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F-16 da USAF empregaram foguetes guiados APKWS em operações, segundo fabricante

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APKWS - foguete guiado a laser - lancamento de F-16 - ilustracao BAE Systems

Nota da BAE Systems informou o primeiro uso dos foguetes guiados a laser APKWS de 70mm em aeronaves de asa fixa da USAF, atualmente em operações no Iraque e Afeganistão. USMC já emprega a arma em jatos AV-8B

Em nota divulgada na quarta-feira, 8 de junho, a BAE Systems informou que a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) fez o primeiro emprego em conflito real de foguetes guiados a laser APKWS (Advanced Precision Kill Weapon System) em aviões F-16, de asa fixa. A USAF adquiriu esses foguetes de 2,75 polegadas (70mm) para uso em operações no Iraque e Afeganistão, armando unidades de caças F-16 e de jatos de ataque A-10.

O armamento já era utilizado em operações reais por aeronaves de asas rotativas, como os helicópteros Apache do Exército dos EUA (U.S. Army), e também pela Marinha dos EUA (U.S. Navy) e Corpo de Fuzileiros Navais (USMC) desde 2012. No USMC, já equipava aeronaves de asa fixa, no caso os jatos AV-8B. O uso nos F-16 e A-10 marca o primeiro emprego do armamento em operações reais por parte de aviões de asa fixa da USAF.

Segundo a nota do fabricante, o projeto do APKWS segue a filosofia “plug and play” para emprego em diversas plataformas, e suas principais vantagens são a alta precisão e baixo índice de danos colaterais. Segundo David Harrold, diretor de soluções de guiagem precisa da BAE Systems, o APKWS será uma arma para “virar o jogo” para operadores de A-10 e de F-16.

APKWS -foguete guiado a laser - infografico plataformas - BAE Systems

No momento, a USAF está adquirindo os foguetes originariamente encomendados para o inventário da U.S. Navy, como foi o caso da aquisição feita no ano passado pelo U.S. Army. Segundo a BAE Systems, há negociações em andamento, envolvendo também a Marinha, para que a USAF encomende mais unidades para atender a demandas urgentes. A empresa também informou que o APKWS está no seu quarto ano de plena produção, e já foi qualificado ou demonstrado em mais de uma dúzia de plataformas. Também informou que seu foguete de 2,75 polegadas / 70mm é o único do tipo, com guiagem semi-ativa a laser, totalmente qualificado pelo Departamento de Defesa dos EUA.

O vídeo abaixo mostra algumas cenas de demonstrações de disparos do APKWS, realizados por aeronaves de asa fixa.

ILUSTRAÇÃO / INFOGRÁFICO / VÍDEO (em caráter meramente ilustrativo): BAE Systems

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47 COMMENTS

  1. Qual a diferença entre um foguete guiado e um míssil?
    Ou seja, a principal característica que os distingue entre si?

  2. Eu considero esse tipo de armamento o multiplicador de força para plataformas leves como o Super Tucano. Além de exigir menos disparos para destruir ou desabilitar um alvo com sucesso (da mesma forma que bombas guiadas), fazendo com que uma mesma aeronave permaneça mais tempo sobre o alvo, por desperdiçar menos a carga transportada. Um lançador com 19 tubos em cada asa, permitiria uma bela persistência (ativa) sobre o alvo, numa missão de apoio aéreo ou ataque a comboios de transporte.
    .
    Além disso, permitiria à plataforma lançadora operar a maiores altitudes, mais longe do alvo, ao invés de fazer o ataque “a queima roupa” para garantir o impacto, diminuindo as chances de ser atacado por mísseis de ombro como o IGLA.

  3. Digo o mesmo, mas em relação aos patrulheiros de baixo custo… Só como exemplo, um P-95 poderia efetuar lançamentos contra fragatas FL150 (fora do envelope do aspide), danificando as estruturas mais frágeis como por exemplo, o Radar.

  4. Quem aponta o laser? Se for o caça, como é possível visualizar, apontar, disparar e esperar o alvo a ser atingido?
    Enquanto o avião se desloca muda o ângulo…

  5. Nonato,
    O foguete tem velocidade supersônica (em torno de Mach 3 a 4) e o avião lançador pode se evadir e continuar mirando o alvo com o pod de designação. O alcance lançado por um caça é de uns 10 a 12 km, o que dá um tempo de uns 12 a 15 segundos até o impacto.

    Flamenguista,
    É um kit atarraxado em foguetes Hydra 70. No caso desse APKWS está logo atrás do “bico”, que representa a ogiva com a espoleta.

    Anselmo,
    Um foguete é menos flexível que um míssil “puro sangue”. Por exemplo, esse APKWS não pode atingir alvos que estejam situados fora de um estreito ângulo à frente do avião. Só pra ter uma ideia um Hellfire pode atingir alvos a 90º e até a 180º do eixo longitudinal do avião lançador.
    Também não tem como programar uma trajetória específica, como por exemplo, um tiro direto ou um tiro parabólico, etc.

    Jorge,
    Esse foguete não tem alcance para atacar impunemente uma fragata dotada do míssil Aspide.

  6. Aí Dom Bosco, no caso, o que poderíamos entender por semi-ativo? O missil emite um laser de guia em somente alguma etapa do voo?
    Abs

  7. Rom,
    Semi ativo é quando o míssil se guia pela reflexão de um feixe (de laser ou de radar) sobre o alvo, emitido por uma fonte externa e não do próprio míssil.
    Esse kit guiado para o foguete opera no modo LOAL, trancando no alvo após o lançamento, quando se aproxima dele, percebendo onde o feixe laser está direcionado.
    Basicamente ele é lançado de forma balística do mesmo modo que um foguete não guiado, utilizando os recursos como por exemplo os que mostram o ponto de impacto no HUD. Só quando se aproxima do alvo é que seu seeker passa a controlar o míssil
    Vale salientar que a fonte do feixe laser pode ser tanto a própria aeronave lançadora quanto qualquer outra fonte (UAV, equipe em terra, etc.)
    Um abraço.

  8. A Itália alega que o Aspide MK1 pode atingir uma altura de 6km (aproximadamente o FL180), nominal, por isso minha dúvida quanto ao emprego dos foguetes contra embarcações. Os P-95 da FAB até antes da modernização possuíam sistema de oxigênio e alcançavam de forma morosa o FL 200 (500ft/min até o FL 100 e 250 ft/min até o FL 200). Sei que não trata-se do esclarecedor ideal, mas ele possuí duas vezes o alcance dos A-29, um bom radar de superfície, com equipamento MAGE adequado, mas uma performance horrível, contudo o suficiente para a baixo custo patrulhar a costa até 500nm, ressalto que a aeronave superou os P-16 na guerra das malvinas. Por fim, o avião não possuí nenhuma capacidade extraordinária, mas os meios navais na américa latina são muito limitados quanto a capacidade antiaérea o que possibilita que vetores inadequados possam explorar suas vulnerabilidades.

  9. fiquei impressionado com o baixo efeito colateral desse foguete, seria ótima ter mais dessas armas atuando na Síria assim matariam mais terroristas e menos inocentes

  10. Na verdade o Super Tucano tem que ter todo um leque de armas guiadas ar-sup, a começar por esse “foguete” guiado, passando pelo míssil Hellfire, pelo Maverick e chegando às bombas guiadas de 250 e 500 lb.
    A questão é utilizar a arma mais adequada para determinado alvo, levando em conta a efetiva capacidade de neutralizar o alvo pretendido com o mínimo custo e os mínimos efeitos colaterais.

  11. Se imaginarmos um caça com velocidade de 300 m/s em voo picado atacando um alvo a 10 km de distância com esse foguete guiado e se imaginarmos o foguete com uma velocidade média de 1000 m/s podemos dizer que o alvo será atingido em 10 segundos após o disparo. Mesmo se o caça não implementar uma manobra evasiva, no momento do impacto ele estaria a 7 km do alvo. Ou seja, em tese esse foguete guiado é plenamente capaz de atacar alvos e manter a plataforma lançadora à salvo dos “manpads”.

  12. Bosco,
    me ocorreu uma dúvida: o emprego de foguetes não guiado geralmente são em salvas e com o intuito de saturar uma determinada área.
    – Seria possível o emprego do APKWS em uma “salva de precisão”? – Por exemplo, tendo que saturar uma construção bem defendida, tanto em número de combatentes, quanto em reforço estrutural?
    .Ps.: Claro que estou admitindo que não exista outra arma mais potente a disposição no local e muito menos outros vetores.

    Grande Abraço.

  13. Oganza,
    Em tese é possível! Uma salva poderia ser lançada contra um único alvo. O problema é que depois do primeiro impacto o alvo se cobre de fumaça e poeira, o que iria bloquear o ponto refletido pelo laser e dispersar o feixe. Só que os engenheiros pensaram nisso e o “foguete” é dotado de uma mini plataforma inercial. Na perda do ponto de reflexão o foguete continua seguindo a trajetória, com chances de atingir o alvo.
    Mas realmente essa tática deverá ser pouco utilizada (se é que será) já que não foi exatamente pra isso que ele foi feito.
    Um abraço.

  14. Vlw Bosco,
    então o “bom mesmo” seria um UH-1Y, por exemplo, levar um lançador padrão de 7 APKWS de um lado e um de 19 foguetes Hydra 70 do outro, com os artilheiros catando o resto? 🙂

    Grande Abraço.

  15. otima arma para os tucanoes ja que a boeing liberou todas as armas dos f16 para eles ainda acho que os A 10s e os f16s sao jets muito caros para fazer o mesmo trabalho que dois tucanoes fazem e melhor ter o dobro de tucanos com este Sistema de foguetes

  16. Uma dúvida….Os lançadores sao necessariamente diferentes nesse caso?….Será que os lançadores do nosso Sabre calçam esses foguetes?…. pergunto porque quase todas as muniçoes russas tem medidas diferentes das do, digamos, ocidente.

  17. “..exemplo, levar um lançador padrão de 7 APKWS de um lado e um de 19 foguetes Hydra 70 do outro…”
    .
    Um AH1 Super Cobra ou AH64 Apache pode ‘levar’ no mesmo lado (aquelas asinhas) dois lançadores de foguetes, podendo ser um com 19 Hydra 70 e outro com 7 APKWS.
    .
    Assim sendo, seriam 38 Hydra e 14 APKWS.
    Flexibilidade e poder de fogo na mesma aeronave em missão de escolta e/ou apoio de fogo.
    .
    Abç., Ivan.

  18. Caro Ivan,
    sim… sim… eu estava imaginando um cenário “austero”, tanto no tipo de vetor como na disponibilidade de outros vetores… um UH-1Y com 7 APKWS de um lado e 19 Hydra 70 do outro é uma flexibilidade não aventada anteriormente para o “Super Sapão”, que nem poderia sonhar com a possibilidade de realizar algum tipo de ataque de precisão.
    .
    O Venom realizando Urban Close Air Support Training
    https://www.youtube.com/watch?v=xoyMQ2Ni-w0

    Grande Abraço

  19. Hehehe….

    Mestre Oganza e Mestre Bosco,

    Certa vez, desenhei um cenario de arma e equipamento para debate com colegas de outro forum, a qual envolvia alternativas de baixo custo como emprego de foguetes guiados para atacar defesas navais….
    .
    O exemplo era:
    .
    04 UCAVs de baixo custo
    .
    um dos UCAVs seria o comnadante, possuindo um radar simples tal como o SCP-01;
    .
    Cada UCAV carregaria 38 foguetes de 70 mm guiados a laser. Estes foguetes teriam 4 metros de comprimento para um alcance medio previsto de 40 km.
    +
    02 Misseis FOG MPM guiados por fibra otica, porém estes lavariam no lugar da ogiva, um designador laser de longo alcance.
    .
    Teoria:
    1 esquadrilha de 4 UCAV perfilando então 152 foguetes guiados, em perfil de voo rente ao mar, realizando pop ups, até a distancia de disparo ao navio alvo.
    .
    Proximo a linha horizonte, dispara o FOG MPM por fibra otica e na sequencia, dispara a salva de foguetes guiados.
    .
    O FOG MPM guiado por fibra realiza o track entre 20km a 15 km do alvo, momento este em que é superado pelos demais foguetes que foram disparados na sequencia.
    .
    Os foguetes atingem a superficie do destroyer esburacando sua superficie e retirando de combate seus sistemas diretores de tiro, torres de canhões e portinholas de lançamento de misseis, deixando-o inativo e sucetivel ate mesmo a um ataque de bombas burras. Os foguetes não afundam o navio, mas definitivamente o tirariam de combate, não possibilitando uma defesa para o ataque de saturação.

    Segue concepção artistica:
    https://www.youtube.com/watch?v=ZdGQXFJKZ4A

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2016/01/19/ucav-anfibio-ataques-de-saturacao/

    O maior problema identificado no debate foi a velocidade necessaria para o FOG realizar a missão antes dos misseis antiaereos SM intercepta-lo. havia tambem o problema dos pop up´s denunciarem a presença. Mas é um conceito que poderia ser empregado a uma serie de outros tipos de missões e derrubar um FOG MPM de 16 cm de diametro é dificil pacas….

  20. Carvalho,
    Muito legal tudo!
    Algumas considerações:
    Mísseis guiados por fibra ótica têm asas grandes e velocidade reduzida para permitir o “man in the loop”, em torno de 150 m/s. Já os foguetes têm velocidade de pelo menos Mach 3.
    Mesmo o seu míssil funcionando como um designador de alvos remoto é natural que tenha velocidade baixa. Isso dá tempo dele ser ultrapassado pelos foguetes.
    Carvalho, você já deve ter ouvido falar do kit para foguetes LOGIR, que permite a um foguete não guiado ser guiado por imagem IR, que não precisa de designação por laser já que opera de forma autônoma.
    Ou seja, pode-se dispensar o designador laser desde que utilize seeker autônomo.
    Aí tem outro problema (que também tem no caso dos “foguetes” guiados por laser semi-ativo: o obscurecimento do alvo pela fumaça (melhor do que em terra já que não tem poeira), que pode complicar a aquisição dos alvos pelos foguetes que vêm atrás.
    Isso seria resolvido por um sistema inercial que poderia garantir alguns impactos mesmo que o seeker tenha perdido o bloqueio.
    Um sistema de orientação que permite ataque múltiplo como sugerido por você e pelo Oganza é o utilizado pelo LMM, um míssil guiado por “equitação do feixe laser” (LBR). Nesse caso o míssil recebe orientação pelo feixe emitido e não pelo refletido, ou seja, os sensores lasers estão voltados para trás Claro que seria complicado utilizar esse conceito no seu míssil designador guiado por fibra ótica.
    Outra possibilidade de atenuar o efeito da fumaça sobre o alvo interferindo no seeker dos foguetes é se eles utilizassem um seeker por radar ativo de onda milimétrica. Ainda não existe nenhum míssil com diâmetro tão pequeno (70 mm) e dotado de radar ativo, mas não quer dizer que não seja possível no futuro próximo. O míssil de menor diâmetro dotado de radar ativo hoje em dia tem 160 mm de diâmetro. Uma granada guiada de morteiro de 81 mm foi desenvolvida pelos britânicos no passado com um radar ativo de onda milimétrica, denominada Merlin, mas não foi produzida, o que comprova que é plenamente possível adaptar um radar num diâmetro de 70 mm.
    Sendo guiado por radar o foguete teria capacidade de atingir alvos obstruídos pela fumaça.
    Apesar de complexo a sua proposta ela teria a vantagem de realmente saturar a defesa.
    Na sua linha de pensamento também não se pode descartar a utilização de enxames de pequenos UAVs kamikases. Centenas de UAVs com menos de 5 kg podem saturar igualmente a defesa. Dê uma olhada no conceito LOCUST.
    Um abraço e parabéns pelo empenho.

  21. Hummmm….interessante, pois nos ensaios de testes de stress da ideia, o que já gongo de imediato era a baixa velocidade do FOG….pelo cronometro, os misseis SM chegariam no FOG antes dos foguetes ao navio….mas esta outra solução que voce apontou resolve a questão…..

    Esta miniaturização das coisas transforma em um inferno as doutrinas desenvolvidas….afinal, quando um projeto robusto enorme e carissimo entra em operação, lá vem alguem com um foguetinho….uma abelha….que pode jogar tudo fora…

  22. carvalho2008,
    “Esta miniaturização das coisas transforma em um inferno as doutrinas desenvolvidas….afinal, quando um projeto robusto enorme e carissimo entra em operação, lá vem alguem com um foguetinho….uma abelha….que pode jogar tudo fora…” – huhuhuhu muito bom… VERDADE… bagunça tudo.

    Bosco,
    e SE fosse usado um designador laser como telêmetro para marcar a distância e a posição do alvo com os foguetes se guiando apenas com as informações das coordenadas via recptor GPS como nas JDAMs? – Claro que nesse caso os foguetes ficariam restrito a alvos fixos.

    Nesse caso não teríamos o problema do encobrimento do alvo por poeira e nem estilhaços dos primeiros impactos. – O APKWS no caso poderia até funcionar com os 2 modos, laser e GPS… claro que vai ficar mais caro, mais pesado e podendo até degradar seu desempenho de alcance e velocidade… enfim, só viagem na maionese. 🙂

    Grande Abraço.

  23. Carvalho,
    Pensando justamente em saturar as defesas já aparecem algumas propostas interessantes de mísseis antinavios, como por exemplo o Perseus, que lança duas submunições de 40 kg além da ogiva do míssil com peso de 200 kg.
    Um defensor teria que se ver com 3 alvos em vez de um. Se imaginarmos um ataque com 3 mísseis seriam 9 alvos.
    Não há nada que impeça que um míssil furtivo subsônico se aproxime de um navio até uns 10 km ( que é a distância em que ele poderia ser detectado) e lance duas dezenas de sub-mísseis, permitindo que mísseis com ogivas integrais de grande poder de destruição possam penetrar as defesas.
    Os russos têm o SS-N-27 (3M54E) , que sendo subsônico lança um segundo estágio supersônico propulsado por motor foguete sólido a uns 10 km de distância do navio alvo. Esse segundo estágio pesa em torno de 500 a 600 kg e consegue acelerar até 3 x a velocidade do som. Ou seja, ele evita ser detectado até o último momento e aí lança um estágio supersônico que irá reduzir o tempo de reação do alvo. Fazendo um exercício de imaginação esse estágio poderia ser substituído por 3 ou 4 estágios menores, de 150 kg cada um.
    Os sistema defensivos dos navios mais modernos são capazes de lidar com ameaças múltiplas mas não para esse nível de ameaças múltiplas. Se imaginarmos que um navio poderá ter que lidar com dezenas ou centenas de ameaças, não há nenhum sistema que consiga dar conta de tantas. Explorar essa possibilidade é o futuro.
    Um abraço.

  24. Oganza,
    Isso já existe na forma por exemplo do míssil Griffin, que é guiado por laser semi-ativo, INS e GPS.
    No caso dos foguete seria interessante adicionar o GPS mas eu acho que só o INS basta. Os foguetes são lançados contra alvos na linha de visada e mesmo perdendo o bloqueio continuam a se dirigir ao alvo.
    No caso do Griffin ele pode até ser lançado na vertical por veículos de terra ou navios e até contra alvos a 180º do longo eixo do avião lançador. Aí faz diferença uma melhor capacidade de atingir alvos na superfície com a adição do GPS.
    Um abraço.

    Escrevi um comentário que ficou retido. Cadê o Nunão??? rsrsss
    _
    NOTA DOS EDITORES: O COMENTÁRIO RETIDO JÁ FOI LIBERADO.

  25. Foguetes sempre careceram de precisão e os foguetes guiados supriram essa defasagem, mas olhando na Wikipédia, me deparei com dados que me surpreenderam.

    Segundo a Wikipédia, os canadenses, com seus F/A-18, atingiram uma precisão de 3 Mil angular (Miliradian) com o foguete burro CVR7. A fonte não menciona a distância mas isso significa uma precisão de 3m a 1Km, 6m a 2Km, 9m a 3Km e 12m a 4km (alcance máximo do foguete). O foguete consegue esta precisão girando em torno do seu próprio eixo ainda dentro do tubo como uma bala de fuzil. Existe até uma versão com uma cabeça anti tanque composta por um penetrador como nas munições APFSDS projetada para destruir um tanque T-72.

    Contudo, o fabricante também fornece kits de guiagem para o foguete. A precisão do foguete burro me parece o suficiente e talvez o kit de guiagem seja para conseguir precisão a distâncias próximas ao alcance balístico máximo.

    Outra coisa, acho que não chamam foguetes guiados de mísseis apenas por uma questão de marketing para ressaltar que é uma arma simples e barata. A definição de míssil sempre foi a de um foguete com um sistema de guiagem.

  26. Mais ou menos o que escrevi foi o seguinte:
    Na busca por meios de saturar as defesas navais que hoje em dia são aptas a enfrentar ameaças múltiplas já está em desenvolvimento conceitos interessantes como por exemplo o míssil antinavio Perseus, que libera 2 submunições antes do impacto.
    Não há nada que impeça que um míssil subsônico stealth não possa liberar dezenas de submunições guiadas propulsadas autoguiadas. Por exemplo, um Tomahawk tem uma ogiva de 450 kg que poderia liberar duas dezenas de minimísseis guiados a uma dezena de quilômetros. A confusão de um ataque desse modo poderia facilitar a penetração de uma segunda onda de mísseis com ogivas integrais que iriam fechar a escrita.
    O míssil russo 3M54E subsônico libera um estágio terminal supersônico de uns 600 kg a uns 10 km do navio alvo. Fazendo um exercício de imaginação e esse estágio único poderia ser substituído por 3 ou 4 estágios menores, com uns 150 kg cada.

  27. Mestre Bôscoli,
    .
    Mas aí estaríamos caindo na tentação das armas e soluções complexas e caras….
    .
    É uma questão do conjunto todo de recursos que seriam necessários para emprega lo
    .
    Mísseis pesados e de alta tecnologia ensej um caça ou bombardeiro de alto desempenho
    .
    O que desenhei é uma solução propositadamente pé de boi, bombril, mil e uma utilidades

  28. Felipe,
    Você está certo! Usei o termo “stealth” equivocadamente.
    O Tomahawk é dito ter RCS menor que o do Harpoon (0,1 m²). O Tomahawk Block IV é dito ter RCS bem menor que do Block I, II e III. Mas mesmo assim não é stealth.

  29. Felipe,
    Esse método de lançamento do Tomahawk não é mais utilizado. Ele foi utilizado pelos destróieres Spruance e pelos couraçados classe Iowa.
    Não sei o RCS do Klub.

  30. augusto 10 de junho de 2016 at 16:50
    esse conceito do carvalho me lembrou de uma coisa. Millenium Challenge 2002 EXERCISES
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    .
    Pois é mestre Augusto,
    .
    Deveríamos ter uma doutrina de formação específica de wargames e simulações, afim de identificar falhas ou novas oportunidades de equipamento…
    .

    Sobre esta Millenium Chalenge, nada mais é que a prova cabal de que a maioria das doutrinas são na realidade obsoletas, mesmo para os EUA….
    .
    Quem mexe com tecnologia ou possui os olhos um pouco mais atentos, sabe que é impossivel um equipamento com 5 anos de idade não possuir uma grave defasagem sobre novas alternativas ou tecnologias….
    .
    O problema é que a tecnologia e a criatividade rodam tão rapido, que não possibilitam a industria de defesa recuperar seus investimentos do ultimo projeto….cria-se um fenomeno estranho, na qual desovo um produto já superado no mercado, ao tempo que em sendo eu mesmo um dos raros centralizadores desta industria, freio a inovação e promovo a continuidade das doutrinas classicas…tem muita coisa em jogo e principalmente….grana….

  31. Bardine,
    Bem lembrado esse conceito do Starstreak. No caso foi pensado esses três dardos já que espoletas de proximidade não são muito efetivas contra helicópteros plainando a baixa altitude e essa foi a forma de aumentar o raio letal do míssil.
    Esse conceito poderia muito bem ser utilizado para mísseis antinavios. Um míssil antinavio subsônico propulsado por um turbojato e com características stealths poderia se aproximar furtivamente até um poto onde seria detectado e aí lançaria três foguetes supersônicos. No caso, teria que ser propulsado por foguete, como ocorre com o 3M54E, diferente dos dardos do Starstreak que não são propulsados.
    Essa combinação de míssil stealth, sea-skimming, com submísseis autoguiados supersônicos de modo a saturar a defesa e reduzir o tempo de reação seria algo bem interessante. Se os submísseis fossem “largados” a 10 km do alvo a Mach 3 e haveria algo em torno de 10 segundos até o impacto. Tempo bem curto para a reação.
    Um abraço.

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