Saab Gripen

Nos painéis técnicos, haverá espaço para apresentação de projetos desenvolvidos em cooperação com a Suécia. Interessados devem enviar seus papers até o dia 1/3.

O Congresso Aerospace Technology 2016, um dos principais eventos da indústria aeroespacial mundial, contará com uma sessão especial dedicada à colaboração Brasil-Suécia. O evento acontecerá na cidade de Estocolmo, na Suécia, entre 11 e 12 de outubro de 2016, e tem o objetivo de promover a pesquisa e o desenvolvimento técnico e industrial do setor aeroespacial. É organizado pela Sociedade Sueca de Aeronáutica e Astronáutica (FTF), em cooperação com o Programa de Inovação Estratégica Aeronáutica (INNOVAIR), a Academia Real Sueca de Ciências de Engenharia (IVA), com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco Brasileiro (CISB).

A edição deste ano terá como tema a “Tecnologia sueca aeroespacial em um mundo globalizado”. A programação será dividida em sessões plenárias e painéis técnicos. Haverá também exibição de produtos e tecnologias aeroespaciais. Nas sessões plenárias, estão previstas palestras sobre o sistema de inovação aplicado ao setor, investimentos em P&D suecos na área espacial e seu impacto no desenvolvimento da sociedade, entre outros focados no ecossistema nacional. Os projetos desenvolvidos com o Brasil e outros parceiros serão apresentados nos painéis técnicos.

Os painéis serão norteados por tópicos, tais como: tecnologias sustentáveis; novos combustíveis; novos materiais e processos, como os híbridos, compósitos e nanomateriais; tecnologias em subsistemas e sistemas, como aviônica, autonomia, sensores e sistemas de gerenciamento; entre outros.

Os interessados devem submeter os papers até o dia 1º de março pelo site www.ft2016.se/. “Trata-se de uma excelente oportunidade para apresentação dos primeiros resultados do portfólio de projetos da cooperação Brasil-Suécia em Aeronáutica e Defesa e para a intensificação da sua rede de relacionamentos, pois além da oportunidade de interagirem intensamente com os suecos, há expectativas de que os pesquisadores brasileiros possam visitar indústrias e universidades suecas buscando parcerias futuras”, destaca Alessandra Holmo, Managing Director do CISB. “O Congresso está, ainda, conectado ao 4th Brazilian Swedish Workshop in Aeronautics & Defence, que será realizado em 13 de outubro em Linkoping, mais um estímulo para os brasileiros aplicarem”. ressalta.

Sobre o CISB

O Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) tem como objetivo de identificar, desenvolver e apoiar projetos de P,D&I que envolvam tecnologias avançadas em diversos setores. Seu modelo operacional é inspirado nos parques tecnológicos suecos e baseado nos princípios de inovação orientada por desafios, inovação aberta e hélice tripla. O CISB atua como facilitador, catalisador e gestor da rede colaborativa formada por seus membros e parceiros dos dois países.

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Previous articlePrimeiro Grupo de Caça da FAB combateu forças nazistas na Itália
Next articlePrimeiro 727 fará seu último voo em fevereiro
Subscribe
Notify of
guest
17 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
leandro moreira

Acabei de ler na revista FA que a Suecia estuda migrar para o WAD a solucao Brasileira para painel do Gripen.

WSMDAL

OFF: Artigo muito interessante:

The Great Debate
It’s Russia’s turn to learn that stealth warplanes are hard to do
By David Axe January 20, 2016

http://blogs.reuters.com/great-debate/2016/01/20/its-russias-turn-to-learn-that-stealth-warplanes-are-hard-to-do/

rommelqe

Vamos ver esse congresso na Suecia e depois avaliar o que é nossa parceria em termos de tecnologia. E os WADs? O que precisamos é exportar os WAD que eles necessitem. Isso chama-se comercio internacional. Inclui pagar royalties para os israelenses (que nos ajudam em muito, diga-se) e desenvolver grande parte aqui mesmo. E é assim que se constroi e se faz uma industria local. …

Nonato

Coincidência. Acabei de comprar e ver… Todos esses temas que serão abordados (combustíveis alternativos, nanomateriais, etc) fariam parte do que sugeri antes. Um projeto Guarda chuva que poderia contar ou não com universidades e seus professores e alunos. Com o objetivo de criar tecnologias suficientes para a fabricação total ou parcial de um caça e para a autonomia na área de defesa. Não fomos capazes de criar o sistema astros ha trinta anos? O Osório? O saber 60 e 200? Claro que isoladamende podem representar pouco mas como base de uma indústria mais ampla significam independência e conhecimento para fabricar… Read more »

Nonato

Vou acabar me inscrevendo para apresentar um paper sobre a importância da pesquisa e domínio interno de tecnologias…
Como é Suécia um país relativamente pequeno conseguiu e o Brasil não…

Alexandre Galante

Geografia e História explicam.

Nonato

Valente. Entendo seu ponto de vista. Mas é importante salientar que vários outros países de tamanho semelhante, com grau cultural assemelhado e que também tiveram históricos de guerra não alcançaram o que a Suécia alcançou. Um dos ingredientes é a sorte. Outros são a decisão de correr atrás e o trabalho para alcançar tais objetivo. A capacidade prévia tanto de conhecimento, de espírito criativo e de disciplina também influenciam. No caso do tejas, a Índia tomou a decisão e tem trabalhado mas talvez a falta de organização e de sorte tenham atrapalhado. É bom lembrar que várias tecnologias que levaram… Read more »

groosp

Especial e muito amado.

Nonato

* Galante. Esse corretor ortográfico…

Ivanildo

Valeu nonato. É isso mesmo!.

Oganza

Nonato, – vc falou em “sorte” como uma variável… eu te digo sem medo e com base no meu conhecimento em P&D para novos produtos e tecnologias (o meu grupo prospecta e financia “novas ideias” na AL), que essa variável “sorte” ai não existe. – SORTE é o termo usado pelos não preparados e sem conhecimento para “Preparo e Oportunidade” – Ou seja, toda vez que um indivíduo, instituição, empresa ou nação se preparam ou estão preparados, as oportunidades aparecem. – OPORTUNIDADES: elas não ficam lá esperando… em fato, oportunidades “são o cavalo encilhado que passa correndo a sua porta”,… Read more »

Eduardo Simões

Fator “corrupção” faz muita diferença… Na Suécia as empresas são muito ligadas as universidades… Onde as duas partes se beneficiam… Israel também… Já em outros lugares…
Ou muita corrupção, lobby banca os políticos, ou as empresas ficam com os lucros das pesquisas acadêmicas…

Bardini

Eduardo Simões, . Que mistureba… . Empresas, Brasileiras, que não são apenas filiais de uma grande Matriz estrangeira, necessitam das Universidades Brasileiras para sobreviverem. . O grande problema aqui é que nosso estado é especialista em impedir o surgimento e amadurecimento de novos empreendedores por conta de diversos fatores, os mesmo que nos tornam o eterno pais do futuro. . E lucros das pesquisas acadêmicas? Isso é um assunto bem controverso… Pense o seguinte: Se uma empresa, privada, injeta um aporte financeiro em uma pesquisa, ou pesquisador em especifico, ela esta o fazendo pois necessita de um retorno… Intelectual ou… Read more »

leandro moreira

Li tbm uma interessante materia sobre o novo polo de industria de defesa em Santa Maria RS, onde a UFSM e uma importante parceria das FFAAs em diversos projetos.

tadeumar

Off-topic,

O WSMDAL, postou um link sobre T-50.

Ha umas duas semanas atras eu escrevi um comentario dizendo que a Russia nao possui tecnologia stealth.

E que em um combates com os F-35, os T-50 seriam abatidos.

O problema deles e RAM, e is gigantescos engine nozzels.

carlos alberto soares

Caro Oganza 21 de janeiro de 2016 at 13:21
É isso ai.
Mais o quanto “somos” prolixos (Brazil).
Duas palavras …. depois …….

tadeumar

As industrias brasileiras de defesa, evoluiram muito pouco nos ultimos 40 anos.

O Brasil nao possui MIC (complexo industrial de defesa).

O Brasil e um pais militarmente timido, geopoliticamente nao alinhado, e sem uma infraestrutura academica/industrial/financeira, capaz de manter uma evolucao linear em P&D militar.

Nao ha como gerar nem a massa critica e nem a sinergia necessaria para auto sustentar um complexo industrial/militar.