A perda do C-130H ‘16804’ fez com que o Ministério da Defesa de Portugal revisse o programa de modernização dessas aeronaves.

por Guilherme Poggio

Passava do meio dia na Base Aérea de Montijo e uma equipe da Esquadra Bisontes seguia realizando voos de treinamento ao redor da base com a aeronave C-130H Hercules matrícula 16804. O objetivo daquele treinamento era qualificar a tripulação em manobras no solo, abortagem de decolagem, voo alto e circuito de aproximação.

Durante uma manobra programada de abortagem de decolagem a tripulação perdeu o controle da aeronave. O C-130 saiu da pista e um incêndio irrompeu a partir da zona do trem de pouso próximo à raiz da asa direita. O fogo se propagou rapidamente pela aeronave e, na incapacidade de deixar o C-130 pelo compartimento de carga, quatro tripulantes escaparam pelas janelas do cockpit. Os outros três tripulantes não conseguiram deixar a aeronave.

O trágico acidente narrado acima ocorreu pouco menos de um mês após a publicação da autorização para o início do processo de modernização dos C-130 da FAP. Como um dos Hercules já estava encostado a anos (servindo como fonte de peças para manter os demais voando) a frota ficou muito reduzida.

Levar adiante um processo de modernização e ao mesmo tempo dispor de poucos aviões no esquadrão para executar todas as tarefas da unidade não parecia ser uma opção viável. A viabilidade da modernização começou a ser questionada. Pode-se dizer então quer a partir da tragédia na Esquadra Bisontes nasceu a opção pela renovação completa da frota de C-130 da FAP.

Acidente com C-130H da FAP

O início

As entregas dos cinco primeiros C-130 da FAP começaram em agosto de 1977. No dia 15 de setembro do mesmo ano os primeiros dois C-130H da FAP pousaram em Portugal e esta data é considerada como o aniversário da Esquadra (“esquadrão” no Brasil) 501 “Bisontes”, unidade especialmente criada para a operação dos C-130H.

A origem do nome da unidade está ligada à presença de diversos bisões que existiam próximos ao local onde as primeiras turmas fizeram o curso da aeronave nos Estados Unidos.

Sediada na Base Aérea de Montijo (Base n.6) desde a sua criação, a Esquadra 501 teve como funções o transporte e o patrulhamento marítimo (missões primárias e secundárias respectivamente). Porém, com a incorporação do P-3P Orion posteriormente a Esquadra 501 passou a se dedicar exclusivamente às missões de transporte.

Dois seis C-130H, dois (matrículas 16801 e 16802) foram modificados para a versão C-130H-30. Esta variante do Hercules possui uma fuselagem mais alongada que a aeronave original através da introdução de dois anéis que aumentaram o comprimento total em 4,572 m. A capacidade volumétrica do compartimento de carga é aumentada consideravelmente, mas pouco afeta a performance do aeronave. O peso vazio aumentou em 300 kg.

O serviço de alongamento da fuselagem foi feito nas oficinas da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal S.A. A OGMA é um dos vários centros mundiais certificados para realizar revisão, manutenção e alongamento de aeronaves C-130 nas versões A até H. A empresa possui 40 anos de experiência em manutenção desse tipo de aeronave e já executou mais de 400 revisões em Hercules de diferentes países.

Tempos depois, em 1991, outro Hercules (versão estendida) foi adquirido, perfazendo uma frota total de seis aeronaves.

MODELO C/N (LOCKHEED) MATRÍCULA OBSERVAÇÃO
C-130H-30 4749 (6801) 16801
C-130H-30 4753 (6802) 16802  fonte de peças
C-130H 4772 (6803) 16803
C-130H 4777 (6804) 16804  perda total
C-130H 4778 (6805) 16805
C-130H-30 5264 (6806) 16806

 

Os C-130 da FAP praticamente rodaram o globo ao longo de suas vidas. As mais recentes viagens internacionais incluem o apoio à MINUSMA (Força Multinacional de Estabilização das Nações Unidas) no Mali. FOTO: FAP

Atuação global

A ficha corrida dos C-130 da FAP é bastante longa e comumente estes aviões voam além das fronteiras portuguesas. Paralelamente aos interesses nacionais no estrangeiro, Portugal regularmente participa de missões de paz patrocinadas pela ONU e missões militares da OTAN (como membro da aliança militar do Atlântico Norte). Países e locais geográficos como Angola, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde, Timor, Golfo Pérsico, Afeganistão, Ruanda, Balcãs, Haiti, Egito e Líbia.

Mais recentemente os Hercules da FAP colaboraram com a MINUSMA (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas no Mali). Naquele país africano, as forças portuguesas mantiveram até recentemente uma base no campo Bifrost, próximo ao aeroporto da capital Bamako.

Uma das missões dos C-130 da FAP é a evacuação aeromédica. Na foto acima militares portugueses realizam o embarque de feridos após um atentado no Mali. FOTO: FAP

Portanto, a FAP tem necessidade de uma aeronave que possa cumprir estas e outras missões. Muito se falou da eventual aquisição do avião de transporte Airbus A-400M. Portugal fez parte do programa de desenvolvimento do avião de transporte estratégico A-400M, mas abandonou o consórcio multinacional em 2003 por total falta de fundos para comprar três dessas aeronaves.

Posteriormente a Lockheed noticiou estar oferecendo a Portugal a versão C-130J e a Boeing o C-17. Mas as restrições orçamentárias permitiam, no máximo, uma modernização simples das aeronaves existentes.

Ressuprimento aéreo. Outra importante missão dos C-130 da FAP. Na foto acima um Hercules lançando carga “paletizada” em algum lugar do Mali. FOTO: FAP

Falta de modernização

Mesmo Portugal tendo uma das mais antigas oficinas com certificação para fazer inspeção nível parque em aeronaves C-130 Hercules, nenhum C-130 da FAP recebeu profundas e complexas modernizações. Três dos seis C-130 tiveram a fuselagem alongada nas oficinas da OGMA (conforme citado acima), mas o grupo propulsor e os aviônicos continuaram os mesmos da década de 1970.

O painel analógico original dos C-130H da FAP revela a idade da aeronave. A falta de uma aviônica moderna restringe os voos no espaço aéreo europeu. FOTO: FAP

O desejo de modernizar as aeronaves vem desde a década passada, quando os Hercules da FAP começaram a enfrentar restrições para sobrevoar o território europeu. No começo do século XXI a União Europeia passou a trabalhar num projeto de controle aéreo comum e em 2009 entrou em funcionamento o regulamento SES (Single European Skies). O SES passou a restringir fortemente o voo de aeronaves que não estivessem adaptadas às suas diretrizes.

As restrições se dão principalmente pela ausência de modernos equipamentos de comunicação e navegação mas aeronaves. Os C-130 da FAP não possuem diversos aviônicos como o TCAS (anti-colisão) e outros, que agora são exigidos pelo regulamento SES. Sendo assim, as aeronaves ficam restritas nos aspectos relacionados a corredores aéreos, altitudes e velocidades.

Em 2009 não sobraram recursos da Lei de Programação Militar para modernizar os C-130 e o processo foi adiado. Novas esperanças surgiram no começo da década atual e em 2012 o Ministério da Defesa finalmente autorizou gastos de até 12 milhões de euros para o processo de modernização de seis aeronaves, mas não apareceram candidatos para a execução dos serviços porque o valor era muito baixo.

Conforme o processo de modernização ia sendo adiado, o desgaste das aeronaves aumentava. Por volta de 2014 a frota já estava restrita a cinco aviões, pois um dos C-130H-30 (matrícula 16802) servia de fonte de peças (“canibalização”) para manter os demais em voo.

No início de 2016 o Ministério da Defesa de Portugal havia refeito os cálculos e estimado que o valor necessário para se modernizar cinco C-130 deveria ser de 29 milhões de euros. No entanto, os recursos necessários não estavam disponíveis mais uma vez e Portugal passou a ventilar a possibilidade de fontes externas de financiamento como fundos da União Europeia.

Recentemente os C-130H da FAP foram pintados com um novo tom de cinza em substituição ao antigo padrão de camuflagem em três cores. Na foto ao lado é possível ver uma nacele do motor com a antiga pintura sendo que o resto da aeronave já está com o padrão atual. FOTO: FAP

O anúncio da autorização do processo de contratação de empresa para modernização dos aviões deu-se em junho de 2016. O processo ocorreria via FMS (Foreing Military Sales) segundo um calendário de despesas que iniciaria naquele ano e seria completado somente em 2023. Ou seja, o processo de modernização dos cinco C-130 se arrastaria por seis anos. De qualquer forma, a expectativa era manter os Hercules em atividade até 2030.

Pouco menos de um mês após a publicação da autorização para o início do processo de modernização dos C-130, a FAP perdeu o Hercules “16804” num acidente na Base Aérea de Montijo. Sendo assim a FAP ficou com apenas quatro C-130 no inventário. Esta quantidade era insuficiente para todas as atribuições da FAP.

Cabe lembrar que durante a atuação portuguesa no Afeganistão na década passada, até dois C-130 estavam dedicados ao esforço da OTAN naquele país asiático e outra aeronave estava em revisão/manutenção em Portugal. Ou seja, apenas metade das aeronaves estavam disponíveis.

Por sorte muito do trabalho dos C-130 foi aliviado com a aquisição dos CN-295 (cujo contrato foi assinado dez anos atrás), mas estes últimos não podiam substituir os Hercules em muitas missões.

A chance do KC-390

O KC-390 foi recentemente apresentado ao público português durante a sua turnê mundial. FOTO: FAP

Com o acidente do C-130 em junho passado uma luz amarela ascendeu no programa de modernização dos Hercules da FAP. Diversas opções começaram a ser estudadas. Uma opção bastante viável seria a compra de um (ou dois!) C-130 usado a partir dos estoques norte-americanos para substituir a perda material. Também o empréstimo/arrendamento de outro tipo de aeronave poderia ser estudado. Um possibilidade final seria a aquisição de uma aeronave totalmente nova.

Se Portugal optasse pela compra de uma aeronave nova a modernização dos C-130 seria enterrada e o processo de aquisição do seu substituto seria adiantado de 2030 para 2017. E foi o que aconteceu.

É óbvio que o fato da OGMA (atualmente uma subsidiária da Embraer, fabricante do KC-390) participar dos trabalhos de projeto e produção da aeronave motivaram o governo português a autorizar o início das negociações para a compra de até cinco KC-390, com opção de mais uma.

Outra tragédia que tem abalado a população portuguesa no momento são os incêndios florestais no país. E muitos apoiadores do KC-390 em Portugal tem ventilado o uso da aeronave nessas missões. A Embraer trabalha na adaptação de um sistema de combate a incêndios muito parecido com o  o sistema MAFFS (Modular Airborne Fire-Fighting System) empregado nos C-130.

A FAP empregou o sistema MAFFS em seus C-130 a partir de 1982, mas esse sistema foi descontinuado em 1995 fruto da reorganização de meios de combate a incêndio e, segundo certas fontes, o mesmo estava obsoleto.

Subscribe
Notify of
guest
155 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Mauricio R.

Ah que bonito então o “+ um” não é compatível como MAFFS II, aquele que o avião atua pressurizado e a descarga se dá pelas portas laterais!!!!
O C-130 é!!!! E nem precisa ser da versão mais nova!!!!
Qual mentira mais será que a Embraer contou, a respeito do “+ um” para vende-lo aos patrícios????
Aposto que foi quanto ao prazo de entrega…

Matheus Ugraita

Excelente matéria, Poggio! Parabéns. No mais, estarão bem servidos com o KC-390 🙂

bruno

eu acho o gordo bem melhor e mais rapido do que o hercules para combater incendios nas florestas em Portugal o bagui foi feio aqui passou na euronews o incendio cobriu uma rodovia cheia de carros e so sobrou carvao as pessoas foram cercadas pelo tsunami de fogo um inferno aquilo mandem mais gordos para Portugal pelo amor de deus por que nesse mes de Agosto tem bem mais essa porra esta carbonizando pros quintos Socorro kkkkkkkkkkkkkkkkkkk os gordos sao a jatos os hercules naum

Rafael Oliveira

Excelente matéria, Guilherme Poggio!
.
Eu imaginava que o MAFFS feito para o C-130 fosse compatível com o KC-390 sem que fossem necessárias adaptações. Até pensei que a FAB poderia emprestar o MAFFS dela para a Embraer homologar o KC-390 em Portugal, juntando o útil (homologação) com uma ajuda extremamente necessária ao país amigo.

Luciano

“A FAP empregou o sistema MAFFS em seus C-130 a partir de 1982, mas esse sistema foi descontinuado em 1995, pois o mesmo estava obsoleto.”…mas isso não é o mesmo que inoperante. O uso do MAFFS passou a representar riscos ?

Parabéns, Poggio! Ótima matéria!

Walfrido Strobel

Uma coisa não tem nada a ver com a outra, ja deveriam ter modernizado os C-130H a anos e nada impede que modernizassem estes 4 C-130 agora, mas a possibilidade de ganhar um brinquedo novo encheu os olhas da criança.
Se fosse tão importante o C-130 para eles não teriam deixado chegar a tal ponto a desatualização, agora usam isso para justificar a compra apressada de um avião experimental que nem está certificado.

Antonio de Sampaio

Walfrido Strobel 29 de julho de 2017 at 16:04
Pior é que vão comprar sim, pior pra você com certeza é…
Sei que não dá pra entender, mas isso é mesmo real… um torcida contra gigantesca..
Vai entender.

Alexandre Galante

Putz, agora temos dois Maurício R.? 😀

Tamandaré

Vamos torcer para que haja vendas de fato, não só “cartas de intenção”. Mal posso esperar para vê-los operar aqui na FAB.

Avante KC-390!!

Walfrido Strobel

Não Galante, acho os produtos da Embraer muito bons, mas comprar na pressa um avião antes da certificação é um risco desnecessário.
Tenho certeza que no final das contas vai sair um bom avião, mas quem tem os seus C-130 deve modernizar e depois comprar os KC-390, foi o que nós fizemos, vamos receber os KC-390 quando o primeiro C-130 modernizado estiver perto de completar 15 anos, o primeiro C-130M chegou em 2005.

Mauricio R.

É, o “+ um” precisa vender, não importa com, de qualquer maneira!!!!

Alexandre Galante

Existe algum americano que torça contra o C-130?

Walfrido Strobel

Tem americano radical que considera uma falta de patriotismo até comprar um carro importado, lá tem de tudo até gente que rasga a bandeira….
O Trump queria considerar crime rasgar a bandeira, mas lembraram a ele que a suprema corte ja decidiu que uma pessoa não pode ser processada por rasgar a bandeira.

Matheus Ugraita

Conheço o Walfrido Strobel de outros sites, e ele sempre foi contra o KC-390 hehehe vão se acostumando…

Walfrido Strobel

Obs: no Brasil ainda é crime rasgar a bandeira nacional, mas com punição inferior a dois anos não daria cadeia, muitos países preferem não levar processos a frente porque a pessoa que faz isso ou tem problemas mentais ou quer aparecer com isso, a processar só a faz aparecer mais e no final acaba só pagando uma multa, só o que gobra para dar entrevistas na TV ja cobre o valor da multa. . Só por curiosidade na Argentina um cidadão que jogou a mulher pela janela, acho que foi do 1° andar e ela não morreu, ficou famoso e… Read more »

Alexandre Galante

“A EMBRAER é o Brasil que deu certo.” — Ten.Brig. do Ar DELIO JARDIM DE MATTOS, Ministro da Aeronáutica, no discurso do dia 29 de julho de 1983, após o primeiro voo do Embraer EMB-120 Brasília.

Walfrido Strobel

Matheus Ugraita, fui e ainda sou contra o Lula em seus desvaneios de Brasil Potência ter investido dinheiro no KC-390, sendo uma empresa privada ela que conseguisse recursos como faz com seus aviões da linha civil. Com tambem fui contra a compra de um número absurdo de 30 aeronaves que ainda nem estão certificadas, mesmo que estivesse ja certificada a FAB não precisa deste número todo. Mas nada tenho contra o este avião ou qualquer outro da Embraer, alias nada tenho contra ou a favor da Embraer também, ela é de propriedade de seus acionistas e eles é que tenham… Read more »

Caerthal

Walfrido, qualquer alternativa comporta os seus riscos, estará você em melhor posição para julgar que a FAP? Dados: aviões com 40 anos, frota demasiadamente reduzida, sujeita a acidentes. Mesmo com expertise em manutenção local eles preferiram o KC-390. Por outro lado um avião em etapa avançada de certificação com performance muito superior, desenvolvido pela empresa que mais fez novos lancamentos nos ultimos 15 anos, respeitando prazos.

Walfrido Strobel

Caerthal, se nos formos nesta linha de achar que toda a decisão é certa porque foi tomada por gente capacitada vamos virar vaquinha de presépio.
As duas decisões tem seus pró e contras, como a troca do Short Tucano pelo Beech T-6 II na RAF, muitos defendem a troca porque o um avião novo é melhor e mais seguro e outros defendem a modernização do Short Tucano que ainda tinha metade se sua vida util da célula pela frente e um bom motor Garrett, bastava modernizar o cockpit.
Os dois lados estão certos e tem seus motivos.

Alexandre Galante

Walfrido Strobel, se os brasileiros que criaram a Embraer pensassem como você, ela não existiria hoje.

MF

Só por curiosidade, quantos C130 estão em manutenção e existe tripulações para que número na FAP? Se de 4 voam 3 mas só existem tripulações completas para dois, frota reduzida ou o acidente na BA6 pouco tem a ver com a opção sobretudo política do Kc390. Mas a do C295 de Patrulha Marítima foi um sucesso, nada garante que a opção Kc390 também não o seja.

Cumprimentos

Alex

Se posso complementar Portugal já tem um grande oficina de aeronaves aqui no Brasil, que é chamada de TAP, onde era chamada areá industrial da Varig na Ilha do Governador – RJ. Que hoje atua de forma independente e aceita vários ipos de aeronaves estrangeiras para realizar manutenção. O qual hoje já tem outros donos ou não, pois não sei como esta hoje aquele complexo aeroviário.

Antonio de Sampaio

Walfrido Strobel 29 de julho de 2017 at 17:41 Vai procurar o que fazer rapaz, seus comentários não são apenas absurdos, são simplesmente patéticos. Como se EUA e União Europeia não despejassem trilhões de dólares e euros a fundo perdido em suas empresas, seja Boeing, Airbus, LM, e tantas outras… e tu nunca vai ver esse teu papinho furado por aqui, partindo de um cidadão norte americano ou europeu, contra isso. Na verdade é que o apoio que a Embraer recebe do governo é praticamente nenhum, pois se recebesse mesmo, hoje a empresa estaria fabricando era caças, e creio que… Read more »

José

Quero agradecer o excelente artigo feito sobre a esquadra bisontes. Mas deixem-me dizer que vocês misturam nos comentários “alhos com bugalhos” Espero que as negociações corram bem e que a compra seja efectuada, mas estarem a espera que estes aviões sejam usados no combate aos fogos, duvido um pouco que aconteça. Se como diz a noticia se 4 C130 já não chegam para responder as necessidades então dos 5 KC390 apenas 1 ou 2 seriam usados nos fogos o que é muito pouco. Preferia que os governos deixassem de palhaçadas e comprassem 3 Canadair para alem dos 5 KC390. Bom… Read more »

camargoer

Olá a todos. Evito sempre partidarizar a discussão, mas felizmente o Walfrido o fez por mim. Por anos, leio criticas ao Prosub, ao KC390, ao Rafale e agora ao KC390.. mas nunca foram críticas reais aos programas militares mas apenas eram a vontade de criticar o Lula e o PT seja lá como.. pelo menos, o Walfrido assumiu. Torço por novas vendas do KC390 e com isso a geração de mais empregos na maravilhosa região em torno de Araraquara.. e quem quiser que tire férias em Brotas que é um lugar bacana.

Walfrido Strobel

MF, no caso dos C-295 de Portugal aconteceu uma coisa que acho corretíssima, eles colocaram os 12 C-295 no mesmo Esquadrão, que eles chamam de Esquadra, a Esquadra 502 “Elefantes”. Os 7 C-295M e os 5 C-295 MPA.
Tem lógica porque afinal todo piloto de Patrulha é oriundo do curso de piloto de Transporte e pode desempenhar esta função, no Brasil seria ativado um Esq. de Patrulha e um de Transporte com toda a estrutura duplicada.
. http://www.emfa.pt/www/mobile/esquadra-45

Zica

Os que são contra o KC390 parecem aqueles saudosistas que amam o fusca. Daí um belo dia entram e pilotam um Mercedão e dizem: Não é que o troço e baum mesmo. Resultado: O fucão vira decoração na garagem. O KC é um baita avião. A EMBRAER deve sim ser motivo de orgulho. Por um acaso a empresa fabricante do Hércules é do governo americano? Nem por isso os yankees deixam de patrocinar mesmo. PS.: adoro o fuquinha ( Mas só para um rolê de vez em quando)

Alexandre Galante

Tem gente que critica quando Brasil compra avião velho, mas não critica quando continuam a comprar o C-130 Hercules, um avião cujo projeto é dos anos 1950. Falta coerência nesse pessoal.

sergio ribamar ferreira

as duas aeronaves são excelentes para a função que propõem. O KC 390 é de uma empresa privada e o C130 também. quem ganha são os acionistas. Empresas correm riscos de perdas ou ganhos. Há acionistas que desfrutam dos dois lados. ainda bem que são empresas privadas. Imaginemos se nossos impostos fossem pra manutenção de estatais que não dão lucro algum e sim gastos. gosto do C130 e muito, mas o KC 390 está vindo para ter espaço onde o concorrente deixou. Duas aeronaves fantásticas. se temos C 130 que sejam modernizados e referendados para outra Força como EB ou… Read more »

sergio ribamar ferreira

errata: Desculpe os erros quanto à utilização letras maiúsculas e minúsculas depois da pontuação. Excelentes máquinas de transporte, gosto de ambas.

Walfrido Strobel

Antonio de Sampaio, vc dizer que maus comentários são patéticos…. Prefiro não comentar, vou silenciar em respeito ao Poder Aéreo, não quero ser suspenso, estou muito velho para isso. Vá procurar seu conteiner mágico onde pode colocar uma mini Base Aérea, deve ser uma maquete. . Aos outros que falaram com educação, eu respondo que sei que é assim mundo afora, sei que a Embraer foi criada e mantida por décadas debaixo da asa do governo, pensei que isso mudaria com a privatização. A prova de que outros governos até trapaceiam para defender suas empresas privadas eu vi no cancelamento… Read more »

sergio ribamar ferreira

Sr. galante: acredito que o mercado irá decidir o que é melhor. Temos uma oportunidade imperdível com o KC, porém o C130 é um projeto que deu certo e alguns países ainda utilizam e gostam do cargueiro. temos de aproveitar as lacunas deixadas pela LM. implantar e emplacar o KC #() conta muito. Desta vez, espero que AFAB possa comprar dezenas do KC 390, apenas reafirmo que na situação atual o Hércules poderia ser utilizado para vigilância marítima da MB ou o EB para aviação de asa fixa até a entrada e disponibilidade do KC pela FAB e posteriormente, queira… Read more »

Alexandre Galante

Sergio Ribamar, os C-130 da FAB não poderão ser utilizados pelas outras Forças porque estão no final de sua vida útil e a operação deles é cada vez mais cara, não compensa.

O caminho dos C-130 é esse:

http://www.aereo.jor.br/2014/10/07/museu-aeroespacial-recebe-lockheed-c-130-hercules-2453/

Claudio Luiz

Não sei onde este tal de Walfrido reside, mas aparentemente ele deve ver o Brasil de sua janela e acredita que nosso país se encerra no alcance de sua visão.
Ou seja, achar 30 KC-390 como um número exagerado é não ter a mínima noção da extensão de nossas dimensões territoriais.
Ele ainda fica neste papinho tosco de “aeronave experimental”, quando toda e qualquer aeronave desenvolvida em qualquer parte do mundo, recebe esta denominação até que venha a atingir sua plena certificação.
Aaaafff!!!

sergio ribamar ferreira

Errata: SR. Galante…KC390…a FAB… aguardo esclarecimentos. Obrigado.

sergio ribamar ferreira

Obrigado Sr Galante. Uma lástima ter de ir para o museu, mas o que há de se fazer? triste fim para um guerreiro, mesmo sendo uma máquina.

Mauricio R.

A versão mais recente do C-130 é de 1996, uma aeronave selecionada em concorrência para equipar as ffaa dos EUA.
E o cancelamento da KC-X se deu a partir de investigação do GAO, após protesto da Boeing.

Clésio Luiz

Galante, tem gente que tem por esporte reclamar. Tivesse o Brasil comprado o C-130J iriam reclamar por ter a FAB abandonado o projeto da Embraer.

Walfrido Strobel

Claudio Luis, moro em Salvador Bahia e realmente vejo bem pouco da minha janela, só um pedaço do bairro da Barra, mas em mais de 20 anos de FAB conheci bem o Brasil, ja morei no Sul, interior de São Paulo, Porto Velho e Recife e te garanto que 30 KC-390 é muito para a FAB, como tambem seriam muito 30 C-130J ou Y-9. A FAB nunca operou 30 C-130 e com o que li sobre a ideia de se colocar o KC-390 em Manaus imagino que estejam então pensando em substituir todos os C-130 e C-115 Buffalo com os… Read more »

Matheus Ugraita

Nosso amigo Walfrido deve achar que a lua é de queijo rs

GGTC

Walfrido Strobel

Imagina se não tivesse ficado 20 anos na FAB. 30 aviões é demais para o 5 país com maior extensão territorial do mundo, e tem mais só com o judiciário são desembolsados por ano mais de 80 bilhões de reais, fora o que foi gasto com a copa do mundo de 2014, e as olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. kkkkk.

JBento

Olá a todos. 1-Parece-me que o kc390 é uma aeronave interessante. 2-Gosto da inovação e da melhoria de velocidade e aumento da liberdade operacional no espaço aéreo europeu. 3-Os militares da FAP já merecem este investimento há muito tempo, até porque o acidente referido ocorreu no dia em que todo o país celebrava a vitória no campeonato europeu de futebol e estes militares que tanto deram ao seu país não mereceram nem uma nota de rodapé nos noticiários, para não afetar a onda de patriotismo que assolou o país. 4- Tenho sérias dúvidas que algum avião que precise de uma… Read more »

JT8D

Dizer que Portugal não deveria comprar o KC390 porque “ainda não está certificado” deve ser alguma piada. É óbvio que o protótipo não vai nascer certificado, mas aviões da Boeing e da Airbus costumam vender às centenas antes mesmo de estarem certificados. Isso porque ninguém dúvida da capacidade técnica dessas empresas, de modo que a certificação é vista como apenas um processo burocrático a ser cumprido. O mesmo se dá com a Embraer. Tenho certeza que ninguém que tenha um mínimo de neurônios funcionando passa estar em suspense a respeito de se a Embraer conseguirá ou não certificar o KC390.… Read more »

Clésio Luiz

Meu caro Bob Santana, em primeiro lugar, Grapette não é porcaria, é delicioso (pelo menos era quando eu tomava quando garoto 🙂 ), em segundo lugar, só vale garrafa e de vidro, porque conserva o delicioso sabor da uva melhor 🙂

teropode

kkkkk, até aqui o wstrobell vem trollar , ainda bem que praga de urubu magro nao pega em cavalo gordo , vida longa a EMBRAER , o PA voltou aos bons tempos , otimas materias sempre !

EduardoSP

A torcida pelo sucesso comercial do KC 390 é uma coisa. O que não pode ser esquecido é que o custo de desenvolvimento da aeronave é todo do governo federal (cerca de US$ 1,5 bilhão, ou R$ 4,5 bilhões). Ainda que o repasse financeiro para a empresa esteja atrasado, há contrato e os valores serão pagos, possivelmente com correção. Além de garantir o recurso para o desenvolvimento, o governo federal fez uma encomenda maior (28 unidades) do que o maior número de aeronaves desse porte que já operou, a fim de garantir uma escala mínima para o começo da produção… Read more »

Flanker

Se não fosse o dinheiro público, a Lockheed-Martin, por exemplo, não existiria! E qual empresa privada de aeronáutica, em sã consciência, desenvolve projetos militares com dinheiro do próprio bolso? Projetos desse tipo nascem da necessidade do cliente. A FAB precisava de um substituto para seua C-130. Entregou para a Embraer suas especificações e necessidades. A FAB participou ativamente do projeto, sendo proprietária intelectual do mesmo, o que lhe gerará royalties em cada venda. Não vejo onde há erro nisso! Empresas privadas visam o lucro….onde esta o mal nisso. Talvez alguns pensem: “Ah, mas se a Embraer continuasse estatal, todo o… Read more »

Rinaldo Nery

Walfrido, já expliquei 10 vezes aqui porque a FAB está adquirindo 28 KC-390. Vc não deve ter lido. Vc diz que foi da FAB: qual posto, graduação, especialidade, turma?

Antonio de Sampaio

Rinaldo Nery 29 de julho de 2017 at 23:47
Deve ser um “pé de banha”, ou seja, rancheiro.

Farroupilha

Realmente com a mentalidade medrosa, tacanha, retrograda, demostrada por vários comentaristas brasileiros, fica claro que por eles jamais o Brasil vai ser produtor de tecnologia de vanguarda. Pois se mesmo um produto necessário para repor o que vai ser encostado, e que é de tecnologia conhecida, já ficam reclamando do comprometimento financeiro do governo federal, imaginem então se o governo brasileiro começa-se a gastar com projetos envolvendo novas tecnologias? Iam pirar de vez. Por eles, chamais vamos construir nada de pioneiro (Exemplo: Um SN para águas ultra profundas) ou com tecnologia, já conhecida, mas 100% construída aqui. . Alberto Santos… Read more »

Flanker

Quem critica a Embraer privatizada logicamente a preferiria estatal. Mas esquecem que a mesma, quando da sua privarização, era totalmente deficitária e inoperante. Não passava de um cabide de empregos, que em nada lembrava a empresa idealizada por Ozires Silva. Qual a empresa aeronáutica privada irá desenvolver um projeto militar sem o financiamemto estatal, através do Min da Defesa ou das FFAA? Quantos bilhões de dólares o governo dos EUA injeta por ano na Lockheed-Martin? Mas a empresa desenvolve aquilo que o cliente quer. O mesmo ocorre com a Embraer e o KC-390. A FAB precisava de um transporte para… Read more »

Antonio de Sampaio

Os freios do KC-390 são de carbono, são mais leves, mais eficientes – param em menor espaço de pista – e não aquecem com a mesma facilidade que freios comuns.
Certamente deve ser um sistema anos luz destes C-130 da FAP.