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Detalhes da oferta de jatos FA-50 da KAI à Botswana

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Canadair CF-5B

O Jane’s noticou que as Indústrias Aeroespaciais Coreanas (KAI) alegaram que o jato FA-50 será uma opção mais acessível para Botswana do que os caças suecos usados JAS 39C/D Gripen multimissão, o país do sul da África está considerando adquirir para substituir seus jatos Canadair CF-5, segundo o jornal Sunday Standard de Botswana no dia 21 de agosto.

O jornal citou um documento vazado preparado pela KAI para a Força de Defesa de Botswana (BDF), dizendo que os custos do ciclo de vida do Gripen são estimados em três vezes o do FA-50. O documento também disse que a FA-50 possui uma capacidade de armas comprovada e um “pipeline de treinamento eficiente”.

O documento indicou que a KAI ofereceu para ajudar Botswana a desenvolver um programa de treinamento de pilotos autóctone envolvendo seus instrutores de turbopropulsores PC-7 existentes e a versão treinadora T-50 do FA-50, bem como visitas a uma base da Força Aérea Sul-Coreana.

KAI FA-50

26 COMMENTS

  1. Nessa ideia de tentar emplacar o T-50 como caça leve, eu não entendo porque a KAI ainda não oferece uma versão monoposto dele, mesmo que seja com o canopi do biposto. Seria uma grande aumento de combustível interno e permitiria ele concorrer melhor com o JF-17.

  2. Eu acho ele muito bonito e deve ser muito manobrável, mas também deve ser bem perna curta sendo ideal pra ficar em bases na fronteira. É um cacinha bem esperto esse!

  3. Pode ser meu psicológico, mas os únicos aviões de combate que eu acho legal e interessante na versão biplace operacional são: F-14, F-15E, F/A-18F/G, Mirage 2000, Rafale, A-29.
    O Mig-35 achei uma pena decidirem utilizar somente o canopy da versão biplace, perdeu muito do visual agressivo, o F/A-50 também, fica parecendo que é um treinador ao invés de “fighter” rsrs.
    O L-159 Alca acho muito interessante, pois a versão monoplace, mesmo utilizando o canopy duplo ainda mantém um visual guerreiro, acho que a linha da corcova combina bem com a do canopy…
    Mas é como disseram anteriormente, com o custo para se manter a força operacional, sempre que se possa levar 2 pilotos é válido para ir treinando, ganhando horas de voo, mesmo que seja só para ir de carona, assim o corpo vai se acostumando. Acho que no Brasil optaram pela versão mono e biplace pelo fato da versão de 2 lugares não ter canhão orgânico e pelo combustível interno, já que nosso país é gigante.

  4. Uma pena também o F/A-50 ter velocidade limitada a 1,5 mach, provavelmente por conta do contrato com a Lockheed Martin para não invadir o nicho de vendas do F-16.

  5. Falando em treinadores, nunca mais vi notícias do treinador da Boeing/Saab para o T-X. Tomara que a coisa esteja andando sem problemas.

  6. Uma modernização do padrão do F-5 BR ou o Tigris tailandês deveria ser a melhor opção, juntamente com um lote de 12 A-29. Botswana estaria bem guardado.

  7. Roberto 24 de agosto de 2017 at 8:07
    (…) Eu não como a FAB não caiu nessa com o Gripen, comprando todos eles biplaces
    ————————————————————————————————
    Mas o que houve foi quase o contrário: escolheu-se um caça que não tem versão biplace – pelo menos, até o momento atual.

  8. Para países de baixíssimo orçamento e com adversários fracos vale muito a pena.

    Peguemos a América Central, por exemplo. Tem uns 2 ou 3 países que tem um punhado de F5 antigões. Um FA50 já seria uma excelente aquisição numa região destas ou para quase toda a África.

  9. ednardo, eu iria até mais além: na própria América do Sul seria um vetor bem bacana. Quais são os adversários mais “capacitados” destas bandas, em termo de av. de caça? Os F-16 chilenos (os novos, não os MLU) e os Su-30 venezuelanos são bem armados e ainda bem atuais. Os F-5M e os Kfir colombianos são velhos, porém modernizados (até certo nível). Acho que de todos os caças em operação por aqui, certeza de derrota só mesmo contra Su-30 e F-16 block 50. Quanto ao resto, um FA-50 corretamente equipado e bem pilotado seria considerado osso duro!!!

  10. Meu comentário, claro, se faz no sentido de comparar avião x avião. É puramente uma comparação de capacidade das máquinas. Num cenário real de combate, entram outros fatores, é claro!! Capacidade dos pilotos, grau de prontidão, apoio de terra e de outras aeronaves…. etc.

    Boa tarde a todos

  11. Coadunando com alguns comentários;
    Na América do Sul somente os Su-30 venezuelanos seriam superiores, em tese, para para neutralizar uma esquadrilha de FA-50, mas eu tenho dúvidas quanto ao adestramento tático dos pilotos venezuelanos, e também as condições do Su-30 de manutenção. Não esquecendo que o FA-50 já fez testes para capacidade BVR. Não sei até que ponto a Lockheed chipou o Golden Eagle para limitar a sua performance.

  12. Para a realidade de Botswana está ótimo. Os dois caças mais avançados de seus vizinhos (e da africa subsaariana) são o Gripen C Força Aérea da Africa do Sul e o Su-27 da Força Aérea da Angola.
    Aos números:
    sabe-se que dos 26 Gripens C/D da SAAF menos de 14 estão em operação.
    Na Angola, ao menos 6 Su-27 dos 18 estão operacionais, lembrando que ainda não foram entregues os SU-30K (12 unidades).
    Pra quem voa CF-5 voar o FA-50 é uma evolução sem precedentes, para fazer frente aos demais caças o investimento seria muito maior do que Botswana pode pagar…. entretanto, visto a pouca quantidade de caças dos vizinhos, faz todo sentido o FA-50.

  13. Clésio Luiz 24 de agosto de 2017 at 7:50
    .
    C. L., a KAI estava desenvolvendo o F-50 monoplace com radar AESA melhor armado, mas pesquisou melhor o mercado e chegou a conclusão de que os clientes preferem um FA-50 biplace mais barato com radar ELTA EL-M 2032 e mísseis sidewinder e maverick e um canhão que sirva para tambem formar caçadores, como as Filipinas e o Iraque vão usar. Nas Filipinas serão a primeira linha e no Iraque serão LO do F-16.
    Mesmo a Indonésia que comprou uma versão de instrução com limitado armamento para treinamento para substituir os velhos BAE Hawk Mk53, está agora avaliando colocar um radar e armar melhor para ser uma alternativa operacional.
    A Coreia do Sul preferiu colocar os recursos que seriam gastos no F-50 no projeto KF-X e no futuro vai oferecer o FA-50 para os menos abastados ou querem um LO e o KF-X bimotor com AESA para os que podem gastar mais.

  14. Fazendo um exercício de imaginação, equipar o F/A-50 com a futura versão com antena AESA do radar Grifo (Grifo-E), dotar de mísseis Python V (mais HMD) e Derby (futuramente Derby ER), aproveitando que o radar é multimodo, pode-se utilizar um míssil antinavio também, acho interessante o míssil Marte ER que terá cerca de 100km de alcance e é bem leve (sendo que tem capacidade de carregar até o Harpoon), utilizar casulo Litening e bombas Lizard, creio que também pode fazer uso do Skyshield mais o míssil MAR-1 e Recce lite para missões de supressão de defesas e reconhecimento, sistema de defesa semelhante ao do nosso A-1M com adição do PAWS e MAWS, adicionando um probe e tem se um caça tático multimissão. Só faltava ser mach 1,8 ao menos para melhorar a velocidade de interceptação, mas não chega a atrapalhar.

  15. Alex Nogueira 24 de agosto de 2017 at 17:31
    .
    A. N., se vc for colocando cada vez mais coisa no avião, daqui a pouco vai ficar como o Tejas que nasceu para substituir os Mig-21 e isso faz bem, e agora querem transformar em um F-16 ou Gripen.
    O KAI T-50 ou FA-50 é bom nesta configuração, seja para instrução ou seja para uma aeronave de instrução e operação limitada, ao querer evoluir demais o projeto além do que foi pensado na concepção pode ficar um porcaria.

  16. Walfrido, eu sugeri apenas o aumento na quantidade de combustível via remoção do segundo assento, tal como a Embraer fez com o A-29A. Isso é bem mais fácil de fazer do que a proposta versão monoposta que foi cancelada. Aumenta muito a utilidade da aeronave.
    .
    Mas a KAI com certeza o que os clientes querem. Não duvido que tal versão surja se eles perceberem a demanda.

  17. Agora vamos ver a proposta chinesa! Embora Botswana seja um país relativamente estável politicamente, é um terreno fértil para os Han invadirem com seus preços baixos e fala mansa…

  18. Carlos Alberto Soares 25 de agosto de 2017 at 3:35
    .
    C. A. S., eu acho que podem comprar, são uma Força Aérea pequena mas que vai investindo como pode, usam o Hermes 450 e a cinco anos compraram mais um C-130B revitalizado do estoque americano e vão mantendo seus 3 C-130B em voo.
    Uma Força Aérea não pode ficar sem um interceptor, nem que seja para interceptar um avião comercial fora de rota ou um trafego suspeito.
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/2_BDF_Air_Wing_C-130s_2008-09-12.jpg/800px-2_BDF_Air_Wing_C-130s_2008-09-12.jpg

  19. Carlos,
    Por essa lógica de não ter inimigos e fazer parte de uma coalizão, o Brasil também não deveria comprar o Gripen ou qualquer outro caça.
    Se eu fosse presidente de um país africano que faz divisa com Namíbia, Zâmbia e Zimbábue e muito próximo de Angola, eu teria Forças Armadas profissionais e bem equipadas, ainda que pequenas.
    De qualquer forma, não sei se comprarão algo de primeira linha, mas também não duvido.

  20. Rafael Oliveira & Walfrido Strobel
    Errados.
    Estudei o assunto naquela região, AdoS não permitirá nada de ponta.
    Talvez um A 37 lhes caia bem.

  21. Rafael Oliveira
    Errada sua linha de afirmação:
    “Por essa lógica de não ter inimigos e fazer parte de uma coalizão, o Brasil também não deveria comprar o Gripen ou qualquer outro caça.”
    __________________

    Ex Rodésia do Roberto ? Kkkk tá bom …. rsrsrs

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