F-18 Hornet da RAAF com JASSM e AMRAAMS - foto Min Def Australia

Valor de 450 mísseis ar-ar operacionais, 40 exemplares de treinamento e testes, além de 10 seções de guiagem extras, responde por US$ 1,08 bi da possível venda, que pode chegar a 1,22 bi com equipamentos e serviços associados

Na segunda-feira, 25 de abril, a Agência de Cooperação em Segurança e Defesa dos EUA (DSCA) publicou nota informando a aprovação do Departamento de Defesa norte-americano sobre uma possível venda de mísseis ar-ar avançados de médio alcance (AMRAAM) AIM-120D para a Austrália, pelo programa de vendas militares ao exterior (FMS – Foreign Military Sale).
O valor estimado para a venda, que responde a um pedido da Austrália de 450 mísseis operacionais AIM-120D, 34 exemplares instrumentados (AAVI – Air Vehicles Instrumented), até 6 modelos ITV (Instrumented Test Vehicles – veículos de teste instrumentados) e 10 seções de guiagem (Guidance Sections – GSs) extras, é de 1,08 bilhão de dólares.
 AMRAAM em F-18 - foto Raytheon

Ainda segundo a nota, a inclusão de contêineres, equipamentos de apoio ao sistema de armas, equipamentos de teste e apoio, transporte, reparos, garantias, sobressalentes, publicações, dados técnicos, manutenção, treinamento de pessoal, entre outros itens de logística e de treinamento, eleva o valor para cerca de 1,22 bilhão de dólares

O contratante principal é a empresa norte-americana Raytheon, e a nota afirma também que a venda apoia a operação de aviões de combate da Força Aérea Real Australiana, em operação e encomendados, dos tipos F/A-18, E/A-18G e F-35. Por fim, a notificação é de uma venda potencial, conforme requerido em lei, mas não significa que o negócio foi concluído.

F-35A com cocar da RAAF - foto Min Def AustraliaSuper Hornet da RAAF sobre o Iraque - destaque foto Min Def Australia

IMAGENS (em caráter meramente ilustrativo): Raytheon e Ministério da Defesa da Austrália

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84 COMMENTS

  1. Uma bela compra!
    Poderiam postar uma comparação de capacidades entre o AIM-120C7, AIM120D, Meteor e R-77M? Seria legal algum chinês, mas ai já fica mais complicado…

  2. Delmo,
    Em relação ao AIM-120D ainda há algumas dúvidas, como por exemplo: qual o tipo de radar que ele adota, se é de varredura eletrônica ou não? Dito isso esse míssil tem algumas características interessantes, tais como: datalink de duas vias (up e down link), GPS, motor dual pulse, capacidade EHOBS e alcance máximo de 180 km.
    O míssil AIM-120C7 tem alcance máximo de 120 km e uplink;
    Igualmente o Meteor tem uplink e alcance que alguns citam ser de até 300 km, sendo o único míssil ar-ar com propulsão foguete com duto (um tipo de ramjet). Provavelmente o mais correto seria algo em torno de 200 km;
    O R-77-1 tem alcance de cerca de 120 km e uplink;
    O PL-12 tem alcance em torno de 100 km e uplink.

    Ou seja, o R-77, o PL-12 e o AIM-120C7 são mísseis similares.
    O Meteor e o AIM-120D são mísseis de um nível superior.

    Os russos estão desenvolvendo uma versão do R-77 denominada K-77M que será similar ao AIM-120D, mas ainda não está operacional.

    Um abraço.

  3. Quando se tem escala de produção, como os valores ficam diferentes, o 120D custa menos que um MICA IR, chega a ser piada, simples como tal, que pena que isto não contamina.
    Este é o caminho para manter doutrina, compras de volume, que permitem escala de produção, preço competitivo e doutrina de ponta.

    G abraço

  4. Vale salientar que esses alcances nominais citados são os alcances cinéticos teóricos máximos nas condições mais favoráveis possíveis e não o alcance real. O alcance real depende de fatores como o RCS da aeronave/alvo e o desempenho do radar do caça.
    Os mísseis ar-ar de combate BVR tiveram seus alcances estendidos tendo em vista a introdução de radares de varredura eletrônica, principalmente o AESA, que em regra pelo menos dobra o desempenho dos radares de varredura mecânica tradicional.

  5. Valeu Boscão! Mais uma vez salvando!!! Só uma coisa: já li algumas vezes que o Meteor teria Datalink de duas vias, exceto uma versão utilizada pelo Rafale. Outra coisa: o Meteor seria superior ao próprio AIM-120D em alcance? Eu achei que ele fosse da categoria do AIM-120C7! E eu sei que ele percorre o caminho ao alvo em voo nivelado e não parabólico como o AIM-120.

  6. Uma outra coisa,
    A Finlândia (ou o Canadá, não tenho certeza) nunca comprou o AIM-120 porque este apresenta um alto índice de falhas quando usado no frio do inverno local (que é MUITO frio) e preferiram o AIM-7. Eu nunca tomaria essa decisão! Compraria um número menor de cada, mas depender do AIM-7 é foda!!

  7. Delmo,
    O Meteor é uma incógnita.Teoricamente ele tem uma NEZ 3 x maior que o AIM-120B. Se imaginarmos que o alcance máximo de um míssil ar-ar é de umas 3 x o NEZ podemos chutar que o mais provável é que o Meteor tenha um alcance de uns 150 km, com uns 50 km de NEZ.
    Dando um chorinho e se chega a algo próximo de 200 km.
    Ele realmente parece não implementar uma trajetória loft, é mais pesado e tem pior aerodinâmico (maior arrasto), o que implica em tese a ter um desempenho pior depois que o propelente se estingue. (???).
    Eu citei os tais 300 km porque de uns dois anos pra cá tenho observado a divulgação dessa distância que acho exagerada, mas que não tem como não citá-la.
    Quanto ao datalink você está certo. Eu me equivoquei. Pensei uma coisa e digitei outra. O que ele não tem é integração com GPS.

  8. Delmo,
    Posso estar enganado mas houve mesmo denúncia que o armazenamento em ambientes muito frios causaria problemas no motor mas os finlandeses utilizam o míssil assim mesmo.

  9. Delmo,
    Voltando ao alcance do Meteor, antes se falava que ele tinha um alcance de 100 a 120 km, mas depois do lançamento do AIM-120D “reavaliaram” rsrsrs o alcance do míssil e começaram a citar números mais generosos.
    O requisito inicial do Meteor preconizava uma NEZ 3 x maior que a das versões iniciais do Amraam (A e B). A NEZ das versões A e B é na faixa de 15 a 20 km.
    Um míssil ar-ar tem alcance máximo 3 a 4 vezes maior que a NEZ. Mais se se implementa uma trajetória loft (o que depende de um sistema inercial extremamente avançado) consegue-se mais ainda. Se o míssil for lançado em velocidade supersônica, o alcance chega a ser 50% maior em alguns casos.
    Ou seja, há uma série de variáveis.
    Se supormos que o requisito original do Meteor de obter uma NEZ 3 x maior que o AIM-120B foi atingido pelos projetistas, chutamos que o NEZ do míssil europeu chega a 45 / 60 km.
    Se colocarmos que um míssil ar-ar tem alcance 4 x maior que a NEZ, o alcance nominal do Meteor seria em torno de 180 a 240 km. Se houver uma interferência negativa do maior arrasto e peso do Meteor, podemos ficar na casa das 3 x, o que sinaliza um alcance de 135 a 180 km de alcance, que seria mais próximo da realidade.
    Como disse, outros fatores como por exemplo o lançamento supersônico pode ampliar esse alcance. Havendo o modo “loft” e se amplia mais ainda. Então, os tais 200 km tá de bom tamanho. rsrssss
    Outro fator relativo ao alcance diz respeito à duração da bateria. Claro, nem vamos imaginar que um míssil ar-ar tenha tempo de bateria menor que o envelope cinético máximo do dito cujo.
    Um abraço.

  10. Bosco e colegas, alguém pode me explicar como chama um míssil disparado por um avião que serve tanto para atingir alvos em terra quanto no ar? Nem em inglês achei qual é o termo. Se eu não me engano uma versão do Hellfire faz isso. Abraços!

  11. Já o AIM-120D consegue seu grande alcance utilizando um motor foguete de maior tempo de queima (dizia-se que utilizava um novo composto gelatinoso (???)) que a versão C-7 e a implementação de uma trajetória loft, onde o míssil sobe cerca de 10 km acima da altitude em que foi lançado atingindo uma zona atmosférica mais rarefeita.
    Esse modo favorece também que o míssil tenha uma alta manobrabilidade na fase terminal, já que ele desce em grande velocidade.
    O AIM-120D ainda tem um motor dual pulse, que consiste em um motor foguete “auxiliar” que ignita tão logo o radar ativo do míssil detecta o alvo, o que amplia igualmente o NEZ. Pode-se dizer que o conceito NEZ não se aplica ao AIM-120D já que em qualquer distância em que o alvo se encontre não há prejuízo da manobrabilidade do míssil.

  12. Hawk,
    O AIM-9X fez testes bem sucedidos onde atingiu alvos em terra. A rigor não há nenhum míssil ar-ar igualmente útil contra alvos em terra.
    Havia um programa que foi cancelado em 2012 que visava desenvolver um míssil ar-ar BVR com capacidade antirradar, que poderia substituir o Amraam e o Harm num único tipo de míssil. O míssil era denominado NGM (Next Generation Missile) mas foi cancelado. Hoje parece que está sendo levado em banho maria o desenvolvimento de um míssil igual denominado T3 (Triple Target Terminator).
    Os futuros mísseis ar-ar BVR sem dúvida serão igualmente capazes de atingir alvos aéreos e em terra.
    Espero ter ajudado.

  13. Bosco,
    Acredito que utilizar um míssil Ar-Ar BVR para atacar um alvo em terra é uma tremenda burrice. O custo atual desses mísseis (modelos mais avançados) é maior que o de um míssil de cruzeiro e a carga bélica é uma fração (logo, o poder de destruição também). Ai você acrescenta os custos deste aumento de capacidade (desenvolvimento e produção) e teremos a paz mundial.
    O conceito é interessante, mas não compraria essa ideia.
    A arma que parece mais interessante para as intervenções em conflitos de quarta geração modernos (como o da Síria e Iraque) é o míssil MBDA Brimstone. 3 mísseis por pod, alta precisão, capacidade otimizada contra carros, danos colaterais mínimos devido à menor carga explosiva e baixo custo.
    Abraços.
    .
    PS: Editores, eu sai muito do tópico?
    _
    NOTA DOS EDITORES: PELO CONTRÁRIO, O ASSUNTO ESTÁ COMPATÍVEL COM O TÓPICO E INTERESSANTE.

  14. Delmo,
    Um HARM ou um AARGM é tão caro quanto um Amraam (ou mais). É nesse sentido que estão imaginando utilizar os futuros mísseis ar-ar com capacidade dual. Contra radares e alvos de tempo crítico, que exigem pequena carga bélica.
    Imagine um F-22 com 6 mísseis Mach 5/6 nas baias internas, capazes tanto de atacar alvos aéreos quanto radares no solo ou veículos lançadores de Scud ou de S-300? Teria uma flexibilidade fantástica.
    Um T-3 (que citei acima) propulsado por “duto” (ramjet sólido) poderia atingir radares a uns 250/300 km de distância e atingir alvos aéreos também a essa distância. Seria o pesadelo dos S-400 da vida. rsrssss
    E é previsto para essa nova geração de LRAAMs ter um radar ativo AESA de duas bandas, operando tanto na banda centimétrica quanto milimétrica. Poderia atingir alvos no solo não radiantes (e não só radares) do mesmo modo que um Brimstone já que também se espera deles operarem com um radar milimétrico. Claro, não seria adequado contra um carro de combate (embora também possa sê-lo, basta a ogiva ser capaz de) mas poderia destruir radares, lançadores de mísseis sup-ar, Scud, etc. Praticamente qualquer alvo dentro do raio de observação do caça estaria dentro do alcance. E no futuro ainda próximo os radares AESA irão utilizar componentes de nitreto de gálio, com 4 x mais potência. Ou seja, dentro de alguns anos será possível um caça furtivo em grande altitude varrer todo o ambiente até o limite do horizonte e tendo mísseis dual use hipersônicos e de pequeno tamanho poderá atingir qualquer alvos que queira, no ar ou no chão. Futuras tecnologias prometem pequenos mísseis ar-ar BVR (e ar-sup) com centenas de quilômetros.
    O NGM e o T3 utilizam uma ogiva de fragmentação dirigida para focar a destruição tendo em vista ela ser reduzida. Ou seja, mesmo pequena (da ordem de 20 kg, como o Amraam) ela será capaz de neutralizar a maioria dos alvos militares táticos (com exceção dos CC).
    Claro, ainda haverá necessidade dos grandes mísseis cruise contra alvos fixos e terá lugar para mísseis como o Brimstone, de curto alcance, mas o pesado HARM e o AARGM (360 kg com ogivas de 70 kg) irão sair de cena em benefício de novos mísseis ar-ar BVR de dupla utilização.
    Esse míssil já era para estar sendo produzido mas teve seu desenvolvimento retardado, mas sem dúvida que o Amraam não irá durar para sempre e um dos caminhos é esse, mesmo porque há interesse das forças armadas reduzir os tipos de mísseis que utiliza.
    Um abraço.

  15. Em tese o AIM-120D já é um míssil “dual use” tendo em vista ele ter GPS. Teoricamente ele pode atingir alvos no mar (utilizando seu radar) e alvos fixos em terra (com a precisão de uma JDAM).
    Como ele também opera no modo HOJ (home on jam) em tese ele pode atingir uma antena de radar de direção de tiro (que opera na banda X, Ku, etc).
    Os alvos móveis em terra até podem ser tentados tendo em vista o míssil ter datalink. Um caça com radar com capacidade de rastrear alvos móveis no solo (GMTI) poderia guiar o míssil através do GPS contra um alvo móvel com grandes chances de sucesso.
    Isso já foi feito com bombas JDAM com datalink. Elas atingiram alvos móveis sendo atualizadas pela aeronave lançadora. O programa não foi a frente e preferiu-se a solução do laser semi-ativo.
    Ou seja, em tese um míssil ar-ar como o AIM-120D já tem tudo para ser um míssil de dupla utilização.
    Um futuro e hipotético AIM-120 “E” só precisaria de um seeker espiralado antirradiação para cobrir “todas” as faixas do espectro de RF e de um radar ativo operando na banda milimétrica (o míssil sup-ar PAC-3 do sistema Patriot opera nessa banda e em tese pode atingir alvos móveis no solo) pra completar o quadro. rrsrsss
    Sonhar não paga imposto.rsrssss

  16. isso sim que é pacote de armamentos que a Austrália esta comprando AMRAAM AIM-120 US$1,08 bilhões por 450 misseis AR- AR………..

    Mas a minha duvida em Relação que tipo de míssil vai vir para o nosso SAAB Gripen NG os Meteor ou os AIM-120 ou Brasil vai ficar com quais míssil não sei as característica se o A Darter é de médio alcance ou curto alcance

  17. O A-Darte é um míssil de curto alcance guiado por IR. Ele é concorrente do AIM-9X. O Gripen poderá operar tanto com os mísseis dos EUA quanto Europa (Meteor, Iris-T, mas não sei do ASRAAM) e Israel. Eu espero que usemos o A-Darter e o Meteor. Hoje a FAB utiliza o Derby na arena BVR (Israel). Ele tem características inferiores aos extensivamente analisados pelo Bosco, mas é mais compacto e leve (diminuindo o arrasto) e também mais barato. Não faz sentido um míssil além disso no F-5M.
    .
    A quantidade: acredito que esse seja um bom número, não adianta o Brasil comprar 36 caças com apenas 28 mísseis (é mais boca que dente e toda boca deve ter vários dentes).
    O Chile teria 100 AIM -120C7 e 100 ou 200 AIM-9 (acho que M). Isso é uma razoável proporcionalidade. O Brasil comprou 36 ou foi 38 Derbys. Isso não da nem pro cheiro.
    .
    Bosco,
    Se for usar anti – radiação até que vai, no F-22 e F-35 da pra pensar dependendo da missão. Em 99,9% das missões de ataque é un desperdício de dinheiro.
    .
    PS: Eu voto no METEOR pra FAB!!!

  18. Essa ultima foto é muito bonita, a bomba no ultimo cabide seria uma Mk 82 ? e a do interno uma 83 ?? SE fo,r ela fica pequena diante do tamanho do avião…da a impressão que no AMX ela fica bem maior. Bosco ?

  19. Delmo, os 120 do Chile ficam armazenads nos EUA rsrs.
    .

    Bosco, mas usar misseis ar-ar para alvos em terra (exceçao a radares) em minha opinião é desperdicio puro, visto a cabeça de guerra ser muito fraca, não raro caças são atingidos e continuam a voar… seria bom se fosse como nos Top Gun da vida em que o missil pega e explode o caça inimigo por completo ! rsrs, mas na verdade pelo que percebo suas ogivas tem carga apenas suficiente p por o inimigo fora de combate. De qualquer maneira, seria um ás na manga em uma emergencia.

  20. Bosco, nesta hipótese de se utilizar o 120 D como arma anti radiação, e ainda na hipótese do inimigo desligar o radar, ele pode se utilizar do seu GPS e se dirigir para última coordenada registrada na seu processador e atingir o alvo?

    G abraço

  21. Space,
    A ogiva de um amraam tem em torno de 20 kg, a de um Hellfire tem 9 kg. A maioria dos alvos táticos (móveis), com exceção dos carros de combate (tanques) pode ser destruído com um Helffire e logicamente com uma ogiva de 20 kg não seria diferente. Claro que um míssil que tenha função dupla ele teria que ter uma ogiva específica e não uma antiaérea, que costuma ser pré-fragmentada de explosão anelar.
    Como eu disse, uma das ideias dos futuros mísseis é utilizar uma ogiva de fragmentação dirigida, que foca os fragmentos sobre o alvo.

    Juarez,
    Os modernos mísseis antirradiação funcionam assim como você disse. Não o AIM-120D, que apesar de ter o potencial teórico que citei, só é utilizado até prova em contrário como míssil ar-ar.
    Só de curiosidade, a versão mais nova do HARM, o AARGM, quando é lançado contra um radar ligado e esse é desligado antes do míssil chegar, ele abandona o modo passivo e ativa seu radar de onda milimétrica e o alvo mesmo que este tenha se movido ou esteja em movimento. Na verdade o AARGM pode ser designado contra qualquer alvo tático do campo de batalha como se fosse um Brimstone ou um apache Longbow, com a vantagem de ter 150 km de alcance. A desvantagem é o tamanho avantajado e o preço.

  22. Correção: não quis dizer que um Hellfire não dá conta de destruir um carro de combate. Não me fiz entender. Deletem essa parte: “…com exceção dos carros de combate (tanques) pode ser destruído com um Helffire”. rsrsssss

  23. OFF TOPIC…, mas nem tanto!!!!
    .
    Parte brasileira do programa conjunto A-Darter, afetada por sério cote de fundos:
    .
    The Brazilian side of the joint South African/Brazilian A-Darter missile development programme has been significantly affected by severe emergency budget cuts that have taken place in the South American country.
    .
    It is not inconceivable that the Brazilian Air Force could be forced to cancel the A-Darter acquisition, due to lack of funds.
    .
    (http://www.defense-aerospace.com/articles-view/release/3/173297/brazil-may-withdraw-from-a_darter-joint-missile-program.html)

  24. Aff, Bosco. Você complica muito. É muita informação. rs. Aí eu não gravo nada. rs.
    Tem um míssil que você falou que tem um foguete auxiliar.
    Eu ja tinha imaginado algo do tipo. Voa até se aproximar, vai seguindo à distância e, na hora que entender que é apropriado, vai a todo vapor, igual a uma águia sobre sua presa, a uma velocidade tal que torne impossível a manobra evasiva…
    Eles estão copiando minhas idéias.
    Eu falo isso porque à distância, apesar da maior manobrabilidade dos mísseis modernos, o cenário é um míssil que vai a toda velocidade sobre seu alvo, que nem uma mula desembestada, ou um lutador de rua que parte a toda velocidade contra um oponente.
    O oponente com conhecimento de arte marcial simplesmente sai da frente e o lutador passa direto…
    Com esse novo conceito, o lutador se aproxima, e só da o bote na boa, quando usando velocidade máxima, o oponente não tem mais como correr, se esquivar etc.
    Vai que nem um chicote. Alta velocidade. Ou o desarme de uma ratoeira.
    Espero ter me feito compreender com essas ilustrações didáticas.
    A existência de mais de um estágio é comum por exemplo em foguetes lançadores de satélites ou veículos de transporte espacial.
    Por que não nos mísseis?
    Se bem que os mísseis modernos ja são relativamente leves e de pequeno diâmetro de forma a serem facilmente transportados e com alcances nada desprezíveis.
    Atingir um caça a 100 km de distância é muita coisa, especialmente considerando que o raio de combate de muitos aviões não passa de 800 km. Isto é voa entre 30 minutos e uma hora ja dispara contra o alvo, torce para não ser atingido, e volta para beber água (reabastecer).
    800 km é a distância Brasília São Paulo. 100 km São Paulo Campinas, se não estiver equivocado. Ou Brasília Anápolis. 200 km ja seria o caça disparar o míssil próximo de Brasília e atingir o alvo sobre Goiânia.

  25. Bosco, daqui a pouco vão lançar um míssil ar-ar com 1.000, 2.000 km de distância.
    Levanta voo de Anápolis, dispara contra um alvo na Amazônia.
    O míssil vai até a região, escondia a regiao e escolhe o alvo. Ou seja, haveria a alternativa de escolher o alvo usando o radar do míssil na região onde o alvo deveria estar. A 4.000 km/h, o míssil levaria meia hora para percorrer 2.000 km. Lá escolheria o alvo e se lançaria contra ele a 6.000 km/h…
    Quem sabe alguma versão balística…
    Desceria ladeira abaixo na banguela, com alta manobrabilidade.
    Se o alvo não tiver um radar que “olhe” para cima… Seria algo como escapar de ataques com chuva de flechas.

  26. Tambores de Guerra ! Com a Coréia do Norte pedindo um conflito em larga escala. Austrália precisa muito destes 450 mísseis AIM-120D, sendo um parceiro importante dos Estados Unidos na Ásia/Oceania.

    Aqui mesmo com os comunas da Venezuela, Equador e Peru sem armando; continuamos à espera do passarinho Gripen. Deveriam ter vindo a 2 anos os Super Hornets; de prateleira mesmo. Já estaríamos operando uma meia dúzia deles.

  27. Sydney,
    .
    Aquela notícia da compra do Iris-T nunca foi oficial e eu espero que seja só uma piada. Torço pelo A-Darter que precisa dessa compra pra dizer pra indústria que vale desenvolver esses programas. Espero que seja piada pelos números ridículos e sem mísseis BVR (METEOR, METEOR, METEOR).

  28. Tiago, concordo com você, seus pretensos inimigos não deveriam saber quanta munição existe em seu paiol.

    Bosco, eu ia dizer (pu.. q.. par…), mas fica feio. O politicamente correto é: Parabéns Bosco, que aula sobre mísseis.

    Sds,
    Mario Heredia

  29. Delmo Almeida 27 de abril de 2016 at 12:13

    Sydney,
    .
    Aquela notícia da compra do Iris-T nunca foi oficial e eu espero que seja só uma piada. Torço pelo A-Darter que precisa dessa compra pra dizer pra indústria que vale desenvolver esses programas. Espero que seja piada pelos números ridículos e sem mísseis BVR (METEOR, METEOR, METEOR).

    Caro Delmo não é uma piada, a FAB vai utilizar o Iris T no NG, já tem até um pré contrato pronto com a Diehl, porque:

    Porque esta noticia que o Mauricio postou sobre a falta de recursos para dar sequencia ao A Darter já estava rolando desde o ano passado e a FAB sabia que isto terminar mal e colocou o Iris T no pacote como saída a “Brasileira”, pois vai aproveitar e dividir o custo de integração o de homologação com ensaios coma os Suecos que também o adotaram.
    Infelizmente não tem din din do orçamento para nada, era isto ou era nada, lá adiante, se e quando as coisas melhorarem talvez faça a homologação deste no NG, pois a integração é mais fácil.
    Agora tem outro detalhe, sem escala de produção e a conta gotas, ele não vai sobreviver no mercado, pois vai acabar mais caro que um AIM 120 D e aí, bom aí vai virar o “Doiskhonto, porque o “Umkhonto” invendável os Sul Africanos já tem.
    A história e os erros se repetem, e o tempo torna-se senhor de todas as verdades, porque muitas vezes fabricar e desenvolver nãos significa çoder manter e comprar, simples assim……

    Ahh, ia esquecendo, filtrem bem sempre estas noticias que advém de órgãos oficiais, e de press release de fabricante, via de regra estas notas tem a mesma utilidade que o papel higiênico na casa dos senhores.

    G abraço

  30. Já que não temos recursos para fazer uma grande aquisição de Meteor, como fizeram os australianos com o Aim-120D, que façamos um mix BVR entre o Meteor e o I-Derby ER(nova versão do Derby). Desta forma teríamos desempenho e quantidade, e o inimigo sempre estaria preparado para o missil de maior desempenho.

  31. Nonato,
    Só de curiosidade, já houve um míssil americano sup-ar na década de 60 que tinha 700 km de alcance. Era o Bomarc, com ogiva nuclear e pesando 7 t. Que eu saiba esse é o míssil sup-ar de maior alcance que já entrou em operação no mundo.
    Quanto aos mísseis ar-ar o de maior alcance é o K-100 russo, com alegados 400 km de alcance (peso de 750 kg).
    Hoje, o míssil sup-ar de maior alcance é o americano SM-6 com mais de 350 km de alcance e pesando 1,5 t.

    Curiosidade 2: rsrsss
    Essa ideia de míssil que dá um salto, um sprint no final, tem dois exemplares interessantes. O primeiro é o Tacit Rainbow, americano, da década de 80. Ele era uma tentativa de criar um míssil antirradar que ficava vadiando sobre uma determinada área a baixa velocidade utilizando um motor turbojato e quando detectava um radar ligado ele acionava um motor foguete e aumentava a velocidade até próximo de Mach 1, destruindo-o. Ele não chegou a entrar em operação devido ao fim da Guerra Fria.
    Ou segundo é o míssil Klub 3M-54E, russo, que é um míssil antinavio que se aproxima a baixa velocidade utilizando um turbojato e quando detecta um navio ele libera um estágio supersônico com motor foguete.

  32. Felipe,
    Eu sei desse número, mas pra não polemizar muito eu coloquei “acima de 350 km”. rsrss
    Inclusive será possível utilizar esse míssil contra alvos em terra a essa distância.

    • Bueno e Rafael, obrigado pelo link do teste das portas e rampa do KC-390.
      Já publicamos como matéria, e comentários agora podem ser feitos nela.

  33. Seguem os ensaios de testes, show de bola. E a noticia do voo do segundo prototipo é bacana também, o primeiro já passou de 170 horas de voo, é a maior disponibilidade de uma aeronave prototipo da Embraer até então, “up-to-date technology and design”…..

    • Maria do Carmo Lacoste, boa tarde.
      .
      Peço que faça seu comentário na própria matéria que acabamos de publicar com o vídeo do KC-390.
      .
      Assim esta aqui permanece para comentários relacionados ao pedido australiano de mísseis AIM-120.

  34. Grande Bosco!
    Bomark foi magnifico!Basicamente “proibiu” os russos sonhar em mísseis de cruzeiro na época dos 60-70..Excelente engenharia.Pena que morreu rápido demais devido limitação de “posição estática”.Os soviéticos sabiam perfeitamente sobre as posições de maioria das baterias e … durou pouco.
    Em relação do Club posso acrescentar que seria uma versão castrada dum Kalibr que tem comprovadamente alcance beeeem superior aos 500 declarados.Alem disso TODA a linha russa dos misseis anti-navios esta usando a mesma tática da trajetória “ativa” : Onix, Kalibr , Bastion, Mosquito, etc..
    Isso tudo devido ao laboratório de pesquisas “Arco Iris” e O CARA desses projetos – Igor Seleznev.
    A trajetória no final da descida é puro enigma.Acredito que os yankees dariam muuuito para ter o algoritmo dela (ou delas , :)).
    Outra : realmente nao tenho informação sobre toda essa distancia da SM-6.Bem menos,Limitado naturalmente pela mãe física…
    Um abraço!

  35. Me lembro que anos atrás, quando foi divulgado que o MICA custaria US$ 2mi cada, todo mundo chiou. E os mísseis franceses não tem, historicamente, a mesma eficiência de americanos e israelis.
    Assim sendo, não acho tão absurdo se pagar anos depois, por um míssil superior e provado, o mesmo valor.
    .
    Outra linha de pensamento, mais radical, seria lembrar que os “aussies” são bucha de canhão desde Galipoli, e por isto não tem a moleza que muitos imaginam.
    .
    Aliás olhando o mapa, percebe-se que para a Austrália ser ameaçada pela China é porque a Indonésia e/ou as Filipinas caíram.

  36. Amigo Bosco!
    A limitação seria a mesma de sempre – gravitação , cinética e resistência aos fluxos :).
    Basicamente SM-6 é a velha conhecida SM-2 meio que “dopada”. Com mais combustível ela consegue chegar num raio de 200km (240 em hipotenusa) e só contra alvos de “pouca furtividade” nas extremidades desse raio.Exemplo : navio , ogiva com trajetória balística ou avião graaande.Diria que 48N6E3 tem alcance operacional ligeiramente maior só que COM capacidade para “carga especial” (para quem gosta das especulações sobre saturação dos sistemas AA tipo S-XXX isso deve servir como ducha fria).
    Um abraço!

  37. Scud,
    O SM-6 utiliza basicamente o corpo do SM-2 Block IV ER, que é dito ter um alcance de 270 km.
    No caso do SM-2, o sistema de orientação é por radar semi-ativo (como o 48N6), que no caso só possa utilizar todo esse desempenho contra alvos em grandes altitudes tendo em vista que o feixe de radar iluminador do navio lançador não faz curva e tem como impedimento o horizonte radar.
    No caso do SM-6 o sistema de orientação é por radar ativo e o míssil foi desenvolvido para operar no modo cooperativo, onde ele pode ser atualizado e designado por uma plataforma que não a que o lançou. Ou seja, o SM-6 opera de modo cooperativo especialmente com o avião radar AEW E-2C/D. Nesse caso, o SM-6 tem uma vantagem sobre os mísseis guiados por radar semi-ativo, que é não ter o limitante do horizonte radar. E também como opera de modo cooperativo, reduz a limitação em distância x RCS, já que o míssil pode até ser lançado contra um alvo que sequer é “visto” pelo navio lançador.
    Como o míssil opera no modo “loft” contra alvos muito distantes, ele sobe à estratosfera e mergulha contra o alvo, desse modo podendo fazer uma trajetória parabólica que otimiza o alcance. Inclusive o SM-6 pode atingir um avião próximo ao nível do oceano bem além do horizonte radar. Na verdade, ele pode atingir um navio ou mesmo um alvo em terra bem além do horizonte (OTH).
    Essa possibilidade de implementar uma trajetória balística permite que tenha um alcance tão grande como o citado.
    O mesmo conceito seria utilizado pelo míssil russo 40N6, dito ter 400 km de alcance, só que no caso até hoje não foi colocado em operação e pode já ter sido abandonado.
    O míssil russo sup-ar de maior alcance, como você citou , é o 48N6E3, com 180/250 km de alcance, que como disse, não tem capacidade OTH e por isso não pode ser utilizado contra alvos abaixo do horizonte radar, não se aproveitando das leis físicas que possibilitam a trajetória balística e portanto, o incremento do alcance.
    Um abraço.

  38. Marcelo,
    O que se diz é que o I-Derby ER tenha um envelope cinético semelhante ao do AIM-120C7 e 2/3 do envelope cinético do Meteor. Ou seja, podemos entender que o alcance nominal do míssil israelense seria na faixa de 110/120 km.

  39. Amigo Bosco!
    Lembro que SM-2 (block IV) e SM-6 usam mesmo booster e tem alcance similar – ate 240km.
    Li tb que Carter anunciou no inicio deste ano intenção de DESENVOLVER um míssil baseado no SM-6 com alcance de 200 milhas náuticas.Se perdi algo estaria grato se dividir essa informação conosco.
    Uma observação sobre 40N6 & cia.No final de 2015 ja passou info de finalização dos testes de um ooooutro míssil de longo alcance.Lembrando que no inicio (por ordem do presidente russo) foi quebrado sigilo dos 5 (somente!) modelos de nomenclatura dos misseis disparados pelo S-400. E como Iskander tem misseis de cruzeiro na manga acredito que S-XXX tem algo “escondendo” também.
    Pessoalmente creio que maior confusão ainda esta pela frente pois ultimo kit desses Lego-S vira com S-500 junto com bagagem do programa Samoderzhets acumulada.
    Um abraço!

  40. Scud,
    Com certeza eles têm o mesmo booster e até o mesmo motor de cruzeiro, mas o alcance é diferente pelos motivos que expus. O sistema de orientação faz a diferença já que um míssil com sistema semi-ativo opera na linha de visão com o alvo, já um míssil OTH é capaz de interceptar mísseis fora da linha de visão, abaixo do horizonte radar. Isso faz toda a diferença já que se o míssil pode descer ele pode chegar mais longe.
    O SM-2 Block IV também pode descer, mas não serve pra nada. Ele até poderia atingir um ponto na superfície na mesma distância que um SM-6, mas o faria de forma cega.
    Um abraço.

  41. Scud,
    O Iskander pesando 3,8 t é tido como tendo alcance de 500 km levando uma carga de 500 kg. Então temos uma relação de peso total x peso da ogiva de 7,6 x.
    O SM-6 pesando 1,5 t pode em tese ter um alcance de 450 km já que sua carga é de 125 kg, o que lhe confere uma relação peso x ogiva de 12 x.
    E ainda há outros fatores, como por exemplo ser o SM-6 um míssil de dois estágios, o que reduz o peso morto e o arrasto induzido.
    Um abraço.

  42. Scud,
    Quanto ao tipo de alvo e perfil de voo do alvo, sem dúvida que o SM-6 não consegue atingir um alvo a 15.000 metros de altitude a 450 km de distância. Mas não é isso que significa o alcance nominal máximo. Provavelmente o alcance máximo se dê contra alvos em baixa altitude, além do horizonte. Contra um alvo a 15.000 metros de altitude ele não deve ser mais capaz que um SM-2 Block IV ER (com dois estágios).

  43. Scud,
    No meu primeiro comentário sobre o alcance do SM-6 eu citei as 200 NM e deixei claro que era pra não polemizar tendo em vista esses números divulgados serem “estimativas” geralmente não oficiais e sem que tenham ocorridos testes bem sucedidos nas distância máximas estimadas.
    De qualquer forma o artigo que você fala sobre “mais” de 200 NM. Há outras referência que dão conta que pode chegar a 450 km de distância. Vale salientar que como o SM-6 será também utilizado contra alvos na superfície esta distância pode se referir a essa função.
    Quanto ao peso da ogiva, o artigo citado por você é até mais favorável ao meu raciocínio, mas salvo engano a ogiva utilizada pelas atuais versões do Standard hora em uso pela USN é a Mk-125 de 115 kg (e não 125 como havia dito, rsrsss).
    Antes era mesmo essa ogiva de 62 kg, mas com a introdução dos Standard Block III e IV a ogiva foi alterada para essa de 115 kg, que continuou no SM-6, e que havia sido originalmente planejada para o SM-4 de ataque terrestre que foi cancelado.
    Um abraço.

  44. Obrigado Bosco!
    Analisei e entendi o desencontro das informações.Considerei o peso do … explosivo! 🙂
    Tendo como costume (e isso ja um bom tempo ,kkk) considerar 50% do peso total da como peso do explosivo ficou estranho…Falha minha.
    Como contribuição deixo aqui dois links que achei nos favoritos :
    https://clashofarms.com/files/Weapons_Effects_Brief.pdf
    http://www.agriculturedefensecoalition.org/sites/default/files/file/us_navy/317I_1_2009_U.S._Navy_Cherry_Point_Weapons_Systems_Description_www.navycherrypointrange_FEIS_Vol_1_Appendix_E_April_2009.pdf

    Um abraço!

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