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Voo supersônico no Vale do Paraíba?

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USP diz que estrondo foi por quebra na barreira do som causado por avião. FAB fazia voo teste com jato supersônico na região na ocasião.

F-5M - BAAN 2015 - 5

ClippingNEWS-PAO estrondo seguido de um tremor que assustou moradores de ao menos seis cidades da região na última terça-feira (17) é compatível com o ruído causado pela quebra da barreira do som por alguma aeronave em voo supersônico. A informação é do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta terça-feira (24) que havia um voo de teste na região no dia e horário do incidente.

Segundo moradores, por volta das 14h30 foi ouvido um ruído em Guaratinguetá semelhante a uma explosão seguido de um tremor. Na sequência, moradores de Roseira, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Lorena e Potim relataram o mesmo evento. Nas redes postagens sobre a origem do barulho geraram boatos sobre explosões na Escola de Especialistas da Aeronáutica e em uma pedreira em Aparecida. Ambas foram descartadas.

De acordo com o Centro de Sismologia da USP, a estação mantida em Paraibuna registrou por volta das 14h48 um sinal compatível com quebra de barreira do som, resultado do voo de jatos supersônicos.

Por ser a única estação sismológica do Vale, o fato de o estrondo ter sido registrado em Paraibuna, não significa que ocorreu na cidade -a estação deve ter captado um reflexo dessa onda sonora propagada no ponto de impacto.

A reportagem do G1 apurou com a FAB que naquele dia, a partir das 13h30 um caça F-5 fazia sobrevoo pela região do Vale do Paraíba. A aeronave voa tanto em velocidades subsônicas quanto supersônicas.

Segundo o órgão, o caça havia passado por manutenção e fazia um voo de teste na região. Apesar da coincidência e do apontamento do Centro de Sismologia, a Força Aérea Brasileira não confirmou a relação entro estrondo e o voo teste.

FONTE: G1

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Rodrigo Schimidt Miranda
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Rodrigo Schimidt Miranda

Normal… Acontecia o mesmo em Gavião Peixoto…

Doug Rodrigues
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Doug Rodrigues

Pessoal não está acostumado a ouvir um sonic boom mais… Aí quando acontece é aquele susto geral!

Fábio CDC
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Fábio CDC

Normal. Aqui em Natal ocorria o mesmo com frequência.

Juliano Lisboa
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Normal. Aqui em Anápolis era corriqueiro. Mas na década de 70 e 80 alguns foram parar no hospital por causa do susto.

erikson
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Normal. Aqui em Guarapuava é corriqueiro, dá um estouro e treme o chão … quando o vizinho liga o seu fuscão bala 76! … kkkkkk

Alex Faulhaber, RJ
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Lembro de uma vez, e não foi em 82 pois eu não era nascido ainda, à noite eu ouvi um forte estrondo com as características relatadas, aqui no RJ. Acho que era final da década de 80 eu era criança ainda. Mais tarde foi dito no Jornal Nacional que um caça F-5 havia quebrado a barreira do som mas não lembro qual foi o motivo. Se alguém souber por favor me diga. Gostaria muito de ouvir novamente.

Alexandre
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Alexandre

Uma pergunta, ouvi outro dia que os F5 modernizados não atingiam mais a barreira do som, então não procede a informação?

MichelC
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MichelC

O motivo foi a interceptação de um Vulcan da RAF pela FAB. Ele teve um problema e não conseguiu se reabastecer para chegar até a base na ilha Ascençao no meio doa Atlantico. Ele estava voltando de um bombardeio nas Ilhas Malvinas durante a guerra Inglaterra X Argentina. Dá uma olhada em Operação Blackbuck.

Luiz
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Luiz

Durante a Guerra das Malvinas, em uma manhã de dia de semana (não me recordo a data exata), um F-5 decolou do Rio para interceptar um Vulcan da RAF. A aeronave britânica retornava de um ataque às Malvinas, com um míssil enganchado no pod de sua asa, e solicitava pouso de emergência no Rio. Para a interceptação, o F-5 utilizou velocidade acima de Mach-1.
O Vulcan permaneceu alguns dias internado no Brasil. Os jornais da época noticiaram que parte da população do Rio ouviu o ruído da quebra da barreira do som.
Pode ter sido esse, o caso relatado por Alex.

Marco Piza Filho
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Marco Piza Filho

Moro em Potim e confirmo que houve um estrondo relativamente forte. Como disse o Doug Rodrigues o pessoal está desacostumado com o Sonic Boom. Poderia acontecer mais vezes rss. O que gerou a onda de boatos por aqui foi o fato de ter uma pedreira da Serveng em Aparecida, que realiza explosões diariamente, a fábrica da Órica em Lorena que já teve explosões inclusive com vítimas fatais, a Fábrica Presidente Vargas em Piquete e a Escola de Especialistas de Aeronautica em Guaratinguetá que já registrou nos anos 70 a queda de um F-5B em suas imediações. Todas elas em um… Read more »

Jeff
Visitante
Jeff

“Luiz 24 de maio de 2016 at 16:14 . Durante a Guerra das Malvinas, em uma manhã de dia de semana (não me recordo a data exata), um F-5 decolou do Rio para interceptar um Vulcan da RAF. A aeronave britânica retornava de um ataque às Malvinas, com um míssil enganchado no pod de sua asa, e solicitava pouso de emergência no Rio. Para a interceptação, o F-5 utilizou velocidade acima de Mach-1. O Vulcan permaneceu alguns dias internado no Brasil. Os jornais da época noticiaram que parte da população do Rio ouviu o ruído da quebra da barreira do… Read more »

Farroupilha
Visitante
Farroupilha

Se o piloto do caça que fez a quebra da barreira do som, estava escutando este rock aqui, então ele teve ter curtido pacas seu voo irado!!!!! https://www.youtube.com/watch?v=KQ6zr6kCPj8

Bosco
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Jeff,
Eu não acredito nesse tese que copiamos a tal tecnologia do Shrike que ficou alguns dias aqui no Brasil. Infelizmente temo que não somos assim tão competentes.
Fosse isso já estaríamos fabricando mísseis manpads, bombas guiadas a laser, torpedos pesados, torpedos leves, mísseis ar-ar de médio alcance, etc.
Temos todos esses mísseis e por um tempo bem prolongado e até agora nada.
Vale salientar que pararam de nos fornecer o míssil Roland porque estaríamos tentando fazer engenharia reversa. (?????)
Fato é que até hoje não temos nada parecido com o Roland.

Renato de Mello Machado
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Renato de Mello Machado

Poxa!,aqui no meio do caminho essas coisa eu nunca vou ouvir.

fonseca
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fonseca

isso é algo anormal?
proibido?
nos exercícios não costumam fazer isso?
interessante a matéria. diz que o avião pode fazer voo subsônico e também supersônico…

Renato Vieira
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Bosco 24 de maio de 2016 at 18:02 Jeff, “Eu não acredito nesse tese que copiamos a tal tecnologia do Shrike que ficou alguns dias aqui no Brasil. Infelizmente temo que não somos assim tão competentes” ——- ——- Bosco antes de mais nada digo que sempre admiro seus comentários e posicionamentos, mas o aluno ou aprendiz vai discordar do seu mestre muita embora voce nao cite a onde ta nossa possível competência se é na administração ou pesquisa/execução. Creio que temos mentes brilhantes por aqui sim, gente competente e dedicada, nosso problema é político é de gestão. Costuma-se por aqui… Read more »

Alex Faulhaber, RJ
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MichelC e Luiz, como eu disse esse caso do Vulcan foi em 82 e eu não era nascido ainda. Foi uma outra ocasião mas não me lembro o ano ao certo.

Flanker
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Flanker

Alexandre, onde quer que tu tenhas ouvido isso, é bobagem. Os F-5M continuam com as mesmas capacidades de voo que sntes da modernização, ou sejs, atingem velocidade supersônica sem problema algum…..

Junior Marchi
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Junior Marchi

Alex, bom dia.

Provavelmente foi em 86 durante o que foi conhecida como a noite dos OVNIs, partiram caças de Santa Cruz e Anápolis para tentar interceptar, me pergunto apenas se a área corresponde tendo em vista que se não me engano as aparições foram na região de São José dos Campos o que indica um vôo no sentido contrário ao Rio.

JM

Bueno
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Bueno

OFF TOPIC. KC390-02 voando baixo 1,440m
https://www.flightradar24.com/KC390002/9d1ce55

Mauricio R.
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“…diz que estrondo foi por quebra na barreira do som causado por avião.”
.
Avião saiu voando supersônico e estralou as longarinas das asas e o “main spar” da fuselagem, dai o estrondo.

Alex Faulhaber, RJ
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Junior Marchi, eu acho que ainda não é isso pois eu teria apenas 3 anos de idade e não lembraria, foi um pouco depois disso. Puxando pela memória, li em alguma revista de aviação que certa vez os f-5 interceptaram uma aeronave tornado, senão me engano li isso na revista Forca Aérea.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Fonseca, evita-se o vôo supersônico por conta da encheção de saco da imprensa, querendo saber onde, quando e porque. Só isso.
Alex, posso estar enganado, mas não me recordo de F-5 interceptando Tornado. Acho que os Tornado nunca estiveram no Brasil.

augusto j campello
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augusto j campello

Moro no RJ em Botafogo e na época estava em casa durante a intercepção do Vulcan é não foi apenas um Sonic Boom, me recordo de pelo menos 3. A janela do meu quarto rachou! Foi lindo!

Billy
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Billy

Em 82 só ouvi um sonic boom, me lembro do céu azul daquela manhã, acho que por volta das 11:00 h sobre Copacabana, na hora nem me liguei, era a primeira vez que ouvia. Não pareceu uma “explosão”, muito menos houve qualquer tremor, pareceu mais um “trovão abafado”.

Flanker
Visitante
Flanker

AlexFaulhaber,

Você deve estar se referindo à interceptação de um Tornado da RAF que se dirigia para as Malvinas, conforme informado aqui no próprio PA. Veja no link abaixo:

http://www.aereo.jor.br/2010/04/15/olha-o-passarinho/

Flanker
Visitante
Flanker

Alex, inclusive no tópico do link, o último post é seu!!!

marspbr
Visitante

Semana passada aqui em Guarulhos, observei um F5 BR. Ele vinha em vôo quando em cima de minha casa ele ativou a pós combustão. Da janela pude observar que após algum tempo de vôo visualmente formou aquela bolha típica de vôo supersônico. Apesar de não ouvir o estrondo. Foi só visual mesmo. Fato que já presenciei em Pirassununga, quando um mirage 2000 e também em f18 causou o mesmo efeito visual. De vôo supersônico.