empresas aeronáuticas e no projeto de veículos espaciais. Um deles, John Hodge, trabalhou para a NASA e foi controlador de voo, inclusive na missão Gemini 8 quando Armstrong e David Scott enfrentaram dificuldades ao acoplar com um veículo Agena [primeira acoplagem com sucesso] e problemas ainda maiores ao desacoplar. Segundo consta, a taxa de giro da cápsula chegou a 360o/s, quando fazendo a tripulação desmaiar.

André Bueno
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André Bueno

Errado: “[…] quando fazendo a tripulação desmaiar.”

Certo: quase fazendo a tripulação desmaiar.

Wellington Góes
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Wellington Góes

É só no Brasil que os “pragmáticos” ficam torcendo para não desenvolver equipamentos de alta tecnologia, com agentes do próprio governo atuando contra, ou deixando de atuar em pró, para que as importações continuem década após década. Vide a própria Mectron.
.
E haja “intendido” arrotando besteira. Rsrsrs

EduardoSP
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EduardoSP

A Boeing não concorre no mercado do CS100, o aparelho que foi vendido para a Delta. A menor versão do 737 MAX, o MAX 7, tem 50 das 3.843 encomendas da família 737 MAX registradas até agosto passado. Ou seja, é nada. A própria Delta informou que quando fez a compra do CS100 a Boeing ofereceu EMB-190 reformados, pois não tinha aviões do tamanho solicitado. Não faz muito sentido a Boeing fazer esse movimento contra uma empresa que produz, em um ano, o que ela produz em um mês. Outra coisa, o CS100 concorre com os EMB-190/195. São do mesmo… Read more »

JT8D
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JT8D

EduardoSP 29 de setembro de 2017 at 18:57
O CS100 não é ameaça direta à Boeing, mas não se esqueça que ele é apenas o menor da família C-Series. Se a Boeing permitir, em breve a Bombardier estará fazendo dumping com o CS300 e o CS500. A Boeing não está fazendo isso à toa, eles podem ser tudo, menos idiotas

JT8D
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JT8D

A Boeing está fazendo isso não pelo CS100, pelas pelas vendas potenciais do CS300 e do CS500

Marcos
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Marcos

Não é a boeing que está penalizando, é o governo americano.

LucianoSR71
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LucianoSR71

“a Boeing apenas encorajará países como China, Rússia e Brasil que têm grandes ambições aeroespaciais e grandes mercados domésticos para fazer o mesmo com a Boeing no futuro, ” Esse cara tá falando bobagem, China que ao meu humilde modo de ver é o verdadeiro alvo dessa medida, já faz o que quer c/ seu mercado – a Embraer, por exemplo já tem pedidos c/ diversas empresas chinesas, mas não tem a autorização p/ efetivar os pedidos, ou mudando de setor é só ver o que fizeram p/ prejudicar a Vale, proibindo seus gigantescos cargueiros ( que foram feitos especificamente… Read more »

Bavaria Lion
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Estou de acordo com os analistas. A liberdade de mercado foi o que fez os EUA serem o maior mercado consumidor do mundo (até um passado recente). O protecionismo tem gerado péssimos dividendos. Uma vez classificada uma empresa privada como estratégica para o país (geralmente por fabricar armas, satélites, etc), o governo começa a “socorrer” da falência mascarando péssimas gestões (vide dassault na frança, que se o governo não compra, a chengdu chegaria comprando a parte da Airbus). Afora isso, o mercado é muito sabido e dinâmico: os concorrentes vendo que a empresa é “estratégica” para o país, compram a… Read more »

Augusto
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Augusto

Bavária mas governos podem socorrer suas indústrias ou compra-las o que não podem é dumping ou insencao fiscal fora dos padrões, se a Boeing vai fazer isso com a Embraer dependo só dá Embraer, se a Embraer fizer que nem a Bombadier e arrumar uma treta para o governo banca os dumping da empresa, sim, provavelmente a Boeing vai recorrer, assim como empresas concorrentes Japonesas, chinesas,russas e até a Bombadier

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Tecnicamente está quebrada, é pule de dez que será condenada na OMC, se for decretado que cesse a ajuda do governo – que me parece algo precificado – e que pare de vender abaixo do que custa e a preços de mercado, não vende nenhum e tão pouco recupera o investimento, bem, aí quebra de vez… vejo a situação muito difícil, e abriu uma brecha gigantesca para que Boeing e Embraer contestem na justiça dos EUA e na OMC, esse acordo de venda de futuros aviões que está em curso com a Delta.

Nonato
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Nonato

Antônio de Sampaio. Mas contestar o que? A Boeing teria vendido à United por 22 milhões. Essa venda pode ser contestada? É o que é custo de produção? As empresas abrem esse detalhamento? A Boeing ou outra empresa poderia chegar e dizer que o custo de avião x é de 70 milhões e não 45? Eu acho tudo muito inflacionado. Acho que a maioria desses aviões regionais entre 10 e 50 milhões estariam bem vendidos Um caça por 20 milhões e não por 100 ou 200 milhões. O caça já projetado. Custos de desenvolvimento já foram. Radar, motor, etc já… Read more »

Caerthal
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Caerthal

Nonato,

Com relação a venda para a United a Boeing provavelmente poderá alegar que o custo marginal fica abaixo disso. Trata-se de uma aeronave cuja linha de produção é bem azeitada pela elevada cadência (~50/mês) e cujos processos de fabricação foram otimizados após muitos milhares de entregas.

Por outro lado o 737-7 assim como A319 são aeronaves encurtadas, com boa performance mas elevado custo por assento-milha. Ou seja, em termos de custos operacionais tem pouco apelo.

Gripen BR
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Gripen BR

É Wellington Góes, a Mectron foi uma tragédia sem precedentes. Radar SCP-01, MAR-1, MAN-1, MSS-1.2, MAA-1B Piranha, MAA-1A Piranha e A-Darter. Mais de três décadas de desenvolvimento de radares, subsistemas, mísseis e softwares de simulação se perderem. Meus estratégicos e sensíveis em termos de Geopolítica. O então interino ao tempo é seu “patriota” ministro da defesa deveriam mostra a que veio, e assim como se evitou que a Mcdonnell Douglas caísse em mãos estrangeiras (Já à imaginou sendo comprada pela China?) sendo absorvida pela Boeing, penso que mesmo deveria ter sido adotado em relação à Mectron. E como candidata mais… Read more »

Gripen BR
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Gripen BR

Nonato, as vezes eu pergunto o desafio de uma empresa aérea em manter a frota atualizada, os preços competivos e o negócio lucrativo com aviões custando tão caros não só comprar como também para operar. Deve ser bem difícil a conta fechar. E ainda por diversos motivos políticols, regulações dentre outros, as compras de novas aeronaves não são lá muito livres. O preço de tabela do EMBRAER 190 em fevereiro de 2017 é de US$ 49,8 milhões de dólares, e é um pechincha para aviação regional considerando as opções.

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Nonato… Você realmente não entende nada de composição de custos de uma aeronave. Um CSeries por algo em torno de USD 20 milhões não paga o custo para produzi-lo. Então venderam a baixo do custo, e muito. Já um 737 a 22 milhões pode sim estar no limite do custo… Ou seja vendido com margem muito baixa, mas ainda não abaixo dos custos.
Eduardo, a Boeing concorreu sim com a Bombardier no contrato da Delta, e a Embraer também. A Boeing ofereceu um pacote que continha E190 usados (ex- Air Canada) e 737 novos.

Antonio de Sampaio
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Antonio de Sampaio

Nonato 30 de setembro de 2017 at 0:19 Velho, tu não tá percebendo que estão cometendo dois crimes pelo menos, o primeiro é o de Dumping, o segundo, é o de receber dinheiro do estado na fase de desenvolvimento e pesquisa, ou seja, U$ 3 bilhões de dólares… acha isso pouco??? Uma empresa que necessita de 3 bilhões de dólares do estado para continuar a funcionar está quebrada faz tempo… não consegue se financiar, não consegue gerar lucro para manter seus projetos, faliu e o estado tem que bancar artificialmente. Não bastando, no auge do desespero, ainda quer vender pelo… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Galera, a meu ver os analistas estão sendo precipitados e parciais. Como alguns amigos já colocaram aqui com precisão a C-Series da Bombardier foi um desastre que começou na definição do projeto e se arrastou em capítulos dramáticos que colocaram a companhia em situação calamitosa a ponto de ter necessitado de socorro do governo canadense por duas vezes. E agora para alavancar as vendas ela lança mão de subsídios indevidos. Isso não é prática condizente com o livre mercado e sim com o vergonhoso capitalismo de estado, cujo versão mais vergonhosa e corrupta acabou de ter um final trágico “nestepaiz”

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Bavaria Lion 29 de setembro de 2017 at 20:53

“A “fockinha” F-35 tem sido um avião complicado, sugador de recursos, de desempenho aquém do esperado e uma das engrenagens que simbolizam a decadência dos EUA nos tempos atuais”

Os Israelenses, que há 50 anos ensinam o mundo o melhor da arte do combate aéreo, discordam de você! Ademais, o que existe atualmente no mundo que seja melhor? O Su-57, que sequer tem motor e radar e cujo desenvolvimento só anda às mil maravilhas no mundo mágico da Sputnik? O J-20, que ainda depende de motores russos dos anos 80 para alçar vôo?

Bavaria Lion
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HMS TIRELESS

O uso do avião por Israel sinaliza que ele vai ficar pronto, porém, no fim, se obterá um produto muito mais caro que o F-22 e com menos capacidade.

No meio do caminho, houve até a oferta de “trocar” por F-22. Ele ainda não está pronto, voa com IOC limitado… porém, se transformou na única opção de 5ª geração do ocidente, e, de quebra, o único com decolagem curta/vertical e pouso vertical (versão B). Vai por que tem que ir, porém o preço posterior vai ser bem pesado.

Space Jockey
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Space Jockey

O Canadá injetou bilhões na Bombardier, aqui, até ano passado era o governo que devia uns 500 milhões pra EMBRAER…

Johnny Walker
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Johnny Walker

O custo para se deixar uma empresa de alta tecnologia quebrar como propõe o nosso amigo pode gerar consequências não somente no presente, mas no futuro, pois uma empresa não é meramente o produto em si, mas a geração de tecnologias que por conseguinte geram patentes e dividendos ao país. O país mais forte e que mais pensa no futuro é o China, a Finlândia, pois investem pesado em educação e a primeira, não demorará para alcançar o todo poderoso EUA. O Brasil já cometeu diversos erros no passado, não valorizando a produção local, principalmente de carros, lembrando-me da Gurgel… Read more »

Rommelqe
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Rommelqe

JW: quanto ao CF-105 veja aqui mesmo, na presente materia, os posts do Nunao (29/09as 17:12) e do Galante (29/09 às 17:13). A pior passagem dessa historia foi aquele episodio em que foram aliciados brasileiros, que trabalhavam na Embraer, prometendo-se mundos e fundos para trabalhar la ao norte. Depois de um periodo sem srem integrados ao projeto, deram-se conta que foi uma manobra para desmontar a equipe do fabricante brasileiro. Felizmente essa pratica desleal nao causou um colapso irrecuperavel, mas foi extremamente, convenhamos, aética. Quero aqui deixar bem claro que considero o Canada um excelente pais, extremamente acolhedor com muitos… Read more »

Mauro Oliveira
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Mauro Oliveira

To pagando pra ver.
Vão fazer o mesmo com a Airbus? O que acontece se a Europa e a China fizerem o mesmo com a Boeing? Em breve os chineses não precisarão mais de aviões estrangeiros. E ai?

Mais uma das milhões de bravatas na era Trump