Home Cultura Aeronáutica 121 anos do ‘Brigadeiro’

121 anos do ‘Brigadeiro’

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Marechal do Ar Eduardo Gomes

O Marechal do Ar Eduardo Gomes continua sendo uma referência na Aeronáutica

Um exemplo. Assim pode ser descrito o Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), Marechal do Ar Eduardo Gomes, que completaria 121 anos neste mês de setembro. Falecido em 1981, o “Brigadeiro”, como gostava de ser chamado, atingiu feitos expressivos e participou de episódios que mudaram a história do Brasil.

Nascido em 20 de setembro de 1896, em Petrópolis (RJ), Eduardo Gomes começou sua vida militar como cadete da Escola Militar do Realengo, em 31 de abril de 1916. Tornou-se Aspirante a Oficial da Arma de Artilharia em 1918. Sua primeira aparição notável foi na Revolução dos Tenentes, em 1922, quando se recusou a lutar contra a população brasileira. Entre ingressos e saídas na vida militar, motivados pelo período conturbado da política nacional, permaneceu na Força até 1967, quando ocupou seu último cargo, Ministro da Aeronáutica. Mas o caminho foi repleto de desafios e conquistas.

Na década de 1930, participou da criação e comandou o Correio Aéreo Militar, que, mais tarde, se tornaria o Correio Aéreo Nacional (CAN), uma importante ferramenta de integração no País. Na década seguinte, foi Comandante das Zonas Aéreas I e II, sediadas em Belém (PA) e Recife (PE), respectivamente, quando participou da criação de bases aéreas. Foi candidato a presidente da República em duas oportunidades, 1945 e 1950, época em que surgiu o tradicional doce “brigadeiro”, apelidado em sua homenagem.

O Marechal do Ar foi Ministro da Aeronáutica em duas ocasiões: de 1954 a 1955 e de 1965 a 1967. Permaneceu atuante durante toda a sua vida, mesmo na reserva da FAB, até falecer em 13 de junho de 1981. Ainda hoje, segue como uma das grandes referências da Aeronáutica e do Brasil.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Zé
3 anos atrás

Também destacou-se na de 32 comandando uma das Alas da aviação Legalista.

Paulo Motta
Paulo Motta
3 anos atrás

Velhos Tempos da UNIFA, saudações.

Bravox
Bravox
3 anos atrás

É o que falta no brasil nos tempos modernos (ainda temos o general mourão).

Walfrido Strobel
3 anos atrás

Apesar de seus feitos na Aviação do Exército e depois na FAB, tudo que o Brasil não precisa agora é de um militar se metendo na política.
Ele mesmo foi se meter em assuntos políticos e tomou um tiro nas partes baixas, que fique de exemplo.

jota ká
jota ká
3 anos atrás

Concordo!

Karl Bonfim
Karl Bonfim
3 anos atrás

Há se ele tivesse sido eleito presidente! Grande brasileiro que nos deixou um grande legado, mas que hoje as novas gerações infelizmente não conhecem…

George Fayet
George Fayet
3 anos atrás

O brigadeiro foi também responsável pelo episódio mais triste da aviação comercial brasileira , quando decretou a falência da maior e melhor empresa aérea que tivemos a Panair do Brasil , que em menos de 24 horas , estava nas mãos da Varig ,o motivo que os sócios não apoiaram a revolução de 1964

Luciano
Luciano
3 anos atrás

Coincidência….falei dele justamente hoje, em sala de aula, qdo abordei o evento dos “!8 do forte de Copacabana”!

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 anos atrás

George, o que o Brig Eduardo Gomes teve a ver com a PANAIR, visto que depois de 64 ele não era o Ministro da Aeronáutica? A PANAIR foi fechada em favorecimento da VARIG porque o dono da PANAIR era partidário de João Goulart. Azar dele que escolheu o lado errado. Veja a Globo: Roberto Marinho lambeu o saco dos militares e se deu bem. O filho dele, Roberto Irineu, avermelhou e tenta negar esse passado.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 anos atrás

Corrigindo o comentário : foi ministro sim. Mas o fechamento da PANAIR, como falei , foi por erro de escolha . Resolveram apoiar os vermelhos e se deram mal. Não tenho pena.

JT8D
JT8D
3 anos atrás

No livro do Fernando Morais sobre o Casimiro Montenegro Filho as menções ao Eduardo Gomes não são nada abonadoras

Walfrido Strobel
3 anos atrás

Eu ja acho que o fechamento da PANAIR e a transferencia do seu material para a VARIG foi por motivos bem mais sujo que uma simples vingança, não acuso literalmento porque não tenho provas.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 anos atrás

Havia outros interesses menos nobres, mas a simpatia à causa vermelha foi o mote principal. Há um bom livro sobre isso.

Bravox
Bravox
3 anos atrás

Toda simpatia pela causa vermelha deve ser erradicada no brasil !

Eron Gomes
Eron Gomes
3 anos atrás

Nem os desfiles aéreos existem mais na data por falta de verbas.

EParro
EParro
3 anos atrás

Luciano 20 de setembro de 2017 at 22:06

Participou também da Revolta Paulista de 1924, comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes e integrada por vários tenentes, entre eles Joaquim do Nascimento Fernandes Távora (que faleceu na revolta), Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes, Índio do Brasil e João Cabanas.
Ironicamente. lutou contra São Paulo em 1932.
Ao menos, não bombardeou São Paulo, como fez do Brig. Nero Moura.

Saudações

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
3 anos atrás

É o patrono da FAB, ponto.
http://www.fab.mil.br/noticias/tag/PATRONO

MBP77
MBP77
3 anos atrás

Justíssima homenagem!
Sds.

EParro
EParro
3 anos atrás

Carlos Alberto Soares 21 de setembro de 2017 at 6:08

Hahahahaha! História, somente a história.
Aliás, não te preocupes.
Havendo sincero arrependimento, haverá perdão.

Forte abraço

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
3 anos atrás

Também acho que o caso da Pannair maculou um pouco a sua vida. Tenho um livro sobre o assunto: ” NAS ASAS DA PANAIR”. Acho que colocar um monte de gente na rua da noite pro dia porque seus donos não apoiavam a Revolução não seria o melhor a fazer. E a VARIG de boca aberta esperando as desejadas rotas da Europa. Mas o castigo veio à cavalo e lá se foi ela em 2001. Teve muita gente que se suicidou, no caso Panair, a empresa era sólida, poderiam encampar somente, alegando caso de Segurança Nacional ou Estratégica, como era… Read more »