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Sri Lanka realiza primeira revisão em dois caças F-7

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As primeiras duas aeronaves F-7 revisadas como parte do estabelecimento da Ala de Revisão de Aeronaves na Base da Força Aérea do Sri Lanka (SLAF), Katunayake, foram aceitas pelo Comandante da Força Aérea do Sri Lanka, Marechal do Ar Kapila Jayampathy ontem (10 de julho de 2017) em uma cerimônia em Katunayake.

O evento contou também com a participação do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, do Vice-Marechal do Ar Sumangala Dias, dos membros do Conselho de Administração da Força Aérea e de outros oficiais, bem como representantes da Divisão de Engenharia de Aviação da M/S CATIC da China, que estão em parceria com a SLAF neste projeto de transferência de tecnologia.

A Ala de Revisão de Aeronaves foi estabelecida no início de 2016 com a assistência técnica da M/S CATIC. Espera-se que a especialista chinesa assista e oriente a SLAF no estabelecimento das instalações e nas primeiras revisões, após o que se espera que se retirem gradualmente, deixando a SLAF com a capacidade de controlar de forma independente as revisões.

Inicialmente, o projeto deverá lidar com a revisão da estrutura da aeronave de origem chinesa, embora a SLAF espera que a tecnologia adquirida facilite a revisão de outras aeronaves.

O conceito de transferência de tecnologia é uma prática comum na maioria dos países onde as aeronaves de origem estrangeira são incorporadas e usadas durante um período de tempo.

A prática permite que a nação do usuário garanta a longevidade das plataformas que eles adquirem sem ter que confiar na assistência externa e ter que despachar aeronaves ao exterior, o que é uma grande despesa em termos de dinheiro e tempo.

Embora o processo de transferência de tecnologia requeira uma sobreposição de capital inicial, justifica-se pelo retorno do investimento ao longo da vida da frota de aeronaves. Ao mesmo tempo, o processo e as facilidades como esta também ajudam a aumentar o nível de competência da indústria aeronáutica da nação e criam oportunidades para os técnicos envolvidos nessas empresas para obter emprego remunerado, mesmo depois da aposentadoria do Serviço Militar.

FONTE: Sri Lanka Air Force

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Ramon Grigio
Ramon Grigio
3 anos atrás

Com esse espaço aéreo não precisam mesmo se preocupar com o alcance do vetor. Essa configuração deles incluí alguma capacidade de combate crivel? Ou só policiamento mesmo?

Ramon Grigio
Ramon Grigio
3 anos atrás

Achei na wiki: “F-7GS: Cheaper version of J-7G for Sri Lanka with other avionics specifically to meet requirements of Sri Lanka,[88][89] and these modifications include:[97] A new head-up display (HUD) with a new Stores Management System, which is essentially a useful cockpit-pilot interface to help establish the status of stores including configuration, fusing and weapon codes etc. A voice warning system, color video recorder, elaborate cockpit lighting (Night Vision Goggle Compatible) and a more precise and jitter free AOA probe, GPS and inertial navigation system (INS). GMAv AD 3400 UHF/VHF multifunction com, Type 605A (`Odd Rods` type) IFF, KLJ-6E pulse… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
3 anos atrás

Seria interessante ver um gráfico comparando o MiG-21F-13 com esse J-7 com as asas duplo-delta, para comparar os ganhos e perdas causados pela nova asa no envelope de voo.

Walfrido Strobel
3 anos atrás

Eles realmente não tem problemas de fonteira, pois a única é ao norte com uma faixa de terra que separa a Índia que é muito mais forte e eles não teriam a menor chance de enfrentar. Mas tiveram uma sangrenta guerra separatista com os “Tamil Tigers” onde morreram 70.000 pessoas, antes eles atacavam os separatistas com seus helicopteros Mi-24, mas depois deste abate mostrado no vídeo tiveram que usar os Kfir e Mig-23 para atacar, eles tinham mais um avião de ataque leve como no passado. A experiencia deles com ataque leve foi péssima, usavam a tradicional forma de ataque… Read more »

Paulo Jorge
Paulo Jorge
3 anos atrás

Está de bom tamanho e deve possuir números de performance similares ao F-5.
A durabilidade da aeronave mostra que a confiabilidade dos produtos militares chineses vem aumentando.

Alexandre Conde
Alexandre Conde
3 anos atrás

Os países hoje mais fortes sempre oprimindo os menos militarizados.
Isso um dia vai se inverter.

cipinha
cipinha
3 anos atrás

Olha ai a oportunidade perdida pelos nossos hermanos, esse J-7 é melhor que tudo que eles possuem.

Tallguiese
Tallguiese
3 anos atrás

Acredito que pra fazer o policiamento aereo e pra manter o preparo dos pilotos em dia a maquina e boa!

Renato Carvalho
3 anos atrás

Pronto, agora podem espeta-lo na frente do palácio presidencial, ou colocar num museu mais próximo.

Delfim Sobreira
Delfim Sobreira
3 anos atrás

Pobre Sri Lanka, enfiada no meio do Índico, sua neutralidade não será perdoada.

Otto Lima
3 anos atrás

O Sri Lanka é um país pequeno e pobre, espremido nas disputas entre Índia, Paquistão e China e ainda sentindo os reflexos de mais de três décadas de um conflito étnico separatista. Nessas condições, visando a continuidade operacional de sua aviação de caça, o F-7 é o vetor ideal, mas a desativação dos Kfir, MiG-23 e Pucará obriga a Força Aérea do Sri Lanka a pensar em um novo vetor a curto prazo. Pena que a Embrarer não produza um avião com as características de que os cingaleses necessitam: um caça multimissão robusto, barato, confiável e letal. As soluções disponíveis… Read more »