A-29 Super Tucano - missao treinamento Afeganistao 6-4-2015 - foto USAF

Foto disponibilizada pela USAF (Força Aérea dos EUA) nesta sexta-feira, 8 de abril de 2016, mostra uma aeronave A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã voando sobre o Afeganistão em missão de treinamento. O breve descritivo que acompanha a foto informa que ela é de 6 de abril.

O descritivo acrescenta que o A-29 é um avião de ataque leve que pode ser armado com duas bombas de 500 libras, duas metralhadoras .50 e foguetes, acrescentando que seus tripulantes são treinados em missões de interdição aérea e reconhecimento armado, que permitem uma capacidade de ataque pré-planejado. Também informa que no momento a Força Aérea Afegã possui oito aeronaves A-29, mas terá 20 exemplares até o final de 2018.

A-29 Super Tucano - missao treinamento Afeganistao 6-4-2015 - detalhe ampliado foto USAF

Ainda segundo a USAF, o Comando Aéreo de Treinamento, Assessoramento e Assistência (Train, Advise, Assist Command-Air  / TAAC-Air) trabalha diariamente junto à Força Aérea Afegã para ajudá-la na construção de uma força profissional, sustentável e capaz.

Clique na imagem e nos detalhes ampliados, acima e abaixo, para ver em maior tamanho. Percebe-se claramente que a aeronave transporta duas bombas pintadas no padrão azul, indicativo de armamento de exercício (treinamento). Clique também nos links da lista a seguir para saber mais sobre o A-29, selecionado e adquirido pela USAF para operar na Força Aérea Afegã.

A-29 Super Tucano - missao treinamento Afeganistao 6-4-2015 - detalhe ampliado 2 foto USAF

FOTO: USAF (Capt. Eydie Sakura)

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39 COMMENTS

  1. A paisagem do Afeganistão favorece fotos de aviões que mostrem o solo. As montanhas, os desertos e as variações de cores do solo dão um excelente pano de fundo para aviões. Gravei fotos desse tipo, muitas publicadas aqui.

  2. jaja eles vaum comecar a entrar no cacete o pau vai cume quente poderia acrecentar ao super tucano o mesmo chaff/flares novos do mesmo Sistema para helicopteros russos uma material foi agora postada a respeito durante as demonstracoes nenhum helicopter foi abatido por misseis portateis e de alto alcance boa sorte tucanoes e esta na hora do pau kkkk

  3. De fato concordo com o shambr, seria interessante dotar os Tucanos com um sistema de defesa parecido com o dos russos. Não sei se isso seria possível nos Tucanos, se positivo, os pilotos agradeceriam com certeza.

  4. O shambr tem é que consultar uma gramática, e usar um pouco de ponto, vírgula, letra maiúscula etc. Parece adolescente postando no Whats app.
    Bosco, armamento de instrução e manejo sempre é pintado na cor azul (no ocidente, pelo menos). Usa-se o verde, na maior parte das vezes, para o armamento real.

  5. Rinaldo, bom dia!
    Quando os Super Tucanos foram entregues para a FAB, foi necessário criar uma doutrina de uso para ele. Saberia dizer se os americanos criaram uma nova doutrina para uso dos ST para as forças afegãs?

  6. Certamente, Marcos. Com a experiência em combate que os norte americanos possuem, inclusive no próprio Afeganistão, eles sabem muito bem o que o A-29 pode fazer ou não. A missão é a mesma do A-10, mas a capacidade não. O A-29 é bem mais limitado.

  7. Não vejo nenhum óbice à introdução de um avião de ataque leve turboélice na USAF, que pode muito bem ser o Super Tucano, agora de forma alguma ele seria um substituto do A-10. Não há cabimento em dizer que o Super Tucano irá substituir o A-10 na USAF, nem hoje e nem nunca. Menos! Bem menos!!!
    O A-10 tem função de apoio aproximado, interdição, ataque anti-blindados e contra insurgência. Um avião de ataque leve turboélice (Super Tucano ???) só poderia ser utilizado na função “contra-insurgência”. As outras três funções do A-10 continuariam a ser feitas pelos caças de alto desempenho (F-16 e F-35).

  8. KKKKKKKKKKKK
    Bosco, acontece nas melhores famílias…
    Seria para assumir UMA missão do A-10, justamente a que mais demanda horas operacionais e permitiria um número maior de surtidas.Desconsiderando o alcance limitado a indisponibilidade de REVO, ele poderia dar conta de praticamente todas as missões do cenário da Síria e Iraque (sem mísseis de cruzeiro, sem bombas como Mk. 84 e tal). Não possui todas as capacidades, mas possui o feijão com arroz. É como usar talheres de prata para servir feijão com arroz.
    PS: Acho que o ponto principal para a USAF é a ausência da capacidade de realizar REVO.

  9. O problema de se utilizar um avião leve de ataque, de baixo desempenho, sem capacidade de REVO, para COIN, e ainda por cima, nos tempos politicamente corretos de hoje, é que é pouco efetivo com sua pequena carga de bombas burras.
    A efetividade das bombas burras é diretamente proporcional à quantidade levada. Hoje em dia ainda tem as proibições de se utilizar Napalm e bombas de fragmentação. Há variantes das bombas de emprego geral Mk-81 e Mk-82 com fragmentos pré-formados, o que aumenta a efetividade dessas bombas burras, tornando-as bombas de alta fragmentação, que intensificam seu efeito se dotados de espoletas de proximidade (mecânicas ou de RF).
    Acho só duas Mk-82 (e mais duas ponto 50) uma configuração pouco efetiva tendo em vista serem bombas burras. Tudo bem numa situação de inexistência de defesa antiaérea, mas hoje, com mais de 100.000 mísseis manpads nas mão de organização não governamentais ou de países “não alinhados” a coisa está feia. Compra-se um SA-7 por 2000 dólares no mercado negro.
    Uma bomba interessante, já que as bombas de fragmentação estão sendo proibidas, seriam as bombas francesas BAT-120 que podem ser levadas em cachos.
    Tudo bem que o Super Tucano pode levar até 4 Mk-82, mas ainda assim é uma carga limitada tendo em vista ser uma bomba burra e com concentração dos efeitos. Uma tonelada de capacidade permitiria que cerca de 30 BAT-120 fossem levadas. Ou então que se utilize exclusivamente foguetes. Teoricamente é possível ao ST levar 4 lançadores com 19 foguetes de 70 mm, o que soma 72 foguetes.
    Já que se quer aviões capazes de levar grande poder de fogo a baixo custo, esses têm que ter seu poder de fogo incrementado, deixando alvos neutralizáveis por bombas por conta das bombas guiadas.
    Tudo bem um Super Tucano levando duas bombas guiadas de 250 ou 500 lb, mas daí a levar duas bombas burras eu acho uma “burrice”. rsrsss

  10. kkkkkkkkkkk
    Concordo, mas não acho que as bombas burras sejam opções para a guerra moderna. A inteligencia e baixa margem de erro é a chave do sucesso para operações nas guerras de quarta geração. Já passou o tempo que sair matando todo mundo era uma estratégia (graças à Deus). A série Mk 80 é útil quando tornadas inteligentes e o ST pode operar bombas inteligentes. Acho que a complementação viria com mísseis no estilo do Brimstone (que são 3 por lançador) e foguetes também tem espaço.
    PS: Não tenho praticamente nenhum domínio sobre as características de emprego dos foguetes, me ajude ai…

  11. O problema da utilização de bombas burras é que mesmo o vetor sendo dotado de sistema de mira avançado (CCIP e CCRP) ainda assim só se consegue um nível mínimo de precisão do ponto de vista de obter alguma utilidade prática (e tática) se lançado de menos de 3000 metros de altura, o que expõe o vetor aos mampads. Acima de 3000 metros só utilizando a tática de “carpet bombing” pra se obter algum efeito tático.
    Ou seja, utilizar bombas burras de modo minimamente eficiente expõe o vetor, e mesmo assim duas (ou mesmo quatro) bombas de 500 lb concentram muito o poder destrutivo. Como não estamos falando de aeronaves capazes de levar uma grande quantidade de bombas burras eu acho pouco útil essa configuração.
    https://41.media.tumblr.com/7ba60492f51b3261fbb566ef2f0e9d36/tumblr_inline_npfkj9DTRK1t90ue7_1280.jpg
    Aí há um porém, pra se utilizar bombas guiadas lançadas de altitude segura pode-se perfeitamente dispensar uma aeronave tripulada de baixo desempenho e adotar drones.
    Já que o custo é fator importante nas operações COIN, o que implica na utilização de armas burras, melhor que se possa adotar armas de “batimento” de área e não duas pesadas bombas que concentram a capacidade destrutiva.
    Daí ser mais efetivo, ao meu ver, a utilização de foguetes sup-ar ou minibombas em cacho (a la BAT-120) já que bombas de fragmentação e “tanques” de Napalm são proibidas ou mal vistas pela comunidade internacional.
    Quando e se for necessário a concentração de poder destrutivo, que se utilize bombas de 500 lb com kit de guiamento.

  12. Bosco, os A-1 e A-29 conseguem uma precisão de 8 metros lançando acima de 3000 metros. Fato comprovado nas campanhas anuais de emprego ar-solo. Se a coordenada geográfica exata do alvo for conhecida, a bomba pode ser lançada a partir do vôo nivelado, inclusive.

  13. O ataque à usina nuclear de Osirak, pelos israelenses (Operação Babilônia) , foi realizada do modo mais convencional possível, como você sabe. Ataque com balsing, topo 5000 ft, e bombas burras. Ah, mas o alvo era grande. Mas o DMPI (Desired Mean Point of Impact) não. Havia pontos certos para o impacto das bombas.
    E só uma aeronave, a do Comandante da Base, Cel Iftach Spector, que não acertou,, porque ele estava com problemas de saúde (escondeu de todos) e apagou na puxada do balsing. Acabou lançando as bombas “no nada”.

  14. Rinaldo Nery, mas isso com que condições atmosféricas? Condições perfeitas ou adversas??? Também estou surpreso. No comentário acima o senhor falou em pés, nos anteriores falávamos em metros. O senhor se atrapalhou em algum ou apenas usou as duas unidades (de maneira correta)?

  15. Uma campanha de emprego ar-solo só é realizada em condições visuais. O ECP é de 8 metros com lançamentos acima de 3.000 metros (9.000 ft). Na campanha de ensaios, em Maxaranguape, o Jordão (piloto de provas da EMBRAER, ex Comandante do 1° Grupo de Aviação de Caça), lançou uma bomba a partir de voo nivelado, 8/8 de camada (céu completamente encoberto), acima de 3.000 metros, e acertou o bingo. Se o lançamento for empregando o modo CCIP, é óbvio que você tem que enxergar o alvo. Não entendi a influencia das condições atmosféricas.
    O ataque israelense foi realizado em condições visuais. As críticas vídeo do ataque estão disponíveis no You Tube. O topo do balsing foi de .5000 ¨pés¨, abaixo de 3.000 metros. Altura média para emprego na modalidade Bombardeio Rasante – BR (ângulo de mergulho abaixo de 30°). O que eu quis dizer é que, dependendo do tipo de alvo, não há a necessidade de bombas guiadas, pois a precisão do modo CCIP ainda é muito boa. No caso de Osirak, não havia a preocupação com danos colaterais.

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