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O Poder Aéreo da FAB nos anos 80

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Fotos aéreas feitas na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, nos anos 80.

Dezenas de jatos F-5E, AT-26 Xavante e alguns Mirage IIIEBR no pátio ao lado do Hangar do Zeppelin.

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FOTOS: Coleção de Ricardo Pereira, do site Assuntos Militares

79 COMMENTS

  1. Força aérea de verdade? Peraí…
    O que temos hoje? Os F-5M, A-1, A-29, R-99 e futuramente o Gripen…
    Não vejo mta vantagem para a FAB de 1980 não…

  2. pergunta: vocês não cansam não ? é muito conteúdo diário aqui na trilogia tem q ter muito pique muito ânimo e correr atrás de muita coisa em muitos lugares ainda tomar cuidado para não repetir nada tbm tem que ter muito saco para aguentar muita coisa…mais uma vez parabéns a toda a equipe 😉

  3. Esqueça o SU-30. Saiu uma notícia em que a KnAAPO (Komsomolsk-on-Amur Aircraft Production Association) revelou que produziu e entregou os dois últimos Su-30MK2 destinados ao Vietnã. A linha de produção agora, situada em Komsomolsk-on-Amur, no Extremo Oriente russo, vai se concentrar na produção do Su-35 e no PAK-FA.

  4. Estou com o Julio.

    Que poderio era aquele?

    F-5 voando com misseis Sidewinder AIM-9B,

    Xavantes com metralhadoras 0,50 e bombas de 250 kg burras,

    Mirages com radar bichado e Matra R-350.

    francamente, nem o AMX tinha entrado em serviço ainda.

    Hoje, pelo menos, a FAB consegue combater dentro do ambiente BVR, tem aviões de AEW, possui um vetor estratégico, mesmo que limitado, mas ótimo no TO da AL, que e o A-1, datalink, A-29, já escolheu o novo vetor de combate, fora os KC-390 e, futuramente, os KC-X.

    Os problemas de orçamento são os mesmos, mas, pelo menos, voamos dentro da doutrina OTAN, conforme vários exercícios que já participamos, vide Cruzex, Red Flag, MAP,

    Antes que digam que sou maluco e imbecil, não estou dizendo que estamos bem, mas, muito melhor do que aquela época. Pode ser que as horas de voo eram maiores, mas, convenhamos, 300 horas em um cockpit da década de 70, seriam melhores do 150 em uma cabine do século XXI?

    Por favor, aceito críticas e comentários dos pilotos civis e militares do blog!

  5. Matheus,

    Leia a Revista Força Aérea, sobre os Mirages, não lembro se uma ou duas edições atrás. O relato de um Jaguar que disse que na década de 80, os radares Cyrano dos F-103 já estavam completamente defasados e eles nem ligavam, a interceptação era feita em contato com o controlador militar.

    Os Mirages nunca passaram por uma modernização de ponta, somente colocaram uns canards e só, não havia dinheiro, bem que a FAB queria, mas ai passou o time!

    Os F-5M , pelo menos, atuam com HMD, mísseis BVR Derby, datalink, radar Grifo, etc, não é um caça no estado da arte, mas, até chegarem os F-39, vai carregar o piano e lambam os dedos!!!

  6. Glaquis7,

    De onde?

    O A-1 já provou várias vezes decolando de Santa Cruz, no RJ, abastecendo em voo e lançando bombas na cabeça das FARC, na fronteira com a Colômbia.

    Você já ouviu falar na Operação Querari??

    Fora outras ocasiões em que fizeram voos desde Santa Maria até Natal.

    Se isso não é estratégico, não sei o que é. Qual pais na América do Sul, além da Venezuela, pode fazer isso?

    Não fica só na net não. Leia as revistas também, igual a mim. Tecnologia e Defesa, Força Aérea, ASAS, Flap, Avião Revue, Segurança e Defesa e , ainda aguardando, Forças de Defesa.

  7. Pois, e discordo totalmente dessas revistas em chamarem o A-1 de meio estratégico. Alcance não diz absolutamente nada em relação à ser um vetor estratégico ou não. Caso contrário podemos classificar quase qualquer aeronave ocidental ‘leve’ produzida em meados dos anos de 1950 de estratégico, o que simplesmente não é verdade.
    .
    A-1 é uma aeronave de ataque e interdição do campo de batalha.

  8. O Perú e o Chile, além da própria Venezuela fazem isso só que eles o fazem com Mig 29, F 16 MLU e F 16 Block 50 e Su 30 MKII. Agora me explica, o que os “temidos A-1” poderiam fazer, que a FAV, FAP e FACh. não façam? E quando se refere ao TO imagino que você acha qye o Brasil está melhor que os países da América do Sul.

  9. Sim Leandro, mas alcança qualquer capital da América do Sul. Se fosse levado a cabo a modernização de , pelo menos, dois esquadrões, seria sim um vetor de ataque respeitável. vide o seu uso na Bósnia pela AMI. Até a chegada dos F-39.

    E gente, o Chile está com problemas de orçamento desde que acabaram com a Lei do Cobre, a qual os royalties da mineração do cobre financiavam as Forças Armadas. Metade da frota de F-16 está com problemas de logística. Não se esqueçam que os Block 50, só são 10! o resto é F-16A/B MLU, ou seja, tecnologia da década de 90.

    O Peru tb, esta com sua aviação toda ferrada.tb, alguns MIG-29 que são mais usados na Esquadrilha da Fumaça, tal a quantidade de fumaça que aqueles motores soltam, vixe!!!

    Mirage 2000! Estão tentando modernizar há tempos!

    Vocês estão comparando Ordem de Batalha no papel e não quais vetores estão realmente disponíveis.

  10. Boa noite pessoal. Qual o real estado da frota peruana? Os Mirage 2000 e os Mig 29 foram atualizados? Sobre a força aérea venezuelana, já conseguem dar manutenção sozinhos na frota de SU 30? Esses SU 30 não pertencem a um lote rejeitado pela China ou Índia devido a problemas estruturais? Com a exceção da FACH que sei que domina a complexidade da guerra centrada em redes, alguma das outras duas conseguem fazer isso? Só uma observação todos os países citados tem pendencias graves sobre suas fronteiras e acredito ser muito fácil justificar gastos militares, alias no caso dos bolivarianos não exite necessidade de se justificar. Estes são alguns questionamentos de um leigo, agradeço quem se dispor a responder.

  11. Charly, o Brasil não tem qualquer contencioso em relação às fronteiras. Foram acertadas via tratados bilaterais e houve arbitragem internacional umas duas vezes (na figura do Papa já que se tratavam de países altamente católicos), quando houve algum tipo de controvérsia, sendo o resultado aceito por ambas as partes em questão. A maioria dos outros países da América do Sul, senão todos, tem algum tipo de controvérsia em relação às suas fronteiras.

  12. Marcelo Andrade,
    ” o Chile está com problemas de orçamento desde que acabaram com a Lei do Cobre”

    Isso é lenda.

    A lei do coedre nunca tem sido rebogada nem derogada.

    Só pra última para militar foram usdo 24 F 16 MLU na caítal mais 8 no norte do Chile o que significa que foram 32 MLU de uma só vez pro ar. Além disso foram usados mais 6 Block 50 o que totaliza 38 aeronaves de 46 que foram pro ar. Isso sem contar os grupos de reserva pra patrulhamento que devem permanecer em alerta obrigatoriamente.

    No mês passado tentaram derrogar a lei mas não foi possível pois pra derrogar dita lei, o estado deve determinar outro meio de financiamento pras FFAA.

    http://www.latercera.com/noticia/derogacion-de-ley-reservada-del-cobre-impactaria-metas-fiscales-del-gobierno/

    O Chile está com tanto problema de orçamento que está recebendo 8 novos aviões de patrulha marítima 4 Hercules C 130, acaba de comprar 6 UH 70i, um rebocador de frota, um conjunto integrado de misseis Exocet MM40 Block III, acaba de fazer o refit da fragata Almirante Riveiros, está realizando o refit de odos os seus submarinos, comprou 300 caminhões entre Zetros e Unimog, atualizou o controle de direção do SS O´Higgins, acaba de lançar ao mar mais um OPV, está comprando o Evolved Seasparrow pras T 23, etc. Só pra você ver como estão mal os MLU, acaba de ser entregue o último MLU pra FACh em Julho o que quer dizer que estes vetores são práticamente novos.
    E nem perca o tempo em dizer que os oficias da Fach recomendaram não comprar MLU pois isso é notícia plantada pelos espanhóis pra tentar vender seus Typhon Tranche 1 pros colombianos.

    Os peruanos, esses sim falam mais do que realmente tem.

  13. Nem naquela época, nem hoje. Culpa do projeto AMX da FAB, que só admitia ter um caça-bombardeiro se fosse de projeto e fabricação nacionais. Fez consórcio com os italianos, proporcionou alguma transferência de tecnologia à Embraer estatal na época, e recebeu as aeronaves sem todo o potencial dos similares italianos.Isso às custas de um reequipamento cujas consequências são sentidas até hoje. O apelido do A-1 na FAB é F-32, pois custou o dobro de um F-16 à época.

  14. Mesmo se o A-1 tivesse saído de fábrica com as mesmas capacidade de um AMX Italiano, ele ainda seria pura e simplesmente um vetor tático. Uma aeronave estratégica tem que, por definição, não apenas cobrir longas distâncias, mas tem que possuir carga bélica suficiente para bombardear indústrias, centros logísticos, usinas, etc., com o intuito de diminuir a capacidade de fazer guerra do inimigo, ou seja, meios militares para impacto em uma guerra econômica.
    .
    Um A-1 simplesmente não carrega quantidade de bombas suficientes para fazer um impacto dessa monta, mesmo se considerarmos ataques com grandes quantidades de aeronaves (o que não é o caso aqui), e ainda mesmo se considerarmos a capacidade industrial das nações sul-americanas.
    .
    Não é nem culpa do projeto nesse caso. Ele foi projetado para ser uma aeronave de ataque e interdição, e isso ele tem capacidade de fazer bem (se modernizado), e não foi projetado para ser um bombardeiro estratégico. Isso é balela que está sendo aventada, talvez para dar maior importância nos meios de comunicação para tentarem conseguir mais verba para a modernização dos mesmo. Não vejo qualquer outro motivo para chamar o A-1 de ‘vetor estratégico.’

  15. charly diego siqueira,

    Dos 18 Mig 29 2 foram perdidos. Foi feita uma licitação pra elevar os 16 restantes pra SMT mas só 8 foram contratados. Por problemas orçamentários o peru não conseguiu concluir a modernização então foram devolvidos os vetores com o que já tinha sido feito e passaram a se denominar SMP. Na atalidade nem mesmo os peruanos sabem dizer quantos voam mas os 8 modernizados continuam sendo aeronaves perigosas frente aos Mike. Estes Mig estão armados com R 77 e R27 ao igual que os SU da Venezuela.

  16. Desculpem-me o excesso de sinceridade, mas o único período em que a FAB foi realmente moderna foi operando os P-47 na Segunda Guerra Mundial. Nunca mais estivemos emparelhados com o que havia de mais moderno, basta comparar as datas de entrada em operação na FAB com a do país de origem de qualquer avião.
    A única exceção talvez fosse o JAS-39E, mas estou desesperançoso.
    Convém aqui uma colocação:
    Sugiro uma postagem de esclarecimento sobre os efeitos da PEC-241 sobre os orçamentos militares incluindo os programas em andamento.

  17. Adriano Luchiari,

    Só uma correção, os AMX não foram construídos pela EMBRAER, apenas foram ensamblados no Brasil e só os da FAB. Os Italianos foram construídos pelo consórcio AMX.
    A EMBRAER apenas absorveu tecnologia pra fornecer freios, trem de pouso dianteiro, os cabides sub alares e parte da fuselagem e asas mas tenho entendido que estes últimos deram problemas no protótipo e acabaram sendo fabricados pela AMX também ficando apenas os trens, cabidas e algumas válvulas o sistema de freios pra EMBRAER.

  18. As fotos têm na borda a data de revelação de 1986.
    Parece ser algum tipo de “William Tell”, uma competição de tiro, armamento, algo assim. Pelo número de aeronaves, ao que tudo indica, todos os esquadrões de caça estão presentes com algum número de aviões. Interessante também, é a insólita presença de um T-6 no pátio, provavelmente o precioso Celacanto.

  19. Olá G7, você está equivocado. Existem vários posts no PA que explicam como o trabalho foi dividido entre as três empresas, cada uma ficando responsável para fabricação de uma parte do avião. Se não me engano, as entradas de ar e as asas foram fabricadas pela Embraer, O meio da aeronave os os estabilizadores foram fabricados pela Aeritáloa e a frente e a saida dos gases foi fabricado pela Airmachi. Assim, a Embraer enviou para a Itália as partes feitas no Brasil para serem montados os AMX italiandos, e as empresas italianas enviaram as peças fabricadas lá para serem montadas no Brasil junto com as peças brasileiras para a FAB.

    sugiro o link

    http://airway.uol.com.br/primeiro-voo-do-amx-nacional-completa-30-anos/

  20. Roberto, a RAC acontece anualmente em Santa Cruz, nos dia 21 e 22 de abril. 22 de abril é o Dia da Aviação de Caça, comemorando o dia em que o 1° Grupo realizou a maior quantidade de missões durante a Campanha da Itália. Tem palestras, reuniões, Almoço do Caçador, apresentação da Ópera do Danilo, solenidade militar com demonstração operacional.

  21. As atuais instalações do Grupo e o hangar do 1°/16° GAV não existiam à época. Nem os hangaretes. Parece foto bem do início dos anos 80, ou do final dos 70. Acho que as instalações do Grupo foram construídas no comando do Ten Cel Baptista (depois Ministro da Aeronáutica e Presidente do STM).

  22. Pessoal, se analisarmos o cenário da AL nos anos 80, até que tínhamos uma força aérea de respeito.
    O que acontece é que os nossos vizinhos melhoraram comprando equipamentos de “ponta”(Aviões mais capazes) ou quase isso e nós só modernizamos o que tínhamos.
    Ex. Um fusca 76, por mais equipado e modernizado que esteja, será sempre um fusca(F-5M), não dá pra comparar com um CRUIZE(F-16/SU-30)

    Alguém discorda???????????

  23. Voltando, 72 F 39 seria o mínimo aceitável.
    A modernização de todos A 1 admissíveis é fundamental,
    assim como todos A 4 (VF 1) admissíveis para padrão M – REVO,
    consórcio liderado pelos Israeli com Harpoon integrado,
    operados da BAeNSPA e desdobrando-se quando necessário.
    MRTT 767-300 IAI (3) imprescindíveis.
    _______________________________

    Cadê a grana ?

  24. Esqueci:
    Modernização dos 99 urgentíssima;
    péssima notícia trazida pelo Cel R Nery,
    o data link não está integrado aos Mike, quiça os ……

  25. Bom, cheguei tarde, e pelo jeito perdi muita coisa.
    Em outro post lí que um F-5 derruba o SU-30 a mais de 300 Kms..
    Neste lí que o A-1 é um bombardeiro estratégico, capaz de tocar o terror em toda a América do Sul..
    É… a cada dia uma surpresa.

  26. camargoer”,

    Você tem o direito de acreditar naquilo que desejar. Não pretendo mudar a sua visão apenas quero dizer que a EMBRAER não fez a fuselagem, estava programado que a fizesse assim como as asas mas tenho entendido que na produção não fez nem as asas nem a fuselagem.
    Mas vamos ao básico:
    “A Embraer forneceria tanto para as aeronaves brasileiras quanto para as italianas, os conjuntos dos trens de pouso principais, válvulas e atuadores de acionamento, conjuntos de rodas, freios e conjuntos de suporte e alijamento de cargas sub-alares. Todos estes componentes seriam de fornecimento brasileiro. Para isso, foi criada em 1984 a Embraer Divisão Equipamentos (EDE), que em 2008 passou a se denominar Eleb Equipamentos Ltda.” Wiki.

    Não vou voltar a discutir este tema. Já foi discutido diversas vezes e nunca foi probado nada, nem que sim, nem que não.

  27. Obrigado prezados Leandro Costa e Rinaldo Nery,
    .
    Essas ocasiões devem ser bem interessantes, onde quase todos os pilotos de caça se reúnem.
    Segue um link com antigas fotos do Hangar do Zeppelin, são do início da década de quarenta, quando a FAB, operava na base, o Vultee A-35 Vengeance, antes da chegada dos Republic P-47 Thunderbolt vindos da Europa e Estados Unidos.
    O site é excelente, é bom explorar, nele há mais fotos desse antigo hangar.
    .
    http://www.sixtant.net/2011/artigos.php?cat=u.s.-navy-zp-squadrons-in-brazil&sub=zp-squadron-41-42-&tag=1)-zp-squadrons-in-brazil
    .

  28. Glasquis7, não sei qual sua idade , mas eu tenho 49 anos e acompanhei todo o Programa AMX. Posso dizer, com certeza que a Embraer ficou com as entradas de ar, pilones, tanques de combustível e Asas. Ela enviava para a Aeritalia na época, onde a Aermacchi Tb enviava as duas partes.

    O A-1, quase foi para o brejo pois na década de 80 ocorreu uma crise econômica seria com inflação muito alta e até moratória. O Programa só não foi cancelado porque era um acordo governamental e as multas eram altíssimas, por isso houve atrasos e até o fato de as fuselagens ficarem estocadas aguardando a Embraer montar os aviões da FAB. A entrada em serviço atrasou dois anos. Dentro da FAB também havia oficiais contra o programa pois tinha uma corrente a favor de um avião supersônico.

    Rodrigo M:

    Não disse que o A-1 ia tocar o terror na AL. Se vc ler com mais atenção meu primeiro post , vera que eu disse que o A-1 é um vetor estratégico no sentido de dissuasão, pois foi concebido desde o projeto para ataque. Ele já comprovou isso em combate , tanto aqui como na Europa.

    Já conversei com pilotos de A-1 e quem o pilota ou pilotou é unânime, o avião é formidável!! Pena a modernização chegar tão tarde e ele ter sido subutilizado!!!!

  29. O Brasil exporta aviões, o Chile exporta cobre.
    A melhor universidade da América Latina é USP, das 10 melhores universdades da América Latina, sete são brasileiras, o Chile só tem uma.
    Quem procura quem para comprar material de defesa?? estou achando que é o Brasil que compra avião de guerra do Chile, desde os anos 80.

  30. Marcelo Andrade

    Nada tem a ver a idade e seria interessante saber como o senhor acompanhou o projeto pois até hoje tem coisas que ninguém explica.

    Já discutimos isto anteriormente no poder aéreo mas até hoje ninguém comprovou o fornecimento das asas nem do tanque. Até já teve um participante que comentou que conhecia engenheiros que foram demitidos por falhas nas asas que provocaram que a AMX recolhesse o fornecimento destas pra si.

    O que sei de concreto é que o AMX 1 não foi construído no Brasil mas que os kits principais foram recebidos e montados pela EMBRAER e apenas os da FAB pois a AMX entregou os caças prontos pra Itália.

    Esses post dizem que a EMBRAER deveria fornecer mas nenhum diz forneceu. Então até hoje, pelo menos pra mim, paira a dúvida.

    Isso sem demérito da EMBRAER ter sido uma co construtora.

    Mas já que o senhor acompanhou todo o programa, poderia me informar quando a EMBRAER recebeu os atuadores de acionamento do AMX 1 pra testes por gentileza?

  31. Parece que, em número, a FAB da década de 1980 estava melhor.
    Não sei se estava bem em relação as outras FAS da AS.
    Lógico que de lá para cá houve muitos avanços tecnológicos.
    A FAB de hoje tem avanços tecnológicos em relação a 30 anos atrás.
    O problema é se estamos ou estávamos defasados em relação a eventuais adversários.

  32. Cara que saco. Coloquem na cabeça, gripen já foi escolhido. Já está em um ponto irreversível, sem danos relevantes. Chega desse papo de “ah para o Brasil é flanker. É SH. É Rafale. É F15”.Pqp, que encheção de saco. Quer chorar? Chore pelo leasing do gripen, seja sueco ou sul africano. Era algo previsto e esses irresponsáveis do GF fizeram a FAB jogar isso para baixo do tapete. A FAB tbm parece que não tem coragem de reinvidicar. Perderam o momento de pressionar o temer quando estava buscando apoio de todos os lados. Nesse país todo mundo reinvidica. Judiciário consegue o que quer. Legislativo consequentemente o que quer. Mst consegue o quer. Os estudantes vagabundos de esquerda conseguem o que quer. Menos as forças armadas. E quando consegue algo, vão lá e lançam novo concurso pra contratar mais gente pra já inflada estrutura das FA ou investem no produto mais top dos tops sem ter o básico ( MB).

  33. Cel Neri, acho que a foto foi um TAC de 86 ou 87, observe que o esquadrao “real” não se misturava com a plebe, mas eram freguês de cadeira nosso.

    G abraco

  34. Deveríamos comprar uns 36 Airbus A-380 arma-los com bombas/mísseis e chama-lo de caça.
    Talvez assim, a turma que tem essa ilusão com avião grande, parasse com essa choradeira chata.

  35. Felipe Morais,

    A FAB nao reivindica, nao reclama, nao bate o pe, porque os caras la do Alto Comando estao mais preocupados com seus empregos, com seus salarios, suas aposentadorias, seus status na sociedade e na hierarquia militar.

    A falta de patriotismo nas Forcas Armadas chega a ser alarmante. Aquilo la tudo virou clube social.

    Os poucos patriotas que existem sao punidos, sao excluidos, sao exonerados…..vinganca da maldita esquerda que ocupa o GF.

    Se o Brasil entrasse em uma guerra de verdade, contra um inimigo poderoso, o nivel de desercao seria elevadissimo, tanto no Alto Comando quanto nas fileiras…ao nivel de tropa.

  36. Srs

    O diabo de apego a adjetivos.
    Um bombardeiro ou um avião de ataque pode ser tático ou estratégico conforme a missão que receber.
    Um B52 que ataca uma concentração de tanques exerce uma função tática e um A1 que bombardear uma central termoelétrica exerce uma função estratégica.
    Também não é a carga de bombas que um avião pode levar que o torna estratégico ou não, é a função do alvo da missão, mesmo que a carga de bombas seja apenas uma simples 250kg.

    Sds

  37. Glasquis 7 e camagoer, a história é a seguinte: com o objetivo de atender às necessidades da Força Aérea Italiana, foi feita uma associação entre as empresas Aeritália (hoje Alenia) e Macchi (hoje Aermacchi) e criado em 1978 o programa do caça subsônico AMX (A de Aeritália, M de Macchi e X de experimental).
    Após um período de suspensão dos trabalhos, em 1980, autoridades aeronáuticas brasileiras anunciaram na feira de Farnborough daquele ano a sua decisão de participar do programa italiano.A Embraer responderia por 1/3 do programa e dos custos, sendo responsável pelas seções das asas, empenagem e testes de fadiga da estrutura. A Aermacchi responderia pelos outros 2/3 e produziria a fuselagem, os sistemas de bordo, e faria os testes estáticos e com armamentos.
    Tal decisão foi oficializada quase um ano depois, e em 27 de março de 1981, foi assinado um acordo entre os dois países.
    Após algumas mudanças contratuais, as companhias italianas ficaram responsáveis por cerca de 70% do programa e a Embraer pelos 30% restantes. Coube à Embraer o desenvolvimento e a fabricação das asas, tomadas de ar do motor, estabilizadores horizontais, pilones subalares (“cabides de armas”) e tanques de combustível. Além disso, a Embraer participou ativamente de todo o projeto dos sistemas de trem de pouso, navegação e ataque, comandos de voo e controle de armamentos. Dois protótipos de ensaio em voo e um de testes de fadiga foram construídos e testados no Brasil.

    ​Abraços

  38. Quantos caças nos tínhamos ? 17 MIRAGE iii, 36 F-5 e 180 Xavantes. acho que pra época era um numero bom ! Argentina nossa rival tinha 18 MIRAGE iii, 39 Neshers e 70 A-4s

  39. Adriano Luchiari,

    Isso é o projeto, agora quero ver como foi na fabricação pois a EMBRAER, segundo tenho entendido, não fabricou as asas nem o tanque na fase de produção e tem quem diga que isso aconteceu por problemas nas asas e alguns outros nos protótipos.
    Mas o problema é sempre o mesmo, me disseram, fiquei sabendo, um engenheiro me contou, etc. De real e que tenho certeza é que apenas os conjuntos dos trens de pouso principais, válvulas e atuadores de acionamento, os freios, conjuntos de rodas e suportes de alijamento de cargas foram fornecidos. Sobre as asas e o tanque, ainda não vi comprovação.

  40. control, eu concordo, porém discordo ao mesmo tempo hehehehe.
    .
    Sim, concordo que uma aeronave tática possa exercer função estratégica, e temos um monte de exemplos disso. Israel em Osirak e com planos de ataque à instalações nucleares iranianas é um exemplo mais moderno, mas como mencionou o B-52, a Guerra Aérea no Vietnã é um exemplo clássico de como aeronaves táticas desempenharam função estratégica, e vice-versa. O TAC ficou encarregado da Rolling Thunder e Linebacker I e II, com seus aviões de ataque e caças bombardeando o Norte, enquanto que o SAC enviou seus B-52 para as Arc-Lite em bombardeios táticos em apoio às tropas, apenas revertendo à seu papel estratégico durante a Linebacker II. Os papéis se inverteram. Muito por motivos políticos e, diria até que ‘corporativistas’ dentro da USAF nessa época.
    .
    O conceito de bombardeio estratégico clássico que usei acima, se aplica mais à guerras convencionais entre nações desenvolvidas, com indústrias bélicas próprias, e economia moderna que sentiria o impacto das bombas e a destruição de meios modernos para alçar guerra moderna. O mesmo já não contempla guerras assimétricas ou contra países quase sem indústria, totalmente dependentes de Estados patrocinadores, como foi o caso da Korea e do Vietnã e praticamente todo conflito periférico durante a Guerra Fria. Nesses casos simplesmente não haviam alvos industriais em grande quantidade ou eram ainda inexistentes. Países tão economicamente atrasados que o impacto da interrupção de geração de energia elétrica, por exemplo, não seria muito grande.
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    Criou-se o conceito de guerras limitadas. Em teoria, ataques comedidos com atuação diplomática e pressão internacional para obtenção dos objetivos. Não funcionou na maioria das vezes, e a ingerência política nas operações militares durante a Guerra do Vietnã, por exemplo, foi criminosa (na minha opinião).
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    A falta de alvos industriais tornou a interdição do campo de batalha em objetivos estratégicos, o que naquela situação parecia encaixar bem. Talvez o mesmo seja verdade para o caso de conflito na América do Sul, por exemplo. O que seriam alvos estratégicos dentro de uma Bolívia, certo?
    .
    Foi o próprio conflito no Vietnã que começou à mudar esse paradigma. Com a necessidade de se continuar enviando aeronaves táticas em áreas que seriam teoricamente mais bem defendidas do que imediatamente acima do campo de batalha, a complexidade de um sistemas de Defesa moderno fez com que fosse necessária a adaptação das aeronaves táticas para operarem nesses ambientes. Aí vieram os pods de ECM, RWR, etc., que já haviam sido instalados em aeronaves para bombardeio estratégico. Com o sucesso relativo disso, vieram aeronaves táticas, mais capazes e que foram ‘moldadas’ para papéis estratégicos, e aí temos os F-111 (FB-111, versão específica para o SAC), que por sua vez foi substituído pelo F-15E. Ambos com carga de bombas.
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    Um coisa porém, nós percebemos em relação à essas aeronaves consideradas estratégicas. Seu alcance com combustível interno é grande, possuem carga de armamento ar-solo pesada para aeronaves do seu tamanho, tem sistemas de eletrônicos bons com ECM/Decoys para penetração profunda e operam em quantidade suficiente para manterem uma campanha de bombardeio com certa regularidade.
    .
    Então eu não consigo ver o A-1 se enquadrando nem mesmo nessa categoria. Pode ser usado de forma estratégica, pode sim, claro, ainda mais aqui no cenário Sul-Americano, que é bastante permissivo e a noção (e a própria necessidade) do uso estratégico de aeronaves de combate não se enquadra, na maioria das vezes, às definições clássicas do poder aéreo. Mas ao mesmo tempo, quase qualquer aeronave de combate pode, dentro de um cenário permissivo desses, ter papel estratégico, então nesse caso todas as aeronaves da FAB poderiam ser classificadas como meios estratégicos. E não são. Pessoalmente eu classifico como aeronaves estratégicas aquelas que podem atuar em tal papel em qualquer tipo de ambiente. Permissivo, assimétrico, complexo, nações industriais ou não. Acho que essa é a grande diferença em relação ao que consideramos a classificação, control.
    .
    Acho que escrevi demais, desculpe hehehehe

  41. O foco dos meus comentários neste tópico, com relação ao programa AMX, é a vaidade dos comandantes da época, que consumiu recursos que posteriormente faltaram para vários outros programas até mais importantes para a FAB, como o F-X.

  42. “Esquadrão da Rainha”. Kkkkk. Boa, Juarez. Na época era mesmo. Mas, depois as coisas mudaram. A Caça mudou (pra melhor), e aquelas rivalidades acirradas diminuíram. Agora, nem a Maria Boa pode ser furtada. E sou Jaguar Honorário 126.

  43. O pessoal gosta de comparar as aviações daquela epoca com as demais da AL…algumas tinham de fato aviões tecnicamente mais avançados, mas uma coisa é certa….no todo nossa operacionalidade e engajamento industrial era melhor que as demais…é isto que vivem repetindo…ter não significa operar…depois de uma semana de combate, quem não tiver logistica e maior grau de independencia, fica no osso rapidinho…

  44. Srs

    Jovem Leandro

    O conceito do bombardeiro estratégico vem do Douhet e seus seguidores e foi aplicada na IIGM nas ações de bombardeio sobre a Alemanha e o Japão, atacando a infraestrutura dos países, a sua indústria e as cidades.
    Com a bomba atômica, o conceito quase virou sinônimo d e grandes bombardeiros capazes de levar tais bombas e isto perdurou por toda o período da guerra fria. Neste período tivemos bombardeiros pesados como o B36, B52, TU95 e M4 e outros médios como os B58, FB111, Mirage IV e os V bomber do UK (Valiant, Victor e Vulcan).
    Porém, com a redução das dimensões das bombas, mais aviões puderam transportá-las, caso dos F4.
    Com isto, a visão de que um bombardeiro estratégico seria um avião com grande capacidade de carga e grande alcance perdeu o sentido, como podemos ver, no caso francês, onde o Mirage 2000N (um avião pequeno e de perna curta) é o vetor atual para missões de bombardeio atômico, função claramente estratégica.
    Portanto, não há como afirmar que um bombardeiro estratégico será um avião de grande capacidade de carga de bombas e longo alcance.
    Em consequência, o critério mais simples é adjetivar como estratégico, não o avião, mas sim a missão.

    Sds

  45. O que define como estratégico ou não é o alvo atacado, e não o tipo de aeronave. Algumas características são desejáveis, dentre elas o grande alcance e carga bélica. O que temos de mais próximo do desejável, no Brasil, é o A-1. Alvos estratégicos são o que chamamos de “centro de gravidade” do inimigo. Uma hidroelétrica venezuelana seria um alvo estratégico, assim como seus centros de comando e controle. Seu porto mais importante, ou uma grande refinaria, seriam outros exemplos.

  46. Julio Buzoli.tres décadas se passaram.muita coisa mudou em relação a tecnologia e hoje enquanto as grandes potências operam caças de 5 geração ainda temos os mesmos aviões de combate dos anos 80. seria como se você imaginasse que está passeando em um carrão ultimo modelo com um monza 86

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