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Abortado pouso do C-130 da FAB na Antártica pela segunda vez

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FAB 30 anos na antartida 2

ClippingNEWS-PAPela segunda vez o Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) não conseguiu chegar nesta quarta-feira (2) à base chilena Presidente Eduardo Frei. Após seis horas de voo, o avião cargueiro pousou de volta na Base Aérea de Punta Arenas cheio de comandantes da Marinha, pesquisadores e jornalistas frustrados. Já se foram três dias de espera e más notícias da meteorologia na península Antártica.

As frentes frias se sucedem nessa pontinha do continente gelado e cobrem a área de nuvens baixas, reduzindo o teto mínima de operação necessário para os pilotos. O C-130 saiu às 11h55 de Punta Arenas (mesmo fuso horário de Brasília). Foi preciso aguardar um avião chileno, cuja partida para Frei acabou cancelada. O deslocamento de 60 km entre Frei e a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), do Brasil, seria de helicóptero (para poucos felizardos) e de navio (para os que iriam permanecer na base brasileira). Outros se limitariam a desembarcar em Frei para uma visita rápida.

Os ministros brasileiros da Defesa, Aldo Rebelo, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, não estavam mais entre os passageiros. Tinham embarcado um dia antes de volta ao Brasil, num jato Legacy da FAB. Após dois dias em Punta Arenas, não podiam seguir aguardando a mudança de humor meteorológico na Antártida. E em Brasília, afinal, o tempo estava bem mais quente.

A missão principal do voo fracassado não era levar o que sobrou da comitiva ministerial montada para a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da reconstrução da EACF (a original se incendiou em 2012). Havia meia centena de pesquisadores na provisória estação brasileira aguardando a retirada nos módulos antárticos emergenciais que a Marinha instalou no local para manter pesquisas polares em andamento.

Eles finalmente voltariam para casa. Vão ter de esperar um pouco mais. As atividades principais do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) vão de novembro a fevereiro, o verão austral. A maioria do pessoal retorna e só uma equipe reduzida de militares e cientistas permanece na EACF para a invernação.

FONTE: Bem Paraná

FOTO: FAB (meramente ilustrativa)

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Celso
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Celso

Ta dificl mesmo aceitar esta brasilia tour ou como queiram FABtour….comitiva….putz….legacy pra ministrinho e outros irem ate punta arenas…….esta turma nao tem vergonha na cara ou discernimento….isso ja eh abuso de poder ou uma forma de ditadura….mas perguntar nao ofende……..o q estao pensando afinal os comandantes la na FAB….esta turma esta vergada mesmo……arghhhhh…..

Alex Tiago
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Alex Tiago

triste
tenho vergonha do que esta ocorrendo a nossa FAB é quase uma empresa aerea pelo que parece o unico grupo aereo que tem verbas GTE

Ednardo de oliveira Ferreira
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fui na Patagônia 2 vezes, inclusive em Ushuaia (pertinho do Pólo Sul).

O que é aquilo… o tempo vira de sol para neve e para sol em menos de 1hora. Os ventos eram tão fortes que nas trilhas que eu fazia eu tinha de parar, se não caía. bate aquela ventania de derrubar e 1 segundo depois ela cessa como quem nada quer…

——-

Quanto ao turismo… aff…

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Vergada! Não ouvia esse termo há tempos. Mas é isso mesmo, amigo.

Alexandre
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Alexandre

se não vai pedra neles ,se vai pedra neles. Alguns brasileiros não sabem o que é ser brasileiro.l

Mateus
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Mateus

Alexandre, “eles” são as pedras no caminho do Brasil…..

glaxs7
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Parece que depois da barrigada do outro C 130 ficaram “Escaldados”.

Mauricio Porto
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Mauricio Porto

o kc390 teria melhores condições de pousar nesse local…

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Mauricio Porto, boa tarde.
.
Acho que as mesmas condições meteorológicas totalmente desfavoráveis que prejudicaram o pouso de um também prejudicariam o do outro.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Questões do climáticas, o máximo que fui ao sul foi Puerto Montt e Puerto Varas.
É crítico ali, imagino mais ao sul.
______________________________

E o táxi aéreo GTE comendo solto, ali não falta dindim, vergonha !

Carlos Alberto Soares
Visitante
Carlos Alberto Soares

Mauricio Porto 3 de março de 2016 at 17:01
É tempo/clima e não vetor.

Celso
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Celso

Prezado Rinaldo Nery, rsrsr certas coisas estao tao corronpidas e enlameadas q a vontade eh de usar termos muito mais chulos….ainda bem q aqui isso foi de certa forma censurado rsrrsrsr..mas ainda existem em nosso vocabulario gramatical, dezenas de expressoes q ficam ate melhores. Tenho um gde amigo c um filho piloto da FAB e c o qual tenho frequente contato…..ainda bem q ele nao pode se pronunciar em voz alta, mas entre nos o papo fica muito quente mesmo…..o seu pessoal de la nao aguenta mais a passividade de seus comandantes em geral…..a agua ja esta batendo no queixo.… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

O pessoal já está condicionado a reclamar por conta de todos os demandos do atual governo, que sequer raciocinam direito sobre o conteúdo da matéria. Por favor, assim oa debates ficam cansativos e improdutivos. Gente, por favor, uma coisa são as viagens pra voltar pra casa, ou implante de cabelo, outra coisa sãos as viagens para missões no exterior como esta. Quanto às condições climáticas, como escrito pelo Nunão, tanto faz se fosse o C-130, ou o futuro KC-390, quando o tempo estiver ruim na Antártida, não tem milagreiro que dê jeito. O negócio é dá outra pernada até conseguir.… Read more »

Arthur Duval
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Arthur Duval

Pelo que li aqui esse governo não faz outra coisa a não ser quebrar nossas pernas e de pernada em pernada estamos quase de joelhos.

Frederick
Visitante
Frederick

O conteúdo dos comentários está realmente ligando a condição meteorológica ao Governo vigente? Que nexo é esse?

O espaço de comentários do UOL esta ávido por opiniões dessa nota. Sintam-se à vontade.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Frederick 3 de março de 2016 at 20:33
Simples, leia a matéria tema/tópico, GTE + Legacy etc ….
Meu dinheiro, nosso dinheiro, seu dinheiro …..
Tem que desenhar ?

Rodrigo Durighello
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Rodrigo Durighello

Alguém tem noticias sobre o C-130 que iria ser reparado no verão e voltar para o Brasil?

Frederick
Visitante
Frederick

Carlos Alberto Soares 3 de março de 2016 at 20:38

Por favor, Carlos Alberto, faça o desenho que explique a lógica (?) de comentários esbravejantes estarem tão distantes de seus artigos relacionados! Daria uma belo quadro de Picasso.

De toda sorte, envie para meu e-mail fred.palowakski@gmail.com , pois nada terá a ver com o tópico do artigo.

Abraços.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Celso, eu fui da FAB. Conheço a novela. Sobre o GTE, nem vou comentar. A ojeriza é muito grande. Meu filho voa o C-105.

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

Uma coisa que me impressiona.

Moro em um bairro próximo à Vila Militar, e até meados dos anos 90 eram vistos vôos DIÁRIOS de aviões C-130 e C-115 lançando para-quedistas em treinamento – durante todo o dia e, inclusive, vôos noturnos.

Um primo meu inclusive serviu na Bda. Inf. Pqdt.

Atualmente no máximo vê-se um Bandeirante ou um C-105 vez na vida outra na morte…

Sabem dizer o que aconteceu?

Space Jockey
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“Moro em um bairro próximo à Vila Militar” por um instante pensei: o Juiz ?!?

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Rafael, baixa disponibilidade dos C-130 (estão agora concentrados no Galeão) e corte de horas de vôo. Infelizmente.

Celso
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Celso

Frederick, lamento saber q voce esta tao disassociado dos fatos pertinentes e relativos a materia acima….eh realmente impossivel separar o joio do trigo. Todos aqui ja estao carecas dee saber da enorme dificuldade q eh efetuar um voo para aquelas paragens e q nem sempre eh possivel um aterrisagem e blaa, bla, bla…….mas surprende mesmo eh q vc nao tenha sequer reparado no tamanho da operacao e os recursos para isso…….PS…tenha absoluta certeza q nao tenho ideologia, sou sim contra o desperdicio e vantagens q outrens tiram de meu suado ganho (a forceps)…e voce…..concorda c isso……

Celso
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Celso

Wellington Goes, aqui nao se reclama, aqui todos ficamos indignados contra tamanhos dsmandos e queima desnecessaria de recurso gerados por nossos impostos cobrados extorsivamente…..voce tbm concorda c isso….pra que esta comitiva, tente explicar isso se souber. Tais operacoes ja sao tao comezinhas q nem valem mais uma materia…alias, nem uma base digna do nome se tem neste momento….foram ate la pra lancar pedra…kkkkkkk…..raciocine o seguinte………se toda obra neste pais precisassse deslocar tantas otoridades e aspones pra comemorar algo, o GTE nao teria aeronaves para tantos…..enquanto isso, o conjunto da forca q precisa estar pronta e operacional para exercer a defesa… Read more »

Frederick
Visitante
Frederick

Celso, Antes de tudo, acalme-se. Boa parte dos meus ruços nasceu por preocupação com o etário. Não me coloque onde não estou. Estou mesmo, e dessa posição não saio, é do lado onde observa-se um irracional, emotivo e nada producente coro que urra suas frustrações – com razão – a todo e qualquer momento. Até onde não cabe. Aqui, nesse fato recortado pelo artigo, observando o cenário como um todo, não cabe. Se não concordo com o tom, lugar e canal apropriado, não quer dizer que seja contra o argumento. Existe essa diferença, Celso. Não há dificuldade em se compreender… Read more »

Celso
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Celso

Frederick, aqui do alto de meus enta e la vai bolinha. nao me permito ficar nervoso, mas nao perdi a capacidade de ficar indignado . Infelizmente e ressalto isso, esta impossivel ler algo ou noticia onde nao esteja presente a mao nefasta da classe politica neste pais. Nao da para ficar calado ou deixar de comentar algo a repeito. Entendi perfeitamente seu raciocinio, mas por favor nao tente se dar por satisfeito ou de se imiscuir em assuntos tao importantes . Eh exatamente por isso que grassam dezenas de arbitrariedades diariamente em nosso pais e que prejudicam a nacao. Nao… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Celso, o que eu acho mais produtivo é focarmos num debate que seja mais produtivo e que tenha relação à notícia, assim evitamos enveredar para im debate improdutivo e sem nexo com a notícia, somente isto, até este não seria o canal mais apropriado. No mais, compartilho do mesmo entendimento do Frederick.
Até mais!!! 😉

P.S: A título de informação, o GTE posicionou pelo menos dois aviões para, quem sabe, levar o nome dedos junto com agentes federais à Curitiba, será que vão reclamar desta missão também?!?! Eu não vou e você(s)? Rsrsrs

Wellington Góes
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Wellington Góes

*um debate improdutivo
**nove dedos
_
NOTA DOS EDITORES: SENHORES, OS FATOS DE HOJE DA POLÍTICA / JUSTIÇA NÃO SÃO OBJETO DOS TEMAS EM DISCUSSÃO NESTE BLOG. PEDIMOS MODERAÇÃO QUANTO A COMENTÁRIOS FORA DE TÓPICO, POIS ISSO COSTUMA DESCAMBAR PARA DISPUTAS POLÍTICO-IDEOLÓGICAS ENTRE OS COMENTARISTAS DESTA OU DAQUELA VERTENTE POLÍTICA, QUE NÃO COSTUMAM ACABAR BEM E NÃO LEVAM A NADA DE PROVEITOSO.
SE OS COMENTÁRIOS SOBRE ESSES TEMAS POLÍTICOS / JURÍDICOS DO DIA DE HOJE, LAVA JATO ETC, COMEÇAREM A PASSAR DO PONTO, SERÃO APAGADOS SEM AVISO PRÉVIO.

Joao Pontello
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Joao Pontello

Ola boa tarde foristas, tenho uma pergunta, quantas aeronaves C 130 possuimos hoje? E destas quantas ainda estão operativas?

Renato de Mello Machado
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Renato de Mello Machado

Já quê o assunto,é pousar,alguém poderia tirar uma dúvida; Nos vídeos,e principalmente agora,na Síria quando um caça russo pousa, ele faz uso de paraquedas de frenagem.Eles fazem isso, porquê?Pista curta?,ou hábito?Hábito, esse, quê vejo poucos caças ocidentais fazerem.

Roberto F Santana
Visitante
Roberto F Santana

Prezado Renato Machado, É um questionamento interessante. Nos aviões americanos, a partir do F-15 Eagle, os caças não eram mais equipados com paraquedas de frenagem. Os freios das rodas, muito mais eficientes, velocidades de aproximação menores e pistas largas e longas, fizeram que esse equipamento quase que desaparecesse dos novos projetos. No F-16 FightingFalcon houve algumas exceções, na Noruega, com um inverno rigoroso e quase sempre com pistas molhadas e baixa temperatura, é fácil o avião derrapar na pista, o caça acabou vindo com o paraquedas. A Rússia e outros países, mesmo assim, sempre preferiram esse equipamento, a principal razão,… Read more »

EduardoSP
Visitante
EduardoSP

Levar pessoas para conhecer o projeto de participação do Brasil na exploração do continente antártico é uma forma de garantir a continuidade do projeto.
Disseminar o que é feito, os ganhos para o país, os custos e dificuldades da operação entre membros do Congresso, técnicos de outros ministérios e órgãos envolvidos na política, ajuda quando se faz a discussão de prioridades de execução e alocação de verbas.
Resumindo, é um lobby institucional.

Renato de Mello Machado
Visitante
Renato de Mello Machado

Caro, Roberto F. Santana,obrigado pela resposta e atenção.