sábado, outubro 23, 2021

Gripen para o Brasil

LAAD 2017: FAB destaca nanossatélite do ITA

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O ITASAT, nanossatélite totalmente desenvolvido no Brasil com fins acadêmicos, será lançado neste ano a partir da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos, pela SpaceX. A data ainda não está definida. O veículo Falcon 9 levará um satélite de grande porte e mais 80 cubesats, sendo apenas três no padrão 6U (cada U é uma unidade de cubo de aresta 10cm), incluindo o ITASAT. Os demais são de até 3U o que diminui a complexidade do satélite.

O produto é um dos destaques da Força Aérea Brasileira na maior feira de segurança e defesa, realizada de 04 a 07 de abril no Rio de Janeiro.

Desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o nanossatélite é uma iniciativa da Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento de satélites universitários. O objetivo é promover a capacitação, especialmente de recursos humanos pelo próprio ITA e outras universidades brasileiras, aplicando o conhecimento aeroespacial na graduação.

“A finalidade é criar diferentes competências nas universidades brasileiras que possuem curso de engenharia aeroespacial”, explica o gerente do projeto, professor Luis Loures.

O ITASAT possui uma configuração de 6U e pesa cerca de 7kg. Está dividido em dois módulos: o de serviço (ou plataforma) e o de carga útil.

O módulo de serviço é responsável pela operação do satélite, como geração e condicionamento de energia, recepção e transmissão de dados, tratamento de dados a bordo, bem como a operação de carga útil em órbita. O software de bordo foi desenvolvido integralmente pela equipe do projeto.

“Em um espaço muito pequeno consegue desempenhar funções que antes eram desempenhadas em satélites maiores. Isso ocorre devido a miniaturização da tecnologia”, explica Loures.

Para o lançamento do primeiro nanossatélite estão planejadas quatro experiências (carga útil) para serem testadas em órbita: o desenvolvimento brasileiro de um transponder de coleta de dados e de um receptor GPS; a câmera COTS e uma experiência de comunicação com a comunidade de rádio amador. O ITASAT é o primeiro satélite a levar a bordo um software de controle de atitude a ser testado em órbita.

“Está havendo uma explosão mundial na tecnologia de nanossatélite e o Brasil também está participando dessa onda”, finaliza o professor.

Conheça as características do ITASAT:
Vida útil estimada: 1 ano
Dimensão: 100 x 226,3 x 340,5 mm (6U)
Subsistema de comunicação de dados: VHF, UHF e S-Band
Subsistema de Alimentação: Painel solar de 5 faces e Baterias de Lítio
Experimentos/cargas úteis: GPS Receiver, Data Collection Transponder, Câmera e Experimento de Comunicação.



FONTE:
FAB

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Rommelqe

So complementando: cada U corresponde a uma grandeza expressa em volume, igual a 10cm3. Assim, quando falamos em classe 6U estamos denominando um nano satelite com, aproximadamente, 60cm3. No caso da materia teriamos algo em torno um 70 cm3. Ver tambem http://www.cubesatkit.com/docs/press/Pumpkin_CSDWLU_2011-1.pdf

Rommelqe

Epa, opa, corrigindo: cada U seria uma unidade expressa em volume correspondente a um cubo de 100mm de aresta. Se tomarmos as dimensoes divulgadas, temos
100 x 226,3 x 340,5 mm (6U)= 7705515 mm3, ou ~7706 cm3 ou ~ 7,7 U, ou seja, classe 6U. É isso mesmo? Abs

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