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O Mirage 5 fabricado em Israel

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primeiro prototipo do Mirage M5J – foto dassault

por Guilherme Poggio

Em recente post aqui do Poder Aéreo foi reproduzida uma matéria do jornal ‘The Jerusalem Post’ que mostra como o Mirage 5 fabricado em Israel ajudou no desenvolvimento da indústria aeroespacial daquele país. Abaixo segue um breve relato, extraído do livro “DO SHAHAK AO KFIR – A história dos ‘deltas’ na Força Aérea Israelense”, (ainda no prelo) dessa história focando no aspecto da obtenção dos planos para a produção do motor. 

Em junho de 1968 o governo francês mandou suspender o contrato comercial para a produção licenciada do Mirage 5 em Israel (firmado no ano anterior). No entanto, a fabricante de aeronaves Dassault estava comprometida com o acordo e, sob total sigilo e sem o conhecimento oficial do governo, todo o ferramental para a produção do modelo foi despachado para Israel.

Há informações não confirmadas de que dois Mirage 5 completos foram produzidos na França e totalmente desmontados e enviados para Israel como peças de reposição aparentemente sem o conhecimento do governo francês. Em relação aos canhões e sua munição, estes eram produzidos localmente pela IMI (Israel Metal Industries) sob licença. O grande entrave era o motor (Atar 9C), produzido por uma empresa controlada pelo governo da França (a Snecma). Neste caso, a solução foi recorrer ao vizinho francês, a Suíça.

9 COMMENTS

  1. Você olha para a Dassault (e isso é válido para todas as outras empresas de aviação militar), e dá pena ver que ela é uma sombra do que já foi, no auge da Guerra Fria. O Mirage III evoluiu rapidamente, com versões novas e mais capazes aparecendo quase anualmente. Sem falar em todos os protótipos que foram desenvolvidos entre as décadas de 50 e 70.
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    Hoje em dia é um parto acrescentar um simples armamento (Meteor) no arsenal de uma aeronave. Dá a impressão que os computadores de hoje atrapalham em vez de ajudar os engenheiros.

  2. Parabéns pela matéria. Bem que poderia virar um filme, com muitas possibilidades. Se realmente foram fabricados e desmontados 2 unidades, se o governo sabia ou não das operações e por ai vai .

  3. Renato, sem dúvida os custos dispararam. Somado à grande decadência dos orçamentos militares após o fim da Guerra Fria, tem-se a impressão que as empresas esticam os prazos de desenvolvimento para compensar as perdas de contratos fáceis que existiam na época da União Soviética.

  4. incrivel conseguiu rodar no finalzinho pegou somente alguns anos de cana pois bem as vitorias da I.A.F foram gracas as vitorias de inteligencia do service secreto de Israel o mossad foram ja dezenas de agentes mortos e todos os tipos de missoes tem ate um cemiterio so de agentes caidos e pegos em combate e nas missoes o mossad no oriente medio sabe mais do que a C.I.A

  5. Alguém tem ideia quando o livro “DO SHAHAK AO KFIR – A história dos ‘deltas’ na Força Aérea Israelense” vai ser lançado e por qual editora?

  6. Alguém tem ideia quando o livro “DO SHAHAK AO KFIR – A história dos ‘deltas’ na Força Aérea Israelense” vai ser lançado e por qual editora?
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    Ricardo, o livro está em fase final de produção, mas aguardando viabilização financeira.

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