JSF_helmet_F35-GEN_III

Risco de lesões no pescoço em ejeção manteve pilotos com peso menor que 61,7 kg no chão

O F-35 Joint Program Office está prestes a começar a testar um protótipo de um novo capacete para os pilotos do Joint Strike Fighter – uma atualização crítica dos sistemas de controle da aeronave. O atual capacete Gen III Helmet Mounted Display System (HMDS), que atua como um “head up display” e “night vision goggles” para o piloto, descobriu-se no ano passado ser tão pesado que rompeu o pescoço de manequins de teste menores durante os testes de ejeção.

O capacete Gen III, que é essencial para o funcionamento do F-35 em todas as suas variantes, avançou a arte de realidade aumentada. Combinado com sensores ópticos e infravermelhos na aeronave, essencialmente permite que o piloto consiga olhar através da aeronave – um recurso muito desejado pelo Corpo de Fuzileiros Navais (USMC) para o pouso vertical de precisão do F-35B. Ele também permite aos pilotos rastrear e designar as armas olhando para os alvos, sem ter que virar a aeronave em direção a eles. Mas o capacete enfrentou várias dores de crescimento, incluindo problemas com “jitter” nas imagens no início de testes, o que poderia causar enjôo até nos pilotos com estômagos mais fortes.

F-35 Ejection Seat Fix Delayed to 2018. Pilot Restrictions Continue

O capacete Gen III que custa US$ 400.000 e tem massa de 2,27 kg, poderia empurrar a cabeça do piloto para baixo durante a aceleração de ejeção e causar lesões tanto no pescoço quanto nas costas dos pilotos. Quando combinado com as forças repentinas exercidas pela abertura do paraquedas do assento de ejeção, particularmente quando o assento é arremessado ao ponto em que fica quase de cabeça para baixo, a força da abertura do paraquedas pode ser suficiente para quebrar o pescoço de pilotos mais leves.

Como resultado, os pilotos com menos de 61,7 kg foram impedidos desde o último outono de voar o F-35 Lightning II, e o JPO reconheceu que os pilotos entre 61,7kg e 74,9 kg enfrentam um “nível elevado de risco” de lesão no pescoço.

O novo capacete que está sendo preparado para testes é 10% mais leve. O F-35 JPO e a Lockheed também estão trabalhando em modificações para o sistema de ejeção que retardam o avanço do assento após a ejeção e um painel de suporte da cabeça no próprio assento que impede a hiperextensão do pescoço. O objetivo é remover as restrições de tamanho de pilotos para o F-35 em novembro.

Um capacete convencional de piloto de caça perto do Gen III Helmet Mounted Display System (HMDS) do F-35
Um capacete convencional de piloto de caça perto do Gen III Helmet Mounted Display System (HMDS) do F-35

FONTE: arstechnica.com

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ederjoner
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É… Custa US$ 400.000…. Lembram da frase de um ex-ministro da defesa brasileiro sobre o F-35… kkkkkkkkkk

Bosco
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O F-14 foi montado em volta do radar AWG-9, o A-10 em volta do canhão GAU-8 e o F-35 em volta do HMDS.

Adam
Visitante
Adam

Pena que esqueceram de calcular o tamanho do canopi necessário para o piloto conseguir virar a cabeça. Mas nada que não se resolva despejando dezenas de bilhões de dólares.

Bosco
Visitante

Adam,
Se o piloto de um F-35 precisar virar a cabeça a um ponto onde não é possível é porque tudo já está perdido.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Pois então Eder, eu sempre faço lembrarem disso. Kkkkkkk

Clésio Luiz
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Pelo menos estão levando a saúde dos pilotos a sério. Lembro de um piloto de Tucano que ejetou após perder a asa numa apresentação da EDA (apareceu na TV na época) teve lesões nas costas. Acho que o MB Mk.8 ainda era operado por explosivos.

Jakson de Almeida
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Jakson de Almeida

Ederjoner nossa pais joga na lata de lixo cerca de R$ 600 bilhões por ano ,com ineficiência do estado.
Leia esse texto:
http://www.ibefpr.com.br/down/artigo_judas_tadeu.pdf

Duanny D.
Visitante
Duanny D.

Desculpe a ignorância, mas os pilotos do F-35 não iam usar visão sintética, pra que diabo iriam virar a cabeça?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Duanny D, boa tarde.
.
A visão sintética apresentada pelo visor do capacete do F-35 apresenta o panorama para onde ele está virado, então é necessário virar a cabeça, levantá-la, abaixá-la etc para cobrir todo o campo visual (e até para “olhar através” da aeronave, quando apontado para baixo ou por sobre as asas).

Bosco
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Nunão,
Mas a consciência situacional permitida pela combinação DAS/HMD é muito maior do que a permitida pela combinação pescoço/olhos. O que se deduz é que é possível projeções no visor de regiões que não possam ser alcançadas pela fisiologia humana.
Sendo alertado pelos sensores periféricos (DAS e Barracuda) ou quando assim o queira, com certeza a área de interesse deve ser projetada no visor, imagino eu que por algum comando manual (HOTAS) ou vocal.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

“Bosco em 15/03/2016 às 16:23”

Entendo, Bosco, meu comentário foi no sentido de que o piloto não pode (e nem vai) abdicar da capacidade de mover a cabeça… Virar o pescoço é sempre a reação mais rápida (e instintiva) do que realizar comandos HOTAS ou quaisquer que sejam para mudar o visual apresentado, numa situação de combate ar-ar onde cada fração de segundo conta, levando em consideração também que a aeronave não está necessariamente seguindo uma trajetória retilínea e constante.

Alexandre Galante
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Um capacete normal já incomoda um pouco, imagine uma trapizonga dessas pressionando o pescoço em missões de longa duração. O que vai ter de piloto com torcicolo…

Bosco
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O problema do capacete do F-35 não é um problema do F-35, indo muito mais além. Sequer deveria ser cotado como “mais um problema do F-35” já que é um problema da física. Capacetes com visor (HMD) estão se tornando cada vez mais sofisticados e pesados e claro que o pescoço é que arca com toda essa massa sobressalente quando do “choque” da ejeção. Todos os projetistas desses capacetes HMD e dos assentos ejetores, de qualquer caça, precisam verificar a tolerância média de um pescoço humano quando da ejeção dos pilotos com os ditos capacetes. Só que a do F-35… Read more »

Alexandre Galante
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Puxando altos gs então… vai ter que ter pescoço de Hulk

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Não inventaram a direção hidráulica ou elétrica para auxiliar manobras nos carros? Vão ter que inventar o capacete ou o pescoço com auxílio hidráulico ou elétrico para os pilotos de caça, rsrsrsrs

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Vai ser o “neck by wire”…
🙂

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Elvis Presley já previa o problema quando gravou essa música:
https://www.youtube.com/watch?v=DART7FA9Krs

Bosco
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Agora eu pergunto: será que capacete é assim tão importante? Será que num futuro próximo (caso a figura do piloto ainda exista) pilotos de caça ainda precisarão de capacete? Será que não bastaria um visor, um fone de ouvido e uma máscara de oxigênio?

Alexandre Galante
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Bosco, a saída está a caminho: tirar o piloto do cockpit e colocar um cérebro eletrônico no lugar.

Alexandre Galante
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Bosco, o piloto não precisaria de capacete se tivessem deixado o HUD no lugar. Mas resolveram pegar o HUD e colocar no capacete, além de um NVG! é claro que vai pesar.

Bosco
Visitante

Galante, Mas um óculos digital pode ser utilizado no futuro pra projetar as informações e imagens. Fala-se até na projeção direta na retina utilizando um laser. Acho que o trambolho pode diminuir muito de tamanho e aí não vejo pra que o capacete. Pra mim capacete em piloto de caça é meio que o canhão do caça, é mais “costume” do que necessário. rsrss Imagino que ele seja necessário só na hora da ejeção pra proteger a cabeça do “vento”, mas pilotos de helicóptero também utilizam e não ejetam. Também os pilotos de caças que ejetavam em “cápsulas” também utilizavam.… Read more »

Roberto F Santana
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Roberto F Santana

O capacete é impressionante. A mente humana deve obedecer um princípio lógico, que é o princípio da não contradição, é por isso que o olho humano só pode ver uma coisa só, somente um objeto de cada vez, isso porque o cérebro não é capaz de pensar em duas coisas ao mesmo tempo. Por mais que tenhamos informações disponíveis no capacete, será sempre uma só que será processada pelo piloto num dado momento, nesse exato momento, entre um piloto da USAF e um piloto alemão da Primeira Guerra não existe diferença nenhuma. A grande diferença será então a quantidade imensa… Read more »

Roberto F Santana
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Roberto F Santana

Para onde quer que o piloto olhe, o HUD acompanha (a informação), quando o piloto volta a visão para atitude normal, um outro HUD está “esperando” na posição, um deles então se apaga, ficando somente um.
Bem interessante, bem inteligente, acompanhe no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Dj4cP4PMPPM

Blind Mans Bluff
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Blind Mans Bluff

O capacete em sí é só um dos problemas. O outro, mais grave, é o centro de gravidade do assento como um todo. Quando esse assento especifico é ejetado, ele inclina pra frente muito mais do que deveria e, a uma aceleração de até 14g, todos os bonecos testes abaixo do peso quebraram o pescoço. Como tudo nesse projeto, o capacete e o assento entraram em serviço na pressa, sem os devidos testes.

Peter Lenhart
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Que dor de cabeça esse F-35… ou de pescoço…

Justin Case
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Justin Case

Amigos, Creio que há uma distorção nessas informações. Embora a narrativa afirme que as informações são relativas à posição em que o piloto está olhando, tudo indica que o sistema do F-35 é tradicional nesse aspecto, considerando a linha de visada a partir da posição do capacete. Isso é muito diferente do que fazemos na realidade. Nossas olhos se movem em ângulos que ultrapassam muito o alinhamento da cabeça. Em 2002, tive oportunidade de experimentar uma tecnologia “Eye-Tracker”, que estava sendo desenvolvida pela Elbit. O sistema do capacete identificava, por meio de um sistema infravermelho, a deflexão entre a posição… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Se quiserem, realmente, usar este capacete com este formato e peso, por conta das suas funções e capacidades, então vão ter que usar soluções inventadas às pistas de corridas (pela primeira vez utilizado pelos pilotos da Indy), no caso os colares cervicais (popularmente conhecidos como HANS). Sua função é, justamente, manter a cabeça estável contra desacelerações durante um acidente, evitando assim que o pescoço, ou vértebra, se quebre. De repente, este é o caminho.
Até mais!!! 😉

Roberto F Santana
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Roberto F Santana

Eles deveriam ter feito o avião já sem o para-brisas, a capota de acrílico do canopy, com o piloto completamente dentro da fuselagem, diminuindo o arrasto aerodinâmico e a assinatura eletrônica.
A tecnologia desse capacete já habilita projetos como esse:

http://www.aereo.jor.br/2012/02/19/bae-p-112-stealth-futuro-caca-ingles-sem-canards-e-sem-canopy/

Marcos Borges
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Marcos Borges

Boa tarde, gostaria de dar uma contribuição aos comentários apesar de ser novo na matéria, se o piloto utilizasse um óculos tipo o Samsung Gear VR, logicamente adaptado para a realidade rústica da operacionalidade, ligado a câmeras externas e com software adequado poderíamos ter um sistema bem próximo ao que o F35 usa, porém mais simples e leve que o capacete de $400,000 dólares, pois usaria um capacete normal e utilizaria o óculos apenas no momento em que fosse realizar a missão. O que os senhores acham da ideia? Obrigado e um grande abraço.

ronaldo de souza gonçalves
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ronaldo de souza gonçalves

400mi por um capacete imagine o custo do avião, os custo de manutençaõ é só para eles está totalmente fora do nosso orçamento. Porque tudo no EUA está extraordinariamente caro,sãos os caras que são especialistas em custos,em economia em indústria acho que eles complicaram demais o F-35 fizeram o F-22 que é mais avião que o f-35 e neste outro pecaram demais.quantos aos russos devem está apanhando mas a china não pois se ela por a mão neste capacete em pouco tempo tá custando mil reais.Eles vão ficar um pouco atrasado de proposito quando os EUA resolver o problema de… Read more »