Home Aviação Comercial Míssil que abateu voo MH-17 atingiu cabine, diz relatório

Míssil que abateu voo MH-17 atingiu cabine, diz relatório

354
24

MH17

Passageiros podem ter ficado conscientes por até um minuto após explosão

ClippingNEWS-PAHAIA – O voo MH-17 da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil de fabricação russa, modelo Buk, no leste da Ucrânia em julho de 2014, informou nesta terça-feira o relatório elaborado pela Agência Holandesa de Segurança (DSB, na sigla em inglês), entidade responsável pela investigação do caso. Segundo as autoridades, o projétil atingiu a cabine de comando do avião, o que matou os três tripulantes e fez o compartimento se romper da aeronave, segundo parentes das vítimas do acidente.

O relatório conclui que os 298 passageiros a bordo morreram imediatamente pelo impacto ou ficaram inconscientes pela falta de oxigênio assim que o míssil atingiu o avião. A BBC informou que alguns passageiros poderiam ter ficado conscientes por cerca de um minuto antes da colisão com o solo. Segundo o “The Guardian”, fragmentos do míssil Buk foram encontrados no corpo de alguns integrantes da tripulação.

“O impacto foi inteiramente inesperado, o que significa que as pessoas não eram capazes de compreender a situação. Quase não houve tempo para reação consciente. Os passageiros foram expostos a fatores extremos imediatamente. (…) Alguns sofreram ferimentos graves imediatamente, o que foi a causa da morte. Para outros, a exposição levou à redução de consciência ou inconsciência dentro de instantes. Não se pode precisar o momento em que os passageiros morreram, mas é certo que, pelo impacto, não havia como sobreviver”, diz parte do relatório.

O chefe da DSB, Tjibbe Joustra, afirmou que o espaço aéreo na Ucrânia deveria ter sido fechado e que as autoridades do país falharam nesse aspecto. Ele informou que o míssil foi lançado de uma área a 320 quilômetro quadrados e os destroços do avião se espalharam por 50 quilômetros quadrados.

— Nenhuma das partes envolvidas reconheceu o risco do conflito armado no solo — disse Joustra, em reunião com os parentes das vítimas na base militar Gilze-Rijen, onde se encontram os destroços do avião. — Ninguém pensou em uma possível ameaça à aviação civil.

O documento não especifica quem lançou o míssil, mas reforça a ideia de que a responsabilidade do acidente é dos separatistas russos na região em conflito entre Kiev e Moscou pela origem da fabricação do projétil. A resposta para essa questão será respondida por uma segunda investigação criminal conduzida pela promotoria holandesa, prevista para terminar em 2016.

mh17-reconstruction

RECUPERAÇÃO DOS DESTROÇOS

Joustra informou que outros três aviões sobrevoavam a área quando o MH-17 foi atingido pelo míssil. Segundo ele, a recuperação dos destroços foi um “processo complicado”, visto que alguns fragmentos foram encontrados apenas há duas semanas e mais partes ainda podem ser descobertas. A primeira parte do avião chegou na Holanda apenas em dezembro do ano passado. A análise dos destroços indicaram um míssil superfície-ar. Na divulgação do relatório, a DSB exibiu um vídeo que mostra o processo de recuperação.

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, pediu a Rússia para cooperar integralmente com a investigação criminal pelo responsável pela queda do MH-17.

Segundo o “The Guardian”, o governo russo questionou a conclusão de que um míssil Buk abateu o avião, disse Joustra. A Rússia alegou que tal conclusão não pode ser alcançada com precisão, mas a DSB rejeitou as declarações russas. A TV estatal de Moscou disse que os mísseis BUK não fazem mais parte do arsenal do país.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, afirmou que a catástrofe foi resultado de “uma operação dos serviços secretos russos”.

— Não tenho nenhuma dúvida sobre o fato de que era uma operação planejada dos serviços secretos russos para abater (um avião) — declarou Yatseniuk ao abrir uma reunião entre ministros.

O avião da companhia malaia decolou do aeroporto internacional de Amsterdã, na Holanda, em direção a Kuala Lumpur, na Malásia. A aeronave foi atingida quando sobrevoava a região de Grabovo, na Ucrânia, região localizada em meio aos conflitos do país com a Rússia.

FONTE: O Globo/Agências Internacionais

Subscribe
Notify of
guest
24 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Juarez
Juarez
4 anos atrás

Nada que nós já imaginavamos, e agora Jose?

Os vendedores de Tulipas vão delcarar guerra ao “Adolf” dos Urais???

Cagalhões e frescos do jeito que são, claro que não, vão protestar, vão dizer para o Rasputin: “Olha que eu te aranho” e demais frufrusagens do mesmo naipe by Eurobambilãndia.
Que falta faz um estadista….

G abraço

Claudio Moreno
Claudio Moreno
4 anos atrás

Não estou defendendo nenhuma das partes envolvidas, mas o fato é que determinar o responsável é difícil.

O armamento é russo mas quem disparou? Russos, ucranianos pró russia? ucranianos republicanos? A história de que foi comprovado de que a versão do missíl é a empregada por forças russas ou seus aliados ucranianos pró-russia, é fraca a base de alegações, afinal foi uma entidade ocidental quem fez o relato e um progetil não deflagrado é facil sua identificação, mas um após sua detonação…

Finalmente caímos no tema mídia! A quem interessaria o evento?

CM

Mauricio R.
Mauricio R.
4 anos atrás

Não é o primeiro e nem será o último avião civil ou militar ocidental abatido pelos russos, a ficar sem resposta.
Será que os russos iriam gostar de por exemplo, um voo da Aeroflot, cheio de russos, derrubado digamos sobre o Ártico???
Com certeza os ursos polares, que andam um tanto magrinhos, fariam a festa!!!

Melky Cavalcante
Melky Cavalcante
4 anos atrás

Teste de um BUK contra a cabine de um IL-86.
https://www.youtube.com/watch?v=8DmraSOdTYk

Melky Cavalcante
Melky Cavalcante
4 anos atrás

De novo Mauricio R.?

Siberian Airlines voo 1812 – 4 de outubro de 2001.

Mauricio R.
Mauricio R.
4 anos atrás

“Melky Cavalcante – 13 de outubro de 2015 at 15:51”

Os russos, de novo.

“Surprise. 10 years of investigation and (full) law proceeding in Ukraine finished on 21 April 2013. Hypotheses about Ukrainian missile S-200 was disproved. After process in Ukraine Siberian Airlines has not take it to the international court. Some people point at missile S-300 launched by Russians on the same training. No comments.”

(http://rubicon.org.ua/index.php/component/k2/item/96-tu-154-tragediya-nad-chernym-morem)

joseboscojr
joseboscojr
4 anos atrás

Tenho certeza que não foram os russos e sim a CIA, a mando da indústria petrolífera americana, do complexo industrial militar e da maçonaria, e o fato dos russos terem divulgado supostas fotos de satélite mostrando um caça provavelmente ucraniano abatendo o avião, que agora se mostra irreal, foi só para que ninguém tivesse a ideia de pensar que foram eles, que não foram, porque eles não fazem isso já que não são imperialistas nojentos. Ou seja, eles eram inocentes e trataram de arrumar provas que mostravam que não eram eles. Entenderam??? Vou explicar de novo: você não mata o… Read more »

Juarez
Juarez
4 anos atrás

Boscolnoi, tu anda impossível, do jeito que tem que ser, como diria o gaúcho fronteiriço:

Avental de estopa, faca na cintura e um gole de pura para espantar o calor…..

G. abraço

Groo
Groo
4 anos atrás

Como será que eles descobriram que uma peça interna míssil pertence a um míssil da família BUK?

joseboscojr
joseboscojr
4 anos atrás

Groo, Pelo vídeo eles acharam uma parte do bocal, parte de uma das “barbatanas” de corda curta e fragmentos pré-formados. Sem dúvida houve colaboração do fabricante no reconhecimento dos objetos. O que tem que ser determinado é qual o ângulo de aproximação do míssil para se ter uma ideia de qual região ele foi lançado, o que poderia ligá-lo ao responsável. Pela posição que dizem ser a mais provável de ter havido a sensibilização da espoleta de proximidade e a explosão da ogiva, sinaliza que o míssil veio de uma posição à frente do avião, o que seria mais compatível… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
4 anos atrás

Groo,
O padrão de dispersão de fragmentos de mísseis antiaéreos geralmente é anelar, o que faz com que o míssil seja literalmente “decapitado”. As chances de se encontrar partes reconhecíveis do míssil são grandes, já que ele não se fragmenta por completo.

Rogério
Rogério
4 anos atrás

Cadê os aloprados que sustentavam a versão russa de um Su-25 disparando um R-60???

Groo
Groo
4 anos atrás

Verdade Bosco, devem ter tido auxílio do fabricante ou algum operador.

De outra forma seria bem difícil saber que uma peça pertenceria a um determinado míssil. Principalmente de um tipo de míssil que, provavelmente, ainda não está em mãos ocidentais.

E a ogiva parece ser anelar também “continuous-rod warhead”, bastante comum em mísseis lançados contra alvos aéreos devido a sua maior eficácia – até o anel se destruir – comparando com ogivas de fragmentação comuns.

Wellington Góes
Wellington Góes
4 anos atrás

É estupidez dizer que o míssil não é de procedência russa, muito menos de que não teria sido lançado pelos separatistas ucranianos, aliás, aquele vídeo de filme de quinta categoria que mostrava uma aeronave ucraniana abatendo o voo MH-17, foi uma palhaçada de mau gosto.

Agora, mais estupidez ainda foi o controle de voo autorizar que sobrevoassem um espaço aéreo de uma região em conflito, com evidências de haver baterias antiaéreas de média altura, aonde tinham ocorridos abates recentes. Foi uma verdadeira roleta russa (sem trocadilhos).

Até mais!!! 😉

Hamadjr
Hamadjr
4 anos atrás

A questão central não é quem abateu o qual tipo de missíl e sim de quem foi a decisão de permitir que uma aeronave civil utilizasem aquela rota, por que ai fica mais fácil ainda ser vizinho do vizinho caro zé bosco.

Ivan
Ivan
4 anos atrás

Hamadjr, Fazendo um paralelo na sua linha de raciocínio, a culpa de um latrocínio em uma via pública pouco movimentada é da infeliz vítima que resolveu sair de casa… Jamais concordarei com isso. A culpa é sempre do assassino, nunca da vítima, por mais tonta e irresponsável que esta última seja. No caso em tela, o abate do voo MH-17, a culpa é do grupo que apontou e disparou os mísseis Buk em uma aeronave voado a 10.000 metros de altura em rota civil. Evidentemente as autoridades aeronáuticas que permitiram voar sobre área conflagrada são responsáveis pelo risco desnecessário, mas… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
4 anos atrás

E quem deixou o avião seguir a rota já é de conhecimento público e notório e está passível de responder judicialmente, resta saber quem atacou a aeronave. Um míssil guiado por radar (seja ativo ou semi-ativo) se dirige ao que é denominado “centróide” do alvo. O centróide de uma aeronave civil daquele porte, quando “visto” pela norma lateral é um, pela norma frontal é outro. Se o míssil explodiu no local informado, a primeira vista sinaliza que o míssil veio de frente, e não do lado direito. Essa posição é mais compatível com lançadores de míssil Buk em posse dos… Read more »

Ivan
Ivan
4 anos atrás

Mestre Bosco,

Mas o assassino é o assassino.
Quem permitiu uma situação de risco pode e deve responder por seus atos, sem prejuízo da culpa e punição do criminoso que puxou o gatilho (ou mandou puxar…).

Sds.,
Ivan.

Vader
4 anos atrás

Wellington Góes 14 de outubro de 2015 at 22:55

e

Hamadjr 15 de outubro de 2015 at 14:14

Esse raciocínio de vocês é o mesmo que culpar a mulher que usa uma minisaia justa por ser estuprada.

Ah, esse maldito relativismo ocidental…

Hamadjr
Hamadjr
4 anos atrás

Ivan Da mesma forma que contra fazendo um paralelo na sua linha de raciocínio, a culpa de um latrocínio em uma via pública pouco movimentada é da infeliz vítima que resolveu sair de casa… depende, por exemplo o motorista pode ser de outro local e não saber que tal via é perigosa e acabar sendo assalatado ou morto, enfim o que eu me referi é que alguém autorizou aquela aeronave a voar em um espaço aéreo muito, mas muito perigoso, isso não significa em hipotese nenhuma que isenta ou absolve quem derrubou aquele avião, seja com missil seja de estilingue,… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
4 anos atrás

“Rebeldes ucranianos” a que me referi no meu comentário anterior são os separatistas, ao qual os russos apoiam.

Wellington Góes
Wellington Góes
4 anos atrás

Vader, eu sou heterossexual, não curto essa estória de amor platônico, ainda mais de um homem por mim. Rsrsrs

No mais, não eximi ninguém, caso não tenha entendido eu explico, é estupidez negar o óbvio, ou seja, quem apertou o gatilho foi um separatista, assim como quem forneceu o sistema antiaéreo foi a Rússia, porém, como exposto pelo Ivan, isto não exime de responsabilidade o controle de voo e a companhia aérea de voar sobre um local com elevado perigo a aeronave.

Larga do meu pé chulé. Kkkkkkk

Até mais!!! 😉

Ivan
Ivan
4 anos atrás

Wellington, Acredito que vc não entendeu meu argumento. Controladores de voo, administração da Malaysia Airlines e quem mais cuidar da administração da aviação civil internacional tem responsabilidade por colocar um voo civil sobre uma área conflagrada. Mas se encerra neste ponto. O que NÃO pode ser escusado, desculpado, eximido, nem mesmo mitigado é a CULPA pelo homicídio múltiplo praticado, nem a responsabilização dos fornecedores de sistemas de armas de médio alcance para um bando de irresponsáveis. A CULPA pelo crime é sempre de quem o praticou, sendo no caso DOLOSO (intenção de matar), pois ao puxar o gatilho (ou apertar… Read more »

Vader
4 anos atrás

Wellington, pode ficar bem tranquilo pois sou muito bem casado e já passei há muito tempo da idade de ter amores platônicos, o que aliás jamais se daria com alguém do mesmo sexo. Entendi seu argumento e concordo. O que não concordo é com a inversão de prioridades, sempre tendo que citar um culpado (ademais discutível) para citar o outro, e o relativismo axiológico que vocês utilizam em seus argumentos: como se fosse para se eximir-se de alguma culpa oculta ou algo do gênero que os impedem de criticar “russos” e seus aliados, vocês anunciam o famoso “tem culpa todo… Read more »