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O Poder Aéreo de Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967

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7 de abril de 1967, câmera de combate de Mirages III mostrando o abate de três MiG-21 sírios. FONTE: IDF/IAF

Depois da Guerra de independência em 1948, o Estado de Israel cercado por estados árabes e sem grande população, não poderia custear grandes forças terrestres, por isso investiu fortemente no seu poder aéreo.

A Guerra dos Seis Dias do ano de 1967, foi travada entre os dias 5 e 10 de junho de 1967 por Israel e os estados vizinhos do Egito (conhecidos na época como República Árabe Unida), Jordânia e Síria.

As relações entre Israel e seus vizinhos nunca foram completamente normalizadas após a guerra árabe-israelense de 1948. A Síria, no norte de Israel, tinha confrontos constantes por causa de terras e água. Por causa dessas disputas, em abril de 1967, caças israelenses entraram em combate com caças sírios e saíram vitoriosos.

No período que antecedeu junho de 1967, as tensões aumentaram perigosamente. Em maio de 1967, o presidente egípicio Gamal Abdel Nasser anunciou que o estreito de Tiran seria fechado para navios israelenses. O Egito mobilizou as suas forças ao longo da sua fronteira com Israel e, em 5 de junho, Israel lançou o que alegou ser uma série de ataques aéreos preventivos contra aeródromos egípcios.

Os egípcios foram surpreendidos e quase toda a força aérea egípcia foi destruída no solo, com poucas perdas israelenses. Simultaneamente, os israelenses lançaram uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza e no Sinai, que novamente capturou os egípcios de surpresa. Após alguma resistência inicial, o líder egípcio Nasser ordenou a evacuação do Sinai. As forças israelenses correram para o oeste em busca dos egípcios, infligiram grandes perdas e conquistaram o Sinai.

Nasser induziu a Síria e a Jordânia a iniciar ataques contra Israel, usando a situação inicialmente confusa afirmando que o Egito havia derrotado o ataque aéreo israelense. Os contra-ataques israelenses resultaram na apreensão de Jerusalém Oriental, bem como da Cisjordânia dos jordanianos, enquanto a retaliação de Israel contra a Síria resultou na ocupação das Colinas de Golã.

Em 11 de junho, foi assinado um cessar-fogo. As baixas árabes eram muito mais pesadas do que as de Israel: menos de mil israelenses haviam sido mortos, em comparação com mais de 20 mil das forças árabes. O sucesso militar de Israel foi atribuído ao elemento de surpresa, um plano de batalha inovador e bem executado e a má qualidade e liderança das forças árabes. Israel tomou o controle da Faixa de Gaza e da Península do Sinai do Egito, Cisjordânia e Jerusalém Oriental da Jordânia, e as Colinas de Golã da Síria. O moral israelense e o prestígio internacional aumentaram grandemente pelo resultado da guerra e a área sob controle israelense triplicou.

Israel e os territórios que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias. Fonte: Wikipedia

O ataque aéreo contra o Egito

No dia 5 de junho, às 7h45, a Força Aérea de Israel (IAF) lançou o Operation Focus contra o Egito. Todos os seus 200 jatos operacionais, com exceção de 12 que ficaram para proteção do espaço aéreo israelense, lançaram um ataque em massa contra os aeródromos do Egito. A maioria dos aviões de combate israelenses dirigiu-se ao mar Mediterrâneo, voando baixo para evitar a detecção por radar, antes de se voltar para o Egito. Outros voaram sobre o Mar Vermelho.

O perfil de voo baixo empregado pelos aviões israelenses impediu que as baterias de mísseis de superfície-ar SA-2 egípcias pudessem engajá-los.

Embora radares jordanianos em Ajloun tivessem detectado ondas de aeronaves que se aproximavam do Egito e avisado a cadeia de comando egípcia, os problemas egípcios de comando e comunicação impediram que o alerta chegasse aos aeródromos visados a tempo.

Os israelenses empregaram uma estratégia de ataque mista: bombardeios e “strafing” contra aviões estacionados no chão e bombardeios de pistas com bombas especiais de penetração de asfalto desenvolvidas em conjunto com a França, deixando as aeronaves sobreviventes incapazes de decolar.

MiG-21 egípcios destruídos no solo e a sombra de Mirage III israelense

A operação foi mais bem sucedida do que o esperado, pegando os egípcios de surpresa e destruindo praticamente toda a Força Aérea egípcia no chão, com poucas perdas israelenses. Um total de 338 aviões egípcios foram destruídos e 100 pilotos foram mortos, embora o número de aeronaves perdidas pelos egípcios seja disputado.

Entre os aviões egípcios perdidos estavam todos os 30 bombardeiros Tu-16, 27 dos 40 bombardeiros Il-28, 12 caças-bombardeiros Su-7, mais de 90 caças MiG-21, 20 caças MiG-19s, 25 caças MiG-17 e cerca de 32 Aviões de transporte e helicópteros variados. Além disso, os radares egípcios e os mísseis SAM também foram atacados e destruídos.

Os israelenses perderam 19 aviões, incluindo dois destruídos em combate aéreo e 13 derrubados pela artilharia antiaérea.

Aeronaves egípcias destruídas no solo

O ataque garantiu a superioridade aérea israelense pelo resto da guerra. Ataques contra outras forças aéreas árabes por Israel ocorreram mais tarde no dia em que as hostilidades explodiram em outras frentes.

O grande número de aeronaves árabes reivindicadas destruídas por Israel naquele dia foi considerado como “extremamente exagerado” pela imprensa ocidental. No entanto, o fato de que a Força Aérea egípcia, juntamente com outras forças aéreas árabes atacadas por Israel, praticamente não apareceu durante os dias restantes do conflito, provou que os números eram provavelmente autênticos.

Ao longo da guerra, as aeronaves israelenses continuaram atacando pistas de pouso árabes para evitar o retorno à usabilidade. Enquanto isso, a rádio estatal do Egito relatava uma vitória egípcia, afirmando falsamente que 70 aviões israelenses tinham sido derrubadas no primeiro dia de luta.

Uma vez varrido o poder aéreo egípcio, chegava a hora de atacar ao norte e a leste. Diversos raides foram feitos contra bases espalhadas pela Jordânia, Síria e Iraque.

No fim do dia, quase 400 aviões árabes de 25 bases aéreas haviam sido destruídos, permitindo a entrada em ação da poderosa força blindada de Israel.

A operação exigiu um esforço enorme dos pilotos israelenses, que chegaram a voar 8 missões em um só dia, demorando menos de 10 minutos para reabastecer e rearmar os aviões entre cada missão.

miiic-1

Vitórias aéreas de Israel nas Guerras de 1967

Data Unidade Aeronave Piloto Arma Vítima País
7Apr67 117 Sqn Mirage IIICJ A.Lanir 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
7Apr67 101 Sqn Mirage IIICJ A.Slapak 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
7Apr67 101 Sqn Mirage IIICJ B.Romah 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
7Apr67 101 Sqn Mirage IIICJ 52 Y.Spector 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAF
7Apr67 117 Sqn Mirage IIICJ E.Dotan 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
7Apr67 119 sqn Mirage IIICJ R. Ronen 30mm MiG-21 SyAF
7Apr67 101 sqn Mirage IIICJ 52 Y.Spector 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 S.Armon 30mm IL-14 EAF*
5Jun67 105 sqn SMB.2 Z.Umshweif^ 30mm Il-14 EAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 A.Manor^ 30mm Il-14 EAF
5Jun67 113 sqn Ouragan A.Jariv 30mm MiG-21 10 sqn EAF
5Jun67 113 sqn Ouragan Allon 30mm MiG-21 10 sqn EAF**
5Jun67 119 sqd Mirage IIICJ E.Carmi 30mm MiG-21 EAF
5Jun67 119sqn Mirage IIICJ G. Rom 30mm MiG-21 EAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ E.Carmi 30mm MiG-21 EAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Rom 30mm MiG-21 EAF
5Jun67 119 sqn SMB.2 Goldstein 30mm MiG-17PF EAF**
5Jun67 101 sqn Mirage IIICJ I.Gonen 30mm Il-14 EAF*
5Jun67 117 sqn Mirage IIICJ 745 U.Aven-Nir 30mm Hunter FAL
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ R.Ronen 30mm MiG-19 EAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ A.Lavoshin 30mm MiG-19 EAF
5Jun67 105 sqn Mirage IIICJ Arnor 30mm MiG-19 EAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ R.Ronen 30mm MiG-19 EAF
5Jun67 117 sqn Mirage IIICJ E.Hankin 30mm MiG-21 EAF
5Jun67 Mirage IIICJ Y.Betzer 30mm MiG-19 EAF
5Jun67 109 sqn Mystère
IVA
A.Ben-Nun 30mm MiG-17 EAF
5Jun67 IDF/AF SAM MIM-23A Ouragan 113 sqn IDF/AF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ O.Sagee 30mm Hunter 1 sqn RJAF
5Jun67 109 sqn Mystère
IVA
O.Shavitz 30mm Hunter 1 sqn RJAF
5Jun67 109 sqn Mystère
IVA
M.Shaked 30mm Hunter 1 sqn RJAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 Y.Shavit 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ A.Snir 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Rom 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 117 sqn Mirage IIICJ E.Dothan 30mm MiG-17 SyAF
5Jun67 Mirage IIICJ M.Shachal 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 Y.Keidar 30mm MiG-21 SyAF
5Jun67 101 sqn Mirage IIICJ D.Sever maneuver MiG-21 EAF
5Jun67 105 sqn SMB.2 S.Shapira 30mm MiG-17 EAF
6Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Furman 30mm Su-7 55 sqn EAF**
6Jun67 119 sqn Mirage IIICJ U.Shachar 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Rom 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 119 sqn Mirage IIICJ O. Sagee fuel starvation Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ G.Aven 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ B.Friedman 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ A.Ran 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ I.Harzilai 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ O.Sagee 30mm Su-7 55 sqn EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ O.Sagee 30mm MiG-19 EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ O.Marom 30mm MiG-19 EAF
6Jun67 101 sqn Mirage IIICJ O.Sagee 30mm MiG-21 EAF
6Jun67 119 sqn Mirage IIICJ U.Ye’ari 30mm MiG-21 EAF
6Jun67 117 sqn Mirage IIICJ E.Hankin Shafrir I Tu-16 8BS/IrAF
6Jun67 110 sqn Vautor B.Zahor 30mm MiG-21F-13 17FS/IrAF
6Jun67 117 sqn Mirage IIICJ Y.Koren 30mm Hunter 6FS/IrAF
6Jun67 117 sqn Mirage IIICJ Y.Koren 30mm Hunter 6FS/IrAF**
7Jun67 101 sqn Mirage IIICJ G.Aven 30mm Su-7 55 sqn EAF
7Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Rom 30mm MiG-17F EAF
7Jun67 119 sqn Mirage IIICJ G.Rom 30mm MiG-17F EAF
7Jun67 101 sqn Mirage IIICJ Not awarded maneuver MiG-19 EAF
7Jun67 101 sqn Mirage IIICJ A.Amir 30mm MiG-19 EAF
7Jun67 101 sqn Mirage IIICJ Y.Richter 30mm MiG-19 EAF
7Jun67 117 sqn Mirage IIICJ E.Dothan 30mm Hunter 6FS/IrAF
7Jun67 117 sqn Mirage IIICJ G.Dror 30mm Hunter 6FS/IrAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ M.Shmul 30mm Il-28 8Sqn/UARAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ M.Shmul 30mm MiG-19S 20/21Sqn/UARAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ O.Marom 30mm MiG-19S 20/21Sqn/UARAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ A-M.Lev 30mm MiG-17F UARAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ L.Zoric 30mm MiG-17F UARAF
8Jun67 101 Sqn Mirage IIICJ Y.Arazi 30mm MiG-21F-13 Big Squadron/UARAF
8Jun67 117 Sqn Mirage IIICJ E.Hankin 30mm MiG-21F-13 1Sqn/SyAAF
8Jun67 119 Sqn Mirage IIICJ 58 R.Rosen 30mm MiG-17F ?Sqn/SyAAF
9Jun67 119 sqn Mirage IIICJ A. Snir 30mm MiG-21FL EAF
9Jun67 119 sqn Mirage IIICJ A.Snir 30mm MiG-21FL EAF
9Jun67 119 sqn Mirage IIICJ A.Snir 30mm MiG-21FL EAF
9Jun67 117 sqn Mirage IIICJ E.Hankin 30mm MiG-17F EAF
9Jun67 117 sqn Mirage IIICJ A.Lanir 30mm MiG-17F EAF
9Jun67 101 sqn Mirage IIICJ A.Amir 30mm MiG-19 EAF
9Jun67 101 sqn Mirage IIICJ Y.Agmon 30mm MiG-19 EAF
Jun67 Mirage IIICJ A.Shalmon 30mm MiG-19 EAF
Jun67 Mirage IIICJ A.Shalmon 30mm MiG-19 EAF


FONTE:
Wikipedia e coleção Aviões de Combate; TABELA: ACIG.org

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Ivanmc
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Ivanmc

Bela matéria. Eu assisti uns 10 anos atrás alguns documentários no History Channel, a respeito da guerra dos Seis Dias, onde mostrava a supremacia dos Mirage.

Leandro Costa
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Leandro Costa

ACIG.org, sempre uma excelente fonte de informações. Bela matéria sobre um assunto sempre muito relevante.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Naquela coleção “Aviões de Combate”, da Altaya, em fitas VHS, tem um episódio específico sobre o poderio aéreo israelese. Muito bom! Tenho até hoje boa parte daquela coleção.

Alfredo Araujo
Visitante
Alfredo Araujo

Mirage IVA ??
Pesquisei referências a respeito, mas somente a armee d’lair francesa consta como operadora do citado avião…

Tomcat3.7
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Tomcat3.7

Tem que respeitar viu, venceram a galera de países que se uniram contra eles na moral. Hoje mesmo com todo o avanço tecnológico de todos os envolvidos acredito que Israel ainda daria uma sova geral.

Victor Moraes
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Victor Moraes

1967 ainda não existiam computadores, de tal forma, como se vê no vídeo, a mira dependia de um bom piloto? Ele tinha que manobrar para acertar, certo? Só rasante? Poder aéreo sozinho não ganha guerra, mas faz um estrago enorme?

Julio Sal
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Julio Sal

Meu comentário é fora do contexto da aviação mas faz parte da História da Guerra dos Seis Dias. Tenho um Tio que foi do 20º Contingente do Batalhão de Suez que foi feito prisioneiro de guerra quando as forças israelenses atacaram o Forte onde estavam as forças da ONU pois os mesmos não sabiam que ainda tinham forças de Paz aquarteladas no seu interior, neste episódio o Brasil teve a única baixa no conflito. Nosso País teve um papel importante mandando 20 Contingentes para aquela região entre 1957 e 1967.

horatio nelson
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horatio nelson

é lindo ver todos esses aviões arabes abatidos israel para infelicidade de muitos permanecera para sempre…superando todos os paises q o enfrentar

bruno
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bruno

essa Guerra taticamente e a mistura de pearl harbour com Guerra das Malvinas os mirages do tio Jacob atacaram no fator surpresa voando baixo colado no mar como fizeram os argentinos ao atacar naves inglesas voando baixo para naum serem pegos pelos radars um ataque surpresa nos moldes de pearl harbour os japoneses atacaram com o fator susrpresa e sem declaracao de Guerra como fizeram os mirages do tio Jacob dois fatores nessa Guerra a superioridade dos cacas franceses aliados aos destemidos e pikas pilotos do tio Jacob os arabes fizeram o cerco e comecaram a gastar foram todos pegos… Read more »

Antônio de Sampaio
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Antônio de Sampaio

horatio nelson 5 de junho de 2017 at 18:46
Eu não sei se você sabe, mas ali dentro tem um pai de família, um marido com filhos, um filho com irmãos e irmãs.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Antônio, duvido que os árabes pensaram dessa forma em 1948, na Guerra de Atrito, durante o Yom Kippur, etc. Não sei se vc sabe, mas em todas as guerras, essa verdade esteve presente. Da mesma forma que bombardeios aliados atacavam alvos e as próprias cidades industriais alemãs durante a Segunda Guerra Mundial ajudando, através de N fatores que não apenas os resultados do bombardeio, à encurtar a Guerra, lá embaixo haviam famílias inteiras, pais, mães, filhos, e pereceram no que muitos chamam de ‘última guerra justa.’ . Se sairmos do sentimentalismo barato um pouco, podemos simplesmente citar o termo ‘Der… Read more »

Tio Rosenweiss
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Tio Rosenweiss

Se os árabes abaixarem as armas haverá paz! Se os israelenses abaixarem as armas, Israel deixará de existir! Simples assim!

Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

uma deve ser vencida, mas jamais se deve tripudiar sobre o derrotado …

Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

Wilton Feitosa 6 de junho de 2017 at 14:02
uma GUERRA deve ser vencida, mas jamais se deve tripudiar sobre o derrotado …

Tallguiese
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Tallguiese

Pra vc ver né, o que é uma arma bem usada! Os argentinos não consguiram usar seus miregens com a mesma eficiencia que os israelences.

horatio nelson
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horatio nelson

Antônio de Sampaio 5 de junho de 2017 at 23:36

todas as guerras e todos q morrem nas guerras são pais de alguem…mães de alguem…filhos de alguem… bem feito se o soldado ou piloto ou terrorista não quer morrer é só deixar israel em paz!

Nonato
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Nonato

Tallguiese. Não é só questão de eficiência.
Foram 200 aviões…
A Argentina tinha que comprar mísseis da França. Os mísseis, torpedos falharam.
Muito embora Israel tenha demonstrado eficiência, a Argentina não se comparava ao poderio britânico.
Eram aviões velhos, com poucos mísseis contra uma marinha de primeiro mundo…
Sem dúvida se alguns dos torpedos tivessem funcionado, o afundamento de mais uns três navios teria tido algum impacto negativo sobre a Inglaterra…
Mas não tinham como vencer…

Jeff
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Jeff

Imagino que apenas estes poucos dias de conflito deram à Israel e principalmente a sua força aérea experiências que muitos países do mundo não tem em toda sua história, inclusive o Brasil. Quanta bagagem de combate e táticas devem ter resultado disso tudo.
Admiro os israelenses por terem buscado suas próprias soluções e investirem pesado nisso, mostrando que quando se quer e se tem força de vontade, muito é possível. Quem me dera se meu país fosse assim.

Bosco
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Bosco

Eu sempre achei que as bombas antipista utilizadas tinham sido a BAP-100 mas numa verificada na Wiki constatei que ela só foi desenvolvido na década de 70. Após pesquisar até em hebraico sobre a bomba não achei nenhuma referência.

Renato de Mello Machado
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Renato de Mello Machado

Ora pois, Israel é uma base americana no O.M só isso.Eu quero ver tomar conta de um país do tamanho do Brasil, com os políticos vagabundos dentro.Queria ver os israelenses lutarem em todos os Front como a Wehrmacht lutou.O Japão levou duas bombas nucleares, no final da guerra se fosse Israel nem existiria mais.Sem contar o número de mercenários franceses,ingleses,poloneses, americanos etc.. quê lutaram a favor de Israel, nessa guerra.Israel é exercito de uma casamata só, se os EUA virarem as costas o quê é impossível,pois quem sustenta os EUA é o dinheiro judeu amanhã acabou Israel.Menos babação de ovo… Read more »

Marcos Alonso
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Marcos Alonso

O Mirage empregado em 67 por Israel (III C)não foi a mesma versão empregada pela Argentina em 82(IIIE).Outra diferença, os combates ar ar foram todos WVR e decididos com canhão. Em 82 já havia tecnologia para mísseis WVR orientados por IR e Mira eletrônica HUD. Os hermanos empregavam mísseis Franceses ultrapassados em relação aos empregados pelos Ingleses. A vantagem israelense foi baseada na surpresa e na tática. Atacaram a maior força aérea do OM à época, a do Egito, liberando as mãos para ter superioridade aérea nas demais operações.

horatio nelson
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horatio nelson

bosco o q se sabe é q era uma bomba de 180 lbs projetada na frança e fabricada em israel..era uma versão derivada e preliminar do projeto inicial da durendal q se tornou operacional em 77…não foi a durendal certeza. mais foi um projeto relacionado a durendal só q distinto foi a “durendal israelense“.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Roberto Santanna, eu acho que não devem conter erros, exatamente pelo fato de que o site ACIG.org é de propriedade do autor do livro que você cita hehehehe. Inclusive já troquei mensagens com o Tom Cooper algumas vezes para sanar dúvidas através do próprio site. Tem alguns anos que não passo por lá, mas geralmente eles são bem atentos em relação à essas coisas. Mas como ninguém é infalível, vale sempre à pena dar uma conferida.

Jeff
Visitante
Jeff

Renato de Mello Machado 7 de junho de 2017 at 6:26 . Ora pois, Israel é uma base americana no O.M só isso… Menos babação de ovo e mais lucidez… Forças Armadas com glórias são as do Brasil… . Calma amigo, menos comentários de ódio por favor. Leia meu comentário, depois leia novamente, e tente ler outra vez pra tentar entender, quem sabe você consiga. ADMIRO muito Israel pelas suas soluções tecnológicas e sua vontade de fazer. Assim como admiro os americanos, chineses, russos, alemães, franceses e etc. Admiro como essas nações buscam suas soluções, cada qual com seus problemas… Read more »

Paddy Mayne
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Paddy Mayne

Renato Machado, infelizmente a participação da FEB foi quase que simbólica para as dimensões da WWII. Foram 25 mil homens, sendo que o exercito americano tinha 4 milhões de homens só no teatro europeu. O grupo de aviação de caça (que muito admiro) foi mais expressivo em atuação e até ganhou uma (bem tardia) citação presidencial de unidade de George Bush pai, mas nada que fosse imprescindível. Quanto ao resto que você escreveu, só lamento…

Ruan
Visitante
Ruan

Cara por incrível que pareço, eu aprendo muito lendo esses comentários

Ruan
Visitante
Ruan

pareça*

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Bosoco e horatio nelson
.
As bombas anti-pista de 180 kg eram fabricadas localmente pela IMI com a ajuda de técnicos franceses. Ela se chamava “Papam” e foi percussora da Durandal. Mais detalhes no livro que estou escrevendo sobre o assunto.

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Na imagem que abre esse post aparecem três “guncam”. A primeira (extrema esquerda) é do Shahak pilotado pelo major Ezra Dotan. A do meio é do Shahak de Lanir. Ele passou pelo meio da bola de fogo do MiG-21 e ficou com a aeronave toda chamuscada (apelidaram o avião de “black Mirage”). E a última (direita) é do Shahak de Slapak.
.
Essas três imagens foram amplamente utilizadas por Israel como propaganda de guerra e foi reproduzida por muitos meios.

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

valeu poggio “papam“ era o nome da durandal israelense…aguardando a publicação 🙂 um abraço de um apaixonado por israel!

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Roberto, obrigado pelo esclarecimento. Agora fez total sentido.

ednardo ferreira
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ednardo ferreira

A vitória israelense vei acima de tudo do binômio foco & determinação. Enquanto os líderes adversários entoavam um falso pan-arabismo (que existe até hoje) e ficavam ‘xingando muito no twitter’ e tocando com força seus tambores de guerra não se organizaram realmente para a batalha. Não tinham doutrina, não tinham estratégia e acima de tudo não tinham articulação. Fora conflitos e desorganização interna. Compraram equipamento militar de rodo, que tinha uma qualidade parelha com o equipamento israelense. Bem empregados teriam massacrado Israel. mas os israelense fizeram e fazem até hoje muito bem o papel deles: foram focados, levaram a guerra… Read more »

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

ednardo ferreira 9 de junho de 2017 at 17:23

Israel atirou 1º justamente porque a sua inteligência havia detectado movimentações e concentrações de equipamentos e tropas egípcias e sírias ao longo de suas fronteiras.

Em 18 de maio de 1967, Nasser exigiu do secretário-geral das Nações Unidas, o birmanês U Thant, a retirada das Forças de Paz da ONU que faziam a separação entre os israelenses e egípcios na fronteira. O secretário-geral aceitou as exigências e determinou a retirada dos “capacetes azuis”, o que possibilitou a concentração de tropas egípcias frente às tropas israelenses na fronteira.

Gustavo
Visitante
Gustavo

Se tem uma coisa que sai sempre bem na foto essa coisa chama-se Mirage. Todos eles. Até a sombra sai bem na foto.

Daniel
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Daniel

Se a Argentina de 82 fosse o Brasil daquela época (Mirage III + F-5E), vocês acham que o desfecho da guerra das Malvinas poderia ser outro?