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Snecma vai ajudar a desenvolver motor Kaveri indiano

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A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO) da Índia anunciou que um contrato foi adjudicado ao fabricante de motores francês Snecma para ajudar o antigo Centro de Pesquisas e Turbinas a Gás (GTRE) a completar o desenvolvimento do motor turbofan Kaveri para o caça Tejas.

A empresa francesa terá que preparar o motor para os voos na aeronave de combate leve Tejas até 2018. O GTRE tem enfrentado dificuldades durante anos para reduzir o peso do grupo motopropulsor e aumentar seu empuxo.

O contrato da SNECMA para ajudar no desenvolvimento do motor do caça Tejas faz parte do “offset” da compra pela Índia dos 36 caças Rafale.

FONTEwww.business-standard.com

27 COMMENTS

  1. Olá senhores! No final das contas a Índia acabou levando vantagem! É impagável a tecnologia do M88 que a França vai repassar para a Índia por conta da venda do Rafale! Vejam o que a vaidade da Dassault fez com o contribuinte francês! A França deveria ter ficado no desenvolvimento do Euro Caça mas o senhor S. Dassault preferiu construí 50 caças do que 500 conjuntos de asas! A Índia já domina a integração de aviônicos e armamentos e agora se não houve nenhum acidente de percurso vai alcançar o grupo propulsor. Como é bom negociar com dinheiro em caixa e não depender de financiamento.

  2. Como eles irão ensinar?
    Parece que fazer os indianos sabem. Mas não cabe no avião e o empuxo não é o desejável.
    Vão recomeçar do zero?
    O Brasil deveria estar fazendo isso. Universidades. Alunos projetando, vez por outra a Embraer chegando junto.
    Ir fazendo.
    Até um dia se aproximar do desejável.

  3. Papan 21 de novembro de 2016 at 20:20
    Os franceses eram os mais relutantes na transferência de tecnologia requerida pela FAB, e isso partia dos acionistas majoritários da Dassault, eram terminantemente contra, e eles não estão errados.
    Transferência de tecnologia é válida quando você está bem adiantado em um projeto ou programa, mas lhe falta algo decisivo, algo sensível que você ainda não tem, que vai demorar e custar muito dinheiro, então você paga a alguém por isso.
    Mas se você está muito aquém, ou seja, em uma fase bem preliminar de algum projeto, eu não vejo muita vantagem em pedir tecnologia.
    Neste caso dos indianos, acho também que os franceses vão dar só uma sapiada, um cerca lorenço nos indianos e nada mais.
    Os russos por exemplo, fabricavam turbinas de seus jatos pós segunda guerra, mas não eram tão bons como os motores fabricados pela Rolls-Royce, tinham problemas de quebras das pás internas.
    Vi em um documentário – acho que por aqui muitos assistiram – que uma comitiva russa foi na fábrica da Rolls-Royce na Inglaterra, um migué de visita amigável, e eles foram com sapatos de solas bem macias e pegajosas, para que os restos dos materiais usados na usinagem dessas pás dos motores que caiam pelo chão, ficassem colados na solas de seus sapatos, analisariam a composição dessa liga de metal, e usariam em seus motores, que quebravam.
    Mas pelo que entendi, os próprios ingleses repassaram isso aos russos – não tenho certeza – eles aplicaram nos seus motores de MIGs, que depois usaram com eficiência contra os EUA na guerra da Coreia e Vietnã.
    Os russos estavam bem adiantados neste tema, então neste caso, tecnologia furtada ou repassada, tem serventia.

  4. É mais difícil consertar uma coisa ruim do que começar outra boa do zero. Existem inúmeras evidências que comprovam essa afirmação.
    Abandona isso e começa outra do jeito certo

  5. Um adendo só p/ contextualizar historicamente : Churchill havia perdido as eleições logo após a guerra e os trabalhistas assumiram. Se o velho ainda estivesse no comando, não passaria na cabeça de ninguém iniciar essa negociação – ninguém ( russo ou inglês ) teria coragem.

  6. Se o Brasil começasse a fabricar turbinas não necessariamente seria boa.
    Dificilmente se começa com algo que é excelente.
    Durabilidade, economia, desempenho…

  7. Olá senhores! Não subestimem os indianos, pois como havia falado: quem tem “dimdim” num mercado competitivo (até a Ucrânia fabrica turbofans) é quem dita às regras! Só compra 36 Rafaele se houve off set. Lembrando que a Índia tem sim capacidade e vontade de absorver qualquer tipo de tecnologia. Só para ilustrar houve varias criticas sobre o custo da modernização dos Mirage 2000, porem esse custo é irrisório se entender que a Índia agora possui um vetor de penetração estratégica numa plataforma que eles confiam e dominam. O Brasil e a Índia no aspecto de capacidade técnica são bem parecidos, mas lá abunda que nos falta: Vontade!

  8. Após a compra do Dassault Rafale, mesmo que “apenas” 36 (trinta e seis), mesmo que “de prateleira”, mesmo que em configuração europeia (com os Snecma M88-2 quando os países mais quentes pedem algo mais forte), mesmo com tudo que se possa falar, o caminho natura da Índia era buscar apoio na França para um projeto estratégico como o turbofan Kaveri.
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    Vantagens para a Índia:
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    – A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO – Defence Research and Development Organization) está claramente em uma encruzilha tecnológica com o projeto Kaveri. Consegue construir o “danado”, mas falha em alcançar a potência pedida pelo Tejas e a confiabilidade para que seja operacionalmente viável.
    Só teria duas saídas: produzir com todas as limitações e continuar desenvolvendo por mais vários anos (décadas?) ou contratar quem já sabe fazer para queimar estas últimas etapas.
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    – A SNECMA já produz turbofans na faixa de peso, tamanho e potência que os indianos precisão, então tem comprovadamente a tecnologia necessária.
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    – Os franceses precisam de dinheiro… mais que outros no momento, bem como precisam empregar o ativo acumulado para gerar atividade lucrativa urgentemente.
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    – Finalmente há outros projetos menos vistosos, porém importantíssimos, em andamento, como a parceira na área nuclear de uso pacífico.
    (Uso pacífico em questões nucleares funciona enquanto as partes assim desejarem.)
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    Vantagens para a França:
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    – Faturamento.
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    – Bota seu pessoal caríssimo para trabalhar pago pelo tesouro de outro país e dá uso (remunerado) ao capital de conhecimento que custou tão caro aos cofres franceses.
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    – Gera caixa para patrocinar eventual evolução de novas (e necessárias) versões do SNECMA M88, como o M88-4E.
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    Mais uma questão:
    Soluções criadas para os futuros M-88, como por exemplo um fan maior e mais durável, podem contribuir e mesmo ser exportado para um novo Kaveri.
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    E por que não os outros?
    Rússia – aparentemente a tecnologia dos turbofans Klimov RD-33 qualquerletra não é suficiente;
    Inglaterra – o Typhoon perdeu, não faz sentido trazer a Rolls Royce;
    EUA – o turbofan General Eletric F414 que foi adotado pelo HAL Tejas MkII tem um mercado grandioso, como Super Hornets e Gripens, além da aquisição da própria Índia, mas Nova Deli ainda não confia nos Yankees, ou pelo menos tem um pé atrás em assuntos estratégicos sensíveis.
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    A bola está com os ‘gauleses’.
    Transformar a oportunidade em sucesso ou fracasso vai depender de como os parceiros vão se comportar. Se der certo ambos tem muito a crescer, mas se der errado poderá ter consequências custosas em imagem, relacionamento e, por fim (como sempre), dinheiro.
    .
    Sds.,
    Ivan, o antigo.

  9. De novo?
    .
    No passado a Snecma já havia abocanhado um contrato de 600 milhões de dólares para ajudar os indianos no desenvolvimento da Kaveri. A Kaveri é um saco sem fundo de recursos e já passou da hora de ser enterrada.

  10. Nonato 21 de novembro de 2016 at 18:49
    Concordo! Aliás, a CELMA, teria capacidade para uma empreitada dessas?, se houvesse o devido suporte político?…

  11. Em resumo, o Brasil não desenvolve tecnologia, não compra, não copia e não rouba.
    Nossa falta de vontade de fazer alguma coisa construtiva pelos país e pelos brasileiros é notória.
    Parabéns aos Americanos, aos alemães, aos franceses, aos russos, aos ingleses, aos chineses, aos iranianos, e parabéns até para os Norte-coreanos, que para o bem ou mal e cheio de embargos ainda conseguem desenvolver algumas tecnologias que o gigante adormecido não tem.

  12. Jeff 22 de novembro de 2016 at 11:06
    Você se submeteria a comer carne de cachorro ou insetos, para simplesmente não morrer de fome, em troca da “incrível tecnologia” da Norte Coreia, que o gigante adormecido não tem?
    Lá também não tem energia elétrica, a maior parte do tempo vivem às escuras.
    Por que não vai pra lá experimentar viver naquela potência tecnológica?
    Sobre a Índia, seu PIB Per capita é hoje de US$ 1,6 mil, o do Brasil gira em torno de de US$12 mil.
    Ninguém come bomba, avião e urânio.
    A gente tem que ler cada coisa por aqui.

  13. Maria do Carmo Lacoste,
    Concordo, mas acho que o ponto que o Jeff falou não é que está pesquisando o melhor preço de passagem para a Coréia do Norte. Todo mundo sabe que eles estão um pouco longe de ser uma Noruega da vida, mas ele se referiu ao fato de terem vontade política de fazer “o que é necessário” para alcançar certas tecnologias. O Brasil é o paraíso na terra nesta comparação, mas mesmo assim seria bom uma dose de determinação de constância na busca por tecnologias sensíveis. Não precisa quer deixar os EUA no chinelo, mas seria legal ter uma turbina própria, nem que seja pra equipar o A-29.
    Nós já temos tanta tecnologia nas mãos de empresas como Embraer, Avibrás, Mectron, Petrobras, AEL e outras que me atrevo e continuo sonhando com ainda mais.

  14. Delmo Almeida 22 de novembro de 2016 at 18:06
    Falta pouco, muita gente só pegou o Brasil e a FAB comprando avião de segunda mão, avião já antigo, e veja de saímos e onde chegamos….
    Fabricamos Super Tucano (êxito mundial), KC-390 (apesar das aves de mau agouro, não tenho dúvida que vai fazer seu sucesso também) e agora o Gripen NG….só para ficar na linha de Hawk Peixoto.. Nenhum país da América Latina nem sonha em ser capaz de algo assim.
    País aqui do lado, que já foi considerado “potência”, não tem nem no que voar, nada mesmo, faz tempo que estão especulando Mirage F1 ou Kfir, máquinas com mais de 40 anos de uso.
    Outros tidos como “”exemplos””… se limitam a passar uma graxinha e trocar os filtros de ar dos aviões que tem, em termos de conhecimento, não passam disso.. essa é a verdade…
    Uma baforada de WD-40 e uma lambuzada de Lubrax4 na turbina de seus F-16 e nada muito mais do que isso..
    Para meu… só papo furado.

  15. Maria Lacoste, não estou defendendo o gordinho xingLing lá da coréia, só estou comparando que até um país miserável igual ao deles quando tem vontade (mesmo que seja militar), produz alguma coisa. Concordo com você eles não são referencia pra nada. Abraço.

  16. Jeff,
    Todos os ditadores se consideram muito bons. Mas boa parte deles, senão todos, são bem mentirosos.
    Sobre a Coreia da Morte, é importante ressaltar a sua dependência da China. Todas as “conquistas tecnológicas” deles são, em verdade, doações chinesas para o malvado favorito de Pequim.

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