Home Aviação de Caça Caça JF-17 do Paquistão abate drone espião do Irã

Caça JF-17 do Paquistão abate drone espião do Irã

6405
43
JF-17

QUETTA – Um drone de espionagem iraniano foi derrubado por um caça JF-17 sobre Panjgur, Balochistan, cerca de 45 km no território do Paquistão, nesta terça-feira.

O incidente é o primeiro de seu tipo na história de dois vizinhos islâmicos, que compartilham uma fronteira porosa de 900 quilômetros de comprimento.

Wajahat Khan, jornalista multimídia e especialista em segurança nacional, confirmou a notícia, tweetando: “Confirmado: um drone espião iraniano derrubado pelo JF-17 da PAF sobre o Panjgur, o Balochistan a 45km no território do Paquistão. Sem precedente. Nova abertura de frente?”

O abate do drone foi relatado em meio a uma reunião de bandeira de emergência entre autoridades paquistanesas e iranianas após o disparo não provocado de vários projéteis de artilharia no território paquistanês durante o fim de semana.

No domingo, as forças de segurança da fronteira iraniana dispararam vários projéteis de artilharia perto de Prom, uma área de Panjgur. Nenhuma baixa foi relatada.

Em 27 de maio, um projétil de morteiro lançado do lado iraniano no distrito de Panjgur do Balochistan havia matado uma pessoa.

Em 21 de maio, pelo menos cinco projéteis de artilharia foram disparados em Taftan, no Baluchistão, da fronteira iraniana.

Drone iraniano derrubado na Síria

Enquanto isso, na terça-feira, a CNN informou que um avião F-15 dos EUA havia derrubado um drone iraniano armado na Síria na segunda-feira.

As tensões na fronteira Paquistão-Irã

O Paquistão acusou as forças iranianas de violarem a sua integridade territorial e apresentou protestos contra o Irã nesse sentido várias vezes nos últimos anos.

Os dois países, em 2014, decidiram aumentar a coordenação da inteligência para eliminar os terroristas da região fronteiriça.

O Paquistão, como parte de seus esforços de combate ao terrorismo, recentemente intensificou a gestão da fronteira na tentativa de verificar melhor os movimentos transfronteiriços de suspeitos de terrorismo.

O trabalho de Rs20 milhões do portão do Paquistão em Taftan ao longo da fronteira Paquistão-Irã foi concluído em 2016. Este ponto de passagem da fronteira é a rota comercial mais antiga para o Irã e a Europa e milhares de estrangeiros e moradores que viajam para a Europa e o Irã por estrada, usam este ano ponto de cruzamento.

FONTEdailypakistan.com.pk

43 COMMENTS

  1. Acabei de postar no outro link sobre o 1o abate da história. Quem abateu primeiro, USAF ou FAP? No mais, as coisas estão ficando quentes por lá. Melhor terminar logo House of Cards pra não perder nada dos próximos capítulos no Oriente Médio

  2. binlandem se escondia no paquistão com apio do exército local, aquilo ali é muito louco… o iran apoia o terrorismo islamico… tudo muito louco…

  3. A Embraer propôs um AMX supersônico, com asas e entradas de ar remodeladas, mas a FAB já havia gastado todo o dinheiro com o AMX original e não aceito. Se essa aeronave tivesse saído do papel, tenho certeza que teria um desempenho muito superior ao JF-17, rivalizando, talvez, com o Gripen C. Faz tempo que estou procurando o desenho desse AMX mas não acho.

  4. O Irã deveria ficar quieto.
    Arranjar confusão com EUA, Arábia saudita, Paquistão…
    Muitas frentes de uma vez só.
    Estaria monitorando o que?
    E esses crimes não tem baixo RCS?
    Como são visualizados?

  5. Se forem aqueles drones com hélices, então o RCS não é tão baixo. Uma coisa é operar um drone em ambiente permissivo eletronicamente. Outra coisa é espaço aéreo vigiado ou contestado.

  6. Nada demais. A parte “drone espião” é apenas sensacionalismo barato. O correto seria drone de vigilância pois era o que estava fazendo. A própria matéria diz:
    .
    “Os dois países, em 2014, decidiram aumentar a coordenação da inteligência para eliminar os terroristas da região fronteiriça.”
    .
    O controle do drone pode ter sido perdido, isso acontece.

  7. Topol 20 de junho de 2017 at 16:41
    .
    A matéria diz que ele estava “cerca de 45 km no território do Paquistão”.
    Conclui-se que ele estava dentro do território paquistanês.

  8. O irã tem estado bastante ativo, pelo visto seus drones estão voando bastante pela vizinhança, daqui a pouco israel abate um também e vira notícia.

  9. Nonato, já desmentiram a queda de avião de combate a incêndio em Portugal. AINDA BEM!!!
    .
    No mais, antes ter os drones-alvos do Irã do que nada. Parabéns aos Iranianos por desenvolver esse aparelho. No mais concordo que não deveriam cutucar tanta gente ao mesmo tempo. Esses barbudinhos são metidos.

  10. Creio tratar-se de reconhecimento a viva força, os iranianos estão testando tempo de resposta dos vizinhos e o estado de vigilância das Forças Aéreas dos vizinhos,

  11. Os drones grandes tem assinatura radar e térmica reduzida mas são abatidos como um avião qualquer. O que é difícil de abater e ainda não se chegou a uma conclusão de qual a melhor arma são os UAVs “pequenos”, capazes de serem transportado por uma pessoa.
    Essa classe é problemática de ser interceptada (e até de ser detectada) dentre outras coisas por ter propulsão elétrica, o que gera mínima assinatura térmica, além de serem feitos totalmente de materiais compostos.
    Há várias opções para engajar essa turma: canhões,metralhadoras, mísseis, drone anti drone, laser, HPMW, ECM, ataque cibernético, captura por lançador de redes, reza brava, tudo junto e misturado, etc.
    Seja que arma for o engajamento é de curto alcance porque a detecção também se dá num alcance muito curto.

  12. Zmun,

    No fim dos anos 80, a Embraer anunciou o que poderia ter se tornado o mais importante projeto militar do país o MFT-LF(Modern Fighter Trainer- Light Fighter) um caça leve e um treinador supersônicos. A idéia principal era de lançar um treinador supersônico e a partir dele desenvolver uma versão monoposta  de caça multifuncional, o avançado conceito dos jatos de treinamento supersônicos foi revivido nos anos 90 com os projetos do MAKO alemão e o KTX-2 sul coreano entre outros. O seu projeto foi fruto da experiência da empresa no desenvolvimento e fabrico do avião de ataque subsônico AMX, o qual a empresa detém cerca de 30% do projeto o restante coube a empresas Italianas, sua configuração básica é a mesma do AMX, asas altas entradas de ar simples, cabine ampla de excelente visibilidade com o nariz rebaixado, 6 pontos de fixação de armas nas asas e um na fuselagem e um motor que poderia ter sido até o mesmo Rolls-Royce Spey 807 mas com pós-combustores, seu peso vazio máximo seria de 8000kg e o total carregado máximo 15000kg, com suas dimensões ligeiramente maiores que as do AMX seu desempenho deveria ser bem melhor no alcance e sua velocidade máxima estava estimada em 1,7 vezes a velocidade do som, (cerca de 300m/s ou 1260km/h), ou seja  próximo de 2000km/h, melhor que a do F-5E caça que a FAB começaria a substituir a partir de meados dos anos 90. A Embraer esperava que algum país ou empresa estrangeira participasse do projeto, no entanto o fim da Guerra Fria, reduziu os gastos militares no mundo todo, sem interessados em parceria no seu desenvolvimento e com os cortes nos gastos militares brasileiros atrasando e reduzindo a produção até mesmo do AMX, esse ambicioso projeto logo foi esquecido.

  13. “Esses aiatolás estão doidinhos pra ganhar uma ou duas bombas nucleares no turbante…”

    Depois quando eles querem sua própria bomba reclamam

  14. Não foi uma provocação iraniana. Este UAV estava vigiando a fronteira em buscar de insurgentes, os quais os dois países concordaram em combater na mesma região. Certamente o controle do mesmo foi perdido e ele se extraviou para dentro do território paquistanês. NÃO foi um ato de agressão ou provocação.

  15. Estes drones do Iran eram operados por quem?
    .
    As Forças Armadas da República Islâmica do Iran (Nīrūhā-ye Mosallah-e Jomhūri-ye Eslāmi-ye Īrān) são divididas em 4 (quatro) ramos:
    – Exército da República Islâmica do Iran;
    – Marinha da República Islâmica do Iran;
    – Força Aérea da República Islâmica do Iran; e
    – Força de Defesa Aérea (padrão russo) da República Islâmica do Iran.
    .
    Mas no Iran há também o Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica , ou simplesmente Guarda Revolucionária, que são muito mais belicosos, um tanto fora do controle normal das forças armadas e que dispõe de: forças navais, aeroespacial, terrestres e forças especiais.
    .
    A questão é pertinente:
    Quem operava os drones na Síria e no Paquistão?
    .
    Acredito que o da Síria provavelmente era da Guarda Revolucionária, em face do papel político que representa.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  16. Todo mundo desce a lenha no Irã, falando de sua tecnologia, suas lorotas e tal….. mas e agora oque dizer…… pode não ser o melhor do Mundo, mas eles tem…..e fabricam em casa, já nós brasileiros, o que dizer…….cade a turma que desce a lenha sempre???

  17. Thiago, como dizem os americanos, o AMX supersônico comeria o M346 no café da manhã e ainda sobraria espaço pra comer qualquer outro LIFT, com exceção do KAI A/F-50, no lanchinho da tarde.

    Na verdade, este AMX deveria ser comparado com o Gripen C, o JF-17, o Tejas, etc. Seria um caça leve, utilizado como treinador, não um treinador utilizado como caça leve, como geralmente acontece. É o mesmo conceito do super Tucano, que tem muito mais músculos que qualquer outro treinador turbo hélice. É como um boxeador que precisou emagrecer pra descer de categoria. Certamente venderia muito! Com eletrônicos e armas israelenses, e com um preço justo, faria muito sucesso entre países pequenos que precisam de um caça ocidental moderno, mais acessível. Acho que até o Gripen poderia ter perdido algumas vendas, caso o caça tivesse saído do papel. É um conceito muito mais moderno que o antiguado AMX original de ataque.

  18. Zmun entendi o que vc falou sobre a performance dele .. só quis comentar que desenho que vc postou me fez lembrar as formas do M346, assim como tem um projeto de um avião da SAAB que lembra as linhas do AMX… Não quis entrar no mérito das performances… Abraço!

  19. No inicio da década de 80 a Saab foi contratada pelo consórcio Aermacchi/Alenia para auxiliá-las no projeto das asas do futuro AMX. O caça devia carregar 2 ton de armas nas asas, mísseis nas pontas das asas e ser capaz de atingir mach 0.9 em vôo nivelado a 10 k m. As empresas italianas ainda não possuíam expertise para esse tipo de projeto. Está aí o parentesco da aeronave com os projetos da empresa sueca. É importante observar o quanto o projeto do caça era importante na época, principalmente por envolver países periféricos (Brasil e Itália) nessa indústria. Se o desenvolvimento continuasse em um projeto supersônico, teríamos com certeza um produto excelente além de atender a FAB. O espaço no mercado mundial era e ainda é grande nesse nicho.

  20. A SAAB também tem um projeto de caça stealth de 5ª geração que poderia ser uma alternativa para um futuro caça desse tipo para FAB. O problema é essa realidade brasileira onde os caos de todo as as ordens impera, deixando a nossa defesa em segundo, terceiro e quarto lugar…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here