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Índia vai incorporar primeiro Embraer 145 de alerta aéreo

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AeW&CS - Eyes in the Sky - India

A Força Aérea Indiana (IAF) vai finalmente introduzir este mês o primeiro sistema de alerta antecipado e de controle aéreo (AeW&CS) – “Eyes in the Sky” desenvolvido na Índia – baseado na aeronave Embraer 145, aumentando sua capacidade de detectar aviões, mísseis de cruzeiro ou até mesmo drones do Paquistão e da China.

A Índia, que os especialistas dizem estar atrasada neste aspecto na capacidade de defesa em comparação com a China e o Paquistão, atualmente tem apenas três AWACS Phalcon, que usa os radares israelenses de alerta aéreo montados em radomes em cima de aeronaves IL-76.

O AeW&CS – “Eyes in the Sky”, desenvolvido pelo Centro de Sistemas Aerotransportados (CABS) em Bengaluru e integrado em aeronaves Embraer 145 de fabricação brasileira a um custo de mais de Rs 2.200 crore (US$ 366,6 milhões), completou todos os testes e certificações, informaram fontes da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa – DRDO ao jornal Times of India.

O primeiro AeW&CS está pronto para a entrada em serviço, enquanto o segundo está nos estágios finais de testes e certificação, disse a fonte. O trabalho no terceiro e final ainda está a caminho do término.

Considerado um “multiplicador de força”, o sistema está equipado com um radar de cobertura de 240 graus em contraste com o Phalcons existentes, que proporcionam uma cobertura de 360 graus em uma faixa de 400 km. O sistema AeW&CS detectará, identificará e classificará as ameaças presentes na área de vigilância e atuará como um Centro de Comando e Controle para apoiar operações de Defesa Aérea.

“Ele está equipado com múltiplas comunicações e links de dados que podem alertar e dirigir caças contra ameaças, proporcionando imagens reconhecíveis de vigilância aérea (RASP) aos comandantes nas estações de exploração de terra (GES) que estão estrategicamente localizadas”, disse a DRDO.

Além disso, o sistema apoiará a IAF em missões de ataque ofensivo e ajudará as forças na área de batalha tática. “As Medidas de Apoio Eletrônico e de Comunicação do sistema também podem interceptar e reunir inteligência eletrônica e de comunicação de transmissões de radar e sinais de comunicação. É um sistema de vigilância multi-sensor que pode desempenhar as funções operacionais definidas pela IAF”, disse um oficial.

No entanto, esta adição não vai colocar a Índia em pé de igualdade com a China ou mesmo com o Paquistão.

A China tem mais de 20 AWACS, incluindo os novos KJ-500 que podem rastrear mais de 60 aviões em alcances de até 470km, enquanto o Paquistão, por sua vez, tem quatro aeronaves Saab 2000 AEW&C e quatro de origem chinesa ZDK-03 (KJ-200).

Com isso, o Conselho de Aquisição de Defesa (DAC), em março de 2016, autorizou a construção de dois AWACS, o que envolverá a montagem de radares AESA (Active Electronically Scanned Array) de 360 graus em jatos de widebody Airbus A330.

O custo estimado deste projeto é de Rs 5.113 crore (US$ 852 milhões) e o plano eventual é a incorporação de oito dessas aeronaves sob o programa “AWACS India”. Mas isso vai levar pelo menos sete anos para ser implementado, se o DRDO aderir aos prazos.

FONTE: Times of India

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Matheus Henrique
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Matheus Henrique

Parece que eles precisam de mais 10. Impressão minha ou esses E-99 da Ìndia são mais `Tunados`do que os nossos?

EParro
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EParro

Matheus Henrique 12 de janeiro de 2017 at 21:21

E penso que deve ser mesmo! São mais novos e “a chapa lá é quente”.
Aliás, quanto mais E-99 precisarem, melhor.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

São porque são posteriores aos nossos. Quando comandei o 2°/6° GAV recebi muita visita de indiano lá. E de paquistanês também.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Além da tecnologia mais recente, o que mais chama a atenção é o probe de reabastecimento que o indiano tem o nosso não.

Matheus Henrique
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Matheus Henrique

Alias, já tá na hora de começar os estudos pra um E190 E-2 AWACS…

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Esse sim. O P-190 não será pago por nós. A EMBRAER nos cobra até o papel higiênico dos engenheiros do KC-390. E querem cobrar o simulador. Não vão vender o treinamento p outros países? Façam uma parceria com a FAB.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

By the way: anos atrás encontrei um piloto de provas da EMBRAER que esteve na India, ensaiando o sistema de REVO. Me mostrou, no seu tablet, o vídeo do REVO no Ilyushin. Não é fácil!

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Pois é, Rinaldo, esse desafio (e diria felicidade) o senhor não teve no Guardião. Uma pena, pois poderia contar detalhes para a gente.
.
Sobre a Embraer cobrar tudo, a FAB deveria dar o troco e cobrar caro da Embraer sempre que disponibilizar algo para ela (pilotos, pistas, paraquedistas, etc). O que vale para uma, deve valer para a outra. Se a Embraer a profissional na hora de cobrar, deve ser na hora de pagar.

Matheus Henrique
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Matheus Henrique

Off topic: https://www.youtube.com/watch?v=Q7u4cJLN-Xg Queda de gripen na tailândia, infelizmente o piloto morreu. 🙁

Guizmo
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Guizmo

Terrível…

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Com essa história das rebeliões nos presídios talvez a FAB consiga concluir a modernização dos E-99. Não querem que controlemos as fronteiras? Dêem os meios.